PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO: FERRAMENTA PARA TOMADA DE DECISÕES GERENCIAIS Carlos Alessandro Simão Rodrigues* Gleison Cristiano Nascimento Saldanha

** Rodrigo Wurzius*** RESUMO: O planejamento tributário apresenta-se como ferramenta essencial para as tomadas de decisões, pois, o investimento em um eficiente estudo sobre a incidência de tributos nas atividades da empresa reflete diretamente nos custos, além de apresentar uma considerável redução dos tributos, como também diminuição dos riscos de possíveis autuações fiscais por atos que possam ser considerados como sonegação fiscal. Utiliza-se do planejamento tributário como a forma licita de reduzir os encargos que incidem sobre os produtos a serem comercializados. É garantido aos contribuintes através dos princípios constitucionais do Direito Tributário, a prática de forma menos onerosos para a realização dos negócios jurídicos, delineados pelas leis que constam no Código Tributário Nacional. Por este trabalho busca-se apresentar um estudo detalhado fazendo comparações entre os sistemas de enquadramento tributário permitidos por lei e fornecendo aos administradores a opção que possa ser menos lesiva ao patrimônio da empresa.

Palavras-Chave: Elisão Fiscal – Evasão Fiscal – Planejamento Tributário. ABSTRACT: The tax planning is presented as an essential tool for decision-making, because the investment in an efficient study of the incidence of taxes on the company's activities directly reflected in costs, and present a considerable reduction of taxes, as well as reducing the risk possible tax assessments for acts which may be considered as tax evasion. Used tax planning as a way of bid to reduce the burden placed on products to be marketed. It is guaranteed to taxpayers through the constitutional principles of tax law, the practice of a less burdensome for the realization of legal transactions, as outlined by the laws contained in the national tax code. For this work seeks to present a detailed study making comparisons between the systems of taxation framework allowed by law and giving administrators the option that it may be less harmful to the company's assets.

Key Terms: Tax Avoidance – Tax Evasion - Tax Planning. .

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Acadêmico do curso de Ciências Contábeis da Universidade Paranaense - UNIPAR. E-mail: carlosalessandro2004@hotmail.com
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Acadêmico do curso de Ciências Contábeis da Universidade Paranaense - UNIPAR. E-mail: glesaldanha@hotmail.com
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Orientador de Estágio Supervisionado do curso de Ciências Contábeis da Universidade Paranaense UNIPAR.

de 25 de outubro de 1966. Sendo que a multa decorre por prática de ato ilícito.br>. Essas “brechas” apresentadas pela lei não se constituem na única opção das empresas em utilizar-se da elisão fiscal como meio de incidência de tributos sobre os negócios jurídicos. O imposto de renda tem como hipótese de incidência a obtenção de rendimentos. Acesso em: 25 out. Na impossibilidade da lei em relacionar todos os fatos lícitos. que não constitua sanção de ato ilícito. responsáveis. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória. INTRODUÇÃO Ao estabelecer um negócio todo contribuinte tem por direito utilizar de meios que possam lhe favorecer. A complexidade da legislação que em muitos casos gera uma opinião dúbia sobre as formas de tributação aliada à falta de conhecimento do legislador tributário. 2. com vistas à economia de tributos e conseqüente redução da carga tributária sobre as empresas. torna-se impossível apontar o limite de aplicação e entendimento. Para isso as empresas têm cada vez mais buscado o profissional que possa fornecer o correto entendimento da legislação tributária elaborando assim um planejamento tributário que possa ser aplicado.gov. CTN. pois.172. ou terceiros. . 2010. A multa visa desestimular os infratores. Disponível em: <www. Tributo não se entende e nem se aplica como multa. Art. bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. (Lei nº.br>. assim como a descrição do que é um fato ilícito. ou também para reduzir a incidência de impostos sobre o seu negócio. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União. de 25 de outubro de 1966. de 25 de Outubro de 1966). Denomina-se como elisão fiscal.da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes.1.planalto. Estados e Municípios. ao passo que o Estado tributa para que possa atingir seus fins.planalto. 172. o qual conjuga hipótese de incidência de tributos. A finalidade do tributo é arrecadatória ao passo que multa tem por objetivo a prevenção sancionatória. 2010. As diversas alterações recentes e que nem sempre se tornam efetivamente esclarecedoras do assunto contribuem para a dubiedade do legislador e também o desconhecimento das leis vigentes. Acesso em: 25 out. 5. A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se: I .gov. 2 Lei 5. independente o ato ser licito ou ilícito. o mesmo tem por pressuposto a prática licita de um fato qualquer que revele capacidade contributiva ou econômica. sendo este muitas vezes desconhecedor das entranhas e brechas estabelecidas pelas leis tributárias. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. 118. Estados e Municípios. a qual pode-se delinear e estabelecer através das brechas apresentadas pelas leis tributárias vigentes em nosso país. 1 2 Lei 5.172. CTN. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União. mas apresenta alternativas da própria legislação tributária para que as empresas possam optar qual o melhor enquadramento a ser feito pela empresa de acordo com suas características. Disponível em: <www. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. seja para evitar.1 TRIBUTO O Código Tributário Nacional comentado traz no artigo terceiro a seguinte redação: 1 Art. a forma legal de economizar tributos.

planalto.172. aos Estados. Também é a previsão legal que irá gerar o tributo. A incidência do imposto difere do fato gerador. Como exemplo quando uma pessoa obtém rendimentos constituindo-se como o fato gerador. 104. 1988. sob pena de não haver tributo a ser lançado. Constituição (1998). A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária. . Conforme determina o art. costumeiramente em porcentagem que. desde o momento em que o se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios. é vedado à União. ao obter tais rendimentos o contribuição está sujeito ao pagamento de tributos que incidem sobre o fato gerador. A lei que descreve as hipóteses de incidência. 2010. Critério definido por lei.II .tratando-se de situação jurídica. Deve haver entre a base de calculo e a hipótese de incidência do tributo uma correlação lógica. inciso IV. na forma da legislação aplicável. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. base de calculo e alíquota. como por exemplo.2001).(Parágrafo incluído pela Lei Complementar nº.tratando-se de situação de fato. aponta-se o quanto é devido de tributo. de 10. sendo do valor desta a base de calculo. uma vez que a incidência é seqüência do acontecimento do fato gerador. ao Distrito Federal e aos Municípios: 3 Lei 5. Para que haja tributo deve-se estar rigorosamente ajustado a uma hipótese de incidência tributaria sobre o fato gerador. desde o momento em que esteja definitivamente constituída. CTN. Art. sujeito ativo. 4 BRASIL. Enquanto não houver um desses elementos não haverá suprimento necessário para a hipótese de incidência do tributo. que tem por hipótese a venda de mercadorias. 150. impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.1. importante para o Fisco e ao contribuinte do quanto devem cobrar e quanto devem pagar. 114. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que. II . Constituição da República Federativa do Brasil. 115. Parágrafo único.gov. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União. Salvo disposição de lei em contrário. ou seja. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. e ocorrendo o fato gerador será devido o tributo. 3 Art. Não havendo correlação lógica ou que não condiz. o tributo será indevido e não poderá ser exigido. 150. da CF. Pode-se definir também como sendo a previsão do fato gerador consoante com a hipótese de incidência tributária. sujeito passivo. considera-se ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos: I . a determinação em lei e a hipótese que poderá gerar o tributo. Acesso em: 25 out. DF : Senado. de 25 de outubro de 1966. Disponível em: <www.br>. o tributo não poderá ser utilizado com efeito de confisco: 4 Art. sendo que hipótese de incidência é o fato descrito na Lei. Art. conjugado pela base de calculo. 116. observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei ordinária. A distinção dos tributos é feita pelas hipóteses de incidência e por isso é necessário que tenha como características essenciais e obrigatórias: a hipótese de incidência. nos termos de direito aplicável.dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Configura-se pelos elementos que permitem que se chegue ao valor ou quantia devida a titulo de tributo. Estados e Municípios.

sem que haja manipulação ou interferência do pesquisador. registrar. Em um segundo momento através do estudo de caso. utilizou-se como base os relatórios contábeis e empresariais referente ao exercício de 2009. analisar e correlacionar os fatos. CTN. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União. visando à solução ou confirmação de possíveis problemas inerentes. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação.IV utilizar tributo com efeito de confisco. METODOLOGIA A aplicação da pesquisa teve como objetivo a aplicação dos conhecimentos. A coleta dos dados secundários baseou-se em livros que possibilitam uma visão geral e da complexidade que apresenta o atendimento. Acesso em: 25 out. sendo irrelevantes para qualificá-la: I .1 Estudo de Caso Com a necessidade de buscar economia de recursos. uma empresa estabelecida no município de Ouro Verde do Oeste. . atuante no ramo de comércio varejista de materiais para construção e atualmente optante pelo Regime de Apuração de impostos do Simples nacional.) O art. 2010. 4º do CTN5 define natureza jurídica assim: Art. e como ponto de partida verificou-se que no referido exercício a empresa apresentou o seguinte faturamento: 5 Lei 5. (CF de 1988. das obrigações tributárias e acessórias compreendidas pelo Sistema Tributário Nacional. II . estado do Paraná.br>. 3. pois não utilizou-se de instrumentos estatísticos como base para a analise do problema. aplicou-se na prática um planejamento tributário numa empresa de comércio varejista de materiais de construção e em seguida os resultados obtidos. Estados e Municípios.a denominação e demais características formais adotadas pela lei.planalto. 3.a destinação legal do produto da sua arrecadação. buscou o auxílio para que se fosse efetuado um estudo de qual seria o Regime de Tributação mais econômico para que a partir do mês de janeiro de 2011 a empresa se enquadrasse. Disponível em: <www. pelas organizações.172. que apresenta a função de observar.gov. O estudo inicia-se pela pesquisa em fontes secundárias que através de uma pesquisa bibliográfica sobre o tema investigado em materiais já elaborados anteriormente. Para que fosse necessário efetuar o estudo solicitado. Ainda salienta-se que trata-se de uma pesquisa qualitativa. de 25 de outubro de 1966.

Acesso em 21/10/2010 8 Estudo disponível na íntegra em http://www. as contribuições sociais.004. 2010.br. considerou-se no cálculo da carga tributária.235.02% do PIB Nacional. após análise inicial foram efetuados cálculos nos três Principais Regimes de Tributação. 7 INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO www.2 Carga Tributária No Brasil A alta carga tributária acaba por inviabilizar muitos negócios. sempre enfatizando que.fazenda. contra 35. PAES e PAEX. INSS e ICMS e apresentados na seqüência. COFINS.152.42 83. Segundo IBPT7 em seus estudos8 com a revisão do PIB pelo IBGE.121. Tributação pelo Lucro Real. e o Produto Interno Bruto nesse mesmo período.97 Em uma primeira análise percebe-se que a empresa poderia optar por qualquer Regime de Tributação imposta ao governo.875. por fim. CSLL. uma leve queda de 0.873.57 88. taxas e contribuições de melhoria. e. acesso em 27 out.16% em 2008.658. sendo o último o optante da empresa. A Receita Federal do Brasil estabelece como conceito de carga tributária: O conceito de Carga Tributária Bruta refere-se à relação entre o montante total da receita de natureza tributária.26 80.htm.11 80.198. acesso em 27 out.ibpt. calculando-se IRPJ.88 1.br/img/_publicacao/13854/186. sendo eles.21 83.com.ibpt. tem-se uma elevada carga tributária e o serviço público recebido em contrapartida é de baixa qualidade.14 ponto percentual. arrecadada em determinado período.587.br/Historico/Arrecadacao/Carga_Fiscal/1998/Introdu%C3%A7%C3%A3o. Empresas quebram com elevadas dívidas fiscais. Procurando atingir a definição econômica mais ampla.489. além dos impostos. as contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. PIS. no Brasil. .718. como REFIS.com. de intervenção no domínio econômico e de interesse de categorias profissionais e econômicas. disponível em http://www.54 111.84 84. Tributação pelo Lucro Presumido e Simples Nacional. O mesmo estudo aponta uma evolução da participação da Carga Tributária em relação ao PIB desde o ano de 1986 até 2009 conforme segue: 6 RECEITA FEDERAL DO BRASIL (RFB).receita. 3.29 79.899.gov. no ano de 2009 a carga tributária no Brasil correspondeu a 35. trouxeram alguma tranqüilidade ao contribuinte.52 89.pdf.623.022. 2010. 6 As discussões sobre a carga tributária estão frequentemente destacadas em jornais e revistas brasileiras. e nem mesmo as recentes “renegociações”.Quadro 1 – Relação de Faturamento Bruto exercício 2009 Mês de Apuração Janeiro/2009 Fevereiro/2009 Março/2009 Abril/2009 Maio/2009 Junho/2009 Julho/2009 Agosto/2009 Setembro/2009 Outubro/2009 Novembro/2009 Dezembro/2009 Total do Exercício de 2009 Fonte: Balancetes de Verificação (Dados da Pesquisa) 2009 Receita do Mês (em R$) 68.10 83. Os cálculos foram efetuados com base na legislação em vigor em cada Regime de Tributação.23 89.

00% 5.61 % 2006 34. por isso é necessário buscar novas maneiras de se reduzir os nossos gastos com tributos utilizando-se do Planejamento Tributário que .00% 19 86 19 87 19 88 19 89 19 90 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 19 97 19 98 19 99 20 00 20 01 20 02 20 03 20 04 20 05 20 06 20 07 20 08 20 09 ** A breve queda no ano de 2009 esteve relacionada com os diversos benefícios fiscais concedidos pelo governo no ano de 2009 devido à crise financeira que se passou.47 % 2009** 35.16 % 2001 31. Diante destes dados vemos que apesar dos benefícios concedidos aos contribuintes.54 % 25.01 % 2000 30. Gráfico 01 – Participação da Carga Tributária no PIB PARTICIPAÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA NO PIB 40.69 % 25.00% 35.65 % 24.00% 10.52 % 28.63 % 20.92 % 2007 34. por exemplo.19 % 2008 35.Quadro 2 – Participação da Carga Tributária no PIB Nacional 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 PARTICIPAÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA NO PIB NACIONAL 22.01 % 29.38 % 20.09 % 2005 34.61 % 2003 32.39 % 1998 27. a arrecadação continua a crescer.13 % 28.00% 20.28 % 1999 28.38 % 2004 33.91 % 2002 32.16 % 25.00% 15.00% 30.49 % 25.02 % Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário ** Dados efetuado por estimativa pelo IBPT em 02/02/2010 No Gráfico abaixo vemos esta evolução.67 % 22.00% 25. o desconto do IPI.00% 0.

6% (sete vírgula seis por cento) sobre o faturamento mensal.receita.00 (vinte mil reais) no mês base. Portanto neste particular. com base no resultado líquido de cada trimestre e somente em 31 de dezembro para a opção de apuração anual. porém. podendo também ser creditados percentuais de serviços pagos nas mesmas bases do PIS. conforme textualmente preceituado no artigo 247 do Regulamento do Imposto de Renda9. obedecendo à legislação do IRPJ. na prática. A apuração do lucro pode ser determinada em períodos de apuração trimestral e anual. Ainda. no caso é o resultado econômico positivo. agora. além dos tributos PIS e COFINS nas mesmas bases já citadas anteriormente. apurar o que deliberam chamar de Lucro Real. ajustado pelas adições e pelas exclusões prescritas na lei de regência. podendo ser adicionado um percentual de 10% (dez por cento) sobre a parcela da base de cálculo que exceder o limite de R$ 60. ou seja. 30 de junho. fechou o período com prejuízo. acesso em 27 out.00 (sessenta mil reais).gov. que. que às vezes a empresa apura resultado econômico negativo. conhecido como LALUR. As alíquotas referende aos tributos IRPJ e CSLL são as mesmas do regime de apuração trimestral. disponível em http://www. inadequada ao caso. o recolhimento dos tributos IRPJ e CSLL devem ser efetuados mensalmente. sem limites e sem adicionais. efetivo e concreto. 3. diretamente ligados à produção de serviços na mesma proporção de percentuais de aplicação do imposto. 2010.65% (um vírgula sessenta e cinco por cento) sobre o faturamento mensal.1 Lucro Real O lucro real. para. esse lucro ajustado é base de cálculo para a compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores.veremos a seguir. As alíquotas de impostos aplicadas neste sistema de Tributação Trimestral são as Seguintes: • IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) de 15% (quinze por cento) sobre o lucro líquido de cada trimestre apurado. . Neste regime de tributação. ou seja. 9 RIR/99 Regulamento do Imposto de Renda 1999. • PIS (Programa de Integração social) de 1. na prática. constata-se. que manda adicionar ou excluir parcelas consideradas não dedutíveis ou então quando já tributadas em outra empresa. 30 de setembro e 31 de dezembro. as pessoas jurídicas devem efetuar os recolhimentos com base em estimativas.fazenda.2. • COFINS (Contribuição para o financiamento da seguridade social) de 7. • CSLL (contribuição social sobre o lucro líquido) de 9% (nove por cento) sobre o lucro líquido de cada trimestre apurado. que conforme citado anteriormente apresenta-se como ferramenta de gestão e economia legal de tributos. Com efeito. A denominação de lucro real para apuração eminentemente fiscal é. em linguagem conceitual.000. que são encerrados em 31de março. podendo ser feitas deduções da base de cálculo da receita sobre alguns pagamentos feitos a outras pessoas jurídicas. nos termos do mesmo RIR. resta claro que o lucro real só pode ser determinado a partir da escrituração contábil e transcrição de todas as adições e exclusões no Livro de Apuração do Lucro Real. Para os contribuintes optantes pelo regime de tributação anual. antes do IRPJ e da CSLL do período de apuração. somente com a diferença que o limite de adicional será de R$ 20.br/publico/perguntao/dipj2008/Cap%C3%ADtulo%20VI%20-%20IRPJ%20%20Lucro%20Real%20_introdu%C3%A7%C3%A3o_%202008.pdf. quando as receitas superam as despesas do período base. o termo real á idéia de verdadeiro. Todavia. quando melhor seria denominar de Lucro Fiscal. é o lucro contábil. assim.000.

81 21.22 R$ 27.00. percentuais este que variam de acordo com cada atividade como segue: Quadro 3 – Tabela de Alíquotas Para o Lucro Real Atividades da pessoa jurídica geradora da receita bruta – base de estimativa para os pagamentos mensais dos tributos do Imposto de Renda Revenda para consumo de combustíveis derivados de petróleo.00 Fonte: Dados da pesquisa.fazenda.700.719. carburante e gás natural Venda de mercadorias ou produtos. álcool etílico.79 PARTICIPAÇÃO % 47. exceto revenda de combustíveis para consumo Prestação de serviços de transporte de cargas Prestação dos demais serviços de transporte Prestação de demais serviços em geral.082.34 4.br Percentuais Aplicáveis Sobre a receita 1. exceto serviços hospitalares.13 R$ 5. 2010 Gráfico 02 – Apuração pelo Lucro Real .6% 8% 8% 16% 32% 16% 16% Os contribuintes que exploram diversas atividades devem apurar a base de cálculo aplicando o respectivo percentual sobre as receitas brutas de cada uma das atividades.63 26.000. de transporte e de profissões regulamentadas Instituições financeiras e entidades a elas equiparadas Fonte: http://receita.22 100. para os quais não esteja previsto percentual específico Prestação de serviços em geral por empresas com receita bruta anual não superiores a R$ 120.860.A base de calculo deverá ser calculada mediante a aplicação de percentuais sobre a receita bruta auferida.49 R$ 22.038.gov.95 R$ 105. Quadro 4 – Resumo dos tributos devidos pelo regime do Lucro Real TRIBUTOS ICMS PIS COFINS INSS IRPJ CSLL TOTAL VALOR DEVIDO R$ R$ 50.

desprezando despesas do período e apenas usando o faturamento.00 (quarenta e oito milhões de reais.65 (zero vírgula sessenta e cinco por cento) sobre o faturamento mensal.000. 3. ou seja. é restrita aos contribuintes que não estão obrigados ao regime de apuração do Lucro Real e para empresas que não tenham auferido no ano calendário anterior faturamento superior a R$ 48. Faculta a legislação que referidas empresas. exclusivamente para estes casos. • PIS de 0.Apuração Pelo Lucro Real 0% 26% 0% 47% 5% 22% ICMS 5% PIS COFINS INSS IRPJ CSLL Através dos dados acima. • CSLL de 9% (nove por cento) sobre a base de cálculo.2.2 Lucro Presumido É uma forma simplificada de apuração da base de cálculo dos tributos IRPJ e CSLL.00. verificou-se novamente que o tributo ICMS como foi no Regime de Apuração de Lucro Presumido.000. ou seja. Assim dispensando o uso da escrita mercantil.000. sem limites a serem aplicados. A apuração do lucro neste regime de tributação é feita trimestralmente não tendo aqui a opção pelo regime de tributação anual. neste representando 445% (quarenta e quatro por cento) dos valores devidos no exercício. em vez da apuração do lucro realmente auferido. a receita bruta. continua sendo o mais oneroso entre todos. A base de cálculo deverá ser auferida aplicando-se percentuais sobre a receita bruta auferida em cada encerramento de exercício trimestral conforme cada atividade empresarial como segue: . também sem benefícios. As alíquotas de impostos impostas a este regime de tributação são as seguintes: • IRPJ de 15% (quinze por cento) sobre a base de cálculo. • COFINS de 3% (três por cento) sobre o faturamento mensal. as empresas enquadradas nas condições fixadas podem presumir hipoteticamente a existência de lucro a partir de percentual aplicado sobre o faturamento que é à base de cálculo. podem presumir o valor do lucro a partir de suas receitas. por meio de escrituração mercantil. também com adicional de 10% (dez por cento) sobre a parcela da base de cálculo que exceder o limite de R$ 60. sem o benefício de obter-se de créditos sobre produtos e serviços pagos.

br Percentuais Aplicáveis Sobre a receita 8% 1.00 Fonte: Dados da Pesquisa 2010 Gráfico 03 – Apuração pelo Lucro Presumido Apuração pelo Lucro Presumido 5% 22% 20% 9% 8% 36% PIS COFINS ICMS CSLL IRPJ INSS .fazenda.15 7.272.87 20.43 R$ 12.gov. entidades de previdência privada aberta e empresas de capitalização Fonte: http://receita.045. álcool etílico carburante e gás natural Serviços em Geral Serviços Hospitalares e de Transporte de Carga Demais serviços de Transporte Instituições financeiras.70 R$ 27.80 22.647. empresas de seguros privados.17 36. de combustível derivado de petróleo.13 R$ 11.98 8. entidades de previdência privada aberta e empresas de seguros privados.52 % 4.61 R$ 50.03 100.405.95 R$ 138.70 R$ 30.038.719. sociedades corretoras de títulos e valores imobiliários.681.6% 32% 8% 16% 16% Quadro 6 – Resumo dos tributos devidos pelo regime do Lucro Presumido Exercício 2009 IMPOSTOS PIS COFINS ICMS CSLL IRPJ INSS TOTAL VALOR R$ R$ 6.Quadro 5 – Tabela de Alíquotas para o Lucro Presumido Atividades da pessoa jurídica geradora da receita bruta – base de estimativa para os pagamentos mensais dos tributos do Imposto de Renda Comércio e Indústria Revenda para consumo.

a Lei 123/06 estabelece benefícios às empresas enquadradas neste regime tributário. em cada ano-calendário. o empresário. II – no caso das EPP. no ano-calendário seguinte.2. mediante regime único de arrecadação. de 2010. receita bruta superior a R$ 240. acesso em 27 de Out.3 Simples Nacional No ano de 2006 divulgou-se a Lei Complementar 123. também conhecido como Simples Nacional ou Super Simples. Tal Lei substituiu a Lei 9. exceder o limite de receita bruta anual previsto no inciso I passa.receita.00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.000.400. que é regido por resoluções emitidas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional. aufira. 966 da Lei nº. o empresário. Distrito Federal e municípios. inclusive obrigações acessórias. a pessoa jurídica. • Estímulo à inovação tecnológica. . Segundo Resolução 4 do Comitê Gestor do Simples Nacional em seu artigo 2º são microempresas e empresas de pequeno porte: 10 Consideram-se microempresas (ME) ou empresas de pequeno porte (EPP) a sociedade empresária. desde que: I – no caso das ME. ou a ela equiparada.000.317/96 do Simples Federal. que é um sistema unificado de apuração.htm. • Dispensa quanto ao cumprimento de algumas obrigações trabalhistas e previdenciárias. aufira. • Tratamento especial em licitações públicas. a pessoa jurídica. • Simplificação do processo de abertura.406. do Distrito Federal e dos Municípios. e estabelece normas gerais relativas ao tratamento tributário diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito da União.br/Legislacao/Resolucao/2007/CGSN/Resol04.gov. representando 36% (trinta e seis por cento) do total de impostos no exercício de 2009. em cada ano-calendário. com a simplificação das obrigações fiscais acessórias. 3. que são: • Criação dos Simples Nacional. 10 Resolução 4 do Comitê Gestor do Simples Nacional. a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. • Desoneração tributária das receitas de exportação e das receitas que se sujeitam ao regime de substituição tributária.00 (dois milhões e quatrocentos mil reais). devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas. 10. ou a ela equiparada. de 10 de janeiro de 2002. conforme o caso. • Incentivos à Formação de consórcios visando incrementar compras e vendas de bens e serviços. • Criação de estímulos ao crédito e à capitalização de recursos. que institui a partir de 01 de julho de 2007 o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.00 (duzentos e quarenta mil reais). recolhimento e arrecadação dos impostos e contribuições da União. dos Estados. • Estímulo à legalização do pequeno empresário. Como tratamento tributário diferenciado. estados. disponível em http://www. alteração e baixa da empresa. automaticamente.fazenda.000. § 1º A ME que no ano-calendário. à condição de EPP.Através dos dados acima percebe-se que a maior arrecadação de tributos no Regime de Apuração do Lucro Presumido é representada pelo imposto ICMS. receita bruta igual ou inferior a R$ 240.

400.receita.179 da Lei nº.gov. 10. São impedidas de ingressar no simples nacional quando a pessoa jurídica: • Tiver participação e outra pessoa jurídica ao seu capital. 2010.00.00.htm acesso em 27 out. 970 e 1.” Segundo Artigo 966 da Lei 10. • Seja resultante ou remanescente de cisão ou qualquer outra forma de desmembramento de pessoa jurídica que tenha ocorrido em um dos 5 anos calendários anteriores. 123.00 (trinta e seis mil reais).br/Legislacao/Resolucao/2007/CGSN/Resol04. de 10 de janeiro de 2002.00. • Seja filial. salvo de consumo. no País. não ultrapassar o limite de receita bruta anual previsto no inciso I passa. de caixa econômica.406/02 disponível em 10/11/2010. • Tenha a participação no seu capital de pessoa física que seja inscrita como empresária. .htm. sucursal.br/legislacao/leiscomplementares/2006/leicp123.§ 2º A EPP que no ano-calendário. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual. disponível em http://www. agência ou representação.400. de 14 de dezembro de 2006 disponível em http://www.400.000. Podem ser optantes pelo regime de tributação empresas que se enquadrem no limite de faturamento constante no artigo 2º da Resolução 413 do Comitê Gestor do Simples Nacional. 966. e que a receita bruta global das empresas ultrapasse o limite de R$ 2. financiamento e investimento.receita.br/ccivil_03/Leis/2002/L10406.fazenda.406. 12 http://www. 11 Lei 10. de natureza científica. Considera-se pequeno empresário. valores mobiliários e câmbio. no ano-calendário seguinte. • Tenha sócio ou titular que seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica com fins lucrativos. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.htm. sócia de outra empresa que já receba tratamento jurídico diferenciado previsto da Lei Complementar 123/06. • Seja constituída sob forma de cooperativa. literária ou artística. Parágrafo único. • Exerça atividade de banco comercial. automaticamente. exceto algumas atividades impeditivas conforme Resolução 06 em seu anexo único do referido Comitê.000.gov.gov. ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores. de corretora de títulos. • Tenha titular ou sócio que participe com mais de 10% do capital de outra empresa não-beneficiada pela Lei Complementar 123/06. de pessoa jurídica com sede no exterior. o empresário individual caracterizado como microempresa na forma desta Lei Complementar que aufira receita bruta anual de até R$ 36.fazenda. ou seja. 13 Resolução 4 do Comitê Gestor do Simples Nacional. acesso em 27 out. salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. à condição de ME.de desenvolvimento.406/02 11 Art. investimento . de sociedade de crédito. para efeito de aplicação do disposto nos arts. conforme anexos I e II deste. e que a receita bruta global das empresas ultrapasse o limite de R$ 2.000. 2010. 68. de crédito imobiliário. e que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 2. acesso em Lei Complementar nº. Por outro lado a Lei 123/06 estabelece em seu artigo 68 como pequeno empresário: 12 Art.planalto.

a Resolução 514. Considerados todos os estabelecimentos e segregada por atividade. Conforme Artigo 13 da Lei Complementar 123/06. documento este que abrange os seguintes impostos e contribuições: • Imposto sobre renda de pessoa jurídica (IRPJ). • Contribuição para financiamento da Seguridade Social (COFINS). antes de quantificar o valor do imposto devido. a tributação se opera por meio de tabelas. Todavia. específicas para cada faixa de receita bruta acumulada nos doze meses anteriores ao período de apuração. de mercadorias ou serviços são enquadradas segundo tabelas específicas. exceto o que for devido na importação de bens e serviços (IPI). 2010. Quadro 7– Resumo dos tributos devidos pelo regime do Simples Nacional Exercício 2009 TRIBUTOS SIMPLES 14 VALOR DEVIDO R$ do Comitê Gestor do Simples PARTICIPAÇÃO % Nacional. A ME e EPP devem aplicar sobre a receita bruta mensal de cada atividade o percentual fixado nas respectivas Tabelas de Alíquotas. . o imposto será recolhido de forma única em documento de arrecadação.fazenda. assim. entre outras. como por exemplo.htm. retenções na fonte. exceto no caso das pessoas jurídicas que se dediquem as atividade de prestação de serviços. haja vista que as vendas de produtos. divulgou 59 tabelas e alíquotas do Simples Nacional.gov. substituição tributária.receita. devidamente explicitado que existem 5 grupos de Tabelas e Alíquotas. inclusive para emissão da guia para pagamento. Todavia. IV e V. acesso em 27 out. • Contribuição para PIS/Pasep. • Contribuição social sobre o Lucro Líquido (CSLL). • Imposto sobre produtos industrializado. foi desenvolvido sistema eletrônico que se presta para uso dos contabilistas ou dos contribuintes. • Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). aplicáveis segundo as particularidades. distribuídos por tipos de atividade conforme segue: • Atividades Comerciais – Tabelas I. exceto a que for devida sobre importação de bens e serviços. a cargo da pessoa jurídica. • Atividades Industriais – Tabela II. • Contribuição para Seguridade Social. A Base de cálculo para determinar o valor do Simples Nacional que será recolhido pela ME e EPP é o total da receita bruta no período. quantificar o valor total do simples nacional a ser recolhido pela ME e EPP.br/Legislacao/Resolucao/2007/CGSN/Resol05. exceto a que for devida sobre importação de bens e serviços. Para atender às diferentes formas de incidência ou das situações especiais. isenções.• Seja constituída sob forma de sociedade pro ações. redução de base de cálculo. é necessário determinar qual percentual será aplicado sobre a base de cálculo. • Imposto sobre Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre Prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS). • Atividades de Prestação de Serviços – Tabelas III. para facilitar o processo derivativo por meio do qual se determina a alíquota que será aplicada sobre a receita bruta mensal de cada atividade e. disponível em Resolução 5 http://www.

038.95 R$ 5.16 R$ 12.851.405.76 R$ 18. 2010 R$ 4.46 16.860.13 R$ 79.83 45.42 5.70 R$ 11. destaca-se a mudança quanto aos regimes anteriores onde o ICMS tinha a maior tributação.851. Lucro Presumido R$ 27.608.363.91 23.647.13 R$ 105.NACIONAL IRPJ CSLL COFINS PIS INSS ICMS TOTAL Fonte: Dados da pesquisa.16 R$ 4.068.04 R$ 12.16 R$ 79.068.07 3.46 5.17 R$ 3.43 R$ 138.13 R$ 12.79 Simples Nacional R$ 36.272. totalizando 47% (quarenta e sete por cento) sobre o total a recolher no exercício.04 R$ 36.49 R$ 22.045.038.715.42 Gráfico 04 – Comparativo entre Regimes de Tributação .681.608. neste a maior carga tributária fica por conta do tributo INSS.719. Lucro Presumido e Simples Nacional – Montante apurado no exercício de 2009 Tributos INSS PIS COFINS ICMS IRPJ CSLL TOTAL Fonte: Dados da pesquisa 2010.16 R$ 4.Comparativo Enquadramento no Regime Tributário Lucro Real.715.969.22 R$ 50.76 R$ 3.363.13 R$ 4.719.969.082.17 R$ 18.700.70 R$ 30.363.61 R$ 50.27 100 Diante dos dados apresentados neste regime.363.52 R$ 6. Em um comparativo entre os cálculos efetuados pode-se apresentar: Quadro 8 .52 Lucro Real R$ 27.

000. utilizando-se de metodologia acima descrita. o profissional contabilista.00 120. RESULTADOS Neste estudo de caso permite-nos visualizar de forma objetiva a realidade e comparabilidade dos efeitos que cada regime de tributação apresenta sobre o resultado da empresa. competitividade e capacidade de investimentos maior.00 INSS PIS COFINS ICMS Lucro Real IRPJ CSLL TOTAL Lucro Presumido Simples Nacional 4. que municiado das informações que refletem efetivamente a realidade da empresa.00 0.00 100.000.34% (vinte e quatro vírgula trinta e quatro por cento) de economia comparando-se com o Regime de Tributação do Lucro Real.000. A economia legal de tributos neste caso deve ser atribuído especificamente a um planejamento tributário adequado elaborado pelo contador.000. ao fazer a opção por qualquer que seja o regime de tributação o contador deverá saber avaliar a sua importância para com o desenvolvimento e vida da empresa. mas que tem efeito direto nela como por exemplo.00 140.000. a importância de conhecimento profissional do contador está sendo preponderante no resultado obtido pela empresa haja vista.00 40. tem utilizado suas técnicas e orientado a empresa sobre a melhor opção e qual a mais eficiente .22% (Quarenta e dois vírgula vinte e dois por cento) de economia comparando-se com o Regime de Tributação Lucro Presumido e uma economia de 24.00 20. A carga tributária quando não devidamente avaliada e feito o conseqüente estudos sobre o impacto sobre as receitas poderá inviabilizar suas atividades. Essa redução de impostos influencia diretamente em fatores que se relacionam indiretamente com a contabilidade.000. maior margem de lucro. 5.000.00 80. salientamos também que a opção pelo regime de tributação do SIMPLES NACIONAL representa uma economia de 42.00 60. CONSIDERAÇÕS FINAIS Ao apresentarmos o presente estudo de caso. pois.000. podemos afirmar que. O Contador tem por função buscar sempre a melhor opção a ser utilizada pela empresa independente do trabalho que seja necessário.Comparativo entre Regimes de Tributação 160.

p. Disponível em: <www. 07ª ed. Marliete Bezerra. Atlas 2007. 6ª Ed. de 15 de dezembro de 1976. 6. A elaboração de um planejamento tributário tem como propósito a redução dos custos gerados pela carga tributária. José Perez Junior. Renato. e sem um planejamento adequado em conformidade com as leis.receita. notas remissivas e índices por Juarez de Oliveira.fazenda. que é o enquadramento pelo regime de tributação no SIMPLES NACIONAL.para a economia legal de impostos. INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO (IBPT).br/Legislacao/Leis/2002/lei10406. 29ª ed. Nilton. 25. LATORRACA. . HIGUCHI. São Paulo: Editora Atlas. ed. Organização dos textos. HIGUCHI. Direito Tributário: imposto de renda das empresas.com.404. 9ª ed.ibpt. GOMES. Código tributário nacional. Carga Tributaria Brasileira. não será possível esta desejada redução. HIGUCHI. Atlas 2007. 15 ed. BRASIL. HIROMI. São Paulo.. Podemos resumir que planejamento tributária é ferramenta essencial de gestão e neste estudo de caso a confirmação de que a empresa está utilizando-se da melhor opção. nesta situação a empresa e o contador utilizando-se dos métodos aceitos pela contabilidade e observando as disposições da legislação pertinente ao assunto. São Paulo.Acesso em: 10/11/2010. São Paulo: IR Publicações Ltda. Luis Martins de. 47. Acesso em: 10/11/2010. 6ª ed. Contabilidade Tributária. Disponível em <http://www. OLIVEIRA. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 2004. Imposto de Renda das Empresas – Interpretação e Prática. LÁUDIO C.. CHERAGATO. EDMAR OLIVEIRA Imposto de Renda das Empresas. 1996. José Perez Junior.. HERNANDEZ. GOMES. O empresário apresentou consciência de que o trabalho exercido pelo contador deverá ser abastecido por informações que reflitam o estado real das contas.gov. Renato. 2000. São Paulo: Atlas. São Paulo: Saraiva. O Representante da Empresa é membro fundamental no fornecimento de informações ao contador referentes ao objeto de estudo de caso. Lei 6. FABRETII. Manual de Contabilidade Tributária. 153. Manual de Contabilidade Tributária. Marliete Bezerra.. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE FILHO. OLIVEIRA. art. CHIEREGATO.br>. Ressaltamos também que a confiança apresentada pelo empresário para com o contador é muito importante tanto para o fornecimento das informações quanto para a aceitação das sugestões apresentadas pelo contador. 2010. São Paulo. Luis Martins de.. HERNANDEZ. Atlas 2005. CELSO H.htm> . FÁBIO H.

Acesso em: 01 out.gov. Decreto nº.br>.gov.planalto. de 14 de dezembro de 2006. 1. Contabilidade Geral. Disponível em: Lei Complementar nº 123.receita. Disponível em: <www. 23. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União. Acesso em: 01 out.gov.br>. de 25 de outubro de 1966.receita. RFB. 2009. Hilário. Estados e Municípios. Lei 5.FRANCO. 2009. Disponível em . CTN.980. RECEITA FEDERAL DO BRASIL. São Paulo: Atlas. Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. 2009. do ICMS. Disponível em: <www. de 2007.br> acesso em 10/11/2010.sefanet. Acesso em: 13 ago. ed.gov. 1997.fazenda. <http://www.fazenda. Regulamento <www.pr.br>.172.

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