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CURSO DE PSICOLOGIA

GISELY POVOROSNEK INÁCIO


WANESSA MACHADO DOS SANTOS PANTOJA
IRAN
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SÍMBOLO E PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO

MARINGÁ
2019
O PODER DO MITO
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O SÍMBOLO

De acordo com Kast (1997), a palavra símbolo vem do grego


“symbolon”, um sinal de reconhecimento. Quando alguém de uma mesma
família ou amigos se separavam quebravam uma moeda, um pequeno prato de
argila ou um anel, para quando voltassem a se encontrar, unirem essas
metades novamente e se a junção das partes se combinassem, as identidades
eram reveladas e assim tinham direito a serem recebidos novamente. A palavra
“symbalein” significa juntar, reunir, combinar duas metades.
Esta etimologia conceituando símbolo, mostra que algo pode se tornar
um símbolo apenas quando combinado.
Segundo Carl G. Jung (1964), o que podemos chamar de símbolo seria
um termo, nome ou imagem que possa ser familiar ao indivíduo em sua vida
cotidiana. O símbolo além de seu significado evidente e convencional, existem
informações especiais além das evidências que podem estar ocultas.
Para exemplificar podemos pensar que uma roda como um símbolo,
pode-se remeter ao significado de um sol “divino” mas o ser humano não
consegue descrever com clareza o que é algo divino, mas se apoia no símbolo
para evidências de suas crenças.
Para Jung (1964), os símbolos são a representatividade de conteúdos
que estão no inconsciente. Quando é apresentado o símbolo essas
informações retornam para consciência.
Desta forma o símbolo sempre pode provocar um indivíduo a trazer à
tona conteúdos que estavam esquecidos e os símbolos podem ajudar nessa
articulação de trazer as informações de volta para a consciência.
No símbolo é possível observar dois níveis: algo externo que pode
revelar algo interno, o visível revelando algo invisível e algo corporal revelando
espiritual. Contudo podemos afirmar que um símbolo pode ter diversas
possibilidades de significados e que nele está representado uma conexão
interna onde não se separam um do outro.
Os sinais são substituíveis mediante um acordo já os símbolos não, pois
seu significado interno está vinculado diretamente com sua imagem simbólica.
Segundo Kast (1997), os símbolos são importantes durante um certo
tempo dando um significado em conexão com a vida. Em um determinado
momento alguns símbolos transitam para um segundo plano e outros se
apresentam no lugar com maior importância.
Os símbolos podem reconstruir a história de vida das pessoas pois os
mesmos tem um tempo de origem, floração e perecimento.
Uma gama de associações está ligada a um símbolo que pode ser para
nossa necessidade de clareza um aborrecimento ou para necessidade de
mistério e um sentido pode representar uma mina de ouro.
Algumas lembranças que os símbolos expõem não gostaríamos de
recordar, talvez como angustiantes não se conciliam com a autoimagem que
formamos. Por outro lado o símbolo pode ser significativo para as pessoas pois
apontam lembranças da história vivida pessoalmente ou do passado dos seres
humanos em geral, como por exemplo os contos de fadas, artes, literaturas e
os mitos.

O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO

Para Kast (1997), o processo de individuação é o relacionamento do


consciente com o inconsciente, conteúdos de ambas as partes fazem uma
união através dos símbolos.
Neste processo de individuação, o indivíduo torna-se o que realmente é.
A aceitação de si mesmo com as capacidades e dificuldades é uma virtude no
caminho da individuação. Esse caminho não significa que será plano,
harmonioso ou polido, mas sim de aceitação da personalidade homogênea
com os defeitos.
O processo de individuação é uma aproximação sem uma finalização do
que se é realmente e está sujeito a constantes correções e transições
provisórias.
Ainda de acordo com Kast (1997) um outro aspecto do processo de
individuação é a conquista de mais autonomia se desligando dos complexos
paterno e materno, padrões e normas coletivas da sociedade e expectativas
das outras pessoas se tornando si mesmo e alcançando a maioridade.
Além dos valores sociais a busca da individuação requer também se
libertar de arquétipos que estão no inconsciente e que mantém o indivíduo
preso sem ser notado viver cada vez menos sendo determinado por forças do
inconsciente coletivo e aprender a dialogar entre consciente e sociedade e
consciente-inconsciente proporcionado o rumo para a autonomia do ser.
Segundo Jung (1964) o processo de individuação traz a consciência o
inconsciente que une e é comum a todo ser humano diante disso e esse
desenvolvimento não implica somente em autonomia mas também em
desenvolver a capacidade de se relacionar com o outro.
A individuação é um caminho para o alvo e a busca por tornar-se si
mesmo é constante para toda vida e é o que dá sentido à ela.
REFERÊNCIAS

Jung; Carl G. O Homem e seus símbolos / Carl G. Jung. 1.964.3° Ed.


Especial. – Rio de Janeiro: Harper Collins Brasil, 2016.