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Índice

Introdução ..................................................................................................................................................3
A Guerra Fria .............................................................................................................................................4
Origem e o decurso da guerra fria ..............................................................................................................4
Discursos da Guerra Fria ............................................................................................................................5
As inovações Técnico-Militar ....................................................................................................................8
Corrida Espacial .........................................................................................................................................9
Principais incidentes entre as superes potências e o fim da guerra fria......................................................9
A divisão da Alemanha ............................................................................................................................10
Fim da Guerra Fria e consequências ........................................................................................................11
Conclusão .................................................................................................................................................12
Referência Bibliográfica ..........................................................................................................................13

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Introdução

O presente trabalho tem como tema: A Guerra fria, por sua vez, A Guerra Fria foi a designação
atribuída ao conflito político-ideológico entre os Estados Unidos (EUA), defensores do
capitalismo, e a União Soviética (URSS), defensora do socialismo, compreendendo o período
entre o final da Segunda Guerra Mundial e a extinção da União Soviética. É chamada "fria"
porque não houve qualquer combate físico, embora o mundo todo temesse a vinda de um novo
conflito mundial por se tratar de duas potências com grande arsenal de armas nucleares.

Objectivo geral

 Analisar a Guerra Fria.

Objectivos específicos

 Dar a conhecer os antecedentes da Guerra Fria;


 Compreender as causas da Guerra Fria;

Quanto a metodologia usada na realização do presente trabalho foi a consulta de obras


bibliográficas não só como também foi útil a internet, que consistiu na leitura e interpretação dos
dados, os respectivos autores estão citados dentro do trabalho e vem nas referências
bibliográficas.

A organização do trabalho importa referir que os conteúdos estão sequenciados de acordo com a
amplitude de sua complementaridade lógica, partindo da introdução que faz a apresentação do
tema, sugerindo objectivos a serem alcançados e apresenta o método pelo qual foi usado na
elaboração do mesmo; o desenvolvimento onde é analisada o próprio tema e a conclusão que traz
à culminância dos factos abordados e por último a referência bibliográfica.

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A Guerra Fria

A Guerra Fria foi a designação atribuída ao conflito político-ideológico entre os Estados Unidos
(EUA), defensores do capitalismo, e a União Soviética (URSS), defensora do socialismo,
compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União
Soviética (1991), um conflito de ordem política, militar, tecnológica, económica, social e
ideológica entre as duas nações e as suas zonas de influência.

É chamada "fria" porque não houve qualquer combate físico, embora o mundo todo temesse a
vinda de um novo conflito mundial por se tratar de duas potências com grande arsenal de armas
nucleares.

Origem e o decurso da guerra fria

As batalhas da Guerra Fria, ocorreram em vários pontos do mundo deixando claro que as relações
internacionais estavam naquele momento submetidas aos interesses norte-americanos e
Soviéticos. A origem da Guerra Fria pode ser sintetizada em dois momentos:

1 Momento: Durante a 2ª Guerra Mundial houve a ocupação do espaço vital.

Em 1945, terminada a 2ª Guerra Mundial a Europa perde a hegemonia e importância que tinha
em todo o mundo. As relações políticas internacionais passam a ser dominadas pelos EUA e a
URSS.

Nos países libertados pelo Exército Vermelho durante a guerra, a URSS apóia a formação de
governos comunistas pró-soviéticos: Romênia, Bulgária, Hungria, Polónia, Checoslováquia...
Nestes territórios, a URSS estacionou 600 divisões militares de ocupação. No Ocidente, os EUA,
receosos com o avanço comunista na Europa do Leste, tomam medidas para conter essa
influência e isolar a URSS e os seus aliados.

2 Momento: As divergências da Conferência de Ialta

Foi em Ialta que se manifestaram as primeiras divergências, uma vez que os ocidentais
desconfiavam das verdadeiras intenções dos Soviéticos quanto aos destinos da Europa Oriental.

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As decisões que confirmaram a tese de que a Conferência de Ialta dividiu o mundo em duas
grandes zonas de influência, uma dominada pelos EUA e a outra pela URSS são:

– Divisão, pela Polônia e pela URSS, dos territórios alemães a Leste dos rios Oder-Neisse;

– Integração dos países bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) e da Prússia Oriental na URSS;

– A divisão do território alemão em quatro zonas de ocupação, sob a responsabilidade dos EUA,
da Inglaterra, da França e da URSS (divisão que, mais tarde, dará origem à criação de duas
Alemanhas: RFA e RDA).

Discursos da Guerra Fria

Encontramos aqui três discursos sobre a guerra fria:

 Discurso Tradicionalista

Os tradicionalistas defendem que a resposta à questão de quem começou a Guerra Fria é bastante
simples: Estaline e a URSS. E apresentam as razões:

– No final da 2ª Guerra Mundial, a diplomacia americana era defensiva enquanto os soviéticos


eram agressivos e expansionistas;

– Os americanos apenas lentamente despertaram para a natureza da ameaça soviética;

– Imediatamente a seguir à guerra os EUA propunham uma ordem mundial universal e segura
colectiva através das Nações Unidas;

– A URSS não levava muito à sério as Nações Unidas porque pretendiam expandir-se e dominar
a sua própria esfera de influência na Europa do Leste;

– Após a 2ª Guerra Mundial, os EUA desmobilizaram as suas tropas, enquanto a URSS deixou
ficar vastos exércitos na Europa do Leste (600 Divisões de ocupação);

– O expansionismo soviético foi ainda mais confirmado quando a URSS foi lenta a retirar as suas
tropas do Norte do Irão após a guerra;

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– Em 1948 a URSS bloqueou Berlim;

– Em 1950, os exércitos da Coréia do Norte Comunista atravessaram a fronteira com a Coréia do


Norte.

 Discurso Revisionista

Os Revisionistas, representados por Gabriel Joyce Koko e William Williams acreditam que a
Guerra Fria foi originada pelo expansionismo americano e não pelo soviético. Provas:

– No final da 2ª Guerra Mundial, o mundo não era verdadeiramente bipolar - os soviéticos eram
muito mais fracos do que os americanos, que se tinham fortalecido com a guerra e detinham
armas nucleares que os soviéticos não possuíam;

– A URSS perdeu cerca de 30 milhões de pessoas e a sua produção era apenas metade do seu
nível de 1939;

– O comportamento externo de Estaline no início do período do pós-guerra foi bastante


moderado: na China, Estaline tentou impedir os comunistas de Mão Tse-Tung de tomarem o
poder;

– Na guerra civil grega, Estaline tentou refrear os comunistas gregos;

– Estaline admitiu que existissem governos não comunistas na Hungria, na Checoslováquia e na


Finlândia;

– Com a morte de Roosevelt, em Abril de 1945, a política americana tornou-se dura após o
presidente Harry Truman assumir a presidência;

– Na Conferência de Potsdam, em Agosto de 1945, Truman tentou intimidar Estaline com a


bomba atómica;

– A economia americana exigia expansionismo e que os EUA planeavam tornar o mundo seguro,
não a democracia, mas para o capitalismo;

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– A hegemonia económica americana não podia tolerar qualquer país que viesse a tentar
organizar uma área económica autónoma;

– Os líderes americanos receavam uma repetição dos anos da década de 1930, porque sem o
comércio externo haveria outra Grande Depressão;

– O Plano Marshall de auxílio ao Programa de Reconstrução da Europa (PRE) era


simultaneamente uma forma de expandir a economia americana.

 Discurso Pós-Revisionista

Os Pós-Revisionistas, representados por John Lewis Gaddis sustentam que os Tradicionalistas e


os Revisionistas estão ambos errados, Razões:

– Para os Pós-Revisionistas ninguém foi culpado pelo início da Guerra Fria;

– Sustentam que ela por si só era inevitável, por causa da estrutura bipolar do equilíbrio de poder
do pós-guerra;

– Em 1939, havia um mundo multipolar com 7 principais potências, mas após a destruição
infligida pela 2ª Guerra Mundial, apenas restaram duas superpotências: EUA e a URSS;

– A bipolaridade, aliada à fraqueza dos estados europeus no pós-guerra, criou um vazio de poder
para dentro do qual foram atraídos os EUA e a URSS. Era inevitável que eles entrassem em
conflito e, portanto, afirmam os pós-revisionistas, é inútil procurar responsabilidades;

– Na Conferência de Ialta entrechocaram-se os interesses das duas superpotências na questão


polaca. Diriam Churchill e Roosevelt que a questão polaca era para a Inglaterra e os EUA uma
questão de honra; Estaline respondeu: não só uma questão de honra para a Rússia, mas uma
questão de vida ou de morte.

– Segundo os pós revisionistas, os EUA retiraram benefícios das ONU e, com uma maioria de
votação de aliados, não eram muito constrangidos por ela;

– Os Soviéticos podem ter tido uma esfera de influência na Europa do Leste, mas os EUA
tiveram igualmente uma esfera de influência no hemisfério ocidental.
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As inovações Técnico-Militar

Uma dos grandes marcos da Guerra Fria foi a invenção de novas armas e mais poderosas,
convencionais e não convencionais. A corrida aos armamentos, Tanques, aviões, porta-aviões,
submarinos, navios de guerra constituía as chamadas armas convencionais.

As chamadas armas não-convencionais, mais poderosas, eficientes, difíceis de desenvolver e


extremamente caras. A principal dessas armas era a bomba atómica. No princípio só os EUA
tinham essas armas, o que aumentava em muito o seu poderio bélico e persuasivo.

A União Soviética iniciou então seu programa de pesquisas para também produzir tais bombas, o
que conseguiu em poucos anos. Mais pesquisas foram feitas, tanto para aperfeiçoar a bomba
atómica quanto para produzir novas bombas. Em pouco tempo os EUA fabricaram a bomba de
hidrogénio, seguidos pela União soviética

As principais inovações foram:

 Bombardeiros Estratégicos: aviões capazes, pelo seu raio de acção, de atingir alvos
situados em território inimigo;

 ICBM – Inter continental Balistic Missile: missel nuclear estratégico, anticidade de


alcance intercontinental superior a 5.500 Km;

 IRBM – Intermedium Range Balistic Míssil: míssil nuclear de alcance compreendido


entre 1800 e 5.500 Km;

 SLBM – Submarine Lauched Balistic Missile: missel intercontinental lançado por um


submarino nuclear lançador de engenghos;

 SNLE – Submarinos nucleares lançadores de engenhos;

 Bombardeiros B-29, capazes de transportar bombas atómicas;

 Bombardeiros B-36, capazes de transportar bombas de hidrogénio;

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 Bombardeiros Estratégicos: aviões capazes, pelo seu raio de acção, de atingir alvos
situados em território inimigo.

 Aviões supersónicos.

Corrida Espacial

EUA e URSS travaram uma disputa muito grande no que se refere aos avanços espaciais. Ambos
corriam para tentar atingir objetivos significativos nesta área. Isso ocorria, pois havia uma grande
disputa entre as potências, com o objetivo de mostrar para o mundo qual era o sistema mais
avançado. No ano de 1957, a URSS lança o foguete Sputnik com um cão dentro, o primeiro ser
vivo a ir para o espaço. Doze anos depois, em 1969, o mundo todo pôde acompanhar pela
televisão a chegada do homem a lua, com a missão espacial norte-americana.

Principais incidentes entre as superes potências e o fim da guerra fria

A União Soviética buscava implantar o socialismo em outros países para que pudessem expandir
a igualdade social, baseado na economia planificada, partido único (Partido Comunista),
igualdade social e falta de democracia. Enquanto os Estados Unidos, a outra potência mundial,
defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema
democrático e propriedade privada.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial o contraste entre o capitalismo e socialismo era
predominante entre a política, ideologia e sistemas militares. Apesar da rivalidade e tentativa de
influenciar outros países, os Estados Unidos não conflito a União Soviética (e vice-versa) com
armamentos, pois os dois países tinham em posse grande quantidade de armamento nuclear, e
um conflito armado directo significaria o fim dos dois países e, possivelmente, da vida em nosso
planeta. (CLARK, 2003:234)

Na Coreia e no Vietnã com o objectivo de reforçar o capitalismo, o presidente dos Estados


Unidos, Harry Truman, lança o Plano Marshal, que era um oferecimento de empréstimos com
juros baixos e investimentos para que os países arrasados na Segunda Guerra Mundial pudessem
se recuperar economicamente. A partir desta estratégia a União Soviética criou, em 1949, o

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Comecon, que era uma espécie de contestação ao Plano Marshall que impedia seus aliados
socialistas de se interessar ao favorecimento proposto pelo então inimigo político.

A Alemanha por sua vez, aderiu o Plano Marshall para se restabelecer, o que fez com que a
União Soviética bloqueasse todas as rotas terrestres que davam acesso a Berlim. Desta forma, a
Alemanha, apoiada pelos Estados Unidos, abastecia sua parte de Berlim por vias aéreas
provocando maior insatisfação soviética e o que provocou a divisão da Alemanha em Alemanha
Oriental e Alemanha Ocidental.

Em 1949, os Estados Unidos juntamente com seus aliados criam a OTAN (Organização do
Tratado do Atlântico Norte) que tinha como objectivo manter alianças militares para que estes
pudessem se proteger em casos de ataque. Em contra partida, a União Soviética assina com seus
aliados o Pacto de Varsóvia que também tinha como objectivo a união das forças militares de
toda a Europa Oriental.

Entre os aliados da OTAN destacam-se: Estados Unidos, Canadá, Grécia, Bélgica, Itália, França,
Alemanha Ocidental, Holanda, Áustria, Dinamarca, Inglaterra, Suécia, Espanha. E os aliados do
Pacto de Varsóvia destacam-se: União Soviética, Polónia, Cuba, Alemanha Oriental, China,
Coreia do Norte, Jugoslávia, Checoslováquia, Albânia, Roménia.

A divisão da Alemanha

Após a Segunda Guerra, a Alemanha foi dividida em duas áreas de ocupação entre os países
vencedores. A República Democrática da Alemanha, com capital em Berlim, ficou sendo zona de
influência soviética e, portanto, socialista. A República Federal da Alemanha, com capital em
Bonn (parte capitalista), ficou sob a influência dos países capitalistas. A cidade de Berlim foi
dividida entre as quatro forças que venceram a guerra: URSS, EUA, França e Inglaterra. Em
1961 foi levantado o Muro de Berlim, para dividir a cidade em duas partes: uma capitalista e
outra socialista.

Envolvimentos Indirectos

Guerra da Coreia: Entre os anos de 1951 e 1953 a Coreia foi palco de um conflito armado de
grandes proporções. Após a Revolução Maoísta ocorrida na China, a Coreia sofre pressões para
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adoptar o sistema socialista em todo seu território. A região sul da Coreia resiste e, com o apoio
militar dos Estados Unidos, defende seus interesses. A guerra dura dois anos e termina, em 1953,
com a divisão da Coreia no paralelo 38. A Coreia do Norte ficou sob influência soviética e com
um sistema socialista, enquanto a Coreia do Sul manteve o sistema capitalista.

Guerra do Vietnã: Este conflito ocorreu entre 1959 e 1975 e contou com a intervenção directa dos
EUA e URSS. Os soldados norte-americanos, apesar de todo aparato tecnológico, tiveram
dificuldades em enfrentar os soldados vietcongues (apoiados pelos soviéticos) nas florestas
tropicais do país. Milhares de pessoas, entre civis e militares morreram nos combates. Os EUA
saíram derrotados e tiveram que abandonar o território vietnamita de forma vergonhosa em 1975.
O Vietnã passou a ser socialista.

Fim da Guerra Fria e consequências

A falta de democracia, o atraso económico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por
acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as
duas Alemanhas são reunificadas. No começo da década de 1990, o então presidente da União
Soviética Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados. Com
reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se
enfraquecendo. Era o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O
capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas.

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Conclusão

Assim, chegado ao final deste trabalho de pesquisa pode se perceber que, um dos campus que
mais se beneficiaram com a Guerra Fria foi o da Tecnologia. Na urgência de se mostrarem
superiores aos rivais, Estados Unidos e União Soviética procuraram melhorar os seus arsenais
militares. Como consequência, algumas tecnologias conhecidas hoje. No entanto após a Segunda
Guerra Mundial, a Alemanha foi dividida em duas áreas de ocupação entre os países vencedores.
O mundo da Guerra Fria foi marcado pela bipolarização de poder entre os EUA e URSS, que
buscavam ampliar suas respectivas zonas de influência.

Nesta perspectiva, conclui-se que, a corrida armamentista foi um outro empreendimento das
superpotências. Cada uma das potências justificava os gastos alegando que precisava de armas
poderosas, inclusive atómicas, e exércitos maiores para se defender, caso houvesse uma guerra
entre os dois blocos. Essa corrida caracterizou o chamado "equilíbrio do terror" no qual o poder
de destruição de um não poderia ultrapassar a do outro, já que a cada novo invento bélico, o
opositor tentava superar com um mais potente ainda.

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Referência Bibliográfica

CLARK, Philip. Guerra da Secessão nos Estados Unidos (Colecção Guerras que mudaram o
mundo) editora, Ática, 2003.

GRIMBERG, Carl. História Universal e mundo contemporâneo. Volume 20º Ed. E. A. 1986.

HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: O breve século XX. 1914-1991.

PRIMO, Jacira. História Contemporânea II. Faculdade de Tecnologia e Ciências-Ensino a


Distância

TELECURSO. História Geral, Editoria Ática, São Paulo, 2000

VICENTINO, Cláudio. Historia Geral, Idade Media, Moderna e Contemporânea incluindo pré-
história Grécia e Roma. Aciploni. São pulo.1991.

VIZENTINI, Paulo Fagundes. História Mundial Contemporânea (1776-1991). Brasília: FUNAG,


2006.

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