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Produtos de Automação de Subestações, Centro Regional de Suporte

RTU500 Series - Guideline

Configuração, Diagnóstico e Teste GPRS para Modem 560MDD11

Páginas:
Autor: João Jorge Doc espec.: Guideline
Aprovado por: Adriano Mendes 16/01/2014 Título:
Configuração, Diagnóstico e Teste 33
Business Area: PSAC / BR RSC GPRS para Modem 560MDD11
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Índice

1. Introdução...............................................................................................................................................................2
2. Escopo Estrutural....................................................................................................................................................3
3. Escolha do Protocolo de Comunicação Inter-RTUs..................................................................................................4
4. Requerimentos SIM Card......................................................................................................................................10
5. Configuração RTUtil...............................................................................................................................................11
PPP Client.................................................................................................................................................................. 11
Inserção do Modem na configuração........................................................................................................................12
Link Modem – Porta de Comunicação.......................................................................................................................14
Parâmetros PPP Client..............................................................................................................................................14
Parâmetros Dial Up...................................................................................................................................................15
Possibilidade de Redundância via IEC 104.................................................................................................................17
6. Conexões Elétricas Modem - RTU..........................................................................................................................19
7. Resultados do Teste..............................................................................................................................................20
8. Hardware e Software Utilizados............................................................................................................................28
9. Referências Técnicas.............................................................................................................................................29
Bibliografia ABB.........................................................................................................................................................29
Normas e Artigos Científicos.....................................................................................................................................29

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1. Introdução

Este Guideline descreve o passo a passo da configuração e métodos de diagnóstico, via software RTUtil e interface
Web Browser, do Modem 560MDD11 junto às RTUs 560CMG10 e 511CIM01, uma como “master” e outra como
“server”, respectivamente através de conexão tipo PPP (Point-to-Point protocol), desenvolvido e padronizado
através da RFC 1661 com o objetivo de transportar todo o tráfego entre 2 dispositivos de rede através de uma única
conexão física. Embora seja um protocolo, o PPP é definido como interface, já que é interface entre os protocolos de
camada 2 do modelo OSI (enlace), como ATM e Ethernet, e os de camada 3 do mesmo modelo (rede), como o IP.

Desta maneira, para o caso descrito neste Guideline, a interface PPP funciona como um encapsulamento serial de
protocolos Ethernet, onde especificamente foi escolhido o Protocolo IEC 60870-5-104 (IEC 104), que é uma extensão
do protocolo IEC 101 com modificações nos camadas de transporte, network , link e camada física.

O status binário ou analógico de equipamentos de Proteção e Controle, Variáveis de Medição, Controle via PLC,
entre outras funções, é transmitido pelo modem utilizando o Sistema GPRS (General Packet Radio Service) de um
Provedor de Telefonia que suporta esta aplicação, através de chip SIM Card Específico inserido ao modem.

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2. Escopo Estrutural

Como solução peer to peer entre RTUs, idealiza-se uma estrutura modelo conforme a Figura 1.

Existe ainda a possibilidade da Conexão da RTU mestre ao sistema Scada via cablagem ou a conexão das RTUs
escravas deretamente a um sistema Scada via Modem, o que não é abordado neste Guideline.

Switch Sistema GPRS/GSM


ABB AFS Provedor A Modem
GPRS
Entrada
Configuração
Engenharia Servidor
SNTP

Modem RTU540
GPRS

RTU511

Switch
Servidor
I/O I/O ABB AFS
SNTP
Digital Analógico

PC de Engenharia
Configuração
IED
Debug
Relion 670
IHM Integrada

Figura 1 - Escopo idealizado de um Sistema GPRS com solução Peer to Peer

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3. Escolha do Protocolo de Comunicação Inter-RTUs

O usuário final do Sistema GPRS requer que as RTUs cumpram com o montante de funcinalidades necessárias à sua
planta com o menor custo-benefício.

Para este fim, a escolha adequada do protocolo de comunicação entre RTUs deve ser feita levando em consideração
a Aplicação (se o protocolo selecionado atende a todas as aplicações do sistema de automação) e o Custo (o quanto
o usuário final será onerado monetariamente por uso dos dados GPRS transmitidos pelo provedor de telefonia).

Neste caso foram eleitos os Protocolos Ethernet (protocolos seriais não podem ser utilizados pela conexão tipo PPP)
Modbus Ethernet, DNP3 Ethernet e IEC 104.

A princípio descartou-se IEC61850 por conhecer-se que o data-header inerente a este protocolo é suficientemente
grande para superar os demais protocolos, o que implicaria num maior custo de operação das RTUs. Descartou-se
tambémo protocolo Modbus Ethernet pelo motivo de que o protocolo não é estandarizado, não possui estampa de
tempo para eventos, não possui transmissão cíclida de dados, entre outros fatores.

A tabela a seguir, adaptação de [1], mostra algumas das principais características dos protocolos:

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Característica IEC 104 DNP3 Ethernet
- IEC Standard (1995) - Open industry
Estandarização
Amendments 2000,2001 specification (1993)
Organização para
- IEC TC 57 WG 03 - DNP user s group
Estandarização
Arquitetura - 7-layer architecture TCP/IP - 7-layer architecture TCP/IP
“ Balanced Mode” ou “Unalanced Mode” - Somente “Balanced Mode”
Layer Físico
- Suporta Multimasters e Multislaves - Suporta Multimasters e Multislaves
Data-Link Layer Frame formato FT 1.2 Frame formato FT 3
- Ambos IEC 870-5-101 e DNP 3.0 possuem:
 Sincronização de Tempo
 Eventos com Estampa de Tempo
 Select Before Operate
- Polling por nível de prioridade de
 “Polled report”
dados
 Respostas Não Solicitadas
- Multiplos tipos de dados por
 Grupo de Dados/Classes
Application Layer mensagem são permitidos
- Application layer
- IEC 104 Limitado a único tipo de dado por
confirma os eventos
mensagem
(uso de CON bit)
- Pode controlar somente um ponto por
mensagem
- Não existe confirmação de eventos pelo
Application Layer
- O Link adress contém ambos
- O Linkadress pode ter 0, endereços para fonte e destino
1 ou 2 bytes (ambos sempre de 16 bits)
Endereçamento - Quando o layer de Link é balanceado, o Link - Application Layer não contém
address é opcional (pode ser incluído por endereçamento
segurança) Porta TCP deve ser fixa para cada
device
Modelo de Informação - Data objects e mensagens não são - Data objects e mensagens são
Específico da Aplicação independentes entre si independentes entre si
- Disponível. Elimina poll para mensagens
- Disponível mas o intervalo de
estáticas vindo do master
Transmissão Cíclica transmissão não pode ser ajustado
- Interrompido por disparo de evento ou
remotamente
request de comunicação

Tabela 1 - Comparação Básica entre Protocolos

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Supondo-se que os dois referidos protocolos atendem à Aplicação e requerimentos Scada, fez-se um teste com o
envio de um Ponto Simples de uma RTU à outra (diretamente e sem considerar o cabeçalho GPRS) com o seguinte
resultado capturado pelo Software Wiresharke (inclui a captura do cabeçalho TCP/IP e Ethernet) também pelo
software ASE2000 (sem o cabeçalho TCP/IP e Ethernet).

Figura 2 - Frame de Ponto Simples em IEC 104 por Wireshark

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Figura 3 - Frame de Ponto Simples em DNP3 por Wireshark

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Figura 4 - Frame de Ponto Simples em IEC 104 por ASE2000

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Figura 5 - Frame de Ponto Simples em DNP3 por ASE2000

Através das figuras extraídas em ambos softwares, seja por “Unsolicited Responses” no DNP3 ou por transmissão
espontânea (COT 3) no IEC104, pode-se calcular que a informação transmitida através de DNP3.0 é aproximadamnte
13% maior que a informação transmitida via IEC104, que por este motivo, foi o escolhido para a implementação da
configuração, visando melhor performance e menor custo de transmissão de uma mesma informação.

A escolha do protocolo IEC 104 é reforçada pela implementação da linha RTU500 Series com a possibilidade de se
fazer a redundância de mestres e escravos, enquanto que para DNP3 somente o arranjo multimasters é permitido
pela RTU. Desta maneira pode-se fazer redundância GPRS por exemplo através de um segundo provedor de
telefonia ou redundância fiada por fibra óptica. Também a possibilidade de se transferir arquivos (logs ou
oscilografias) é fator considerável na escolha deste protocolo, dado que DNP3 não possui esta característica.

Ressalta-se que este é somente o protocolo de comunicação que será utilizado inter-RTUs, e a comunicação entre
RTUs e sistema Scada ou Subdevices pode ser feita utilizando qualquer um dos demais protocolos suportados pela
RTU, desde que compatíveis com a aplicação.

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4. Requerimentos SIM Card

Para se fazer a comunicação GPRS entre RTUs é necessário contratar um APN (Acess Point Name) junto a provedora
de telefonia celular GPRS/GSM.

É mandatório que cada SIM Card [SIM-Card de acordo com a norma ISO/IEC7810 (Formato ID-000)] possua
Endereço IP fixo. Chips convencionais com alocação dinâmica de IPs não são compatíveis com este tipo de
telecomunicação para RTUs.

Satisfeitas as condições acima, é preciso fornecer os seguintes parâmetros de configuração:

 Endereço IP [Exemplo: 192.168.80.100]

 Endereço do APN [Exemplo: apn.com.br]

 Nome de Usuário (propriedade do IP dentro do APN) [Exemplo: apnuser01]

 Password da APN (propriedade do IP dentro do APN) [Exemplo: apnkey01]

 PIN do chip SIM Card (se estiver ativo) [Exemplo: 8080]

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5. Configuração RTUtil

Partindo-se do princípio que o conhecimento básico para a Configuração da RTU através do Software RTUtil é
conhecido, seguem tópicos para a configuração do Modem 560MDD10 através do software RTUtil.

A linha de produtos RTU500 Series suporta o protocolo PPP de acordo com os padrões da RFC 1661. Neste caso as
RTUs vão transportar mensagens entre dois peers, estabelecendo um link full duplex, simultâneo para operação bi
direcional. Cada interface serial RS232 ou serial configurável entre RS232 ou RS485, pode ser configurada como PPP
Client.

O protocolo PPP basicamente é responsável pelo encapsulamento e transporte dos datagramas TCP/IP através de
uma conexão serial. A comunicação PPP é iniciada depois da conexão serial física entre RTU e Modem, entretanto
antes do modem iniciar a transmissão e recepção de dados, várias negociações, handshakes, registros e diagnósticos
são realizados.

PPP Client

Além de Criar a linha de Comunicação em IEC104 e fazer o link dos pontos a serem transmitidos, para se configurar a
RTU como PPP Client através do software RTUtil, na aba de Hardware Tree, deve-se selecionar a CMU (unidade de
processamento) correspondente e adicionar em sua interface serial o PPP Client.

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Figura 6 - Inserção PPP Client

Inserção do Modem na configuração

Na guia estrutural do Hardware Tree, onde se localiza o tipo de painel, deve-se inserir o suporte do Modem, DIN Rail.

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Figura 7 - Inserção da Estrutura DIN Rail

Em seguida, sob a estrutura DIN Rail outrora adicionada, deve-se inserir o modem 560MDD10:

Figura 8 - Inserção do Modem 560MDD10

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Link Modem – Porta de Comunicação

Na aba de opções gerais do Modem, deve-se fazer o link do mesmo com a porta de comunicação onde se definiu o
PPP Client.

Figura 9 - Link Modem – Porta de Comunicação

Parâmetros PPP Client

Send Local IP adress to provider (enviar o endereço IP fixo do chip ao provedor): Alguns provedores possuem esta
necessidade, embora a maioria possua servidor DHCP de IP e esta funcionalidade pode ser desabilitada.

Remote network IP Adres (endereço IP da rede que receberá os datagramas enviados): Neste parâmetro deve-se
preencher somente os dois primeiros campos do endereço de rede.

User name e Password: nome de usuário e senha da APN contratada, normalmente são específicos para cada SIM
Card

VPN: Possibilidade de se criar tunelamento através de uma Virtual Private Network, não utilizado neste exemplo

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Figura 10 - Parâmetros PPP Client

Parâmetros Dial Up

Selecionando-se a porta de comunicação relativa ao PPP Client na CMU, será exibida a opção de ativar o Dial up, que
deve ser selecionado, então serão habilitados os parâmetros de Dial up.

PIN: Se estiver ativo, pode-se setar o o código PIN para o SIM Card, caso contrário esta opção deve ser desabiltada.

APN: Endereço eletrônico do APN contratado.

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Figura 11 - Parâmetros de Dial Up

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Possibilidade de Redundância via IEC 104

Pode-se configurar redundância através de linha de comunicação fiada ou através de um segundo Modem. Quando
o link se perder por um dos meios de comunicação, a RTU faz automaticamente o switch over para o meio
redundante de comunicação.

Como exemplo para um Modem redundante de um segundo provedor, pode-se adicionar e configurar segundo
Modem, o PPP Client redundante e habilitar múltiplos mestres para a RTU escrava.

Figura 12 - Configuração de Redundância para Modems GPRS (RTU Escrava)

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Também para a configuração da RTU mestre com os dois Modems e o PPP Client Principal e Redundante já setados,
se configura IP duplo para a RTU escrava.

Figura 13 - Configuração de Redundância para Modems GPRS (RTU Mestre)

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6. Conexões Elétricas Modem - RTU

A conexão das portas tipo RJ45 deve cruzar o pino terminal com o pino remoto entre Modem e RTU. Como o Modem
tem os pinos Tx e Rx respectivamente nas posições 2 e 3 e as RTUs possuem respectivamente os mesmos pinos nas
posições 3 e 2, é necessário fazer uso de cabo de conexão RJ45 de pinagem tipo direta.

Figura 14 – Pinagem Portas CP1 e CP2 Figura 15 – Pinagem Porta CP2 Figura 16 – Pinagem porta COM
(560CMG10) (511CIM01) (560MDD10)

Figura 17 - Conexão Elétrica entre 560MDD10 e 511CIM01

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7. Resultados do Teste

A configuração para cada RTU foi feita conforme descrito no Capítulo 5, com a 511CIM01 como escrava e a
560CMG10 como mestre. A escolha desta última como mestre é pelo falo de que a mesma possui IHM integrada,
para fácil visualização dos status dos pontos trocados via GPRS, envio de comandos e análise de log de eventos.

Figura 18 - Plataforma de Teste GPRS

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Desde a inicialização de cada RTU, pode-se ter acesso ao menu de diagnósticos e observar alguns itens inerentes à
comunicação GPRS:

Figura 19 - Diagnóstico do Sistema RTU

As indicações mais significativas (em grifo na Figura 11) em relação ao Link PPP são:

 O status do cliente PPP

 O nível do sinal recebido pelo Modem

 Se os equipamentos conectados fisicamente à RTU estão respondendo (DCE - Data Communication


Equipment)

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Do menu Hardware Tree, pode-se observar os Diagnósticos para a Conexão PPP, as estatísticas da conexão e seu
respectivo log:

Figura 20 - Diagnóstico PPP

Figura 21 - Estatísticas de Dialup

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Figura 22 - Dialup Log

Quando o diagnóstico possui indicações condizentes com o estado positivo de conexão entre as RTUs, pode-se
observar via RTU meste os Status de indicação de integridade da RTU escrava, que chegam via GPRS, e também as
indicações analógicas, digitais e comandos configurados para a aplicação.

Figura 23 - Eventos de Sistem da RTU511 via GPRS

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Figura 24 - Status de Pontos simples via GPRS

Figura 25 - Status de Ponto Duplo via GPRS

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Figura 26 - Status de Pontos de Medição via GPRS

Figura 27 - Comando de Ponto Duplo via GPRS

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A IHM integrada (baseada em sistema Java) configurada para a 560CMG10 possui as mesmas indicações das imagens
anteriores, e adicionalmente contém o log de eventos e uma imagem que indica o status GPRS através do evento de
sistema número 48 da 511CIM01 “RTU is operable”, que pode ser visto pela Figura 23.

Figura 28 - Tela de IHM Integrada para o Sistema GPRS

No que diz respeito à performance, O modem 560MDD10 é quad band e possui interface GPRS classe 10, que
significa taxa de download de até 60kbits/s e download de até 40kbits/s, embora após os testes emplataforma
pôde-se concluir que as RTUs são totalmente dependentes da disponibilidade e velocidade de tráfego
disponibilizado pelo provedor de telefonia no momento em que cada evento ocorre.

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Para a simulação do comando de um disjuntor, por exemplo, pode-se observar que desde o envio do comando pela
RTU mestre, o recebimento pela RTU escrava, a execução e atualização do status do disjuntor, e o acknowledge
positivo da RTU mestre, toda a operação demanda de 1 a 4 segundos. As duas imagens segintes exemplificam alguns
comandos:

Figura 29 - Comando de Abertura via GPRS

Figura 30 - Comando de Fechamento via GPRS

Para melhor performance do sistema, e menor custo de utilização da APN contrada junto ao provedor, sugere-se
configurar os comandos todos diretos (sem Select Before Operate), configurar o protocolo utilizado tanto pelo
sistema Scada quanto para intercomunicação entre RTUs, para receber somente transmissão espontânea de I/Os e
analógicos, ao invés de fazer o pooling por classe de eventos periodicamente, também deletar os SEVs (System
Events) de cada RTU que não são utilizados na aplicação e deixar somente aqueles que são significativos para o
diagnóstico do sistema, por exemplo como na Figura 23.

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8. Hardware e Software Utilizados

Software RTUtil versão 11.0

Software RTUtil versão 10.8

Software HMI Editor versão 1.6.1

Software Wireshark versão 1.10.5

Software Ase2000 versão 1.43

RTU 511CIM01 com firmware versão 11.0

RTU 560CMG10 com firmware versão 10.8

2x Modem 560MDD10 R0001

2x Antena 560ANA02 R0005

IED RED670 com firmware versão 1.2.3.11

Fonte de alimentação Sverker 750

Fonte de Alimentação Icel PS-4000

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9. Referências Técnicas

Bibliografia ABB

RTU560 Function Description Release 10 Part 6

RTU500 series Function Description Release 11 Part 6

560MDD10 Data Sheet

560MDD10 Connections and Settings

511CIM01 Data Sheet

511CIM01 Connections and Settings

560CMG10 Data Sheet

560CMG10 Connections and Settings

RTUtil560 User's Guide Release 10

RTUtil500 User's Guide Release 11

Integrated HMI User's Guide

Technical reference manual, RED670 1.2

Normas e Artigos Científicos

[1] Jay Makhija, Comparison of protocols used in remote monitoring: DNP 3.0, IEC 870-5-101 & Modbus

[2] OGNJEN VUKOVÍC, Licentiate Thesis, Stockholm, Sweden 2013, Data Integrity and Availability in Power System
Communication Infrastructures

[3] IEEE Std C37.1-1994 - IEEE Standard Definition, Specification, and Analysis of Systems Used for Supervisory
Control, Data Acquisition, and Automatic Control

[4] IEEE Std 1379-2000(R2006) - IEEE Recommended Practice for Data Communications Between Remote Terminal
Units and Intelligent Electronic Devices in a Substation

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