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Universidade Federal do Piauí - UFPI

Centro de Tecnologia-CT
Curso: Engenharia Civil
Disciplina: Materiais de construção II
prof: Almir de Oliveira Pimentel Sobrinho
Aluno : Pedro Francisco Ribeiro de Carvalho Neto

http://www.scribd.com/doc/26620/Teste-Redes-PERT

Trabalho sobre Tintas

TERESINA-PI
2009
TINTAS

1.1 – Conceito:
As Tintas são materiais empregados na pintura das superfícies das paredes,
janelas, portas, etc. com a finalidade de proteger, ornamentar e higienizar. Tem
uma composição química, geralmente viscosa, constituída de um ou mais
pigmentos dispersos em um aglomerado líquido (veículo) que os faz sofrer um
processo de cura (secagem) quando estendida em película, formando um filme
opaco e aderente ao substrato. Esse filme tem a finalidade de proteger e
embelezar as superfícies.

1. 2 – Composição:
Basicamente, as tintas são compostas de resina (veículo), pigmentos, solventes e
aditivos.

•Resinas - Resina é à parte não-volátil da tinta, que serve para aglomerar as


partículas de pigmentos e é responsável pela transformação do produto, do
estado líquido para o sólido, convertendo-o em película. As resinas são
responsáveis pelas propriedades físico-químicas da tinta, determinando,
inclusive, o uso do produto e sua secagem. Assim, por exemplo, temos as tintas
PVA, acrílica, alquídica, acrílica estirenada etc.

•Pigmentos - Material sólido finamente dividido, insolúvel no meio. Utilizado para


conferir cor, opacidade, certas características de resistência e outros efeitos.
São divididos em pigmentos ativos que conferem cor/opacidade e inertes
(cargas) que conferem certas propriedades, tais como: lixabilidade, dureza,
consistência e diminuição de brilho.

•Aditivos - Ingredientes que, adicionados às tintas, proporcionam características


especiais às mesmas ou melhorias nas suas propriedades. Utilizados para
auxiliar nas diversas fases de fabricação e conferir características necessárias à
aplicação. Existe uma variedade enorme de aditivos usados na indústria de
tintas e vernizes, a saber: secantes, anti-sedimentantes, niveladores, antipele,
antiespuma, etc.

•Solventes - Líquido volátil, geralmente de baixo ponto de ebulição, utilizado nas


tintas e correlatos para dissolver a resina. São classificados em: solventes
ativos ou verdadeiros, latentes e inativos.

1. 3 – Fabricação:
A fabricação refere-se a uma série de etapas seqüenciadas onde a
formulação adequada terá de ser rigidamente observada e obedecida.

1. Controle de qualidade da matéria-prima.

2. Pesagem das matérias primas com a formulação


3. Pré-mistura - junção dos pigmentos, aditivos e resinas em dispersores de alta
rotação.

4. Moagem - a pasta obtida na pré-mistura passa pelo equipamento - moinho - para


ser dispersa, uniformemente, em películas finamente divididas. Existem vários
tipos de moinho, o uso de cada um é específico pela característica do produto
em fabricação.

5. Complementação - o produto obtido na moagem, ainda com alto grau de


concentração, é levado para tanques providos de agitadores onde se completa a
formulação, através da adição de solventes, resinas e demais matérias-primas
decorrentes da formulação.

6. Tingimento - é a etapa onde se acerta a cor da tinta para o padrão estabelecido.


7. Controle de Qualidade - nesta etapa os produtos são submetidos a rigorosas
análises para observação a cerca de: viscosidade, brilho, cobertura, cor e
secagem. Após aprovação, é liberado para enlatamento.

8. Enlatamento - os produtos são colocados nas várias embalagens e enviados à


expedição.

1. 4 – Tipos de tintas:
De acordo com o processamento:

As tintas se classificam em tintas que secam por evaporação do diluente e as


que secam por absorção do oxigênio de ar.

De acordo com a aparência:

As tintas podem ser classificadas da seguinte forma:

•Tintas foscas: a base de água e alquídicas;


•A base de água: a cal, de cimento branco, de látex (PVA), de cimento escuro e de
borracha;
•Tintas resinosas: a óleo, esmaltes, vernizes e lacas;
•Tintas para fins especiais: metálicas antioxidantes asfálticas epoxidadas e
diversas.

De acordo com o mercado atendido e tecnologias mais representativas:

As tintas podem ser assim classificadas:

•Tintas imobiliárias: tintas e complementos destinados á construção civil; podem


ser subdivididas em:
Produtos aquosos (látex): látex acrílicos, látex vinílicos, látex vinil-acrílicos, etc.
Produtos base solvente orgânico: tintas a óleo, esmaltes sintéticos, etc.
•Tintas industriais do tipo OEM (original equipment manufacturer). As tintas e
complementos utilizados como matérias primas no processo industrial de
fabricação de um determinado produto; incluem, entre outros os seguintes
produtos:
Fundos (primers) eletroforéticos
Fundos (primers) base solvente
Esmaltes acabamento mono-capa e bi-capa
Tintas em pó
Tintas de cura por radiação (UV), etc.
•Tintas especiais: abrange os outros tipos de tintas, como por exemplo:
Tintas e complementos para repintura automotiva
Tintas para demarcação de tráfego
Tintas e complementos para manutenção industrial
Tintas marítimas
Tintas para madeira, etc.

Quanto à formação do revestimento:

Isto é levando-se em conta o mecanismo da formação do filme protetor e a


secagem ou cura das tintas:

•Lacas: a película se forma através da evaporação do solvente. Exemplos: lacas nitro-


celulósico e lacas acrílicas.
•Produtos látex: a coalescência é o mecanismo de secagem. Exemplos:as tintas látex
acrílicas, vinil-acrílico usadas na construção civil.
•Produtos termos-convertíveis: a secagem ocorre através da reação entre duas
resinas presentes na composição a uma temperatura adequada ( entre 100 a 230
C; os produtos utilizados na industria automotriz e em eletrodomésticos são
exemplos.
•Sistemas de dois componentes: a formação do filme ocorre na temperatura ambiente
após a mistura dos dois componentes ( embalagens separadas ) no momento da
pintura; as tintas epóxi e o os produtos poliuretânicos são os exemplos mais
importantes.
•Tintas de secagem oxidativa: a formação do filme ocorre devido à ação do ar. Os
esmaltes sintéticos e as tintas a óleo usados na construção civil são os exemplos
mais marcantes.

PINTURA

2.1 – Objetivos da pintura:


A maneira mais comum de se combater a deterioração dos mais diversos
tipos de materiais é proteger sua superfícies, aplicando-lhes uma película
resistente que impeça a ação dos agentes de destruição e corrosão. Essas
películas podem ser obtidas pela aplicação de tintas, vernizes, lacas ou esmaltes.

2. 2 – Materiais usados na pintura:


Os materiais usados na pintura podem ser generalizados em tintas de fundo
(seladores usados para isolar a parede), massas (são usados para nivelar e corrigir
imperfeições) e tintas de acabamento. Além desses entram elementos secundários
e corretores tais como os secantes, os solventes e os desodorizantes.

Função dos produtos na pintura:

•Selar:

Os produtos à base de solventes têm maior poder de penetração


do que os à base de látex, entretanto ambos selam a superfície e
funcionam como primeira demão, favorecendo também, economia no
acabamento final.

•Regularizar:

São utilizados produtos altamente pigmentados, onde os mesmos


uniformizam a superfície, permitindo um melhor acabamento.

•Proteger:

São utilizados produtos cuja reação inibe a corrosão da superfície,


possibilitando maior durabilidade.

•Decorar:

Vernizes são produtos que permitem a visualização do fundo na


qual foi aplicado: madeira, pedra, concreto, etc. Tem efeito decorativo,
reduzindo a absorção de umidade, ampliando a vida útil da superfície.

•Selador/ Fundo de preparadores:

Específicos para selar; também regularizam a absorção do


substrato, aumentando a coesão, inibindo a alcalinidade e preparando
a superfície para as demãos de acabamento.

•Massas:

Produto altamente pigmentado regularizam as superfícies para um


acabamento uniforme.

•Primers:

Produto indicado para promover uma melhor aderência do


acabamento ao substrato. Os tipos mais comuns são:
- anticorrosivo: protege superfícies metálicas da corrosão
- surfacer: nivela a superfície para as demãos subseqüentes do
acabamento.
Esmaltes/Tintas de Acabamento
Composição química destinada a proteger e embelezar superfícies, com diversas
opções.
1) Limpeza Geral - limpeza das superfícies para retirar: gorduras, ferrugens,
poeira, água, óleo, etc.
2) Colagens e Correção - correções nas superfícies a serem pintadas, com
emendas, rebocos, colas ou afins.
3) Aparelhamento - pintura inicial (primer) para tapar poros, uniformizar a
absorção e gerar boa aderência ao substrato.
4) Nivelamento - esmassamento para uniformização da superfície a ser
pintada.
5) Pintura - acabamento final confere cor e nobreza à superfície.
6) Brilho - produtos que aumentam o brilho e a resistência das superfícies.

2. 3 – Acessórios para pintura:


Pincéis/Trinchas - Utilizados na aplicação de esmaltes, tintas e vernizes. O
tipo e o tamanho da superfície determinam o tamanho dos mesmos. Os maiores
destinam-se a superfícies planas e grandes e os pequenos para as superfícies
irregulares, cantos e emendas. Sua durabilidade depende da limpeza pós-uso.

Rolos - Encontrados em vários tamanhos e em vários materiais, são


indicados em conformidade com o produto. Os rolos de espuma macia são
utilizados para esmaltes ou vernizes, enquanto que os rolos de espuma rígida são
para textura. Após o uso, devem ser limpos com o solvente utilizado no produto. Os
rolos de lã são indicados para pintura de paredes com látex PVA ou acrílico. Antes
de usá-lo, umedeça-o com água e retire o excesso, sacudindo-o Após o uso, lave-o
com água e detergente.

Espátulas - Utilizadas para remoção de tintas velhas e aplicação de massa.


Desempenadeira de aço usada na aplicação de massa corrida e massa acrílica em
grandes superfícies.

Bandeja - Utilizada em apoio ao rolo de pintura facilita sua molhagem e,


assim, a aplicação do produto.

Pistola - Instrumento de pressão usado na aplicação de esmaltes e


vernizes.

Lixa - Encontrada em vários materiais e granulação, é usada para aumentar


a aderência do produto e uniformizar a superfície.

2. 4 – Tipos de superfícies mais comuns encontrados na


construção civil:
Alvenaria Comum – Tijolo; Bloco de Concreto; Reboco;
Alvenaria Especial – Tijolo Aparente; Concreto Aparente;
Madeira;
Metal Ferroso;
Metal não Ferroso (Alumínio e Galvanizados).

2.5 – Preparações das superfícies:


OBS: Os cuidados prévios devem ser rigorosamente observados em toda e
qualquer superfície. São eles:
- eliminar poeira e gordura, mofo, sabão, umidade, etc;
- retirar partes soltas com pouca aderência, caiação, crostas de tinta antiga, etc;
- corrigir imperfeição, rachaduras, furos, etc.

Alvenaria - Aguardar no mínimo 30 dias para cura total da superfície, sob


pena de apresentar, em curto prazo, problemas de saponificação, calcinação,
embolhamento e descascamento. Rebocos fracos devem receber o preparador de
paredes para evitar problemas de má-aderência e descascamento. Superfícies
bem curadas e coesas não precisam de tintas de fundos, exceto para selagem da
alcalinidade.

Madeira - Aconselha-se selar a parte traseira da madeira antes de a instalar,


para evitar penetração de umidade por esse lado. Selar cuidadosamente os nós,
furos, frestas e junções para eliminar imperfeições e prevenir infiltrações de água. A
madeira deve ser limpa, aparelhada, seca e isenta de óleo, graxa, sujeira, etc.

Ferro/Metal - Eliminar totalmente, através de lixamento, contaminantes que


possam interferir na total aderência do revestimento, inclusive pontos de ferrugem
e partes soltas ou partes de tinta velha, deixando a superfície totalmente limpa,
seca e sem sujeiras ou gorduras.
As superfícies galvanizadas também devem ser limpas, secas e livres de
contaminantes. Um primer específico para o tipo de superfície (ferro/metal) deve
ser aplicado inicialmente (wash primer).

2.6 – Sistema de pintura mais adequado para cada superfície:

a) fundo + massa + acabamento:

É utilizado em superfícies internas que estão em contato com superfícies


que possuem infiltrações, como no caso de jardim de inverno.

b) massa + acabamento:

É utilizado, na maioria das vezes, ao nível de imperfeições estéticas em


superfícies internas. A massa e utilizada para tirar as imperfeições rasas das
superfícies.
c) fundo + acabamento:

Muito utilizado em muros, pois esta em contato direto, geralmente, com


gramas, precisando, dessa forma de um fundo para impermeabilizar. 0 acabamento
é feito ao nível de estética.
2.7 – Aplicações funcionais da cor:
É o uso racional das cores de modo a criar reações subjetivas nas pessoas
que visualizarem a pintura.
A cor é muito importante para a decoração de interiores, por ser um meio de
comunicação poderoso, exprimindo a personalidade de uma pessoa, ao mesmo
tempo em que transmite a mensagem ideal de um ambiente.
Se pretendermos renovar um ambiente, à tinta possibilita que um espaço ou
residência seja pintado para todos os gostos e bolsos.
Branca - Paz espiritual, simboliza a pureza. Abre a consciência para o infinito,
revitaliza o cérebro.
Lilás - sorte, transforma as energias negativas em positivas. Um modesto corte ou
até uma grande infecção, terá sempre na cor lilás uma ação saneadora e força de
cauterização.

Azul - Paz, harmonia em família e simboliza a fidelidade. Regenerador intenso no


tratamento dos problemas ósseo, nervoso e muscular.

Amarelo - Prosperidade, purificação e luminosidade. Contribui de maneira


acentuada na cura de problemas ligados a cálculos renais, biliares e vesiculares.

Rosa - Amor, harmonia e esperança. Dirigido exclusivamente à corrente


sanguínea, funcionando como ativador estimulante e regenerador das funções
cardíacas.

Verde - Saúde, bem estar e estabilidade. Há quem afirme que é a cor do equilíbrio
entre a natureza física e o espírito imortal, normalmente usada para limpeza da
aura. Atua principalmente sobre os órgãos do abdômen.

Vermelho - Energia, força física e vitalidade. Desperta a vontade e induz o ser às


paixões.
Cores suaves são usadas geralmente para dormitórios, porque estimulam o
repouso. A cor atrai a atenção e prende a vista de acordo com o grau de
visibilidade. A visibilidade depende grandemente do contraste e da pureza da cor.
Por exemplo, o amarelo é uma cor de grande visibilidade e torna-se ainda mais
quando tem, no fundo, a sua cor complementar, o azul. De um modo geral, todas
as cores são mais visíveis junto com as suas complementares, desde que estas
sejam suavizadas, ou escurecidas.

2.8 – Defeitos das tintas:


Na escolha do produto é fundamental observar a relação custo x qualidade x
rendimento. A observação das especificações técnicas informadas pelo fabricante
favorece a obtenção de melhor cobertura com maior economia. É essencial a
correta preparação da superfície, uso do fundo recomendado e as instruções para
aplicação do produto. Apesar da qualidade intrínseca no produto, pequenas
alterações podem acontecer decorrentes das condições de armazenamento ou
não-observância das orientações dos fabricantes. Podem acontecer:
Sedimentação:

A parte sólida da tinta se acumula no fundo da embalagem decorrente de


longo tempo de armazenamento. Pode-se resolver este problema
homogeneizando-se o produto, com instrumento ou equipamento adequado.

Cor diferente da cartela de cores:

Devido ao sistema de impressão, as cartelas são confeccionadas com


produtos diferentes daqueles que representam.

Escorrimento:

Ocasionado pela diluição excessiva, aplicação não uniforme, utilização de


solventes inadequados, repintura sobre a demão anterior ainda úmida, temperatura
ambiente baixa.

Secagem diferente:

Pode ser decorrente da baixa temperatura (abaixo de 15°C) excessiva


umidade relativa do ar, provocando o retardamento da secagem. Ainda, o preparo
incorreto da superfície, onde contaminantes como óleo, cera, graxas, etc,
prejudicam a eficiência do produto.

Cobertura deficiente:

Pode ser causada pela diluição excessiva ou insuficiente, não


homogeneização do produto no ato da aplicação ou utilização de solvente
inadequado. Sempre observar informação técnica do produto.

Dificuldade de aplicação:

Durante a aplicação, o produto pode se tornar pesado se a diluição for


insuficiente. A dificuldade de alastramento pode, ainda, ser decorrente da aplicação
de camadas muito finas. Além destas, pode acontecer dificuldades em decorrência
da reação química devida, principalmente, ao armazenamento prolongado ou
indevido do produto, provocando neste, alterações.

Geleificação:

A tinta se converte num produto geleificado. O defeito é resultante de


excesso de temperatura, quando da fabricação da resina, que passa a polimerizar-
se mesmo dentro da lata. Este defeito pode ocorrer quando se expõe uma lata de
tinta ao calor, em temperaturas superiores à ambiente.

Existência de sedimento duro:

Alguns pigmentos sedimentam mais que outros, de modo que o tempo


necessário para homogeneizá-los é variável, dependendo das características do
pigmento e da própria tinta. Se, todavia, depois de muito mexer-se o conteúdo de
uma lata, o sedimento ainda permanecer, isso pode ser considerado defeito.
Não mexer a tinta:

Este esquecimento causa o seguinte defeito: No início, a pintura é


semelhante a um verniz, quase sem pigmentação e, através de um gradiente, a
pintura termina por torna-se fosca. Tem-se, então, gradiente de tonalidades de
mesma cor e a pintura parece manchada.

Diluição em demasia:

Quando se trabalha constantemente com tintas recomenda-se o uso de um


viscosímetro o tipo “Ford cup 4” é utilizado por todas as fábricas de tintas, as quais
fornecem as viscosidades das tintas medidas neste viscosímetro. É de fácil manejo
e muito prático.
Quando a diluição é demasiada, os pintores dizem que a tinta “chora”, isto
porque é tão baixa a sua viscosidade que ela não tem cobertura. Quando o pintor
insiste em realizar uma pintura normal, a tinta escorre.

Tinta muito grossa:

A tinta muito grossa leva o pintor quase sempre, a aplicá-la em grossas


camadas e então o espalhamento não é perfeito, o acabamento também não é
bom, a adesão pode ficar empobrecida, a tinta custa muito mais a secar e pode
originar-se um enrugamento da película de tinta. Por tudo isto é que se deve aplicar
sempre a tinta em demãos de finas espessuras. Se a tinta está grossa, adiciona-se
os solventes recomendados, mexendo-se a tinta simultaneamente com a adição do
solvente (a fim de evitar possível coagulação local em zonas de elevada
concentração do solvente), até ser atingida a viscosidade adequada ao tipo de
aplicação que se tem em mira.

Tinta pobre em cobertura:

1)Pode está diluída demais.

2)Geralmente quando se pinta cores claras, como bege ou marfim, sobre cores
escuras, como marrom ou preto, é mais difícil a cobertura, o que é natural.

3)Certos pigmentos são transparentes. Na verdade, operando-se com pigmentos


transparentes, torna-se necessário dar-se, talvez, uma ou duas demãos a mais
que nas tintas portadoras de pigmentos opacos.

A tinta encrespa ou enruga:

As demãos de tintas devem ser dadas sempre finas e só se aplicam nova


demão, quando a anterior estiver perfeitamente seca. Quando se aplica uma
demão sobre outra, ainda por secar, ou quando se aplica uma demão muito grossa
de tinta, ou, ainda, no caso de se pintar planos de grandes dimensões, provocando
a superposição de demãos nas emendas, o defeito que surge é o seguinte: A parte
da tinta em contato com o ar seca mais rapidamente adquirindo a consistência
sólida e retendo, sob si, tinta líquida, com solvente por evaporar; a pressão deste
último sobre a superfície sólida determina a sua deformação; O calor também pode
provocar este defeito.

A tinta não seca:

Por falta de secante; por ter sido secante absorvido pelo segmento; por ter
sido a tinta pintada sobre óleos, graxas, resinas não-secativas. As madeiras de lei,
principalmente, são ricas resinas não-secativas e nestes casos convém aplicar-se
uma demão de uma solução de goma-laca em álcool.

Perda de brilho:

A tinta brilhante é preparada de tal modo que, ao final de sua vida, perca o
brilho e torne-se aspera, porque então servirá como suporte para a aplicação de
novas demãos de tinta. Quando ocorrem prematuramente, entretanto, isso pode
ser proveniente de absorção intensa do veículo da tinta. Certos materiais de fibra
prensada como Eucatex e outros, provocam este defeito. Pode-se evitá-lo dando
uma demão prévia de um selador com o objetivo de tapar os póros. O emprego
inadequado de solventes pode também determinar a perda de brilho.

Falta de adesão:

Isto pode ocorrer: Porque a tinta foi aplicada sobre superfície inadequada;
por pinturas sobre graxas, óleos, gorduras; por pinturas sobre um filme de tinta, em
geral já pintados a três anos ou mais. O que acontece neste último caso, é a
polimerização progressiva, no transcurso do tempo, sem destruição, já que a tinta
está ao abrigo do tempo. Deste modo, atinge tal grau de vitrificação que a nova
tinta não adere, pelo contrário se retrai, por efeito da tensão superficial, como a
água espalhada sobre o vidro. Recomenda-se lixar a superfície se possível. Caso
contrário, precisa-se fazer uma aplicação especial de solventes para amolecer o
filme vitrificado.

Desenvolvimento de mofo:

As tintas à óleo são um substrato natural para o desenvolvimento de mofo.


Sendo assim, no caso destas tintas a luta é difícil. A adição de óxido de zinco inibe
o desenvolvimento de mofos, mas por várias razões nem sempre pode ser
empregada. Nestes casos, há o recurso de anti-mofos (sais fenólicos e mercuriais)
os quais sempre protegem o filme de tinta. Todavia, em lugares onde a incidência
de mofo é muito grande, como, por exemplo, em lugares úmidos, sombrios,
quentes e com arborescência intensa, o mofo termina por sobreviver.
As tintas alquídicas, dependendo do caso, podem ou não serem sujeitas ao
mofo. Quando há possibilidade de mofo, deve-se sempre utilizar uma tinta que, por
suas propriedades em geral e pela constituição do seu formador de filme em
particular, não seja suscetível ao mofo

Calcinação:

A calcinação ocorre naturalmente no fim da vida de um filme de tinta. Os


raios ultravioletas destroem o formador de filme, deixando o pigmento sob forma
pulverulenta, depositado sobre o restante filme de tinta.

Gretamento e fendilhamento:
Ambos constituem uma falha do filme de tinta e, desde o momento em que
se estabelecem, a tinta deixa de servir como fator de proteção. O gretamento é
uma falha com desenho irregular, que não atinge, desde logo, a superfície sobre a
qual a tinta foi aplicada. O fendilhamento é o fenômeno que ocorre nos filmes de
tinta, representando por uma fratura que penetra até a superfície pintada. É
característica desta fratura o seu arranjo em linhas aproximadamente paralelas.
Quase sempre ocorre em madeira.

O gretamento pode ser provocado:

1)Por veículo pouco elástico;

2)Por pigmento que favorece o gretamento (como o azul ultramar);

3)Por aplicação de tintas, de uso exclusivo em interiores incorretamente em


exterior;

4)Por aplicação de um filme menos elástico sobre outro mais elástico.

O fendilhamento pode ocorre:


1)Por falta de elasticidade para acompanhar o “trabalho” da madeira
(contrações e dilatações);

2)Devido a madeira úmida.

Descascamento:

É a fase seguinte ao gretamento, em tintas que atingiram o fim de sua


existência. Prematuramente, ocorre sempre que a superfície, por qualquer motivo,
foi defeituosamente preparada.

OBS.: O gretamento, o fendilhamento, o descascamento e a formação de


bolhas obrigam à remoção total da tinta falhada, antes da repintura.

Formação de bolhas:

As bolhas, só muito dificilmente, são ou podem ser provocadas por defeito


de aplicação. A bolha é sempre proveniente de um gás ou de um líquido em
evaporação, que produz uma pressão abrupta sob o filme de tinta curado.
Lentamente, há trocas gasosas sem danos através dos filmes de tinta.
Abruptamente, provocam bolhas.

As bolhas podem ser produzidas:

1)Por madeira úmida;

2)Por ferrugem;

3)Pela retenção de líquidos de ponto de ebulição elevado;


4)Pela retenção do ar ou gotículas de água.

BIBLIOGRAFIA

•J. DAFICO ALVES – MATERIAIS DE CONSTRUÇAO VOL-2


•ELÁDIO PETRUCCI – MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
•ENIO VERÇOSA – MATERIAIS DE CONSTRUÇAO
•MANUAL DE PINTURA SUVINIL
•MANUAL DE PINTURA CORAL