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2 OBJECTO

O objecto da relacao jurídica é aquilo sobre que incidem os poderes do sujeito activo, ou seja, é o
quid sobre que podem recair direitos subjectivos.

Ẻ usual identificar – se o objecto da relacao jurídica com o objecto do Direito Subjectivo( lado
activo daquela relacao).

Diferente do objecto é o conteúdo do Direito Subjectivo. Os poderes e faculdades que integram


o Direito subjectivo são o conteúdo do referido direito. O próprio Direito Subjectivo e o
correspondente dever jurídico formam o conteúdo da relacao jurídica.

Há, porem, que destinguir:

OBJECTO IMEDIATO DE OBJECTO MEDIATO

De acordo com Manuel de Andrade, “ costuma distinguir – se entre o objecto imediato e o


objecto mediato dos direitos subjectivos, consoante se trata daquilo sobre que os respectivos
poderes incidem directamente, sem que se interponha qualquer elemento mediador, ou daquilo
sobre que tais poderes só de modo indirecto vem a cair”

Podem ser objecto da relacao jurídica:

 Pessoas;
 Prestacoes;
 Coisas- corpóreas e incopreas;
 Direitos;

PESSOAS

As pessoas sos podem ser objecto da relacao jurídica nos denominados poderes ou funcionais
( recorde – se que estes são verdadeiros Direitos Subjectivos). Os direitos inseridos no poder
paternal ou tutelar não atribuem qualquer tipo de domínio sobre pessoa do filho ou pupilo, pois
eles são atribuídos no interesse destes.

PRESTACOES

A presyacao e a conduta a que o devedor esta obrigado. Tratar se de um comportatamento e não


de uma coisa.
As coisas podem ser corpóreas ou incorpóreas.

Sobre as coisas incorpóreas rcai, portanto, um poder de utilizacao exclusiva. Com efeito, so
dedepois de exteriorizadas elas poderão ser susceptíveis de ultilizacao por outrem.

DIREITOS

Há na doutrina alguma controvérsia sobre a possibilidade de um direito poder ser objecto de


relacao jurídica, embora pareça que a lei prevê a tal possibilidade, nomeadamente no artigo 879. ͦ
do Codico Civil, relativo aos efeitos esseciais da compra e venda.

Como se pode constatar pela leitura da alínea transcrita, parece efectivamente que os direitos
também podem ser objecto da relacao jurídica, na medida em que alude expressamente á “
transmissão da titularidade do direito” como efeito essencial do contrato de compra e venda.

Vamos agora anlisar o terceiro elmento da relacao jurídica, alcancando a especial relevância ao
estudo do negocio jurídico, máxime do contrato.

Facto jurídico e o acontecimento da vida social juridicamente relevante, pelo que todo o facto
jurídico produz efeitos jurídicos.

Nota que falamos de acontecimentos relevantes para o direito – por isso são factos jurídicos. Mas
existem acontecimentos sociais que não têm essa relevância – amizade, o namoro, etc-, pelo que
não produzem efeitos jurídicos.

São possíveis várias classificacoes de facto jurídico, sendo uma delas a que se refere a factos
jurídicos voluntários ( ou actos jurídicos) e factops jurídicos involuntários . Esta classificacao
assenta, como é bom de ver, na vontade do sujeito.

Assim, facto jurídico voluntario ou acto jurídico é a manifestacao da vontade humana


juridicamente relevante, seja ela do próprio sujeito ou do seu represetante.

Facto jurídico involuntário é aquele que é estranho a qualquer processo volitivo, isto é, exterior
á vontade – ou porque resulta de uma causa natural ou porque a sua eventual voluntariedade não
tem relevância jurídica.

ACTOS JURIDICO LÍCITOS E ILÍCITOS

Os factos jurídico voluntários ( actos jurídicos), por sua vez podem classificads em:

 Actos jurídicos lícitos : são aqueles que estão conforme a le – por exemplo,
casamento, a compra e venda, a doacao ,etc;
 Actos jurídicos ilicitos : são aqueles que são contrários á ordem publica e que
implicam uma sancao para o seu autor por exemplo, roubo, o homicidioo, a burla,
ect.

Os actos jurídicos lícitos podem ser negócios jurídicos ou simples actos jurídicos.

NEGOCIOS JURIDICOS

ACTOS JURIDICOS
LICITOS

SIMPLES ACTOS JURIDICOS Negócios jurídicos

São factos jurídicos voluntarios constittuidos


por uma ou varias manifestacoes de
vontade, dirigidas á producao de certos efeitos jurídicos.

Simplies actos jurídicos

São accoes humanas licitas cujos efeitos jurídicos, embora evuntualmente – e ate normalmente –
concordantes com a vontade dos seus autores, não são, porem determinados pelo conteúdo desta
vontade, mas resultam, directa e imperativamente, da lei, independetemente daquela eventual ou
normal concordância.

Por sua vez, os actos jurídicos ilícitos podem ser dodlosos ou negligentes:

 Doloso, qundo o seu autor tem intencao deliberada de fazer mal ou prejudicar.
 Negligente ou meramente culposos, quando o individuo, na sua actuacao, omite deveres de
cuidado ou perícia, comportando se de forma negligenteou imprudente. Apesar de não prever o
resultato, essa actuacao imprudente e descuidada confere – lhe culpa.

De todas estas figuras jurídicas que temos vindo a destinguir, assume especial relevância o negocio
jurídico, pelo que iremos de seguida abordar estar esta matéria com algum porm