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LEI Nº 9.784/99 EM EXERCÍCIOS (CESPE)
CURSO REGULAR
PROFESSOR: ANDERSON LUIZ

AULA 01 (1ª parte)

ASSUNTO:
Lei nº 9.784/99 (parte 1) – 120 questões

1. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Titular de órgão administrativo que


delegar parte de sua competência a outro órgão não poderá revogar o ato de
delegação.

Comentários:
ERRADO. Acerca da delegação, o art. 12 da Lei nº 9.784/99 estabelece
que um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver
impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou
titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados,
quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole Técnica, Social,
Econômica, Territorial ou Jurídica (TSE + TJ). Essas regras se aplicam à
delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes.
Em decorrência do princípio da publicidade, o ato de delegação e sua
revogação deverão ser publicados no meio oficial. O referido ato deverá
especificar com clareza o que foi transferido, os limites da atuação do delegado,
a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível. Ademais, será
revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante.
Percebam que o ato de delegação não será um “cheque em branco”
entregue ao delegado. Com efeito, as decisões adotadas por delegação devem
mencionar explicitamente esta qualidade, ou seja, o delegado deve registrar
que praticou o ato em função de determinada competência que lhe foi
transferida. Além disso, tais decisões serão consideradas editadas pelo
delegado (e não pelo delegante).

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IMPORTANTE:
• A delegação só será admitida se não houver impedimento
legal.
• O delegante só poderá transferir parte de suas competências.
• A delegação independe de subordinação hierárquica.
• A delegação de competência é ato discricionário (conveniência
e oportunidade).
• A delegação ocorrerá em razões de índole Técnica, Social,
Econômica, Territorial ou Jurídica (TSE + TJ).
• O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados
no meio oficial.
• O ato de delegação deverá especificar o objeto, os limites, a
duração e os objetivos da delegação, bem como o recurso cabível.
• A delegação é revogável a qualquer tempo.
• As decisões adotadas por delegação devem mencionar
explicitamente esta qualidade. Essas decisões serão consideradas editadas
pelo delegado (e não pelo delegante).

De acordo com o art. 13 da Lei, não pode ser objeto de delegação:


• A edição de atos de caráter normativo;
• A decisão de recursos administrativos;
• As matérias de competência exclusiva.

2. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Órgão é unidade de atuação integrante da


estrutura da administração direta e indireta; entidade é unidade não dotada de
personalidade jurídica.

Comentários:
ERRADO. De acordo com o art.1º, §2º, da Lei nº 9.784/99:
• Órgão é a unidade de atuação integrante da estrutura da
Administração direta e da estrutura da Administração indireta. Cabe destacar

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que os órgãos não possuem personalidade jurídica. São exemplos: Ministérios,


Secretarias, Gabinetes etc.
• Entidade é a unidade de atuação dotada de personalidade
jurídica. São exemplos: autarquias, fundações públicas, sociedades de
economia mista e empresas públicas.
• Autoridade é o servidor ou agente público dotado de poder de
decisão. São exemplos: Ministros de Estado, Secretários-Executivos etc.

3. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Os processos administrativos de que


resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício,
quando surgirem fatos novos; entretanto, dessa revisão não poderá resultar
agravamento da sanção.

Comentários:
CERTO. Há revisão quando, a qualquer tempo, a pedido do
interessado ou de ofício pela Administração, se proceda, nos processos
concluídos de que resultem sanções, a correta adequação da sanção imposta,
em razão de fatos novos ou circunstâncias relevantes a justificá-la. Da
revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção.

LEI Nº 9.784/99, ART. 65:


Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser
revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem
fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a
inadequação da sanção aplicada.
Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar
agravamento da sanção.

4. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se o recorrente de decisão administrativa


alegar que a decisão contraria enunciado de súmula vinculante, caberá à
autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar,
antes de encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões da
inaplicabilidade da súmula.

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Comentários:
CERTO. Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria
enunciado da súmula vinculante, caberá à autoridade responsável pela
decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o
recurso à autoridade superior, as razões da aplicabilidade ou
inaplicabilidade da súmula (art. 56, §3º).

5. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) No processo administrativo instaurado


para apurar fato praticado por determinado servidor, caso este não compareça
ao processo quando regularmente intimado para apresentar defesa, não devem
ser considerados verdadeiros os fatos a ele imputados. No prosseguimento do
processo, contudo, não pode o servidor apresentar alegações, produzir provas
ou recorrer da decisão proferida.

Comentários:
ERRADO. O órgão competente perante o qual tramita o processo
administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão
ou a efetivação de diligências (art. 26).
Todos os atos do processo que resultem para o interessado em
imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e
atividades, bem como os demais atos de seu interesse, devem ser objeto de
intimação (art. 28). Essa intimação observará a antecedência mínima de
três dias úteis quanto à data de comparecimento (art. 26, §2º).
A intimação deverá conter (art. 26, §1º):
• Identificação do intimado e nome do órgão ou entidade
administrativa;
• Finalidade da intimação;
• Data, hora e local em que deve comparecer;
• Se o intimado deve comparecer pessoalmente, ou fazer-se
representar;
• Informação da continuidade do processo independentemente do
seu comparecimento;
• Indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes.

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Nesse momento vocês devem estar pensando: como será feita essa
intimação? A resposta está no art. 26, §3º da Lei. De acordo com o referido
dispositivo, a intimação pode ser efetuada por:
• Ciência no processo (assinatura do interessado nos autos do
processo);
• Via postal com aviso de recebimento (AR);
• Telegrama; ou
• Outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado (p.
ex: um servidor vai à casa do interessado para intimá-lo).
• Publicação oficial, no caso de interessados Desconhecidos,
Indeterminados ou com Domicílio Indefinido (art. 26, §4º). (Interessados
“DIDI” = Publicação oficial)

As intimações serão nulas quando feitas sem observância das


prescrições legais. Porém, é importante destacar que o comparecimento do
administrado supre sua falta ou irregularidade (art. 26, §5º). Isso significa
que a intimação feita em desacordo com a Lei é nula. Mas, se o administrado
comparecer ao local indicado, não há que se falar em nulidade.
Ressalto que a expressão popular “quem cala consente” não tem
aplicação no processo administrativo. Pois, o desatendimento da intimação
não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a
direito pelo administrado (art. 27).
Por fim, em decorrência dos princípios do contraditório e da ampla
defesa, nos processos administrativos serão observados os critérios de garantia
dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de
provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar
sanções e nas situações de litígio.

6. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se um servidor, em processo


administrativo de que seja parte, interpuser recurso perante órgão
incompetente para o processamento e o julgamento de sua pretensão, deverá
ser indicada a esse servidor a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o
prazo para recurso.

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Comentários:
CERTO. Segundo a Lei nº 9.784/99, das decisões administrativas cabe
recurso, em face de razões de legalidade e de mérito (art. 56). O recurso
será interposto por meio de requerimento no qual o recorrente deverá expor os
fundamentos do pedido de reexame, podendo juntar os documentos que julgar
convenientes (art. 60).
Em regra, é de 10 dias o prazo para interposição de recurso
administrativo, contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão
recorrida (art. 59). Tal recurso será dirigido à autoridade que proferiu a
decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de 5 dias, o encaminhará à
autoridade superior (art. 56, §1º). Salvo exigência legal, a interposição de
recurso administrativo independe de caução (art. 56, §2º).
Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado
da súmula vinculante, caberá à autoridade responsável pela decisão
impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso
à autoridade superior, as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da
súmula (art. 56, §3º).
Visando à celeridade processual, o recurso administrativo, em regra,
tramitará no máximo por 3 instâncias administrativas (art. 57) e não terá
efeito suspensivo (art. 61). Entretanto, se houver justo receio de prejuízo de
difícil ou incerta reparação decorrente da execução, a autoridade recorrida ou a
imediatamente superior poderá, de ofício ou a pedido, dar efeito suspensivo ao
recurso (art. 61, parágrafo único).
Em regra, o recurso da decisão proferida em processo administrativo
não tem efeito suspensivo. Isso significa, salvo disposição legal em contrário,
que a decisão proferida pela autoridade pode ser imediatamente cumprida,
mesmo quando houver recurso pendente de julgamento da parte que teve seus
interesses afetados.
O recurso não será conhecido quando interposto (art. 63):
• Fora do prazo;
• Perante órgão incompetente. Nesse caso, será indicada ao
recorrente a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o prazo para
recurso (art. 63, §1º);
• Por quem não seja legitimado;
• Após exaurida (esgotada) a esfera administrativa.

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7. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) A interposição de recurso administrativo


por um servidor no processo de seu interesse implica, via de regra, a
automática concessão de efeito suspensivo à efetivação da decisão que foi
contrária ao seu interesse.

Comentários:
ERRADO. Salvo disposição legal em contrário, o recurso não tem
efeito suspensivo (art. 61). Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou
incerta reparação decorrente da execução, a autoridade recorrida ou a
imediatamente superior poderá, de ofício ou a pedido, dar efeito suspensivo
ao recurso (art. 61, parágrafo único).

8. (CESPE/TRE-MG/2009) O órgão competente perante o qual tramita o


processo administrativo deve determinar a intimação do interessado para
ciência de decisão ou efetivação de diligência. Nesse sentido, é nula a intimação
feita sem a observância das prescrições legais, não havendo a possibilidade de
ser suprida sua falta ou irregularidade.

Comentários:
ERRADO. As intimações serão nulas quando feitas sem observância das
prescrições legais. Porém, é importante destacar que o comparecimento do
administrado supre sua falta ou irregularidade (art. 26, §5º). Isso
significa que a intimação feita em desacordo com a Lei é nula. Mas, se o
administrado comparecer ao local indicado, não há que se falar em nulidade.

9. (CESPE/TRE-MG/2009) O interessado poderá, mediante manifestação


escrita, desistir total ou parcialmente do pedido formulado, ou renunciar a
direitos disponíveis, o que não impede que a administração pública dê
prosseguimento ao processo, se considerar que o interesse público assim o
exige.

Comentários:
CERTO. Mediante manifestação escrita, o interessado poderá desistir
total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos

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disponíveis (art. 51). Entretanto, isso não prejudica o prosseguimento do


processo, caso a Administração considere que o interesse público assim o exige
(art. 51, §2º)

10. (CESPE/TRE-MG/2009) o direito da administração pública de anular os


atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários
decai em dez anos, contados da data em que foram praticados.

Comentários:
ERRADO. O direito da Administração de anular os atos administrativos de
que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 anos,
contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé do
beneficiado (art. 54).

11. (CESPE/TRE-MG/2009) O processo administrativo é iniciado apenas por


meio de requerimento da parte interessada.

Comentários:
ERRADO. Em face do princípio da oficialidade, também chamado de
princípio do impulso oficial do processo, o processo administrativo pode ser
instaurado (iniciado, estabelecido) de ofício (pela própria Administração),
independentemente de provocação do administrado.

12. (CESPE/TRE-MG/2009) O agravamento da sanção pode decorrer da


revisão do processo.

Comentários:
ERRADO. Os processos administrativos de que resultarem sanções
poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando
surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a

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inadequação da sanção aplicada (art. 65). Contudo, dessa revisão não poderá
resultar agravamento da sanção (art. 65, parágrafo único).

Reformatio in pejus (na Lei nº 9.784/99)

Recursos administrativos Sim

Revisão dos processos Não

13. (CESPE/ANATEL/2009) Não cabe recurso das decisões administrativas


proferidas pelos servidores das agências reguladoras, conforme preceitua a Lei
n.º 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da
administração pública federal.

Comentários:
ERRADO. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões
de legalidade e de mérito (art. 56). Vejam que a Lei não excetua as decisões
proferidas por servidores das agências reguladoras.

14. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) As garantias previstas na referida Lei


nº 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da administração
pública federal, incluem expressamente os direitos à comunicação, à
apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de
recursos.

Comentários:
CERTO. Em decorrência dos princípios do contraditório e da ampla
defesa, nos processos administrativos serão observados os critérios de garantia
dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de
provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar
sanções e nas situações de litígio.

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15. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Quando o interessado declarar que


fatos e dados estão registrados em documentos existentes em outro órgão
administrativo, caberá ao próprio interessado trazer os referidos documentos
aos autos.

Comentários:
ERRADO. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão
registrados em documentos existentes na própria Administração responsável
pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a
instrução (e não o interessado) proverá, de ofício, à obtenção dos documentos
ou das respectivas cópias (art. 37)

16. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) A alegação, pelo interessado, de


violação de enunciado de súmula vinculante não tem influência nos processos
administrativos, visto que as súmulas vinculantes destinam-se a uniformizar a
jurisprudência dos tribunais, e não as decisões em processos administrativos.

Comentários:
ERRADO. Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria
enunciado da súmula vinculante, caberá à autoridade responsável pela
decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o
recurso à autoridade superior, as razões da aplicabilidade ou
inaplicabilidade da súmula (art. 56, §3º).

17. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Órgão é a unidade de atuação dotada


de personalidade jurídica.

Comentários:
ERRADO. Órgão não tem personalidade jurídica (art. 1º, §2º).

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18. (CESPE/IBAMA/2009) Os processos administrativos devem ser guiados


por critérios que observem as formalidades essenciais à garantia dos direitos
dos administrados, adotadas de formas simples e desburocratizadas, suficientes
para garantir grau de certeza, segurança e respeito a esses direitos.

Comentários:
CERTO. Tais critérios decorrem dos princípios do informalismo e da
segurança jurídica.

19. (CESPE/IBAMA/2009) O direito do administrado de ter ciência da


tramitação dos processos administrativos em que figure na qualidade de
interessado e de neles atuar peticionando, juntando documentos, fazendo
requerimentos e recursos, não ilide o fato de que a administração deve, por si
mesma, dar impulso, de ofício, ao processo administrativo.

Comentários:
CERTO. Em face do princípio da oficialidade, o processo administrativo
pode ser instaurado de ofício (pela própria Administração),
independentemente de provocação do administrado.

20. (CESPE/IBAMA/2009) A elaboração de modelos ou formulários


padronizados que atinjam pretensões equivalentes no tratamento de um
mesmo assunto no âmbito da administração pública é medida burocratizante,
que deve ser evitada, porque, com isso, desconsidera-se a peculiaridade de
cada situação.

Comentários:
ERRADO. A fim de facilitar o acesso do administrado a seus direitos, o
art. 7º da Lei nº 9.784/99 dispõe que os órgãos e entidades administrativas
deverão elaborar modelos ou formulários padronizados para assuntos que
importem pretensões equivalentes.

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21. (CESPE/IBAMA/2009) A delegação de competência em razão de


circunstâncias de índole técnica apenas pode ocorrer dentro do próprio órgão
administrativo, sendo incabível delegação para este fim mediante transferência
de competência a outros órgãos ou titulares, que não estejam na mesma linha
de hierarquia e subordinação.

Comentários:
ERRADO. A delegação independe de subordinação hierárquica (art.
12).

22. (CESPE/STF/2008) Os princípios da razoabilidade e da


proporcionalidade estão previstos de forma expressa na CF.

Comentários:
ERRADO. Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade não estão
expressos no texto da Constituição Federal. Segundo o STF, esses valores
decorrem do princípio do devido processo legal (CF, art. 5º, LIV: ninguém
será privado da liberdade ou dos seus bens sem o devido processo legal). Por
isso, são chamados de princípios implícitos.

23. (CESPE/STF/2008) Nos processos administrativos, em decorrência do


princípio da verdade material, existe a possibilidade de ocorrer a reformatio in
pejus.

Comentários:
CERTO. Quanto ao tratamento dado pelo legislador à chamada
reformatio in pejus, ressalta-se a seguinte distinção: apesar de ser aceita nos
recursos administrativos, não é admitida na revisão dos processos.
Assim, quando da apreciação do recurso administrativo, a autoridade
competente possui amplos poderes para alterar a decisão recorrida. Poderá,
inclusive, reformar a decisão em prejuízo do recorrente (reformatio in pejus),

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que deverá, nesse caso, ser cientificado para que formule suas alegações antes
da decisão.
Por outro lado, os processos administrativos de que resultarem
sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício,
quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de
justificar a inadequação da sanção aplicada (art. 65). Contudo, dessa revisão
não poderá resultar agravamento da sanção (art. 65, parágrafo único).

Reformatio in pejus (na Lei nº 9.784/99)

Recursos administrativos Sim

Revisão dos processos Não

24. (CESPE/STF/2008) Servidor que esteja litigando administrativamente


com o interessado em um processo administrativo não está necessariamente
impedido de atuar nesse processo, pois não existe litígio judicial.

Comentários:
ERRADO. De acordo com o art. 18 da Lei, é impedido de atuar em
processo administrativo o servidor ou autoridade que:
• Tenha interesse direto ou indireto na matéria.
• Tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou
representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao Cônjuge,
Companheiro ou Parente e Afins até o 3º grau. (CCPA3)
• Esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou
respectivo Cônjuge ou Companheiro. (CC)

25. (CESPE/INSS/2008) É vedado à administração recusar, de forma


imotivada, o recebimento de documentos, devendo o servidor orientar o
interessado quanto ao cumprimento de eventuais falhas.

Comentários:

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CERTO. Conforme disposição contida no parágrafo único do art. 6º, a


Administração deve orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais
falhas no pedido. Isso significa que o servidor deve prestar informações ao
requerente sobre modo de solucionar problemas relativos à falta de elementos
essenciais ao pedido. Ademais, é vedada à Administração simples recusa
imotivada de receber o requerimento ou outros documentos.

26. (CESPE/MPE-AM/2008) Como regra geral, são considerados capazes,


para fins de processo administrativo, os maiores de dezoito anos.

Comentários:
CERTO. Ressalvada previsão especial em ato normativo próprio, para fins
de processo administrativo, são considerados capazes os maiores de 18
anos. Isso significa que, em regra, o menor de 18 não pode atuar no processo,
a não ser que assistido ou representado por responsável.

27. (CESPE/MPE-AM/2008) Considere que um servidor que responde a um


processo administrativo tenha sido intimado em uma quinta-feira para a oitiva
de testemunhas que se realizaria na segunda-feira próxima. Nesse caso, a
intimação deve ser considerada como válida, já que atendeu ao prazo de 3 dias
estabelecido na lei.

Comentários:
ERRADO. Pois, a intimação observará a antecedência mínima de três
dias úteis quanto à data de comparecimento (art. 26, §2º).

28. (CESPE/DFTRANS/2008) Segundo o princípio da motivação, os atos da


administração pública devem receber a indicação dos pressupostos de fato e de
direito que determinaram a decisão.

Comentários:

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CERTO. Em decorrência do princípio da motivação, nos processos


administrativos, serão observados, entre outros, os critérios de indicação dos
pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão (art. 2º,
parágrafo único, VII).

29. (CESPE/TCU/2007) Pedidos de vários interessados com conteúdo e


fundamentos idênticos devem ser formulados em requerimentos separados,
com vistas à maior agilidade dos processos administrativos e à diminuição dos
seus volumes.

Comentários:
ERRADO. Os pedidos de diversos interessados tiverem conteúdo e
fundamentos idênticos, poderão ser formulados em um único
requerimento, exceto se houver previsão legal em contrário (art. 8º).

30. (CESPE/TCU/2007) Os atos do processo administrativo devem ser


produzidos por escrito, com a assinatura da autoridade que os pratica. Essa
assinatura deve ser submetida ao reconhecimento de firma, afastando-se
qualquer dúvida sobre a sua autenticidade.

Comentários:
ERRADO. Nos termos da Lei nº 9.784/99, o processo administrativo deve
observar as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados,
bem como adotar formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de
certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados. Assim:
• Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo (em
português), com a data e o local de sua realização e a assinatura da
autoridade responsável.
• Em regra, o reconhecimento de firma somente será exigido quando
houver dúvida de autenticidade. A lei, porém, poderá estabelecer outras
situações em que o reconhecimento de firma será necessário.
• A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo
órgão administrativo.

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• O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e


rubricadas.

31. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O processo administrativo pode


iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.

Comentários:
CERTO. Em face do princípio da oficialidade, também chamado de
princípio do impulso oficial do processo, o processo administrativo pode ser
instaurado (iniciado, estabelecido) de ofício (pela própria Administração),
independentemente de provocação do administrado.

32. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O servidor ou autoridade que esteja


litigando judicial ou administrativamente em determinado processo
administrativo com o interessado ou com o seu cônjuge ou companheiro está
impedido de atuar no processo administrativo.

Comentários:
CERTO. De acordo com o art. 18 da Lei, é impedido de atuar em
processo administrativo o servidor ou autoridade que:
• Tenha interesse direto ou indireto na matéria.
• Tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou
representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao Cônjuge,
Companheiro ou Parente e Afins até o 3º grau. (CCPA3)
• Esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado
ou respectivo Cônjuge ou Companheiro. (CC)

Percebam que a aferição da ocorrência do impedimento é objetiva,


direta, isto é, sua caracterização independe de juízo do valor. Por isso, diz-
se que o impedimento gera uma presunção absoluta de incapacidade para
atuar no processo.
Assim, a autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve
comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar.

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Consequentemente, a omissão do dever de comunicar o impedimento constitui


falta grave, para efeitos disciplinares.
Já o art. 20, ao tratar da suspeição estabelece que pode ser argüida a
suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou
inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos
Cônjuges, Companheiros, Parentes e Afins até o 3º grau (CCPA3).
Em suma, os casos de suspeição são caracterizados, basicamente, pela
existência de amizade íntima (vai além do mero coleguismo do ambiente de
trabalho) ou inimizade notória (vai além da antipatia, do não gostar; o
convívio é impossível) entre a autoridade ou o servidor e algum dos
interessados no processo.
Assim, diferentemente do impedimento, a aferição da suspeição é
subjetiva, indireta, isto é, sua caracterização depende do juízo de valor.
Por isso, a suspeição gera uma presunção relativa de incapacidade para atuar
no processo.
Com efeito, na suspeição há uma mera faculdade (“pode ser argüida...”)
de atuação da parte interessada que se sinta prejudicada. O indeferimento de
alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso, sem efeito suspensivo (ou
seja, o processo não é paralisado).

IMPORTANTE:
IMPEDIMENTO:
• Interesse direto ou indireto.
• Perito, testemunha ou representante (CCPA3).
• Litígio administrativo ou judicial (CC).
• Presunção absoluta de incapacidade.
• Deve ser comunicado. Se não, falta grave.

SUSPEIÇÃO:
• Amizade íntima ou inimizade notória (CCPA3).
• Presunção relativa de incapacidade
• Pode ser argüida
• Se indeferida, cabe recurso (sem efeito suspensivo)

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33. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O direito da administração de anular


os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em três anos, contados da data em que foram praticados,
salvo comprovada má-fé.

Comentários:
ERRADO. Convalidação tácita: o direito da Administração de anular os
atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em 5 anos, contados da data em que foram praticados,
salvo comprovada má-fé do beneficiado (art. 54). Essa modalidade de
convalidação chama-se tácita porque decorre da inércia da Administração.
Transcorrido o prazo de 5 anos, sem que ocorra manifestação da
Administração, o ato será tacitamente convalidado.

34. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) Toda decisão administrativa admite


recurso, em face de razões de legalidade ou de mérito.

Comentários:
CERTO. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões
de legalidade e de mérito (art. 56). Têm legitimidade para interpor recurso
administrativo (art. 58):
• os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo;
• aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela
decisão recorrida;
• as organizações e associações representativas, no tocante a direitos
e interesses coletivos;
• os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos.

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35. (CESPE/TCU/2007) A intimação do interessado para ciência de decisão


ou a efetivação de diligências podem ser efetuadas por qualquer meio que
assegure a certeza da ciência do interessado.

Comentários:
CERTO. A intimação pode ser efetuada por (art. 26, §3º):
• Ciência no processo (assinatura do interessado nos autos do
processo);
• Via postal com aviso de recebimento (AR);
• Telegrama; ou
• Outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado (p.
ex: um servidor vai à casa do interessado para intimá-lo).
• Publicação oficial, no caso de interessados Desconhecidos,
Indeterminados ou com Domicílio Indefinido (art. 26, §4º). (Interessados
“DIDI” = Publicação oficial)

36. (CESPE/TCU/2007) Em sendo o órgão colegiado competente para decidir


sobre recursos administrativos, ele poderá, por força de disposição legal,
delegar essa competência ao respectivo presidente.

Comentários:
ERRADO. A decisão de recursos administrativos é indelegável.

IMPORTANTE:
De acordo com o art. 13 da Lei, não podem ser objeto de delegação:
• A edição de atos de caráter normativo;
• A decisão de recursos administrativos;
• As matérias de competência exclusiva.

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37. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O ato de delegação especificará as


matérias e os poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a
duração e os objetivos da delegação, sendo aplicável, inclusive, no que tange às
decisões dos recursos administrativos.

Comentários:
ERRADO. A decisão de recursos administrativos é indelegável.

38. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) A interpretação da norma


administrativa deve garantir o melhor atendimento do fim público a que se
dirige, sendo possível, em razão do princípio da auto tutela, a aplicação
retroativa de nova interpretação.

Comentários:
ERRADO. Pois, o princípio da segurança jurídica veda a aplicação
retroativa de nova interpretação

IMPORTANTE:
De acordo com o princípio da segurança jurídica (ou princípio da
estabilidade das relações jurídicas), é vedada à Administração a
aplicação retroativa de uma nova interpretação de determinada norma legal.

39. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) Os atos administrativos deverão ser


motivados, indicando os fatos e os fundamentos jurídicos, exceto quando
decorrerem de reexame de ofício.

Comentários:
ERRADO. A revogação e a anulação imprescindem de motivação. Pois, os
atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos
fundamentos jurídicos, quando (art. 50):
• neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;

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• imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;


• decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;
• dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;
• decidam recursos administrativos;
• decorram de reexame de ofício;
• deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem
de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais;
• importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato
administrativo.

40. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O direito da administração de anular


os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em cinco anos, contados da data da percepção do primeiro
pagamento, caso os efeitos patrimoniais sejam contínuos.

Comentários:
CERTO. O direito da Administração de anular os atos administrativos de
que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 anos,
contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé do
beneficiado (art. 54).
No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência será
contado da percepção do primeiro pagamento (art. 54, §2º). Por exemplo:
imagine que um servidor, mensalmente, receba uma determinada quantia a
que não faça jus. Considerando que não haja má-fé deste servidor, o prazo de
5 anos será contado a partir do recebimento do primeiro pagamento.

41. (Inédita) Mesmo quando surgirem fatos novos suscetíveis de justificar a


inadequação da sanção aplicada, os processos administrativos de que resultem
sanções não poderão ser revistos.

Comentários:

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ERRADO. Os processos administrativos de que resultem sanções


poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando
surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de
justificar a inadequação da sanção aplicada (art. 65).

42. (Inédita) O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido


de interessado.

Comentários:
CERTO. O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de
interessado (art. 5º).

43. (Inédita) O desatendimento da intimação importa o reconhecimento da


verdade dos fatos e do direito pelo administrado.

Comentários:
ERRADO. O desatendimento da intimação não importa o
reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo
administrado (art. 27).

44. (Inédita) A competência é renunciável e se exerce pelos órgãos


administrativos a que foi atribuída como própria, ainda que nos casos de
delegação e avocação previstos em lei.

Comentários:
ERRADO. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos
administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de
delegação e avocação legalmente admitidos (art. 11).

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45. (Inédita) Salvo disposição legal específica, o prazo para interposição de


recurso administrativo é de dez dias, contado a partir da ciência ou divulgação
oficial da decisão recorrida.

Comentários:
CERTO. Salvo disposição legal específica, é de 10 dias o prazo para
interposição de recurso administrativo, contado a partir da ciência ou
divulgação oficial da decisão recorrida (art. 59).

46. (Inédita) Os atos do processo administrativo não dependem de forma


determinada senão quando a lei expressamente a exigir.

Comentários:
CERTO. Os atos do processo administrativo não dependem de forma
determinada senão quando a lei expressamente a exigir (art. 22).

47. (Inédita) Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados,


mesmo que o adiamento não prejudique o curso regular do procedimento ou
cause dano ao interessado ou à Administração.

Comentários:
ERRADO. Os atos processuais serão realizados nos dias úteis, no
horário normal de funcionamento da repartição em que tramitar (art. 23).
Serão concluídos depois desse horário os atos já iniciados, cujo
adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao
interessado ou à Administração (art. 23, parágrafo único).

48. (Inédita) O reconhecimento de firma somente será exigido quando houver


dúvida de autenticidade, salvo imposição legal.

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Comentários:
CERTO. Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente
será exigido quando houver dúvida de autenticidade (art. 22, §2º).

49. (Inédita) As decisões adotadas por delegação devem mencionar


explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado.

Comentários:
CERTO. As decisões adotadas por delegação devem mencionar
explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo
delegado (art. 14, §3º).

50. (Inédita) Dentre outros, não pode ser objeto de delegação a edição de
atos de caráter normativo.

Comentários:
CERTO. Não podem ser objeto de delegação (art. 13):
• A edição de atos de caráter normativo;
• A decisão de recursos administrativos;
• As matérias de competência exclusiva.

51. (Inédita) Inexistindo competência legal específica, o processo


administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau
hierárquico para decidir.

Comentários:
CERTO. Inexistindo competência legal específica, o processo
administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau
hierárquico para decidir (art. 17).

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52. (Inédita) Ato de delegação é irrevogável, exceto quando se tratar de


decisão de recursos administrativos.

Comentários:
ERRADO. O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela
autoridade delegante (art. 24, §2º). Ademais, a decisão de recursos
administrativos não pode ser objeto de delegação (art. 13, II).

53. (Inédita) Em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente


justificados, será permitida a avocação temporária de competência atribuída a
órgão hierarquicamente inferior.

Comentários:
CERTO. Em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente
justificados, será permitida a avocação temporária de competência
atribuída a órgão hierarquicamente inferior (art. 15).
Dito de forma mais simples, a avocação é a medida excepcional,
temporária e justificada, mediante a qual o “superior” “pega para si” a
competência originariamente atribuída ao “inferior”. Assim, a avocação de
procedimentos administrativos decorre do poder hierárquico.

54. (Inédita) Interposto o recurso, os interessados deverão ser citados para,


no prazo de quinze dias, simultaneamente apresentarem as suas defesas
prévias.

Comentários:
ERRADO. Interposto o recurso, o órgão competente para dele
conhecer deverá intimar os demais interessados para que, no prazo de 5 dias
úteis, apresentem alegações (art. 62).

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55. (Inédita) Se o recorrente alegar violação de enunciado da súmula


vinculante, o órgão competente para decidir o recurso explicitará as razões da
aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, conforme o caso.

Comentários:
CERTO. Se o recorrente alegar violação de enunciado da súmula
vinculante, o órgão competente para decidir o recurso explicitará as razões da
aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, conforme o caso (art. 64-A).

56. (Inédita) É de cinco dias o prazo para interposição de revisão ou recurso


administrativo, contados da ciência pelo interessado ou terceiro, do ato
impugnado.

Comentários:
ERRADO. Salvo disposição legal específica, é de 10 dias o prazo para
interposição de recurso administrativo, contado a partir da ciência ou
divulgação oficial da decisão recorrida (art. 59). Ademais, os processos
administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer
tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias
relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada (art. 65).

57. (Inédita) Da revisão ou improvimento do recurso e havendo motivos


relevantes, poderá resultar agravamento da sanção.

Comentários:
ERRADO. O órgão competente para decidir o recurso poderá
confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão
recorrida, se a matéria for de sua competência (art. 64).
Em respeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa, se
dessa decisão puder decorrer gravame à situação do recorrente, este deverá
ser cientificado para que formule suas alegações antes da decisão (art. 64,
parágrafo único).

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Portanto, quando da apreciação do recurso administrativo, a


autoridade competente possui amplos poderes para alterar a decisão recorrida.
Poderá, inclusive, reformar a decisão em prejuízo do recorrente (reformatio in
pejus), que deverá, nesse caso, ser cientificado para que formule suas
alegações antes da decisão.
Quanto ao tratamento dado pelo legislador à chamada reformatio in
pejus, ressalta-se a seguinte distinção: apesar de ser aceita nos recursos
administrativos, não é admitida na revisão dos processos.
Ou seja, os processos administrativos de que resultarem sanções
poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando
surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a
inadequação da sanção aplicada (art. 65). Contudo, dessa revisão não poderá
resultar agravamento da sanção (art. 65, parágrafo único).

Reformatio in pejus (na Lei nº 9.784/99)

Recursos administrativos Sim

Revisão dos processos Não

58. (Inédita) O não conhecimento do recurso impede a Administração de


rever de ofício o ato ilegal, ainda que não ocorrida preclusão administrativa.

Comentários:
ERRADO. O não conhecimento do recurso não impede a Administração
de rever de ofício o ato ilegal, desde que não ocorrida preclusão administrativa
(art. 63, §2º).

59. (Inédita) Antes da tomada de decisão, a juízo da autoridade, diante da


relevância da questão, poderá ser realizada audiência pública para debates
sobre a matéria do processo.

Comentários:

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CERTO. Antes da tomada de decisão, a juízo da autoridade, diante da


relevância da questão, poderá ser realizada audiência pública para debates
sobre a matéria do processo (art. 32).

60. (Inédita) Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá


motivadamente adotar providências acauteladoras sem a prévia manifestação
do interessado.

Comentários:
CERTO. Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá
motivadamente adotar providências acauteladoras sem a prévia
manifestação do interessado (art. 45).

Amigos(as),

A segunda parte desta aula será disponibilizada na sexta-feira, dia


06/08. Até lá!

Bons estudos,

Anderson Luiz (anderson@pontodosconcursos.com.br)

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LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

1. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Titular de órgão administrativo que


delegar parte de sua competência a outro órgão não poderá revogar o ato de
delegação.

2. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Órgão é unidade de atuação integrante da


estrutura da administração direta e indireta; entidade é unidade não dotada de
personalidade jurídica.

3. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Os processos administrativos de que


resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício,
quando surgirem fatos novos; entretanto, dessa revisão não poderá resultar
agravamento da sanção.

4. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se o recorrente de decisão administrativa


alegar que a decisão contraria enunciado de súmula vinculante, caberá à
autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar,
antes de encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões da
inaplicabilidade da súmula.

5. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) No processo administrativo instaurado


para apurar fato praticado por determinado servidor, caso este não compareça
ao processo quando regularmente intimado para apresentar defesa, não devem
ser considerados verdadeiros os fatos a ele imputados. No prosseguimento do
processo, contudo, não pode o servidor apresentar alegações, produzir provas
ou recorrer da decisão proferida.

6. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se um servidor, em processo


administrativo de que seja parte, interpuser recurso perante órgão
incompetente para o processamento e o julgamento de sua pretensão, deverá
ser indicada a esse servidor a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o
prazo para recurso.

7. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) A interposição de recurso administrativo


por um servidor no processo de seu interesse implica, via de regra, a

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automática concessão de efeito suspensivo à efetivação da decisão que foi


contrária ao seu interesse.

8. (CESPE/TRE-MG/2009) O órgão competente perante o qual tramita o


processo administrativo deve determinar a intimação do interessado para
ciência de decisão ou efetivação de diligência. Nesse sentido, é nula a intimação
feita sem a observância das prescrições legais, não havendo a possibilidade de
ser suprida sua falta ou irregularidade.

9. (CESPE/TRE-MG/2009) O interessado poderá, mediante manifestação


escrita, desistir total ou parcialmente do pedido formulado, ou renunciar a
direitos disponíveis, o que não impede que a administração pública dê
prosseguimento ao processo, se considerar que o interesse público assim o
exige.

10. (CESPE/TRE-MG/2009) o direito da administração pública de anular os


atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários
decai em dez anos, contados da data em que foram praticados.

11. (CESPE/TRE-MG/2009) O processo administrativo é iniciado apenas por


meio de requerimento da parte interessada.

12. (CESPE/TRE-MG/2009) O agravamento da sanção pode decorrer da


revisão do processo.

13. (CESPE/ANATEL/2009) Não cabe recurso das decisões administrativas


proferidas pelos servidores das agências reguladoras, conforme preceitua a Lei
n.º 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da
administração pública federal.

14. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) As garantias previstas na referida Lei


nº 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da administração
pública federal, incluem expressamente os direitos à comunicação, à
apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de
recursos.

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15. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Quando o interessado declarar que


fatos e dados estão registrados em documentos existentes em outro órgão
administrativo, caberá ao próprio interessado trazer os referidos documentos
aos autos.

16. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) A alegação, pelo interessado, de


violação de enunciado de súmula vinculante não tem influência nos processos
administrativos, visto que as súmulas vinculantes destinam-se a uniformizar a
jurisprudência dos tribunais, e não as decisões em processos administrativos.

17. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Órgão é a unidade de atuação dotada


de personalidade jurídica.

18. (CESPE/IBAMA/2009) Os processos administrativos devem ser guiados


por critérios que observem as formalidades essenciais à garantia dos direitos
dos administrados, adotadas de formas simples e desburocratizadas, suficientes
para garantir grau de certeza, segurança e respeito a esses direitos.

19. (CESPE/IBAMA/2009) O direito do administrado de ter ciência da


tramitação dos processos administrativos em que figure na qualidade de
interessado e de neles atuar peticionando, juntando documentos, fazendo
requerimentos e recursos, não ilide o fato de que a administração deve, por si
mesma, dar impulso, de ofício, ao processo administrativo.

20. (CESPE/IBAMA/2009) A elaboração de modelos ou formulários


padronizados que atinjam pretensões equivalentes no tratamento de um
mesmo assunto no âmbito da administração pública é medida burocratizante,
que deve ser evitada, porque, com isso, desconsidera-se a peculiaridade de
cada situação.

21. (CESPE/IBAMA/2009) A delegação de competência em razão de


circunstâncias de índole técnica apenas pode ocorrer dentro do próprio órgão
administrativo, sendo incabível delegação para este fim mediante transferência
de competência a outros órgãos ou titulares, que não estejam na mesma linha
de hierarquia e subordinação.

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22. (CESPE/STF/2008) Os princípios da razoabilidade e da


proporcionalidade estão previstos de forma expressa na CF.

23. (CESPE/STF/2008) Nos processos administrativos, em decorrência do


princípio da verdade material, existe a possibilidade de ocorrer a reformatio in
pejus.

24. (CESPE/STF/2008) Servidor que esteja litigando administrativamente


com o interessado em um processo administrativo não está necessariamente
impedido de atuar nesse processo, pois não existe litígio judicial.

25. (CESPE/INSS/2008) É vedado à administração recusar, de forma


imotivada, o recebimento de documentos, devendo o servidor orientar o
interessado quanto ao cumprimento de eventuais falhas.

26. (CESPE/MPE-AM/2008) Como regra geral, são considerados capazes,


para fins de processo administrativo, os maiores de dezoito anos.

27. (CESPE/MPE-AM/2008) Considere que um servidor que responde a um


processo administrativo tenha sido intimado em uma quinta-feira para a oitiva
de testemunhas que se realizaria na segunda-feira próxima. Nesse caso, a
intimação deve ser considerada como válida, já que atendeu ao prazo de 3 dias
estabelecido na lei.

28. (CESPE/DFTRANS/2008) Segundo o princípio da motivação, os atos da


administração pública devem receber a indicação dos pressupostos de fato e de
direito que determinaram a decisão.

29. (CESPE/TCU/2007) Pedidos de vários interessados com conteúdo e


fundamentos idênticos devem ser formulados em requerimentos separados,
com vistas à maior agilidade dos processos administrativos e à diminuição dos
seus volumes.

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30. (CESPE/TCU/2007) Os atos do processo administrativo devem ser


produzidos por escrito, com a assinatura da autoridade que os pratica. Essa
assinatura deve ser submetida ao reconhecimento de firma, afastando-se
qualquer dúvida sobre a sua autenticidade.

31. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O processo administrativo pode


iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.

32. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O servidor ou autoridade que esteja


litigando judicial ou administrativamente em determinado processo
administrativo com o interessado ou com o seu cônjuge ou companheiro está
impedido de atuar no processo administrativo.

33. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O direito da administração de anular


os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em três anos, contados da data em que foram praticados,
salvo comprovada má-fé.

34. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) Toda decisão administrativa admite


recurso, em face de razões de legalidade ou de mérito.

35. (CESPE/TCU/2007) A intimação do interessado para ciência de decisão


ou a efetivação de diligências podem ser efetuadas por qualquer meio que
assegure a certeza da ciência do interessado.

36. (CESPE/TCU/2007) Em sendo o órgão colegiado competente para decidir


sobre recursos administrativos, ele poderá, por força de disposição legal,
delegar essa competência ao respectivo presidente.

37. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O ato de delegação especificará as


matérias e os poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a
duração e os objetivos da delegação, sendo aplicável, inclusive, no que tange às
decisões dos recursos administrativos.

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38. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) A interpretação da norma


administrativa deve garantir o melhor atendimento do fim público a que se
dirige, sendo possível, em razão do princípio da auto tutela, a aplicação
retroativa de nova interpretação.

39. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) Os atos administrativos deverão ser


motivados, indicando os fatos e os fundamentos jurídicos, exceto quando
decorrerem de reexame de ofício.

40. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O direito da administração de anular


os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em cinco anos, contados da data da percepção do primeiro
pagamento, caso os efeitos patrimoniais sejam contínuos.

41. (Inédita) Mesmo quando surgirem fatos novos suscetíveis de justificar a


inadequação da sanção aplicada, os processos administrativos de que resultem
sanções não poderão ser revistos.

42. (Inédita) O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido


de interessado.

43. (Inédita) O desatendimento da intimação importa o reconhecimento da


verdade dos fatos e do direito pelo administrado.

44. (Inédita) A competência é renunciável e se exerce pelos órgãos


administrativos a que foi atribuída como própria, ainda que nos casos de
delegação e avocação previstos em lei.

45. (Inédita) Salvo disposição legal específica, o prazo para interposição de


recurso administrativo é de dez dias, contado a partir da ciência ou divulgação
oficial da decisão recorrida.

46. (Inédita) Os atos do processo administrativo não dependem de forma


determinada senão quando a lei expressamente a exigir.

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47. (Inédita) Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados,


mesmo que o adiamento não prejudique o curso regular do procedimento ou
cause dano ao interessado ou à Administração.

48. (Inédita) O reconhecimento de firma somente será exigido quando houver


dúvida de autenticidade, salvo imposição legal.

49. (Inédita) As decisões adotadas por delegação devem mencionar


explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado.

50. (Inédita) Dentre outros, não pode ser objeto de delegação a edição de
atos de caráter normativo.

51. (Inédita) Inexistindo competência legal específica, o processo


administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau
hierárquico para decidir.

52. (Inédita) Ato de delegação é irrevogável, exceto quando se tratar de


decisão de recursos administrativos.

53. (Inédita) Em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente


justificados, será permitida a avocação temporária de competência atribuída a
órgão hierarquicamente inferior.

54. (Inédita) Interposto o recurso, os interessados deverão ser citados para,


no prazo de quinze dias, simultaneamente apresentarem as suas defesas
prévias.

55. (Inédita) Se o recorrente alegar violação de enunciado da súmula


vinculante, o órgão competente para decidir o recurso explicitará as razões da
aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula, conforme o caso.

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56. (Inédita) É de cinco dias o prazo para interposição de revisão ou recurso


administrativo, contados da ciência pelo interessado ou terceiro, do ato
impugnado.

57. (Inédita) Da revisão ou improvimento do recurso e havendo motivos


relevantes, poderá resultar agravamento da sanção.

58. (Inédita) O não conhecimento do recurso impede a Administração de


rever de ofício o ato ilegal, ainda que não ocorrida preclusão administrativa.

59. (Inédita) Antes da tomada de decisão, a juízo da autoridade, diante da


relevância da questão, poderá ser realizada audiência pública para debates
sobre a matéria do processo.

60. (Inédita) Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá


motivadamente adotar providências acauteladoras sem a prévia manifestação
do interessado.

GABARITO

1-E 2-E 3-C 4-C 5-E 6-C 7-E 8-E 9-C 10-E

11-E 12-E 13-E 14-C 15-E 16-E 17-E 18-C 19-C 20-E

21-E 22-E 23-C 24-E 25-C 26-C 27-E 28-C 29-E 30-E

31-C 32-C 33-E 34-C 35-C 36-E 37-E 38-E 39-E 40-C

21-E 42-C 43-E 44-E 45-C 46-C 47-E 48-C 49-C 50-C

51-C 52-E 53-C 54-E 55-C 56-E 57-E 58-E 59-C 60-C

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BIBLIOGRAFIA

ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito Administrativo


Descomplicado. São Paulo: Método, 2009.
BARCHET, Gustavo. Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. Rio
de Janeiro: Lumen Juris, 2010.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Processo Administrativo Federal:
Comentários à Lei nº 9.784 de 29/1/1999. Rio de Janeiro: Lumen Juris,
2009.
CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de Direito Administrativo. Salvador: 2008.
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas,
2008.
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo:
Malheiros, 2008.
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. São
Paulo: Malheiros, 2008.

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