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11/02/2020 Biblioteca SomAoVivo e seus livros.

Parte 2 - Artigos - Som ao Vivo


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POSTED BY: FERNANDO BERSAN


Ampli cadores, Caixas
Acústicas e uma tal de
SOM AO VIVO – conceitos e aplicações básicas em sonorização (2ª. impedância – Parte 2
edição)

Autor: Renato Muchon Machado


Editora H.Sheldon
Nº páginas: 171
Preço: aproximadamente R$ 35,00 Os 10 mandamentos dos
microfones sem o

Esquemas de Reparo

Quem tem medo de


Phantom Power?

Curso de Caixas
Acústicas – Parte 4 –
capacitores, divisores de

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frequência e
atenuadores

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– Novo concorrente no
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O som
Microfones
Mixers Utilizando plugins
Periféricos e recursos MultiRack com a
Potência Behringer XR18
Trandutores
Caixas acústicas
P.A. VANTEC – A caixa de
Instrumentos musicais e suas peculiaridades som Wireless da DAS
Impedância
Sonorização de Ambientes
Fase
Alimentação AC do Equipamento
Mono x Estéreo
Multicabos
Balanceamentos de sinais
Aterramento
Insert

Resenha oficial:
Voltado principalmente para aqueles que se iniciam no áudio, e precisam de uma visão
ampla e clara dos diversos temas do interesse diário do profissional, pode ser consultado
também por veteranos que desejam ver ou rever algum assunto (as novidades são quase
diárias), e não têm tempo de empreender ampla pesquisa bibliográfica.

O autor, com a experiência adquirida ao longo dos anos, ministrando cursos e proferindo
palestras por todo este vasto Brasil, patrocinado pela STANER, tradicional e conceituada
empresa do setor, conseguiu com sucesso driblar as dificuldades e produziu um texto de real
valor e grande utilidade, que certamente beneficiará muitos dos que trabalham com áudio em
nosso país.

Resenha nossa
Este aqui tem uma parte inicial (O Som, Propagação de Som, Acústica, Reverberação e
Decibel) bem fraca, mas bem fraca mesmo. Não é que seja ruim, mas resumir todos estes
assuntos em apenas 6 páginas, deixa bastante a desejar.

Mas o autor se redime no próximo capítulo, sobre Microfones. Não chega a ser o livro do
Sólon, mas é bem escrito e atende bem. Da mesma forma o capítulo sobre mesas de som,
onde um canal de um console é completamente destrinchado (não tanto quanto poderia, mas
bastante suficiente para o iniciante). A parte de periféricos é simples, sem muita
profundidade. Por outro lado, a parte sobre amplificadores é excelente. Os poucos controles
e conectores são bem explicados, e até como montar um cascateamento entre amplificadores

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está lá. São 7 páginas apenas sobre este assunto (o que é bastante), e o autor dá dicas práticas
valiosas.

Em caixas acústicas, além de explicar um pouco sobre os falantes propriamente ditos, ele
entra em projeto de caixas – ensina ao leitor (ou melhor, tenta ensinar) a encontrar as
medidas corretas, calcular dutos e pórticos, tudo isto a partir dos parâmetros Thielle-Small
de um falante. O problema é que sequer cita o que são esses parâmetros e para que servem.
Ao nosso ver, essa parte de “projeto” é bem desnecessário em um livro para iniciantes.

Agora, da página 105 até o final, parece outro livro. O autor começa então a falar sobre
prática de sonorização, nota-se claramente que ele está expondo a forma de trabalho que
adota, as melhores práticas que aprendeu; tenta passar a sua experiência sobre o assunto.

Vem falar sobre o que é P.A. de grande porte, onde instalar a House Mix, como usar caixas
de Delay (e calcular o valor do delay). Fala sobre sistemas fly, um pouquinho sobre caixas
de Line-Array (em 2001, época desta segunda edição, isto era novidade). Explica o que são
sistemas processados e Side-Fill.

Apresenta uma coisa interessantíssima para iniciantes, que são os esquemas básicos de
ligação entre equipamentos. Um mic, uma mesa, caixas ativas. Um mic, uma mesa, um amp
e caixas passivas. Um mic, uma mesa, periféricos, amp e caixas. Um mic, uma mesa,
periféricos, crossover, amplificadores e caixas multivias, etc. Bem fácil, qualquer pessoa
entende bem através dos desenhos.

Começa então a falar sobre instrumentos musicais. Como trabalhar com violão, guitarra,
contrabaixos, teclados, bateria e voz. Dá dicas de mixagem, e até de equalização!

Apresenta um estudo de impedância, mostrando como calcular, com exemplos. Monta toda
uma série de planilhas (que vão assustar aos leitores mais que ajudar) sobre RT60, quais os
melhores tempos de reverberação para cada tipo de uso.

O capítulo sobre Sonorização de Ambientes é particularmente interessante. Dado um mesmo


local, ele mostra as vantagens e desvantagens de se instalar as caixas acústicas de 4 formas
diferentes. Bem legal!

Os últimos capítulos (Fase, Alimentação AC do Equipamento, Mono x Estéreo, Multicabos,


Balanceamentos de sinais, Aterramento, Insert) não tem o objetivo de ensinar minúcias
(sobre multicabos há dois parágrafos apenas), mas sim o de expor os as dificuldades que o
autor já encontrou, e os cuidados necessários para quando se trabalha com qualquer desses
assuntos.

Trechos:
“Microfonia x RTA/Equalizadores

Eis aí uma grande batalha que poderá ser ganha se utilizarmos um aparelho bastante simples,
que é o RTA (Real Time Analizer). Este equipamento pode resolver definitivamente os
problemas de microfonia que tanto incomodam a todos.

Para solucionar este tipo de problema precisamos, dentro do sistema, contar com os
seguintes equipamentos: um RTA (analisador de espectro), um equalizador de 31 bandas, um
microfone (este microfone deverá ser o utilizado pelo cantor, locutor ou orador), um pedestal
para microfone, um monitor, que será utilizado sobre o palco, e o restante do sistema como
mixers, amplificadores, etc.:

1º – Conectamos a saída do ruído rosa, que é gerado pelo RTA em um canal do mixer;

2º É importante certificarmos que a equalização do canal em que foi inserido o ruído rosa
esteja FLAT (todos os knobs no centro) para não influenciar no resultado da análise e da
correção que será feita;

3º Conectar o microfone que será utilizado pelo cantor na entrada de microfones balanceados
que existe no RTA. Cuidado: o microfone e o cabo do microfone têm que ser balanceados
porque esta entrada do RTA é para microfones que necessitam de phantom power +48 volts.
E só os microfones balanceados podem ser conectados nela;

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4º Coloca-se o microfone no pedestal, direcionando a frente da cúpula do microfone para os
drivers e tweeters da caixa acústica que será utilizada como monitor (retorno). A distância é
de +/- 40cm da caixa, pois esta seria a pior condição em que o microfone poderia trabalhar
sobre o palco*;

5º Liga-se o ruído rosa do RTA, abrindo o volume do ruído rosa a 100%;

6º Abrir o volume do ruído rosa na escala do mixer até 0dB;

7º Deve-se abrir o volume do microfone até que o máximo de leds verdes fiquem acesos, ou
então, para quem tiver um RTA mais moderno, para que fique o mais plano possível;

8º Através do equalizador, pelo qual está passando o sinal enviado ao monitor, devemos
equalizar até que a curva do RTA fique totalmente plana;

Curva plana para RTAs mais simples significa que todos os leds verdes estão acesos,
podendo não acender apenas os leds dos subgraves de 20Hz a 50Hz.

Feito isto, poderemos utilizar o microfone com a maior faixa dinâmica, sem problemas de
microfonias.”

*nota nossa: o autor não explica o motivo, mas é sim uma ocorrência comum. O usuário do
microfone, em determinado momento, pode abaixar a mão e segurar o microfone a pouca
distância dos monitores, apontando-o diretamente para a caixa. É a pior hipótese possível e,
infelizmente, muito comum.

Comentário nosso: o autor descreveu a “receita de bolo” dele para trabalhar com
equalização de monitores. Agora, imaginem um iniciante lendo isto? Com certeza haverá
sérias dificuldades para entender o procedimento.

Indicamos para: do iniciante ao técnico experiente. O iniciante terá algumas noções


valiosas, o experiente terá práticas valiosas. Uma boa ideia é ler este livro juntamente com
Fundamentos de Áudio e o Sound Check. Enquanto Fundamentos de Áudio apresenta uma
visão geral de um sistema, e Sound Check se aprofunda na teoria de áudio, este aqui dá uma
visão mais prática do assunto. Em conjunto, formam uma leitura bastante completa para o
iniciante em áudio.

SISTEMAS DE SOM PARA IGREJAS – o áudio a serviço da Fé


Autor: Lonnie Park (tradutor: Homero Sette Silva)
Editora H.Sheldon
Nº páginas: 81
Preço: aproximadamente R$ 35,00

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Conteúdo
Introdução: seu lugar neste mundo
Parte Um: O Básico – Coisas que você deve saber
Capítulo 1 – Partes essenciais do sistema de som
Capítulo 2 – Outros equipamentos
Capítulo 3 – Conectores e fios; como funcionam
Parte Dois: depois do básico – usando o que você aprendeu
Capítulo 4 – Ajustando a sala
Capítulo 5 – Resolvendo problemas – dicas e truques.
Capítulo 6 – onde e como comprar seu equipamento
Parte Três – Manual para um som melhor
Capítulo 7 – Manual da equipe técnica para um melhor som
Parte Quatro – Novas Tecnologias
Capítulo 8 – Processadores Digitais (por Vitório Felipe Massoni – EAM)
Capítulo 9 – Mesas Digitais (por Jeferson Mundel – IGAP)
Capítulo 10 – Tratamento Acústico (por Walter Ullmann – dBW)
Glossário

Resenha oficial: “O objetivo deste livro é apresentar o básico a respeito dos sistemas de
sonorização e fornecer respostas às mais freqüentes perguntas formuladas. Isto vai habilitá-
lo a fazer o seu sistema de som funcionar adequadamente. Esteja certo de que você será
notado quando o som estiver ruim, mas passará despercebido quando o som estiver bom,
ocasião em que será o herói oculto.”

Resenha nossa: é um livro diferente. Primeiro de tudo, ele é feito especificadamente para
igrejas, o que por si só já é uma grande vantagem. A escrita do livro parece que foi feita sob
medida para que qualquer leitor que freqüente uma igreja – qualquer que seja a denominação
– consiga se identificar claramente com as situações expostas pelo autor.

Como livro de áudio, em si, não espere muitas coisas. Ele foi escrito para ser bem objetivo e
ir direto ao assunto, falando como aquilo é utilizado dentro de uma igreja, nada muito além.
Som como fenômeno físico? Esqueça! Para operar um sistema não se precisa saber isto,
então não precisa estar no livro.

Microfones? O básico bem básico está lá, em duas páginas sobre os com fio e mais uma
página sobre os sem fio. A diferença é que o autor expõe o conhecimento que será útil dentro
da igreja:

“O microfone dinâmico (…) são muito duráveis e menos susceptíveis ao dano que os demais
tipos, resistindo muito bem ao mau uso (…)”. “A maioria dos microfones de alta qualidade
para uso em pódio e com corais são condensadores (…) Devido à natureza da sua construção
são mais sujeitos a dano. Desse modo, não os deixe cair nem pegar chuva.”

Que três páginas para tratar de um assunto que dá para escrever todo um livro é pouco, isto
é. Mas para um operador de som sem formação alguma que está cuidando do áudio da igreja,
saber sobre o cuidado que tem que existir sobre determinados microfones é importantíssimo,
e o livro ensina isto.

Da página 12 até a página 30, faz-se um “vôo” sobre os diversos equipamentos, como mesas,
amplificadores, caixas, crossovers, equalizadores, compressores, Gates, direct Box,
dispositivos de gravação e reprodução (muito comuns nas igrejas, é um assunto pouco
comum em livros de cunho introdutório comentou), mics sem fio, monitores, medusas, cabos
e conectores. Dá para fazer milagre em 18 páginas? Não. Mas pelo menos o operador de som
não ficará mais perdido: ele terá uma noção (ainda que mínima) sobre para que serve cada
coisa.

Da página 30 em diante, temos uma parte mais prática. Estuda-se as causas da microfonia, os
diversos tipos de posicionamento de caixas (os errados, os corretos), estuda-se o melhor
local para se colocar o controle do sistema de som, assunto interessantíssimo para se tratar
com a liderança da igreja, que normalmente gostaria de colocar o operador de som o mais
longe/escondido possível. Tudo bastante objetivo, do jeito que as lideranças gostam!

O capítulo 5 é interessantíssimo e entre os melhores do livro. O autor volta a falar de


equipamento por equipamento, mas desta vez no aspecto eminentemente prático. É tudo bem
rápido, mas dicas preciosas estão lá.

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O capítulo 7, por sua vez, serve para tirar cópia e espalhar por todos que trabalham com
música na igreja. São dicas não para o operador de som, mas para vocalistas, tecladistas,
guitarristas, contrabaixistas, bateristas, músicos de instrumentos de sopro, coralistas e, é
claro, para o técnico de som também. É o melhor capítulo do livro sem sombra de dúvida.

Daí para a frente, o livro do Lonnie Park propriamente dito acaba. O tradutor, com a devida
autorização do autor, acrescentou alguns capítulos muito interessantes. São 3 artigos escritos
por alguns dos grandes nomes do áudio brasileiro, versando sobre Processadores Digitais,
Mesas Digitais e Tratamento Acústico. Completam (em especial o de tratamento acústico) o
livro e o seu intuito de informar.

Trechos do capítulo sete


“Vocalistas

Por favor, mantenham-se sempre perto de seus microfones. Isso ajudará o técnico a manter o
volume e o timbre consistentes durante todo o tempo, permitindo que você consiga ouvir-se
adequadamente nos monitores. Não seja tímido. O microfone não pode correr atrás da sua
voz. Você deve dirigir sua emissão vocal diretamente para o microfone. Tente manter seus
lábios próximos ao microfone todo o tempo e indo um pouco para trás quando cantar
excepcionalmente alto
(…)
Bateristas
(…)
Lembre-se de respeitar os que estiverem nas proximidades. É um desafio tocar um
instrumento dotado com toda esta dinâmica com a necessária fineza que o ambiente exige,
mas isso é algo muito importante. Você poderá descobrir que será o responsável por alguns
problemas na mixagem se tocar muito alto. A bateria toca naturalmente alto. Talvez tenha
que modificar sua técnica ligeiramente e/ou usar vassourinhas e demais dispositivos para
controlar o volume. Muitas vezes a emissão acústica da bateria torna difícil aos demais
músicos ouvirem-se adequadamente e o volume sonoro no palco vai aumentando
vagarosamente até ficar fora de controle. Procure tocar harmoniosamente com os volumes
dos demais instrumentos, o que beneficiará a todos.

Comentário nosso: é tudo o que sempre falamos aos vocalistas e bateristas! Mas como eles
não nos ouvem, talvez ouvirão o conselho de um livro!

Indicamos para: compre este livro! Leia o livro. Após, dê de presente para as lideranças da
igreja, para o ministro de louvor, para os músicos, etc. Todos os envolvidos com o Louvor
dentro da igreja deveriam lê-lo.

INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE SOM


Autor: Nuno Fonseca
Editora FCA – www.fca.pt
Nº páginas: 303
Preço: aproximadamente 27 Euros

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Este livro pode ser adquirido através da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br), a


um custo de aproximadamente R$ 140,00, e alguma paciência para chegar (o meu foi
comprado em Dezembro e só chegou em Fevereiro), ou através de compra direto com o
revendedor português, depvendas@lidel.pt . Procure também no Google outras formas de
adquiri-lo.

Conteúdo
1. Introdução ao som
1.1 Frequências
1.2 Propagação do Som
1.3 Psicoacústica
2. Sistemas Electroacústicos
2.1 Conceitos Eléctricos
2.2 Microfones
2.3 Colunas
2.4 Amplificador
2.5 Problemas Electroacústicos
2.6 Ligações
2.7 dB e Níveis Eléctricos
2.8 Conectores
3. Mesa de Mistura
3.1 Canal
3.2 Geral
3.3 Botões e Afins
3.4 Diagrama de Blocos
3.5 Exemplos de Mesas de Mistura
3.6 Mesas de Mistura Específicas
3.7 Mesas Digitais
3.8 Algumas Dicas
4. Efeitos

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4.1 Delay
4.2 Reverb
4.3 Processamento Dinâmico
4.4 Modulação (Chorus, Flanger, Phaser)
4.5 Distorção e Overdrive
4.6 Pitch-Shifter e Detune
4.7 Exciters
4.8 Amplitude
4.9 Simuladores
5. Outros Equipamentos
5.1 Sintetizadores
5.2 Samplers
5.3 Racks
5.4 Patchbay
5.5 Amplificadores de Headphones
5.6 Pré-amplificadores de Microfones
5.7 Equalizadores (EQ)
5.8 Rede Eléctrica
5.9 Guitarras Eléctricas e Electroacústicas
6. Áudio Digital
6.1 Amostragem
6.2 Conversão A/D e D/A
6.3 Compressão
6.4 Formatos de Gravação Digital
6.5 Transmissão de Áudio Digital
6.6 Sincronização
7. Espacialização e Surround
7.1 Formatos
7.2 Cinema
7.3 Consumo
7.4 Outros Sistemas
7.5 Colocação de Colunas
7.6 Mistura para Surround (5.1)
8. MIDI
8.1 Interligação MIDI
8.2 Mensagens MIDI
8.3 Funcionalidades MIDI
8.4 Configuração MIDI
8.5 Acessórios MIDI
8.6 Instrumentos MIDI
9. Computadores
9.1 Hardware
9.2 Hardware Áudio
9.3 Software
9.4 Software Áudio
10. Produção e Pós-produção
10.1 Captação
10.2 Gravação
10.3 Edição Digital
10.4 Mistura
10.5 Masterização (Mastering)
11. Acústica de Salas
11.1 Reverberação
11.2 Reforço Electroacústico
11.3 Materiais Acústicos
12. Canto Histórico
12.1 Gravação Magnética Analógica
12.2 Redução de Ruído
12.3 Disco de Vinil
Anexo A: Perguntas de Revisão
Anexo B: Respostas

Resenha oficial:
“ * O que é uma ligação a +4 dBu?
* Qual é a diferença entre um auxiliar Pre e um auxiliar Post?
* Para que serve cada parâmetro de um compressor?

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* Qual deve ser a frequência de amostragem que devo usar?
* Para que serve o Wordclock?
* Qual a diferença entre Dolby Surround e Dolby Digital?
* Como posso fazer uma captação e mistura em surround 5.1?
* Quais são as vantagens de um Line Array?
Estas são apenas algumas das perguntas a que poderá responder com o livro “Introdução à
Engenharia de Som”.

Começando pelos conceitos base e acabando com algumas dicas práticas, este livro tanto
pode ser lido por simples interessados como por profissionais.

É um livro em que, sem entrar em formalismos matemáticos, as tecnologias e os


equipamentos são abordados com detalhe, incluindo tudo o que precisa de saber sobre
Mono, Stereo e Surround.”

Resenha nossa: vem de Portugal o melhor livro de introdução escrito em nossa língua. O
fato de ter que importá-lo pode desestimular alguém, assim como o seu alto custo. Mas não
desista: o livro é excelente, muito bom mesmo. O livro é bastante completo. Ele aborda
todos os assuntos de cunho introdutório, em uma linguagem que qualquer inciante
conseguirá entender bem.

O primeiro capítulo é dedicado aos fundamentos do som, como fenômeno físico. Está tudo
lá: harmônicos, comprimento de ondas, Lei dos Inversos dos Quadrados, etc. O único que
apresenta uma tessitura musical!

O autor aborda também questões de Psicoacústica, ou seja, como nosso cérebro e nossos
ouvidos percebem os sons. O leitor será apresentado ao contole de Loudness (o que ele faz e
porque existe), curvas de audibilidade, mascaramento auditivo, efeito Haas, direcionalidade
dos sons, etc. Depois que se lê, nota-se como os outros livros deixam a desejar.

No capítulo dois, temos o estudo de sistemas eletroacústicos, o que engloba o estudo dos
microfones. De modo bem claro, o autor discorre sobre o básico e até mesmo entra nos
tópicos mais avançados, como microfones que possuem chaves como roll-off, de atenuação
de sensibilidade, e microfones e seus acessórios utilizados para captação de cinema e
televisão.

Estuda as caixas de som e até os headphones, mas o mais de maneira um pouco superficial.
Não estuda os falantes em si, apenas características das caixas acústicas como um todo.
Depois, vê-se os amplificadores, os problemas que podem surgir (distorção, clipping, ruído,
microfonia), e inclusive estuda a relação de potência de amplificador x potência de caixas
acústicas! Perfeito! Por último, vê-se os cabos de áudio, os conectores, e estuda-se os
decibéis.

No capítulo 3, aborda-se a mesa de som. O autor inicialmente apresenta os princípios que


regem o trabalho do mixer, incluindo aí alguns conceitos avançados como o trabalho com
Matrix e grupos de VCA, além do estudo bastante completo dos VU´s. Por último, estuda os
controles de um canal, dos masters, até mesmo dos conectores de entrada/saída, tudo item
por item. Infelizmente, ele apresenta isto escrito apenas, sem uma foto/figura para
representar. Uma pena. Mas para compensar, ele apresenta algumas fotos bastante detalhadas
depois.

Uma curiosidade é que o autor, nesse capítulo, ensina o que é e como interpretar diagramas
de blocos. No estrangeiro, diagramas de bloco são importantíssimas ferramentas de trabalho,
auxiliando os técnicos no seu trabalho, e todo equipamento dito profissional apresenta o seu.
Infelizmente, no Brasil, diagrama de blocos é algo raríssimo de se ver…

Como não podia deixar de ser, termina o capítulo falando das mesas digitais e dos seus
beneficios/vantagens.

O capítulo 4 fala sobre Efeitos. Muito mais que delay e reverbs (e claro, chorus, flanger,
phaser e outros), aqui se estuda os diversos tipos de processamento, como Noise Gates,
Compressores/Limitadores, Expander,

O capítulo 5 é interessantíssimo. Estuda-se assuntos que são bem difíceis de serem


encontrados em outros livros. Sintetizadores, Samplers, os Racks (sim, os racks mereceram
uma parte do livro só para eles). O estudo dos Patchbays (equipamento muito utilizado em

https://www.somaovivo.org/artigos/biblioteca-somaovivo-e-seus-livros-parte-2/ 9/15
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estúdios analógicos) é bastante curioso! Os amplificadores de fones estão lá, assim como
pré-amps externos para microfones. Após, estuda-se os diversos tipos de equalizadores
(paramétricos, gráficos) e suas funções, assim como os sistemas de proteção elétrica
(Furman e outros).

O capítulo seis é dedicado ao áudio digital. Se o Miguel Ratton apresentou os conceitos


básicos do assunto no seu livro de Fundamentos de Áudio, aqui o autor vai bastante além.
Novos conceitos são acrescentados, como o Dither, Jitter, Wordclock, PCM, PWM,
compressão, formatos de gravação digital (CD-Audio, DVD-Audio, DVD-Video, SACD,
DAT, MiniDisc, ADAT, etc. Uma coisa muito legal é que ele também acrescenta os meios de
transmissão de dados digitais. Padrões como AES/EBU, S/PDIF e IEEE 1394 são
destrinchados. Simplesmente indispensável para quem trabalha com equipamentos digitais.

O capítulo sete é dedicado aos profissionais de estúdio de gravação, e em especial ao


cinema. O seu nome “Espacialização e Surround” remete exatamente a isto: técnicas de
gravação/reprodução, incluindo os diversos padrões existentes no mercado.

O capítulo oito destrincha a linguagem MIDI, enquanto o capítulo nove “Computadores”


entra no hardware adequado a um computador dedicado ao áudio, com ênfase nas placas de
áudio, claro. Ideal para quem vai montar seu estúdio.

Alguém pode estar pensando que o livro traz muitas coisas úteis principalmente em estúdio,
e é verdade. O capítulo dez, sobre “Produção e Pós-produção” é exatamente sobre isso. Na
verdade, ele aplica os conhecimentos teóricos apresentados agora na prática, falando sobre
captação, escolha e posicionamento dos microfones, número de microfones a ser utilizados,
técnicas de captação para se ter estéreo, até mesmo a criação de arrays de microfone.
Algumas dessas técnicas são até bem avançadas, e sequer citadas pelo Sóllon do Valle no seu
livro. Por exemplo, técnicas como Blumlein, XY, MS, AB, ORTF, Decca Tree.

Mais avançadas ainda são as técnicas para obtenção de surround, com o uso de diversos
microfones simultaneamente. Gravações com 4 microfones para uma única fonte sonora são
apresentadas, e ao final se fica com a impressão de a vida de peazeiro é até fácil. Essa turma
de TV/Cinema é que sofre!

Logo depois, entra no estudo das etapas de edição digital do som e a masterização, onde
temos então a finalização do CD.

O capítulo onze trata sobre acústica de salas, e é bem bonzinho. É uma boa visão geral,
apresentando os conceitos e as preocupações básicas, mas mandando o leitor procurar ajuda
especializada depois.

Trechos:
“Efeito de Haas

Outra característica da percepção sonora é o facto de o cérebro “fundir” dois sons, se estes
chegarem aos ouvidos com uma diferença de tempo inferior a 30 ou 40 ms, ou seja, se uma
pessoa ouvir dois sons, por exemplo, dois tiros, espaçados meio segundo, consegue
claramente distinguir os dois sons. Mas se a diferença entre os dois tiros for de 20ms, a
pessoa apenas irá “ouvir” um único tiro, uma vez que o cérebro irá fundir os dois sons. Este
comportamento tem o nome de efeito de Haas”.

O mesmo se verifica ainda que os sons venham de direcções diferentes, pois o cérebro irá
considerar que o som captado vem da direcção do primeiro, mesmo que o segundo som seja
mais intenso (até cerca de 10dB acima).

Este fenômeno da psicoacústica é bastante usado em situações de reforço sonoro (por


exemplo, salas de conferência, igrejas, etc) para que o som do orador chegue primeiro ao
ouvinte, seguido nos 30ms seguintes do som amplificado vindo das colunos, mas que por
causa deste efeito Haas é “fundido” com o som original, mantendo a direccção do orador,
mesmo que as colunas tenham uma direcção diferente”

Comentário nosso: o autor mostra o básico sobre o Efeito Haas, importantíssimo para o
entendimento e aplicação das caixas de delay. Não entra nas contas, mas apresenta o assunto
com propriedade.

"Diferença entre pan e balance

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Embora tenham a mesma função – alterar a relação left/right – dá-se o nome pan quando se
trabalha com sinais mono, e balance quando se trata de sinais stereo. Fazem o mesmo, mas
internamente isto é obtido de maneira diferente. Com um sinal mono, essa relação é
estabelecida colocando mais ou menos sinal em cada um dos lados. Com o sinal estéreo, em
que já existe um sinal independente em cada lado, a relação é alterada atenuando o canal
esquerdo ou atenuando o canal direito.

Comentário nosso: pequeno adendo – o livro está cheio deles – que vai um pouco além do
básico (às vezes, até além do avançado), mostrando alguma curiosidade sobre o assunto do
capítulo. Alguns podem até ser “cultura inútil” (não vão fazer a menor diferença na hora da
prática), mas serve muito bem para impressionar os amigos.

Indicamos para: o melhor livro de introdução disponível na nossa língua. Vale cada centavo
e o esforço para adquiri-lo.

GUIA DE MIXAGEM e GUIA DE MIXAGEM ² – OS INSTRUMENTOS


Autor: Fábio Henriques
Editora Música e Tecnologia
Nº páginas: 155 (volume 1) e 157 (volume 2)
Preço: aproximadamente R$ 45,00 cada

Conteúdo Volume 1
Introdução
Pré-Requisitos
Os elementos de uma mixagem
Música e Mixagem
Mãos à Obra
Pan
Equalização – Atuando nas freqüências
Compressão – Atuando nos volumes
Efeitos com compressores e equalizadores
Reverberação, ecos e afins – Atuando no tempo
Finalizando a mixagem

Conteúdo Volume 2
Introdução
Bateria
Contrabaixo
Violão
Mais violões e similares
Guitarras
Piano
Teclados
Naipes de cordas e sopros
https://www.somaovivo.org/artigos/biblioteca-somaovivo-e-seus-livros-parte-2/ 11/15
11/02/2020 Biblioteca SomAoVivo e seus livros. Parte 2 - Artigos - Som ao Vivo
Mixando grandes grupos
Voz
Monitoração

Resenha oficial:

O Guia de Mixagem, de Fábio Henriques aborda cada etapa – com príncipios, tendências,
dificuldades e truques – do processo de mixar uma canção, além de dicas de equipamento e
técnicas. O Livro traz informações que servem tanto a profissionais quanto a músicos e
técnicos que estão montando seu home studio.

Guia de Mixagem 2 – Os Instrumentos – O autor aborda para cada instrumento as técnicas


de mixagem, suas mudanças, segredos, particularidades. E, como no primeiro volume,
ilustra essa grande aula com fatos curiosos, além de muitas dicas práticas, claro. Como
bônus, o leitor ainda recebe um guia sobre monitoração – afinal, é preciso saber ouvir!
Resenha nossa

Quando comprei, pensei logo: “ah, já faço mixagens há mais de década, acho que vou
aproveitar pouco”. Também pensei: “deve ser mais para estúdio, quase nada para som ao
vivo”. Completo e total engano. O livro é excelente e maravilhoso, sem contar que até muito
bem humorado. Há diversas passagens com as quais um peazeiro como eu se identifica, e
algumas delas são até bem engraçadas.

O autor é de extremamente didático, e a leitura é bastante agradável. É escrito em primeira


pessoa, e não estranhe se sentir que é praticamente uma conversa. Não é um livro para ser
lido por iniciantes, mas por gente já com alguma intimidade com os equipamentos de áudio,
com músicos e com cantores. Sim, um pouco de prática anterior é muito bom para o leitor se
sentir “em casa” com este livro (e entender algumas piadas). Agora, não deixe passar muitos
anos para só então ler este livro: muitas das dicas do livro servirão para livrar o leitor de
muitos, muitos possíveis problemas com um assunto tão complicado, que é a mixagem.

E porque é complicado? Porque mixagem envolve três grupos distintos de pessoas, cantores,
músicos e operadores de som, e o autor ensina algumas coisas bem valiosas sobre isso. E
apesar de ser um livro voltado realmente para estúdios, muito daquilo ali se aplica em
mixagens para som ao vivo, sem o menor problema.

No capítulo três, por exemplo, o autor fala de música – e mais nada. Que uma música tem
uma base rítmica, uma base harmônica, detalhes rítmicos e melódicos. Que cada música tem
um estilo musical, e como eles afetam a mixagem. Isto é interessantíssimo, pois ajuda aos
operadores de som que não são músicos nem cantores a entender o que é importante no
resultado final. Até alguns músicos que acham que o seu instrumento deveria aparecer mais
que todos os outros se beneficiariam desta leitura.

Depois, há alguns capítulos inteiros dedicados a um único assunto. O cap. 5 é dedicado


exclusivamente ao PAN das mesas, o 6 para o equalizador, o 7 para o compressor. Todos eles
são vistos com grande profundidade, tanto na base (para se entender o funcionamento)
quanto na aplicação prática. O mesmo para efeitos e suas aplicações. Esses capítulos e seus
ensinamentos já valem o investimento todo e mais alguma coisa.

E se no primeiro é dada as “instruções gerais”, no segundo é visto instrumento por


instrumento (no caso da bateria, peça por peça), cada um analisado em termos de
sonoridade, e como aplicar equalização, compressão e efeitos em cada um deles. Não há
nada melhor!

Enfim, resenha alguma mostrará o quão bons são esses livros.

Trechos diversos dos dois livros:

“É por isto que a Lei das Mixagens se resume a:


Art 1º – Não há regras.
Parágrafo primeiro – revogam-se as disposições em contrário.”
——–
“É comum o caso de me pedirem a guitarra do CD de Fulano, o bumbo de Beltrano, a caixa
de Sicrano e o baixo de Zé-das-Couves. Ou seja, é a típica mixagem Frankenstein.”
——–

https://www.somaovivo.org/artigos/biblioteca-somaovivo-e-seus-livros-parte-2/ 12/15
11/02/2020 Biblioteca SomAoVivo e seus livros. Parte 2 - Artigos - Som ao Vivo
“A função do arranjo é valorizar a mensagem musical através do uso criativo de diferentes
instrumentos executando diferentes partes. Só que muitas e muitas vezes encontramos
aqueles arranjos que chamo de Arranjo 5T: Todos Tocam Tudo o Tempo Todo. Esse tipo é
sempre problemático, principalmente por causa do efeito de mascaramento.”
——-
“Por exemplo, a música de língua latina em geral (brasileira, hispânica, italiana) tende a usar
a voz um pouco mais alta do que a britânica-americana. (…) Daí ser muito importante
estudar referências de cada estilo antes de começar. Vai fazer um trabalho de Roots Reggae?
Então esteja preparado para colocar o baixo com volume bem alto e completamente sem
médios e agudos. Vai mixar um samba? Construa sua base rítmica em torno do surdo.”
———–
“Autoridade. Esta é a palavra mágica em arte. Se um grande artista plástico pinta apenas um
círculo em uma tela, a crítica vai interpretar como “um grande poder de síntese”, mas se eu
ou você desenhamos nossos bonecos de cinco tracinhos, somos amadores. Em áudio penso
que é mais ou menos a mesma coisa. Se o Metallica deixa o som daquele jeito no álbum St.
Anger, todo os críticos interpretam como “um manifesto gutural”, “agressividade intrínseca”
e coisas do gênero, já que a banda tem a autoridade de quem já fez pelo menos o Black
Álbum. Vai a gente mixar com um som daquele jeito e nunca mais mixamos nada na vida.”
————–
“O alerta mais importante quando se trata de volumes em qualquer tipo de mixagem é
lembrar que o fader tanto pode abaixar quanto aumentar o nível de uma pista. Leigos tendem
a pensar só em aumentar coisas, e se formos simplesmente aumentando isso ou aquilo
veremos que as outras pistas ficaram baixas e precisa ser aumentadas e por aí vai. No final,
ficamos com excesso de volume e os faders sem ter como aumentar mais. Por isso evite a
corrida de faders, pois parece que eles disputam para ver quem chega ao topo mais cedo.
Antes de aumentar o volume de algo, veja se é esse mesmo o caminho. Será que não era para
abaixar uma outra pista que compete com esta?”
————–
“Nunca vi nada igual
Mixar também tem seu lado “saia justa”. A situação mais comum é trabalharmos com o
artista e o produto do lado, opinando, colaborando e às vezes atrapalhando, por que não?
Muitas vezes somos questionados sobre o que achamos de uma música ou uma performance
e se não gostamos é preciso muito tato para ser sincero sem magoar ninguém. Muita gente
defende que quando alguém fala “me dê a sua opinião sincera” é justamente a hora em que
ele não quer sinceridade, mas elogio. Minha política porém é falar exatamente o que eu
acho, tentando ser o mais delicado possível e sem esperar que o ouvinte ache que estou
certo. Como profissionais de áudio e de música, temos a obrigação de ser sinceros, a menos
que a pergunta não se refira a esses dois assuntos.
Mas às vezes a gente fica meio sem ter como falar a verdade e aí veio alguém com esta
solução. Não sei quem foi, mas a gente lá no Discover Studio contribuiu muito para
disseminá-la. Quando se está numa situação em que não se pode dizer “não gostei”, basta
dizer “nunca vi nada igual”. Você não mente e não se compromete. Só que a gente começou
a espalhar a piada para todo mundo e agora o termo virou sinônimo de “sei que não ficou
bom, mas é o que dá para fazer” ou “é melhor tentar de novo”. Por exemplo, você afina uma
voz e sabe que não está perfeito, então antes que alguém seja obrigado a te dizer que ficou
ruim você mesmo levanta e brada “nunca vi nada igual.”. Pronto!”

Indicamos para: como já dito, todos já alguma experiência em áudio. Indispensável.

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2 COMMENTS ON "BIBLIOTECA SOMAOVIVO E SEUS LIVROS. PARTE 2"

LUCIA REGINA PARO | 5 de janeiro de 2017 at 11:22 | Responder

boa tarde Fernando, estou procurando esse livro som ao


vivo e nao consigo encontrar de forma alguma!!
vc pode me ajudar
grata

LUCIA REGINA PARO | 5 de janeiro de 2017 at 11:23 | Responder

boa tarde Fernando, estou procurando esse livro som ao


vivo e nao encontro de forma alguma.
vc pode me ajudar
grata,
Lucia

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