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RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM HISTÓRIA I

THIAGO RIBEIRO CHAGAS

Rio de Janeiro, Setembro, 2019.


RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM HISTÓRIA I
THIAGO RIBEIRO CHAGAS

Este trabalho é pré-requisito para aprovação na


disciplina Prática de Ensino e Estágio Supervisionado
em História I, do curso de Licenciatura em História,
modalidade EAD, ministrado pela Professora Regina
Celi Pereira, da Universidade Estácio de Sá.

Rio de Janeiro, Setembro, 2019.


A Deus, que nos criou e foi criativo em sua
tarefa. Seu fôlego de vida em mim me foi
sustento e me deu coragem para enfrentar os
desafios que me foram propostos.
A minha amada esposa Leticia e aos meus
filhos Luíza e Gustavo, os quais amo
incondicionalmente. Minha família, minha
base.
Aos meus pais Hailton e Marta e ao meu irmão
Thadeu, responsáveis pela formação de quem
sou.
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO................................................................................................................... 6
2. ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA ESCOLA....................................................... 6

2.1 Aspecto físico, humano e material................................................................................. 6

2.2 Projeto Político Pedagógico........................................................................................... 7

2.3 Escola como um grupo social........................................................................................ 8

2.4 Docentes e Discentes..................................................................................................... 9


3. CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................. 10
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................... 11
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

FIGURA 1 - Fachada da Escola............................................................................................... 12


FIGURA 2 - Pátio de Entrada................................................................................................... 12
FIGURA 3 - Corredor de Acesso às Salas de Aula................................................................... 13
FIGURA 4 - Sala da Turma de Educação Infantil..................................................................... 13
FIGURA 5 - Sala das Turmas de Alfabetização........................................................................ 14
FIGURA 6 - Sala das Turmas de 9º ano.................................................................................... 14
FIGURA 7 - Sala de Leitura..................................................................................................... 15
FIGURA 8 - Área de Lazer e Interação..................................................................................... 15
FIGURA 9 - Refeitório............................................................................................................. 16
FIGURA 10 - Cantina............................................................................................................... 16
FIGURA 11 - Área dos Banheiros............................................................................................ 17
FIGURA 12 - Quadra Poliesportiva.......................................................................................... 17
1. INTRODUÇÃO

O presente relatório objetiva documentar o processo de Estágio Supervisionado


realizado, por mim, acadêmico de licenciatura em história, conforme requisitado pela
Universidade Estácio de Sá. Nele, apresento a minha experiência adquirida, a descrição
do local onde foi realizado e as atividades desenvolvidas. A metodologia utilizada foi a
de observação da comunidade escolar, em todos os seus aspectos.
O estágio é um processo importante de aprendizado e vivência, na prática, do
que, de fato, é lecionar. Além disso, oportuniza ao licenciando colocar em voga tudo
quanto aprendido nas aulas e também “quebrar o gelo” no contato do estagiário com o
ambiente escolar, já não mais como aluno, mas, agora, como futuro professor.
Passerini (2007, p. 18) acredita que,

o processo de formação do professor é contínuo, inicia-se antes mesmo do


curso de graduação, nas interações com os atores que fizeram e fazem parte
de sua formação. E este processo sofre influência dos acontecimentos
históricos, políticos, culturais, possibilitando novos modos de pensar e
diferentes maneiras de agir perante a realidade que o professor está inserido.

De fato, o Estágio Supervisionado é um grande agente contribuidor para a


formação do professor, pois o faz mudar a maneira de enxergar o ambiente escolar. O
olhar agora é para todo o conjunto da obra (escola, sala de aula, professores, alunos,
pais, agentes educadores), procurando formas para a participação positiva.

2. ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA ESCOLA

2.1 Aspecto físico, humano e material


A escola escolhida para a realização do estágio foi a Escola Cometa, situada na
Rua Catão, 483, Pavuna, Rio de Janeiro - RJ. Pavuna é um bairro da Zona Norte do
município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Faz divisa com
os bairros de Anchieta, Guadalupe, Costa Barros, Coelho Neto, Acari, Irajá, Jardim
América e Parque Colúmbia, e também faz divisa com o município de São João de
Meriti. O bairro possui uma das maiores populações dentre os bairros cariocas.
A Escola é particular e o Diretor é o Professor Sérgio Santos de Oliveira.
Sua estrutura física é distribuída da seguinte forma: 08 salas de aula, sala de
leitura, sala do diretor, secretaria, refeitório, cantina, 05 banheiros internos, quadra
poliesportiva coberta, área de lazer e interação.
A escola tem cento e 182 alunos, divididos em 16 turmas. O corpo docente é
composto por 12 professores e conta com uma equipe administrativa de 4
funcionários, sendo eles um diretor, uma secretária, um orientador educacional e um
zelador.
As salas de aula são climatizadas com ventiladores, possuem cadeiras com apoio
para escrever acoplado à elas, em bom estado de conservação. As paredes são limpas
e pintadas. A distribuição das mesas e cadeiras segue o modelo tradicional, a saber:
enfileiradas por corredor e com o quadro e a mesa do professor voltados para elas.
Observei, também, que nas paredes das salas de aula tem trabalhos dos alunos sobre
determinados temas que ficam em exposição. Bem interessante!
A quadra de esportes está funcionando normalmente, onde estão sendo
praticadas as aulas de Educação Física. Conversando com o professor, me fez notar
a importância ao bom condicionamento físico dos alunos, não só em benefício da
saúde individual e coletiva, bem como do despertar de um sentimento positivo das
crianças, adolescentes e adultos pelos esportes, contribuindo para a disciplina
pessoal.
A cantina e o refeitório são espaços organizados e limpos. São ambientes
agradáveis os quais os alunos aproveitam, principalmente, na hora da recreação. Eu
mesmo relembrei os meus tempos de escola.
A sala de leitura possui uma boa quantidade de livros, onde os alunos podem
acessar para fazer pesquisas e trabalhos individuais ou em grupo. A professora
responsável faz um ótimo trabalho, reforçando o aprendizado e estimulando a
prática da leitura na Unidade Escolar.
Os banheiros são limpos e bem conservados. Conforme disse acima, são oito
espaços com vaso sanitário, lavatório e espelho. A escola possui banheiros divididos
para meninos e para meninas, além de ter um exclusivo para portadores de
deficiência física.

2.2 Projeto Político-Pedagógico


O Projeto Político-Pedagógico apresentado pela Escola Cometa é democrático,
porque conta com a participação da comunidade escolar e para que o aluno tenha
uma visão crítica acerca do mundo, a fim de que o leve à reflexão de suas atitudes e
desenvolva valores para a melhor convivência em sociedade.
A Escola Cometa funciona como um espaço de aprendizagem, onde o aluno é
estimulado a ser o verdadeiro agente do processo de construção do seu
conhecimento. Por isso, coloca os alunos em contato direto com os objetos do
conhecimento de modo a favorecer, de forma cooperativa, uma maior compreensão
e um conhecimento mais apurado da cultura em que estão inseridas, promovendo,
assim, o aprendizado contínuo.
Além disso, ela trabalha com a teoria de ensino sociointeracionista que
compreende três aspectos fundamentais: o aspecto instrumental – refere-se à
natureza como mediadora das funções psicológicas mais complexas, não apenas
respondendo aos estímulos apresentados pelo meio, como também alterando-os e
usando as modificações; o aspecto cultural – envolve os meios socialmente
estruturados pelos quais a sociedade organiza os tipos de tarefas que o aluno em
desenvolvimento deve enfrentar, e os tipos de instrumentos mentais e físicos que ela
dispõe para dominar estas tarefas; e, o aspecto histórico – os instrumentos culturais
expandem os poderes do homem e estruturam seu pensamento.
Para estabelecer e garantir um bom convívio em sociedade, valores como
consciência, compromisso, respeito, responsabilidade e disciplina são inseridos no
dia a dia do educando através de atividades educativas.
Após o acesso ao documento em lide, verifiquei que o corpo docente da escola
busca materializar o que está disposto no texto.

2.3 Escola como um Grupo Social


Há de se considerar que a Escola pertence a um bairro de classe média baixa do
munícipio do Rio de Janeiro e, em sua grande maioria, os alunos moram no próprio
bairro. Como se trata de uma escola particular do bairro, os alunos que a frequentam
pertencem a grupos familiares que, dentro de suas possibilidades, investem na
educação dos seus filhos. Pude perceber que a aproximação dos responsáveis com a
escola é constante, seja para tirar dúvidas com os professores, seja para atender às
reuniões periódicas. Percebi, também, que os professores participam ativamente da
vida social dos alunos. Como exemplo disso, reparei, num determinado dia, na
preocupação dos professores em comemorar o aniversário de alguns alunos da
escola, demonstrando carinho e afeto e promovendo a comunhão dos docentes com
os discentes.
Durante o período em que realizei o Estágio I, não percebi intercorrências graves
entre os alunos e professores, me fazendo classificar os alunos como bem
disciplinados.
Portanto, a Escola é um importante centro de convívio social e acadêmico entre
crianças, adolescentes e jovens. É perceptível que a Escola Cometa cumpre bem o
seus papel de aproximação da realidade x comunidade.

2.4 Docentes e Discentes


O período de estágio foi acompanhado da professora de história Luzia, que atua
na Escola há 19 anos, e do Diretor e Professor Sérgio.
Acompanhei, neste período, as aulas ministradas às turmas de 8º e 9º anos, no
turno da manhã.
As turmas possuíam, em média, vinte alunos, que variavam em presença, durante
as semanas que passei pela Escola.
A faixa etária era entre 12 a 15 anos e a maioria dos alunos são do sexo feminino,
representando 60% do total.
Os alunos apresentavam interesse em participar das aulas e achavam interessante
a maioria dos conteúdos ministrados. Aproveite o ensejo para conversar com uma
minoria que não demostravam tanto interesse quanto a maioria e aos alertei sobre a
importância da educação e de se buscar uma formação sólida, não só para atender
ao mercado de trabalho, mas também para a nossa formação pessoal, como
indivíduo integrante de uma sociedade civilizada.
Durante a minha participação, acompanhei as ministrações sobre diversos temas,
dentre os quais destaco um: “Brasil: da Monarquia à República.”
As aulas tinham tempos de cinquenta minutos cada e as aulas de história eram
ministradas às segundas e sextas-feiras.
Outro fator que me deixou admirado foi a pontualidade dos alunos. Eram raras
as vezes que um ou outro se atrasava, até porque se não houvesse uma justificativa
plausível, não podia entrar atrasado em sala.
A professora Luzia é muito dinâmica nas aulas e não focava só no livro e no
quadro. Ela também elaborava atividades tais como debates, teatros, a fim de que se
pudesse extrair uma maior compreensão dos assuntos a serem ministrados. Que
momento de aprendizagem com ela!
Percebe-se o prazer e a alegria dos corpos docentes e discentes de ali estarem. É
notável o quanto a Escola ainda é um ambiente transformador e gerador de
indivíduos melhores para a vida em sociedade.

Não é suficiente, para ser professor, saber os conteúdos dos manuais e dos
tratados; conhecer as teorias da aprendizagem; as técnicas de manejo de
classe e de avaliação; saber de cor a cronologia dos acontecimentos
educativos; nomear as diversas pedagogias da história.
(ANDRADE, 2005, p. 1)

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por fim, durante os vinte e dois dias de Estágio Supervisionado no ambiente


escolar, pude observar toda a estrutura de uma escola, desde os aspectos físicos até os
subjetivos, de modo que os mesmos mudaram a minha forma de enxergar esta
comunidade. Agora, o mais marcante foi ter tido contato com professores que são
motivados e acreditam na transformação da sociedade através da educação. Além disso
tudo, observei o quanto é complexa a organização deste espaço. A interação dos alunos
e suas relações interpessoais, debruçadas aos pensamentos e costumes diferentes uns
dos outros fazem da educação um processo difícil, porém gratificante, principalmente,
quando os resultados dessas formações são positivos, conforme vem ocorrendo em sua
maioria, salvo alguns acidentes de percurso.
Convém dizer, ainda, o quanto podemos aprender a exercer a arte de ensinar
todos os dias. Esse período em sala de aula foi muito relevante para mim, a fim de que
eu pudesse compreender como agir, num primeiro momento.
Portanto, reconheço que estou no início desta caminha, ainda em processo de
formação, mas posso dizer que o Estágio Supervisionado contribuiu muito para o meu
crescimento pessoal e profissional. Não há nada mais gratificante do que ser um agente
transformador!

O contexto escolar é parte integrante dos conhecimentos dos professores e


inclui, entre outros, conhecimentos sobre os estilos de aprendizagem dos
alunos, seus interesses, necessidades e dificuldades, além de um repertório
de técnicas de ensino e de competências de gestão de sala de aula.
(SBEM, 2003, p. 21)

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PASSERINI, Gislaine Alexandre. O estágio supervisionado na formação inicial de


professores de matemática na ótica de estudantes do curso de licenciatura em
matemática da UEL. 121f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Educação
Matemática) - Universidade Estadual de Londrina. Londrina: UEL, 2007.

ANDRADE, Arnon Mascarenhas de Andrade. O Estágio Supervisionado e a Práxis


Docente. In: SILVA, Maria Lucia Santos Ferreira da. (Org.). Estágio Curricular:
Contribuições para o Redimensionamento de sua Prática. Natal: EdUFRN, 2005.
Disponível em: www.educ.ufrn.br/arnon/estagio.pdf; acesso em: 11 set. 2019.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA. Subsídios para a


discussão de propostas para os curso de Licenciatura em Matemática: uma
contribuição da Sociedade Brasileira de Educação Matemática. Disponível em:
www.prg.unicamp.br/ccg/subformacaoprofessores/SBEM_licenciatura.pdf; acesso em
11 set. 2019.
FIGURA 1 - Fachada da Escola

FIGURA 2 - Pátio de Entrada


FIGURA 3 - Corredor de Acesso às Salas de Aula

Figura 4 - Sala da Turma de Educação Infantil


FIGURA 5 - Sala das Turmas de Alfabetização

FIGURA 6 - Sala das Turmas de 9º ano


FIGURA 7 - Sala de Leitura

FIGURA 8 - Área de Lazer e Interação


FIGURA 9 - Refeitório

FIGURA 10 - Cantina
FIGURA 11 - Área dos Banheiros

FIGURA 12 - Quadra Poliesportiva