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CAPÍTULO 10

TINTAS, VERNIZES, ESMALTES E LACAS

1. DEFINIÇÃO DE TINTA
Material de revestimento, de consistência líquida ou pastosa, apto a cobrir, proteger
e colorir as superfícies de um objeto. Podem ser: Brilhantes ou opacos; Transparentes
ou não; Coloridos ou incolores e resistentes a determinados tipos de agentes
agressivos.
→ Aplicação funcional da cor:
- Vermelho, laranja, amarelo: cores quentes → excitantes e vibrantes;
- Verde, azul claro: cores frias → sensação de tranquilidade e certa monotonia;
- Azul escuro, cinza → quietude e suavidade;
- Cores escuras dão maior sensação de peso;
- Cores claras dão maior dimensão às superfícies.
→ Funções de uma pintura:
- Proteção da base (Ex.: corrosão metálica);
- Proteção do interior da edificação (estanqueidade, propriedades térmicas);
- Estética: decoração interna e externa do edifício;
- Higiene: facilidade de limpeza de paredes, pisos, forros.
→ Requisitos básicos p/ obtenção de uma pintura durável:
- A tinta deve ser de boa qualidade;
- A tinta deve ser adequada ao fim a que se destina: tipo de base, meio ambiente,
etc.;
- A base deve ser corretamente preparada: limpeza adequada, fundo preparador, etc.;
- A aplicação deve ser efetuada adequadamente.

2. TINTAS
2.1 Generalidades:
Composição:
- Resina ou veículo não volátil: líquido espesso que ao secar forma uma película
sólida aglomerando, as partículas de pigmento.
→ Resinas naturais ou sintéticas (poliméricas), óleos secativos.

* Podem ser fornecidos sólidos ⇒ devem ser diluídos com um solvente
apropriado para ser incorporado às tintas.
* Podem ser fornecidos líquidos em soluções com solventes (devido ao processo
de fabricação).
- Solvente ou veículo volátil: líquidos orgânicos ou aquosos totalmente voláteis que
conferem viscosidade adequada para a aplicação da tinta, contribuir p/ o seu
nivelamento e secagem, e facilitar na formulação.
Após a secagem ou cura completa da tinta, os solventes devem ter deixado
totalmente a película.
→ Ex.: água (tintas látex), álcoois, acetona, toluol, etc.
- Pigmentos: partículas extremamente pequenas (sólidos microdivididos), insolúveis
no meio e totalmente não-voláteis.
→ Coloridos, não coloridos, anti-corrosivos.
- Aditivos: Proporcionam características especiais às tintas ou melhorias na suas
propriedades: agentes secantes, cargas, anti-mofo, dispersante, anti-espumantes, anti-
sedimentante, plastificantes, etc. Podem estar já presente na tinta ou adicionados na
hora da aplicação (Ex.: secantes).

Obs.: A formação do filme de tinta está relacionada com o mecanismo das reações
químicas do sistema polimérico, embora os outros componentes (solvente,
pigmentos e aditivos) podem ter influência no sentido de retardar, acelerar e até
inibir estas reações.

Processamento de uma pintura:


1) Preparação da superfície;
2) Aplicação eventual de fundos, massas, condicionadores (selador);
3) Aplicação da tinta de acabamento.
Selador (tinta de fundo, “primer”): Aplicado antes da tinta de acabamento.
- Melhorar a adesão da tinta,
- Isolar a superfície da tinta para aumentar seu rendimento (superfícies porosas e
absorventes);
- Inibir o desenvolvimento de ferrugem: uso de pigmentos anti-corrosivos (Ex.:
cromatos de zinco);
- Melhorar o acabamento ( Ex.: corrigir os defeitos de superfície);
- Alcali resistente (Ex.: estireno-butadieno).
Obs.: Cada fabricante tem seu selador apropriado p/ cada caso particular. Ex.:
Látex → selador: própria tinta diluída em um pouco de água.

Massa corrida (massas p/ ponsar, niveladores): Para dar à superfície a


aparência lisa ou rugosa desejada (as vezes preenchem o papel de selador).
- A base de resina alquídica ou nitrocelulose ou PVA ou óleo, plastificante, cargas
(gesso, talco, carbonato de cálcio, etc.)
⇒ Higroscópicos:
- Usar a massa recomendada pelo fabricante da tinta que se irá usar;
- Não podem ser usadas em exteriores ou se for o caso devem ficar ao abrigo do
sol e da umidade ⇒ Estalam;
- Aplicar tinta de fundo fosca antes de passar a massa.
⇒ Maior aderência:
- Depois de secar, lixar suavemente.
⇒ Uniformidade de absorção da tinta de acabamento:
- Em certos casos a massa é aplicada e depois tratada à escova,escovão, espatula,
pincel, etc.
Ex.: Crepi: massa corrida de gesso e farinha aplicada sobre a parede já selada e
impermeabilizada → É aplicado e batido a escovão.

2.2 Propriedades das resinas: Dureza, flexibilidade, resistência à abrasão,


resistências químicas, adesão, secagem e cura, durabilidade e aplicabilidade são
governadas pelas resinas.
→ Os filmes podem ser obtidos a partir de dois mecanismos básicos de secagem:
termoplástico e termofíxo.
→ Tabela 1: comparação de propriedades entre os sistemas de resinas existentes.

Tabela 1: comparação de propriedades entre os sistemas de resinas existentes


MECANISMOS EXEMPLOS APLICAÇÕES
Evaporação do solvente Tintas vinílicas Automóvel
de uma solução Borracha clorada
Evaporação de uma das Emulsões PVA Tintas residenciais
fases de uma emulsão Emulsões acrílicas
Polimerização Alquídicas-melamina Acabamentos originais de
pelo calor Uréia-melamina autos, eletrodomésticos
Polimerização por Tintas a óleo Tintas residenciais
oxidação ao ar Esmaltes alquídicos
Polimerização Melamina-formol Pisos em geral
com catalizadores Uréia-formol
Polimerização entre Epóxi Pisos
dois componentes Fenólicos
Polimerização com o Resinas poliéster Pisos e acabamentos
próprio solvente especiais

→ Formação de filmes.
2.3 Principais tipos de tintas (resinas):
Óleos gliceridos: linhaça, tungue, mamona cru, etc.
→ Secagem lenta, baixa resistência à intempérie, amarelamento,
termoplasticidade (amolecimento pelo calor);
→ Recomendadas p/ madeiras e metais (formam um filme flexível e elástico que
resiste às variações dimensionais);para alvenaria usar um bom selador (sensíveis à
alcalinidade).
Resinas alquídicas (tintas sintéticas foscas ou a óleo foscas):
→ Polialcohol + poliácido → poliéster ⇒ Grande versatilidade;
→ Surgiram da necessidade de melhorar as propriedades físico-químicas dos
óleos usados em tintas: poliéster modificado por óleos;
→ Aplicadas sobre alvenaria e madeira em interiores e exteriores, somente em
interiores para metais.
Não devem ser usadas em paredes novas, a não ser que haja boa selagem
(atacadas pela cal).
Resinas celulósicas: ésteres celulósicos.
→ Filme se forma por evaporação de solvente;
→ Aplicação: spray, imersão, rolo.
Resinas hidrocabonadas:
→ Em tintas e vernizes são misturadas com resinas alquídicas :melhora dureza,
brilho e repelência à água.
Borracha clorada
→ Inércia química, baixa permeabilidade do oxigênio e gás carbónico.
- Proteção dos metais: tintas de fundo p/ tubulações;
- Revestimentos antichama;
- Tintas p/ demarcação de tráfego, alvenaria, piscinas.
→ Indicadas p/ ambientes com alta umidade ou imersas.
Resinas epoxídicas (epóxi)
→ Tintas protetoras de alto desempenho.
- para manutenção industrial;
- para revestimentos de alta resistência química, aderência e resistência à
abrasão;
- para formulação de tintas marítimas.
→ Comportamento insatisfatório ao intemperismo natural (racham, calcinação,
amarelamento) ⇒ Misturas com outras resinas.
Resinas melamínicas: estabilidade ao calor, durabilidade (resiste as intempéries),
dureza.
+ Resina alquídica: cura + rápida, resistência às intempéries, estabilidade da
cor
+ Resina epóxi: aderência, resistência química e mecânica
+ Resina acrílica: revestimento de automóveis, eletrodomésticos, chapas de fibra
de madeira prensada.
Resinas poliuretânicas
→ Mono-componente de cura através da umidade do ar: dureza, resistência a
abrasão (mas, evitar a umidade após enlatamento) → Vernizes p/ pisos;
→ Mono-componente de cura através da ação do calor (150 °C);
→ Bi-componente (mistura antes da aplicação): excelente resistência química e
aderência sobre plásticos, madeiras, metais e concreto.
Resinas fenólicas
→ Usadas em combinação com resinas alquídicas ou epoxídicas;
⇒ Aderência e resistência química.
→ Uso em tintas de fundo (primer)
- Epóxi-fenol: fundos p/ indústria automóvel, revestimentos internos de latas para
alimentos e bebidas;
- Alquídica-fenol: manutenção anticorrosão, construção naval.
Resinas acrílicas
→ Lacas acrílicas em substituição das lacas nitrocelulósicas (automóvel);
→ Tintas: resistentes às intempéries, alta dureza, resistência química, excelente
aspecto.
Dispersões aquosas (emulsões): Látex acrílicos e vinílicos (PVA, PVC)
→ Mesmas propriedades que as tintas acrílicas, mas o solvente é a água ⇒
Economia, segurança, não poluídora (sem odor), facilidade de aplicação;
→ Recomendadas p/ paredes novas (boa resistência à alcalinidade,umidade e
deixam a parede “respirar”);
→ Látex acrílico: interiores e exteriores
Látex PVA: interiores
Látex PVA p/ exteriores: PVA plastificado por copolímeros
Tintas a cal
→ Mais econômicas, dão à superfície aparência fosca, lisa, são de fácil aplicação
e deixam a parede respirar
→ Qualidade inferior, pouco aderente à madeira e metais
⇒ Uso p/ pintura de alvenaria.
→ Preparação
Cal pura + água suficiente p/ conseguir uma consistência leitosa e não aquosa +
0,5 % em volume de óleo de linhaça.
→ Processo de pintura
- Selador: cal + água
- Tinta de acabamento: cal + água + pigmento + cola (Ex.: alúmen 1:5 em
volume / água).
Tintas de cimento
→ Melhor qualidade que as tintas a cal (secagem + rápido) mas inferiores as
tintas de plástico (mas mais económicas);
→ Pouco aderente à madeira e metais → Uso p/ alvenaria;
→ Aplicação em internas e externas (+ aditivos impermeabilizantes);
→ Preparação:
- Dependendo do tipo, deve ser feita entre 2 e 48 horas antes da aplicação;
- 1 kg de pó p/ 2-3 litros de água + 10 g de óleo de linhaça;
- Para superfícies externas: molhar a superfície antes da aplicação.
Tintas anti-oxidantes
→ Proteção contra ferrugem aplicada com primer;
→ Zarção (sequióxido de chumbo) + óleo de linhaça;
→ Plumbato de cálcio, cromato de zinco, tintas asfalticas, Fosfato de zinco (não
perigoso para saude).
Tintas hidrofúgas: repelem a água sem selar a parede → Silicone
Tintas luminescentes
→ Fluorescentes: só brilham quando recebem luz UV
→ Fosforescentes: continuam brilhar depois que a radiação cessou por algumas
horas.

2.4 Propriedades dos pigmentos


→ Dão a cor e a opacidade do filme de tinta:
* Ativos ou opacos: conferem cor, tingimento e poder de cobertura, opacidade ou
durabilidade à tinta.
* Inertes ou cargas: conferem maior consistência, melhor flexibilidade, diminuição
do brilho, impermeabilidade, estabilidade, etc.
→ Resistência ao intemperismo;
→ Poder de tingimento;
→ Solidez à luz;
→ Poder de cobertura: capacidade que um pigmento possui de obliterar o fundo;
→ Dispersibilidade no veículo.

2.5 Características de uma tinta:


→ Espalhamento: deve espalhar-se com facilidade, sem resistir ao deslizamento do
pincel ou rolo;
→ Nivelamento: marcas do pincel ou rolo devem desaparecer pouco tempo após a
aplicação da tinta deixando uma película uniforme;
→ Tixotropia
→ Secagem:
- Não deve ser muito rápida para permitir o espalhamento e o repasse uniformes;
- Não tão lenta p/ não adiar muito tempo as demãos posteriores.
→ Poder de cobertura: cobrir completamente a base com o menor número de
demãos;
→ Rendimento: terá maior rendimento a tinta que cobrir a maior área por galão e por
demão com igual poder de cobertura;
→ Estabilidade durante o armazenamento
- Formação de sedimentos: deve ser fácil de dispersar;
- Nata na superfície: não deve ser muito grossa (remover).
→ Outras características da película de pintura (laboratório): flexibilidade,
aderência, resistência ao impacto, permeabilidade ao vapor de água.

3. VERNIZES, ESMALTES E LACAS


3.1 Vernizes: Os vernizes são soluções de gomas ou resinas, naturais ou sintéticas, em
um veículo (óleo secativo ou solvente volátil), soluções estas que são convertidas em
uma película útil transparente ou translúcida, após aplicação em camadas finas, com a
finalidade de proteger a superfície por muito tempo.
A secagem pode operar-se:
- Por evaporação do solvente;
- Por reação química: oxidação, polimerização, etc.
Os vernizes subdividem-se em dois grandes grupos:
Vernizes à base de óleo: são aqueles que contém uma resina e óleo
secativo como componentes básicos de formação da película útil
principalmente por reações químicas.
Vernizes à base de solventes: são aqueles que são convertidos em
película útil principalmente pela evaporação do solvente.
→ Usados principalmente para madeiras e para tijolos a vista, telhas.
Cuidados com a aplicação:
Em relação ao tipo de verniz ou laca utilizado devemos empregá-lo para cada
caso particular. Um verniz que possua alta resistência à água pode ser muito
quebradiço para ser utilizado em assoalhos, ou um verniz utilizado em interiores pode
ser inadequado para uso em exteriores.
As propriedades de um verniz dependem da natureza da resina e do óleo no
qual ela se dissolve. Uma resina dura misturada com óleo de soja fornecerá uma
película com propriedades similares a obtida com uma resina mole e óleo de tungue.
Um verniz contendo alta proporção de óleo em relação à resina apresenta maior
flexibilidade do que o que contém porcentagem menor de óleo.
Com a variedade de resinas sintéticas existentes atualmente e as modificações
que se podem introduzir com os diversos tipos de óleos, os vernizes e as lacas podem
ser preparados para atender às mais variadas finalidades.

3.2 Esmaltes: Adiciona-se pigmentos aos vernizes ou às lacas. Tinta caracterizada por
formar um filme excepcionalmente liso.

3.3 Lacas: As lacas são compostas de um veículo volátil, uma resina sintética, um
plastificante, cargas e corante (ocasionalmente). Os solventes usualmente empregados
são ésteres tais como óleo de banana, cetonas, dioxano, um diéter cíclico e álcoois. As
cargas são líquidos de baixo custo, geralmente não solventes das resinas. Elas são
adicionadas para diminuir a viscosidade do meio. São utilizados comumente álcoois e
hidrocarbonetos como cargas. Os plastificantes são adicionados para dar películas
flexíveis, agindo como lubrificantes internos das macromoléculas do polímero (ou
resina). São aplicados como plastificantes o dibutilftalato, óleo de mamona,
poliésteres de determinadas massas moleculares e o triortocresol.
Algumas aplicações das lacas:
- A primeira laca fabricada em grande escala trouxe grandes benefícios a
indústria automobilística, pois conseguiram obter uma cobertura resistente, brilhante,
que pode ser facilmente aplicada e seca em tempo relativamente curto.
- Utilização de lacas à base de metacrilato de metila para automóveis, que
apresentam alto brilho e não são extinguíveis ao tempo.
→ Só possuem 50 % de sólidos ⇒ Aplicar muitas demãos.

4. PROPRIEDADES DAS SUPERFÍCIES


→ Permeabilidade : propriedade que tem o substrato de permitir a passagem de
gases ou líquidos que poderão resultar em diversas combinações químicas;
→ Porosidade : influenciará no grau de absorção dos compostos líquidos das
tintas;
→ Resistência a radiações energéticas (calor, UV);
→ Plasticidade / Fragilidade (tensões diferenciais);
→ Reatividade química : combinação com agentes químicos ambientais;
→ Materiais de alvenaria:
- Porosos;
- Absorvem e podem reter água;
- Podem desenvolver e abrigar fungos;
- São alcalinos.
→ Madeiras:
- Porosas;
- Sofrem decomposição superficial sob efeito dos fungos e radiações solares;
- Sofrem alterações dimensionais (umidade ⇒ empenamentos).
→ Metais (ligas ferrosas):
- Sensíveis à corrosão quando em contato com a umidade, oxigênio e elementos
poluentes.

Obs.: A especificação de pintura na construção civil deve ser feita mediante pleno
conhecimento das condições ambientais e dos diversos tipos de substratos .
5. PINTURA DE ALVENARIA
Estruturas, paredes e forros de concreto, tijolos, blocos revestidos com argamassa
ou reboco, em ambientes internos ou externos.
Função estética
Função protetora
- Substituindo o reboco em alvenaria aparente (exterior) → Tinta estanque à água.
- Substituindo o revestimento cerâmico em áreas molháveis → Tinta estanque à
água e resistente aos produtos químicos comuns em uso doméstico.

5.1 Generalidades:
Após sua secagem, as pinturas internas e externas devem satisfazer as seguintes
condições:
→ Propiciar recobrimento uniforme da base;
→ Não apresentar escorrimento de tinta sobre a superfície pintada;
→ Não apresentar fissuras, trincas, formação de bolhas ou pulverulência ao
contato;
→ Prevenir o desenvolvimento de organismos biológicos;
→ Possuir estabilidade química em relação à base (Ex.: alcalinidade);
→ Possuir resistência mecânica a pequenos impactos e riscamentos provenientes da
ação normal dos usuários;
→ Vedar adequadamente as bases porosas p/ impedir a penetração de água pluviais;
deve, contudo, permitir a passagem da umidade (na forma de vapor) eventualmente
existente no interior da base;
→ Resistir aos esforços mecânicos provenientes dos serviços de limpeza;
→ Apresentar resistência à ação de agentes químicos comuns em uso doméstico
(hidróxido e hipoclorito de sódio, detergentes, ácido acético, hidróxido de amônio e
álcool etílico) em áreas molháveis;
→ Apresentar resistência à temperatura e umidade (áreas molháveis).

5.2 Tipos de tintas:


a) Para superfície exterior:
- Tintas em emulsão à base de resina vinílica (PVA p/ exteriores) ou acrílicas (látex);
- Tintas à base de resina epóxi e alquídica;
- Tintas à base de cimento.
b) Para superfície interior:
b.1) Em áreas secas:
- Tintas à base de cal;
- Tintas à base de cimento;
- Tintas em emulsão PVA (látex PVA interno) e acrílica.
b.2) Em área molháveis:
- Tintas à base de resina alquídica, epóxi, borracha clorada.
b.3) Em paredes de banheiro, cozinha e área de serviço, sem contato direto com a
água no estado líquido:
- Tintas à base de cal;
- Tintas à base de cimento;
- Tintas em emulsão PVA, acrílica.

5.3 Avaliação de pintura:


a) Tintas p/ superfície exterior:
- Exposição ao intemperismo artificial acelerado: após exposição durante 300 horas a
ação de radiações ultra-violeta, temperatura e umidade, a pintura não deve apresentar:
Fissuras, trincas, bolhas ou descascamento; Resistência de aderência por tração <
1500 N e Absorção de água superior a 20 %.
- Estanqueidade à água: após 7 horas de exposição à incidência da água a pintura não
deve permitir o aparecimento de mais uma mancha de umidade com área > a 1 % em
relação à área da face exposta à água.
- Resistência ao desenvolvimento de bolor: a pintura sobre um papel filtro não deve
apresentar desenvolvimento de bolor quando exposta em meio de cultura à suspensão
de esporos de fungo embolador.
b) Tintas p/ superfície interior (áreas molháveis):
- Exposição à ação do calor e umidade: após exposição 7 dias à ação do calor (60
°C) e umidade (95 %), a pintura não deve apresentar: Fissuras, trincas, bolhas ou
descascamento; Resistência de aderência por tração < 1500 N e Absorção de água >
30 %.
- Resistência à ação de agentes químicos: após ser submetida 48 horas à ação de
soluções de hidróxido de Na, hipoclórito de Na, detergente, fosfato de Na, hidróxido
de amônio e álcool etílico, a pintura não deve apresentar bolhas, descascamento,
amolecimento ou alteração da cor.
- Resistência ao desenvolvimento de bolor: quando exposta em câmara climatizada a
uma suspensão de esporos de fungos, a pintura não deve apresentar desenvolvimento
de bolor.

5.4 Condições p/ recebimento de tintas em obras:


Na abertura da embalagem, a tinta deve:
- Não apresentar sedimentação em excesso, coagulação ou formação de película
(nata);
- Por meio de agitação manual se tornar uniforme, homogênea e livre de partículas
sedimentadas;
- Não apresentar odor desagradável;
- Não haver sinais de corrosão na superfície interior da embalagem;
- Não expelir vapores tóxicos;
- Apresentar valores de massa específica, viscosidade, teor de pigmento, material
não volátil com variação admissível em relação aos valores obtidos por ocasião da
seleção da tinta.

5.5 Preparação da superfície:


- Imperfeições profundas na alvenaria (externa ou interna) deverão ser corrigidas com
reboco;
- Eliminar totalmente as partes soltas ou mal aderidas, raspando ou escovando;
- Deve estar limpa, seca e isenta de poeiras, gorduras e óleos (detergente + água), mofo
(água sanitária + água);
- Imperfeições rasas deverão ser corrigidas externamente com massa acrílicas para
exteriores e internamente com massa PVA para interiores
→ Paredes novas:
- Carbonatação : reação química que ocorre entre a cal hidratada e o gás carbônico
do ar. Processo lento ⇒ aguardar no mínimo 30 dias antes da pintura.

- Excesso de alcalinidade: Fazer aplicação prévia de fundo preparador álcali-


resistente ou aplicar selador acrílico à base de água.
- Falta de coesão: Firmeza com a qual a superfície reage diante de uma ação
mecânica. Fazer aplicação prévia de fundo preparador álcali-resistente, com alto
poder ligante e penetrante à base de solvente.
- Umidade: Causada por vazamentos nas tubulações, infiltração de água do solo,
falhas nas lajes de cobertura ou telhados, má ventilação dos locais. Eliminar a causa
e aguardar a secagem.

5.6 Aplicação das tintas:


Tintas em emulsão (látex)
→ Superfícies muito porosas: Aplicação de tinta de fundo (selador) para
homogeneizar a porosidade da base (pode ser usada a tinta de acabamento diluída em
água).
→ Aplicação:
- pelo menos 30 dias após a construção da alvenaria ou de componente em
concreto;
- pelo menos 60 dias no caso de revestimento com argamassa com cal.
Tintas à base de óleo ou resina alquídica (sintéticas)
→ Devem ser aplicadas sobre base inteiramente seca com idade > 60 dias;
→ Usar selador resistente a àlcalis
Tintas especiais (à base de epóxi, borracha clorada, poliuretano, etc.)
→ Devem ser aplicadas sobre base seca e isenta de cal.
Tintas à base de cimento
→ Devem ser aplicadas sobre superfície endurecida, não havendo necessidade da
superfície estar seca;
→ A base deve ser uniformemente umedecida.
Tinta à base de cal
→ Devem ser aplicadas sobre superfície endurecida e seca.

6. PINTURA SOBRE MADEIRA


→ Preparação da superfície:
- Deve ser escovada para eliminar o pó;
- Eliminação das gorduras ou óleo com aguarrás;
- Lixar para eliminar as imperfeições;
- Calafetar pequenas rachaduras com massa a óleo.

7. PINTURA SOBRE METAIS


7.1 Proteção de metais por meio de pinturas:
Combate à corrosão: método mais antigo e mais usado → Impedir o contato do
metal com o eletrólito.
Para conseguir eficiência da proteção, a pintura deve:
- ser uniforme;
- ser resistente aos agentes do meio ambiente;
- ter baixa porosidade;
- ter boa aderência.
Obtenção dessas qualidades depende principalmente de:
- seleção correta do tipo de pintura;
- limpeza e preparo da superfície metálica;
- modo de aplicação;
- espessura e demãos de pintura.

7.2 Composição do sistema de pintura: A aplicação de um sistema de pintura de


qualidade inferior ou inadequado pode diminuir a vida útil de uma obra.

Sistema de pintura:
a)Tinta de fundo anti-corrosiva (“Primer”) → Possui pigmentos anti-corrosivos.
b) Tinta de fundo intermediária (“Primer” intermediário) → Conferem espessura ao
revestimento (melhor nivelamento e aspecto à superfície pintada).
c) Tinta de acabamento → Confere o aspecto final e também proteção.

7.3 Mecanismos de proteção pela pintura:


Proteção por inibição
→ Uso de primers com pigmentos anti-corrosivos inibidores. (Ex.: zarcão, cromato
de zinco, fosfatos de zinco):
- Podem produzir condições alcalinas que retardam as reações de corrosão;
- Podem reagir com ácidos graxos do veículo ⇒ Sabões repelentes à água;
- Tem ação oxidante e confere proteção anódica.
Proteção por barreira
→ Impedir o contato do metal com a umidade (eletrólito) e o oxigênio:
- Espessura: 120 µm p/ ambientes normais;
300 µm p/ ambientes industriais
- Impermeabilidade da tinta adequadas.

Tipo de resina Carácter


Vinílica (PVA) + permeável
Alquídica
Epoxídica
Borracha clorada - permeável

→ Ex.: borracha clorada, resinas epóxis e fenólicas com pigmentos anticorrosivos.


Proteção catódica
→ Tornar o aço catodo;
→ Primers com alto teor de zinco (92-95 % de zinco metâlico na película seca) ⇒
Princípio da galvanização ou anôdo de sacrifício.

7.4 Agressividade dos ambientes:


Ambientes normais
→ As peças pintadas estão livres de elementos contaminantes da atmosfera ⇒
Raios solares, umidade média e variações de temperatura serão os fatores deletérios.
→ Primers à base de zarcão com óleo de linhaça e ou resina alquídica ou primer a
base de cromato de zinco ou zarcão misto epóxi.
→ Acabamento com esmalte alquídico alumínio, fenólico alumínio.

Ambientes úmidos
→ Revestimento atuando com barreira (aliado eventualmente com produtos
pigmentados com mecanismo de passivação anódica);
→ Primer: zarcão borracha clorada ou óxido de ferro borracha clorada;
Tinta de acabamento: borracha clorada.
→ Primer: epóxi rico em zinco (2 componentes) ou zarcão misto epóxi (2
componentes);
Tinta de acabamento: epóxi betuminosa, borracha clorada, esmalte poliamido.
→ Revestimentos devem ser resistentes a hidrólise ⇒ Não usar produtos
alquídicos (saponificação).

Ambientes severos
→ Sujeitos a sujeiras (poeiras, fumaças), emanações gasosas, umidade, etc.
→ Sistemas de pintura com maior resistência: borracha clorada, epóxi:
Primer: zarcão misto epóxi (2 componentes);
Tinta de acabamento: esmalte epóxi (2 comp.) ou borracha clorada.
Primer: zarcão borracha clorada ou óxido de ferro borracha clorada
Tinta de acabamento: borracha clorada

Ambientes agressivos
→ Sujeitam as estruturas e equipamentos a severos efeitos naturais ou artificiais
físicos, químicos ou biológicos. ⇒ Impõem as piores condições para o combate à
corrosão;
→ Definir o sistema de pintura caso por caso.
→ Ex.: superfícies na orla marítima não submersas.
Primer: epóxi rico em zinco (2 comp.)
Tinta de acabamento: tinta epóxi betuminosa
Primer: zarcão misto epóxi (2 comp.)
Tinta de acabamento: esmalte epóxi (2 comp.)
Primer: silicato inorgânico rico em zinco ou zarcão borracha
clorada ou óxido de ferro borracha clorada
Tinta de acabamento: tinta de borracha clorada

7.5 Preparação da superfície metálica:


Não adianta aplicar uma tinta se o substrato estiver contaminado com graxas, óleos,
ferrugem, incrustações, etc.
Remoção de óleos, gorduras e graxas
→ Usar solventes de petróleo isento de óleo com pano, escovas, etc.
(PRODUTOS INFLAMÁVEIS).
→ Evitar gasolina e benzol (altamente inflamáveis e tóxicos), detergentes
alcalinos (remoção difícil, podem degradar a pintura).
Remoção de materiais soltos (ferrugem, incrustações, casca de laminação)
→ Por processos mecânicos
- Limpeza manual (raspadeira, lixas, escova com fios de aço, etc.);
- Limpeza com ferramentas mecânicas como escovas rotativas, lixadeira, etc.;
- Limpeza com jato abrasivo.
→ Remoção das poeiras: jato de ar, escova de fibras
→ Remoção da ferrugem ou casca de laminação: evitar uso de decapantes
químicos à base de ácidos ou fosfatizantes a frio.
⇒ Oclusão de produtos ácidos que futuramente provocarão a corrosão
→ Remoção das pinturas anteriores inadequadas e não aderentes (raspagem)
→ Aplicação da tinta de fundo (primer) deve ser realizada sobre superfície seca e
logo após o preparo da mesma
→ Após aplicação do primer, as superfícies devem ser niveladas por meio de
massa: riscos, cabeças de parafusos, pregos e rebites devem ser cobertos
adequadamente (a tinta perde aderência ou forma películas mais finas nesta zonas ⇒
pontos de corrosão).

Fosfatização
→ Preparação da superfície p/ receber a tinta de fundo;
→ Aplicação na superfície por imersão ou aspersão compostos a base de ácido
fosfórico, fosfatos de ferro, manganês, zinco ou sódio
⇒ Formação de uma camada de fosfato complexo de Fe, Mn ou Zn
→ Melhora a aderência das tintas;
Retarda a corrosão da peça;
Multiplica a proteção anti-corrosiva do revestimento;
Elimina pequenos vestígios de ferrugem residuais na peça.

Wash primer vinílico cromato de zinco


→ Resina polivinil butiral, cromato de zinco e solvente;
→ Age como protetor anti-corrosivo p/ chapas de aço e promove adesão sobre
peças de alumínio ou galvanizadas.
Preparação da superfícies
M etais Tipo de tratam ento Des c riç ão Tratam ento Tratam ento
A nterior S ubs equente
A taque alc alino Im ers ão em s oluç ão de Des nec es s ário Lavagem c om s oluç ão
(c orros ão alc alina) s oda c áus tic a em de ác ido c rôm ic o.
tem peratura elevada;
perm ite obter um a
s uperfíc ie lim pa, c larae
ac etinada.
A taque c rôm ic o- A im ers ão em ác ido s ul- Des nec es s ário P rim er
s ulfúric o fúric o e c rôm ic o
c onc entrados perm ite
obter um a s uperfíc ie
lim pa e uniform e, s em
partes c orroídas em
dem as ia.
A nodiz aç ão Tratam ento etrolític o Lim pez a por Lavagem em água ou
Alumínio

em m eio ác ido que s olventes ou s elagem c om s oluç ão


perm ite obter um a im ers ão em de dic rom ato a 98°C,
s uperfíc ie "gelatinos a" e s oluç ão não s eguida por W as h-
aderente de óx ido. c orros iva. P rim er
Fos fatiz aç ão ou P elíc ulas de fos fato ou Lim pez a por Tratam ento pas s ivante
pelíc ula de c rom ato obtidas por s olventes ou
c onvers ão im ers ão ou nebuliz aç ão banho alc alino
em tem peraturas pouc o
elevadas (80°C) c onc entrado

Lim pez a alc oólic o- Im ers ão em s oluç ão Nenhum Lac as ou P rim er


fos fóric a água-álc ool c om 10- s intétic o de c rom ato
15% de ác ido fos fóric o de z inc o
por volum e. Rem ove
óleos e s ujidades e
form a um a pelíc ula de
fos fato
Tipo de Descrição Tratamento Anterior Tratamento
Metais
Tratamento Subsequente
Tratamento por Imersão em solução diluída Nenhum, todavia Lacas ou primer
carbonato- de carbonato de sódio e um leve sintético de cromato de
cromato cromato de potássio a 82- desengraxamento é zinco
88°C. Produz uma camada útil.
de conversão de grande
aderência.
Densegraxamen- A imersão direta ou em Nenhum 1) Tratamento por
Alumínio

to por imersão vapores do solvente que fosfato ou cromato


ou vapores de condensam na superfície 2)Anodização
solvente fria do metal retira os óleos. 3)Wash-primer
São empregados os
solventes clorados
Wash-primer É um filme de vinil Limpeza acalina ou Lacas ou primer sintéico
butiralcromato de zinco e por solvente ou de cromato de zino
ácido fosfórico aplicado por anodização
imersão ou pulverização
Desengraxamen- Imersão direta ou em Nenhum 1) Geralmente nenhum
to por solventes vapores de solventes em superfície
Cobre de Latão

ou vapores clorados escovadas 2) Laca


clara para reter o lustro
ou brilho
Eletrodecapa- Limpeza eletrolitica branda Nenhum Ácido crômico diluído
gem em temperatura elevada torna a peça opaca e
bastante clara
Limpeza com Jatos ou esmeril removem a Desengraxamento Primer à base de
areia ferrugem e sujidades por imersão ou por zarcão, óxido de ferro
vapores de ou cromato de zinco
solventes
Ferro ou aço

Decapagem Limpeza catódica Ataque ácido para Fosfarização ou wash-


eletrolítica eletrolítica em temperaturas remover ferrugem; primer
altas esmerilhamento
Fosfatização Tratamento fosfatizante por Limpeza alcalina, Zarcão, óxido de ferro
imersão ou nebulização por solventes ou por vermelho, laca à base
vapores de cromato de zinco ou
primer sintético
7.6 Aplicação da tinta de acabamento:
Deve ser aplicada em superfície limpa, seca e sem imperfeições
Deve ter baixa porosidade
Espessuras mínimas padrão recomendadas p/ diferentes condições de exposição.

Condição de exposição, zonas: Espessura mínima padrão µm


Rural 125
Urbana 180
Marítima 250
Industrial 300

Características dos diversos sistemas de pintura

7.7 Pintura de superfície metálicas não-ferrosas


7.7.1 Alumínio:
Preparação da superfície
- Limpeza com solvente p/ remoção de todo o óleo e graxa
- Métodos mecânicos não recomendados
⇒ destruição da camada de alumina
Exemplo de aplicação (secagem a temperatura ambiente)
→ Primer
- wash primer bicomponente à base de PVB-ácido fosfórico ou
- primer alquídico-fenolado à base de cromato de zinco ou
- primer epoxiisocianato
Não usar zarcão
→ Tinta de acabamento: grande variedade desde que seja compatível com o primer
Aplicação direta sobre o alumínio:
- Resinas à base de resina epoxipoliamida ou poliaminas
- Resinas nitrocelulose alquídicas com componente ácido

7.7.2 Galvanizados
Limpeza
Primer: - wash primer à base de PVB e ácido fosfórico
- cromato de zinco alquídica
Acabamento: - esmalte alquídico
- esmalte epóxi poliamido

8. PATOLOGIAS
Causas do aparecimento dos problemas na aplicação do verniz ou laca:
A. Inerentes as condições da construção e/ou meio ambiente:
Seleção inadequada do verniz ou laca: exposição e condições muito
agressivas em relação à qualidade normal do produto, ou por incompatibilidade com o
substrato.
Condições meteorológicas inadequadas: aplicação em ambientes de
temperatura e umidade relativamente baixa ou elevada ou ocorrência de vento forte.
Ausência de preparação da superfície ou preparação de modo inadequado
,provocando perda de adesão: deposição de materiais pulvurulentos, contaminados de
sujeira, óleo, graxa, bolor e materiais soltos ou base muito porosa.
Substrato que não apresenta estabilidade: aplicação sobre alvenaria e
concreto insuficientemente curados, superfície deteriorada ou facilmente friável.
Umidade excessiva no substrato, com a formação de bolhas: quando
lentamente, pode haver troca gasosa através dos filmes de verniz; quando ocorre
abruptamente, provocam bolhas.

B. Inerentes à película de pintura


O verniz se converte num produto geleificado ( ainda dentro da lata):
quando é exposto a temperaturas superiores a do ambiente.
Existência de sedimento duro : após mexer-se o conteúdo de uma lata, o
sedimento ainda permanece.
Não mexer suficiente o verniz.
Diluição em demasia, baixando a viscosidade do verniz, não permitindo
uma cobertura adequada.
Verniz ou laca muito grosso, não permitindo um espalhamento adequado,
uma boa adesão ou bom acabamento.
Aplicação de uma nova demão sobre outra ainda por secar, ou aplicação
de uma tinta muito grossa: a tinta enruga.
Falta de secante ou por ter sido este absorvido pelo pigmento: a tinta não
seca.
Calcinação: ocorre naturalmente no fim da vida de um filme de verniz,
devido a ação dos raios ultravioletas.
Gretamento: provocado por aplicação de um filme menos elástico sobre
outro mais elástico.
Perda de brilho: ao fim da vida útil os vernizes perdem o brilho, podendo
servir de suporte para a aplicação de novas demãos. No entanto, quando a perda do
brilho ocorre prematuramente, pode ter havido absorção intensa do veículo do verniz (
caso de materiais muito porosos).
Desenvolvimento de mofo ou bolor: ausência de antimofos (sais fenólicos e
mercuriais), que protegem o filme do verniz ou laca.