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O Brasil tem promulgado muitas normas legais para enfrentar a pandemia

Covid-19 desde que o Secretário de Saúde decretou a Portaria 188 em 3 de


fevereiro de 2020, que declarou oficialmente uma emergência na saúde
pública”. (Para todas as normas legais brasileiras sobre o novo Coronavírus
(COVID-19).
A norma mais crítica é a Lei n. 13.979, promulgada em 6 de fevereiro de
2020, que foi modificada por sucessivas medidas provisórias conforme a pandemia
evolui e requer orientação normativa. 
De acordo com a Constituição brasileira, o art. 62, “medidas provisórias com
força de lei” podem ser adotadas pelo Presidente em “casos importantes e urgentes”
e devem ser submetidas ao Congresso Nacional imediatamente; se não forem
convertidas em lei em 120 dias, as medidas provisórias “perderão eficácia a partir do
dia de sua emissão”, nos termos do parágrafo 3 do art. 62 (BRASIL, 1988, p. 1).
A Lei n. 13.979 trata do problema dos contratos governamentais no art. 4,
derrogando temporariamente a Lei Federal n. 8.666, de 23 de junho de 1993,
conhecida como Lei Geral de Licitações e Contratos Administrativos (LGLCA), que
contém as normas gerais básicas de licitações e aquisições que tratam de obras
públicas, serviços, compras e alienações.
Na prática, juristas e advogados consideram a LGLCA ineficaz e muito cara
para iniciativa privada e para o governo. Apesar dos mais de cem projetos de lei
propostos desde 1993 para alterá-la parcial ou totalmente, a LGLCA ainda está em
vigor.
O principal objetivo da Lei 13.979 é flexibilizar licitações e contratos durante a
pandemia. Citarei o que considero as normas essenciais contidas no art. 4 da Lei n.
13.979. 
Por sua vez, o art. 22, inciso XXXI, da Constituição brasileira estabelece que,
in verbis: “ressalvados os casos previstos em lei, as obras públicas, os serviços, as
compras e as alienações serão contratados por meio de licitações públicas”
(BRASIL, 1988, p. 1).
O art. 24 da LGLCA enumera 35 circunstâncias que estão isentas dos
procedimentos de licitação. Duas delas envolvem tetos nos preços estimados: a
Subseção I isenta de licitação todas as compras de bens e serviços de engenharia
de até R$ 33.000. A Subseção II isenta de licitação todas as compras de bens e
serviços que não sejam de engenharia até R$ 17.600.
No entanto, o art. 4 da Lei n. 13.979 cria uma isenção ilimitada à regra de
licitação pública obrigatória para todas as compras de bens, serviços, incluindo
engenharia e insumos, desde que se destinem a atender às necessidades de saúde
da COVID-19. Portanto, durante a pandemia, nenhum limite se aplica.
A ideia é permitir que o governo compre medicamentos, equipamentos e
outros bens e serviços sem licitação. Os onerosos requisitos da Lei 8.666 foram
alterados, mas não eliminados. 
Além disso, os leilões de compra de bens para o combate à COVID-19 terão
sua duração cortada pela metade, excluídas as audiências públicas.
Por fim, as compras de bens e serviços não se restringem a equipamentos
novos (como na LGLCA), desde que os fornecedores sejam responsáveis pelo uso e
funcionamento dos bens. O objetivo principal da norma é permitir a compra de
respiradores usados.

I. Introdução

Este relatório discute as leis brasileiras que se aplicam aos contratos


governamentais, mais especificamente a lei que regula as compras
governamentais. O relatório fornece os princípios constitucionais e requisitos
estatutários que devem ser seguidos por pessoas e empresas que desejam
participar de processos de licitação do governo, princípios constitucionais de apoio
ao abastecimento doméstico e regulamentações de compras adicionais aplicáveis a
diferentes setores. 

2.1 Organização Mundial do Comércio

O Brasil não é parte do Acordo Plurilateral sobre Compras Governamentais


da Organização Mundial do Comércio. O objetivo do acordo era abrir as compras
governamentais à concorrência internacional e foi concebido para tornar os
instrumentos que regulam as compras governamentais mais transparentes, para que
os concorrentes estrangeiros possam ter assegurado um tratamento justo e acesso
igual aos mercados internacionais camila

2.2 Princípios Constitucionais

2.2.1 Poder para legislar

O art. 22 (XXVII) da Constituição Brasileira de 1988 determina que a União


tem competência exclusiva para legislar sobre as normas gerais de todos os tipos de
licitações e contratos, em todas as suas modalidades, da administração pública
direta, empresas públicas, e fundações da União, estados, Distrito Federal e
Municípios, observados os requisitos do art. 37 (XXI) da Constituição, e para
empresas públicas e sociedades de economia mista, conforme previsto no art. 173
(§1º) (III) da Constituição carla

2.2.2 Licitação Pública

A seção XXI do art. 37 estabelece que, exceto nos casos previstos em lei, as
obras públicas, serviços, compras e transferências de propriedade devem ser
contratadas por meio de processo de licitação que garanta igualdade de condições
para todos os licitantes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de
pagamento. Devem ser mantidas as condições de vigência da licitação, na forma da
lei, que só poderá permitir requisitos de qualificação técnica e econômica
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações geralda
Nos termos do artigo 173, com exceção dos casos previstos na Constituição:
“A exploração direta de uma atividade econômica pelo Estado só deve ser permitida
quando necessária por imperativos de segurança nacional ou de interesse coletivo
relevante, nos termos da lei”, de acordo com caio
Além disso, a lei deve estabelecer o regime jurídico das empresas públicas,
sociedades de economia mista e suas subsidiárias que exerçam atividades
econômicas de produção ou comercialização de bens ou serviços, tratando,
nomeadamente, de licitações e contratações de serviços públicos obras, serviços,
compras e transferências de propriedade, que devem observar os princípios da
administração pública victor

2.2.3 Concessões e licenças

O art. 175 da Constituição especifica que compete ao Estado a prestação dos


serviços de utilidade pública, seja diretamente ou em regime de concessão ou
permissão, que deve sempre ser efetuada por meio de concurso público camila

2.2.4 Fornecimento Doméstico

O art. 170 (IX) da Constituição, determina que a ordem econômica se funda


na valorização do trabalho humano e da livre empresa e se destina a assegurar a
todos uma existência digna, de acordo com os princípios da justiça social, os quais
devem observar tratamento preferencial para pequenas empresas constituídas de
acordo com a legislação brasileira e com sede e administração no país Hudson
Ademais, de acordo com o art. 219 da Constituição, o mercado interno faz
parte do patrimônio nacional e deve ser incentivado de forma a possibilitar o
desenvolvimento cultural, social e econômico, o bem-estar da população e a
autonomia tecnológica do país, nos termos previstos pela lei federal carla

2.2.5 Regulamento 
O art. 37 da Constituição é regulamentado pela Lei n. 8.666, de 21 de junho
de 1993. Segundo afonso: “A Lei n. 8.666 não se aplica à aquisição de
computadores e automação na forma de bens ou serviços, softwares, eletrônicos
digitais específicos equipamentos ou equipamentos de telecomunicações”.
Outrossim, regulados pela Lei n. 8.248 de 23 de outubro de 1991, conforme
alterada pela Lei n. 10.176 de 11 de janeiro de 2001 tete
As concessões e permissões são reguladas pela Lei n. 8.987, de 13 de
fevereiro de 1995. Já a indústria do petróleo é regulada pela Lei n. 9.478, de 6 de
agosto de 1997, que determina que os contratos de aquisição de bens e serviços de
a estatal petrolífera “Petrobrás” deve ser precedida de processo licitatório
simplificado, que é regulamentado pelo Decreto n. 2.745, de 24 de agosto de 1998.
2.3 A LEI N. 8.666 DE 21 DE JUNHO DE 1993

A Lei n. 8.666 é a principal lei que regula as compras governamentais no


Brasil, estabelecendo as regras gerais para licitações e contratos administrativos
relativos a obras públicas, serviços incluindo publicidade, transferência de
titularidade e arrendamento mercantil no âmbito da União, estados, Distrito Federal e
Municípios geralda

2.3.1 Aplicabilidade

A Lei n. 8.666 é aplicável a todos os órgãos da administração direta, fundos


especiais, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista e
outras entidades direta ou indiretamente controladas pela União, estados, Distrito
Federal e municípios tete

2.3.2 Princípio de licitação 

O concurso público foi concebido para garantir o cumprimento do Princípio


Constitucional da Igualdade e para selecionar a proposta mais vantajosa para a
administração pública, devendo ser processado e julgado em estrita conformidade
com os Princípios Básicos da Legalidade, Anonimato, Moralidade, Igualdade,
Publicidade, Probidade Administrativa, a aderência ao anúncio do leilão e ao seu
julgamento objetivo carla

2.3.3 Restrições impostas aos agentes públicos 

Os agentes públicos não estão autorizados a aceitar, antecipar, incluir ou


tolerar nos anúncios de licitação cláusulas ou condições que comprometam,
restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo; estabelecer preferências ou
distinções em razão do local de nascimento, da sede ou do domicílio dos licitantes
ou qualquer outra circunstância irrelevante para o objeto específico do contrato; ou
estabelecer tratamento diferenciado de caráter comercial, jurídico, trabalhista,
previdenciário, ou de qualquer outra natureza, entre empresas brasileiras e
estrangeiras, inclusive moeda, forma e local de pagamento, ainda que se trate de
financiamento de agências internacionais, exceto como previsto no art. 3 (§2º) da Lei
n. 8.666 e no art. 3 da Lei n. 8.248, de 23 de outubro de 1991.

2.3.4 Preferência 

Em caso de empate entre licitantes em condições idênticas durante o


procedimento licitatório, será dada preferência, sucessivamente, a bens e
serviços produzidos ou prestados por empresas brasileiras de capital nacional;
produzido no país;  produzidos ou prestados por empresas brasileiras; e produzidos
ou fornecidos por empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento de
tecnologia no Brasil victor

2.3.5 Definições

A Lei n. 8.666 fornece definições detalhadas de várias situações, etapas e


procedimentos abrangidos pelo processo de licitação pública, incluindo o que é
considerado obras públicas, serviços, compras e transferências de propriedade;
proibições de participação direta ou indireta em processos licitatórios; modos de
execução de obras e serviços públicos; serviços técnicos e profissionais
especializados; aquisições e transferência de propriedade Hudson

2.3.6 Publicação
O art. 21 da Lei n. 8.666 determina que todos os editais com o resumo das
licitações sejam publicados nos Diários Oficiais (Diário Oficial da União, Diário Oficial
do Estado ou do Distrito Federal) e em jornais de grande circulação.
Além disso, o anúncio de concurso deve indicar o local onde os concorrentes
interessados poderão obter uma cópia completa do edital de licitação e o período de
tempo mínimo para a recepção das propostas nos vários modos diferentes de
licitação.

2.3.7 Modos de licitação

Os modos de licitação incluem licitação (concorrência); tarifação (tomada de


preços); convite; concurso; e leilão. Os parágrafos 1 a 6 do art. 22 definem cada
modalidade de licitação. Licitações, preços e convites são determinados de acordo
com o valor estimado do contrato futuro.

2.3.8 Isenções

O art. 24 da Lei n. 8.666 enumera as situações dispensáveis de licitação, por


sua vez o art. 25 identifica as situações em que a licitação não é necessária porque
a licitação não é viável. 

2.3.9 Requisitos 

Os licitantes devem estar legalmente estabelecidos ou representados no país,


para que possam participar de processos de licitação pública para contratos
governamentais. Para participar do processo de licitação, os interessados deverão:
“Apresentar apenas a documentação relativa à autorização legal; qualificação
técnica; qualificação econômica e financeira; conformidade tributária; e atendimento
ao disposto no art. 7 (XXXIII) da Constituição Federal” segundo caio
O art. 28 da Lei n. 8.666 especifica a documentação necessária para
comprovar a autorização legal. A documentação relativa à conformidade fiscal
encontra-se listada no art. 29, e os arts. 30 e 31 tratam, respetivamente, da
documentação relativa às qualificações técnicas e financeiras. 

2.3.10 Documentação

A documentação exigida para a habilitação poderá ser apresentada no


original, por qualquer meio de cópia com firma reconhecida em cartório ou servidor
competente, ou por publicação na imprensa oficial.
Ao participar de licitações internacionais, as empresas estrangeiras que não
operem no país devem cumprir, na medida do possível, o disposto no art. 32 da Lei
n. 8.666 por meio de documentos semelhantes, autenticados pelos respectivos
consulados e traduzidos por tradutor oficial, e deve ter representação legal no Brasil
expressamente autorizada para receber serviço e responder administrativa ou
judicialmente. carla
2.3.11 Joint Ventures

Quando o concurso público permitir a participação de empresas em


consórcios (joint ventures), deverão ser observadas as seguintes regras:

- Prova de compromisso público ou privado para constituição de joint


venture, que deverá ser firmado pelas empresas participantes;
- Indicação da empresa que será responsável pela joint venture no Brasil,
que deverá atender às condições de liderança estabelecidas no edital de
licitação;
- Na joint venture de empresas brasileiras e estrangeiras, a liderança deve
ser obrigatoriamente exercida pela empresa brasileira, observado o disposto
no art. 33 (II) da Lei n. 8.666; e 
- O licitante vencedor fica obrigado a promover, antes da celebração do
contrato com o poder público, a constituição e o registro do consórcio, de
acordo com o compromisso a que se refere o art. 33 (I) da Lei n. 8.666.

O sourcing doméstico é justificado pelos Princípios Constitucionais que


determinam que as compras governamentais devem ser feitas por meio de licitações
públicas reguladas por lei federal; que as pequenas empresas brasileiras gozam de
tratamento preferencial; e que o mercado interno é considerado patrimônio
nacional. Alguns setores são regulados por normas específicas, mas nenhuma
entidade governamental está isenta de licitações públicas.
A regulamentação federal define o processo de licitação pública e seus vários
modos e formatos, sua aplicabilidade e suas restrições, exceções e isenções. A
proposta mais vantajosa para o governo ganha o contrato. No entanto, se houver
empate, os bens e serviços brasileiros terão preferência.
Alinhado aos Princípios Constitucionais, o Brasil não assinou o Acordo
Plurilateral sobre Compras Governamentais da Organização Mundial do
Comércio. No entanto, empresas estrangeiras podem participar de licitações de
contratos governamentais, desde que legalmente estabelecidas ou representadas no
país.

Em 12 de março de 2020, o governo brasileiro publicou a Lei n. 356/2020, que


dispõe sobre a regulamentação e implementação de medidas para tratar o novo
coronavírus (COVID-19) como emergência de saúde pública caca
Estudos sugerem que o vírus, que causa infecções respiratórias graves, é
transmitido por gotículas respiratórias liberadas pela tosse ou espirro. A transmissão
pode ocorrer por contato direto, por exemplo, apertando as mãos, ou indiretamente
tocando a boca, nariz ou olhos após tocar em uma superfície ou objeto contaminado
cece
A Organização Mundial da Saúde declarou o COVID-19 uma emergência de
saúde pública de importância internacional em 30 de janeiro de 2020. O governo
brasileiro, na Lei n. 188/GM/MS, declarou o surto como emergência de saúde
pública de importância nacional em 4 de fevereiro de 2020, de modo que a Lei
13.979 de 2020, estabeleceu medidas para lidar com a emergência. 
A Lei n. 356/2020 dispõe sobre a regulamentação e implementação das
medidas do art. 3 da Lei 13.979/2020.
As principais medidas do ato e seus requisitos são:
a) Isolamento: a necessidade de isolamento deve ser determinada por um
agente de vigilância sanitária;
b) A preferência pelo isolamento em casa, que também pode ser feito em
hospitais públicos ou privados, conforme recomendação do médico;
c) Após a determinação médica da necessidade de isolamento, o paciente deve
assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido no qual declara que foi
devidamente informado pelo médico da necessidade de isolamento durante o
número de dias estipulado, bem como das possíveis consequências do não
cumprimento desta medida;
d) Quarentena: a necessidade de quarentena deve ser apurada por meio de ato
administrativo formal e motivado, editado pelo órgão competente, publicado no
Diário Oficial da União e amplamente divulgado pela mídia;
e) Violação das medidas de isolamento e quarentena: o infrator pode ser
responsabilizado, nos termos da lei e os médicos e agentes de vigilância sanitária
devem denunciar as infrações às autoridades e ao Ministério Público; e
f) A solicitação de bens e serviços de pessoa física ou jurídica: a determinação
da necessidade deve ser feita pelo órgão competente da esfera administrativa
correspondente. O indivíduo ou empresa que prova os bens ou serviços deve ser
compensado de forma justa.
A análise comparativa das taxas de infecção e mortalidade do novo
Coronavírus (COVID-19) não permite nenhuma outra conclusão, exceto que o Brasil
será um dos países mais afetados pela doença. Os resultados terão um impacto
devastador na população atingida, na economia brasileira e, sobretudo, no Sistema
Único de Saúde (SUS) e sua capacidade de captação de novos pacientes.
Ao lidar com tal situaçõe única, o direito público tem um papel fundamental,
ao abordar as complexidades da sociedade e, por outro lado, ao abordar a crise
econômica.
Quanto ao combate ao vírus, o documento oficial produzido até o momento é
a Lei nº. 13.979, 6 de fevereiro de 2020 (Lei Coronavírus). Com o surto, os serviços
prestados tiveram que ser revistos, padronizando diretrizes para aplicabilidade no
Brasil, ampliando sua finalidade.
A emenda ao Coronavirus Act vem com a Ordem Executiva No. 926, de 20 de
março de 2020 (MP 926), e sua constituição também foi homologada in limine, nos
termos da ADIn 6.341 / DF. Entre outras disposições, a MP 926 introduziu a seção 8
no artigo 3 da Lei, garantindo que quaisquer medidas tomadas dentro do regime
anti-covid-19 devem proteger o exercício e desempenho de obras públicas e funções
essenciais.

A provisão foi regulamentada simultaneamente pela Proclamação nº 10.282 e 20 de


março de 2020 (Declaração do Coronavírus). O regulamento estipula que a lei de
conteúdo estabelecida na Lei Coronavirus não pode afetar serviços públicos
essenciais, funções essenciais e não essenciais para atender às necessidades
públicas inevitáveis, ou seja, além de sobrevivência, saúde e segurança de pessoas
vulneráveis, incluindo cadeias relacionadas de serviços, suporte e serviços
relacionados.

A lista de serviços elegíveis ao abrigo do mandato inclui, entre outros: (i) serviços de
saúde; (ii) assistência social; (iii) segurança pública e privada; (iv) proteção nacional
e social; (v) transporte de passageiros, incluindo operações; (vi) telecomunicações e
Internet; (vii) saneamento; (viii) geração, transmissão e distribuição de energia; (ix)
iluminação pública; (x) agenciamento de frete, incluindo serviços de entrega; (xi)
controle de ar, água e tráfego; e (xii) mercados de capitais e mercados de seguros;
sem prejuízo de outras funções, o Comitê de monitoramento e monitoramento de
resultados da Covid-19 pode descrevê-lo como importante.

O anúncio vem em boa hora, pois grande parte dos atos sendo revitalizados em três
instâncias federais, visando declarar emergências públicas, promover o isolamento
social, bloquear serviços públicos, e de serviços, ameaçam prejudicar prestadores
privados de serviços essenciais com insegurança jurídica. com mensagens de tal
hipertrofia regulatória.

Como regra geral, a lei Coronavirus agora prevê que "restrições a serviços públicos
e serviços essenciais, incluindo aqueles que são regulamentados, concedidos ou
autorizados, só podem ser aceitos para um ato específico e desde que previamente
com a Autoridade de Controle ou Cessão ou Autorização" (artigo 3, parágrafo 3) 6).

A MP 926 também se enquadra no cronograma de licitações previsto pela lei de


licitações de caráter epidêmico, (i) para especificar que os bens adquiridos não
precisam ser novos, desde que suas condições de uso sejam confirmadas pelo
fornecedor; (ii) a distribuição da preparação de cursos básicos, no caso de bens e
serviços em geral, e permitir a entrega de extrato simplificado do extrato ou plano
básico, a bens e serviços complexos; (iii) reduzir pela metade os termos de compra
de bens ou serviços por meio da venda de energia elétrica ou bens pessoais; e (iv)
aumentar a quota do Governo para fornecer adicional ou deduzido da emissão
acordada para 50% do montante original.

Além disso, a extensão das isenções previstas pela lei previa a extensão para incluir
serviços de engenharia, incluindo fornecedores que foram declarados inaptos para
celebrar um contrato com o Governo (desde que apenas fornecedores ou serviços
sejam fornecidos), processo de licitação pública, se houver

3726/5000
Limite de caracteres: 5000
no caso de haver restrições a fornecedores potenciais.

A medida abre caminho para a inclusão de contratos com empreiteiras, reformas e


ampliação de hospitais, alinhamento com outros elementos públicos na construção
de novos leitos e outras formas de reparar ou reduzir o SUS que está próximo do
colapso. A dispensa também estará envolvida na compra de ventiladores (se
usados), vogentes de teste, equipamentos de proteção, medicamentos, insumos de
P&D, novos medicamentos ou uso de segunda linha de medicamentos existentes.

Também importante, porém, a ferramenta prevista na Lei Coronavírus são as


aplicações administrativas, que podem apoiar, enquanto persistir o problema, a
utilização pelo Governo de instalações privadas como hospitais, leitos, hotéis, navios
de cruzeiro, estádios, clubes e estádios, além de máscaras cirúrgicas, -rons aventais
ou anti-sépticos de higiene. Serviços como treinamento em novas tecnologias de
tecnologia e serviços médico-hospitalares podem frequentemente estar sujeitos a
solicitações administrativas. É importante frisar que a taxa deve ser aprovada,
fortemente integrada no combate à epidemia, e devemos garantir a posterior
indenização aos solicitados por bens ou serviços, ainda que o reconhecimento
dessa indenização possa ser uma fonte de futuro. conflitos.

Alguns metais são feitos gradualmente em linha com a economia da crise. A


primeira área a receber tratamento médico de emergência foi o transporte aéreo, o
que resultou na Ordem Executiva nº 925 (MP 925), 18 de março de 2020 foi
anunciado. A medida necessária, por outro lado, para garantir certa liberdade
financeira nos aeroportos sob aprovação do governo, permitirá que quaisquer
doações concluídas e flexíveis (especialmente taxas permitidas), adequadas até
2020, sejam pagas até o final do ano. Por outro lado, o MP 925 confirmou que os
voos podem ser devolvidos dentro de 12 meses após serem afetados pela epidemia.

Outras medidas já foram tomadas, como a abolição do imposto de renda pessoa


jurídica (principalmente no regime do Simples, nos termos do Decreto 152 do Comitê
de Gestão do Simples Nacional) ou o plano de combate à pobreza do BNDES,
incluindo suspensões totais, semestrais, pagamento de juros e principal nas
compras diretas e aumento indireto de banco ou crédito para pequenas, médias e
micro empresas.

Outro procedimento adequado é a publicação da Legislação n.º 6/20, que, nos


termos do artigo 65.º da Lei Fiscal, trata da emergência nacional, com vista à
redução da legislação orçamental e obtenção de resultados fiscais para
consolidação. alocação estratégica de recursos públicos em relação a este desastre.

É claro que o caixão do estado está usando o poder anti-covid-19 em todas as suas
formas. É importante, no entanto, que os remédios sejam tratados de maneira
adequada, eficaz, eficiente e sensata. A ênfase na dosagem, especialmente em seu
abuso, terá consequências negativas. Pegar o vírus agora é a coisa mais importante
do país, porém é um caminho longo e difícil de vencer. Como Winston Churchill
lembrou em seu primeiro discurso como primeiro-ministro, devidamente nomeado
para lutar contra a maior ameaça à civilização mundial, "sem vitória não há
sobrevivência".

...........................

A declaração de emergência do município de São Paulo (Decreto nº 59.283 / 20), de


17 de março, expõe o aspecto definitivo da crise global revelada pelo coronavírus
(covid-19): seus efeitos em diversos trechos do direito brasileiro e estrangeiro.

Entre os vários desafios colocados nesta revisão legal estão a intolerância das
obrigações contratuais e a perda de cumprimento dos contratos comerciais, a
potencial responsabilidade dos empregadores e / ou prestadores de serviços que
infectam as suas instalações, ou o alto risco de inadimplência e responsabilidade por
dívida corporativa.

A epidemia também tem muitas implicações para o direito público no Brasil, que
decorrem principalmente (i) da necessidade urgente de leis e regulamentos
específicos para lidar com esta crise social; (ii) conflitos potenciais dentro, por um
lado, das medidas propostas para prevenir a poluição e, por outro lado, direitos
individuais ou outros aspectos do sistema jurídico brasileiro; e (iii) as consequências
da crise no serviço público, no setor de infraestrutura e em qualquer um dos seus
prestadores independentes.

A regulamentação destinada ao tratamento do coronavírus tem como base a


Portaria 188 da Secretaria de Saúde, de 3 de fevereiro de 2020, que trata da
declaração de emergência em saúde pública de importância nacional (conforme
Proclamação nº 7.616 / 11). As regras ministeriais inicialmente procuraram emitir
diretrizes para as autoridades de saúde e higiene conterem a epidemia.

Imediatamente após a declaração da emergência, 6 de fevereiro de 2020, Lei nº


13.979 (Lei do Coronavírus, posteriormente administrada pela Portaria MS nº 356,
de 11 de março) foi aprovada, prevendo medidas covid-relacionadas - 19 surtos, tais
como: (i) a provisão de segregação, colocação familiar, liberdade condicional e
fiscalização, ou fechamento temporário de fronteiras do Brasil; (ii) a proibição da
emissão de bens e serviços destinados ao atendimento de emergências e a
autorização para solicitação de bens e serviços de pessoas físicas e jurídicas
(hospitais de alta particularidade, sem necessidade de celebração de contrato
administrativo, e profissionais de saúde, sem construção de vínculo trabalhista),
desde que assegurada a devida indenização; e (iii) a obrigação, mesmo por pessoas
jurídicas de direito privado, de divulgar informações que possam afetar a
identificação de pessoas infectadas ou suspeitas de estar infectadas com o vírus
covid-19, se solicitado pelo agente de saúde.

Após a declaração oficial da epidemia de coronavírus pela Organização Mundial da


Saúde (OMS) em 11 de março, uma série de decisões estaduais (e até municipais)
foram acrescentadas, assim como a última declaração de emergência do município
de São Paulo. no sistema de governo. Entre as províncias com proteção
emergencial estão: (i) Minas Gerais (Proclamação nº 47.886, de 12 de março de
2020); (ii) São Paulo (Proclamação nº 64.862, de 13 de março de 2020); (iii) Rio de
Janeiro (Proclamação nº 46.970, de 13 de março de 2020); (iv) Rio Grande do Sul
(Resolução nº 55.115, de 13 de março de 2020); (v) Espírito Santo (Resolução nº
4.593-R, de 13 de março de 2020); e (vi) Distrito Federal (Resolução nº 40.520, de
14 de março de 2020).

As disposições das leis estaduais acima variam de incorporação, em sistemas


jurídicos estaduais, às disposições e serviços contidos na Lei Coronavirus; emitir
diretivas vinculativas para agências e organizações governamentais, sobre a
organização de eventos, joint ventures e fases durante um período de tempo.
Algumas disposições, no entanto, são proeminentes, especialmente no Distrito
Federal e nos estados do Rio de Janeiro. Instrumento brasiliense, em seu artigo 5º,
afirmava que seria entendido como abuso de poder econômico elevar preços, sem
motivo aparente, a fim de aumentar os lucros com insumos e serviços relacionados
ao combate à covid-19 (tanto na Lei 12.529 / 11 quanto no Decreto nº 52.025 / 63). A
Declaração do Rio de Janeiro, prevê, em seu artigo 6º, que “as pessoas jurídicas
privadas que prestam serviços públicos em geral devem considerar as melhores
práticas prestadas pela Organização Mundial da Saúde”.

No entanto, apesar da gravidade da emergência do país (social, econômica e


política), podem surgir disputas sobre intervenções propostas com conteúdo covid-
19, especialmente remédios mais potentes, como hospitalização para pessoas com
poluição ou fechamento forçado de instalações comerciais.

Por outro lado, há quem argumente que, mesmo nessas circunstâncias, restrições
estritas aos direitos humanos, como a liberdade de circulação ou de circulação,
podem requerer uma declaração de urgência, com vista a "preservar ou acelerar o
repatriamento, em áreas restritas e restritas, ordem social ou paz social ameaçadas
pela instabilidade institucional". grave e iminente ou afetado por desastres naturais
”(de acordo com o Artigo 136 da Constituição Financeira). Por outro lado, pode-se
dizer que no equilíbrio entre os direitos individuais e os direitos combinados à saúde,
proteção, segurança e assistência, estes acabarão prevalecendo, especialmente em
uma crise crítica.

Outras questões jurídicas a serem tratadas incluem a regulamentação das


recomendações feitas por várias autoridades públicas na situação atual (como o
próprio Ministro da Saúde, governadores, prefeitos e serviços de emergência em
vários níveis), além das consequências jurídicas decorrentes disso, especialmente
com a gestão da dívida, pelo menos no setor público.

Do ponto de vista do direito público brasileiro, o surto de coronavírus apresenta


desafios significativos relacionados à prestação de serviços públicos e infraestrutura
pública crítica por parceiros privados. Os exemplos incluem riscos como (i)
frustração com a seleção de serviços em acordos contratuais, seja por queda
automática na distribuição de pessoas ou pela entrada forçada de uma hora para
casa para evitar infecção; . ou (iii) um aumento geral nos riscos identificados pelas
agências de classificação que afetam a comercialização dos projetos do programa.
Um exemplo claro desses riscos é o sistema de medidas emergenciais que está
sendo considerado pelo governo federal para fornecer assistência financeira às
companhias aéreas.

Embora o tratamento de cada caso dependa principalmente de como esses riscos


foram tratados em contratos específicos, algumas instituições encontrarão algumas
semelhanças e devem ser levadas aos órgãos judiciais e administrativos. A
aplicação de disposições ilegais (onde a China sozinha emitiu mais de US $ 38
bilhões em certificados de isenção de contratantes por quebra de contrato),
circunstâncias imprevistas e pedidos de recuperação econômica e financeira devem
contribuir para a aceitação dos contratos e permitir a continuação dos serviços
afetados