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ESCOLA KEYNESIANA

Nikolas Roger Cristofolini


Maria Luiza de Moraes

Sumário: Introdução; 1 – A Crise de 1929; 2 - Os Dogmas da Escola Keynesiana; 3 – O


Fluxo Circular da Renda - Considerações Finais

INTRODUÇÃO

Desde que publicou em 1936 o livro The general theory of employment,interest and
money, o nome de John Maynard Keynes esteve associado ao combate à escola liberal,
muitas vezes chamado inclusive de ideias socialistas ou ainda comunistas! Em 2005
pediram a um painel de acadêmicos e líderes políticos que identificassem os livros mais
perigosos dos séculos XIX e XX e o livro de Keynes ficou na frente dos de Lênin. Embora,
Keynes de fato criticasse severamente certos aspectos da tradição liberal, ele próprio seguiu
a tradição marshaliana – ele veio salvar o capitalismo e não o enterrar. Keynes era
profundamente versado na teoria econômica do seu tempo e conhecia seus aspectos,
inclusive os seus pontos fortes.
A maioria dos problemas econômicos são muito complexo e não existem soluções
fáceis, a Teoria Keynesiana com a ideia de que os ciclos econômicos poderiam ser
controlados através de políticas fiscais foi muito bem aceita em vários países até os três
choques do petróleo. Na verdade, Keynes conseguiu tratar um problema urgente de seus
dias: a depressão e o desemprego, apesar de que muitos acreditarem que o programa de
obras públicas que restaurou o pleno emprego ter sido a Segundo Guerra Mundial.

1. A CRISE DE 1929

Era possível uma Depressão ocorrer numa sociedade de livre mercado propriamente
conduzida? Segundo os liberais que dominavam a economia até então, a resposta é não.
Porém a economia em 1929 estava tão desgastada que o mundo havia mergulhado em
depressão e desemprego. De acordo com a visão aceita dos eventos, no outono de 1929, a
economia entrou em fase de depressão. Em junho, os índices de produção industrial do
Federal Reserve era 117, comparado ao índice 126 de quatro meses antes. Desde junho a
produção de aço começara a declinar; em outubro caiu o volume dos transportes ferroviários
por vagões de carga. A indústria da construção de casas vinha caindo havia vários anos, e
em 1929 desmoronou. Enfim, o mercado de ações havia desabado, a deterioração do
mercado refletiu a já evidente situação industrial.
Segundo o liberalismo clássico, as crises são eventos cíclicos, assim chamado “ciclo
do comércio”, de expansão e queda e até então eram conhecidos por todos, porém a
característica singular do Grande Colapso de 1929 foi que o pior continuou a piorar.
A história da economia mundial desde a Revolução Industrial tem sido de acelerado
progresso técnico, de contínuo, mas irregular crescimento econômico, e de crescente
“globalização”, ou seja, de uma divisão mundial cada vez mais elaborada e complexa de
trabalho; uma rede cada vez maior de fluxos e intercâmbios que ligam todas as partes da
economia mundial ao sistema global.
Assim haviam sido os anos anteriores à guerra, um período de imensa imigração em
massa e prosperidade econômica, entretanto a globalização da economia dava sinais de
que parara de avanças no entreguerra. Durante a Grande Depressão, por exemplo, o fluxo
internacional de capital secou, os empréstimos internacionais caíram mais de 90%.
Uma perspectiva da depressão e aceita pelo pensamento Keynesiano se fixa na não
geração, pela economia mundial, de demanda suficiente para uma expansão duradoura. As
fundações da prosperidade da década de 1920 eram fracas, os salários não subiam, os
lucros subiram desproporcionalmente, porém a demanda da massa não podia acompanhar
a produtividade. Segundo Stanley L. Brue e Randy R. Grant:

O pensamento keynesiano também teve suas raízes na grande preocupação secular


ou com a taxa decrescente de crescimento. As economias maduras das empresas
privadas do mundo ocidental ficaram menos vigorosas depois da Primeira Guerra
do que antes dela. A taxa de crescimento populacional estava decaindo; a maior
parte do mundo já tinha sido colonizada; não parecia haver espaço para mais
expansão demográfica; a produção parecia exceder o consumo à medida que as
rendas e as poupanças crescem e não havia novas invenções, como a máquina a
vapor, as estradas de ferro, a eletricidade e o automóvel, para estimular grandes
investimentos de capital. Além disso, a queda da concorrência nos preços reduziu a
taxa de substituição dos equipamentos antigos por máquinas novas e melhores, e a
economia era levada para baixo quando os crescentes fundos de depreciação
acumulados dos investimentos do passado não eram gastos com a rapidez
necessária. (2017, p.456)

Para John Maynard Keynes, a solução para o problema econômico seria um


programa de ação governamental para a promoção do pleno emprego. Para o economista,
os salários eram reconhecidos como uma fonte de demanda por bens, Keynes então
contestava as reduções salariais. Era de fato uma visão macroeconômica da Economia.

2. OS DOGMAS DA ESCOLA KEYNESIANA

Os principais dogmas da escola keynesiana são:


 Ênfase macroeconômica: Keynes passa a se preocupar com o valor total ou
agregado de consumo, poupança, renda, produção e emprego. Se
interessava pelos gastos totais na economia e o conjunto de tais decisões.
 Orientação pela demanda: A demanda efetiva estabelece a produção real da
economia que, em alguns casos, é menor que o nível de produção que
‘existiria se tivesse pleno emprego (produção potencial).
 Instabilidade na economia: De acordo com os Keynesianos, a economia tende
a aumentos rápidos recorrentes, porque o nível de gastos planejados com
investimentos é irregular. As alterações nos planos de investimento fazem
que a renda e a produção nacional mudem em quantias maiores que as
mudanças iniciais nos investimentos. Os níveis equilibrados de investimento e
poupança – aqueles que existem depois de todos os ajustes – são
alcançados por meio de mudanças na renda nacional, em oposição às
mudanças nas taxas de juros.
Os gastos com investimentos são determinados pela taxa de juros e pela
eficiência marginal do capital ou pela taxa de retorno esperada acima do
custo sobre novos investimentos. A taxa de juros depende das preferências
das pessoas por liquide e da quantidade de dinheiro. A eficiência marginal do
capital depende da expectativa de lucro futuros e do preço de oferta do
capital. A taxa de lucro esperada dos novos investimentos é instável e,
portanto, uma das causas mais importantes das flutuações econômicas.
 Inflexibilidade nos salários e nos preços: Os Keynesianos apontavam que os
salários tendem a ter inflexibilidade para baixo, devido a fatores como os
sindicatos, as leis de salário mínimo e os contatos implícitos (entendimento
entre os patrões e os empregados de que os salários não serão reduzidos).
Em períodos de queda na demanda agregada por bens e serviços, as
empresas respondem às vendas mais baixas com a redução de preços e a
demissão de empregados, sem insistir na redução de salários. Os preços
também caem; a queda na demanda efetiva causa inicialmente reduções na
produção e no emprego em vez de queda no nível de preços. A deflação
ocorre somente em condições de recessão extremamente grave.
 Políticas fiscais e monetárias ativas: Os economistas keynesianos defendiam
que o governo deveria intervir ativamente por meio de políticas fiscais e
monetárias adequadas, a fim de promover o pleno empego, a estabilidade
dos preços e o crescimento econômico. Para combater a recessão ou a
depressão, o governo deveria aumentar seus gastos ou reduzir os impostos,
sendo que essa opção aumentaria os gastos com consumo privado. Ele
deveria também aumentar a oferta de moeda para baixar as taxas de juros,
na esperança, de que isso encorajasse os gastos com investimentos. Para
conter a inflação causada por gastos agregados excessivos, o governo
deveria reduzir seus próprios gastos, aumentar os impostos para reduzir os
gastos com consumo privado ou reduzir a oferta de moeda para elevar as
taxas de juros, o que refrearia os gastos excessivos com investimentos.
Investimentos.

3. O FLUXO CIRCULAR DA RENDA

O legado de Atatürk está impresso em diversos memoriais em toda a Turquia, desde


o Aeroporto Internacional Atatürk em Istambul, até o estádio Atatürk Olimpiyat Stadyumu.
Para Gur, Faik;
Today every city and town in Turkey has at least one monument of Mustafa
Kemal Atatürk (1881-1938), the founding father of the Turkish Republic, located in
one of its most important public spaces. All private and state primary, middle and
high schools have at least one bust of him in front of which students have to line up
every Monday morning and Friday evening to chant the national anthem. Apart from
statues and busts, his portraits and pictures are hung in every office in state buildings
and in most private offices. His name has been bestowed upon boulevards, parks,
stadiums, concert halls, bridges, forests, and, more importantly, on educational
institutions. Among these many public expressions, the monumental statues of
Atatürk erected before he died exemplify one of the most effective instruments of
the elite-driven modernization in early republican Turkey (1923-1938). (2006, p.6)

À hora exata de sua morte, a cada 10 de novembro, 9h05 da manhã, praticamente


todos os veículos e pessoas nas ruas do país respeitam um minuto de silêncio em
homenagem à sua memória.[103] Em 1951 o parlamento turco promulgou uma lei (5816)
que passou a considerar um crime os insultos à memória de Atatürk (Hatırası) ou a
destruição de objetos que o representem. Depois discute, explica, apresenta... ou seja
busca comprovar o que o título sugere, tanto no plano teórico quanto empírico.
Para o mais famoso escritor ocidental da biografia de Atatürk, o escritor inglês,
porém nascido na Turquia Andrew Mango:
Atatürk’s message is that East and West can meet on the ground of universal secular
values and mutual respect, that nationalism is compatible with peace, that human
reason is the only true guide in life. It is an optimistic message and its validity will
always be in doubt. But it is an ideal that commands respect. (1999, p. 561)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Podemos considerar muitas das ideias desenvolvidas por Keynes como elementos
hoje da Macroeconomia contemporânea. Além disso, podemos dizer que Keynes rejeitou a
ideia de que uma economia de mercado conduz automaticamente ao pleno emprego ou de
que o livre funcionamento do mercado leva a economia ao equilíbrio e é esta visão que abre
espaço para uma política econômica com a intervenção do Estado exatamente para alcançar
uma situação de pleno emprego. Keynes rejeita não apenas a ideia de “mão invisível”
de Adam Smith como a política do “laissez faire, laissez passer” do liberalismo econômico
clássico. Essencialmente, as conclusões da escola Keynesiana podem ser resumidas em
quatro pontos:
1. As economias podem sofrer, e muitas vezes sofrem, de uma deficiência geral
da demanda, que leva ao desemprego involuntário.
2. A tendência automática da economia para corrigir as carências da demanda,
se existe, opera lenta e dolorosamente.
3. As políticas adotadas pelo governo para aumentar a demanda podem reduzir
o desemprego rapidamente.
4. Por vezes, expandir a oferta de dinheiro não será suficiente para convencer o
setor privado a gastar mais, e as despesas públicas terão de preencher a
lacuna.