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Balanço da Segunda Guerra Mundial

Geografia C
Trabalho realizado por:
Catarina António N. º3
Diogo Pita N.º 7
Margarida Pascoal N. º13
12ºC
Data de entrega: 29/11/2019
Índice
1. Introdução ……………………………………………………………………………3
2. Segunda Guerra Mundial …………………………………………………………..3
3. Consequências……………………………………………………………………….4
3.1 Mortalidade elevada………………………………………………………………….4
3.2 Destruição……………………………………………………………………………..5
3.3 Alteração do mapa político…………………………………………………………..5
3.4 Economia……………………………………………………………………………...8
3.5 Política………………………………………………………………………………...11
3.6 Ambientais…………………………………………………………………………….13
3.7 Guerra Fria……………………………………………………………………………14
4. Conclusão……...……………………………………………………………………..15
5. Webgrafia………………………………......………………………………………...16

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1. Introdução

Neste trabalho iremos expor um balanço da Segunda Guerra Mundial, fazendo uma
breve explanação dos principais marcos do seu decorrer. Seguidamente abordaremos
as consequências e resultados do pós-Guerra, passando pelos temas da destruição
(dos campos, cidades, infraestruturas de comunicação, indústrias), os efeitos da
mortandade (civis, militares, judeus, ciganos, negros e deficientes), as consequências
económicas (a CECA e a C, as mudanças no quadro geopolítico Europeu e
ultramarino (separação da Alemanha, com o muro de Berlim, independências coloniais
e os NIPS), os efeitos no ambiente (bombardeamentos nucleares) e os primórdios da
Guerra Fria (Bloco Ocidental, centrado pelos EUA, e o Bloco Oriental, nomeadamente
a URSS).

2. Segunda Guerra Mundial

Com o término da Primeira Guerra Mundial (1918), o mundo passou por uma fase de
instabilidades políticas e diplomáticas. O Tratado de Versalhes impôs duras punições
aos perdedores da guerra e por isso os alemães estavam revoltados.

A Itália sentia-se traída por também ter vencido a Primeira Guerra Mundial, porém
ficou sem os territórios que queria. Havia também a insatisfação do Japão, país em
franca expansão industrial e com ambição de ampliar seu território. Tudo isto contribui-
o para o início da Segunda Guerra.

O começo oficial da guerra foi em 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia. Com
isso as alianças militares evidenciaram-se, as forças do Eixo (Alemanha, Itália e
Japão) e os Aliados (Inglaterra, União Soviética, França e, mais tarde, os Estados
Unidos)

A 2ª Guerra Mundial foi um conflito que atingiu todos os continentes, mobilizando


homens e recursos e sacrificando as populações civis, vítimas de bombardeamentos,
massacres e deportações.

Os dois últimos anos de guerra são o solo poente das potências do Eixo o
desembarque aliado na Normandia, em 1944, e o avanço dos soviéticos para o
Ocidente libertam na Europa e aniquilam a Alemanha, que capitula sem condições a 8
de maio de 1945. Na Ásia, o lançamento de duas bombas atómicas pelos EUA força o
Japão à rendição.

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Legenda:
Aliados

Juntaram-se aos Aliados


após o ataque a
PearlHarbor

Potências do Eixo

Países neutros

Fig.1- Mapa do mundo dividido em alianças, países neutros, e países que se juntaram
aos aliados após o ataque PearlHarbor.

3. Consequências:

3.1Mortalidade Elevada

O conflito, de acordo com algumas estimativas, causou a morte de 45 milhões de


pessoas e deixou 35 milhões de feridos. A maior quantidade de vítimas foi registada
na União Soviética com 20 milhões de mortos.

Na Polônia, calcula-se 6 milhões de baixas, enquanto a Alemanha contabiliza 5,5


milhões. Em decorrência do conflito morreram ainda 1,5 milhão de japoneses.

Além disso, a Segunda Guerra produziu um dos crimes mais atrozes contra a
humanidade: o assassinato de 6 milhões de judeus em escala industrial.

A eliminação física deste povo fazia parte de um projeto de Adolf Hitler (1889-1945),
conhecido como “Solução Final”. Para realizá-lo, os nazistas executaram, judeus,
negros e ciganos, elaborando um complexo sistema de extermínio em campos de
trabalhos forçados.

Fig2- Gráfico do número de mortos da Segunda Guerra Mundial


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3.2 Destruição

Após a Segunda Grande Guerra, a Europa ficou devastada. Campos, cidades,


infraestruturas, indústrias ficaram arruinadas.

No início de agosto de 1944, Florença, Itália, chorou a perda de quase todas as suas
pontes, destruídas uma após a outra: primeiro a Ponte alleGrazie, depois a de Santa
Trinita, a Ponte allaCarraia, a Ponte allaVittoria e, por fim, a explosão mais forte que
destruiu os edifícios de Por Santa Maria, da Via Guicciardini, da Via dei Bardi, de
LungarnoAcciaiuoli e Borgo San Jacopo.

Fig.3- A destruição da Ponte Santa Trinita


Fig.4- Esta era a Via Por Santa Maria.

3.3 Alterações do mapa político

O novo traçado político europeu foi objeto de minuciosas negociações que, no geral,
ficaram concluídas em 1947.As fronteiras dos países europeus foram alteradas.
A Itália perdeu as possessões da margem oriental do Adriático, cedendo a península
da Ístria à Jugoslávia e Rodes à Grécia. A Roménia cedeu a Bessarábia à Rússia,
mas recuperou a Transilvânia (em poder da Hungria). A Bulgária perdeu o acesso ao
mar Egeu. A URSS foi o país mais favorecido com a reestruturação de fronteiras:
ganhou territórios à custa da Finlândia, da Checoslováquia, da Polónia e da Roménia.
A URSS também ocupava a parte oriental da Alemanha. A Polónia sofreu uma
deslocação de 200 km para ocidente (cedeu parte da Bielorússia e da Ucrânia à
Rússia, mas recebeu parte da Prússia, e Pomerânia da Alemanha).

Fig.5- A Europa após a Fig.6- A Europa após a segunda


primeira guerra mundial. guerra mundial.
A separação da Alemanha

A derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial resultou na divisão do país. As


quatro potências vencedoras (Estados Unidos, Reino Unido, França e União Soviética)
após a segunda guerra mundial, assumiram o poder e dividiram o território alemão em
quatro zonas de ocupação (zona britânica, Soviética, Americana e a francesa).

Fig.7- A Alemanha dividida após a Segunda


Guerra Mundial.

Berlim permaneceu sob o controlo Soviético, mas por ser a capital, também foi
dividida. Os países capitalistas ficaram com o oeste, enquanto que os soviéticos, com
o leste, começando, então, a Guerra Fria. No Oeste surgiu a Republica Federal da
Alemanha (RFA), enquanto no Leste, foi criada a República Democrática Alemã
(RDA), que se tornaria um dos muitos estados-satélite da União Soviética. Entre 1949
e 1961, mais de 2,5 milhões de pessoas fugiram do Leste para o Oeste, em busca de
uma vida melhor. Para impedir isso, as autoridades comunistas determinaram a
construção do muro que dividia a cidade. Foi na madrugada do dia 13 de Agosto de
1961, que se construiu o muro de Berlim, erguido pela República Democrática Alemã
durante a Guerra Fria. Este muro circundava todo o Berlim Oriental, separando-o da
Alemanha Ocidental. O muro de Berlim só foi derrubado no dia 9 de Novembro de
1989 após uma série de movimentos revolucionários no leste europeu.

Fig.8- A divisão de Berlim. Fig.9- Muro de Berlim.

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Independência das colónias

Entre 1945 e 1970, após o fim da segunda Guerra Mundial, trouxe o declínio dos
impérios coloniais europeus e o início da descolonização (independência política) da
África e da Ásia. Para ampliar as suas áreas de influência, os EUA e a URSS
apoiaram os movimentos de independência. A Segunda Guerra Mundial significou o
fim da hegemonia económica e militar europeia no mundo, pois os países europeus
estavam completamente destroçados e já não podiam manter impérios coloniais. Os
movimentos nacionalistas emergentes das colónias foram reforçados pela carta das
Nações Unidas, que considerava a autodeterminação dos povos um direito básico. O
início da Guerra Fria foi também uma grande influência, os EU e a União Soviética
apoiaram os movimentos de independência para influenciar os novos governos e a
população, atraindo para os seus respetivos blocos. Muitos países, entretanto, tiveram
de sofrer violentas guerras de libertação para conquistar a independência, como o
caso de Indochina Francesa, da qual surgiram o Vietnã, o Laos e o Camboja, e a
Holanda, que surgiu a Indonésia.

Novos Países Industrializados (NPIS)

Os Tigres Asiáticos correspondem à Coreia do Sul a Taiwan, Singapura e Hong Kong,


que vivenciaram um rápido processo industrial, recebendo a denominação de Novos
Países Industrializados (NPIS).

Até à Segunda Guerra Mundial, esse grupo de países apresentou pequeno


desenvolvimento económico, destacando-se o setor agrícola, com a produção de
arroz, principalmente na Coreia do Sul e em Taiwan.A população ocupava
predominantemente o meio rural, com graves problemas socioeconómicos: elevado
índice de analfabetismo, de mortalidade infantil e de baixa expectativa de vida.

A mudança na estrutura económica e, consequentemente, na estrutura social veio a


partir das décadas de 1960 e de 1970, com o rápido processo industrial decorrente do
período geopolítico da Guerra Fria.

O modelo industrial desses países foi caracterizado como IOE (industrialização


orientada para a exportação), ficando conhecido como plataformas de exportação ao
promover a industrialização destinada ao mercado externo, principalmente norte-
americano, europeu e asiático. Ocorreu a criação de zonas de processamento de
exportações (ZPE), com doações de terrenos e isenção de impostos pelo estado,
atraindo empresas norte-americanas e japonesas, que dominaram os investimentos.

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O crescimento económico dos Tigres Asiáticos também serviu como uma imposição
da presença dos EUA ao avanço do socialismo na Ásia, no período da Guerra Fria, em
uma região próxima à China e à Coreia do Norte.

Por parte do Japão, o crescimento do país com ajuda financeira dos EUA, no pós-
guerra, resultou em crescimento económico-industrial (no setor tecnológico) e o seu
deslocamento para fora do território em busca de mercados atrativos.

Tailândia, Indonésia, Malásia e, em seguida, Filipinas e Vietnam são considerados os


Novos Tigres Asiáticos ou Tigres da Segunda Geração. Esses países passaram por
considerável desenvolvimento industrial a partir da década de 1990, atraindo capital
externo. Destacaram-se os setores têxtil, alimentício, de calçados, brinquedos, tinham
baixos custos de produção com a oferta de mão de obra, com precários direitos
trabalhistas e com baixa remuneração, porém menos qualificada em relação à mão de
obra dos Tigres Asiáticos.

O processo industrial impulsionou a urbanização e a expansão do setor terciário, no


entanto há dois importantes desafios: crescer economicamente e, ao mesmo tempo,
melhorar a situação social e condição de vida da maioria da população, além de
promover o fortalecimento de empresas locais.

3.4 Económicas

1951: Criada a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço

O Tratado que institui a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) foi


assinado a 18 de Abril de 1951 em Paris e congregava a França, a República Federal
da Alemanha, a Itália e os países do Benelux (Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo)
numa comunidade que tinha como objetivo introduzir a livre circulação do carvão e do
aço e o livre acesso às fontes de produção. Este foi o primeiro passo para a integração
económica e para evitar outra Guerra Mundial.

Após a Segunda Guerra Mundial era necessário reconstruir economicamente o


continente europeu e assegurar uma paz duradoura e foi nesta altura que surgiu a
primeira organização comunitária.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Francesa, Robert Schuman,


propôs na declaração de 9 de Maio de 1950, que a produção franco-alemã de carvão

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e de aço fosse dirigida por uma Alta Autoridade comum para que outros países
europeus pudessem participar.

O tratado foi então assinado a 18 de Abril de 1951, e entrou em vigor a 24 de Julho de


1952, com uma vigência limitada a 50 anos.

O mercado comum que este tratado aconselhava teve início a 10 de Fevereiro de


1953, para o carvão, o minério de ferro e a sucata, e a 1 de Maio de 1953, para o aço.

Objetivos

O Tratado da CECA tinha como objetivos contribuir (através do mercado comum do


carvão e do aço) para a expansão económica, para o aumento do emprego e para a
melhoria do nível de vida. Em consequência as instituições deviam velar pelo
abastecimento regular do mercado comum, garantindo a igualdade de acesso às
fontes de produção, velar por preços mais baixos e por melhorias das condições dos
trabalhadores e promover o comércio internacional e a modernização da produção.

Como este Tratado queria-se a criação de um mercado comum; foi instaurada a livre
circulação dos produtos sem direitos aduaneiros nem encargos, a proibição as
medidas discriminatórias, as subvenções, os auxílios e os encargos específicos
impostos pelo Estado.

CEE

Comunidade Econômica Europeia (CEE) é o nome da organização


internacional que existiu de 1958 até 1993, e que neste mesmo ano tornou-se a
atual "União Europeia" (EU).

O Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia (CEE) foi assinado em


1957 em Roma e congregava a França, a Alemanha Ocidental (apenas a República
Federal Alemã), a Itália e os Países do Benelux (Bélgica, Países Baixos e
Luxemburgo) numa comunidade com o objetivo de estabelecer um mercado comum
europeu.

O surgimento da CEE dá-se em 1958, com o Tratado de Roma. Porém, para sua
criação foi crucial o Tratado de Paris de 1951 que criava a Comunidade Europeia do
Carvão e do Aço (CECA), que contava exatamente com os mesmos membros que se

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reuniriam em Roma posteriormente: Alemanha Ocidental, França, Itália,
Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo.

Este tratado estabelecia um mercado e impostos alfandegários externos comuns, uma


política conjunta para a agricultura, políticas comuns para o movimento de mão-de-
obra e para os transportes, e fundava instituições comuns para o desenvolvimento
económico. Mais tarde, em 1965, o Tratado de Bruxelas iria fundir a CECA, a
Comunidade Europeia de Energia Atômica (EAEC ou Euratom) e a CEE em um só
organismo denominado "Comunidades Europeias", sendo que a CEE ficava
responsável pela maioria das diretrizes.

A CEE constituía um mercado comum, ou seja, o caminho a uma união econômica


plena entre os países constituintes, uma expansão contínua e equilibrada, uma maior
estabilidade, um rápido aumento do nível de vida e relações mais estreitas entre os
Estados que a integram.

Esse mercado comum assenta nas famosas "quatro liberdades" que são a livre
circulação das pessoas, dos serviços, das mercadorias e dos capitais.

Criação de uma União Aduaneira


O Tratado CEE elimina os direitos aduaneiros, bem como os contingentes no que
respeita às mercadorias que são objeto das trocas comerciais entre os Estados. Cria-
se uma pauta aduaneira externa comum, que constitui uma espécie de fronteira
externa em relação aos produtos dos Estados terceiros e que substitui as pautas
anteriormente existentes nos vários Estados. Esta união aduaneira está associada a
uma política comercial comum.

Comunidade Europeia

A CEE foi a mais reconhecida das três Comunidades Europeias e após o Tratado de
Maastricht em 1992 mudou o nome para Comunidade Europeia (CE). Agora é
conhecida por União Europeia (UE).

Objetivos Fig.10 – Bandeira da UE


Para lutar contra a carência generalizada de energia dos
anos 50, os seis Estados fundadores da CEE (República
Federal da Alemanha, Bélgica, França, Itália,
Luxemburgo e Países Baixos) procuraram na energia
atómica um meio para alcançar a independência

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energética. Como o custo doinvestimento nessa energia excedia as possibilidades de
Estados sozinhos a adquirirem, os Estados fundadores uniram-se para constituir a
EURATOM.

O principal objetivo deste tratado era contribuir para a criação e o crescimento da


indústria atómica europeia, para que todos os Estados-Membros pudessem
beneficiardo desenvolvimento da energia atómica, garantir elevados níveis de energia
e impedir o desvio dos materiais nucleares para fins militares.

Comunidade Europeia
A União Europeia era constituída originalmente por seis Estados-membros.

Desde então aumentou para 27 Estados-membros em 2007.

Países Fundadores: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo, Países Baixos

Data de Adesão : 25/03/1957

Alargamentos:

1973-Dinamarca, Irlanda, Reino Unido

1981-Grécia

1986-Portugal, Espanha

1995-Áustria, Finlândia, Suécia

2004-Chipre, Eslováquia, Eslovénia,


Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia,
Malta, Polónia, República Checa

2007-Bulgária, Roménia

Fig.11 - Estados membros da União Europeia

3.5 Políticas

Nascimento da NATO

A organização do tratado do Atlântico Norte (NATO na sigla original) foi criada


em 1949, como resposta dos países ocidentais à expansão do comunismo a
leste. A união Soviética e os seus aliados responderam com o Pacto de

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Varsóvia. Apósa Segunda Guerra Mundial os aliados começaram a discutir a
possibilidade de manter uma aliança militar, mas a expansão do bloco comunista levou
a uma rutura entre os aliados. Em 1947 a rutura ficou consumada quando a União
Soviética abandonou os objetivos definidos para uma conferência que decorria em
Moscovo. Os países da Europa ocidental e os Estados Unidos uniram-se para criar a
Organização do Tratado do Atlântico Norte, oficializada em 4 de Abril de 1949, em
Washington. A NATO tinha como objetivo a interajuda na defesa dos seus membros
no caso de surgir uma potencial ameaça soviética.

Fig.12- Nato.
ONU
A Organização das Nações Unidas, a ONU, é uma organização internacional que tem
como objetivo a cooperação em relação ao direito internacional, à segurança
internacional, ao desenvolvimento económico, ao progresso social, aos direitos
humanos e à paz mundial. Ou seja, seu principal objetivo é manter a cooperação entre
todas as nações do mundo.

A ONU nasceu em 1945 após a Segunda Guerra Mundial para substituir a Liga das
Nações (organização que surgiu após a Primeira Guerra Mundial, mas que não
conseguiu impedir novas guerras mundiais); seu objetivo primário é deter qualquer
guerra que venha sucumbir no território mundial e fornecer um meio de diálogo entre
os países.
Em 25 de Abril de 1945 ocorreu a primeira Conferência das Nações Unidas sobre
Organização Internacional na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos da
América, com a presença de 51 governos e organizações não governamentais para
elaborarem a Carta das Nações Unidas.
A ONU passou a existir em 24 de Outubro de 1945 quando houve a ratificação da
Carta das Nações Unidas pelos 5 países permanente no Conselho de Segurança
(França, China, União Soviética, Reino Unido e Estados Unidos).

A Carta das Nações Unidas define como objetivos principais da ONU: defesa dos
direitos fundamentais do ser humano; garantir a paz mundial, colocando-se contra
qualquer tipo de conflito armado; busca de mecanismos que promovam o progresso

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social das nações; criação de condições que mantenham a justiça e o direito
internacional.

Quando foi fundada, contava com a participação de 51 nações. Ainda no clima do pós-
guerra, a ONU procurou desenvolver mecanismos multilaterais para evitar um novo
conflito armado mundial. Atualmente, conta com 193 países membros, sendo que
cinco deles (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França) fazem parte do
Conselho de Segurança. Este pequeno grupo tem o poder de veto sobre qualquer
resolução da ONU.

Fig.13-Organização das Nações Unidas (ONU).


No plano político, a Segunda Guerra Mundial apresentou, entre outros, os seguintes
resultados: o esmagamento dos imperialismos Alemão, Italiano e Japonês; o
enfraquecimento dos imperialismos Inglês e Francês; ascensão dos Estados Unidos
como potência imperialista no mundo; ascensão da URSS como potência militar
dominante na Europa Oriental; e a Guerra Fria, como um teste de força entre os
Estados Unidos e a União Soviética.

3.6 Problemas ambientais

A Segunda Guerra Mundial deixou marcas profundas no ambiente natural das zonas
de guerra, frentes domésticas e áreas ocupadas pelas indústrias de guerra. A guerra
global deixou lixo e ruínas por toda a parte, consistindo de linhas de frente
abandonadas, navios semi-afundados, bases vazias e cidades bombardeadas na
Europa e na Ásia.

Ainda hoje sente-se os efeitos causados pelas bombas atômicas, lançadas contra as
cidades de Hiroshima e Nagasaki. As pessoas que não morreram, foram expostas a
uma devastadora radiação, a qual gerou lesões genéticas que foram transmitidas para
as gerações seguintes até aos dias de hoje. Mais de 70 mil pessoas já morreram
desde então, em consequência da exposição à radiação das bombas.

Talvez seja o mais grave atentado contra o meio ambiente. Ainda que tenha sido feito
um processo de descontaminação por meio da tecnologia, ainda hoje há altos índices
de radioatividade na região e a ecologia não conseguiu ser normalizada.

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A Guerra contribuiu para o desenvolvimento dos nossos atuais problemas ambientais
globais, que incluem a química da produção industrial, a adoção de toxinas ambientais
e a precipitação nuclear.

“A ameaça ambiental mais grave com o maior impacto foi, obviamente, o


desenvolvimento de armas nucleares.” afirma Laakkonen.

Antes da Segunda Guerra Mundial, por exemplo, o controlo de pragas baseava-se


principalmente em métodos naturais. Durante a guerra, esses métodos foram
gradualmente abandonados e o DDT (um composto químico organoclorado,
constituído de átomos carbono, hidrogénio e cloro. A sigla vem da designação técnica
dicloro-difenil-tricloroetano) e outras toxinas foram adotadas primeiro para combater as
pulgas que espalham a febre maculosa e os mosquitos espalhando a malária, e depois
para combater pragas agrícolas como os besouros. O grande problema do DDT é que
ao mesmo tempo em que mata insetos, afeta negativamente o ambiente, agindo como
tóxico sobre toda a cadeia alimentar, desde microrganismos até mamíferos. É capaz
de matar peixes e afeta a reprodução das aves, por exemplo, reduzindo a espessura
das cascas dos ovos. A partir da década de 1950, começaram a surgir relatos mais
consistentes dos males do DDT sobre o ambiente.

Fig.14- Bombardeamento nas Fig.15-Hiroshima transformou-se numa


cidades de Hiroshima e Nagasaki. cidade moderna e desenvolvida, com
árvores, prédios, pessoas a circular e
carros, como em qualquer outra.

3.7 A Guerra Fria e o medo de uma guerra nuclear


A Guerra Fria foi uma disputa pela superioridade mundial entre Estados Unidos e
União Soviética após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). É chamada de Guerra
Fria por ser uma intensa guerra econômica, diplomática e ideológica travada pela
conquista de zonas de influência.

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A disputa dividiu o mundo em blocos (bloco Ocidental- EUA e o bloco oriental- URSS)
de influência das duas superpotências e provocou uma corrida armamentista que se
estendeu por 40 anos. Com sistemas econômicos e políticos diferentes, EUA e URSS
colocam o mundo sob a ameaça de uma guerra nuclear, criando armas com potência
suficiente para explodir o planeta inteiro. Os EUA assumiram a liderança do chamado
mundo capitalista livre, e a URSS, do mundo comunista.

Um dos acontecimentos que se destacou mais foi a Crise dos Mísseis em Cuba. Este
foi o momento de maior tensão entre as duas potências da Guerra Fria que se passou
em 1962. Nesse mesmo ano, o serviço de
inteligência dos EUA descobriu que a URSS
estava a instalar uma base de mísseis em Cuba.
A inteligência americana sabia que os mísseis
soviéticos representavam pouca ameaça para
os EUA, mas o presidente americano sabia que
a questão teria um resultado negativo sob seu
governo e decidiu intervir.

Fig.16 – Guerra.
fria
Com isso, o governo americano disse aos soviéticos que se os mísseis não fossem
retirados, seria declarada guerra. As negociações arrastaram-se durante semanas e
os dois lados chegaram a um acordo. Os soviéticos decidiram retirar os mísseis de
Cuba e os americanos aceitaram retirar seus mísseis instalados na Turquia.

4.Conclusão

Com este trabalho concluímos que o final da segunda guerra mundial deixou quase
toda a Europa destruída, com as estruturas sociais, políticas e económicas
profundamente abaladas. Tornava-se urgente a recuperação das infraestruturas, e
cedo crescia uma nova tendência comunista cujo forte alastramentoa maioria dos
estados procurava conter. Anunciado a 5 de Junho de 1947, o programa de
recuperação Europeu, mais conhecido como plano Marshall, entrou em cena. A
Segunda Guerra Mundial causou diversas e profundas consequências, não só para a
Europa, como para o resto do mundo, com a morte de 66 000 000 (66 milhões), 2/3
dos quais civis e 1/3 militares. Trouxe posteriormente o surgimento de organizações
como o NATO e a ONU que tinham como principais objetivos a segurança
internacional e a interajuda na defesa dos seus membros no caso de surgir uma
potencial ameaça e, ainda, defender o respeito pelos direitos humanos e a paz
mundial.

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5.Websites

https://pt.slideshare.net/susanasimoes/consequncias-da-2-guerra-mundial-31268169

https://pt.slideshare.net/danielcoelho9250/o-mundo-aps-a-2-guerra-mundial

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pot%C3%AAncias_do_Eixo

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142001000300007

https://www.megacurioso.com.br/educacao/109593-conheca-7-dos-maiores-
bombardeios-da-segunda-guerra-mundial.htm

https://passeiosnatoscana.com/a-destruicao-de-florenca-na-ii-guerra-mundial/

https://diplomaciacivil.org.br/meio-ambiente-e-uma-das-principais-vitimas-de-guerras-
e-conflitos-armados/

https://minilua.com/apos-terror-como-estao-hoje-cidades-hiroshima-nagasaki-
chernobil/

https://envolverde.cartacapital.com.br/problemas-ambientais-de-hoje-provocados-pela-
segunda-guerra-mundial/

Bibliografia
Geografia C 12ºano, Visão do Mundo, Porto Editora.

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