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ESTUDO PARA CONTROLE DE RUÍDO EM SISTEMA DE AR CONDICIONADO

Conteúdo: (a) Introdução

Este relatório apresenta proposições para controle de ruído de origem aérea e estrutural de componentes do
sistema de ar condicionado do Teatro para atender exigências de níveis de pressão acústica de ruído ambiente
recomendados para áreas externas e internas à edificação que contém o Teatro e que potencialmente impactam
sua atividade do ponto de vista da privacidade acústica.
No caso das áreas externas, é necessário controlar as emissões acústicas da Central de Água Fria e da parte
não confinada da Laje Técnica na cobertura da edificação da Biblioteca. Tal controle deve levar em conta as
características dos equipamentos presentes (chillers, bombas e unidades condensadoras – quanto menor a
potência acústica deles provenientes de fábrica, melhor) e a origem aérea e estrutural dos ruídos. No caso de
ruídos de origem aérea, o controle deve ser feito por meio de barreiras acústicas . Para o caso de ruídos de
origem estrutural, o controle deve ser feito por meio de bases de inércia e/ou amortecedores.
No caso das áreas internas, na edificação do Teatro, nos recintos adjacentes ao seu interior, todo
componente vibratório-ruidoso ancorado em elementos construtivos estruturais, vedos verticais, lajes deve
possuir fixadores com recursos para atenuar a transmissão de vibrações para as envoltórias do Teatro.
Tubulações, especialmente em prumadas, devem ser adequadamente revestidas e nos recintos que possuem
equipamentos mais robustos do sistema de condicionamento de ar (fancoils e mesmo unidades evaporadoras)
deve haver uso de amortecedores e conectores resilientes para controle do ruído de origem estrutural, além de
revestimentos acústicos absorvedores sobre sistemas construtivos mais isolantes do ponto de vista acústico
para controle do ruído de origem aérea. Nos ambientes contíguos àqueles abrigando fontes ruidosas, os valores
de nível de pressão acústica residual devem atender àqueles de RLNC da NBR-10.152 (Abnt, 2017).
Para recintos abertos ao ar livre, e portanto não confinados (Central de Água Gelada e parcialmente a Laje
Técnica) as barreiras acústicas indicadas auxiliam no controle de ruído de origem aérea e devem complementar
as medidas de controle de ruído de origem estrutural através de amortecedores entre a estrutura dos
equipamentos e a estrutura do edifício sobre a qual são instalados. Na Figura 1 consta panorama do entorno do
Teatro com usos do solo para seleção dos limites de ruído admitidos na acusticosfera local em termos de RLAeq
da NBR-10.151 (Abnt, 2019).

Figura 1 – Panorama do entorno da edificação que contém o Teatro. Fonte: Adapatado do Google Maps

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(b) Critérios de qualidade acústica para ambientes externos e internos devido ao ruído do Ar Condicionado

No caso do entorno do Teatro, tratando-se de ruído contínuo e/ ou intermitente produzido pelos equipamentos
do sistema de ar condicionado, os valores admitidos na acusticosfera em termos de RLAeq da NBR-10.151
(Abnt, 2019), considerando o lugar urbano deve ser considerado como área educacional, ainda que dentro de
uma área mista com predominância de atividades comerciais e ou administrativas. Assim, na Tabela 1 consta
os limites de ruído admissíveis conforme período do dia.

Tabela 1 – Limites de níveis de pressão sonora segundo tipos de áreas habitadas e período.
Tipos de áreas habitadas RLAeq Diurno, [dB] RLAeq Noturno, [dB]
Área (...) urbana (...) escolas 50 45
Fonte: Abnt, (2019)
No caso do interior do Teatro, os valores de referência para projeto consiste naquele apresentado na Tabela 2.
Tabela 2 – Valores de referência para ambientes internos da edificação conforme finalidades de uso.
Finalidade de uso RLNC, [dB]
Teatros 25
Fonte: Abnt, (2017)
(c) Relação das fontes acústicas potencialmente críticas
No Quadro 1 constam informações sobre as fontes acústicas potencialmente críticas de interferência no
interior do Teatro. Na primeira coluna consta a referência dos desenhos técnicos consultados para obter
informações sobre elas. Na segunda coluna consta a relação dos equipamentos ruidosos, cuja localização
desses está indicada na terceira coluna. Na quarta coluna consta o número do equipamento na prancha, com o
seu código, quando indicado, indicado na quinta coluna. Na sexta coluna constam as especificações dos
equipamentos. Referente a cada prancha, consta uma linha com observações referentes ao controle de ruído
das fontes ruidosas nela referenciadas.

Referente à prancha exeAC116, no térreo consta a central de água gelada com três tipos de fontes locadas
em ambiente externo, compondo um conjunto robustamente ruidoso ao ar livre que impacta o setor do palco
do teatro e o entorno na vizinhança da edificação que abriga o teatro, interna e externamente à propriedade do
Teatro.

Referente à prancha exeAC216, perifericamente ao Teatro no nível dos camarins 1 e 2, destaca-se a


prumada (canto do palco) e tubulações horizontais nas paredes do teatro, assim uma unidade evaporadora
(UEI-04) fixada em vedo vertical, cujas vibrações são perniciosas à privacidade acústica do lado direito da
plateia, sentido audiência - palco.

Referente à prancha exeAC316, ainda perifericamente ao Teatro no nível dos camarins 3 ao 5, dispostos ao
longo circulação lateral aumenta o acoplamento de tubulações horizontais no vedo vertical lateral do Teatro
intensificando o impacto à privacidade acústica do lado direito da plateia, sentido audiência - palco, oriundas
das várias unidades evaporadoras presentes nos camarins ao longo da referida circulação lateral, juntamente
com a já citada prumada (canto do palco). Atenção deve ser dada aos difusores de ramais ao fundo da plateia.
Por fim, há neste nível três recintos para abrigar equipamentos de ar-condicionado, sendo um deles contíguo
ao Teatro. Especialmente neste, mas também nos outros, deve-se controlar as emissões de ruído interna neles e
reforçar o isolamento acústico de suas envoltórias.

Referente à prancha exeAC416, além do impacto da supracitada prumada (canto do palco), há agora no
nível do Anexo da Biblioteca / Sala Multiuso fixação de ramais da tubulação de retorno horizontalmente ao
longo de vedos verticais na porção do lado direito da plateia, sentido audiência – palco. Atenção aqui tb deve
ser dada às unidades climatizadoras no recinto de sistema de ar condicionado.
Referente à prancha exeAC516, aumenta-se a envergadura dos ramais de retorno fixados ao longo de vedos
verticais na porção do lado direito da plateia, sentido audiência - palco. Destaca-se no cômodo de canto do
edifício neste nível dois equipamentos robustos: uma unidade climatizadora e um ventilador centrífugo.
Atenção especial aqui deve ser dada à rede de ramais da tubulação de insuflação no forro da audiência vias
potenciais de condução de ruídos junto com os fluxos de ar.

Referente à prancha exeAC616, não constam fontes acústicas significativas, mas na prancha exeAC716 há a
Laje Técnica com significativas fontes à céu aberto e confinadas.

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Quadro 1 – Informações sobre fontes acústicas potencialmente críticas sobre o nível de ruído ambiente no interior do Teatro
Prancha Equipamento Local No. Código Especificações
01 Water Chiller 30RB 120, 118,5 TR 1 – kit atenuação ruído compressores, ref. Carrier
exeAC116 02 Bombas Centrífugas 40 - 125 Central de Água Gelada 2 BAGA1/1R Rot. 3.500rpm; Potência 10 cv, ref. KSB
01 Unidade Condensadora 191.100 Btu/h 3 UC01 Arun200TLE4, ref. LG
Observações: Mesmo contando com o kit de atenuação de ruído dos compressores, é necessário controle suplementar de emissão de
ruído do recinto através de barreira acústica no perímetro do recinto oriundo de outras fontes acústicas presentes, com
geometria, componentes e detalhes técnicos definidos em projeto acústico específico; vide Figura 1.
01 Unidade Condensadora, 191.100 Btu/h Circulação 3 UC01 Arnu18GTL2, ref. LG
exeAC216 01 Unidade Evaporadora, 19100 Btu/h Camarim 1 4 UE1-01 Arnu12GTU2, ref. LG
01 Unidades Evaporadora, 13300 Btu/h Camarim 2 5 UE1-02 Arnu12GTU2, ref. LG
01 Unidades Evaporadora, 13300 Btu/h Almoxarifado e depósito 5 UE1-03 Arnu07GTU3, ref. LG
01 Unidades Evaporadora, 7500 Btu/h Depósito 6 UE1-04 Arnu07GTU3, ref. LG
01 Unidades Evaporadora, 7500 Btu/h Almoxarifado e depósito 6 UE1-05 BDC 241 - 241, ref. Torin
Observações: Esses equipamentos constarão em recintos periféricos ao Teatro no nível + 200 do volume edilício que o contém. Fixação
de equipamentos e sustentação de tubulações hidráulicas e ramais de insuflação e exaustão de ar devem ser providos de
conectores resilientes. Prumadas devem ser revestidas com materiais de absorção acústicas. Tirantes de sustentação de
ramais de insuflação e exaustão devem possuir amortecedores em seus pendurais. Fazer controle de ruído de elevadores;
vide Figura 2.
01 Ventiador 05 cv; 1097 rpm Recinto ar condicionado 7 VI - 01 WD12, ref. Trane
exeAC316 01 Fancoil 13 TR; 5 cv Recinto ar condicionado 2 FCA-03 WD12, ref. Trane
01 Fancoil 11TR; 5 cv Camarim 3 3 FCB-04 Arnu42GTM2, ref. LG
01 Unidades Evaporadora 49000 Btu/h Camarim 4 15 UE1-06 Arnu24GTL2, ref. LG
01 Unidades Evaporadora 24200 Btu/h Instalação sanitária 4 16 UE1-07 Arnu24GTL2, ref. LG
01 Unidades Evaporadora 24200 Btu/h Sala reuniões 16 UE1-08 Arnu24GTL2, ref. LG
01 Unidades Evaporadora 24200 Btu/h Camarim 5 16 UE1-09 Arnu09GTU2, ref. LG
01 Unidades Evaporadora 9600 Btu/h Camarim técnico 17 UE1-10 Arnu07GTU2, ref. LG
01 Unidades Evaporadora 7500 Btu/h Administração 18 UE1-11 Arnu07GTU2, ref. LG
01 Unidades Evaporadora 7500 Btu/h Sala técnicos 18 UE1-12 Arnu07GTU2, ref. LG
01 Unidades Evaporadora 7500 Btu/h Rack 18 UE1-13 CWHW09, ref. Trane
01 Fancolete 8460 Btu/h Recinto ar condicionado 28 – FWC-006, ref. Trane
02 Fancolete 20400 Btu/h Sistema ar condicionado 30 – WL-35, ref. Trane
Observações: Esses equipamentos constarão em recintos periféricos ao Teatro no nível + 734 do volume edilício que o contém. Fixação
de equipamentos e sustentação de tubulações hidráulicas e ramais de insuflação e exaustão de ar devem ser providos de
conectores resilientes. Prumadas devem ser revestidas com materiais de absorção acústicas. Tirantes de sustentação de
ramais de insuflação e exaustão devem possuir amortecedores em seus pendurais. Estender controle de ruído aos
elevadores; vide Figura 3.
exeCA416 02 Fancoil 39,5 TR; 10 cv Recinto ar condicionado 10 FCA-01/02 WL-35, ref. Trane
Observações: Esses equipamentos constarão no nível + 1268 em recinto separado do Teatro por circulação técnica no volume edilício
que o contém. Mesmas considerações anteriores sobre prumadas, conectores de componentes sobre vedos verticais e
pendurais de tirantes com amortecedores. Lay-out da ISSM2 pode ser invertido para parede oposta assim como
bebedouros deslocados próximos ao acesso à caixa de escada para evitar fontes de vibrações mecânica em vedos veticais
comuns ao Teatro; vide Figura 4. Prever porta acústica no recinto abrigando os fancoils.
exeCA516 01 Fancoil 13 TR; 5cv Recinto de canto 1 FCA-04 WD12 , ref. Trane
01 Ventilador centrífugo aspiração sirocco sobre o forro Treatro 2 VE-01 428 rpm/1,5 cv; BSW 559 280, ref. Torin
01 Atenuador 1100x450x1800 mm Em dutos forro Teatro 18 – DS 20 - 100 ref. Trox, (inexistente no desenho)
04 Atenuador 1800x600x1200 mm Em dutos forro Teatro 19 – DS 20 - 100 ref. Trox
Observações: Ao conjunto unidade climatizadora - ventilador deve ser dada atenção especial. Conectores e bases de fixação resilientes
devem estar prevista na instalações desses equipamentos assim com atenuadores de ruído. O recinto também deve receber
tratamento acústico para minimizar emissões acústicas e transmissão através das envoltórias. Prever porta acústica.
exeCA616 02 ventiladores exaustão i.s. e 01 split rack Biblioteca Térreo;1º Pav – – –
Observações: Sem interferência significativa
exeCA716 01 Chiller, 118,5 TR Laje Técnica 13 URB-01 Rotação 1.750rpm; Potência 7,5 cv
02 Bombas Centrífugas 65 - 200 ref. KSB Laje Técnica 14 BAGSB1/1R Rotação 1.750rpm; Potência 5 cv
02 Bombas Centrífugas 65 - 160 ref. KSB Laje Técnica 15 BAGPB1/1R WD35 , ref. Trane
01 Fancoil 31 TR Laje Técnica 16 FCB-01 WD25 , ref. Trane
01 Fancoil 21 TR Laje Técnica 17 FCB-02 WD17 , ref. Trane
03 Unidades Condensadoras Laje Técnica sn UCB 1, 2, 3 Indicado no desenho, mas sem especificação
Na laje técnica consta um setor a céu aberto e outro confinado com presença de equipamentos ruidosos passíveis de
Observações: controle de ruído nas bases de instalação/ fixação e nas envoltórias dos ambientes que os abrigam envolvendo recursos de
barreiras acústicas, redução das emissões acústicas e transmissão acústica no caso do recinto fechado. Prever portas e
venezianas/atenuadores acústicos.

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(d) Medidas de controle de ruído


Nas figuras a seguir constam recomendações básicas de controle de ruído elencadas no Quadro1. No intuito de
complementação do indicado na Figura 1 na face interna dos vedos verticais perimetrais do recinto da CAG,
extensivo às faces internas da barreira acústica deve constar sistemas resistivos de absorção acústica.

Figura 1 – No desenho na lateral esquerda, é constada a proximidade da Central de Água Fria do vedo vertical do fundo do Palco do
Teatro, visualizada através da seção transversal do recinto – Corte GG e Planta da Central de Água Gelada (desenho mais à direita). A seção
longitudinal do recinto voltada para a fachada do fundo do Teatro – Corte FF). Fonte: Base de dados do Cliente.

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Ainda na CAG, os equipamentos deverm ser instalalados sobre base de inércia ou amortecedores. Na Figura
2 constam recomendações sobre fixação de prumadas e tubulações (unidades condensadora e evaopadora)
relacionadas na prancha exeAC216, com atenção ao controle de ruído e vibrações dos elevadores e atenuações de
ruído pelos ramais de exaustão. Tais medidas são similares às dos equipamentos identificados na prancha exeAC
316, com atenuações estendidas aos ramais de insuflação, como apontado na Figura 3.

Figura 2 – Controle de ruído de origem aérea – exaustão – estrutural oriundo de vibrações mecânicas da operação do sistema de ar
condicionado – Planta Nível +200 do Projeto de Ar Condicionado. Fonte: Base de dados do Cliente.

Figura 3 – Controle de ruído de origem aérea – insuflação – e estrutural oriundo de vibrações mecânicas da operação do sistema de ar
condicionado – Planta Nível +734 do Projeto de Ar Condicionado. Fonte: Base de dados do Cliente.

Na Figura 4, além das considerações já feitas nas figuras 2 e 3, no cômodo abrigando equipamentos acessado
pela circulação técnica, deve haver sistemas reativos de absorção acústica associados aos resistivos nas paredes e
teto, e vedos verticas acusticamente isolantes. Os equipamentos devem ser instalados sobre amortecedores. O
porte das tubulações acopladas às paredes do Teatro no trecho da circulação de acesso aos camarins aumentou.

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Figura 4 – Controle de ruído de origem aérea – insuflação e retorno – e estrutural oriundo de vibrações mecânicas da operação do sistema
de ar condicionado. – Planta Nível +1268 do Projeto de Ar Condicionado. Fonte: Base de dados do Cliente.

Na Figura 5 estão os destaques de medidas de controle de ruído n último nível de recintos ao redor do Teatro. O
uso de atenuadores em pontos estratégicos da dutagem deve ser disseminada pelos ramais. Recintos abrigando
equipamentos podem estar subdimensionados para a eventual instalação de atenuadores neles. Prever no recinto
com Fancoil e Ventilador atenuadores e revestir superfícies internas das paredes e teto isolantes com absorção.

Figura 5 – Controle de ruído de origem aérea – insuflação e retorno – e estrutural oriundo de vibrações mecânicas da operação do sistema
de ar condicionado no cômodo de canto (lateral esquerda superior) – Planta Nível +1588,4 do Projeto de Ar Condicionado.

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Nas figuras 6 e 7 constam a Laje Técnica com equipamentos a instalar sobre amortecedores. No recinto
confinado, prever porta acústica, envoltórias isolantes, aplicando sistemas resistivos e reativos de absorção
acústica, sistemas estes aplicáveis no recinto a céu aberto conjugado com barreira acústica no seu perímetro.

Figura 6 – Controle de ruído de origem aérea – tomada de ar/insuflação – e estrutural oriundo de vibrações mecânicas da operação do
chiller, bombas, fancoils na Laje Técnica.

Figura 7 – Localização de barreiras acústicas potenciais na Laje Técnica da edificação da Biblioteca.

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(e) Medidas de controle de ruído


Pelos itens anteriores foi possível conhecer as características do entorno da edificação do, e assim
identificar os níveis de critério preconizados para adequação acústica de ambientes externos (dentro e fora da
propriedade do Teatro, NBR 10.151) e internos (cavidade palco-audiência, NBR 10.152). Relacionando as
emissões acústicas dos equipamentos com tais critérios é possível estimar os valores de isolamento/atenuação
acústicos de vedos verticais e seus componentes (portas e janelas/ venezianas), assim como do conjunto de
atenuação nos ramais de insuflação e exaustão do sistema de ar condicionado.
A partir de um levantamento dos equipamentos potencialmente críticos do sistema de ar condicionado
projetado, foi elaborado um quadro sintetizando informações sobre eles e já apontando medidas de controle de
ruído plausíveis. Tais medidas foram destacadas em um conjunto de figuras a partir das quais é possível definir
soluções técnicas de dimensionadas.
Dentre as medidas de controle de ruído, destacam-se as fixações resilientes e amortecedoras de
equipamentos vibrantes (unidades umidificadoras-evaporadoras, bombas, fancoils, chillers, ventilador
centrífugo tubulações em prumadas, dutos de ramais de percurso horizontal e vertical) ancorados na estrutura
edilícia do Teatro, em especial em seus vedos verticais, e cobertura.
Equipamentos ruidosos instalados ao ar livre (CAG e Laje Técnica), no perímetro do recinto que os abriga
devem ser previstas barreiras acústicas. Nas faces internas dos vedos verticais desses recintos deve ser
instalados sistemas resistivos e reativos de absorção acústica, os quais podem se estender às faces das barreiras
voltadas para o interior de tais recintos.
Equipamentos instalados em recintos confinados (adjacentes ao Teatro), além do revestimento das paredes e
tetos deles com sistemas resistivos e reativos de absorção acústica, neles devem ser previstas portas acústicas,
aberturas de tomada e exaustão de ar com atenuadores de ruído. Deve-se atentar para o fato de se reservar
espaço físico suficiente para a instalação dos atenuadores que consistem em peças robustas de comprimentos
não inferiores a um metro de extensão e larguras que podem chegar a dois metros dependendo do
dimensionamento da atuação acústica requerida.
Nos ramais de dutos de insuflação e exaustão do ar uma cavidade do Teatro estão bem intencionadamente
dispostos vários atenuadores de ruído sinalizando a preocupação em implantar tais medidas de controle de
ruído essenciais à privacidade acústica no interior do Teatro.
Atenção aos aspectos mencionados acima buscando elaborar projetos específicos serão de grande valia para
manter a qualidade acústica no Teatro e em suas imediações, atendendo às recomendações normatizadas
vigentes.

(f) Bibliografia:

d.1 Abnt (1992). NBR 12.179 Tratamento acústico em recintos fechados. Rio de Janeiro.
d.2 Ballou, G. M. (1991, 2002) Handbook for sound engineers: the new áudio cyclopedia. Indaiana: SAMS.
d.3 Beranek, L. L. (1988). Noise and Vibration Control. Washington, INCE.
d.4 ______.(1996) How they sound concert and opera hall. New York, Acoustical Society of America
d.5 Bistafa, S. (2006). Acústica aplicada ao controle de ruído. São Paulo: Edgard Blücher.
d.6 Carvalho, B. A . (1967) Acústica aplicada à arquitetura. Rio de Janeiro, Livraria Freitas Bastos S.A. , 1967, 100 p.
d.6 Gerges, S. N.Y. (1992, 2000) Ruído: fundamentos e Controle. Florianópolis.
d.7 Catálogos Knauf, Isover, Owa Sonex.
d.8 Desenhos técnicos do Projeto executivo de Ar Condicionado

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