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FICHA DE LEITURA 1

Beaglehole, R. et al (2003) – Epidemiologia Básica. Lisboa: Escola nacional de Saúde Pública.

Pereira, M.G. et al (1995) – Epidemiologia – Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara-Koogan.

IDEIAS PRINCIPAIS
RESUMO / QUESTÕES

“ Uma epidemia é a ocorrência numa EPIDEMIA


comunidade ou região de um número de
casos de uma dada doença
anormalmente elevado ou inesperado
para esse local e período de tempo
(Brés, 1986). Quando se descreve uma
epidemia deve explicitar-se claramente o
período de tempo, a região geográfica e Período de Tempo
as características da comunidade em
que os casos ocorreram.” Características da Comunidade

(Beaglehole,R. et al, pp.107, 2003) Região Geográfica

“Uma epidemia de grandes proporções, CLASSIFICAÇÃO DAS EPIDEMIAS


envolvendo extensas áreas e um número
elevado de pessoas, é dita “pandemia”;
(…)”

(Pereira, M.G. e tal, p.259, 1995)

“(…) é natural que os especialistas


procurem identificar padrões de
distribuição de doenças que auxiliem no
esclarecimento do modo de transmissão
dos agentes e dos fatores causais
envolvidos. Dois destes padrões são
clássicos em epidemiologia: a epidemia
explosiva e a progressiva.”

(Pereira, M.G. e tal, p.259, 1995)

“Na epidemia explosiva, também


chamada de “brusca”, “instantânea”,
“maciça” ou por “fonte comum”,
“veículo comum”, “foco comum” ou
“foco epidémico”, há um aumento
expressivo no número de casos, em curto
período. (…) compatível com o período
de incubação da doença.”

(Pereira, M.G. et al, p.259, 1995)

“Na representação gráfica deste tipo de


epidemia, há uma elevação rápida do
número de casos, seguida de plateau a
que se segue diminuição também rápida
do número de casos. Na inspeção do
gráfico, nota-se um pico de base
relativamente estreita (…) A
aglomeração de casos é indicativa de
exposição simultânea por uma única
fonte, sugerindo também um único tipo
de agente, atuando maciçamente em
curto intervalo de tempo.” Presença de uma Epidemia

(Pereira, M.G. et al, p.259, 1995) Agente;


Dimensão da população exposta;
“Na epidemia “progressiva” ou de Tipo de população exposta;
“contacto” entre a pessoa doente e a A experiência prévia;
sadia, ocorre um aumento gradativo do Ausência de exposição à doença;
número de casos, mas a fonte de Tempo e lugar da ocorrência;
infecção não é única, sendo
representada por exposições
sucessivas.”

(Pereira, M.G. et al, p.259-260, 1995)

“A partir do caso primário, que inicia a


epidemia progressiva, surgem os casos
secundários, que se espalham, por ondas
sucessivas, entre os indivíduos
suscetíveis.(…) O resultado é uma
distribuição temporal espraiada, regular
ou irregular, mas ocupando um período
de tempo maior do que o de uma
epidemia onde os casos são oriundos de
uma mesma fonte.”

(Pereira, M.G. et al, p.260, 1995)

“O número de casos indicadores da


presença de uma epidemia varia de
acordo com o agente, a dimensão e tipo
de população exposta, a experiência
prévia ou ausência de exposição à
doença e o tempo e lugar da ocorrência. CURTO PERÍODO INCUBAÇÃO
A identificação de uma epidemia
também depende da frequência habitual MÉDIO PERÍODO INCUBAÇÃO
da doença nessa área, nessa população
específica e durante o mesmo período do LONGO PERÍODO INCUBAÇÃO
ano. Um número muito pequeno de
casos de uma doença previamente não
reconhecida numa dada área,
associados no tempo e lugar, pode ser
suficiente para constituir uma
epidemia.”

( Beaglehole,R. et al, pp.108, 2003)

“Geralmente, as epidemias têm uma


origem única ou são contagiosas. Numa
epidemia de origem única, os indivíduos
susceptíveis são expostos mais ou menos
simultaneamente a uma fonte de
infecção. O resultado é um rápido
aumento do número de casos, por vezes
em poucas horas.”

(Beaglehole,R. et al, pp.108, 2003)

“(…) numa epidemia contagiosa a


doença é transmitida do indivíduo para
indivíduo e o aumento inicial do número
de casos é mais lento. “

(Beaglehole,R. et al, pp.108, 2003)

“(…)fatores estão envolvidos no


aparecimento de uma epidemia é muito
dependente do conhecimento da duração
do período de incubação da doença.”

(Pereira, M.G. et al, p.260, 1995)

“(…) apenas algumas horas, em


intoxicações alimentares e, em
consequência, o próprio paciente
costuma informar acertadamente sobre
a exposição suspeita; por isto, a
anamnese é de grande importância na
elucidação do episódio.”
(Pereira, M.G. et al, p.260, 1995)

“O período de incubação na hepatite


infecciosa é de algumas semanas a
meses, o que dificulta a identificação da
respectiva fonte de contágio.”

(Pereira, M.G. et al, p.260, 1995)

“ Quando o período de latência, entre o


início da exposição e o diagnóstico, é de
vários anos, como no câncer e nas
doenças cardiovasculares, constitui
tarefa de enorme complexidade
desenrolar o emaranhado de relações
potencialmente causais, o que exige a
realização de estudos especiais, para
controle de numerosos fatores que
complicam a interpretação dos
resultados.”

(Pereira, M.G. et al, p.260, 1995)