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MEDICINA DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

FREQUÊNCIA CARDÍACA
E EXERCÍCIO FÍSICO
Durante um jogo de futebol, tanto os atletas quanto os amigos que se reúnem em um fim
de semana, assim como os jogadores da seleção brasileira que este mês começa a disputar
mais uma Copa do Mundo, apresentam grandes variações no ritmo dos batimentos do coração.
Estudos sobre esse ritmo – a frequência cardíaca – em condições de repouso e de exercício
fornecem informações relevantes sobre o funcionamento do coração, que podem ser úteis
no treinamento de atletas de diferentes esportes e no desenvolvimento de novas formas
de diagnóstico e de tratamento para disfunções e doenças desse órgão.
Este artigo reúne alguns resultados dessas pesquisas, que derrubam mitos
e apontam caminhos para um estilo de vida mais saudável.

Claudio Gil S. Araújo


Programa de Pós-graduação em Educação Física, Universidade Gama Filho,
e Clínica de Medicina do Exercício (Clinimex)

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O
coração humano é um órgão com- da frequência cardíaca. Esta é controlada primaria-
plexo, com duas bombas que fun- mente – e de modo involuntário – pelos dois ramos
cionam no mesmo ritmo. Seu lado do nosso sistema nervoso autônomo, com o ramo sim-
direito bombeia sangue venoso pático acelerando os batimentos e o parassimpático
para os pulmões, onde ocorre a (ou vago) freando. Em geral, esses dois componentes
eliminação do gás carbônico e a atuam ao mesmo tempo, quase sempre com algum
absorção do oxigênio pelos glóbu- grau de intensidade e de modo antagônico. Uma
los vermelhos, e seu lado esquerdo bombeia o sangue simples medida da frequência cardíaca nos informa
renovado para o restante do corpo, fornecendo oxi- bastante sobre o funcionamento do coração.
gênio e outros nutrientes vitais para tecidos e órgãos. Atletas de modalidades esportivas aeróbicas, como
O coração é uma bomba de fluxo intermitente, dife- nadadores, corredores de longa distância, ciclistas,
rentemente das bombas usadas para retirar água de remadores e praticantes de triatlo, tendem a apre-
um poço ou encher a caixa d’água no alto de um sentar frequência cardíaca de repouso mais baixa
edifício, que apresentam fluxo contínuo. que a de indivíduos sedentários. Exercício aeróbico
Um ciclo cardíaco (um ‘batimento’) tem dois é aquele em que as exigências de energia dos mús-
períodos distintos: um de enchimento, denominado culos são supridas predominantemente por proces-
diástole, e outro de esvaziamento ou de bombeamen- sos metabólicos que usam o oxigênio obtido por meio
to propriamente dito, chamado de sístole. A vazão da respiração. Normalmente, esse tipo de exercício
cardíaca, tecnicamente conhecida como ‘débito car- dura vários minutos, e pode chegar a horas. Em
díaco’, é, portanto, o produto de duas variáveis: o nossa experiência, já encontramos um maratonista
número de vezes em que o coração se contrai, ou de elite com frequência cardíaca de apenas 27 bati-
bate (frequência cardíaca), e o volume de sangue mentos por minuto em repouso (bpm), enquanto em
ejetado pelo órgão em cada sístole (volume sistólico). adultos saudáveis e não atletas costuma ficar entre
O cálculo do débito cardíaco é baseado no volume 60 e 80 bpm. A bradicardia (frequência mais baixa)
bombeado por um dos lados do coração. de repouso pode ser identificada após alguns meses
Um fato importante é que o coração funciona de treinamento aeróbico em indivíduos previamen-
como uma bomba inteligente, ou seja, sua vazão te sedentários. Além disso, indivíduos fisicamente
foto DaviD Gray/reuters

(normalmente medida em litros de sangue ejetados treinados e saudáveis, assim como os jovens, tendem
por minuto) é ajustável, dentro de certos limites, às ne- a apresentar maior variação da frequência cardíaca
cessidades do organismo. Esse ajuste ocorre por meio em repouso, em especial ao respirar de forma lenta
de variações do volume sistólico e principalmente e profunda. 

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Ao menos em parte, essas adaptações ao treinamento Figura 1. Curvas de frequência cardíaca de um homem
devem-se a modificações do controle que o sistema nervo- de cerca de 50 anos ao longo de duas meias-maratonas (21 km),
so autônomo exerce sobre o coração. Ao contrário do que em Kosice, na Eslováquia (linha laranja), e no Rio de Janeiro
muitos leigos pensam, uma frequência cardíaca em repou- (linha azul). Esse indivíduo manteve-se, na maior parte da prova,
abaixo do seu limiar anaeróbico de 178 batimentos por minuto,
so muito constante e que não varia com a respiração não
superando esse valor apenas no final dos dois percursos
é saudável e pode indicar disfunção do sistema autôno­- (o que é normal em corridas longas)
mo, mais frequentemente associada ao diabetes melito e a
doenças das artérias coronárias.
No imaginário popular, o coração destaca-se entre os
órgãos do corpo, sendo muitas vezes considerado o centro por exemplo) e multiplicando o número de pulsações (por
das emoções. Essa ideia equivocada se explica, ao menos seis, no mesmo exemplo) para obter o total em um minuto.
em parte, pelo fato de que, quando sentimos alguma emo- O avanço da tecnologia, porém, trouxe os monitores de fre-
ção mais intensa, é no coração e não no cérebro que per- quência cardíaca, ou frequencímetros. Usados como relógios
cebemos os efeitos: os batimentos mais fortes e mais rápidos. (alguns até mostram as horas), esses equipamentos captam,
Neste artigo, exploraremos conceitos e mitos sobre o com- por ondas de rádio, sinais emitidos por sensores de uma
portamento da frequência cardíaca no exercício físico, cinta presa ao tórax, determinando precisamente a frequên-
adicionando, aqui e ali, resultados das nossas pesquisas cia cardíaca.
nos últimos 35 anos sobre esse tema. Atualmente, há grande diversidade de fabricantes e de
modelos de monitores de frequência cardíaca, alguns deles,
mais sofisticados, capazes inclusive de medir e gravar a

Uso popular das medidas duração de cada ciclo cardíaco durante todo o exercício fí-
sico. A maioria, no entanto, apresenta no visor uma fre­

de frequência cardíaca quência cardíaca média efetiva dos últimos poucos segundos,
reduzindo ou eliminando sinais incorretos causados por
Em passado não tão distante, profissionais de saúde e pra- fatores mecânicos (mau contato da cinta com o tórax, por
ticantes de exercício físico literalmente contavam o pulso exemplo) ou por alguns batimentos irregulares, conhecidos
para determinar a frequência cardíaca. Sentindo nas pontas como extrassístoles. Esses aparelhos popularizaram a moni-
dos dedos as pulsações de artérias periféricas, como a radial toração da frequência cardíaca durante o exercício físico,
(no punho, mais adequada) e a carótida (no pescoço, menos em especial por aqueles que querem um controle mais pre-
apropriada), em intervalos curtos de tempo (10 segundos, ciso da intensidade do esforço realizado.

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Medindo e usando a Quando o teste de exercício é feito com coleta e análise

frequência cardíaca máxima de gases expirados, também é possível obter outros indica-
dores importantes de desempenho físico, como o limiar
Durante o exercício, a frequência cardíaca tende a aumen- anaeróbico, definido, de forma simplificada, como a inten-
tar, mas há um limite a partir do qual, mesmo com o au- sidade do esforço na qual os músculos começam a obter
mento da intensidade do esforço, ela não sobe mais. Esse energia por meio de processos metabólicos que não usam
valor é chamado de frequência cardíaca máxima e tende a oxigênio (ou seja, é o limite em que os processos baseados
diminuir lentamente a partir dos 20 anos de idade. Algu- nesse elemento não são mais suficientes para gerar a ener-
mas fórmulas para estimar a frequência máxima se popu- gia necessária para o esforço). O limite anaeróbico é alcan-
larizaram, como diminuir a idade (em anos) do número çado, por exemplo, em modalidades esportivas que exigem
220, mas têm margem de erro grande, já que essa frequên- grande esforço concentrado e relativamente prolongado,
cia assim estimada pode apresentar amplas variações de como algumas provas de corrida com duração entre dois e
um indivíduo para outro. Isso pode ser ilustrado por dados cinco minutos (800 m e 1.500 m, por exemplo).
obtidos, em nossos estudos, com 218 jogadores profissionais A identificação da frequência cardíaca em que ocorre o
de futebol: a frequência cardíaca máxima desses atletas limiar anaeróbico permite prescrever, com maior precisão,
variou de 163 a 217 bpm, com média de 193 bpm. a intensidade de exercício e o ritmo de batimentos que não
Considerando essa variabilidade, não é incomum en- deverão ser excedidos em um treinamento físico primaria-
contrar frequência cardíaca máxima ao redor de 200 em mente aeróbico. Essa informação é relevante tanto para um
indivíduos de 30 ou 40 anos, sem que isso represente uma atleta quanto para um portador de doença coronariana que
anormalidade clínica ou mesmo estatística. Na verdade, esteja participando de um programa de exercício super­
valores relativamente altos dessa frequência máxima para visionado.
uma dada idade provavelmente sugerem um coração ‘mais
jovem’, sendo vistos como sinais clínicos favoráveis, indica-
dores de vida mais longa e não de doença ou risco de infarto
ou morte. Na prática, um coração saudável pode chegar várias
Esforços longos ou com
vezes ao seu máximo sem ‘quebrar’ ou ser danificado.
Para descobrir a frequência cardíaca máxima de um
alternância de ritmo
indivíduo, é necessário submetê-lo a um esforço muito Em um exercício prolongado e de ritmo constante, como
intenso, que leve à exaustão em alguns minutos. Isso é uma caminhada com mais de 30 ou 40 minutos de duração,
feito com maior frequência por meio de um teste de exer- pode ocorrer um aumento lento e progressivo da frequência
cício máximo (chamado por alguns de teste ergométrico), cardíaca, mesmo quando não aceleramos o passo. Esse fe-
no qual o indivíduo realiza um esforço contínuo, com in- nômeno, conhecido como cardiovascular drift (‘desvio car-
tensidade progressivamente crescente, em esteira rolante diovascular’, em tradução livre), parece depender da neces-
ou em ‘bicicleta’ ergométrica. Estudos do nosso grupo de sidade de troca de calor e resulta da desidratação e do maior
foto David Gray/Reuters

pesquisa indicam que a motivação do indivíduo sendo desvio de sangue para a pele. Como o volume de sangue
testado e a experiência do avaliador são fatores determi- circulante diminui, o fluxo em cada sístole também cai e,
nantes para a obtenção da verdadeira frequência cardíaca para manter constante o débito cardíaco, é preciso um au-
máxima em um teste de exercício. mento proporcional do número de batimentos. 

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Figura 2. A curva de frequência cardíaca


de um jogador de futebol, durante um dos
tempos de um jogo, mostra claramente como o
ritmo dos batimentos sofre grandes variações

Isso é menos evidente na natação e no ciclismo de rua,


nos quais a eliminação do calor produzido pelo metabolis- Ritmo dos batimentos na
mo é facilitada pelas condições externas, e mais evidente
nas aulas de spinning e nas corridas de longa duração ao transição repouso-exercício
ar livre, quando o estresse térmico tende a ser bem maior. Entre as respostas fisiológicas da frequência cardíaca
Na prática, quando a frequência cardíaca começa a aumen- ao exercício, talvez a mais interessante seja a rápida
tar muito rapidamente com dificuldade em manter o de- aceleração inicial. Quando um movimento é inicia-
sempenho físico, é sinal importante para reduzir o ritmo do, as articulações e os tendões e músculos enviam
ou até para interromper o exercício. instantaneamente para o cérebro informações ner-
A aplicação prática desses conceitos pode ser ilustrada vosas e, em menos de um segundo, a atividade do
com as curvas de frequência cardíaca de um homem sau- sistema autônomo parassimpático – que ‘freia’ os
dável, com cerca de 50 anos e fisicamente treinado, ao batimentos do coração – é substancialmente redu-
longo de duas meias-maratonas (figura 1). Esse indivíduo zida, o que resulta em aumento da frequência
tem frequência cardíaca máxima de 204 bpm e frequência cardíaca. Nossas pesquisas trouxeram várias
de limiar anaeróbico de 178 bpm. A primeira prova, em contribuições para uma melhor compreen-
Kosice (Eslováquia), onde a temperatura ambiente média são dessa resposta.
era de 13ºC, foi completada em 1h56min01s, e a frequência Utilizando drogas capazes de
cardíaca média foi de 173 bpm. A segunda, no Rio de Ja- bloquear isoladamente os ramos
neiro, com temperatura média de 27ºC, foi completada em simpático e parassimpático do
1h58min37s, e a frequência média ficou em 177 bpm. sistema nervoso autônomo,
Os dados indicam um desempenho um pouco pior e comprovamos que a acelera-
uma frequência cardíaca média levemente mais alta na ção da frequência cardíaca
prova realizada no Rio de Janeiro, em especial na primeira nos primeiros quatro segun-
metade do trajeto, decorrente da temperatura ambiente mais dos, ao pedalarmos ra­pi­da­
elevada. Observa-se ainda que esse corredor procurou não mente em uma ‘bicicleta’
exceder o seu limite anaeróbico, de 178 bpm, na quase ergométrica sem resis-
totalidade dessa prova, tornando-a mais rápida e, também, tência (desligada
razoavelmente confortável e clinicamente segura.
Algo diferente ocorre nos casos em que a intensidade
do exercício varia muito, como ao jogar futebol, dançar ou
lutar judô. Nessas situações, a frequência cardíaca compor-
ta-se de modo similar, variando de acordo com a intensi-
dade do esforço (figura 2). Monitorando a frequência de
jogadores profissionais, durante uma partida de futebol,
observamos que, nos momentos mais acirrados da disputa,
eles atingem por alguns instantes valores bem próximos
aos da fre­quência máxima obtida em testes de exercício
no laboratório. De fato, não é incomum que, em função
do estresse térmico (calor e umidade elevados) e psico-
lógico (torcida e caráter competitivo), esses atletas
alcancem, em situações de jogo, valores de frequên­
cia máxima mais altos que aqueles obtidos em
um laboratório adequadamente climatizado e em
condições de menor estresse psicológico.

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pedais. Respostas idênticas de aceleração inicial

foto GUSTOIMAGES/SCIEN CE PHOTO LIBRARY/SPL DC/Latinstock


da frequência cardíaca foram também obtidas quan-
da cor­rente elétrica do diversas formas de exercício foram comparadas: mover
ou sem carga adicio- as pernas ou mover os braços com rapidez, ou ainda elevar
nada) é causada ex­ os joelhos rápida e alternadamente.
clusi­va­mente pela di- A avaliação de mais de 700 atletas no teste de quatro
minuição da atividade segundos gerou outros dados interessantes. Os atletas ten-
do ramo parassimpático. dem a ter um predomínio parassimpático em repouso, de
A variação típica da fre­ modo que, com o exercício, esse ‘freio’ é mais rapidamente
quência cardíaca nessa removido e a frequência cardíaca torna-se mais acelerada do
avaliação, chamada de ‘teste que nos indivíduos saudáveis e não atletas da mesma idade.
de quatro segundos’, alcança No entanto, atletas de esportes com acen­tuada variação de
en­tre 30% e 40%, passando, ritmo, como aqueles com bola e as lutas marciais, quase
por exemplo, de 75 para 100 sempre mostram nesse teste maior aumento da frequência
bpm. Essa resposta da frequência cardíaca, em relação a não atletas. Entre os atletas do segun-
ao início do exercício tende a di- do grupo também podem ocorrer diferenças. Um exemplo é
minuir com o envelhecimento, em o dos jogadores de futebol que se destacam pela capacidade
especial após os 70 anos. de suportar alternância do ritmo de jogo – caso daqueles
Na presença de certas enfermidades – conhecidos como ‘laterais’. Esses atletas conseguem, às ve-
diabetes, doença das artérias coronárias e zes, mais do que duplicar a fre­quência cardíaca em apenas
doença de Chagas – e mesmo em condições quatro segundos de pedalada rápida e sem carga.
físicas desfavoráveis, como cintura muito As informações obtidas com o teste de quatro segundos,
larga e excesso de gordura corporal, essa res- assim como os dados das avaliações da frequência cardíaca
posta também é muito reduzida ou eliminada, em indivíduos saudáveis (sedentários ou não), em portado-
o que parece não ser saudável. Nossos dados res de doenças e em atletas de diferentes modalidades es-
preliminares sugerem maior taxa de mortalida- portivas, sejam as de esforço constante ou as de intensida-
de em adultos com mais de 40 anos incapazes de variável, são importantes para uma melhor compreensão
de acelerar normalmente a sua fre­quência cardía- do funcionamento do organismo humano. Além disso,
ca no teste de quatro segundos. podem ter variadas aplicações, não apenas nos esportes,
Interessantemente, essa resposta fisiológica in­ visando melhorar o desempenho dos atletas, mas também
depende da vontade do indivíduo. Utilizando uma – e principalmente – na medicina, permitindo desenvolver
bicicleta de dois lugares, demonstramos que a inibição do novas formas de avaliar o risco e a evolução de disfunções
sistema parassimpático era praticamente idêntica quando e doenças, de identificá-las clinicamente e de tratá-las.  n
o indivíduo pedalava (exercício ativo) ou quando um in-
vestigador sentado no segundo selim pedalava e com isso
movia as pernas do avaliado (exercício passivo) nos outros Sugestões para leitura

ALMEIDA, M. B. & ARAÚJO, C. G. S. ‘Efeitos do treinamento aeróbico sobre a


frequência cardíaca’, in Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 9, nº 2,
p. 104, 2003 (disponível em versão integral em www.scielo.org).
ARAÚJO, C. G. S. ‘Respostas cardiorespiratórias a um exercício submáximo
prolongado’, in Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 41(1), p. 37, 1983
(disponível em www.arquivosonline.com.br).
RAMOS, P. S. & ARAÚJO, C. G. S. ‘Lower cardiac vagal tone in non-obese healthy
men with unfavorable anthropometric characteristics’, in Clinics, v. 65(1),
p. 45, 2010 (disponível em www.scielo.org).
SILVA, B. M.; VIANNA, L.C.; OLIVEIRA, R. B.; RICARDO, D. R. & ARAÚJO, C. G. S.
‘Similar cardiac vagal withdrawal at the onset of arm and leg dynamic
exercise’, in European Journal of Applied Physiology, v. 102(6), p. 695, 2008
(disponível no Portal periódicos Capes).

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