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Tributação

para
programadores
Sumário
Substituição Tributária.................................................................................03
Definições
Responsabilidades
Vantagens
Para o Fisco
Para o Contribuinte
Sobre a incidência da Substituição Tributária...........................................04
Hipótese em que há incidência da ST
Hipótese em que não há incidência da ST
Base de cálculo da Substituição Tributária
Quais produtos tem a Substituição Tributária
Formula de Cálculo.......................................................................................06
Exemplo no DANFE
Formula de Cálculo.......................................................................................07
Substituição Tributária - ST
Definição P
A
O regime de substituição tributária do ICMS é uma obrigação tributária que transfere ao sujei- G.
to passivo a responsabilidade pelo pagamento do imposto ou contribuição e está previsto no Art. 150, 03
§ 7º da Constituição Federal de 1988, o qual estabelece que a lei poderá atribuir a sujeito passivo de
obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato
ferrador deverá ocorrer logo após ao fato ocorrido, o que garante que a restituição da quantia seja pa-
ga, mesmo que o fato gerador não se concretize. Em resumo, a lei elege uma terceira pessoa para cum-
primento da obrigação tributária, em lugar do contribuinte natural e essa modalidade de tributação sur-
giu quando o fisco percebeu que existem muitos importadores. Para um melhor entendimento, pode-
mos dizer que este regime consiste basicamente, na cobrança do imposto devido em operações subse-
quentes, antecipando a ocorrência do fato gerador, ou seja, antes de uma posterior saída ou circulação
da mercadoria, o imposto correspondente deve ser retido e recolhido.

Responsabilidade Tributária.

A responsabilidade pelo recolhimento do imposto incidente nas operações sujeitas a Substitui-


ção Tributária (até o consumidor final) será atribuída ao fabricante, importador ou ao estabelecimento
00 atacadista, conforme previsto no dispositivo legal, que deverão calcular e reter ao ICMS sobre o preço
de venda do produto no varejo, ficando os demais contribuintes da cadeia dispensando de recolher o
imposto nas saídas subsequentes. Este tipo de regime é comumente chamado de substituição tributária
para frente
Assim, por exemplo, na venda de mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária efetu-
ada por industrial ao distribuidor o industrial deverá reter e recolher o ICMS que será gerado nas ope-
rações subsequentes com estas mercadorias, ou seja, deverá ser retido o ICMS que será devido na ven-
da do distribuidor para o varejista e na venda do varejista para o consumidor final.
As empresas optantes pelo Simples Nacional, também estão sujeitas ao regime de Substituição
Tributária tanto na condição de substituto quanto na condição de substituído. Sendo que as operações
realizadas com mercadorias tributadas no regime de substituição tributária são separadas da receita
total no momento do cálculo do ICMS pelo Simples Nacional
Vantagens P
A
G.
Para o Fisco:
04

Facilita a fiscalização dos tributos e dos contribuintes das etapas seguintes, pois o
imposto deixa de incidir várias vezes no decorrer da cadeia de circulação de uma deter-
minada mercadoria ou serviço, facilitando o controle fiscal e inibindo a sonegação.

Para o Contribuinte:

Como o imposto já foi pago na etapa anterior pela indústria os contribuintes das
etapas seguintes não precisam se preocupar com o recolhimento deste imposto.

Sobre a incidência do ST

Hipótese em que há a incidência da ST:

00 • Mercadoria destinada a posterior Comercialização.

• Mercadoria destinada a outra unidades da federação, quando há Convênios ou Pro-


tocolos entre ambos.

• Nas aquisições provenientes de outra Unidade da Federação, que não tenha sido fei-
ta a devida retenção do ICMS-ST, quando devida.

Hipótese em que não há a incidência da ST:

• Quando a mercadoria se destina a Pessoa Física.

• Quando a mercadoria se destina a uma posterior saída amparada por isenção ou não
incidência (EX. destinada ao Mercado externo).

Base de Cálculo da ST

A base de cálculo devido por substituição tributária é o preço praticado pelos re-
metentes fabricantes ou importadores, acrescido do valor do frete, seguro e outras des-
pesas, quando não incluído no preço, acrescido da MVA determinada pelo fisco, através
da Margem de Lucro (MVA—Margem de Valor Agregado), IVA (Índice de Valor Agre-
gado) ou Pauta Fiscal que é definida pela média de preços praticados nos mercados
levantado por entidades representativas, sendo validada e publicada pelas autoridades
P
competentes de cada Estado.
A
G.
CFOP Descrição 05
5.401/6.401 Venda de produção do estabelecimento quando o produto esteja sujeito ao regime de
substituição tributária.
5.402/6.402 Venda de produção do estabelecimento de produto sujeito ao regime de substituição
tributária, em operação entre contribuintes substitutos do mesmo produto.
5.403/6.403 Venda de mercadoria, adquirida ou recebida de terceiros, sujeita ao regime de substituição
tributária,na condição de contribuinte-substituto.
5.405/6.405 Venda de mercadoria, adquirida ou recebida de terceiros, sujeita ao regime de substituição
tributária,na condição de contribuinte-substituído.

Quais Produtos tem ST?

Relação de produtos sujeitos a Substituição Tributária:

Atualmente, esta relação é definida pelo Convênio ICMS 92/2015, alterado pelo Convênio
ICMS 53/2016 que estabeleceu a sistemática de uniformização e identificação das mercadorias e bens
00 sujeitos aos regimes de substituição tributária e de antecipação de recolhimento do ICMS, instituindo
o Código Especificador da Substituição Tributária - CEST, NCM/SH e respectivas descrições cons-
tantes dos anexos II a XXIX, cuja obrigatoriedade entra em vigor a partir de 1º de outubro de 2016.

Item CEST NCM Descrição


44.0 01.004.00 8431.10.10 Partes para macacos do CEST 01.043.00
45.0 01.045.00 8431.49.2 Partes reconhecíveis como exclusiva ou principalmente
destinadas ás máquinas agrícolas ou rodoviárias.
62.0 01.062.00 8527.21.90 Outros aparelhos receptores de radiodifusão que funcio-
nem como fonte externa de energia, dos tipos utilizados
exclusivamente em veículos automotores.

Anteriormente ao Convênio ICMS 92/2015, a relação dos produtos sujeitos a Substituição Tri-
butária era publicadas através de Protocolos e Convênios para cada Estado onde eram indicados os
produtos que possuíam a incidência da ST.
Fórmula de Cálculo
P
A
G.

06

Exemplo no DANFE

00

Convênio ICMS 52 (07/04/2017)

ICMS-ST—Consolidação das regras do Imposto

Nova base de cálculo - Tal Convênio trouxe a disposição de que o imposto devido por substituição
tributária integra a correspondente base de cálculo, inclusive na hipótese de recolhimento do imposto
correspondentes a diferenças entre a alíquota interna da unidade federada de destino e a alíquota inte-
restadual
Diferencial de alíquotas por ST - tratando se de operação interestadual com bens e mercado- P
rias submetidas ao regime de ST, destinados a uso, consumo ou ativo imobilizado do adquirente, a A
G.
base de cálculo do imposto devido será o valor da operação interestadual adicionado do imposto cor-
respondente à diferença entre a alíquota interna a consumidor final estabelecida na unidade federada 07

de destino para o bem ou a mercadoria e a alíquota interestadual.

Calculado conforme a fórmula “ICMS-ST DIFAL - [(V por - ICMS origem) / (1 ALQ inter-
na)] x ALQ interna - (V oper x ALQ interestadual)”

Regra da pauta mínima - Foi autorizado, nas operações internas e interestaduais, as unidades
federadas a estabelecer como base de cálculo a aplicação do MVA, quando o valor da operação pró-
pria praticado pelo remetente for igual ou superior ao percentual estabelecido pela legislação interna
da unidade federada de destino do valor do PMPF ou preço sugerido para bem e a mercadoria

CEST - O prazo de exigência de informação do Código Especificador da Substituição Tributá-


ria - CEST nos documentos fiscais foi mantido em julho de 2017

Suspensão do Convênio ICMS 52(07/04/2017)


00
A presidente do STF suspendeu os efeitos das cláusulas 8ª a 14º, 16ª, 24 e 26ª do Convênio
ICMS nº 52/2017, que dispõe sobre as normas gerais a serem aplicadas aos regimes de Substituição
Tributária e de antecipação do ICMS com encerramento de tributação, relativos às operações subse-
quentes, instituídos por convênio ou protocolos firmados entre Estados e o Distrito Federal.
Com a suspensão dos efeitos das cláusulas do Convênio ICMS 52/2017 os Estados e Distrito
Federal não podem exigir dos contribuintes aplicação das regras ali contidas.
Assim, no que tange ao ICMS-ST os contribuintes aplicarão as regras vigentes até 31 de de-
zembro de 2017.

Convênio ICMS 62 (23/05/2017)

Consolidação das regras da Substituição Tributária tem início da vigência adiado.

Esta alteração do Convênio ICMS 52/2017, estabelece que a consolidação das regras gerais da
Substituição Tributária produzirá efeitos somente a partir de 01/01/2018, exceto em relação às dispo-
sições relativas ao Código Especificador da Substituição Tributária (CEST), que deve observar o dis-
posto no Convenio ICMS 60, de 23/05/2017

Cláusula primeira o inciso III da cláusula trigésima sexta do Convênio ICMS 52/2017, passa a
vigorar com a seguinte redação: “a partir de 1º de janeiro de 2018, relativamente aos demais dispositi-
vos.”.