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Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.

526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)


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2015
2ª Edição
Rio de Janeiro
COLETÂNEA DE NORMAS TÉCNICAS
REFORMA E MANUTENÇÃO EM EDIFICAÇÕES
A849r

Associação Brasileira de Normas Técnicas


Reforma e Manutenção em Edificações / Associação Brasileira
de Normas Técnicas – Rio de Janeiro: ABNT, 2015. 2.Ed.
(Coletânea Eletrônica)
137 p.: il.

Modo de acesso: http://www.abnt.org.br/catalogo.

ISBN 978-85-07-05735-2.
1. Moradia. 2. Segurança habitacional. 3.Obra. I. Título.

CDU: 006.3/.8:696
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Todos os direitos reservados

Copyright© 2015. Associação Brasileira de Normas Técnicas

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Avenida Treze de Maio, 13/28º andar
CEP 20031-901 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 3974-2300
www.abnt.org.br
Sumário

ABNT NBR 5671:1990 – Participação dos intervenientes em serviços e obras de


engenharia e arquitetura

ABNT NBR 5674:2012 – Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema


de gestão de manutenção

ABNT NBR 9077:2001 – Saídas de emergência em edifícios

ABNT NBR 14037:2011 – Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação


e manutenção das edificações — Requisitos para elaboração e apresentação dos
conteúdos

ABNT NBR 15968:2011 – Qualificação de pessoas no processo construtivo para


edificações — Perfi l profissional do pedreiro de obras

ABNT NBR 16280:2015 – Reforma em edificações — Sistema de gestão de


reformas — Requisitos
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JUN 1990 NBR 5671
Participação dos intervenientes em
serviços e obras de engenharia e
arquitetura

ABNT
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar
Procedimento
20031-901 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: + 55 21 3974-2300
Fax: + 55 21 3974-2346 Origem: Projeto 02:006.09-001/1989
abnt@abnt.org.br
www.abnt.org.br
CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil
CE-02:006.09 - Comissão de Estudo da Participação dos Intervenientes em Serviços
e Obras de Engenharia e Arquitetura
NBR 5671 - Engineering and architectural works and services - Participation of
intervenients - Procedure
Esta Norma substitui a NB-578/1985
Incorpora Errata de MAIO 1991
Reimpressão da NB-578, de JUL 1989
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Palavras-chave: Obra de engenharia. Participação profissional. 10 páginas


© ABNT 1990
Todos os direitos reservados
Serviço de engenharia

SUMÁRIO i) subempreiteiro;
1 Objetivo
2 Documentos complementares j) consultor técnico;
3 Definições
4 Condições gerais dos intervenientes l) tecnólogo;
5 Condições específicas dos intervenientes
m) fabricante de materiais e/ou equipamentos;
6 Registro de ocorrências
7 Recebimento, uso e manutenção
n) fornecedor;

1 Objetivo o) concessionário de serviço público;

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis de participação p) corretor;


dos intervenientes em serviços e obras de engenharia e
arquitetura, definindo suas responsabilidades e prerroga- q) adquirente;
tivas, visando garantir características adequadas aos em-
preendimentos. r) usuário;

1.2 São intervenientes: s) outros.

a) proprietário; 2 Documentos complementares


b) contratante; Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
c) firma projetista;
Código Civil
d) autor do projeto;
Lei nº 4.591, de 16/12/64: dispõe sobre o condomínio
e) financiador; em edificações e as incorporações imobiliárias

f) executante; Lei nº 5.194, de 24/12/66: regula o exercício das pro-


fissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-
g) fiscal; Agrônomo

h) empreiteiro técnico; Lei nº 5.988, de 14/12/73: regula os direitos autorais


2 NBR 5671/1990

Lei nº 6.496, de 07/12/77: institui a “Anotação de 3.5 Financiador


Responsabilidade Técnica” na prestação de serviços
de engenharia, de arquitetura e agronomia, e autoriza a Pessoa física ou jurídica que contrata com o proprietário a
criação pelo CONFEA de uma mútua Assistência concessão de recursos destinados ao empreendimento ou
Profissional parte deste.

Resoluções do CONFEA e Portarias do Ministério do 3.6 Executante


Trabalho que tratam de assuntos correlatos
Pessoa física ou jurídica, legalmente habilitada, contratada
Decreto nº 2300, de 21/11/86: dispõe sobre a por quem de direito (contratante), para executar o em-
publicação obrigatória de contratos administrativos de preendimento, assumindo a responsabilidade técnica deste,
interesse dos órgãos da Administração direta e suas de acordo com o projeto e em condições mutuamente es-
autarquias tabelecidas, conforme Lei nº 5.194.

3.7 Fiscal
Lei nº 6.530, de 12/05/78: regulamentação da profissão
do corretor de imóveis, disciplina o funcionamento de Pessoa física ou jurídica, legalmente habilitada, para verificar
seus órgãos de fiscalização o cumprimento parcial ou total das disposições contratuais.
Decreto nº 81.871, de 29/06/78: regulamenta a Lei 3.7.1 Fiscal técnico
nº 6.530
Fiscal, conforme definido acima, com atribuições relativas
NBR 5670 - Seleção e contratação de serviços e obras unicamente aos aspectos técnicos (ver Lei nº 5.194).
de engenharia e arquitetura de natureza privada -
Procedimento 3.7.2 Fiscal administrativo

NBR 5674 - Manutenção de edificações - Procedimento Fiscal, conforme definido acima, com atribuições relativas
unicamente aos aspectos administrativos.
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NBR 5675 - Recebimento de serviços e obras de


engenharia e arquitetura - Procedimento 3.8 Empreiteiro técnico

NBR 5682 - Contratação, execução e supervisão de Pessoa física ou jurídica, legalmente habilitada, contratada
demolições - Procedimento por quem de direito, com anuência e sob a coordenação do
executante, para assumir a responsabilidade técnica pela
NBR 13531 - Elaboração de projetos de edificações - execução de partes perfeitamente definidas do empreen-
Atividades técnicas - Procedimento dimento.

NBR 13532 - Elaboração de projetos de edificações - 3.9 Subempreiteiro


Arquitetura - Procedimento
Pessoa física ou jurídica contratada, por quem de direito,
3 Definições para a execução de partes perfeitamente definidas do em-
preendimento, sob a responsabilidade do executante ou de
Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de um empreiteiro técnico.
3.1 a 3.17.
3.10 Consultor técnico
3.1 Proprietário
Pessoa física ou jurídica, legalmente habilitada, que analisa
e sugere soluções de problemas de suas especialidades
Pessoa física ou jurídica de direito, que tem a aptidão legal
(ver Lei nº 5.194).
de determinar a execução de um empreendimento, correndo
por sua conta todas as despesas inerentes. 3.11 Tecnólogo
3.2 Contratante Pessoa física ou jurídica, legalmente habilitada, contratada
por quem de direito, para elaborar pesquisa, análise e con-
Pessoa física ou jurídica que, em nome e por conta do trole tecnológico de materiais, de produtos ou de processos
proprietário, promove a execução do empreendimento (ver de execução, relativos ao empreendimento.
NBR 5670).
3.12 Fabricante de materiais e/ou equipamentos
3.3 Firma projetista
Pessoa física ou jurídica que fabrica componentes, sub-
Pessoa jurídica, legalmente habilitada, contratada para componentes, materiais e equipamentos para o empreen-
elaborar, através de seu quadro técnico, o projeto de um dimento, de acordo com as normas brasileiras vigentes,
empreendimento ou parte deste (ver Lei nº 5.194, NBR 13531 quando existentes, ou outras previamente acordadas.
e NBR 13532).
3.13 Fornecedor
3.4 Autor do projeto
Pessoa física ou jurídica contratada para fornecimento de
Pessoa física, legalmente habilitada, contratada para componentes, subcomponentes, materiais e equipamentos
elaborar o projeto de um empreendimento ou parte deste para o empreendimento, de acordo com as especificações
(ver Lei nº 5.194, NBR 13531 e NBR 13532). recebidas.
NBR 5671/1990 3

3.14 Concessionário de serviço público 5 Condições específicas dos intervenientes

Pessoa jurídica que recebe de quem de direito a concessão 5.1 Do proprietário


de explorar determinado serviço de utilidade pública.
5.1.1 É de responsabilidade do proprietário:
3.15 Corretor
a) dispor de recursos ou de previsões garantidas de
Pessoa física ou jurídica, legalmente habilitada, inter- recursos para o desenvolvimento normal dos tra-
mediadora da comercialização de bem imóvel, conforme balhos;
Lei nº 6.530 e Decreto nº 81.871.
b) definir com precisão e clareza os objetivos e ele-
3.16 Adquirente mentos necessários à elaboração do programa do
projeto;
Pessoa física ou jurídica que adquire o bem, resultante do
empreendimento.
c) dispor do local desembaraçado física e legalmente,
em tempo hábil, necessário para o início e desen-
3.17 Usuário
volvimento do empreendimento;
Pessoa física ou jurídica a quem é entregue o bem, resultante
do empreendimento para seu uso. d) autorizar ao executante a posse do local durante o
período de execução do empreendimento e dar aos
4 Condições gerais dos intervenientes demais intervenientes condições de acesso a este
empreendimento;
4.1 Acúmulo de responsabilidades e prerrogativas
e)conceder ao executante procuração para contratar
No desempenho dos diferentes intervenientes definidos em e administrar a mão-de-obra, inclusive nos seus as-
3.1 a 3.17, poderá haver o exercício de diferentes funções pectos trabalhistas e previdenciários;
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pela mesma pessoa física ou jurídica e conseqüente acú-


mulo de responsabilidades e prerrogativas, bem como po- f) vistoriar o empreendimento com assistência de fiscal
derá haver vários agentes em uma única categoria de in- técnico, se lhe for conveniente, apontando de maneira
terveniente, salvo, em qualquer caso, as funções confli- formal, por escrito, quaisquer irregularidades
tantes. verificadas;

4.1.1 É de responsabilidade dos intervenientes: g) receber o empreendimento, com assistência de fiscal


técnico, se lhe for conveniente, constatada a ine-
a) ater-se à sua área de atuação; xistência de defeitos visíveis, antes de tomar posse,
fornecendo o respectivo termo de recebimento (ver
b) servir seus interesses, atendendo a padrões éticos NBR 5675);
e idôneos;
h) tomar as providências necessárias, de ordem nor-
c) cumprir e fazer cumprir o disposto nos seus contratos mativa, legal e fiscal para recebimento formal do
e acessórios, nos termos da lei; empreendimento de acordo com NBR 5675;
d) pagar em tempo, com a correção prevista, o que for
i) usar adequadamente o bem, conforme o “Ma-
devido;
nual de Uso e Manutenção” do empreendimento,
recebido do executante;
e) fazer o registro de ocorrência dos fatos e obser-
vações relevantes;
j) comunicar imediatamente ao executante os defeitos
f) obedecer às normas brasileiras pertinentes, quando verificados durante o uso;
existentes, ou outras previamente acordadas;
l) transferir ao adquirente as responsabilidades
g) providenciar, quando for o caso, sua anotação de definidas em 5.1.1-h) e 5.1.1-i).
responsabilidade técnica (ART) junto ao CREA,
conforme Lei nº 6.496, cumprindo todas as deter- 5.1.2 É prerrogativa do proprietário:
minações legais pertinentes.
a) escolher fiscal, determinando suas atribuições;
4.1.2 São prerrogativas dos intervenientes:
b) ter acesso ao local do empreendimento, durante ho-
a) ter autonomia na área de sua atuação na forma rário previamente estabelecido;
estabelecida, respeitada a legislação;
c) determinar modificação do projeto com a competente
b) agir no sentido de que todos os seus direitos sejam anuência do autor e sua regularização legal, arcando
respeitados e cumpridos, na forma estabelecida em com os ônus decorrentes;
contrato;
d) quando subdelegar obrigações legais de sua res-
c) ser informado, em tempo, pelo contratante, dos de- ponsabilidade, exigir do respectivo delegado a com-
mais contratos firmados com outros intervenientes, provação do seu cumprimento, na devida opor-
sempre que se relacionar com a sua participação. tunidade;
4 NBR 5671/1990

e) exigir do executante a correção dos defeitos visí- que contenha todos os elementos necessários à
veis acusados na vistoria de recebimento do execução do empreendimento (ver NBR 13531 e
empreendimento; NBR 13532);

f) recusar o empreendimento, quando não corrigi- c) quando encarregado de coordenar os projetos de


dos adequadamente os defeitos visíveis apontados outros autores, dirimir pontos conflitantes entre estes,
após a vistoria de recebimento do bem; respeitando a independência técnica de cada um;

g) exigir do executante a correção dos defeitos ocultos d) respeitar a vontade expressa de quem o contratou,
(vícios redibitórios) do empreendimento, desde que após a sua concordância, obedecendo às normas
acusados, pormenorizadamente, de maneira formal, brasileiras e regulamentos vigentes;
por escrito, no prazo de seis meses, como previsto
no Código Civil; ou outro prazo, quando prévia e e) quando profissional autônomo diretamente contratado
explicitadamente for acordado com o executante; pelo proprietário ou preposto, assumir os ônus decor-
rentes de projeto e especificações ou conclusões
h) receber o “Manual de Uso e Manutenção” do em- apresentadas, desde que devidamente comprovados.
preendimento, fornecido pelo executante.
5.4.2 É prerrogativa do autor do projeto:
5.2 Do contratante
a) acompanhar o empreendimento para verificação da
5.2.1 É de responsabilidade do contratante:
execução, de acordo com o projeto, independen-
temente ou não de remuneração;
a) representar o proprietário na medida da delegação
recebida;
b) incluir em seu acervo técnico todos os projetos por
b) fornecer aos seus contratados a documentação que ele executados, mesmo na condição de integrante
o qualifica como contratante. de equipe ou firma projetista;
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5.2.2 É prerrogativa do contratante escolher fiscal, de- c) subcontratar parte de seus serviços, mantendo in-
terminando suas atribuições. tegral responsabilidade pelo projeto;

5.2.2.1 São prerrogativas do contratante aquelas do proprie- d) ser consultado, por quem de direito, no caso de
tário que lhes forem expressamente delegadas. modificação do projeto, cabendo-lhe o direito de
rejeitar a autoria deste, quando ele for mutilado por
5.3 Da firma projetista alterações à sua revelia, sem prejuízo de sua integral
remuneração e demais aspectos legais, conforme
5.3.1 É de responsabilidade da firma projetista: Lei nº 5.988.

a) possuir profissionais habilitados, os quais, mantendo 5.5 Do financiador


autonomia técnica, assumam a condição de autores
dos projetos, sendo responsáveis técnicos por estes; 5.5.1 É de responsabilidade do financiador:

b) anotar e atestar a responsabilidade dos seus pro- a) cumprir com o aporte de recursos conforme prazos,
fissionais para fins de acervo técnico; valores e demais condições ajustadas entre as par-
tes no respectivo contrato e cronograma de de-
c) assumir os ônus decorrentes de erros de projeto e sembolso;
especificações ou conclusões apresentadas, de sua
autoria, desde que devidamente comprovados.
b) assumir os ônus decorrentes do eventual descum-
primento dos prazos de liberação de recursos
5.3.2 É prerrogativa da firma projetista:
previamente ajustados;
a) considerar como seu acervo técnico a soma dos
c) fiscalizar o cumprimento das condições de qualidade
acervos técnicos dos autores de projeto atuantes e
previstas no projeto.
pertencentes à sua equipe;

b) acompanhar o empreendimento para verificação da 5.5.2 É prerrogativa do financiador:


execução, de acordo com o seu projeto, inde-
pendentemente ou não de remuneração. a) examinar e aprovar previamente o cronograma físi-
co-financeiro, as especificações, plantas e demais
5.4 Do autor do projeto componentes do projeto do empreendimento a ser
financiado;
5.4.1 É de responsabilidade do autor do projeto:
b) exigir as garantias previstas em lei e em contrato
a) nos termos da legislação pertinente, arcar com suas para concessão do financiamento;
responsabilidades técnicas de autor do projeto;
c) indicar fiscal para verificação das etapas de exe-
b) elaborar seu projeto de forma que se apresente de- cução do empreendimento, com o fim de liberar os
vidamente coordenado e integrado com os demais e respectivos valores de financiamento ajustados;
NBR 5671/1990 5

d) suspender a liberação de recursos no caso de des- m) responder durante cinco anos, a contar do recebi-
cumprimento do cronograma físico-financeiro e das mento do empreendimento pelo proprietário, pelos
especificações técnicas do projeto; defeitos estruturais que ameacem ou provoquem a
sua ruína;
e) exigir o retorno do financiamento de acordo com o
estabelecido em contrato. n) ser responsável pelo arquivamento do livro Registro
de Ocorrências pelo prazo de cinco anos após a
5.6 Do executante data da entrega do empreendimento.

5.6.1 É de responsabilidade do executante: Nota: Os prazos referidos nesta cláusula são de decadência
e não de prescrição.
a) examinar previamente os projetos e executar o em-
preendimento, aplicando processos, materiais, com- 5.6.2 É prerrogativa do executante:
ponentes, subcomponentes, equipamentos e fer-
ramentas, respeitando os mesmos projetos e as de- a) ser comunicado em tempo hábil, em caso de mo-
terminações técnicas; dificação do projeto;

b) contratar os subempreiteiros e os empreiteiros téc- b) mandar proceder, às expensas e mediante comu-


nicos, dirigindo os seus trabalhos, sem prejuízo da nicação prévia ao contratante, os ensaios comprova-
autonomia e da responsabilidade técnica destes; damente necessários, mesmo não previstos no
contrato, comunicando-lhe os resultados;
c) prover e administrar a mão-de-obra, de acordo com
a legislação trabalhista e previdenciária em vigor; c) não executar trabalhos em desacordo com as nor-
mas técnicas e de segurança vigentes;
d) manter no empreendimento:
d) no caso de defeitos ocultos (redibição), chamar à
- prepostos com poderes definidos;
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autoria os demais intervenientes para que assumam


as responsabilidades, de acordo com sua parti-
- o projeto executivo completo atualizado; cipação no empreendimento.
- os contratos e demais documentos nos seus as-
5.7 Do fiscal
pectos técnicos;
5.7.1 É de responsabilidade do fiscal, em sentido geral:
- o livro de registro de ocorrências;
a) comprovar perante o executante:
e) em conformidade com a legislação vigente, assumir
a responsabilidade técnica pela execução do
- sua condição de fiscal e a abrangência de sua
empreendimento, salvo a dos empreiteiros técnicos
atividade;
contratados;

f) refazer os serviços executados em desacordo - sua habilitação legal e competência nas áreas de
com o projeto contratual, sem ônus para o con- suas atribuições;
tratante;
b) indicar seu preposto, no caso do fiscal se tratar de
g) registrar, com clareza, o que for relevante no livro pessoa jurídica, o qual deverá também ter a ne-
de ocorrência e permitir os registros dos demais cessária habilitação legal e competência nas áreas
intervenientes, no horário de trabalho; de sua atribuição;

h) tomar as providências pela guarda e segurança do c) notificar, a quem de direito, as inadimplências con-
empreendimento; tratuais ou infringências da legislação das partes e
as penalidades respectivas, quando previstas no
i) fornecer ao proprietário o “Manual de Uso e contrato;
Manutenção” do empreendimento e prestar as infor-
mações necessárias nos casos omissos ou duvi- d) responder pelos prejuízos decorrentes da sua atua-
dosos; ção quando for comprovada sua impropriedade.

j) corrigir os defeitos visíveis verificados pelo pro- 5.7.2 É prerrogativa do fiscal, em sentido geral, ter acesso
prietário, na vistoria do empreendimento; aos locais de atividades e aos documentos relacionados
com sua atuação.
l) responder até seis meses, a contar do recebimento
do empreendimento pelo proprietário, através de 5.7.3 É de responsabilidade do fiscal técnico, além do cons-
documento que comprove a efetiva entrega do tante em 5.7.1:
empreendimento, por todos os demais defeitos de
construção encontrados, salvo os visíveis, que de- a) fazer-se presente no local dos trabalhos, quando
verão ser objeto de identificação no ato do rece- necessário;
bimento do empreendimento. Os defeitos deverão
ser acusados de maneira formal e por escrito; b) preservar a autonomia técnica do executante;
6 NBR 5671/1990

c) receber oportunamente os serviços executados, g) acatar as determinações do(s) fiscal(is) a que o exe-
de acordo com o contrato, quando tiver esta de- cutante esteja sujeito, como se executante fosse;
legação;
h) acatar as determinações do executante que visem a
d) alertar os intervenientes quanto ao cumprimento das boa coordenação do empreendimento;
medidas de segurança previstas em regulamentos
normativos, normas legais, referentes à medicina e i) responder pelos encargos trabalhistas e pre-
segurança do trabalho e normas brasileiras regis- videnciários de sua mão-de-obra, assim como por
tradas compulsórias. encargos tributários decorrentes de sua prestação
de serviços, de acordo com a legislação vigente;
5.7.4 É prerrogativa do fiscal técnico, além do constante em
5.7.2: j) fornecer ao executante a comprovação do cum-
primento das obrigações trabalhistas, previden-
a) recusar serviços executados em desacordo com o ciárias, sociais e tributárias, quando solicitado;
contrato ou com o projeto;
l) subordinar-se aos regulamentos e normas do exe-
b) determinar a rejeição de materiais, equipamentos e cutante, vigentes no empreendimento;
componentes que estiverem em desacordo com as
especificações constantes em contrato; m) o emprego adequado dos materiais, apetrechos, fer-
ramentas, equipamentos e instalações que lhe forem
c) vetar o emprego de pessoal comprovadamente des- confiados;
qualificado para a atividade que exerce;
n) assumir a responsabilidade pelos danos causados
d) proibir a utilização de apetrechos, ferramentas e por si ou seus prepostos ao empreendimento ou a
máquinas comprovadamente inadequados; terceiros.
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e) determinar a paralisação dos trabalhos que estiverem 5.8.2 É prerrogativa do empreiteiro técnico:
sendo executados, quando em desacordo com o
projeto ou com o contrato;
a) ser consultado no caso de modificação de projeto;
f) ser comunicado em tempo hábil da ocorrência
b) mandar proceder, mediante comunicação prévia, aos
dos eventos por ele previamente relacionados, em
ensaios comprovadamente necessários, mesmo não
que sua presença se fizer necessária.
previstos em contrato, comunicando os resultados;
5.7.5 É de responsabilidade do fiscal administrativo, além
c) receber oportunamente e no local previsto os in-
do constante em 5.7.1, manter sigilo das informações a que
sumos que lhe devam ser fornecidos;
tiver acesso por força de sua atuação.

5.7.6 É prerrogativa do fiscal administrativo, além da cons- d) não executar trabalhos em desacordo com as nor-
tante em 5.7.2, determinar a paralisação de práticas admi- mas técnicas e de segurança vigentes.
nistrativas em desacordo com o convencionado.
5.9 Do subempreiteiro
5.8 Do empreiteiro técnico
5.9.1 É de responsabilidade do subempreiteiro:
5.8.1 É de responsabilidade do empreiteiro técnico:
a) acatar as determinações de natureza técnica do exe-
a) executar e aplicar processos construtivos, materiais, cutante ou do empreiteiro;
componentes, subcomponentes, equipamentos e fer-
ramentas, respeitando o projeto, o qual deverá ter b) responder pelos encargos trabalhistas e previden-
sido previamente examinado; ciários de sua mão-de-obra, assim como por en-
cargos tributários decorrentes de sua prestação de
b) prover e administrar a mão-de-obra sob sua respon- serviços, de acordo com a legislação vigente;
sabilidade;
c) fornecer ao executante a comprovação do cum-
c) manter na obra prepostos com poderes definidos, primento das obrigações trabalhistas, sociais e tri-
enquanto necessário; butárias, quando solicitado;

d) refazer seus serviços quando executados em de- d) subordinar-se aos regulamentos e normas do exe-
sacordo com o projeto; cutante, vigentes no empreendimento;

e) assumir os ônus decorrentes de erros de seu tra- e) empregar adequadamente os materiais, apetrechos,
balho, desde que devidamente comprovados; ferramentas, equipamentos e instalações que lhe
sejam confiados;
f) fornecer ao executante elementos necessários à
redação do “Manual de Uso e Manutenção” do em- f) assumir os danos e prejuízos causados por si ou
preendimento; seus prepostos.
NBR 5671/1990 7

5.9.2 É prerrogativa do subempreiteiro receber, oportu- e) ter responsável técnico pela fabricação, nas con-
namente e no local previsto, os insumos e demais condições dições estabelecidas pelo CONFEA;
que lhe devam ser fornecidos.
f) fixar no produto, em local visível, indelevelmente,
5.10 Do consultor técnico sua marca e a identificação do produto;

5.10.1 É de responsabilidade do consultor técnico: g) entregar os materiais e equipamentos adequada-


mente embalados e acondicionados, de forma que
a) comprovar habilitação legal e técnica para a área de estes não sofram danos durante o transporte e ar-
sua atuação; mazenagem;

b) apresentar, através de documento, soluções téc- h) indicar na embalagem instruções para transporte,
nicas viáveis para os problemas que lhe forem sub- armazenagem e manuseio;
metidos;
i) permitir que seja procedida a inspeção técnica
c) assumir os ônus decorrentes de erros por suas es-
do produto durante a fabricação e armazenagem,
pecificações ou conclusões apresentadas, desde
salvo quando houver “Certificação de Conformidade”.
que devidamente comprovados.
5.12.2 É prerrogativa do fabricante de materiais e/ou
5.10.2 É prerrogativa do consultor técnico:
equipamentos:
a) acompanhar os trabalhos referentes às suas solu-
ções, quando adotadas; a) divulgar o nome de seus clientes;

b) subcontratar parte especializada dos seus serviços, b) receber o contrato de fornecimento por escrito, antes
mantendo integral responsabilidade. da entrega do seu produto;
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5.11 Do tecnólogo c) tomar conhecimento do ônus a que poderá estar


sujeito, em função de desempenho do seu produto.
5.11.1 É de responsabilidade do tecnólogo:
5.13 Do fornecedor
a) realizar os trabalhos obedecendo às normas bra-
sileiras ou, na ausência destas, às indicadas pelo 5.13.1 É de responsabilidade do fornecedor:
solicitante;
a) atender o que foi estabelecido no contrato de for-
b) apresentar documentos conclusivos relativos aos necimento e, em especial, o prazo, a quantidade e a
seus trabalhos, indicando a normalização utilizada; qualidade definidos;

c) assumir os ônus decorrentes de erros de suas es-


b) entregar os materiais de acordo com as especifica-
pecificações ou conclusões apresentadas, desde
ções técnicas de contrato, atendendo as normas
que devidamente comprovados.
técnicas. Na ausência de especificação técnica
suficiente para perfeita identificação dos materiais,
5.11.2 É prerrogativa do tecnólogo exigir o cumprimento das
caberá ao fornecedor obter as informações ne-
suas determinações, em seu campo de atuação, relatando
cessárias na contratação do fornecimento. Na ine-
no livro “Registro de Ocorrências” o eventual descum-
xistência de normas pertinentes, devem ser obe-
primento.
decidas as especificações usuais dos materiais,
adotadas no local do empreendimento;
5.12 Do fabricante de materiais e/ou equipamentos
c) fazer a entrega dos materiais nos locais e horários
5.12.1 É de responsabilidade do fabricante de materiais
acordados, obedecidas as posturas municipais;
e/ou equipamentos:

a) atender às normas brasileiras pertinentes, tanto no d) aceitar a devolução dos materiais fornecidos em
processo de fabricação, quanto nas características desacordo com o estabelecido, arcando com o ônus
técnicas do seu produto final; correspondente, obrigando-se à devida reposição;

b) fazer corresponder exatamente as características e) quando representado por preposto, apresentar a


técnicas do seu produto com as características por documentação que o habilite como tal, particular-
ele divulgadas; mente para o caso de firmar contrato de forneci-
mento;
c) responder pelos defeitos de fabricação, assumindo
o ônus que porventura recair sobre o executante; f) manter os materiais e equipamentos adequadamente
embalados e armazenados, de acordo com pres-
d) aceitar a devolução dos produtos fornecidos quando crições de norma e instruções do fabricante;
em desacordo com o estabelecido, arcando com o
ônus correspondente, obrigando-se à devida re- g) permitir inspeção técnica dos produtos a serem
posição; fornecidos.
8 NBR 5671/1990

5.13.2 É prerrogativa do fornecedor: b) antes de tomar posse, receber o bem imóvel, cons-
tatada a inexistência de defeitos visíveis;
a) receber o contrato de fornecimento por escrito, antes
da entrega dos materiais; c) usar adequadamente o bem imóvel, conforme o
“Manual de Uso e Manutenção” do empreendimento
b) receber as especificações técnicas de forma clara e recebido;
completa;
d) comunicar imediatamente ao proprietário os defeitos
c) agir no sentido de que seus direitos sejam respei- verificados durante o uso;
tados e cumpridos na forma estabelecida em con-
trato. e) transferir ao usuário as responsabilidades definidas
nas letras c) e d) deste item.
5.14 Do concessionário de serviço público
5.16.2 É prerrogativa do adquirente:
5.14.1 É de responsabilidade do concessionário de serviço
público:
a) receber do proprietário o “Manual de Uso e Ma-
a) cumprir as obrigações constantes na legislação nutenção” do empreendimento;
específica que rege a sua concessão;
b) obter do proprietário a correção dos defeitos acu-
b) responder pela execução, manutenção e exploração sados após vistoriar o bem;
dos serviços públicos, não transferindo a terceiros o
respectivo ônus; c) recusar o bem, desde que fundamentalmente, quan-
do não corrigidos adequadamente os defeitos vi-
c) fornecer as diretrizes básicas para a elaboração e síveis apontados após vistoria dele;
aprovação de projetos;
d) ter corrigidos os defeitos de construção que se
d) aprovar e atestar tempestivamente os projetos, obras apresentem até seis meses contados a partir da
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e serviços executados de acordo com as suas data de entrega do bem, através de documento com-
diretrizes; probatório ou prazo maior que conste em cláusula
de garantia, pelo executante ou responsável por esta;
e) comunicar quaisquer modificações que atinjam a
terceiros, dando suficiente divulgação e permitindo e) receber do proprietário garantia contra defeitos
que os interessados a elas se adaptem através da estruturais, que ameacem ou provoquem ruína, pelo
fixação de prazo de carência para sua vigência. prazo de cinco anos, a contar do recebimento do
bem, através de documento que comprove a sua
5.14.2 É prerrogativa do concessionário de serviço público efetiva entrega;
exigir o cumprimento das obrigações cabíveis aos in-
teressados, de acordo com a legislação específica que rege f) contratar, às suas expensas, fiscal técnico para
a sua concessão. assisti-lo na vistoria e recebimento do bem.

5.15 Do corretor (ver Lei nº 6.530 e Decreto nº 81.871) 5.17 Do usuário

5.15.1 É de responsabilidade do corretor: 5.17.1 É de responsabilidade do usuário;

a) obter por escrito a autorização para a intermediação; a) usar adequadamente o bem, especialmente quanto
ao que prescreve o “Manual de Uso e Manutenção”
b) declinar o número de sua inscrição do CRECI res-
do empreendimento, respondendo pelos ônus
pectivo, em toda propaganda ou impressão relativo
decorrentes da desobediência a este item;
à sua atividade;
b) comunicar imediatamente ao adquirente os defeitos
c) levar a público somente afirmações verdadeiras so-
verificados durante o uso;
bre o bem imóvel.
c) consultar o executante no caso de modificações ou
5.15.2 É prerrogativa do corretor:
reformas.
a) receber do proprietário cópia da documentação
necessária pertinente ao bem imóvel, conforme 5.17.2 É prerrogativa do usuário receber do adquirente o
arquivada no Registro de Imóveis; “Manual de Uso e Manutenção” do empreendimento.

b) ter acesso e levar os clientes ao imóvel em horário 6 Registros de ocorrências


previamente estabelecido com o proprietário.
6.1 Do objetivo
5.16 Do adquirente
Tem por objetivo o registro, por qualquer interveniente, du-
5.16.1 É de responsabilidade do adquirente: rante a execução do empreendimento, dos fatos, obser-
vações e anotações pertinentes que, de forma direta ou in-
a) vistoriar o bem imóvel, apontando de maneira for- direta, tenham a ver com a responsabilidade de quem re-
mal, por escrito, quaisquer defeitos verificados; gistra.
NBR 5671/1990 9

6.2 Da natureza do registro de ocorrências e) as falhas dos projetos e serviços, quando cons-
tatadas;
Será constituído de um conjunto de folhas numeradas em
seqüência, rubricadas pelo proprietário ou contratante e pelo f) as modificações autorizadas do projeto;
executante, com termos de abertura e encerramento.
g) autuações, notificações e embargos, por quem de
6.3 Da abertura direito;

O termo de abertura é anotado na primeira página, onde h) as ordens de caráter geral relativas à segurança do
devem constar: trabalho.

a) identificação pormenorizada e localização do 6.8 Do encerramento do registro


empreendimento;
O termo de encerramento do registro de ocorrências será
b) qualificação do proprietário e rubrica;
lavrado quando do encerramento do contrato, entre o exe-
cutante e o proprietário, nas condições nele previstas.
c) qualificação do executante e rubrica;

d) data; 6.9 Do arquivamento do registro de ocorrências

e) o responsável pelo arquivamento, após o encer- Será responsável pelo arquivamento o executante, pelo
ramento do livro. prazo de cinco anos, após a data de entrega do empreen-
dimento, através de documento ao proprietário.
6.4 Da forma dos registros
7 Recebimento, uso e manutenção
Os registros devem ser feitos de forma legível e indelével,
sem espaços nem rasuras, datados e assinados. Os re- 7.1 Do recebimento do empreendimento em
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gistros não podem ser anulados no seu texto original. condomínios (ver Lei nº 4.591)

6.5 Da guarda O recebimento será efetuado separadamente para as partes


comuns, em condomínio, e para as partes de uso privativo.
A guarda do “Registro de Ocorrências” é de respon-
sabilidade do executante, que tem a obrigação de colocá-lo 7.1.1 Para as partes comuns, em condomínio, prevalecem
à disposição dos demais intervenientes, ou prepostos as seguintes condições:
autorizados no próprio “Registro de Ocorrência”, no em-
preendimento, durante o horário de trabalho. a) o recebimento será feito pelo síndico do condomínio
ou por representante dos condôminos nomeado pela
6.6 Dos anexos assembléia de instalação do condomínio;

Os intervenientes poderão anexar documentos ao registro b) o recebimento feito na forma da alínea a) valerá para
de ocorrências que, para serem colocados, devem todos os condôminos;
preencher as seguintes condições:
c) o síndico ou representante dos condôminos deverá
a) ser identificados, de forma clara, no próprio re-gistro, vistoriar as partes comuns, com base nos docu-
constando o número de folhas; mentos técnicos do empreendimento, emitindo
relatório de suas observações;
b) ser numerados em seqüência e rubricados pelo inter-
veniente responsável pela anexação, pelo execu-
d) o laudo deverá ser formalmente entregue pelo sín-
tante e pelo proprietário.
dico ou por responsável pelo recebimento ao pro-
prietário que providenciará as eventuais correções,
6.7 Dos registros obrigatórios
antes da posse efetiva do empreendimento pelos
Devem ser obrigatoriamente registrados, entre outros, pelos adquirentes;
seus responsáveis:
e) feitas as correções, o responsável pelo recebimento
a) os intervenientes e seus prepostos, devidamente deve fazer nova vistoria, quando comunicará, através
qualificados, com as datas de início e de encer- de documento datado e assinado, às partes in-
ramento da sua participação; teressadas que o bem se encontra livre de defeitos
visíveis.
b) os contratos dos intervenientes, inclusive ART,
imediatamente após sua oficialização (ver 7.1.2 Para as partes de uso privativo, prevalecem as se-
Decreto-Lei nº 2.300); guintes condições:

c) o número de matrícula do empreendimento no IAPAS; a) o recebimento será feito pelo adquirente;

d) os números dos processos de aprovação, licencia- b) o adquirente deverá vistoriar as partes de uso pri-
mento e alvarás de projetos e a respectiva identi- vativo, com base no que estabelece o contrato de
ficação e qualificação dos seus autores; aquisição;
10 NBR 5671/1990

c) as eventuais incorreções devem ser formalmente 7.3.2 A responsabilidade dos ônus decorrentes do mau uso,
comunicadas pelo adquirente ao proprietário, que especialmente pela desobediência às prescrições do
providenciará as correções devidas, antes da posse “Manual de Uso e Manutenção”, será do usuário, ficando
efetiva do empreendimento; dela eximidos o proprietário e o executante.

d) feitas as correções, o adquirente deve fazer nova


7.3.3 Nos casos omissos ou duvidosos não previstos no
vistoria, quando comunicará, através de documento
“Manual de Uso e Manutenção”, poderá o usuário, através
assinado e datado, às partes interessadas que o
do adquirente, consultar sem ônus o executante.
bem se encontra livre de defeitos visíveis.

7.2 Do recebimento de obras e serviços em geral 7.3.4 Nos casos de modificações ou reformas de obra
(NBR 5682) deverá ser previamente consultado o execu-
Neste caso deve ser consultada a NBR 5675. tante, arcando o usuário com os honorários da consulta.
Incorrendo a consulta prévia, cessam as responsabilidades
7.3 Do uso e manutenção de edificações do executante quanto a defeitos do empreendimento, mesmo
os estruturais.
7.3.1 Ao usuário cabe obedecer às prescrições do “Manual
de Uso e Manutenção” fornecido pelo executante e posto à
disposição do adquirente pelo proprietário, ao tomar posse 7.3.5 O “Manual de Uso e Manutenção” deve conter ins-
do empreendimento. truções para a utilização, conservação e manutenção dos
elementos que constituem o empreendimento, em especial
Nota: Para a manutenção deve ser consultada a NBR 5674. suas instalações e equipamentos.
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NORMA ABNT NBR
BRASILEIRA 5674
Segunda edição
25.07.2012

Válida a partir de
25.08.2012

Manutenção de edificações — Requisitos para


o sistema de gestão de manutenção
Building maintenance — Requirements for maintenance management system
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ICS 91.040.01 ISBN 978-85-07-03557-2

Número de referência
ABNT NBR 5674:2012
25 páginas

© ABNT 2012
ABNT NBR 5674:2012
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ABNT NBR 5674:2012

Sumário Página

Prefácio ...............................................................................................................................................iv
Introdução ............................................................................................................................................v
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referências normativas .....................................................................................................1
3 Termos e definições ...........................................................................................................2
4 Requisitos para a manutenção .........................................................................................2
4.1 Organização ........................................................................................................................2
4.2 Conteúdo básico do relatório de inspeção......................................................................3
4.3 Programa de manutenção .................................................................................................4
5 Requisitos para o planejamento anual das atividades ...................................................5
5.1 Considerações....................................................................................................................5
5.2 Previsão orçamentária anual.............................................................................................6
6 Requisitos para controle do processo de manutenção..................................................6
6.1 Orçamento e contratação dos serviços de manutenção ................................................6
6.2 Meios de controle ...............................................................................................................7
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7 Requisitos para a documentação .....................................................................................7


7.1 Generalidades.....................................................................................................................7
7.2 Fluxo da documentação ....................................................................................................8
7.3 Registros .............................................................................................................................9
7.4 Arquivo ................................................................................................................................9
7.5 Indicadores gerenciais ......................................................................................................9
8 Incumbências ou encargos ...............................................................................................9

Anexos
Anexo A (informativo) Modelo para a elaboração do programa de manutenção preventiva .......11
Anexo B (informativo) Modelo para a elaboração do programa de manutenção preventiva .......16
B.1 Objetivo .............................................................................................................................16
B.2 Classificação dos registros .............................................................................................16
B.3 Tabela dos principais registros.......................................................................................16
Anexo C (informativo) Modelos de verificações e seus registros ..................................................21

Figura
Figura 1 – Fluxo da documentação ...................................................................................................8

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ABNT NBR 5674:2012

Tabelas
Tabela A.1 – Exemplos de modelo não restritivos para a elaboração do programa
de manutenção preventiva de uma edificação hipotética .......................................11
Tabela B.1 – Lista dos registros .......................................................................................................16
Tabela B.2 – Agendamento e periodicidade ...................................................................................20
Tabela C.1 – Modelo de livro de registro de manutenção ..............................................................21
Tabela C.2 – Modelos de lista de verificações para um subsistema – Manutenção preventiva
da central de interfone (modelo possível) .................................................................21
Tabela C.3 – Manutenção preventiva da central de alarme (modelo possível) ............................22
Tabela C.4 – Modelos de lista de verificações para um equipamento – Manutenção preventiva
das bombas (modelo possível) ...................................................................................24
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ABNT NBR 5674:2012

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que
alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser
considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 5674 foi elaborada no Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-02), pela Comis-
são de Estudo de Manutenção de Edificações (CE-02:140.01). O seu 1º Projeto circulou em Consulta
Nacional conforme Edital nº 10, de 05.10.2011 a 05.12.2011, com o número de Projeto ABNT NBR 5674.
O seu 2º Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 02, de 07.02.2012 a 07.03.2012, com
o número de 2º Projeto ABNT NBR 5674.
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Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 5674:1999), a qual foi tecnica-
mente revisada.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
This Standard establishes the requirements for the management of the maintenance of buildings.
The management of the maintenance system includes means for:

a) maintain the original features of the building;

b) prevent performance loss caused by the depletion of their systems, components or elements.

Existing buildings must match or create their maintenance programs according samples to this Standard.

Appended samples are not restrictive or exhaustive, and may be asapted to each building specific
characteristics.

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ABNT NBR 5674:2012

Introdução

A manutenção de edificações é um tema cuja importância supera, gradualmente, a cultura de se pensar


o processo de construção limitado até o momento quando a edificação é entregue e entra em uso.

As edificações são suporte físico para a realização direta ou indireta de todas as atividades produtivas e
possuem, portanto, um valor social fundamental. Todavia, as edificações apresentam uma característica
que as diferencia de outros produtos: elas são construídas para atender a seus usuários durante mui-
tos anos, e ao longo deste tempo de serviço devem apresentar condições adequadas ao uso a que se
destinam, resistindo aos agentes ambientais e de uso que alteram suas propriedades técnicas iniciais.

É inviável, sob o ponto de vista econômico, e inaceitável, sob o ponto de vista ambiental, considerar
as edificações como produtos descartáveis, passíveis da simples substituição por novas construções
quando os requisitos de desempenho atingem níveis inferiores àqueles exigidos pela ABNT NBR 15575
(Partes 1 a 6). Isto exige que a manutenção das edificações seja levada em conta tão logo elas sejam
colocadas em uso.

A omissão em relação à necessária atenção para a manutenção das edificações pode ser constatada
nos frequentes casos de edificações retiradas de serviço muito antes de cumprida a sua vida útil pro-
jetada (VUP), causando muitos transtornos aos seus usuários e um sobrecusto intensivo dos serviços
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de recuperação ou construção de novas edificações.

Significando custo relevante na fase de uso da edificação, a manutenção não pode ser feita de modo
improvisado, esporádico ou casual. Ela deve ser entendida como um serviço técnico perfeitamente
programável e como um investimento na preservação do valor patrimonial.

A elaboração e a implantação de um programa de manutenção corretiva e preventiva nas edificações,


além de serem importantes para a segurança e qualidade de vida dos usuários, são essenciais para
a manutenção dos níveis de desempenho ao longo da vida útil projetada.

Para atingir maior eficiência e eficácia na administração de uma edificação ou de um conjunto de edifi-
cações, é necessária uma abordagem fundamentada em procedimentos organizados em um sistema
na gestão da manutenção, segundo uma lógica de controle de qualidade e de custo.

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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 5674:2012

Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de gestão


de manutenção

1 Escopo
Esta Norma estabelece os requisitos para a gestão do sistema de manutenção de edificações.

A gestão do sistema de manutenção inclui meios para:

a) preservar as características originais da edificação;

b) prevenir a perda de desempenho decorrente da degradação dos seus sistemas, elementos


ou componentes;

Edificações existentes antes da vigência desta Norma devem se adequar ou criar os seus programas
de manutenção atendendo ao apresentado nesta Norma.

Os anexos desta Norma apresentam exemplos de modelos não restritivos ou exaustivos a serem
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adaptados em função das características específicas da edificação.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refe-
rências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 9077, Saídas de emergência em edifícios

ABNT NBR 14037, Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edifi-
cações – Requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos

ABNT NBR 15575-1, Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 1: Requi-
sitos gerais

ABNT NBR 15575-2, Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 2: Requi-
sitos para os sistemas estruturais

ABNT NBR 15575-3, Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 3: Requi-
sitos para os sistemas de pisos internos

ABNT NBR 15575-4, Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 4: Siste-
mas de vedações verticais externas e internas

ABNT NBR 15575-5, Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 5: Requi-
sitos para sistemas de coberturas

ABNT NBR 15575-6, Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 6: Siste-
mas hidrossanitários

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ABNT NBR 5674:2012

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições das ABNT NBR 14037 e
ABNT NBR 15575-1 e os seguintes.

3.1
edificação
produto constituído de um conjunto de sistemas, elementos ou componentes estabelecidos e integra-
dos em conformidade com os princípios e técnicas da engenharia e da arquitetura

3.2
empresa capacitada
organização ou pessoa que tenha recebido capacitação, orientação e responsabilidade de profissional
habilitado e que trabalhe sob responsabilidade de profissional habilitado

3.3
empresa especializada
organização ou profissional liberal que exerce função na qual são exigidas qualificação e competência
técnica específicas

3.4
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equipe de manutenção local


pessoas que realizam diversos serviços, tenham recebido orientação e possuam conhecimento
de prevenção de riscos e acidentes

3.5
previsão orçamentária
documento contendo a estimativa de custo para a realização dos serviços previstos no programa
de manutenção

3.6
serviço de manutenção
intervenção realizada na edificação e seus sistemas, elementos ou componentes constituintes

3.7
sistema de manutenção
conjunto de procedimentos organizados para gerenciar os serviços de manutenção

4 Requisitos para a manutenção


4.1 Organização

4.1.1 A gestão do sistema de manutenção deve considerar as características das edificações, como:

a) tipologia da edificação;

b) uso efetivo da edificação;

c) tamanho e complexidade da edificação e seus sistemas;

d) localização e implicações do entorno da edificação.

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ABNT NBR 5674:2012

4.1.2 A manutenção deve ser orientada por um conjunto de diretrizes que:

a) preserve o desempenho previsto em projeto ao longo do tempo, minimizando a depreciação


patrimonial;

b) estabeleça as informações pertinentes e o fluxo da comunicação;

c) estabeleça as incumbências e autonomia de decisão dos envolvidos.

4.1.3 Na organização da gestão do sistema de manutenção deve ser prevista infraestrutura material,
técnica, financeira e de recursos humanos, capaz de atender aos diferentes tipos de manutenção
necessários, a saber:

a) manutenção rotineira, caracterizada por um fluxo constante de serviços, padronizados e cíclicos,


citando-se, por exemplo, limpeza geral e lavagem de áreas comuns;

b) manutenção corretiva, caracterizada por serviços que demandam ação ou intervenção imediata a
fim de permitir a continuidade do uso dos sistemas, elementos ou componentes das edificações, ou
evitar graves riscos ou prejuízos pessoais e/ou patrimoniais aos seus usuários ou proprietários; e

c) manutenção preventiva, caracterizada por serviços cuja realização seja programada com ante-
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cedência, priorizando as solicitações dos usuários, estimativas da durabilidade esperada dos


sistemas, elementos ou componentes das edificações em uso, gravidade e urgência, e relatórios
de verificações periódicas sobre o seu estado de degradação.

4.1.4 A gestão do sistema de manutenção deve promover a realização coordenada dos diferentes
tipos de manutenção das edificações.

4.1.5 O programa de manutenção deve especificar se os serviços devem ser realizados por empresa
capacitada, empresa especializada ou equipe de manutenção local, conforme 3.2 a 3.4.

4.1.6 Recomenda-se que os indicadores de eficiência da gestão do sistema de manutenção sejam


periodicamente avaliados e estabelecidos, de forma a contemplar os seguintes parâmetros a serem
adaptados em função da complexidade do empreendimento:

a) atendimento ao desempenho das edificações e de seus sistemas conforme descrito na


ABNT NBR 15575 (Partes 1 a 6);

b) prazo acordado entre a observação da não conformidade e a conclusão de serviço de manutenção;

c) tempo médio de resposta às solicitações dos usuários e intervenções de emergência;

d) periodicidade das inspeções prediais de uso e manutenção estabelecidas no manual de operação,


uso e manutenção da edificação;

e) registros das inspeções, conforme 7.2.

NOTA Dependendo do empreendimento outros parâmetros podem ser utilizados.

4.2 Conteúdo básico do relatório de inspeção

4.2.1 As inspeções devem ser feitas atendendo aos intervalos constantes do manual elaborado
conforme a ABNT NBR 14037 e do programa de manutenção de cada edificação.

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ABNT NBR 5674:2012

4.2.2 As inspeções devem ser realizadas por meio de modelos elaborados e ordenados de forma
a facilitar os registros e sua recuperação, considerando:

a) um roteiro de inspeções dos sistemas, subsistemas, elementos, equipamentos e componentes


da edificação;

b) as formas de manifestação esperadas da degradação natural dos sistemas, subsistemas, ele-


mentos e equipamentos ou componentes da edificação associadas à sua vida útil, conforme
indicações do manual e que resultem em risco à saúde e segurança dos usuários;

c) as solicitações e reclamações dos usuários ou proprietários.

4.2.3 Os relatórios das inspeções devem:

a) descrever a degradação de cada sistema, subsistema, elemento ou componente e equipamento


da edificação;

b) apontar e, sempre que possível, estimar a perda do seu desempenho;

c) recomendar ações para minimizar os serviços de manutenção corretiva; e


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d) conter prognóstico de ocorrências.

4.3 Programa de manutenção

4.3.1 O programa consiste na determinação das atividades essenciais de manutenção, sua perio-
dicidade, responsáveis pela execução, documentos de referência, referências normativas e recursos
necessários, todos referidos individualmente aos sistemas e, quando aplicável, aos elementos, com-
ponentes e equipamentos.

O programa de manutenção deve ser atualizado periodicamente.

4.3.2 O programa de manutenção deve considerar projetos, memoriais, orientação dos fornecedores
e manual de uso, operação e manutenção (quando houver), além de características específicas, como:

a) tipologia, complexidade e regime de uso da edificação;

b) sistemas, materiais e equipamentos;

c) idade das edificações;

d) expectativa de durabilidade dos sistemas, quando aplicável aos elementos e componentes,


devendo atender à ABNT 15575 quando aplicável;

e) relatórios das inspeções, constando comparativos entre as metas previstas e as metas efetivas,
tanto físicas como financeiras;

f) relatórios das inspeções constando as não conformidades encontradas;

g) relatórios das inspeções sobre as ações corretivas e preventivas;

h) solicitações e reclamações dos usuários ou proprietários;

i) histórico das manutenções realizadas;

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ABNT NBR 5674:2012

j) rastreabilidade dos serviços;

k) impactos referentes às condições climáticas e ambientais do local da edificação;

l) escala de prioridades entre os diversos serviços; e

m) previsão financeira.

4.3.3 O programa deve pelo menos conter uma sistematização ou estrutura que contemple:

a) designação do sistema, quando aplicável aos elementos e componentes;

b) descrição da atividade;

c) periodicidade em função de cada sistema, quando aplicável aos elementos e componentes, obser-
vadas as prescrições do projeto ou as especificações técnicas;

d) identificação dos responsáveis;

e) documentação referencial e formas de comprovação;


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f) modo de verificação do sistema; e

g) custo.

4.3.4 Esta Norma apresenta modelos de sistematização das atividades de manutenção a serem
realizadas, e que são normalmente citadas no Manual do Proprietário e no Manual das Áreas Comuns
entregues ao proprietário, atendendo à ABNT NBR 14037.

4.3.5 O Anexo A apresenta exemplos de modelos não restritivos para a elaboração do programa de
manutenção preventiva. Contém sugestões com indicações de sistemas, para a periodicidade a ser
ajustada em função das indicações dos projetos ou especificações técnicas.

5 Requisitos para o planejamento anual das atividades


5.1 Considerações

O planejamento anual dos serviços de manutenção deve ser estabelecido de forma a considerar:

a) prescrições e especificações técnicas para as edificações;

b) disponibilidade de recursos humanos;

c) disponibilidade de recursos financeiros, incluindo previsão de contingência;

d) sequência racional e duração das atividades;

e) cronograma físico x financeiro;

f) necessidades de haver desenhos, incluindo seus detalhes;

g) procedimentos de execução ou referência às normas técnicas e legislação;

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ABNT NBR 5674:2012

h) especificações detalhadas dos insumos e materiais;

i) manutenibilidade;

j) dispositivos de sinalização e proteção dos usuários;

k) previsão de acessos seguros a todos os locais da edificação onde sejam realizadas inspeções
e atividades de manutenção;

l) minimização de interferência nas condições de uso normal da edificação durante a sua execução.

5.2 Previsão orçamentária anual

O sistema de manutenção deve possuir mecanismos capazes de prever os recursos financeiros


necessários para a realização dos serviços de manutenção em período futuro definido.

As previsões orçamentárias devem incluir uma reserva de recursos destinada à realização de serviços
de manutenção corretiva.

As previsões orçamentárias devem ser flexíveis, de modo a assimilar uma margem de erro em estima-
tivas físicas, de custos.
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As previsões orçamentárias devem expressar claramente a relação custo x benefício dos serviços de
manutenção, devendo constar em ata as deliberações sobre a realização ou não destas intervenções.

6 Requisitos para controle do processo de manutenção


6.1 Orçamento e contratação dos serviços de manutenção

6.1.1 Os orçamentos dos serviços de manutenção devem conter:

a) dados do cliente;

b) escopo dos serviços ou objeto;

c) descrição de cada atividade, com os respectivos prazos;

d) especificações técnicas de execução e de manutenção futura, desenhos, cálculos ou projetos,


quando aplicável;

e) condições comerciais, valor, forma de pagamento e validade da proposta;

f) responsabilidades legais e obrigações de cada parte, incluindo o atendimento à legislação perti-


nente quanto à segurança do trabalho;

g) indicação do responsável técnico pela atividade, quando aplicável;

h) garantias e exclusões;

i) previsão de seguros, se aplicável.

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ABNT NBR 5674:2012

6.1.2 Para a avaliação das propostas, recomenda-se observar:

a) qualificação da empresa ou profissional em termos de capacidade técnica, recursos humanos


e equipamentos necessários ao desenvolvimento dos serviços;

b) experiência da empresa ou profissional na área, incluindo a menção de outros serviços em anda-


mento ou já concluídos, e o eventual fornecimento de acervo técnico;

c) referências de outros clientes;

d) proposta técnica apresentada, incluindo atendimento às normas aplicáveis e legislação;

e) habilitação jurídica, regularidade fiscal, idoneidade e capacidade financeira da empresa ou profis-


sional, avaliadas em relação ao porte de serviço contratado; e

f) prazo para a execução, preço, condições de pagamento, cronograma físico-financeiro com base
no contrato;

6.2 Meios de controle

6.2.1 Antes do início dos serviços o executante deve providenciar:


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a) meios que assegurem condições necessárias à realização segura dos serviços de manutenção;

b) meios que protejam os usuários das edificações de eventuais danos ou prejuízos decorrentes
da execução dos serviços de manutenção;

c) delimitações, informações e sinalização de advertência aos usuários sobre eventuais riscos.

6.2.2 Durante a realização dos serviços de manutenção, todos os sistemas de segurança da edifica-
ção devem permanecer em funcionamento ou, se necessário, devem ser previstos sistemas alternativos.

6.2.3 Não é permitida a obstrução, mesmo que temporária ou parcial, das saídas de emergência.
Caso seja necessária, é imprescindível criar rotas ou providências compatíveis que devem ser imple-
mentadas, antes da obstrução.

6.2.4 A execução deve seguir o cronograma físico-financeiro.

6.2.5 Caso os serviços resultem em mudança de características técnicas da edificação, o memorial


descritivo, as especificações, os respectivos projetos e o manual de uso, operação e manutenção
da edificação devem ser adequados.

6.2.6 Durante a realização dos serviços, devem ser implementados controles a fim de garantir o cum-
primento dos requisitos legais, de qualidade, custo e prazo, observadas as condições contratuais.

7 Requisitos para a documentação


7.1 Generalidades

A estrutura de documentação e registro de informações deve ser concebida para propiciar evidências
da gestão do programa da manutenção, custo x benefício na realização dos serviços de manutenção,
redução da incerteza no planejamento, projeto e execução dos serviços de manutenção e auxílio no
programa e no planejamento de serviços futuros.

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ABNT NBR 5674:2012

A documentação do programa de manutenção deve incluir:


a) manual de uso, operação e manutenção das edificações conforme ABNT NBR 14037;
b) manual dos fornecedores dos equipamentos e serviços;
c) programa da manutenção;
d) planejamento da manutenção contendo o previsto e o efetivo, tanto do ponto de vista cronológico
quanto financeiro;
e) contratos firmados;
f) catálogos, memoriais executivos, projetos, desenhos, procedimentos executivos dos serviços
de manutenção e propostas técnicas;
g) relatório de inspeção;
h) documentos mencionados na ABNT NBR 14037:2011, Anexo A, em que devem constar a qualifi-
cação do responsável e os comprovantes da renovação;
i) registros de serviços de manutenção realizados;
j) ata das reuniões de assuntos afetos à manutenção;
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k) documentos de atribuição de responsabilidade de serviços técnicos.

7.2 Fluxo da documentação


O condomínio deve dispor de um fluxo, escrito e aprovado, de documentação.
Esta Norma recomenda que sejam seguidas as fases indicadas na Figura 1.
As deliberações referentes à documentação descrita na Figura 1 devem constar na ata do condomínio.

Início

Manual de uso,
operação e
manutenção

Programa da
manutenção

Registros dea
contratação

Registros de
execuçãob

Arquivo

Fim

a Exemplo de registros de contratação: proposta, mapa de cotação, contratos, e-mails, ordens de serviço
b Exemplo de registros de execução: laudos, ART, termo de garantia, instrução de manutenção
Figura 1 – Fluxo da documentação

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ABNT NBR 5674:2012

7.3 Registros

Devem ser mantidos registros legíveis e disponíveis para prover evidências da efetiva implementação
do programa de manutenção, do planejamento, das inspeções e da efetiva realização das manutenções.

Recomenda-se que cada registro contenha:

a) identificação;

b) funções dos responsáveis pela coleta dos dados que compõem o registro;

c) estabelecimento da forma de arquivamento do registro;

d) estabelecimento do período de tempo pelo qual o registro deve ficar armazenado, assegurando
sua integridade.

A organização e a coleta de dados devem ser registradas de forma a indicar os serviços de manuten-
ção preventiva e corretiva, bem como alterações realizadas.

7.4 Arquivo
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Toda a documentação dos serviços de manutenção executados deve ser arquivada como parte inte-
grante do manual de uso, operação e manutenção da edificação, ficando sob a guarda do responsável
legal (proprietário ou síndico).

Toda esta documentação, quando solicitada, deve ser prontamente recuperável e estar disponível aos
proprietários, condôminos, construtor/incorporador e contratado, quando pertinente.

Quando houver troca do responsável legal (proprietário ou síndico), toda a documentação deve ser
formalmente entregue ao sucessor.

7.5 Indicadores gerenciais

É recomendado que o sistema de gestão da manutenção disponha de indicadores de eficiência com


a finalidade de avaliar:

a) a relação entre custo e tempo estimados e efetivamente realizados;

b) a taxa de sucesso das intervenções, medida pela incidência de retrabalho necessário;

c) a relação ao longo do tempo do custo x benefício gerado pelas manutenções;

d) a preservação do valor da edificação ao longo de sua vida útil.

8 Incumbências ou encargos
8.1 O proprietário de uma edificação, o síndico ou a empresa terceirizada responsável pela gestão
da manutenção deve atender a esta Norma, às normas técnicas aplicáveis e ao manual de uso, ope-
ração e manutenção da edificação.

8.2 O proprietário de uma edificação ou o condomínio deve fazer cumprir e prover os recursos para
o programa de manutenção preventiva das áreas comuns.

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8.3 O construtor ou incorporador deve entregar ao proprietário do imóvel o manual de uso, operação
e manutenção da edificação que atende à ABNT NBR 14037.

8.4 No caso de propriedade condominial, os condôminos respondem individualmente pela manu-


tenção das partes autônomas e solidariamente pelo conjunto da edificação, de forma a atender ao
manual de uso, operação e manutenção de sua edificação.

8.5 O proprietário ou o síndico pode delegar a gestão da manutenção da edificação à empresa ou


profissional contratado.

8.6 A empresa ou o profissional deve responder pela gestão do sistema de manutenção da edifica-
ção, ficando sob sua incumbência:

a) assessorar o proprietário ou o síndico nas decisões que envolvam a manutenção da edificação,


inclusive sugerir a adaptação do sistema de manutenção e planejamento anual das atividades,
conforme indicado nas Seções 4 e 5;

b) providenciar e manter atualizados os documentos e registros da edificação e fornecer documentos


que comprovem a realização dos serviços de manutenção, como contratos, notas fiscais, garantias,
certificados etc;
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c) implementar e realizar as verificações ou inspeções previstas no programa de manutenção


preventiva;

d) elaborar as previsões orçamentárias;

e) supervisionar a realização dos serviços de acordo com as Normas Brasileiras, projetos e orienta-
ções do manual de uso, operação e manutenção da edificação que atenda à [ABNT NBR 14037];

f) orçar os serviços de manutenção;

g) assessorar o proprietário ou o síndico na contratação de serviços de terceiros para a realização


da manutenção da edificação;

h) estabelecer e implementar uma gestão do sistema dos serviços de manutenção, conforme


esta Norma;

i) orientar os usuários sobre o uso adequado da edificação em conformidade com o estabelecido


no manual de uso, operação e manutenção da edificação;

j) orientar os usuários para situações emergenciais, em conformidade com o manual de uso, ope-
ração e manutenção da edificação.

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Anexo A
(informativo)

Modelo para a elaboração do programa de manutenção preventiva

A.1 Sugestão das inspeções ou verificações para um edifício hipotético de acordo com a Tabela A1.

Tabela A.1 – Exemplos de modelo não restritivos para a elaboração do programa


de manutenção preventiva de uma edificação hipotética

Elemento/
Periodicidade Sistema Atividade Responsável
componente

Fazer a drenagem de água Equipe de manutenção


Sauna úmida
no equipamento local
Equipamentos Verificar após o uso do
A cada semana

industrializados equipamento o nível de óleo Equipe de manutenção


Grupo gerador
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combustível e se há obstrução nas local


entradas e saídas de ventilação

Reservatórios de Verificar o nível dos reservatórios Equipe de manutenção


Sistemas água potável e o funcionamento das boias local
hidrossanitários Sistema de Verificar o funcionamento Equipe de manutenção
irrigação dos dispositivos local

Verificar o funcionamento e
Bombas de água
Sistemas alternar a chave no painel elétrico Equipe de manutenção
potável, água
hidrossanitários para utilizá-las em sistema de local
servida e piscinas
A cada 15 dias

rodízio, quando aplicável

Efetuar teste de funcionamento


Iluminação Equipe de manutenção
dos sistemas conforme instruções
de emergência local
Equipamentos do fornecedor
industrializados Efetuar teste de funcionamento
Equipe de manutenção
Grupo gerador dos sistemas conforme instruções
local
do fornecedor

Equipe de manutenção
Jardim Manutenção geral
local/ Empresa capacitada

Fazer teste de funcionamento do


Equipe de manutenção
sistema de ventilação conforme
local
A cada mês

Pressurização de instruções do fornecedor e projeto


escada Fazer manutenção geral dos
Equipamentos
sistemas conforme instruções Empresa especializada
industrializados
do fornecedor

Banheira de
Fazer teste de funcionamento Equipe de manutenção
hidromassagem/
conforme instruções do fornecedor local
spa

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Tabela A.1 (continuação)

Elemento/
Periodicidade Sistema Atividade Responsável
componente

Manutenção recomendada pelo


Ar-condicionado fabricante e atendimento Empresa especializada
Equipamentos à legislação vigente
industrializados
Efetuar teste de funcionamento
Iluminação de Equipe de manutenção
de todo o sistema conforme
emergência local
instruções do fornecedor

Fazer manutenção geral dos


Automação de
sistemas conforme instruções do Empresa especializada
portões
fornecedor

Sistema de Dados,
A cada mês

automação informática,
voz, telefonia, Verificar o funcionamento Equipe de manutenção
vídeo, TV, CFTV conforme instruções do fornecedor local/Empresa capacitada
e segurança
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perimetral
Revestimentos Pedras naturais
Verificar e se necessário, encerar Equipe de manutenção
de parede e piso (mármore, granito
as peças polidas local
e teto e outros)
Limpar o sistema das águas
Ralos, grelhas, pluviais e ajustar a periodicidade
Equipe de manutenção
calhas e em função da sazonalidade,
Sistemas local
canaletas especialmente em época de
hidrossanitários chuvas intensas
Bombas de Testar seu funcionamento, Equipe de manutenção
incêndio observada a legislação vigente local
Limpar e regular os sistemas
Gerador de água de queimadores e filtros de água
A cada dois meses

Empresa capacitada
quente conforme instruções
dos fabricantes
Equipamentos
industrializados Para unidades centrais, verificar
fusíveis, led de carga da bateria
Iluminação de Equipe de manutenção
selada e nível de eletrólito
emergência local
da bateria comum conforme
instruções dos fabricantes
Aplicar óleo lubrificante nas
dobradiças e maçanetas
A cada três meses

Verificar a abertura e o Equipe de manutenção


Porta corta-fogo
fechamento a 45°. Se for local
Equipamentos
necessário fazer regulagem,
industrializados
chamar empresa especializada

Banheira de
Equipe de manutenção
hidromassagem/ Limpar a tubulação
local
spa

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Tabela A.1 (continuação)

Elemento/
Periodicidade Sistema Atividade Responsável
componente

Efetuar limpeza geral das Equipe de manutenção


Esquadrias de alumínio
A cada três

esquadrias e seus componentes local/ Empresa capacitada


meses

Caixas de esgoto,
Sistemas Equipe de manutenção
de gordura e de Efetuar limpeza geral
hidrossanitários local
águas servidas

Lajes, vigas e Verificar a integridade estrutural


Estrutural Empresa especializada
pilares conforme ABNT NBR 15575

Sistema de Manutenção recomendada pelo Empresa capacitada/


segurança fornecedor Empresa especializada

Verificar sua integridade e


reconstituir o funcionamento
Gerador de água do sistema de lavagem interna
Empresa capacitada
quente dos depósitos de água quente e
limpeza das chaminés conforme
A cada ano
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instrução do fabricante
Equipamentos Sistema de Verificar o funcionamento, limpeza
industrializados aquecimento e regulagem, conforme Empresa capacitada
individual legislação vigente

Banheira de
Limpar e manter o sistema
hidromassagem/ Empresa capacitada
conforme instruções do fornecedor
spa

Sistemas de Inspecionar sua integridade e


proteção contra reconstituir o sistema de medição
Empresa especializada
descargas de resistência conforme
atmosféricas legislação vigente

Desratização e desinsetização
Aplicação de produtos químicos Empresa especializada
(Residencial)

Áreas molhadas
internas e
externas, Verificar sua integridade e
piscinas, reconstituir a proteção mecânica, Equipe de manutenção
Impermeabilização
reservatórios, sinais de infiltração ou falhas da local
A cada ano

coberturas, impermeabilização exposta


jardins, espelhos
d’água

Verificar sua integridade e


reconstituir os rejuntamentos
internos e externos dos pisos,
Equipe de manutenção
Rejuntamentos e vedações paredes, peitoris, soleiras, ralos,
local/ Empresa capacitada
peças sanitárias, bordas de
banheiras, chaminés, grelhas de
ventilação, e outros elementos

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Tabela A.1 (continuação)

Elemento/
Periodicidade Sistema Atividade Responsável
componente
Paredes externas Equipe de manutenção
Verificar a integridade e
/ fachadas local/ Empresa
reconstituir, onde necessário
e muros especializada
Piso acabado, Equipe de manutenção
Revestimentos de Verificar a integridade e
revestimento de local/ Empresa
parede, piso e teto reconstituir, onde necessário
paredes e tetos especializada
Equipe de manutenção
Verificar a integridade e
Deck de madeira local/ Empresa
reconstituir, onde necessário
especializada
Equipe de manutenção
Quadro de
Instalações local/ Empresa
distribuição de Reapertar todas as conexões
elétricas capacitada/Empresa
circuitos
especializada
Verificar falhas de vedação,
Equipe de manutenção
fixação das esquadrias, guarda-
local/ Empresa
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corpos, e reconstituir sua


especializada
integridade, onde necessário
Efetuar limpeza geral das
esquadrias incluindo os drenos,
Esquadrias em geral
reapertar parafusos aparentes,
Equipe de manutenção
regular freio e lubrificação
A cada ano

local/ Empresa
Observar a tipologia e a
especializada
complexidade das esquadrias,
os projetos e instruções dos
fornecedores
Verificar a presença de fissuras,
Equipe de manutenção
falhas na vedação e fixação
Vidros e seus sistemas de fixação local/ Empresa
nos caixilhos e reconstituir sua
especializada
integridade, onde necessário
Verificar as tubulações de
água potável e servida, para
Equipe de manutenção
detectar obstruções, falhas
Tubulações local/ Empresa
ou entupimentos, e fixação e
Sistemas especializada
reconstituir a sua integridade,
hidrossanitários onde necessário
Metais,
Verificar os elementos de vedação Equipe de manutenção
acessórios e
dos metais, acessórios e registros local
registros

Equipamentos de incêndio Recarregar os extintores Empresa especializada

Inspecionar periodicamente de
Sistemas de
acordo com a legislação vigente
Equipamentos proteção contra
Em locais expostos à corrosão Empresa especializada
industrializados descargas
severa, reduzir os intervalos
atmosféricas
entre verificações

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Tabela A.1 (continuação)

Elemento/
Periodicidade Sistema Atividade Responsável
componente

Verificar a integridade estrutural


Equipe de manutenção
A cada

dos componentes, vedações,


ano

Sistema de cobertura local/ Empresa


fixações, e reconstituir e tratar,
especializada
onde necessário

Verificar e, se necessário, pintar,


Equipe de manutenção
encerar, envernizar ou executar
Esquadrias e elementos de madeira local/ Empresa
tratamento recomendado
especializada
pelo fornecedor
dois anos

Verificar e, se necessário, pintar Equipe de manutenção


A cada

Esquadrias e elementos de ferro ou executar tratamento específico local/ Empresa


recomendado pelo fornecedor especializada

Verificar as conexões, estado Equipe de manutenção


Tomadas,
Instalações dos contatos elétricos e seus local/ Empresa
interruptores e
elétricas componentes, e reconstituir capacitada/Empresa
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pontos de luz
onde necessário especializada

Efetuar lavagem
Equipe de manutenção
três anos

Verificar os elementos e, se
A cada

local/ Empresa
Fachada necessário, solicitar inspeção
capacitada/Empresa
Atender às prescrições do especializada
relatório ou laudo de inspeção

Em função da tipologia da edificação, das condições de uso, da complexidade dos sistemas e equipa-
mentos empregados e das características dos materiais aplicados, o programa de manutenção pode
ser elaborado considerando a orientação dos fornecedores, de profissionais e de empresas especiali-
zadas. Como exemplo, podem ser citados, entre outros:

— elevadores, escadas e esteiras rolantes, plataformas de transporte de pessoas e cargas;

— piscina, quadras poliesportivas, playground, móveis e elementos decorativos;

— revestimentos especiais (fórmica, pisos elevados, materiais compostos de alumínio);

— esquadrias especiais;

— sistemas especiais elétricos, eletrônicos e automatizados;

— sistemas de impermeabilização.

— sistema de prevenção e combate a incêndio

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Anexo B
(informativo)

Modelo para a elaboração do programa de manutenção preventiva

B.1 Objetivo
Em atendimento a 7.2 desta Norma, este anexo apresenta uma lista com o modelo de registros que
convém que estejam disponíveis no condomínio, constituindo evidências de que as atividades de
manutenção foram levadas a efeito.

A elaboração de planilhas (check-list) de verificações pode seguir o modelo feito especialmente para
cada edificação, com suas características e grau de complexidade.

B.2 Classificação dos registros


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Convém que os registros sejam classificados, entre outras opções pela natureza dos sistemas ou dos
subsistemas, ou pela natureza dos elementos ou dos componentes da edificação.

B.3 Tabela dos principais registros


A Tabela B.1 indica uma lista possível dos principais registros, a qual pode variar de edifício para edifício.

Tabela B.1 – Lista dos registros

Gerais
Programa de prevenção de riscos ambientais (PPRA)
Programa de manutenção preventiva
Planilha ou lista de verificações da execução do programa de manutenção preventiva
Relatório de verificações das manutenções corretivas executadas
Atas de assembleias com aprovação do programa de manutenção
Sistemas eletromecânicos
Relatório anual de verificações dos elevadores (RIA)
Atestado de inicialização do gerador
Relatório de verificações da manutenção dos elevadores
Verificações e relatório das instalações elétricas
Verificações e relatório de medição ôhmica
Verificações e relatório de manutenção das bombas

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Tabela B.1 (continuação)

Sistemas eletromecânicos
Atestado SPDA – Sistema de Proteção e Descarga Atmosférica
Proteção contra descargas atmosféricas
Automação de dados, informática, voz,
telefonia, vídeo e televisão
Gerador de água quente
Verificações com registros no livro de manutenção ou
Ar-condicionado em formulários específicos ou, dependendo do caso,
Aquecedor coletivo em relatório da empresa contratada

Circuito fechado de TV
Antena coletiva
Grupo gerador
Quadro de distribuição de circuitos
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Verificações com registros no livro de manutenção


Tomadas, interruptores e pontos de luz
Elevadores Verificações com registros no livro de manutenção ou
em formulários específicos ou, dependendo do caso,
Exaustão mecânica em relatório da empresa contratada
Equipamentos em geral
Relação de equipamentos
Certificado de garantia dos equipamentos instalados
Manuais técnicos de uso, operação e manutenção dos equipamentos instalados
Livro de registro das atividades da manutenção
Sistemas de segurança
Automação de portões Verificações com registros no livro de manutenção ou
em formulários específicos ou, dependendo do caso,
Instalações de interfone em relatórios da empresa contratada
Sistemas de segurança específicos Certificado da empresa contratada
Instalações hidráulico-prediais e gás
Verificações com registros no livro de manutenção ou
Instalações hidráulicas/esgotos/águas em formulários específicos ou, dependendo do caso,
pluviais/louças/metais/bombas em relatórios e certificado da empresa contratada/
certificado e atestado de potabilidade da água
Atestado de instalação de gás
Verificações de limpeza dos reservatórios com registro no livro de manutenção

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Tabela B.1 (continuação)

Instalações hidráulico-prediais e gás


Verificações da limpeza do poço de esgoto, poço de água servida, caixas de drenagem e esgoto,
com registro no livro de manutenção
Banheira de hidromassagem
Sistemas de combate a fogo ou incêndios
Auto de verificação do corpo de bombeiros (AVCB) (quando obrigatório)
Certificado de recarga de extintores
Atestado da brigada de incêndio
Ficha de inscrição no cadastro de manutenção (FICAM) do sistema de segurança contra incêndio
das edificações
Apólice de seguro de incêndio ou outro sinistro que cause destruição (obrigatória)
e outros opcionais
Certificado de ensaio hidrostático de extintores
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Livro de ocorrências da central de alarmes


Sprinklers e seus componentes industrializados
(bombas, válvulas de fluxo, detectores de
fumaça etc.) Verificações com registros no livro de
manutenção ou em formulários específicos
Pressurização de escada ou, dependendo do caso, em relatórios, como
Equipamentos de incêndio certificado da empresa contratada

Iluminação de emergência
Revestimentos de paredes / pisos e tetos
Pedras naturais (mármore, granito e outros)
Deck de madeira
Azulejo/cerâmica/pastilha
Paredes e tetos internos revestidos de
argamassa/gesso liso/ou executado com
componentes de gesso acartonado (drywall)
Paredes externas/fachada Verificações com registros no livro de
manutenção ou em formulários específicos
Piso cimentado, piso acabado em concreto,
contrapiso
Rejuntamento e tratamento de juntas
Paredes externas/fachada
Forros de gesso
Pisos de madeira, tacos e assoalhos

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Tabela B.1 (continuação)

Revestimentos de paredes / pisos e tetos


Revestimentos especiais (fórmica, pisos
elevados, materiais compostos de alumímio) Verificações com registros no livro de
manutenção ou em formulários específicos
Forros madeira
Esquadrias
Alumínio
Ferro Verificações com registros no livro de
Madeira manutenção ou em formulários específicos

Vidros
Lazer
Jardim
Playground
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Quadra poliesportiva
Verificações com registros no livro de
Piscina manutenção ou em formulários específicos.
Sauna seca Convém que os registros incluam referências
às condições de higiene
Sauna úmida
SPA
Desratização e desinsetização
Pintura e impermeabilização
Pintura/verniz
(internamente e/ou externamente) Verificações com registro no livro de
manutenção ou em formulários específicos
Impermeabilização

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Tabela B.2 – Agendamento e periodicidade

Condomínio: Folha: __/___


Endereço: Nº
Responsável legal: Gestão ano______

___ª Semana

Sistema Elemento/componente Atividade Responsável

Verificar o nível dos


Sistemas Reservatórios reservatórios
hidrossanitários de água potável e funcionamento
das boias Carimbo/data/assinatura

Verificar o
Sistemas
Sistema de irrigação funcionamento
hidrossanitários
dos dispositivos Carimbo/data/assinatura

Verificar, após o uso do


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equipamento, o nível
Equipamentos de óleo combustível e
Grupo gerador
industrializados se há obstrução nas
entradas e saídas de
ventilação Carimbo/data/assinatura

Equipamentos Fazer a drenagem de


Sauna úmida
industrializados água no equipamento Carimbo/data/assinatura

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Anexo C
(informativo)

Modelos de verificações e seus registros

Este Anexo apresenta exemplos de modelos informativos para as verificações e seus registros, con-
forme Tabelas C.1, C.2 e C.3

Tabela C.1 – Modelo de livro de registro de manutenção

Sistema / Data da Responsável


Atividade Prazo Custos
subsistema realização pela atividade
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Tabela C.2 – Modelos de lista de verificações para um subsistema – Manutenção preventiva


da central de interfone (modelo possível)

Condomínio
Endereço
Equipamento
Características Tipo XYZ Central de interfones – Nº aptº.
do equipamento

Serviços a serem realizados (incluir periodicidade) Status


Verificação das proteções (fusíveis/disjuntores)
Verificação do sistema de alimentação
Verificação das conexões elétricas
Verificação das placas de comando
Verificação do circuito eletrônico
Verificação das sinalizações de operação
Verificação da limpeza geral
Verificação do reaperto das conexões
Realização de testes de funcionamento
Verificação da ausência de interferências no sistema

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Tabela C.2 (continuação)

Manutenções corretivas a serem realizadas em função do status:

Hora de início
Hora de término
Data
Data da próxima verificação

Responsável pelo serviço: Empresa responsável:


Responsável pelo condomínio:

Tabela C.3 – Manutenção preventiva da central de alarme (modelo possível)


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Condomínio
Endereço
Equipamento
Características do Central de alarme do sistema de combate
Tipo XYZ
equipamento a incêndio
Serviços a serem realizados (incluir periodicidade) Status
Verificação dos fusíveis
Verificação do sistema de alimentação C.A.
Verificação do sistema de alimentação C.C.
Verificação e testes do sistema automático
Verificação e testes dos sensores de fumaça
Verificação dos motores e ventiladores do sistema de pressurização
Verificação e testes dos interruptores de acionamento manual
Verificação e testes dos pressostatos hidráulicos
Verificação dos chicotes de comando
Testes de lâmpadas de comandos sinóticos
Verificação e testes da interface com sistema de pressurização de escadas
Verificação da conformidade com a ABNT NBR 9077
Verificação da conformidade com a legislação vigente
Verificação e testes dos comandos elétricos

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Tabela C.3 (continuação)

Serviços a serem realizados (incluir periodicidade) Status


Verificação das proteções (fusíveis/disjuntores)
Verificação e testes dos dispositivos visuais
Verificação dos circuitos hidráulicos de combate a incêndio
Verificação dos chuveiros automáticos
Verificação da integridade e existência de avisos pertinentes
Verificação das sinalizações de operação
Verificação das saídas e rotas de fuga de emergência
Reaperto das conexões elétricas
Limpeza e proteção das placas de comando eletrônico
Testes gerais de comando e funcionamento do sistema
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Manutenções corretivas a serem realizadas em função do status:

Hora de início
Hora de término
Data
Data da próxima verificação

Responsável pelo serviço: Empresa responsável:


Responsável pelo condomínio:

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Tabela C.4 – Modelos de lista de verificações para um equipamento – Manutenção preventiva


das bombas (modelo possível)
Condomínio
Endereço
Equipamento Bombas 01 a 04
Motor Modelo Nº de série
Bomba Modelo Potência
Quadro de comando Modelo Nº de série

Serviços a serem realizados (incluir periodicidade) Status


Elétrica
Rec Rec Press Press
01 02 01 02
Verificação dos disjuntores e fusíveis
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Verificação dos contactores de comando


Verificação do relé térmico
Verificação e teste dos sinalizadores do quadro
Verificação do sistema de alimentação de C.A.
Verificação e reaperto dos bornes e cabos
Verificação da temperatura de trabalho do motor
Corrente elétrica de partida
Corrente elétrica de trabalho
Testes de funcionamento manual
Testes de funcionamento automático
Testes de alarmes

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Tabela C.4 (continuação)

Mecânica/hidráulica
01 02 03 04
Verificação dos mancais
Lubrificação dos mancais
Limpeza geral do equipamento
Verificação da tubulação (vazamento + oxidação + conservação)
Verificação das válvulas hidráulicas
Verificação da boia de nível
Verificação do nível de ruído (dB A)
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Manutenções corretivas a serem realizadas em função do status:

Hora de início
Hora de término
Data
Data da próxima verificação

Responsável pelo serviço: Empresa responsável:


Responsável pelo condomínio:

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DEZ 2001 NBR 9077
Saídas de emergência em edifícios

Origem: Projeto de Emenda NBR 9077:2001


ABNT/CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil
CE-02:002.12 - Comissão de Estudo de Emergência em Edifícios
NBR 9077 - Buildings - Emergency exits – Procedure
Descriptors: Emergency exits. Buildings. Fire
Esta Norma substitui a NBR 9077/1993
Válida a partir de 30.01.2002
© ABNT 2001 Palavras-chave: Saída de emergência. Edifícios. Incêndio 40 páginas
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Todos os direitos reservados

Sumário
1 Objetivo
2 Documentos complementares
3 Definições
4 Condições gerais
5 Condições específicas
ANEXO - Tabelas Índice alfabético
1 Objetivo

1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis que as edificações devem possuir:

a) a fim de que sua população possa abandoná-las, em caso de incêndio, completamente protegida em sua
integridade física;

b) para permitir o fácil acesso de auxílio externo (bombeiros) para o combate ao fogo e a retirada da população.

1.2 Os objetivos previstos em 1.1 devem ser atingidos projetando-se:

a) as saídas comuns das edificações para que possam servir como saídas de emergência;

b) as saídas de emergência, quando exigidas.

1.3 Esta Norma se aplica a todas as edificações, classificadas quanto à sua ocupação, constantes na Tabela do Anexo,
independentemente de suas alturas, dimensões em planta ou características construtivas.

1.4 Esta Norma fixa requisitos para edifícios novos, podendo, entretanto, servir como exemplo de situação ideal que deve
ser buscada em adaptações de edificações em uso, consideradas suas devidas limitações.

2 Documentos complementares

Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

Lei Federal nº 4591, de 16 de dezembro de 1964

NBR 5413 – Iluminâncias de interiores – Procedimento

NBR 5627 – Exigências particulares das obras de concreto armado e protendido em relação à resistência ao fogo –
Procedimento
2 NBR 9077:2001

NBR 8132 – Chaminés para tiragem dos gases de combustão de aquecedores a gás – Procedimento

NBR 9050 – Adequação das edificações e do mobiliário urbano à pessoa deficiente – Procedimento

NBR 9441 – Execução de sistemas de detecção e alarme de incêndio – Procedimento

NBR 9442 – Materiais de construção – Determinação do índice de propagação superficial de chama pelo método do
painel radiante - Método de ensaio

NBR 10636 – Paredes e divisórias sem função estrutural – Determinação da resistência ao fogo – Método de ensaio

NBR 10897 – Proteção contra incêndio por chuveiro automático – Procedimento

NBR 10898 – Sistema de iluminação de emergência – Procedimento

NBR 11742 – Porta corta-fogo para saídas de emergência – Especificação

NBR 11785 – Barra antipânico – Especificação

Eurocode 2 – Design of concrete structures Part 1.2 General rules – Structural fire design

BS-5588/4 – Code of practice for fire precautions in the design of buildings - Smoke control in protected escape routes
using pressurization

3 Definições

Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.55.

3.1 Abertura desprotegida


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Porta, janela ou qualquer outra abertura não dotada de vedação com o exigido índice de proteção ao fogo, ou qualquer
parte da parede externa da edificação com índice de resistência ao fogo menor que o exigido para a face exposta da
edificação.

3.2 Acesso

Caminho a ser percorrido pelos usuários do pavimento, constituindo a rota de saída horizontal, para alcançar a escada ou
rampa, área de refúgio ou descarga. Os acessos podem ser constituídos por corredores, passagens, vestíbulos, balcões,
varandas e terraços.

3.3 Alçapão de alívio de fumaça (AAF) ou alçapão de tiragem

Abertura horizontal localizada na parte mais elevada da cobertura de uma edificação ou de parte desta, que, em caso de
incêndio, pode ser aberta manual ou automaticamente, para deixar a fumaça escapar.

3.4 Altura da edificação ou altura descendente

Medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída ao nível de descarga, sob a projeção do paramento externo da
parede do prédio, ao ponto mais alto do piso do último pavimento, não considerando pavimentos superiores destinados
exclusivamente a casas de máquinas, caixas d’água, e outros.

3.5 Altura ascendente

Medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída ao nível da descarga, sob a projeção do paramento externo da
parede da edificação, ao ponto mais baixo do nível do piso do pavimento mais baixo da edificação (subsolo).

3.6 Antecâmara

Recinto que antecede a caixa da escada, com ventilação natural garantida por janela para o exterior, por dutos de entrada
e saída de ar ou por ventilação forçada (pressurização).

3.7 Área de pavimento

Medida em metros quadrados, em qualquer pavimento de uma edificação, do espaço compreendido pelo perímetro interno
das paredes externas e paredes corta-fogo, e excluindo a área de antecâmaras, e dos recintos fachados de escadas e rampas.

3.8 Área do maior pavimento

Área do maior pavimento da edificação, excluindo o da descarga.

3.9 Balcão ou sacada

Parte de pavimento da edificação em balanço em relação à parede externa do prédio, tendo, pelo menos, uma face aberta
para o espaço livre exterior.
NBR 9077:2001 3

3.10 Bocel ou nariz do degrau

Borda saliente do degrau sobre o espelho, arredondada inferiormente ou não.

Nota: Se o degrau não possui bocel, a linha de concorrência dos planos do degrau e do espelho, neste caso obrigatoriamente
inclinada, chama-se quina do degrau; a saliência do bocel ou da quina sobre o degrau imediatamente inferior não pode ser menor
que 15 mm em projeção horizontal.

3.11 Carga-incêndio, carga térmica ou carga combustível de uma edificação

Conteúdo combustível de uma edificação ou de parte dela, expresso em termos de massa média de materiais
combustíveis por unidade de área, pelo qual é calculada a liberação de calor baseada no valor calorífico dos materiais,
incluindo móveis e seu conteúdo, divisórias, acabamento de pisos, paredes e forros, tapetes, cortinas, e outros. A carga
combustível é expressa em MJ/m2, ou kg/m2, correspondendo à quantidade de madeira (kg de madeira por m2) que emite
a mesma quantidade de calor que a combustão total dos materiais considerados nas dependências.

3.12 Circulação de uso comum

Passagem que dá acesso à saída de mais de uma unidade autônoma, quarto de hotel ou assemelhado.

3.13 Compartimentar

Separar um ou mais locais do resto da edificação por intermédio de paredes e portas corta-fogo.

3.14 Corrimão ou mainel

Barra, cano ou peça similar, com superfície lisa, arredondada e contínua, localizada junto às paredes ou guardas de
escadas, rampas ou passagens para as pessoas nela se apoiarem ao subir, descer ou se deslocar.

3.15 Degrau
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Conjunto dos dois elementos, horizontal e vertical, de uma escada: o piso, isto é, o degrau propriamente dito, e o espelho.

3.16 Descarga

Parte da saída de emergência de uma edificação que fica entre a escada e o logradouro público ou área externa com
acesso a este.

3.17 Distância de segurança

Distância entre uma face exposta da edificação ou de um local compartimentado à divisão do lote, ao eixo da rua ou a uma
linha imaginária entre duas edificações ou áreas compartimentadas do mesmo lote, medida perpendicularmente à face
exposta da edificação.

3.18 Divisória ou tabique

Parede interna, baixa ou atingindo o teto, sem efeito estrutural e que, portanto, pode ser suprimida facilmente em caso de
reforma.

3.19 Duto de entrada de ar (DE)

Espaço no interior da edificação, que conduz ar puro, coletado ao nível inferior desta, às escadas, antecâmaras ou
acessos, exclusivamente, mantendo-os, com isso, devidamente ventilados e livres de fumaça em caso de incêndio.

3.20 Duto de saída de ar (DS)

Espaço vertical no interior da edificação, que permite a saída, em qualquer pavimento, de gases e fumaça para o ar livre,
acima da cobertura da edificação.

3.21 Entrepiso

Conjunto de elementos de construção, com ou sem espaços vazios, compreendido entre a parte inferior do forro de um
pavimento e a parte superior do piso do pavimento imediatamente superior.

3.22 Escada de emergência

Escada integrante de uma rota de saída, podendo ser uma escada enclausurada à prova de fumaça, escada enclausurada
protegida ou escada não enclausurada.

3.23 Escada à prova de fumaça pressurizada (PFP)

Escada à prova de fumaça, cuja condição de estanqueidade à fumaça é obtida por método de pressurização.
4 NBR 9077:2001

3.24 Escada enclausurada à prova de fumaça (PF)

Escada cuja caixa é envolvida por paredes corta-fogo e dotada de portas corta-fogo, cujo acesso é por antecâmara
igualmente enclausurada ou local aberto, de modo a evitar fogo e fumaça em caso de incêndio.

3.25 Escada enclausurada protegida (EP)

Escada devidamente ventilada situada em ambiente envolvido por paredes corta-fogo e dotada de portas resistentes ao
fogo.

3.26 Escada não enclausurada ou escada comum (NE)

Escada que, embora possa fazer parte de uma rota de saída, se comunica diretamente com os demais ambientes, como
corredores, halls e outros, em cada pavimento, não possuindo portas corta-fogo.

3.27 Espaço livre exterior

Espaço externo à edificação para o qual abrem seus vãos de ventilação e iluminação. Pode ser constituído por logradouro
público ou pátio amplo.

3.28 Guarda ou guarda-corpo

Barreira protetora vertical, maciça ou não, delimitando as faces laterais abertas de escadas, rampas, patamares, terraços,
balcões, galerias e assemelhados, servindo como proteção contra eventuais quedas de um nível para outro.

3.29 Incombustível

Material que atende aos padrões de método de ensaio para determinação da não-combustibilidade.

3.30 Lanço de escada


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Sucessão ininterrupta de degraus entre dois patamares sucessivos.

Nota: Um lanço de escada nunca pode ter menos de três degraus, nem subir altura superior a 3,70 m.

3.31 Largura do degrau (b)

Distância entre o bocel do degrau e a projeção do bocel do degrau imediatamente superior, medida horizontalmente sobre
a linha de percurso da escada.

3.32 Linha de percurso de uma escada

Linha imaginária sobre a qual sobe ou desce uma pessoa que segura o corrimão da bomba, estando afastada 0,55 m da
borda livre da escada ou da parede.

Nota: Sobre esta linha, todos os degraus possuem piso de largura igual, inclusive os degraus ingrauxidos nos locais em que a
escada faz deflexão. Nas escadas de menos de 1,10 m de largura, a linha de percurso coincide com o eixo da escada, ficando, pois,
mais perto da borda.

3.33 Local de saída única

Local em um pavimento da edificação, onde a saída é possível apenas em um sentido.

3.34 Mezanino

Piso intermediário entre o piso e o teto de uma dependência ou pavimento de uma edificação, incluindo um balcão interno.

3.35 Nível de acesso

Nível do terreno no ponto em que se atravessa a projeção do paramento externo da parede do prédio, ao se entrar na
edificação.

Nota: É aplicado para a determinação da altura da edificação.

3.36 Nível de descarga

Nível no qual uma porta externa de saída conduz ao exterior.

3.37 Ocupação

Uso real ou uso previsto de uma edificação ou parte dela, para abrigo e desempenho de atividades de pessoas ou
proteção de animais e bens.
NBR 9077:2001 5

3.38 Parede corta-fogo

Tipo de separação corta-fogo que, sob a ação do fogo, conserva suas características de resistência mecânica, é estanque
à propagação da chama e proporciona um isolamento térmico tal que a temperatura medida sobre a superfície não exposta
não ultrapasse 140°C durante um tempo especificado.

3.39 Parede resistente ao fogo

Parede capaz de resistir estruturalmente aos efeitos de qualquer fogo ao qual possa vir a ficar exposta, durante um tempo
determinado.

3.40 Pavimento

Parte de uma edificação situada entre a parte superior de um piso acabado e a parte superior do piso imediatamente
superior, ou entre a parte superior de um piso acabado e o forro acima dele, se não houver outro piso acima.

3.41 Pavimento de descarga

Pavimento que possui uma porta externa de saída.

3.42 Pavimento em pilotis

Local edificado de uso comum, aberto em pelo menos três lados, devendo os lados abertos ficar afastados, no mínimo,
1,50 m das divisas. Considera-se, também, como tal, o local coberto, aberto em pelo menos duas faces opostas, cujo
perímetro aberto tenha, no mínimo, 70% do perímetro total.

3.43 Poço de instalação

Passagem essencialmente vertical deixada numa edificação com a finalidade específica de facilitar a instalação de
serviços tais como dutos de ar-condicionado, ventilação, canalizações hidráulico-sanitárias, eletrodutos, cabos, tubos de
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

lixo, elevadores, monta-cargas, e outros.

3.44 População

Número de pessoas para as quais uma edificação, ou parte dela, é projetada.

3.45 Porta corta-fogo (PCF)

Conjunto de folha de porta, marco e acessórios, que atende à NBR 11742.


2
Nota: As portas podem ser dotadas de vidros aramados transparentes, com 6,5 mm de espessura e 0,50 m de área máxima.

3.46 Prédio misto

Edificação cuja ocupação é diversificada, englobando mais de um uso e que, portanto, deve satisfazer às exigências de
proteção de acordo com o exigido para o maior risco, salvo se houver isolamento de risco, isto é, compartimentação.

3.47 Rampa

Parte inclinada de uma rota de saída, que se destina a unir dois níveis de pavimento.

3.48 Saída de emergência, rota de saída ou saída

Caminho contínuo, devidamente protegido, proporcionado por portas, corredores, halls, passagens externas, balcões,
vestíbulos, escadas, rampas ou outros dispositivos de saída ou combinações destes, a ser percorrido pelo usuário, em
caso de um incêndio, de qualquer ponto da edificação até atingir a via pública ou espaço aberto, protegido do incêndio, em
comunicação com o logradouro.

3.49 Saída horizontal

Passagem de um edifício para outro por meio de porta corta-fogo, vestíbulo, passagem coberta, passadiço ou balcão.

3.50 Separação corta-fogo

Elemento de construção que funciona como barreira contra a propagação do fogo, avaliado conforme NBR 10636.

3.51 Subsolo

Pavimento ou pavimentos de uma edificação situado(s) abaixo do pavimento térreo.

3.52 Terraço

Local descoberto sobre uma edificação ou ao nível de um de seus pavimentos acima do pavimento térreo.
6 NBR 9077:2001

3.53 Unidade autônoma

Parte da edificação vinculada a uma fração ideal de terreno, sujeita às limitações da lei, constituída de dependências e
instalações de uso privativo e de parcela de dependências e instalações de uso comum da edificação, assinalada por
designação especial numérica, para efeitos de identificação, nos termos da Lei Federal nº 4591, de 16 de dezembro de 1964.

3.54 Unidade de passagem

Largura mínima para a passagem de uma fila de pessoas, fixada em 0,55 m.

Nota: Capacidade de uma unidade de passagem é o número de pessoas que passa por esta unidade em 1 min.

3.55 Varanda

Parte da edificação, não em balanço, limitada pela parede perimetral do edifício, tendo pelo menos uma das faces aberta
para o logradouro ou área de ventilação.

4 Condições gerais

4.1 Classificação das edificações

4.1.1 Para os efeitos desta Norma, as edificações são classificadas:

a) quanto à ocupação, de acordo com a Tabela 1 do Anexo;

b) quanto à altura, dimensões em planta e características construtivas, de acordo, respectivamente, com as Tabelas 2,
3 e 4 do Anexo.

4.2 Componentes da saída de emergência


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4.2.1 A saída de emergência compreende o seguinte:

a) acessos ou rotas de saídas horizontais, isto é, acessos às escadas, quando houver, e respectivas portas ou ao
espaço livre exterior, nas edificações térreas;

b) escadas ou rampas;

c) descarga.

4.3 Cálculo da população

4.3.1 As saídas de emergência são dimensionadas em função da população da edificação.

4.3.2 A população de cada pavimento da edificação é calculada pelos coeficientes da Tabela 5 do Anexo, considerando
sua ocupação, dada na Tabela 1 do Anexo.

4.3.3 Exclusivamente para o cálculo da população, devem ser incluídas nas áreas de pavimento:

a) as áreas de terraços, sacadas e assemelhados, excetuadas aquelas pertencentes às edificações dos grupos de
ocupação A, B e H;

b) as áreas totais cobertas das edificações F-3 e F-6, inclusive canchas e assemelhados;

c) as áreas de escadas, rampas e assemelhados, no caso de edificações dos grupos F-3, F-6 e F-7, quando, em razão
de sua disposição em planta, estes lugares puderem, eventualmente, ser utilizados como arquibancadas.

4.3.4 Exclusivamente para o cálculo da população, as áreas de sanitários nas ocupações E e F são excluídas das áreas de
pavimento.

4.4 Dimensionamento das saídas de emergência

4.4.1 Largura das saídas

4.4.1.1 A largura das saídas deve ser dimensionada em função do número de pessoas que por elas deva transitar,
observados os seguintes critérios:

a) os acessos são dimensionados em função dos pavimentos que servirem à população;

b) as escadas, rampas e descargas são dimensionadas em função do pavimento de maior população, o qual
determina as larguras mínimas para os lanços correspondentes aos demais pavimentos, considerando-se o sentido
da saída.
NBR 9077:2001 7

4.4.1.2 A largura das saídas, isto é, dos acessos, escadas, descargas, e outros, é dada pela seguinte fórmula:

P
N
C

Onde:

N = número de unidades de passagem, arredondado para número inteiro

P = população, conforme coeficiente da Tabela 5 do Anexo e critérios das seções 4.3 e 4.4.1.1

C = capacidade da unidade de passagem, conforme Tabela 5 do Anexo

4.4.2 Larguras mínimas a serem adotadas

As larguras mínimas das saídas, em qualquer caso, devem ser as seguintes:

a) 1,10 m, correspondendo a duas unidades de passagem e 55 cm, para as ocupações em geral, ressalvado o
disposto a seguir;

b) 2,20 m, para permitir a passagem de macas, camas, e outros, nas ocupações do grupo H, divisão H-3.

4.4.3 Exigências adicionais sobre largura de saídas

4.4.3.1 A largura das saídas deve ser medida em sua parte mais estreita, não sendo admitidas saliências de alizares,
pilares, e outros, com dimensões maiores que as indicadas na Figura 1, e estas somente em saídas com largura superior a
1,10 m.
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Figura 1 - Medida da largura em corredores e passagens

4.4.3.2 As portas que abrem para dentro de rotas de saída, em ângulo de 180°, em seu movimento de abrir, no sentido do
trânsito de saída, não podem diminuir a largura efetiva destas em valor menor que a metade (ver Figura 2), sempre
mantendo uma largura mínima livre de 1,10 m para as ocupações em geral e de 1,65 m para as do grupo F.

4.4.3.3 As portas que abrem no sentido do trânsito de saída, para dentro de rotas de saída, em ângulo de 90°, devem ficar
em recessos de paredes, de forma a não reduzir a largura efetiva em valor maior que 0,10 m (ver Figura 2).

Figura 2 - Abertura das portas no sentido do trânsito de saída

4.5 Acessos

4.5.1 Generalidades

4.5.1.1 Os acessos devem satisfazer às seguintes condições:

a) permitir o escoamento fácil de todos os ocupantes do prédio;

b) permanecer desobstruídos em todos os pavimentos;

c) ter larguras de acordo com o estabelecido em 4.4;

d) ter pé-direito mínimo de 2,50 m, com exceção de obstáculos representados por vigas, vergas de portas, e outros,
cuja altura mínima livre deve ser de 2,00 m;

e) ser sinalizados e iluminados com indicação clara do sentido da saída, de acordo com o estabelecido nesta Norma.
8 NBR 9077:2001

4.5.1.2 Os acessos devem permanecer livres de quaisquer obstáculos, tais como móveis, divisórias móveis, locais para
exposição de mercadorias, e outros, de forma permanente, mesmo quando o prédio esteja supostamente fora de uso.

4.5.2 Distâncias máximas a serem percorridas

4.5.2.1 As distâncias máximas a serem percorridas para atingir um local seguro (espaço livre exterior, área de refúgio,
escada protegida ou à prova de fumaça), tendo em vista o risco à vida humana decorrente do fogo e da fumaça, devem
considerar:

a) o acréscimo de risco quando a fuga é possível em apenas um sentido;

b) o acréscimo de risco em função das características construtivas da edificação;

c) a redução de risco em caso de proteção por chuveiros automáticos;

d) a redução de risco pela facilidade de saídas em edificações térreas.

4.5.2.2 As distâncias máximas a serem percorridas cons-tam da Tabela 6 do Anexo.

4.5.2.3 Para uso da Tabela 6 do Anexo devem ser consideradas as características construtivas da edificação, constante na
Tabela 4 do Anexo, edificações classes X, Y e Z.

4.5.2.4 Um prédio é classificado como de classe X - edificações em que a propagação do fogo é fácil - quando tiver
qualquer peça estrutural ou entrepiso combustível ou não resistente ao fogo e desprotegido.

4.5.2.5 Qualquer edificação dotada de estrutura resistente ao fogo é classificada como de classe Y - mediana resistência
ao fogo - se, em qualquer ponto da edificação, houver qualquer uma das seguintes condições de risco:

a) aberturas entre pavimentos, que permitam a fácil propagação vertical do incêndio, tais como escadas, vazios
ornamentais ou não, dutos desprotegidos, e outros;
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b) inexistência de distância satisfatória entre aberturas de pavimentos consecutivos, tais como prédios com paredes-
cortina, "pele de vidro", peitoris muito baixos e outros;

c) existência, em edifícios de escritórios (grupo D), de grandes salões - dependências com mais de 125 m 2 - sem
divisões ou utilizando divisórias leves, não-resistentes ao fogo;

d) vãos de iluminação e ventilação, dando para pátios internos que não atendam às condições de espaço livre exterior
(ver 3.27).

4.5.2.6 Para que um prédio seja classificado em Z - edificações em que a propagação do fogo é difícil - e, portanto,
a distância máxima a ser percorrida possa ser maior, é necessário que:

a) sua estrutura seja de concreto armado ou protendido, calculado e executado conforme as prescrições do Eurocode 2 -
Design of concrete structures Part 1.2 General rules - Structural fire design, para aqueles casos em que seja
necessária a verificação do projeto em condições de incêndio;

b) tenha paredes externas com resistência ao fogo igual ou superior à da estrutura, resistindo, pelo menos, a 2h
de fogo;

c) tenha isolamento entre pavimentos, o qual é obtido por afastamentos mínimos de 1,20 m entre vergas e peitoris de
aberturas situadas em pavimentos consecutivos, com parede ou viga com resistência ao fogo igual à exigida para a
laje de entrepiso e nunca inferior a 2 h; esta distância entre aberturas pode ser substituída por aba horizontal que
avance 0,90 m da face da edificação, solidária com o entrepiso e com a mesma resistência ao fogo deste;

d) tenha isolamento entre unidades autônomas, conforme 4.5.2.7.

4.5.2.7 Para que as unidades autônomas sejam consideradas isoladas entre si, devem:

a) ser separadas entre si e das áreas de uso comum por paredes resistentes a 2 h de fogo; 4 h de fogo se em edifício
alto (tipo 0);

b) ser dotadas de portas resistentes ao fogo quando em comunicação com os acessos;

c) ter as aberturas situadas em lados opostos de paredes divisórias entre unidades autônomas e afastamentos de
1,00 m entre si; esta distância pode ser substituída por moldura vertical, perpendicular ao plano das aberturas, com
0,50 m de saliência sobre ele e ultrapassando 0,30 m a verga da abertura mais alta;

d) ter as aberturas situadas em paredes paralelas, perpendiculares ou oblíquas entre si, que pertençam a unidades
autônomas distintas; afastamento mínimo de 1,50 m.

Notas: a) Para efeito da aplicação desta seção, são equiparados a unidades autônomas os apartamentos de hotéis, as salas de aulas, as
enfermarias e quartos de hospitais, e outros.
NBR 9077:2001 9

b) Para efeito da aplicação da alínea a, enquanto não houver norma brasileira específica, devem ser adotadas como padrões as
paredes de tijolos maciços de meio-tijolo (15 cm) em um tijolo (25 cm) como resistentes a 2 h e 4 h de fogo, respectivamente.

4.5.2.8 Em edificações térreas, pode ser considerada como saída, para efeito da distância máxima a ser percorrida,
qualquer abertura, sem grades fixas, com peitoril, tanto interna como externamente, com altura máxima de 1,20 m,
2
vão livre com área mínima de 1,20 m e nenhuma dimensão inferior a 1,00 m.

4.5.2.9 A existência de chaminés ou dutos de ventilação natural ou mecânica não prejudica o isolamento exigido em
2
4.5.2.6-c), desde que com área máxima de 1,50 m , com suas aberturas com vergas a, no máximo, 15 cm do forro e
peitoris com altura mínima de 1,80 m.

4.5.2.10 As tubulações de lixo e similares, quando existirem, devem ter portas estanques à fumaça e aberturas no alto da
edificação com secção no mínimo igual à sua, para permitir eventual exaustão de fumaça.

4.5.3 Número de saídas

4.5.3.1 O número mínimo de saídas exigido para os diversos tipos de ocupação, em função da altura, dimensões em
planta e características construtivas de cada edificação, acha-se na Tabela 7 do Anexo.

4.5.3.2 Além dos casos constantes da Tabela 7 do Anexo, admite-se saída única nas habitações multifamiliares (A-2),
quando não houver mais de quatro unidades autônomas por pavimento.

4.5.4 Portas

4.5.4.1 As portas das rotas de saída e aquelas das salas com capacidade acima de 50 pessoas e em comunicação com os
acessos e descargas devem abrir no sentido do trânsito de saída (ver Figura 2).

4.5.4.2 A largura, vão livre ou “luz” das portas, comuns ou corta-fogo, utilizadas nas rotas de saída, deve ser dimensionada
como estabelecido em 4.4, admitindo-se uma redução no vão de luz, isto é, no vão livre, das portas em até 75 mm de cada
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lado (golas), para o contramarco, marco e alizares. As portas devem ter as seguintes dimensões mínimas de luz:

a) 80 cm, valendo por uma unidade de passagem;

b) 1,00 m, valendo por duas unidades de passagem;

c) 1,50 m, em duas folhas, valendo por três unidades de passagem.

Nota: Acima de 2,20 m, exige-se coluna central.

4.5.4.3 As portas das antecâmaras das escadas à prova de fumaça e das paredes corta-fogo devem ser do tipo corta-fogo,
obedecendo à NBR 11742, no que lhe for aplicável.

4.5.4.4 As portas das antecâmaras, escadas e outros devem ser providas de dispositivos mecânicos e automáticos, de
modo a permanecerem fechadas, mas destrancadas, no sentido do fluxo de saída, sendo admissível que se mantenham
abertas, desde que disponham de dispositivo de fechamento, quando necessário.

4.5.4.5 Se as portas dividem corredores que constituem rotas de saída, devem:


2
a) ter condições de reter a fumaça e ser providas de visor transparente de área mínima de 0,07 m , com altura mínima
de 25 cm;

b) abrir no sentido do fluxo de saída;

c) abrir nos dois sentidos, caso o corredor possibilite saída nos dois sentidos.

4.5.4.6 Em salas com capacidade acima de 200 pessoas e nas rotas de saída de locais de reunião com capacidade acima
de 200 pessoas, as portas de comunicação com os acessos, escadas e descarga devem ser dotadas de ferragem do tipo
antipânico, conforme NBR 11785.

4.5.4.7 É vedado o uso de peças plásticas em fechaduras, espelhos, maçanetas, dobradiças e outros, e portas de:

a) rotas de saída;

b) entrada em unidades autônomas;

c) salas com capacidade acima de 50 pessoas.

4.5.4.8 A colocação de fechaduras nas portas de acesso e descargas é permitida desde que seja possível a abertura pelo
lado interno, sem necessidade de chave, admitindo-se que a abertura pelo lado externo seja feita apenas por meio de
chave, dispensando-se maçanetas, etc.
10 NBR 9077:2001

4.6 Rampas

4.6.1 Obrigatoriedade

O uso de rampas é obrigatório nos seguintes casos:

a) para unir dois pavimentos de diferentes níveis em acessos a áreas de refúgio em edificações com ocupações dos
grupos H-2 e H-3;

b) na descarga e acesso de elevadores de emergência;

c) sempre que a altura a vencer for inferior a 0,48 m, já que são vedados lanços de escadas com menos de três
degraus;

d) quando a altura a ser vencida não permitir o dimensionamento equilibrado dos degraus de uma escada;

e) para unir o nível externo ao nível do saguão térreo das edificações em que houver usuários de cadeiras de rodas
(ver NBR 9050).

4.6.2 Condições de atendimento

4.6.2.1 O dimensionamento das rampas deve obedecer ao estabelecido em 4.4.

4.6.2.2 As rampas não podem terminar em degraus ou soleiras, devendo ser precedidas e sucedidas sempre por
patamares planos.

4.6.2.3 Os patamares das rampas devem ser sempre em nível, tendo comprimento mínimo de 1,10 m, medidos na direção
do trânsito, sendo obrigatórios sempre que houver mudança de direção ou quando a altura a ser vencida ultrapassar 3,70 m.
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4.6.2.4 As rampas podem suceder um lanço de escada, no sentido descendente de saída, mas não podem precedê-lo.

4.6.2.5 Não é permitida a colocação de portas em rampas; estas devem estar situadas sempre em patamares planos, com
largura não-inferior à da folha da porta de cada lado do vão.

4.6.2.6 O piso das rampas deve ser antiderrapante.

4.6.2.7 As rampas devem ser dotadas de guardas e corrimãos de forma análoga ao especificado em 4.8.

4.6.2.8 As exigências de sinalização, iluminação, ausência de obstáculos, e outros, dos acessos aplicam-se, com as
devidas alterações, às rampas.

4.6.3 Declividade

4.6.3.1 A declividade máxima das rampas externas à edificação deve ser de 10% (1:10).

4.6.3.2 As declividades máximas das rampas internas devem ser de:

a) 10%, isto é, 1:10, nas edificações de ocupações A, B, E, F e H;

b) 12,5%, isto é, 1:8, quando o sentido de saída é na descida, nas edificações de ocupações D e G; sendo a saída em
rampa ascendente, a inclinação máxima é de 10%;

c) 12,5% (1:8), nas ocupações C, I e J.

4.6.3.3 Quando, em ocupações em que sejam admitidas rampas de mais de 10% em ambos os sentidos, o sentido da
saída for ascendente, deve ser dado um acréscimo de 25% na largura calculada conforme 4.3.

4.7 Escadas

4.7.1 Generalidades

Em qualquer edificação, os pavimentos sem saída em nível para o espaço livre exterior devem ser dotados de escadas,
enclausuradas ou não, as quais devem:

a) quando enclausuradas, ser constituídas com material incombustível;

b) quando não enclausuradas, além da incombustibilidade, oferecer nos elementos estruturais resistência ao fogo de,
no mínimo, 2 h;

c) ter os pisos dos degraus e patamares revestidos com materiais resistentes à propagação superficial de chama, isto
é, com índice "A" da NBR 9442;

d) ser dotados de guardas em seus lados abertos, conforme 4.8;


NBR 9077:2001 11

e) ser dotadas de corrimãos, conforme 4.8;

f) atender a todos os pavimentos, acima e abaixo da descarga, mas terminando obrigatoriamente no piso desta, não
podendo ter comunicação direta com outro lanço na mesma prumada (ver Figura 3);

Figura 3 - Segmentação das escadas no piso da descarga

g) ter os pisos com condições antiderrapantes, e que permaneçam antiderrapantes com o uso;
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h) atender à seção 4.5.1.2.

4.7.2 Largura

As larguras das escadas devem atender aos seguintes requisitos:

a) ser proporcionais ao número de pessoas que por elas devam transitar em caso de emergência, conforme 4.4;

b) ser medidas no ponto mais estreito da escada ou patamar, excluindo os corrimãos (mas não as guardas ou
balaustradas), que se podem projetar até 10 cm de cada lado, sem obrigatoriedade de aumento na largura das
escadas;

c) ter, quando se desenvolver em lanços paralelos, espaço mínimo de 10 cm entre lanços, para permitir localização de
guarda ou fixação do corrimão.

4.7.3 Dimensionamento de degraus e patamares

4.7.3.1 Os degraus devem:

a) ter altura h (ver Figura 4) compreendida entre 16,0 cm e 18,0 cm, com tolerância de 0,05 cm;

b) ter largura b (ver Figura 4) dimensionada pela fórmula de Blondel:

63 cm ” (2h + b) ” 64 cm

c) ser balanceados quando o lanço da escada for curvo (escada em leque), caso em que a medida do degrau (largura
do degrau) será feita segundo a linha de percurso (ver 3.32) e a parte mais estreita destes degraus ingrauxidos não
tenha menos de 15 cm;

d) ter, num mesmo lanço, larguras e alturas iguais e, em lanços sucessivos de uma mesma escada, diferenças entre
as alturas de degraus de, no máximo, 5 mm;

e) ter bocel (nariz) de 1,5 cm, no mínimo, ou, quando este inexistir, balanço da quina do degrau sobre o imediatamente
inferior com este mesmo valor mínimo (ver Figura 4).

4.7.3.2 O lanço mínimo deve ser de três degraus e o lanço máximo, entre dois patamares consecutivos, não deve
ultrapassar 3,70 m de altura.

4.7.3.3 O comprimento dos patamares deve ser (ver Figura 5):

a) dado pela fórmula:

p = (2h + b)n + b,

em que o n é um número inteiro (1, 2 ou 3), quando se tratar de escada reta, medido na direção do trânsito;
12 NBR 9077:2001

b) no mínimo, igual à largura da escada, quando há mudança de direção da escada sem degraus ingrauxidos, não se
aplicando, neste caso, a fórmula anterior.

4.7.3.4 Em ambos os lados de vão da porta, deve haver patamares com comprimento mínimo igual à largura da folha da
porta.

4.7.4 Caixas das escadas

4.7.4.1 As paredes das caixas de escadas, das guardas, dos acessos e das descargas devem ter acabamento liso.

4.7.4.2 As caixas de escadas não podem ser utilizadas como depósitos, mesmo por curto espaço de tempo, nem para a
localização de quaisquer móveis ou equipamentos, exceto os previstos especificamente nesta Norma.
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Figura 4 - Altura e largura do degrau (escada com e sem bocel)

Figura 5 - Lanço mínimo e comprimento de patamar

4.7.4.3 Nas caixas de escadas, não podem existir aberturas para tubulações de lixo, passagens para a rede elétrica,
centros de distribuição elétrica, armários para medidores de gás e assemelhados, excetuadas as escadas não
enclausuradas em edificações com alturas classificadas em L e M (de baixa e de média alturas).

4.7.5 Escadas não destinadas a saídas de emergência

4.7.5.1 As escadas secundárias, não destinadas a saídas de emergência, mas que podem eventualmente funcionar como
tais, isto é, todas as demais escadas da edificação, devem:

a) ter os pisos em condições antiderrapantes e que permaneçam como tais com o uso;

b) ser dotadas de corrimãos, atendendo ao prescrito em 4.8, bastando, porém, apenas um corrimão nas escadas com
até 1,20 m de largura e dispensandose corrimãos intermediários;

c) ser dotadas de guardas em seus lados abertos, conforme 4.8;


NBR 9077:2001 13

d) atender ao prescrito em 4.7.3 (dimensionamento dos degraus conforme lei de Blondel, balanceamento e outros),
admitindo-se, porém, nas escadas curvas, que a parte mais estreita dos degraus ingrauxidos chegue a um mínimo
de 7 cm e dispensando-se a aplicação da fórmula dos patamares (ver 4.7.3.3), bastando que o patamar tenha um
mínimo de 80 cm.

4.7.5.2 Admitem-se nas escadas secundárias, exclusivamente de serviço e não destinadas a saídas de emergência, as
seguintes alturas máximas h dos degraus, respeitando-se, porém, sempre a lei de Blondel:

a) ocupações A até G: h = 20 cm;

b) ocupações H: h = 19 cm;

c) ocupações I e J: h = 23 cm.

4.7.6 Escadas em edificações em construção

Em edificações em construção, as escadas devem ser construídas concomitantemente com a execução da estrutura,
permitindo a fácil evacuação da obra e o acesso dos bombeiros, salvo se houver outro sistema eficiente de escape e de
combate ao fogo, que o dispense, ou no caso de uso exclusivo de materiais incombustíveis (estruturas exclusivamente
metálicas, por exemplo).

4.7.7 Escadas em edificações com população total inferior a 50 pessoas

Qualquer tipo de escada de emergência pode ter largura de 90 cm e degraus ingrauxidos, respeitadas as demais
exigências para escadas de saídas de emergência, quando se enquadrar em uma das seguintes situações:

a) atender a edificações classificadas nos grupos de ocupação A, B, D, G, I ou J, com população total do prédio
inferior a 50 pessoas, sendo uma edificação baixa (tipo L - altura até 6,00 m);

b) a escada for exigida apenas como segunda saída, desde que haja outra escada que atenda a toda população, que
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não pode ultrapassar 50 pessoas, nos mesmos grupos de ocupação citados na alínea anterior.

4.7.8 Escadas com lanços curvos

4.7.8.1 As escadas com lanços curvos podem ser utilizadas em saídas de emergência quando:

a) só atenderem a edificações com ocupações do grupo A (residencial), ou se tratar de escadas não enclausuradas
(escadas comuns), exceto no caso de ocupações da divisão F-3 (centros esportivos);

b) os lanços curvos forem constituídos de degraus ingrauxidos iguais, as linhas de bocéis convergindo em um ponto
(centro da circunferência), havendo, pois, bomba ou escaparate com diâmetro mínimo de 0,97 m (escada com
degraus b = 32 cm) a 1,375 m (para b = 27 cm) (ver Figura 6);

c) tiverem larguras entre 1,10 m e 1,65 m, sem corrimão intermediário.

4.7.8.2 As escadas à prova de fumaça não podem ter lanços curvos.

Figura 6 - Escada curva admissível como saída de emergência


14 NBR 9077:2001

4.7.9 Escadas com lanços mistos

4.7.9.1 As escadas com lanços mistos, isto é, as chamadas escadas em leque, podem ser escadas de emergência nas
seguintes condições (ver Figuras 7 e 8):

a) devem obedecer à alínea b de 4.7.8.1;

b) os degraus em leque devem ser balanceados de acordo com as regras da boa técnica, utilizando-se um dos
sistemas de balanceamento recomendados, com largura (b) constante na linha de percurso (ver 3.32);

c) a borda interna (borda da bomba) do degrau em posição mais desfavorável deve ter, no mínimo, 15 cm;

d) devem ser respeitadas todas as exigências de 4.7.1 a 4.7.4 e 4.7.7.

4.7.9.2 Não são admissíveis lanços mistos, em saídas de emergência:

a) em escadas à prova de fumaça;

b) em edificações com ocupações dos grupos F e H.

4.7.10 Escadas enclausuradas protegidas (EP)

4.7.10.1 As escadas enclausuradas protegidas (ver Figura 9) devem atender aos requisitos de 4.7.1 a 4.7.4 e, se for o
caso, aos requisitos de 4.7.8 ou 4.7.9, e mais os seguintes:

a) ter suas caixas isoladas por paredes resistentes a 2 h de fogo, no mínimo;

b) ter as portas de acesso a esta caixa de escada resistentes ao fogo por 30 min (PRF), e, preferencialmente, dotadas
de vidros aramados transparentes com 0,50 m2 de área, no máximo;
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c) ser dotadas, em todos os pavimentos (exceto no da descarga, onde isto é facultativo), de janelas abrindo para o
espaço livre exterior, atendendo ao previsto em 4.7.10.2;

d) ser dotadas de alçapão de alívio de fumaça (alçapão de tiragem) que permita a ventilação em seu término superior,
2
com área mínima de 1,00 m .

4.7.10.2 As janelas das escadas protegidas devem:

a) estar situadas junto ao teto, estando o peitoril, no mínimo, a 1,10 m acima do piso do patamar ou degrau adjacente
e tendo largura mínima de 80 cm;
2
b) ter área de ventilação efetiva mínima de 0,80 m , em cada pavimento (ver Figura 10);

c) ser dotadas de vidros de segurança aramados ou temperados, com área máxima de 0,50 m2 cada um, quando
distarem menos de 3,00 m, em projeção horizontal, de qualquer outra abertura no mesmo prédio, no mesmo nível
ou em nível inferior ao seu ou à divisa do lote, podendo esta distância ser reduzida para 1,40 m, no caso de
aberturas no mesmo plano de parede e no mesmo nível;

d) ser construídas em perfis reforçados de aço, com espessura mínima de 3 mm, sendo vedado o uso de perfis ocos,
chapa dobrada, alumínio, madeira, plástico e outros;

e) ter, noscaixilhos móveis, movimento que não prejudique o tráfego da escada e não ofereça dificuldade de abertura
ou fechamento, em especial da parte obrigatoriamente móvel junto ao teto, sendo que de preferência do tipo
basculante, sendo vedados os tipos de abrir com o eixo vertical e “maximar”.

4.7.10.3 Na impossibilidade de colocação de janela na caixa da escada enclausurada protegida, conforme alínea c de
4.7.10.1, os corredores de acesso devem:

a) ser ventilados por janelas abrindo para o espaço livre exterior, com área mínima de 0,80 m2, situadas junto ao forro;
ou

b) ter sua ligação com a caixa da escada por meio de antecâmaras ventiladas, executadas nos moldes do
especificado em 4.7.12 e 4.7.14.
NBR 9077:2001 15

Figura 7 - Escada com lanços curvos e degraus balanceados


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Figura 8 - Escada enclausurada protegida com degraus ingrauxidos balanceados (ver 4.7.9.1)
16 NBR 9077:2001

Nota: PRF = Porta resistente ao fogo por 30 min.


Figura 9 - Escada enclausurada protegida, caso normal (ver 4.7.10.1)
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Figura 10 - Ventilação de escada enclausurada protegida e seu acesso


4.7.10.4 Admite-se o uso de portas autoportantes de vidro temperado com acesso às escadas enclausuradas protegidas,
quando todas as portas do corredor de acesso e as paredes deste atenderem ao prescrito nas alíneas a e b de 4.7.10.1.
2
4.7.10.5 As escadas enclausuradas protegidas devem possuir ventilação permanente inferior, com área de 1,20 m no
mínimo, junto ao solo, podendo esta ventilação ser por veneziana na própria porta de saída térrea ou em local conveniente
da caixa da escada ou corredor da descarga, que permita a entrada de ar puro, em condições análogas à tomada de ar
dos dutos de ventilação (ver 4.7.13).

4.7.10.6 Em edificações “p”, as portas de acesso às unidades autônomas podem abrir diretamente para o ambiente da
escada enclausurada protegida, desde que:

a) não haja mais de quatro unidades autônomas por pavimento (ver Figura 11);

b) as portas destas unidades autônomas atendam ao exigido na alínea b 4.7.10.1;

c) o patamar e eventual corredor a ele anexo não totalizem mais de 12 m2;

d) a escada seja interrompida ao nível da descarga, não indo até eventual subsolo.
NBR 9077:2001 17

Figura 11 - Escada enclausurada protegida, caso especial (ver 4.7.10.6)

4.7.11 Escadas enclausuradas à prova de fumaça (PF)

4.7.11.1 As escadas enclausuradas à prova de fumaça (ver Figuras 12, 13 e 14) devem atender ao estabelecido em 4.7.1
a 4.7.4, e ao seguinte:

a) ter suas caixas enclausuradas por paredes resistentes a 4 h de fogo;

b) ter ingresso por antecâmaras ventiladas, terraços ou balcões, atendendo as primeiras ao prescrito em 4.7.12 e os
últimos em 4.7.14;
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c) ser providas de portas estanques à fumaça e resistentes a 30 min de fogo (P-30) em sua comunicação com a
antecâmara.

4.7.11.2 A iluminação natural das caixas de escadas enclausuradas à prova de fumaça, recomendável mas não
indispensável, quando houver, deve obedecer aos seguintes requisitos:

a) ser obtida por abertura provida de caixilho de perfil de aço reforçado, com 3 mm de espessura mínima, provido de
fecho acionável por chave ou ferramenta especial, devendo ser aberto somente para fins de manutenção ou
emergenciais;

b) este caixilho deve ser guarnecido com vidro aramado, transparente ou não, malha de 12,5 mm, com espessura
mínima de 6,5 mm;

c) em paredes dando para o exterior, sua área máxima não pode ultrapassar 0,50 m2; em parede dando para
antecâmara ou varanda, pode ser de até 1,00 m2;

d) havendo mais de uma abertura de iluminação, a distância entre elas não pode ser inferior a 0,50 m, e a soma de suas
áreas não deve ultrapassar 10% da área da parede em que estiverem situadas.

4.7.12 Antecâmaras

4.7.12.1 As antecâmaras, para ingressos nas escadas enclausuradas (ver Figura 12), devem:

a) ter comprimento mínimo de 1,80 m;

b) ter pé-direito mínimo de 2,50 m;

c) ser dotadas de porta corta-fogo na entrada, de acordo com a NBR 11742, e de porta estanque à fumaça na
comunicação com a caixa da escada;

d) ser ventiladas por dutos de entrada e saída de ar, de acordo com 4.7.13.2 a 4.7.13.4;

e) ter a abertura de entrada de ar do duto respectivo situada junto ao piso, ou, no máximo, a 15 cm deste, com área
mínima de 0,84 m2 e, quando retangular, obedecendo à proporção máxima de 1:4 entre suas dimensões;

f) ter a abertura de saída de ar do duto respectivo situada junto ao teto, ou, no máximo, a 15 cm deste, com área
mínima de 0,84 m2 e, quando retangular, obedecendo à proporção máxima de 1:4 entre suas dimensões;

g) ter, entre as aberturas de entrada e de saída de ar, a distância vertical mínima de 2,00 m, medida eixo a eixo;

h) ter a abertura de saída de ar situada, no máximo, a uma distância horizontal de 3,00 m, medida em planta, da porta
de entrada da antecâmara, e a abertura de entrada de ar situada, no máximo, a uma distância horizontal de 3,00 m,
medida em planta, da porta de entrada da escada.
18 NBR 9077:2001

4.7.13 Dutos de ventilação natural

4.7.13.1 Os dutos de ventilação natural devem formar um sistema integrado: o duto de entrada de ar (DE) e o duto de
saída de ar (DS).

4.7.13.2 Os dutos de saída de ar devem:

a) ter aberturas somente nas paredes que dão para as antecâmaras;

b) ter secção mínima calculada pela seguinte expressão:

ȍ = 0,105 n

Onde:

ȍ = secção mínima, em m2

n = número de antecâmaras ventiladas pelo duto

c) ter, em qualquer caso, área não-inferior a 0,84 m e, quando de secção retangular, obedecer à proporção máxima de
1:4 entre suas dimensões;

d) elevar-se 3,00 m acima do eixo da abertura da antecâmara do último pavimento servido pelo eixo, devendo seu
topo situar-se a 1,00 m acima de qualquer elemento construtivo existente sobre a cobertura;

e) ter, quando não forem totalmente abertos no topo, aberturas de saída de ar com área efetiva superior ou igual a
1,5 vez a área da secção do duto, guarnecidas, ou não, por venezianas ou equivalente, devendo estas aberturas
serem dispostas em, pelo menos, duas das faces opostas e se situarem em nível superior a qualquer elemento
construtivo do prédio (reservatórios, casas de máquinas, cumeeiras, muretas e outros);
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f) não ser utilizados para a instalação de quaisquer equipamentos ou canalizações;

g) ser fechados na base.

4.7.13.3 As paredes dos dutos de saídas de ar devem:

a) ser resistentes, no mínimo, a 2 h de fogo;

b) ter isolamento térmico e inércia térmica equivalentes, no mínimo, a uma parede de tijolos maciços, rebocada, de
15 cm de espessura, quando atenderem a até 15 antecâmaras, e de 23 cm de espessura, quando atenderem a
mais de 15 antecâmaras;

c) ter revestimento interno liso.

4.7.13.4 Os dutos de entrada de ar devem:

a) ter paredes resistentes ao fogo por 2 h, no mínimo;

b) ter revestimento interno liso;

c) atender às condições das alíneas a a c e f de 4.7.13.2;

d) ser totalmente fechados em sua extremidade superior;

e) ter abertura em sua extremidade inferior que assegure a captação de ar fresco respirável, devendo esta abertura
ser dotada de portinhola de tela ou venezianas de material incombustível que não diminua a área efetiva de
ventilação, isto é, sua secção deve ser aumentada para compensar a redução.
NBR 9077:2001 19
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E – elevadores comuns
EE – elevador de emergência
DE – duto de entrada de ar
DS – Duto de saída de ar
PCF – Porta corta-fogo

Nota: Cortes AB e CD, ver Figuras 13 e 14.

Figura 12 - Escada enclausurada à prova de fumaça, com elevador de emergência


(a posição deste é apenas exemplificativa) na antecâmara
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Notas: a) Desenho esquemático exemplificativo. Notas: a) Desenho esquemático exemplificativo.


b) Ver Figura 12. b) Ver Figura 12.

Figura 13 - Corte AB - Duto de saída de ar Figura14 - CorteCD-Duto de entrada de ar


NBR 9077:2001 21

4.7.13.5 A secção da parte horizontal inferior do duto de entrada de ar deve:

a) ser, no mínimo, igual à do duto, em edifícios L, M ou N (altura igual ou inferior a 30 m);

b) ser igual a 1,5 vez a área da secção do trecho vertical do duto de entrada de ar, no caso de edificações código 0
(mais de 30 m de altura).

4.7.13.6 A tomada de ar do duto de entrada de ar deve ficar, de preferência, ao nível do solo ou abaixo deste, longe de
qualquer eventual fonte de fumaça em caso de incêndio.

4.7.13.7 As dimensões dos dutos dadas em 4.7.13.2 são as mínimas absolutas, aceitando-se e, mesmo, recomendando-se
o cálculo exato pela mecânica dos fluidos destas secções, em especial no caso da existência de subsolos e em prédios de
excepcional altura ou em locais sujeitos a ventos excepcionais.

4.7.14 Balcões, varandas e terraços

4.7.14.1 Os balcões, varandas, terraços e assemelhados, para ingresso em escadas enclausuradas, devem atender aos
seguintes requisitos:

a) ser dotados de portas corta-fogo na entrada e na saída;

b) ter guarda de material incombustível e não vazada com altura mínima de 1,30 m;

c) ter piso praticamente em nível e desnível máximo de 30 mm dos compartimentos internos do prédio e da caixa de
escada enclausurada;

d) em se tratando de terraço a céu aberto, não situado no último pavimento, o acesso deve ser protegido por marquise
com largura mínima de 1,20 m.

4.7.14.2 A distância horizontal entre o paramento externo das guardas dos balcões, varandas e terraços que sirvam para
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ingresso às escadas enclausuradas à prova de fumaça e qualquer outra abertura desprotegida do próprio prédio ou das
divisas do lote deve ser, no mínimo, igual a um terço da altura da edificação, ressalvado o estabelecido em 4.7.14.3, mas
nunca a menos de 3,00 m.

4.7.14.3 A distância estabelecida em 4.7.14.2 pode ser reduzida à metade, isto é, um sexto da altura, mas nunca a menos
de 3,00 m, quando:

a) o prédio for dotado de chuveiros automáticos;

b) o somatório das áreas das aberturas da parede fronteira à edificação considerada não ultrapassar um décimo da
área total desta parede;

c) na edificação considerada, não houver ocupações pertencentes aos grupos C ou I.

4.7.15 Escadas à prova de fumaça pressurizada (PFP)

4.7.15.1 A condição de escada à prova de fumaça pode ser obtida pelo método de ventilação natural por meio de dutos ou
pelo método de pressurização, a partir da norma BS-5588/4, ou outra norma internacional de comprovada eficácia,
enquanto não houver norma brasileira disponível.

4.7.15.2 As escadas à prova de fumaça pressurizadas podem sempre substituir, onde indicado nesta Norma, as escadas
enclausuradas à prova de fumaça ventiladas naturalmente (PF, conforme 4.7.11).

4.7.15.3 As escadas pressurizadas dispensam antecâmara, devendo atender a todas as exigências de 4.7.11.1, exceto as
alíneas b e c.

4.7.15.4 As escadas pressurizadas devem ser dotadas de dois ventiladores, pelo menos, um para uso permanente, em
condições normais, que deve manter a pressão na caixa da escada ligeiramente superior à dos diversos pavimentos da
edificação, e outro que deve começar a funcionar automaticamente, no caso de incêndio, aumentando a pressão interna.

4.7.15.5 Os insufladores de ar devem ficar em local protegido contra eventual fogo e ter fonte alimentadora própria, que
assegure um funcionamento mínimo de 4 h, para quando ocorrer falta de energia na rede pública.

4.8 Guardas e corrimãos

4.8.1 Guarda-corpos e balaustradas

4.8.1.1 Toda saída de emergência - corredores, balcões, terraços, mezaninos, galerias, patamares, escadas, rampas e
outros - deve ser protegida de ambos os lados por paredes ou guardas (guarda-corpos) contínuas, sempre que houver
qualquer desnível maior de 19 cm, para evitar quedas.
22 NBR 9077:2001

4.8.1.2 A altura das guardas, internamente, deve ser, no mínimo, de 1,05 m ao longo dos patamares, corredores,
mezaninos, e outros (ver Figura 15), podendo ser reduzida para até 92 cm nas escadas internas, quando medida
verticalmente do topo da guarda a uma linha que una as pontas dos bocéis ou quinas dos degraus.

4.8.1.3 A altura das guardas em escadas externas, de seus patamares, de balcões e assemelhados, quando a mais de
12,00 m acima do solo adjacente, deve ser de, no mínimo, 1,30 m, medido como especificado em 4.8.1.2.

Figura 15 -Dimensões de guardas e corrimãos

4.8.1.4 Exceto em ocupações dos grupos I e J, as guardas constituídas por balaustradas, grades, telas e assemelhados,
isto é, as guardas vazadas, devem:
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a) ter balaústres verticais, longarinas intermediárias, grades, telas, vidros de segurança laminados ou aramados e
outros, de modo que uma esfera de 15 cm de diâmetro não possa passar por nenhuma abertura;

b) ser isentas de aberturas, saliências, reentrâncias ou quaisquer elementos que possam enganchar em roupas;

c) ser constituídas por materiais não-estilhaçáveis, exigindo-se o uso de vidros aramados ou de segurança laminados,
se for o caso.

4.8.2 Corrimãos

4.8.2.1 Os corrimãos devem estar situados entre 80 cm e 92 cm acima do nível do piso, sendo, em escadas, esta medida
tomada verticalmente da forma especificada em 4.8.1.2 (ver Figura 15).

4.8.2.2 Uma escada pode ter corrimãos em diversas alturas, além do corrimão principal na altura normal exigida; em
escolas, jardins-de-infância e assemelhados, se for o caso, deve haver corrimãos nas alturas indicadas para os respectivos
usuários, além do corrimão principal.

4.8.2.3 Os corrimãos devem ser projetados de forma a poderem ser agarrados fácil e confortavelmente, permitindo um
contínuo deslocamento da mão ao longo de toda a sua extensão, sem encontrar quaisquer obstruções, arestas ou
soluções de continuidade. No caso de secção circular, seu diâmetro varia entre 38 mm e 65 mm (ver Figura 16).

4.8.2.4 Os corrimãos devem estar afastados 40 mm, no mínimo, das paredes ou guardas às quais forem fixados.

4.8.2.5 Não são aceitáveis, em saídas de emergência, corrimãos constituídos por elementos com arestas vivas, tábuas
largas, e outros (ver Figura 16).

4.8.3 Exigências estruturais

4.8.3.1 As guardas de alvenaria ou concreto, as grades de balaustradas, as paredes, as esquadrias, as divisórias leves e
outros elementos de construção que envolvam as saídas de emergência devem ser projetados de forma a:

a) resistir a cargas transmitidas por corrimãos nelas fixados ou calculadas para resistir a uma força horizontal de 730 N/m
aplicada a 1,05 m de altura, adotando-se a condição que conduzir a maiores tensões (ver Figura 17);

b) ter seus painéis, longarinas, balaústres e assemelhados calculados para resistir a uma carga horizontal de 1,20 kPa
aplicada à área bruta da guarda ou equivalente da qual façam parte; as reações devidas a este carregamento não
precisam ser adicionadas às cargas especificadas na alínea precedente (ver Figura 17).

4.8.3.2 Os corrimãos devem ser calculados para resistirem a uma carga de 900 N, aplicada em qualquer ponto deles,
verticalmente de cima para baixo e horizontalmente em ambos os sentidos.
NBR 9077:2001 23

4.8.4 Corrimãos intermediários

4.8.4.1 Escadas com mais de 2,20 m de largura devem ter corrimão intermediário, no máximo, a cada 1,80 m. Os lanços
determinados pelos corrimãos intermediários devem ter, no mínimo, 1,10 m de largura, ressalvado o caso de escadas em
ocupações dos tipos H-2 e H-3, utilizadas por pessoas muito idosas e deficientes físicos, que exijam máximo apoio com
ambas as mãos em corrimãos, onde pode ser previsto, em escadas largas, uma unidade de passagem especial com 69 cm
entre corrimãos.

4.8.4.2 As extremidades dos corrimãos intermediários devem ser dotadas de balaústres ou outros dispositivos para evitar
acidentes.

4.8.4.3 Escadas externas de caráter monumental podem, excepcionalmente, ter apenas dois corrimãos laterais,
independentemente de sua largura, quando não forem utilizadas por grandes multidões.
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Figura 16 -Pormenores de corrimãos

Figura 17 - Pormenores construtivos da instalação de guardaseascargas a que elas devem resistir

4.9 Elevadores de emergência

4.9.1 Obrigatoriedade

É obrigatória a instalação de elevadores de emergência:

a) em todas as edificações com mais de 20 pavimentos, excetuadas as de classe de ocupação G-1, e em torres
exclusivamente monumentais de ocupação F-2;

b) nas ocupações institucionais H-2 e H-3, sempre que sua altura ultrapassar 12,00 m.
24 NBR 9077:2001

4.9.2 Exigências

4.9.2.1 Enquanto não houver norma específica referente a elevadores de emergência, estes devem atender a todas as
normas gerais de segurança previstas nas NBR 5410 e NBR 7192, e ao seguinte (ver Figura 12):

a) ter sua caixa enclausurada por paredes resistentes a 4 h de fogo;

b) ter suas portas metálicas abrindo para antecâmara ventilada, nos termos de 4.7.12, para varanda conforme 4.7.14,
para hall enclausurado e pressurizado, para patamar de escada pressurizada ou local análogo do ponto de vista de
segurança contra fogo e fumaça;

c) ter circuito de alimentação de energia elétrica com chave própria independente da chave geral do edifício,
possuindo este circuito chave reversível no piso da descarga, que possibilite que ele seja ligado a um gerador
externo na falta de energia elétrica na rede pública.

4.9.2.2 O painel de comando deve atender, ainda, às seguintes condições:

a) estar localizado no pavimento da descarga;

b) possuir chave de comando de reversão para permitir a volta do elevador a este piso, em caso de emergência;

c) possuir dispositivo de retorno e bloqueio dos carros no pavimento da descarga, anulando as chamas existentes, de
modo que as respectivas portas permaneçam abertas, sem prejuízo do fechamento dos vãos do poço nos demais
pavimentos;

d) possuir duplo comando automático e manual reversível, mediante chamada apropriada.

4.9.2.3 Nas ocupações institucionais H-2 e H-3, o elevador de emergência deve ter cabine com dimensões apropriadas
para o transporte de maca.
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4.9.2.4 As caixas de corrida e casas de máquinas dos elevadores de emergência devem ser enclausuradas e totalmente
isoladas das caixas de corrida e casas de máquinas dos demais elevadores.

4.10 Áreas de refúgio

4.10.1 Conceituação e exigências

4.10.1.1 Área de refúgio é a parte de um pavimento separada do restante por paredes corta-fogo e portas cortafogo, tendo
acesso direto, cada uma delas, a uma escada de emergência (ver Figura 18).

4.10.1.2 A estrutura dos prédios dotados de áreas de refúgio deve ter resistência a 4 h de fogo, devendo obedecer à
NBR 5627, se for de concreto armado ou protendido.

4.10.1.3 Em edificações dotadas de áreas de refúgio, as larguras das saídas de emergência podem ser reduzidas em até
50%, desde que cada local compartimentado tenha acesso direto às saídas, com larguras correspondentes às suas
respectivas áreas e não-menores que as mínimas absolutas de 1,10 m para as edificações em geral, e 2,20 m para as
ocupações H-2 e H-3.

4.10.2 Obrigatoriedade

É obrigatória a existência de áreas de refúgio nos seguintes casos:

a) em prédios institucionais de ocupações H-2 e H-3, quando classificados em M, N ou O por suas alturas (altura
superior a 6,00 m);

b) em prédios institucionais e educacionais -ocupações H-1, H-2 e E - quando forem classificados em “W” por suas
2
dimensões em plantas (mais de 5000 m ).

4.10.3 Hospitais e assemelhados

4.10.3.1 Em ocupações H-1 e H-2, deve haver tantas compartimentações quantas forem necessárias para que as áreas de
2
refúgio não tenham áreas superiores a 2000 m .

4.10.3.2 Nestas ocupações H-1 e H-2, bem como nas ocupações E-6, a comunicação entre as áreas de refúgio e/ou entre
estas áreas e saídas deve ser em nível ou em rampas, como especificado em 4.6.
NBR 9077:2001 25

4.11 Descarga

4.11.1 Tipos

4.11.1.1 A descarga, parte da saída de emergência de uma edificação, que fica entre a escada e a via pública ou área
externa em comunicação com a via pública, pode ser constituída por:

a) corredor ou átrio enclausurado;

b) área em pilotis;

c) corredor a céu aberto.

4.11.1.2 O corredor ou átrio enclausurado que for utilizado como descarga deve:

a) ter paredes resistentes ao fogo por tempo equivalente ao das paredes das escadas que a ele conduzirem;

b) ter pisos e paredes revestidos com materiais resistentes ao fogo;

c) ter portas corta-fogo, quando a escada for à prova de fumaça, ou resistentes a 30 min de fogo, quando a escada for
enclausurada protegida, isolando-o de todo compartimento que com ele se comunique, tais como apartamentos,
salas de medidores e outros.

4.11.1.3 Admite-se que a descarga seja feita através de saguão não enclausurado, quando o final da descarga, neste hall
ou saguão, localizar-se a menos de 4,00 m de área em pilotis, fachada ou alinhamento predial (ver Figura 19).

4.11.1.4 A área em pilotis que servir como descarga deve:

a) não ser utilizável como estacionamento de veículos de qualquer natureza, sendo, quando necessário, dotada de
divisores físicos que impeçam tal utilização;

b) ser mantida livre e desimpedida, não podendo ser utilizada como depósito de qualquer natureza.
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4.11.1.5 O corredor a céu aberto, com largura inferior a 4,00 m, que servir como descarga, deve ser protegido por
marquise com largura mínima de 1,20 m. Nas edificações afastadas das divisas de 4,00 m ou mais, a marquise exigida
pode ter suas dimensões restritas a:

a) balanço mínimo de 1,00 m;

b) largura mínima igual à largura do vão que caracteriza a descarga, mas nunca menos de 1,20 m.

4.11.2 Dimensionamento

4.11.2.1 No dimensionamento da descarga, devem ser consideradas todas as saídas horizontais e verticais que para ela
convergirem.

4.11.2.2 A largura das descargas não pode ser inferior:

a) a 1,10 m, nos prédios em geral, e a 2,20 m, nas edificações classificadas como H-2 e H-3 por sua ocupação;

b) à largura calculada conforme 4.4, considerandose esta largura para cada segmento de descarga entre saídas de
escadas (ver Figura 20), não sendo necessário que a descarga tenha, em toda a sua extensão, a soma das
larguras das escadas que a ela concorrem.

4.11.3 Elevadores com acesso

4.11.3.1 Os elevadores com acesso direto à descarga devem:

a) ser dotados de portas resistentes ao fogo;

b) ter seus poços (caixas de corrida) com ventilação em sua parte superior.

4.11.3.2 Os elevadores que atenderem a pavimentos inferiores à descarga só podem a ela ter acesso se as paredes
inferiores contiverem antecâmaras enclausuradas e ventiladas naturalmente, nos moldes do estabelecido em 4.7.12.

4.11.3.3 É dispensável a ventilação das antecâmaras enclausuradas exigidas em 4.11.3.2, nos seguintes casos:

a) quando os pavimentos inferiores à descarga forem constituídos por garagens com acesso direto para o exterior em
todos os seus níveis, e a edificação tiver ocupação do grupo A (residencial), sendo as aberturas vedadas
unicamente com grades;

b) quando, em prédios de ocupação B e D, os pavimentos inferiores à descarga forem constituídos por garagens,
amplamente ventiladas e com acesso direto ao espaço livre exterior, com acessos vedados apenas por grades ou
completamente abertos, estando a edificação classificada, quanto às dimensões, em P e T ou U, com
características construtivas tipo Z e alturas L ou M;

c) quando existir sistema de pressurização da saída de emergência, incluindo descarga e caixas de corrida dos
elevadores.
26 NBR 9077:2001

PCF = Porta corta-fogo V = Varanda

Figura 18 -Desenho esquemático de área de refúgio


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Passeio

Figura 19 - Descarga através de hall térreo não enclausurado


NBR 9077:2001 27

Figura 20 - Dimensionamento de corredores de descarga

4.11.4 Outros ambientes com acesso

4.11.4.1 Galerias comerciais (galerias de lojas) podem ter acesso à descarga desde que a ligação seja feita por meio de
antecâmara enclausurada e ventilada, nos termos de 4.7.12 (ver Figura 21).

4.12 Alarme de incêndio e comunicação de emergência

4.12.1 Alarme

4.12.1.1 As instalações de alarme devem obedecer à NBR 9441.


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4.12.1.2 Devem ser instalados alarme de incêndio, do tipo bitonal (fá-dó), ressalvados os casos especiais que
recomendam somente luminosos, tais como nas ocupações H-2, H-3 e outras, nos casos previstos na Tabela 8 do Anexo.

4.12.2 Comunicação de emergência

4.12.2.1 Deve ser instalado sistema de comunicação de emergência, ligado à Central de Emergência e Controle de Alarme
(CECA), nos prédios classificados como W simultaneamente com O, nas ocupações C-2, C-3, D, F, H-2, H-3, H-5 e I-3.

4.12.2.2 A comunicação de emergência pode ser feita utilizando o porteiro eletrônico, sistema de interfones, e outros, nas
ocupações A e B.

4.13 Iluminação de emergência e sinalização de saída

4.13.1 Iluminação das rotas de saída

As rotas de saída devem ter iluminação natural e/ou artificial em nível suficiente, de acordo com a NBR 5413. Mesmo nos
casos de edificações destinadas a uso unicamente durante o dia, é indispensável a iluminação artificial noturna.

4.13.2 Iluminação de emergência

4.13.2.1 A iluminação de emergência é obrigatória nos acessos e descargas:

a) sempre que houver exigência de escadas enclausuradas (ver Tabela 7 do Anexo);

b) quando estas rotas de saída ultrapassarem 30 m, excetuadas as edificações de ocupação A (residencial);

c) em qualquer edificação não-residencial, classe Y;

d) em todas as edificações classe X, exceto casas unifamiliares (A-1).


28 NBR 9077:2001

Figura 21 - Acesso de galeria comercial à descarga

4.13.2.2 A iluminação de emergência é obrigatória nas escadas destinadas a saídas de emergência, nos seguintes casos:

a) sempre que estas escadas não tiverem iluminação natural, exceto em edificações de ocupação A, classificadas ao
mesmo tempo em P e L ou M;
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b) quando estas escadas forem enclausuradas (EP, PF);

c) nas escadas NE em edificações das classes X e Y, exceto prédios L.

4.13.2.3 A iluminação de emergência deve ser executada obedecendo à NBR 10898.

4.13.3 Sinalização de saída

4.13.3.1 A sinalização de saída é obrigatória:

a) nos acessos e descargas das escadas de emergência em geral, em prédios não-residenciais (isto é, excluídas as
edificações do grupo A);

b) nos acessos e descargas dos locais de reunião de público (grupo F), mesmo quando não dotados de escadas;
2
c) nas edificações das ocupações B, C, D, E e H, quando classificadas em O (área maior que 750 m ).

4.13.3.2 A sinalização de saída ou iluminação de balizamento deve ser executada obedecendo ao prescrito na NBR 10898,
exceto quanto à seção 5.1.2.6.6 e à Tabela 3 da referida norma, que estabelece a cor Munsell 5R4/14 para os textos e
símbolos de sinalização.

4.13.3.3 Os textos e símbolos de sinalização devem ter, de preferência, cor branca sobre fundo verde-amarelado, para
melhor visualização através da fumaça, admitindose o uso da cor vermelha prescrita pela NBR 10898 nos locais em que a
luz verde vier a prejudicar condições necessárias de escuridão, como, por exemplo, em cinemas, laboratórios especiais e
outros.

5 Condições específicas

5.1 Acesso sem obstáculos

5.1.1 As rotas de saída destinadas ao uso de doentes e deficientes físicos, inclusive usuários de cadeiras de rodas, devem
possuir rampas e elevadores de segurança ou outros dispositivos onde houver diferença de nível entre pavimentos.

5.1.2 Estas rotas devem permanecer livres de quaisquer obstáculos ou saliências nas paredes (móveis, extintores de
incêndio, e outros) e ter as larguras exigidas pela NBR 9050.

5.2 Construções subterrâneas e edificações sem janelas

5.2.1 Generalidades e conceituação

5.2.1.1 Para os efeitos desta Norma, considera-se construção subterrânea ou subsolo a edificação, ou parte de-la, na qual
o piso se ache abaixo do pavimento da descarga, ressalvado o especificado em 5.2.1.2.
NBR 9077:2001 29

5.2.1.2 Não são considerados subsolos, para efeito de saídas de emergência, os pavimentos nas condições seguintes:
2
a) o pavimento que for provido, em pelo menos dois lados, de, no mínimo, 2,00 m de aberturas inteiramente acima do
solo a cada 15,00 m lineares de parede periférica;

b) estas aberturas tenham peitoril a não mais de 1,20 m acima do piso interno e que não tenham medida alguma
menor que 60 cm (luz), de forma a permitir operações de salvamento provenientes do exterior;

c) estas aberturas sejam facilmente abertas, tanto do lado interno como do externo, sendo facilmente identificáveis,
interna e externamente.

5.2.1.3 As edificações sem janelas são aquelas edificações, ou parte delas, que não possuem meios de acesso direto ao
exterior através de suas paredes periféricas ou aberturas para ventilação ou salvamento através das janelas ou grades
fixas existentes, ressalvados os casos descritos em 5.2.1.4 e 5.2.1.5.

5.2.1.4 Uma edificação térrea (K) ou porção dela não é considerada sem janelas quando:

a) o pavimento tem portas ao nível do solo, painéis de acesso ou janelas espaçadas a não mais de 50,00 m nas
paredes exteriores;

b) estas aberturas têm dimensões mínimas de 60 cm x 60 cm, obedecendo às alíneas a, b e c de 5.2.1.2.

5.2.1.5 Uma edificação não-térrea (L, M, N ou O) não é considerada sem janelas quando:

a) existem acessos conforme a alínea a de 5.2.1.4;

b) todos os pavimentos acima do térreo têm aberturas de acesso ou janelas em dois lados do prédio, pelo menos,
espaçados, no mínimo, 15,00 m nestas paredes, obedecendo às alíneas b e c de 5.2.1.2, com, no mínimo, 60 cm
de largura livre por 1,10 m de altura livre.
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5.2.2 Exigências especiais para subsolos e prédios sem janelas

As construções subterrâneas e as edificações sem janelas, além das demais exigências desta Norma que lhes forem
aplicáveis, considerando que, em áreas sem acesso direto ao exterior e sem janelas para permitir ventilação e auxílio de
bombeiros, qualquer incêndio ou fumaça tende a provocar pânico, devem, para permitir a saída conveniente de seus
usuários:

a) ser dotadas de iluminação de emergência, exceto no caso de ocupações A-1 e nos pavimentos des tinados
exclusivamente a caixas d’água, casas de máquinas e assemelhados;

b) quando com população superior a 100 pessoas, ser dotadas de chuveiros automáticos (ver NBR 10897);

c) quando com população superior a 100 pessoas e tendo conteúdo combustível ou acabamentos combustíveis, ter
sistema automático de saídas de fumaça e gases quentes (ver NBR 8132), além dos chuveiros automáticos
(ver NBR 10897);

d) ter sempre duas saídas, no mínimo, o mais afastado possível uma da outra, se servir de local de rabalho ou houver
acesso de público;

e) quando com acesso de público ou população su perior a 50 pessoas, ter ao menos uma das saídas direta ao
exterior, sem passagem pela descarga térrea, no caso de subsolo.

_______________________

/ANEXO
30 NBR 9077:2001

ANEXO-Tabelas
Tabela 1 - Classificação das edificações quanto à sua ocupação

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Exemplos

A-1 Habitações unifamiliares Casas térreas ou assobradadas, isoladas ou não

Habitações
A-2 Edifícios de apartamentos em geral
multifamiliares
A Residencial
A-3 Habitações coletivas
Pensionatos, internatos, mosteiros, conventos,
(grupos sociais
residenciais geriátricos
equivalentes à família)

Hotéis, motéis, pensões, hospedarias, albergues,


B-1 Hotéis e assemelhados
casas de cômodos
Serviços de
B
hospedagem B-2 Hotéis residenciais Hotéis e assemelhados com cozinha própria nos
apartamentos (incluem-se apart-hotéis, hotéis
residenciais)
C-1 Comércio em geral, de Armarinhos, tabacarias, mercearias, fruteiras,
pequeno porte butiques e outros

Comercial Comércio de grande e Edifícios de lojas, lojas de departamentos, magazines,


C médio portes
varejista C-2 galerias comerciais, supermercados em geral,
mercados e outros
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C-3 Centros comerciais Centros de compras em geral (shopping centers)

Locais para prestação Escritórios administrativos ou técnicos, consultórios,


de serviços profissionais instituições financeiras (não incluídas em D-2),
ou condução de repartições públicas, cabeleireiros, laboratórios de
D-1
negócios análises clínicas sem internação, centros profissionais
Serviços e outros
profissionais,
D
pessoais e
técnicos D-2 Agências bancárias Agências bancárias e assemelhados

Serviços de reparação Lavanderias, assistência técnica, reparação e


D-3 (exceto os classificados manutenção de aparelhos eletrodomésticos,
em G e I) chaveiros, pintura de letreiros e outros

E-1 Escolas em geral Escolas de primeiro, segundo e terceiro graus, cursos


supletivos e pré-universitários e outros

E-2 Escolas especiais Escolas de artes e artesanatos, de línguas, de cultura


geral, de cultura estrangeira

Espaço para cultura Locais de ensino e/ou práticas de artes marciais,


física ginástica (artística, dança, musculação e outros)
E-3 esportes coletivos (tênis, futebol e outros não
Educacional e
E incluídos em F-3), sauna, casas de fisioterapias e
cultura física
outros
E-4 Centros de treinamento Escolas profissionais em geral
profissional

E-5 Pré-escolas Creches, escolas maternais, jardins-de-infância

E-6 Escolas para portadores Escolas para excepcionais, deficientes visuais e


de deficiências auditivos e outros

F-1 Locais onde há objetos Museus, galerias de arte, arquivos, bibliotecas e


Locais de
de valor inestimável assemelhados
F reunião de
público
F-2 Templos e auditórios Igrejas, sinagogas, templos e auditórios em geral

/continua
NBR 9077:2001 31

/continuação
Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Exemplos

Estádios, ginásios e piscinas cobertas com


F-3 Centros esportivos
arquibancadas, arenas em geral

Estações e terminais Estações rodoferroviárias, aeroportos, estações de


F-4
de passageiros transbordo e outros

Locais para
produção e Teatros em geral, cinemas, óperas, auditórios de
F-5
Locais de apresentação de estúdios de rádio e televisão e outros
F reunião de artes cênicas
público
Boates e clubes noturnos em geral, salões de baile,
F-6 Clubes sociais
restaurantes dançantes, clubes sociais e assemelhados

Construções
F-7 Circos e assemelhados
provisórias

Restaurantes, lanchonetes, bares, cafés, refeitórios,


F-8 Locais para refeições
cantinas e outros

Garagens sem
G-1 acesso de público e Garagens automáticas
sem abastecimento

Garagens com Garagens coletivas não-automáticas em geral, sem


G-2 acesso de público e abastecimento (exceto para veículos de carga e
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sem abastecimento coletivos)

Locais dotados de
Postos de abastecimento e serviço, garagens (exceto
G-3 abastecimento de
Serviços para veículos de carga e coletivos)
G combustível
automotivos
Serviços de
Postos de serviço sem abastecimento, oficinas de
conservação,
G-4 conserto de veículos (exceto de carga e coletivos),
manutenção e
borracharia (sem recauchutagem)
reparos
Serviços de
manutenção em Oficinas e garagens de veículos de carga e coletivos,
G-5 veículos de grande máquinas agrícolas e rodoviárias, retificadoras de
porte e retificadoras motores
em geral

Hospitais Hospitais, clínicas e consultórios veterinários e


H-1 veterinários e assemelhados (inclui-se alojamento com ou sem
assemelhados adestramento)

Locais onde pessoas


requerem cuidados
Asilos, orfanatos, abrigos geriátricos, reformatórios sem
H-2 especiais por
celas e outros
limitações físicas ou
mentais

Serviços de Hospitais, casas de saúde, prontos-socorros, clínicas


Hospitais e
H saúde e H-3 com internação, ambulatórios e postos de atendimento
assemelhados
institucionais de urgência, postos de saúde e puericultura e outros

Prédios e instalações
vinculados às forças Quartéis, centrais de polícia, delegacias distritais, postos
H-4
armadas, polícias policiais e outros
civil e militar

Locais onde a
liberdade das Hospitais psiquiátricos, reformatórios, prisões em geral e
H-5
pessoas sofre instituições assemelhadas
restrições
/continua
32 NBR 9077:2001

/continuação
Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Exemplos

Locais onde as atividades Atividades que manipulam e/ou depositam os


exercidas e os materiais materiais classificados como de médio risco
utilizados e/ou depositados de incêndio, tais como fábricas em geral, onde
apresentam médio potencial de os materiais utilizados não são combustíveis e
I-1 incêndio. Locais onde a carga os processos não envolvem a utilização
combustível não chega a 50 intensiva de materiais combustíveis
kg/m2 ou 1200 MJ/m2 e que
não se enquadram em I-3

Locais onde as atividades Atividades que manipulam e/ou depositam os


Industrial, exercidas e os materiais materiais classificados como de grande risco
comercial de utilizados e/ou depositados de incêndio, tais como marcenarias, fábricas
I alto risco, apresentam grande potencial de caixas, de colchões, subestações,
atacadista e de incêndio. Locais onde a lavanderias a seco, estúdios de TV,
depósitos I-2 carga combustível ultrapassa impressoras, fábrica de doces, heliportos,
50 kg/m2 ou 1200 MJ/m2 eque oficinas de conserto de veículos e outros
não se enquadram em I-3.
Depósitos sem conteúdo
específico

Locais onde há alto risco de Fábricas e depósitos de explosivos, gases e


incêndio pela existência de líquidos inflamáveis, materiais oxidantes e
I-3 quantidade suficiente de outros definidos pelas normas brasileiras, tais
materiais perigosos como destilariais, refinarias, elevadores de
grãos, tintas, borracha e outros
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Depósitos de Depósitos sem risco de Edificações que armazenam, exclusivamente,


J baixo risco incêndio expressivo tijolos, pedras, areias, cimentos, metais e
outros materiais incombustíveis

Tabela 2 - Classificação das edificações quanto à altura

Tipo de edificação Alturas contadas da soleira de entrada ao piso do último pavimento, não
consideradas edículas no ático destinadas a casas de máquinas e terraços
Código Denominação descobertos (H)

Altura contada entre o terreno circundante e o piso da entrada igual ou


K Edificações térreas
inferior a 1,00 m

L Edificações baixas H ” 6,00 m

M Edificações de média altura 6,00 m < H ” 12,00 m

N Edificações medianamente altas 12,00 m < H -30,00 m

0 -1 H > 30,00 m ou

O Edificações altas Edificações dotadas de pavimentos recuados em relação aos pavimentos


inferiores, de tal forma que as escadas dos bombeiros não possam atingi-
0-2
las, ou situadas em locais onde é impossível o acesso de viaturas de
bombeiros, desde que sua altura seja H > 12,00 m
NBR 9077:2001 33

Tabela 3 - Classificação das edificações quanto às suas dimensões em planta

Natureza do enfoque Código Classe da edificação Parâmetros de área

P De pequeno pavimento s < 750 m 2


Quanto à área do maior
Į
pavimento (sp)
Q De grande pavimento s • 750 m2
Quanto à área dos R Com pequeno subsolo s < 500 m2
pavimentos atuados
ȕ
abaixo da soleira de
entrada (ss) S Com grande subsolo s s ¯ 500 m 2

T Edificações pequenas S < 750 m2


Quanto à área total St U Edificações médias 750 m ” S < 1500 m2
J (soma das áreas de todos
os pavimentos da
V Edificações grandes 1500 m2 ” S < 5000 m2
edificação)
W Edificações muito grandes A > 5000 m2

Tabela 4 - Classificação das edificações quanto às suas características construtivas


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Código Tipo Especificação Exemplos

Edificações em que Edificações com estrutura e Prédios estruturados em madeira, prédios com
X a propagação do entrepisos combustíveis entrepisos de ferro e madeira, pavilhões em arcos
fogo é fácil de madeira laminada e outros

Edificações com Edificações com estrutura Edificações com paredes-cortinas de vidro


mediana resistente ao fogo, mas com ("cristaleiras"); edificações com janelas sem peitoris
Y resistência ao fogo fácil propagação de fogo entre (distância entre vergas e peitoris das aberturas do
os pavimentos andar seguinte menor que 1,00 m); lojas com
galerias elevadas e vãos abertos e outros

Edificações em que Prédios com estrutura Prédios com concreto armado calculado para resistir
a propagação do resistente ao fogo e isolamento ao fogo, com divisórias incombustíveis, sem
Z fogo é difícil entre pavimentos divisórias leves, com parapeitos de alvenaria sob as
janelas ou com abas prolongando os entrepisos e
outros

Nota: Os prédios devem, preferencialmente, ser sempre projetados e executados dentro do tipo"Z".
34 NBR 9077:2001

Tabela 5 -Dados para o dimensionamento das saídas


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(A)
Os parâmetros dados nesta Tabela são os mínimos aceitáveis para o cálculo da população. Em projetos específicos, devem ser
cotejados com os obtidos em função da localização de assentos, máquinas, arquibancadas e outros, e adotados os mais exigentes,
para maior segurança.
(B)
As capacidades das unidades de passagem (ver Nota de 3.54) em escadas e rampas estendem-se para lanços retos e saída
descendente. Nos demais casos, devem sofrer redução, como abaixo especificado. Estas percentagens de redução são cumulativas,
quando for o caso:
a) lanços curvos de escadas (com degraus ingrauxidos): redução de 10%;
b) lanços ascendentes de escadas, com degraus até 17 cm de altura: redução de 10%;
c) lanços ascendentes de escada com degraus até 17,5 cm de altura: redução de 15%;
d) lanços ascendentes de escadas com degraus até 18 cm de altura: redução de 20%;
e) rampas ascendentes, declividade até 10%: redução de 1% por grau percentual de inclinação (1% a 10%); f) rampas ascendentes de
mais de 10% (máximo: 12,5%): redução de 20%.
(C)
Em apartamentos de até dois dormitórios, a sala deve ser considerada como dormitório; em apartamentos maiores (três e mais
dormitórios), as salas de costura, gabinetes e outras dependências que possam ser usadas como dormitórios (inclusive para
2
empregadas) são consideradas como tais. Em apartamentos mínimos, sem divisões em planta, considera-se uma pessoa para cada 6 m
de área de pavimento.
(D) 2
Alojamento = dormitório coletivo, com mais de 10,00 m .
NBR 9077:2001 35

(E)
Por "área" entende-se a "área de pavimento" que abriga a população em foco, conforme 3.7; quando discriminado o tipo de área
(p.ex.: "área de alojamento"), é a área útil interna da dependência em questão.
(F)
Auditórios e assemelhados, em escolas, bem como salões de festas e centros de convenções em hotéis são considerados nos grupos
de ocupação F-2, F-6 e outros, conforme o caso.
(G)
As cozinhas e suas áreas de apoio, nas ocupações F-6 e F-8, têm sua ocupação admitida como no grupo D, isto é, uma pessoa por
2
7 m de área.
(H)
Em hospitais e clínicas com internamento (H-3) que tenham pacientes ambulatoriais, acresce-se à área calculada por leito a área de
2
pavimento correspondente ao ambulatório, na base de uma pessoa por 7 m .
(I)
O símbolo "†" indica necessidade de consultar normas e regulamentos específicos (não cobertos por esta Norma).
(J)
A parte de atendimento ao público de comércio atacadista deve ser considerada como do grupo C.

Tabela 6 - Distâncias máximas a serem percorridas

Sem chuveiros automáticos Com chuveiros automáticos


Tipo de Grupo e divisão de
edificação ocupação Saída única Mais de uma saída Saída única Mais de uma saída

X Qualquer 10,00 m 20,00 m 25,00 m 35,00 m

Y Qualquer 20,00 m 30,00 m 35,00 m 45,00 m

C, D, E, F, G-3, G-4,
G-5, H, I 30,00 m 40,00 m 45,00 m 55,00 m

Z A, B, G-1, G-2, J 40,00 m 50,00 m 55,00 m 65,00 m


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Tabela 7 - Número de saídas e tipos de escadas


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36
NBR 9077:2001
NBR 9077:2001 37

Notas: a) Para o uso desta tabela, devem ser consultadas as tabelas anteriores, onde são dadas as significações dos códigos alfabéticos
e alfanuméricos utilizados, e mais as dos a seguir indicados.
b) Abreviaturas dos tipos de escadas (conforme 3.24, 3.25 e 3.26):
NE = Escada não enclausurada (escada comum);
EP = Escada enclausurada protegida (escada protegida);
PF = Escada à prova de fumaça.
c) Outros símbolos e abreviaturas usados nesta Tabela:
os
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N = Números de saídas mínimos obrigatórios, em qualquer caso;


Tipo esc. = Tipo de escada;
Gr. = Grupo de ocupação (uso) - conforme Tabela 1;
Div. = Subdivisão do grupo de ocupação -conforme Tabela 1;
† = Símbolo que indica necessidade de consultar normas e regulamentos específicos (ocupação não coberta por
esta Norma);
* = Ressalvado o disposto em 4.5.3.2, que admite saída única nas habitações multifamiliares (A-2), não havendo
mais de quatro unidades autônomas por pavimento.
2
** = Em edificações de pequena área -Cód. "T" -, isto é, com área total inferior a 750 m , admite-se o uso de escadas
não enclausuradas (NE).
*** = As escadas à prova de fumaça (PF) podem ser substituídas por escadas pressurizadas, conforme 4.7.15.
38 NBR 9077:2001

Tabela 8 -Exigência de alarme


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Notas: a) * = Locais onde é exigido alarme.


b) † = Indica necessidade de consultar normas específicas.

_______________________

/índice alfabético
NBR 9077:2001 39

Índice alfabético

Assunto Seções

Abertura desprotegida ........................................................................................................ 3.1


Acesso ................................................................................................................................ 3.2, 4.2.1, 4.4.1.1
Acesso sem obstáculos ...................................................................................................... 5.1
Alarme de incêndio e comunicação de emergência ........................................................... 4.12, Tabela 8
Alçapão de tiragem ............................................................................................................. 3.3, 4.7.10.1-d)
Altura da edificação ........................................................................................................... 3.4, 3.5, Tabela 2
Antecâmara ........................................................................................................................ 3.6, 4.7.12
Área de pavimento .............................................................................................................. 3.7
Área de refúgio ................................................................................................................... 4.10, Figura 18
Área em pilotis .................................................................................................................... 4.11.1.4
Átrio enclausurado .............................................................................................................. 4.11.1.2
Balanceamento dos degraus das escadas ......................................................................... 4.7.9.1-b), Figura 8
Balcão ou sacada ............................................................................................................... 3.9, 4.7.14
Bocel ou nariz do degrau .................................................................................................... 3.10, 4.7.3.1-e), Figura 4
Caixas das escadas ............................................................................................................ 4.7.4
Campo de aplicação desta Norma ...................................................................................... 1.3, 1.4
Carga combustível de uma edificação ................................................................................ 3.11, Tabela 1
Circulação de uso comum .................................................................................................. 3.12, 4.5.1
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Classificação das edificações ............................................................................................. 4.1, Tabelas 1 a 4


Compartimentar .................................................................................................................. 3.13
Construções subterrâneas e edificações sem janelas ........................................................ 5.2
Corredor a céu aberto ......................................................................................................... 4.11.1.5
Corredores de descarga .................................................................................................... Figura 20
Corrimão ............................................................................................................................. 3.14, 4.8, Figuras 15 a 17
Corrimãos intermediários .................................................................................................... 4.8.4
Descarga ............................................................................................................................ 3.16, 4.11
Dimensionamento de degraus e patamares ....................................................................... 4.7.3, Figuras 4 e 5
Distância de segurança ...................................................................................................... 3.17, 4.7.14.2
Distâncias máximas a serem percorridas ........................................................................... 4.5.2, Tabela 6
Documentos complementares ............................................................................................ 2
Duto de entrada de ar (DE)................................................................................................. 3.19, 4.7.13, Figura 14
Duto de saída de ar (DS) .................................................................................................... 3.20, 4.7.13, Figura 13
Dutos de ventilação natural ................................................................................................ 4.7.13
Elevador de emergência ..................................................................................................... 4.9, Figura 12
Escadas .............................................................................................................................. 4.7
Escadas à prova de fumaça pressurizada .......................................................................... 4.7.15
Escadas com lanços curvos ............................................................................................... 4.7.8, Figura 6
Escadas com lanços mistos................................................................................................ 4.7.9, Figura 7
Escadas comuns ou não enclausuradas (NE) .................................................................... 3.26, 4.7.1
Escadas de emergência ..................................................................................................... 3.22
Escadas em edificações com lotação inferior a 50 pessoas ............................................... 4.7.7
Escadas enclausuradas ...................................................................................................... 3.24, 3.25
Escadas enclausuradas à prova de fumaça ....................................................................... 3.24, 4.7.11, Figuras 12 a 14
Escadas enclausuradas protegidas .................................................................................... 3.25, 4.7.10, Figuras 8 a 11
Escadas não destinadas a saídas de emergência.............................................................. 4.7.5
Escadas não enclausuradas ............................................................................................... 3.26, 4.7.1
Espaço livre exterior ........................................................................................................... 3.27
/continua
40 NBR 9077:2001

/continuação
Assunto Seções

Ferragem antipânico ............................................................................................................. 4.5.4.6


Guarda ou guarda-corpo ....................................................................................................... 3.28, 4.8, Figuras 15 a 17
Guarda-corpos e balaustradas .............................................................................................. 4.8.1
Iluminação das escadas e rotas de saída ............................................................................. 4.13, 4.7.10, 4.7.11.2
Iluminação de emergência e sinalização de saída ................................................................ 4.13
Incombustível ........................................................................................................................ 3.29
Lanço de escada ................................................................................................................... 3.30, 4.7.3.2
Largura das saídas ............................................................................................................... 4.4.1
Largura do degrau (b) ........................................................................................................... 3.31, 4.7.3
Linha de percurso de uma escada ........................................................................................ 3.32, 4.7.9.1
Local de saída única ............................................................................................................. 3.33
Nível de acesso .................................................................................................................... 3.35
Nível de descarga ................................................................................................................. 3.36
Número de saídas (número de escadas) .............................................................................. 4.5.3, Tabela 7
Objetivo desta Norma ........................................................................................................... 1
Ocupação..............................................................................................................................3.37, Tabela 1
Parede corta-fogo ................................................................................................................. 3.38
Parede resistente ao fogo ..................................................................................................... 3.39
Patamares ............................................................................................................................. 4.7.3.3, Figura 5
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

Pavimento ............................................................................................................................. 3.40


Pavimento de descarga ........................................................................................................ 3.41
Pavimento em pilotis ............................................................................................................. 3.42, 4.11.1.4
População (lotação) .............................................................................................................. 3.44, 4.3, Tabela 5
Portas.................................................................................................................................... 4.5.4
Porta corta-fogo (PCF) .......................................................................................................... 3.4.5
Porta resistente ao fogo (PRF) ............................................................................................. 4.7.10.1-b)
Prédios em construção ......................................................................................................... 4.7.6

Quina do degrau ................................................................................................................... 3.10, Figura 4

Rampas................................................................................................................................. 4.6, 3.47

Rotas de saída, rotas de fuga ............................................................................................... 3.48, 4.2, 4.4

Saída de emergência, rota de saída ou saída ...................................................................... 3.48, 4.2, 4.4

Saída horizontal .................................................................................................................... 3.49

Sinalização de saída ............................................................................................................. 4.13.3

Terraço.................................................................................................................................. 3.52

Unidade de passagem .......................................................................................................... 3.54, 4.4.1.2, Tabela 5


Varanda ................................................................................................3.55
______________________
NORMA ABNT NBR
BRASILEIRA 14037
Segunda edição
28.07.2011

Válida a partir de
28.08.2011

Versão corrigida
17.11.2014

Diretrizes para elaboração de manuais de uso,


operação e manutenção das edificações —
Requisitos para elaboração e apresentação
dos conteúdos
Guidelines for building use, operation and maintenance manual preparation —
Requirements for content preparation and presentation
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ICS 01.110; 91.040 ISBN 978-85-07-02927-4

Número de referência
ABNT NBR 14037:2011
16 páginas

© ABNT 2011
ABNT NBR 14037:2011
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ABNT NBR 14037:2011

Sumário Página

Prefácio.................................................................................................................................................v
Introdução............................................................................................................................................vi
1 Escopo.................................................................................................................................1
2 Referências normativas......................................................................................................1
3 Termos e definições............................................................................................................2
4 Requisitos para a elaboração e apresentação do manual..............................................3
4.1 Linguagem utilizada............................................................................................................3
4.2 Estrutura do manual...........................................................................................................4
5 Requisitos para os conteúdos dos capítulos e subdivisões do manual.......................5
5.1 Apresentação.......................................................................................................................5
5.1.1 Índice....................................................................................................................................5
5.1.2 Introdução............................................................................................................................5
5.1.3 Definições............................................................................................................................6
5.2 Garantias e assistência técnica.........................................................................................6
5.2.1 Garantias..............................................................................................................................6
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5.2.2 Perdas de garantias............................................................................................................6


5.2.3 Assistência técnica.............................................................................................................6
5.3 Memorial descritivo.............................................................................................................6
5.4 Fornecedores.......................................................................................................................7
5.4.1 Relação de fornecedores....................................................................................................7
5.4.2 Relação de projetistas........................................................................................................7
5.4.3 Relação dos serviços de utilidade pública.......................................................................7
5.5 Operação, uso e limpeza....................................................................................................7
5.6 Manutenção.........................................................................................................................7
5.6.1 Programa de manutenção preventiva...............................................................................7
5.6.2 Registros..............................................................................................................................8
5.6.3 Inspeções.............................................................................................................................8
5.7 Informações complementares...........................................................................................8
5.7.1 Meio ambiente e sustentatibilidade...................................................................................8
5.7.2 Segurança............................................................................................................................8
5.7.3 Operação dos equipamentos e suas ligações.................................................................9
5.7.4 Documentação técnica e legal.........................................................................................10
5.7.5 Elaboração e entrega do manual.....................................................................................10
5.7.6 Atualização do manual.....................................................................................................11
Anexo A (normativo) Documentação técnica e legal do condomínio.............................................12

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ABNT NBR 14037:2011

Tabelas
Tabela 1 – Disposição dos conteúdos................................................................................................4
Tabela A.1 – Incumbência pelo fornecimento inicial a cargo da construtora ou incorporadora
– Incumbência pela renovação a cargo do proprietário ou condomínio
e periodicidades...........................................................................................................12
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ABNT NBR 14037:2011

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que
alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser
considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 14037 foi elaborada no Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-02), pela Comis-
são de Estudo de Manutenção de Edificações (CE-02:140.01). O Projeto circulou em Consulta Nacional
conforme Edital nº 11, de 23.11.2010 a 21.01.2011, com o número de Projeto ABNT NBR 14037.

Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 14037:1998), a qual foi tecni-
camente revisada.
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Esta versão corrigida da ABNT NBR 14037:2011 incorpora a Errata 1 de 17.11.2014.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
This Standard states the minimum requirements for content preparation and presentation to be included
in the building use, operation and maintenance manual to be issued by the constructor/incorporator,
according to actual laws, to:

 a) to inform the owners and condominium the technical features of the erection built;

 b) describes the building conservation, use and maintenance recommended and mandatory
procedures, as the equipment operation;

 c) using an easy understanding language, inform and guide the owners and condominium about the
obligations of maintenance and conservation activities execution, and the building using conditions;

 d) prevent the faults and accidents events caused by improper use;

 e) contribute to make the building reach the complete lifecycle.

This Standard is applicable to the technical data supply necessary to the use activities development,
operation of the equipments and building maintenance.

This Standard is applicable to constructions in general, independing on the height, type or building
standard.

The owner or the condominium is responsible for the item 1.2 activities, and they could nominate
a Legal Representative according to specific legislation.

NOTE The related standards to public safety and personal health are not scope of this technical standard.

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ABNT NBR 14037:2011

Introdução

A busca da qualidade no processo de produção das edificações, uma das metas que nos últimos anos
impulsiona a introdução de significativas mudanças na construção civil, tem evidenciado a necessidade
de uma abordagem mais ampla do processo e dos intervenientes envolvidos.

O processo de produção das edificações normalmente vinha sendo observado como constituído de
apenas duas etapas: o projeto (algumas vezes subdividido em etapas intermediárias, desde a defini-
ção conceitual do projeto até a produção de detalhes de execução) e a execução em canteiro.

Entretanto, a edificação construída não pode ser entendida, ela própria, como a realização do objetivo
do processo, pois é somente após a conclusão do projeto e da execução da edificação que ela pode
ser colocada a serviço dos seus usuários e servi-los adequadamente em relação ao previsto, ou seja,
realizar o motivo pelo qual a edificação foi produzida.

Cada vez mais a sociedade civil tem reconhecido e assumido a elevada importância das atividades
de uso, operação e manutenção dos edifícios como forma de assegurar a durabilidade e a preserva-
ção das condições de utilização das edificações durante a sua vida útil de projeto.

Por um lado, em relação às atividades de uso, operação e manutenção dos edifícios, dadas suas carac-
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terísticas afins, existe uma razoável integração entre as etapas posteriores a execução da edificação.
Por outro lado, existe já uma crescente integração entre as etapas de projeto e execução.

A questão centra-se então no desenvolvimento de uma interface eficiente entre projeto e edificação
constituída, e programas de manutenção.

A elaboração e a implementação de programas de manutenção corretiva e preventiva, calcada no


objeto desta Norma, são essenciais. Um aspecto tão mais crítico quando se tornam mais complexas
as edificações, afastando-se de padrões convencionais conhecidos.

Técnicas de avaliação pós-ocupação têm sido utilizadas para retornar às etapas de projeto e execução
das informações sobre as condições reais de apropriação pelos usuários do espaço construído, iden-
tificadas a partir de observações das etapas de conservação, uso e manutenção.

A qualidade da documentação técnica produzida ao longo das fases de projeto e execução e seu
direcionamento para esclarecer dúvidas relativas às etapas de conservação, uso e manutenção, e da
operação dos equipamentos, de forma sistematizada em forma de manuais relativos à edificações,
tem sido outro instrumento para melhorar a comunicação no processo, e este é o foco desta Norma.

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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 14037:2011

Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das


edificações — Requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos

1 Escopo
1.1 Esta Norma estabelece os requisitos mínimos para elaboração e apresentação dos conteúdos
a serem incluídos no manual de uso, operação e manutenção das edificações elaborado e entregue
pelo construtor e/ou incorporador, conforme legislação vigente, de forma a:

 a) informar aos proprietários e ao condomínio as características técnicas da edificação construída;

 b) descrever procedimentos recomendáveis e obrigatórios para a conservação, uso e manutenção


da edificação, bem como para a operação dos equipamentos;

 c) em linguagem didática, informar e orientar os proprietários e o condomínio com relação às suas
obrigações no tocante à realização de atividades de manutenção e conservação, e de condições
de utilização da edificação;
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 d) prevenir a ocorrência de falhas ou acidentes decorrentes de uso inadequado; e

 e) contribuir para que a edificação atinja a vida útil de projeto.

1.2 Esta Norma se aplica ao fornecimento de informações técnicas mínimas necessárias ao desen-
volvimento das atividades de uso, operação dos equipamentos e manutenção das edificações.

1.3 Esta Norma se aplica a edificações em geral, independentemente da altura, tipologia ou padrão
construtivo.

1.4 A incumbência pelas atividades descritas em 1.2 é do proprietário ou do condomínio, podendo


estes determinar um representante legal de acordo com as legislações específicas.

NOTA As normas relacionadas à segurança pública e saúde pessoal não fazem parte do escopo desta
Norma.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referên-
cias datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as
edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 5674, Manutenção de edificações – Procedimento

ABNT NBR 12721:2006, Avaliação de custos unitários de construção para incorporação imobiliária
e outras disposições para condomínios edilícios – Procedimento

ABNT NBR 15575-1, Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 1: Requi-
sitos gerais

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ABNT NBR 14037:2011

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições das ABNT NBR 5674,
ABNT NBR 12 721 e a ABNT NBR 15575-1, e os seguintes.

3.1
componente
unidade integrante de determinado elemento do edifício, com forma definida e destinada a cumprir
funções específicas (exemplos: bloco de alvenaria, telha, folha de porta)

[ABNT NBR 15575-1]

3.2
durabilidade
capacidade do edifício ou de seus sistemas de desempenhar suas funções, ao longo do tempo e
sob condições de uso e manutenção especificadas, até um estado-limite de utilização

[ABNT NBR 15575-1]

3.3
prazo de garantia
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período de tempo em que é elevada a probabilidade de que eventuais vícios ou defeitos em um sis-
tema, em estado de novo, venham a se manifestar, decorrentes de anomalias que repercutam em
desempenho inferior àquele previsto

[ABNT NBR 15575-1]

3.4
manual de uso, operação e manutenção
documento que reúne as informações necessárias para orientar as atividades de conservação, uso
e manutenção da edificação e operação dos equipamentos

[ABNT NBR 15575-1]

3.5
manutenção
conjunto de atividades a serem realizadas para conservar ou recuperar a capacidade funcional da edi-
ficação e de seus sistemas constituintes de atender as necessidades e segurança dos seus usuários

[ABNT NBR 15575-1]

3.6
operação
conjunto de atividades a serem realizadas em sistemas e equipamentos com a finalidade de manter
a edificação em funcionamento adequado

3.7
sistema
a maior parte funcional do edifício. Conjunto de elementos e componentes destinados a cumprir com
uma macrofunção que a define (exemplo: fundação, estrutura, vedações verticais, instalações hidros-
sanitárias, cobertura)

[ABNT NBR 15575-1]

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ABNT NBR 14037:2011

3.8
uso
atividades a serem realizadas pelos usuários na edificação dentro das condições previstas em projeto

3.9
usuário
pessoa que ocupa ou utiliza as dependências da edificação

3.10
operador
pessoa treinada ou preferencialmente qualificada, que atua na condução e controle de sistemas
e equipamentos instalados na edificação

3.11
vida útil de projeto (VUP)
período estimado de tempo em que um sistema é projetado para atender aos requisitos de desempe-
nho estabelecido nesta Norma, desde que cumprido o programa de manutenção previsto no manual
de operação,uso e manutenção

[ABNT NBR 15575-1]


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3.12
área de uso privativo
áreas cobertas ou descobertas que definem o conjunto de dependências e instalações de uma uni-
dade autônoma, constituída da área da unidade autônoma de uso exclusivo destinada à atividade ou
uso principal da edificação e da área privativa acessória destinada a usos acessórios, como depósitos
e vagas de garagem, conforme a ABNT NBR 12721:2006

4 Requisitos para a elaboração e apresentação do manual


4.1 Linguagem utilizada

4.1.1 O manual deve ser escrito em linguagem simples e direta, utilizando vocabulário preciso e
adequado ao proprietário e ao condomínio. Recomenda-se a utilização de recursos como ilustrações,
desenhos esquemáticos, fotografias e tabelas.

4.1.2 As informações contidas no manual devem ser apresentadas de forma didática.

4.1.3 O manual deve ser organizado de maneira que as informações sejam apresentadas segundo
classificações que facilitem sua compreensão.

4.1.4 O nível de detalhamento do manual deve ser compatível com a complexidade da edificação.

4.1.5 O manual deve ser produzido e fornecido em meio físico, sendo impresso ou eletrônico
(CD, DVD, pen drive).

NOTA O uso de meios eletrônicos é permitido desde que sejam de fácil operação e entendimento e que
possuam a alternativa de reprodução dos conteúdos em meios impressos, sendo facultada ao usuário a solici-
tação de uma via impressa, por ocasião da entrega da obra.

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ABNT NBR 14037:2011

4.2 Estrutura do manual

4.2.1 O conteúdo do manual deve orientar o proprietário e o condomínio na forma de obtenção


de informações.

4.2.2 Por motivos práticos, pode ser útil a divisão do manual em Capítulos, os quais podem ser sub-
divididos em itens.

A Tabela 1 recomenda a estrutura de disposição de conteúdos das Capítulos, e as subdivisões dos


itens básicos que devem estar contidos no manual, podendo ser complementada e adaptada conforme
a necessidade específica do empreendimento.

A Tabela 1 apresenta a correlação das Seções e subdivisões do manual com os itens desta Norma
para orientar na elaboração do manual.

4.2.3 Explicações adicionais que aprofundem a compreensão de alguma informação específica


devem ser apresentadas como anexo ao manual objeto desta Norma.

Tabela 1 – Disposição dos conteúdos


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Correlação com os
Capítulo Subdivisões
itens desta Norma
 1. Apresentação Índice 5.1.1
Introdução 5.1.2
Definições 5.1.3
 2. Garantias e assistência
técnica Garantias e assistência técnica 5.2

 3. Memorial descritivo 5.3


 4. Fornecedores Relação de fornecedores 5.4.1
Relação de projetistas 5. 4.2
Serviços de utilidade pública 5.4.3
 5. Operação, uso e limpeza Sistemas hidrossanitários 5.5
Sistemas eletroeletrônicos
Sistema de proteção contra
descargas atmosféricas
Sistemas de ar-condicionado,
ventilação e calefação
Sistemas de automação
Sistemas de comunicação
Sistemas de incêndio

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ABNT NBR 14037:2011

Tabela 1 (continuação)

Correlação com os
Capítulo Subdivisões
itens desta Norma
5. Operação, uso e limpeza Fundações e estruturas
Vedações
Revestimentos internos e externos
Pisos
5.5
Coberturas
Jardins, paisagismo e áreas de lazer
Esquadrias e vidros
Pedidos de ligações públicas
 6. Manutenção Programa de manutenção
5.6.1
preventiva
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Registros 5.6.2
Inspeções 5.6.3
 7. Informações complementares Meio ambiente e sustentabilidade 5.7.1
Segurança 5.7.2
Operação dos equipamentos
5.7.3
e suas ligações
Documentação técnica e legal 5.7.4
Elaboração e entrega do manual 5.7.5
Atualização do manual 5.7.6

5 Requisitos para os conteúdos dos capítulos e subdivisões do manual


Cada capítulo deve permitir uma visão específica e ser detalhado em uma extensão tal que permita
guiar o leitor sobre o seu conteúdo.

5.1 Apresentação

5.1.1 Índice

Recomenda-se que seja alfanumérico e contenha, de forma sequencial, os capítulos e subdivisões,


indicando o número da página do manual.

5.1.2 Introdução

Deve conter informações sobre o empreendimento e fazer comentários sobre o manual.

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ABNT NBR 14037:2011

5.1.3 Definições

Devem ser incluídas apenas as que são necessárias à compreensão de certos termos técnicos e le-
gais adotados no manual.

5.2 Garantias e assistência técnica

5.2.1 Garantias

O manual deve conter informações sobre os prazos de garantia, constando os principais itens das
áreas de uso privativo e das áreas de uso comuns, podendo variar de acordo com a característica
individual de cada empreendimento, com base no seu memorial descritivo.

5.2.1.1 Eventuais contratos de garantia preexistentes, especialmente de equipamentos, devem ser


informados no manual.

5.2.1.2 Recomenda-se que os prazos de garantia sejam apresentados conforme ABNT NBR 15575-1.

5.2.2 Perdas de garantias

Deve conter explicitamente as condições de perdas de garantias.


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5.2.3 Assistência técnica

O manual deve conter o procedimento da forma como o construtor e/ou incorporador se obriga a pres-
tar o serviço de atendimento ao cliente, para orientações e esclarecimentos de dúvidas referentes à
manutenção, garantia e assistência técnica.

5.3 Memorial descritivo

O manual deve apresentar uma descrição escrita e ilustrativa da edificação “como construída”, tanto
para as áreas de uso privativo quanto para as áreas de uso comuns, sendo que as informações devem
se ater, no mínimo, à abrangência destas respectivas áreas, e deve conter:

 a) informações sobre aspectos importantes para o proprietário e para o condomínio, como proprie-
dades especiais previstas em projeto e sistema construtivo empregado;

 b) desenhos esquemáticos, com dimensões cotadas, que representem a posição das instalações;

 c) descrição dos sistemas e, quando aplicável, dos elementos e equipamentos;

 d) cargas máximas admissíveis nos circuitos elétricos;

 e) cargas estruturais máximas admissíveis;

 f) descrição sucinta dos sistemas;

 g) relação dos componentes utilizados para acabamentos (por exemplo, revestimentos cerâmicos,
tintas, metais, ferragens, esquadrias, vidros etc.) com as suas especificações; e

 h) sugestão ou modelo do programa de manutenção preventiva.

A abordagem e a extensão das informações vão depender da complexidade da edificação ou dos


seus equipamentos.

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ABNT NBR 14037:2011

5.4 Fornecedores

5.4.1 Relação de fornecedores

Deve conter a indicação dos fornecedores em geral e dados para contato.

5.4.2 Relação de projetistas

Deve conter a indicação dos responsáveis pela elaboração dos projetos e dados para contatos.

5.4.3 Relação dos serviços de utilidade pública

Deve conter a indicação das concessionárias com os respectivos contatos.

5.5 Operação, uso e limpeza

Esta seção trata dos procedimentos para operação, uso e limpeza dos componentes ou equipamentos
mais importantes da edificação, a fim de prevenir danos que possam acarretar consequências graves.

O manual deve apresentar informações sobre os procedimentos para a colocação em uso da edifica-
ção, contendo:
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 a) descrição clara dos procedimentos para solicitação de ligação dos serviços públicos, informando
endereços, telefones de contato, documentação necessária etc.;

 b) instruções sobre onde e como instalar os equipamentos previstos em projeto para serem fornecidos
e instalados pelos usuários;

 c) instruções para a movimentação horizontal e vertical nas áreas comuns do edifício, identificando
as dimensões e cargas máximas de móveis e equipamentos dentro da edificação construída;

 d) instruções para o uso;

 e) recomendações para limpeza;

 f) referência às recomendações contidas na ABNT NBR 15575-1, nas partes específicas, para aces-
so de pessoas e manutenção de coberturas.

5.5.1 O grau de detalhamento deste capítulo depende da complexidade dos sistemas da edificação
objeto do manual.

5.5.2 Convém que seja abordado separadamente em cada subdivisão, conforme indicado na Tabela 1.

5.6 Manutenção

5.6.1 Programa de manutenção preventiva

O proprietário ou condomínio deve elaborar o programa de manutenção. A observação e o cumpri-


mento do programa de manutenção fornecem subsídios para o bom funcionamento da edificação,
atendendo às condições de saúde, segurança e salubridade do usuário.

5.6.1.1 O manual deve apresentar o modelo de programa de manutenção preventiva, cuja elabora-
ção e implementação atendam à ABNT NBR 5674.

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ABNT NBR 14037:2011

5.6.1.2 O disposto em 5.6.1.1 deve mencionar a periodicidade das manutenções.

5.6.1.3 O disposto em 5.6.1.1 deve apresentar informações sobre procedimentos e roteiros reco-
mendáveis para a manutenção da edificação e descrever as condições de manutenibilidade previstas
no projeto. Recomenda-se que a manutenção seja efetuada por pessoal qualificado ou empresa espe-
cializada, conforme ABNT NBR 5674.

5.6.2 Registros

O manual deve indicar a obrigatoriedade de se registrar a realização da manutenção. Estes registros


devem ser armazenados adequadamente conforme a ABNT NBR 5674.

5.6.3 Inspeções

5.6.3.1 O programa de manutenção deve conter orientações para a realização da inspeção.

5.6.3.2 É recomendável que o manual indique a realização de laudos de inspeção da manutenção,


uso e operação, a serem realizados periodicamente, por profissionais habilitados registrados nos con-
selhos profissionais competentes, para serem anexados à documentação e registros da edificação.
Tais laudos podem ser solicitados pelo incorporador, construtor, proprietário ou condomínio.
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5.7 Informações complementares

5.7.1 Meio ambiente e sustentatibilidade

O manual deve apresentar recomendações para o uso racional da água, energia, gás e coleta seletiva
de lixo, incluindo resíduos de construção e demolição, a fim de utilizar os recursos de forma consciente
e racionalizada.

O manual deve conter informações sobre termos de compensação ambiental, quando houver, ou ou-
tras condicionantes ambientais estabelecidas na fase de projeto e obtenção do “Auto de Conclusão do
Imóvel”, alertando para incidências de penalidades.

O manual deve conter informações sobre consequências advindas do não cumprimento às reco-
mendações fornecidas ou estabelecidas em projeto, e executadas, que possam acarretar a perda do
desempenho ambiental preestabelecido inicialmente e/ou risco à saúde do usuário.

5.7.2 Segurança

5.7.2.1 Recomendações para situações de emergência

Esta seção trata das instruções sobre os procedimentos a serem adotados em casos de emergência,
ou seja, aqueles que requerem providências rápidas e imediatas que visem a segurança pessoal
e patrimonial dos usuários.

O manual deve apresentar:

 a) informações sobre procedimentos que devem ser adotados em casos típicos de emergências,
como:

—— vazamentos de gás;

—— vazamento de água;

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ABNT NBR 14037:2011

—— falhas nos sistemas elétricos;

—— prevenção e combate a incêndio;

—— falhas de instalações e equipamentos julgados críticos ao funcionamento da edificação, con-


templando não restritivamente os elevadores, instalações de ar condicionado, instalações
hidráulicas e sanitárias, instalações elétricas e outros;

 b) descrição e localização de todos os controles de operação da edificação, com destaque para
os dispositivos de segurança e combate a incêndios, registros da rede hidráulica e chaves dos
disjuntores das instalações elétricas;

 c) alerta aos usuários, proprietários e ao condomínio sobre os riscos decorrentes da negligência
ou não observação das situações de emergência.

5.7.2.2 Recomendações para evacuação da edificação

O manual deve prover informações sobre as rotas de fuga e as saídas de emergência, bem como
sobre recomendações para situações de emergência.

5.7.2.3 Informações sobre modificações e limitações


Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

O manual deve apresentar informações com o seguinte teor:

 a) toda e qualquer alteração nos sistemas estruturais da edificação deve ser previamente submetida
à análise da incorporadora/construtora, do projetista, ou na sua ausência, de um responsável
técnico;

 b) toda e qualquer alteração nos sistemas de vedações horizontais e verticais, e demais sistemas,
deve ser previamente submetida à análise da incorporadora/construtora, do projetista, ou na sua
ausência, de um responsável técnico;

 c) consulta sobre limitações e impedimentos quanto ao uso da edificação ou de seus siste-
mas e elementos, instalações e equipamentos deve ser previamente submetida à análise da
incorporadora/construtora, do projetista, ou na sua ausência, de um responsável técnico;

 d) toda e qualquer modificação que altere ou comprometa o desempenho do sistema, inclusive
aquelas da unidade vizinha, deve ser previamente submetida à análise da incorporadora/constru-
tora, do projetista, ou na sua ausência, de um responsável técnico;

 e) todas as alterações devem ser objeto de documentação específica, incluindo projeto e memorial
a serem elaborados pelo responsável técnico;

 f) o manual deve informar que a sua validade é exclusiva nas condições originais de entrega da edi-
ficação, cabendo elaborar novo manual em caso de alterações na originalidade;

 g) quando aplicável, as modificações devem ser registradas e aprovadas nos órgãos competentes.

5.7.3 Operação dos equipamentos e suas ligações

O manual deve fazer referência aos manuais específicos dos fornecedores dos equipamentos e siste-
mas, a fim de que as devidas operações e manutenções sejam respaldadas tecnicamente.

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ABNT NBR 14037:2011

5.7.4 Documentação técnica e legal

5.7.4.1 O manual deve conter relação de documentos técnicos e legais, indicando a incumbência
pelo fornecimento inicial, o responsável e a periodicidade da renovação.

5.7.4.2 A relação de documentos técnicos descritos em 5.7.4.1 deve conter no mínimo os seguintes
projetos:

 a) arquitetura;

 b) estrutura;

 c) instalações elétricas;

 d) instalações hidráulicas;

 e) sistema de proteção de descarga atmosférica (SPDA);

 f) elevadores;

 g) paisagismo;
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 h) projetos específicos (quando pertinentes): luminotécnica, drenagem, diagramas dos quadros elé-
tricos, mapeamento de rede de telefonia e de dados, ventilação mecânica, ar-condicionado, imper-
meabilização etc.

 i) memoriais descritivos dos respectivos projetos, não contemplando as respectivas memórias
de cálculos.

5.7.4.3 Esses documentos podem ser entregues em meios eletrônicos anexados ao manual, subdi-
vididos em partes.

O manual pode mencionar os locais e formas de acesso ou consulta no caso dos documentos legais
listados na Tabela A.1, após a entrega da edificação.

5.7.4.4 O Anexo A apresenta relação orientativa e não exaustiva dos documentos a serem entregues
para o condomínio e pode ser utilizada como referência para empreendimentos em geral. Estes do-
cumentos devem ser adequados em função do empreendimento e das exigências legais do local em
que se encontra.

5.7.4.5 O manual deve conter explicitamente:

 a) que o proprietário ou o condomínio é o responsável pelo arquivo dos documentos, garantindo
a sua entrega a quem o substituir, mediante protocolo discriminando item a item;

 b) que o proprietário ou o condomínio é responsável pela guarda dos documentos legais e fiscais,
durante os prazos legais;

 c) que as providências para a renovação dos documentos é de responsabilidade do proprietário


ou o condomínio.

5.7.5 Elaboração e entrega do manual

5.7.5.1 A elaboração do manual, objeto desta Norma, deve ser feita por empresa ou responsável
técnico. A entrega do manual deve ser feita pela incorporadora ou construtora.

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ABNT NBR 14037:2011

5.7.5.2 Em edificações condominiais devem ser entregues, no ato da entrega das chaves:

 a) aos primeiros proprietários, um exemplar do manual com informações sobre cada área de uso
privativo, incluindo também informações julgadas necessárias sobre sistemas, elementos e com-
ponentes, instalações e equipamentos de áreas comuns;

 b) ao primeiro representante legal do condomínio, um exemplar do manual específico às áreas co-
muns e seus equipamentos, incluindo o conjunto completo de projetos atualizados “como cons-
truídos” e especificações técnicas, indicados no Anexo A.

5.7.5.3 Caso o proprietário não seja ocupante efetivo da edificação, ele deve entregar cópia do ma-
nual para o usuário, de forma que este atenda às instruções e prescrições contidas no manual.

5.7.6 Atualização do manual

O manual deve conter uma advertência explícita e grifada ao proprietário ou condomínio a respeito
de sua responsabilidade pela atualização obrigatória do conteúdo do manual quando da realização
de modificações na edificação em relação ao originalmente construído e documentado no manual
original.

Em complemento a esta advertência, deve-se pelo menos:


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 a) expressar que a atualização deve necessariamente incluir a revisão e correção de todas as discri-
minações técnicas e projetos da edificação, além da revisão do manual;

 b) informar que a atualização do manual pode ser feita na forma de encartes que documentem
a revisão de partes isoladas, identificando-se no corpo do manual os itens revisados, ou na forma
de uma nova estrutura do manual, dependendo da intensidade das modificações realizadas
na edificação;

 c) informar que a atualização do manual é um serviço técnico, que deve ser realizado por empresa
ou responsável técnico;

 d) recomendar ao proprietário da edificação ou condomínio que as versões desatualizadas do manual


sejam claramente identificadas como fora de utilização, devendo, porém, ser guardadas como
fonte de informações sobre a memória técnica da edificação.

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Anexo A
(normativo)

Documentação técnica e legal do condomínio

A Tabela A.1 relaciona os principais documentos que devem fazer parte da documentação do condo-
mínio, sendo que alguns deles são entregues pela construtora ou incorporadora e os demais devem
ser providenciados pelo condomínio, conforme Tabela A.1

Tabela A.1 – Incumbência pelo fornecimento inicial a cargo da construtora ou incorporadora –


Incumbência pela renovação a cargo do proprietário ou condomínio e periodicidades

Documento Incumbência pelo Incumbência Periodicidade


fornecimento inicial pela renovação da renovação
Pelo proprietário
Construtora ou quando houver
Manual do proprietário Proprietário
incorporadora alteração na fase
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de uso
Pelo condomínio
Construtora ou quando houver
Manual das áreas comuns Condomínio
incorporadora alteração na fase
de uso ou legislação
Certificado de garantia dos Construtora ou A cada nova aquisição/
Condomínio
equipamentos instalados incorporadora manutenção
Notas fiscais dos Construtora ou A cada nova aquisição/
Condomínio
equipamentos incorporadora manutenção
Manuais técnicos de uso,
Construtora ou A cada nova aquisição/
operação e manutenção Condomínio
incorporadora manutenção
dos equipamentos instalados
Construtora ou
Auto de conclusão (habite-se) Não há Não há
incorporadora
Não há, desde
Alvará de aprovação Construtora ou que inalteradas
Não há
e execução de edificação incorporadora as condições
do edifício
Não há, desde
Alvará de instalação Construtora ou que inalteradas
Não há
de elevadores incorporadora as condições
do edifício
Alvará de funcionamento Construtora ou
Condomínio Não há
de elevadores incorporadora

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ABNT NBR 14037:2011

Tabela A.1 (continuação)

Documento Incumbência pelo Incumbência Periodicidade


fornecimento inicial pela renovação da renovação
Auto de vistoria de corpo Construtora ou Verificar legislação
Condomínio
de bombeiros (AVCB) incorporadora estadual específica
Projeto Construtora ou
Não há Não há
aprovado incorporadora
Projetos legais
Construtora ou
Incêndio Não há Não há
incorporadora
Projetos aprovados Construtora ou
Não há Não há
em concessionárias incorporadora
Projetos executivos Construtora ou
Não há Não há
(ver 5.7.5.2) incorporadora
Construtora ou
Memorial de incorporação Não há Não há
incorporadora
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Condomínio

Especificação, instituição Importante:


Não há Não há
de condomínio A minuta é de
responsabilidade
do Incorporador
Ata da assembleia de
A cada alteração
instalação do condomínio Condomínio Condomínio
do Síndico
(registrada)
Convenção condominial Condomínio Condomínio Quando necessário
Condomínio

Importante:
Regulamento interno Condomínio Quando necessário
A minuta é de
responsabilidade
do Incorporador
Relação de proprietários Condomínio Condomínio A cada alteração
Construtora ou
Licenças ambientais Condomínio Quando necessário
incorporadora
Termos de ajustamento de Construtora ou
Condomínio Quando necessário
conduta ambientais (TAC) incorporadora
Recibo de pagamento do
IPTU do último ano de obra,
boletos de IPTU a serem Construtora ou
Condomínio Não há
pagos, cópia do processo de incorporadora
desdobramento do IPTU
e carnês IPTU desdobrado

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ABNT NBR 14037:2011

Tabela A.1 (continuação)

Documento Incumbência pelo Incumbência Periodicidade


fornecimento inicial pela renovação da renovação
Recibo de pagamento da
Construtora ou
concessionária de energia Condomínio Não há
incorporadora
elétrica (último pagamento)
Recibo de pagamento da
Construtora ou
concessionária de água e Condomínio Não há
incorporadora
esgoto (último pagamento)
Atestado do start-up Construtora ou
Não há Não há
do gerador incorporadora
No primeiro ano e
depois a cada três
anos para edifícios
Certificado de abrangência Construtora ou
Condomínio residenciais e
do grupo gerador incorporadora
comerciais e a cada
dois anos para locais
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de reunião de público
Certificado de limpeza,
desinfecção e potabilidade Construtora ou
Condomínio A cada seis meses
dos reservatórios de água incorporadora
potável
Declaração de limpeza do
poço de esgoto, poço de Construtora ou
Condomínio A cada ano
água servida, caixas de incorporadora
drenagem e esgoto
Relatório de vistoria Construtora ou
Não há Não há
de entrega de obra incorporadora
Relação de equipamentos,
móveis, eletrodomésticos,
Construtora ou
objetos de decoração Não há Não há
incorporadora
entregues ao condomínio
(quando aplicável)
Cadastro do condomínio
Condomínio Condomínio Não há
no sindicato patronal
Atestado de instalação de
gás e instalações hidráulicas Construtora ou Verificar legislação
Condomínio
e outras instalações prediais incorporadora específica
(quando aplicável)
Atestado de instalações Construtora ou Verificar legislação
Condomínio
elétricas incorporadora específica
Atestado – Sistema de
Construtora ou
proteção a descarga Condomínio A cada ano
incorporadora
atmosférica (SPDA)

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ABNT NBR 14037:2011

Tabela A.1 (continuação)

Documento Incumbência pelo Incumbência Periodicidade


fornecimento inicial pela renovação da renovação
A cada cinco anos
para edificações
residenciais ou
Medição ôhmica
Construtora ou comerciais e três
(com terrômetro calibrado e Condomínio
incorporadora anos para edificações
aferido pelo Inmetro)
com grandes
concentrações
públicas
Sugestão ou modelo de
Construtora ou
programa de manutenção Não há Não há
incorporadora
preventiva

Sugestão ou modelo de lista


Construtora ou
de verificação do programa Não há Não há
incorporadora
de manutenção preventiva
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Livro de atas de assembleias/


Condomínio Condomínio A cada alteração
presença
Livro do conselho consultivo Condomínio Condomínio A cada alteração
Inscrição do edifício na A cada alteração
Condomínio Condomínio
Receita Federal (CNPJ) do síndico
Inscrição do condomínio
Condomínio Condomínio Não há
no ISS
Inscrição do condomínio no
Condomínio Condomínio Não há
sindicato dos empregados
Apólice de seguro de
incêndio ou outro sinistro que
Condomínio Condomínio A cada ano
cause destruição (obrigatório)
e outros opcionais
Relação de moradores Condomínio Condomínio A cada alteração
Procurações (síndico,
Condomínio Condomínio A cada alteração
proprietários etc.)
Documentos de registros de A cada alteração
funcionários do condomínio Condomínio Condomínio de funcionário,
de acordo com a CLT quando aplicável
Cópia dos documentos de A cada alteração
registro dos funcionários Condomínio Condomínio de funcionário,
terceirizados quando aplicável

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ABNT NBR 14037:2011

Documento Incumbência pelo Incumbência Periodicidade


fornecimento inicial pela renovação da renovação
Programa de prevenção de
Condomínio Condomínio A cada ano
riscos ambientais (PPRA)
Programa de controle médico
A cada ano,
de saúde ocupacional Condomínio Condomínio
quando aplicável
(PCMSO)
Atestado de brigada
Condomínio Condomínio A cada ano
de incêndio
Relatório de inspeção anual
Condomínio Condomínio A cada ano
dos elevadores (RIA)
Contrato de manutenção
Condomínio Condomínio Validade do contrato
de elevadores
Contrato de manutenção
Condomínio Condomínio A cada ano
de gerador
Contrato do sistema e
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instrumentos de prevenção Condomínio Condomínio A cada ano


e combate a incêndio
Certificado de teste dos
Construtora ou Verificar legislação
equipamentos de combate Condomínio
incorporadora vigente
a incêndio
Livro de ocorrências da
Condomínio Condomínio A cada ocorrência
central de alarmes
Certificado de desratização
Condomínio Condomínio A cada seis meses
e desinsetização
Cadastro do condomínio Não há (desde
Construtora ou
junto às concessionárias Condomínio que inalteradas as
incorporadora
de serviços condições do edifício)

IMPORTANTE — A periodicidade de renovação e o conteúdo da própria Tabela A.1 devem ser ajus-
tados, individualmente, em função das exigências locais da legislação municipal, estadual ou ainda
da legislação federal vigente.

Os documentos elencados devem ser mantidos em local seguro e seu conteúdo somente deve ser
utilizado para fins de garantia de funcionalidade do edifício e comprobatória de atendimento a quesitos
legais.

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NORMA ABNT NBR
BRASILEIRA 15968
Primeira edição
26.07.2011

Válida a partir de
26.08.2011

Qualificação de pessoas no processo construtivo


para edificações — Perfil profissional do pedreiro
de obras
Qualification of personel in the construction process for building —
Professional profile of the mason
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ICS 03.100.30; 91.010.99 ISBN 978-85-07-02938-0

Número de referência
ABNT NBR 15968:2011
10 páginas

© ABNT 2011
ABNT NBR 15968:2011
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ABNT NBR 15968:2011

Sumário Página

Prefácio ...............................................................................................................................................iv
Introdução ............................................................................................................................................v
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referências normativas .....................................................................................................1
3 Termos e definições ...........................................................................................................1
4 Descrição da ocupação .....................................................................................................2
5 Unidades de competência .................................................................................................2
6 Elementos de competência e componentes de avaliação de competência .................2
7 Qualificações do pedreiro de obras .................................................................................9
Anexo A (informativo) Meios de trabalho..........................................................................................10

Tabelas
Tabela 1 – Unidades de competência ................................................................................................2
Tabela 2 – Qualificação do pedreiro e unidades de competências necessárias ...........................9
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Tabela A.1 – Meios de trabalho (equipamentos, máquinas, ferramentas, instrumentos


e materiais) ...................................................................................................................10

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ABNT NBR 15968:2011

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que
alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser
considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 15968 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Qualificação de Pessoas no Processo Cons-
trutivo para Edificações (ABNT/CB-90), pela Comissão de Estudo de Pedreiro de Obras (CE-90:002.01).
O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 03, de 11.03.2011 a 09.05.2011, com
o número de Projeto 90:002.01-001.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:


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Scope
This Standard specifies the competency profile for mason, fencing, masonry, vertical external coating,
coating horizontal (sub floor/floor), vertical inner lining and charged with mason works.

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ABNT NBR 15968:2011

Introdução

Esta Norma estabelece o perfil desejado de competências do pedreiro de obras para qualificar pes-
soas para atuarem nesta qualificação profissional do setor da construção civil e criar as bases para
o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade dos profissionais da construção civil.

Entende-se por competência o desenvolvimento e mobilização de conhecimentos, habilidades e ati-


tudes nas dimensões educacionais, técnica, econômica, social, política, ética, cultural e ambiental,
considerando-se relações pessoais e interpessoais. É expressa, fundamentalmente, pela capacidade
de responder satisfatoriamente às exigências de uma qualificação profissional, com a mobilização
de recursos e a participação consciente, crítica e ativa no mundo do trabalho e na esfera social.

Neste contexto, os agentes do setor da construção civil consideram as necessidades de:

• assegurar a qualidade dos serviços prestados pelos seus profissionais;

• produzir mais, em menos tempo e com adequação técnica;

• desenvolver profissionais para acompanhar os avanços tecnológicos dos produtos e processos


construtivos;
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• recuperar carências de educação formal e regular e de formação profissional dos que atuam
neste setor;

• desenvolver o capital humano e melhorar as condições de vida dos que nele atuam e de seus
familiares.

A elaboração desta Norma foi iniciada na extinta Comissão de Estudo Especial de Qualificação de
Pessoas no Processo Construtivo para Edificações (ABNT/CEE-90), criada para estabelecer os perfis
desejados de competências de pessoas que atuam nas diferentes qualificações profissionais do setor
da construção civil.

Entende-se que tais perfis são fundamentais para que se estabeleça ampla ação de formação da pes-
soa que atua ou vier a atuar no setor, assim como para criar as bases para o processo brasileiro de cer-
tificação dos profissionais da construção civil, em conformidade com a ABNT NBR ISO/IEC 17024:2004.

Entende-se por formação profissional o processo permanente de desenvolvimento de competências


de uma dada qualificação profissional.

No caso do setor da construção civil, a certificação profissional tem como objetivos:

• assegurar o nível de competências dos profissionais que atuam ou buscam atuar no setor, como
base na totalidade ou em parte das unidades de competências estabelecidas para sua avaliação;

• garantir um padrão de qualidade adequado às exigências evolutivas dos produtos, elementos


e processos construtivos;

• destacar e valorizar os profissionais de diferentes níveis de competência, criando diferencial


competitivo;

• proporcionar mecanismo para remuneração justa, com consequente satisfação e motivação


daqueles que optarem por evoluir profissionalmente no setor.

Esta Norma representa o consenso entre os representantes do setor da construção civil − produtores,
trabalhadores, consumidores e neutros.

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Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)
NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 15968:2011

Qualificação de pessoas no processo construtivo para edificações —


Perfil profissional do pedreiro de obras

1 Escopo
Esta Norma especifica o perfil de competência para o pedreiro de vedação, alvenaria estrutural,
revestimento vertical externo, revestimento horizontal (contrapiso/piso) e revestimento vertical interno
e para o encarregado de pedreiro de obras.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refe-
rências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 6136, Blocos vazados de concreto simples para alvenaria – Requisitos
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

ABNT NBR 15270-1, Componentes cerâmicos – Parte 1: Blocos cerâmicos para alvenaria de vedação
– Terminologia e requisitos

ABNT NBR 15270-2, Componentes cerâmicos – Parte 2: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural
– Terminologia e requisitos

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições das ABNT NBR 6136,
ABNT NBR 15270-1 e ABNT NBR 15270-2, e os seguintes.

3.1
bloco de vedação para alvenaria sem função estrutural
bloco que não tem função de suportar outras cargas verticais além da do seu peso próprio e pequenas
cargas de ocupação. Pode ser classificado em comum e especial

3.2
bloco estrutural para alvenaria estrutural
bloco projetado para suportar outras cargas verticais, além da sua própria, compondo arcabouço estru-
tural da edificação. Podem ser classificados em comum e especial

3.3
elemento de concreto simples estrutural
elemento estrutural elaborado com concreto que não possui qualquer tipo de armadura, ou que possui
em quantidade inferior ao mínimo exigido para concreto armado

3.4
elemento de concreto armado
aquele cujo comportamento estrutural depende da aderência entre concreto e armadura, e no qual
se aplica alongamento inicial da armadura antes da materialização dessa aderência

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ABNT NBR 15968:2011

3.5
argamassa
mistura homogênea de agregado(s) miúdo(s), aglomerante(s) inorgânico(s) e água, contendo ou não
aditivos ou adições, com propriedades de aderência e endurecimento, podendo ser dosada em obra
ou em instalação própria (argamassa industralizada)

4 Descrição da ocupação
O pedreiro de obras ocupa-se da execução das técnicas construtivas relativas às vedações verticais
e horizontais, alvenaria estrutural, revestimento com argamassa, concretagem e montagem de lajes
pré-moldadas, organizando o próprio trabalho, conforme projetos, e de acordo com os procedimentos
de execução de serviços, normas de segurança, de meio ambiente e saúde, específicas, respeitando
os critérios de qualidade e economia.

5 Unidades de competência
O perfil profissional de pedreiro de obras envolve as seguintes unidades de competências:

a) unidade de competência 1: planejar e organizar o próprio trabalho;


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b) unidade de competência 2: executar alvenaria sem função estrutural;

c) unidade de competência 3: executar concretagem;

d) unidade de competência 4: montar lajes pré-moldadas;

e) unidade de competência 5: executar alvenaria estrutural;

f) unidade de competência 6: executar revestimentos em argamassa para pisos, paredes e tetos.

6 Elementos de competência e componentes de avaliação de competência


As diferentes unidades de competências do pedreiro de obras, que envolvem os elementos de com-
petência, bem como os componentes de avaliação de competência exigidos para avaliar o perfil do
profissional, são indicados na Tabela 1.

Tabela 1 – Unidades de competência

Unidade de competência 1
Planejar e organizar o próprio trabalho
Elementos de competências Componentes de avaliação de competência
1.1 Ler e interpretar projetos • Identificar a planta baixa
executivos • Identificar o projeto de detalhamento
• Identificar cortes
• Identificar detalhes de acabamento
• Identificar modulações
• Conferir escalas e unidades de medida
• Identificar simbologias

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ABNT NBR 15968:2011

Tabela 1 (continuação)

Unidade de competência 1
Planejar e organizar o próprio trabalho
Elementos de competências Componentes de avaliação de competência
1.2 Organizar a execução de • Identificar o serviço a ser executado
serviços • Identificar as condições de trabalho
• Selecionar materiais, equipamentos e ferramentas de
acordo com recomendações técnicas dos fabricantes
• Quantificar materiais, equipamentos e ferramentas
• Estabelecer o tempo de execução do serviço
1.3 Programar as etapas de serviço • Verificar o projeto executivo
• Elaborar plano de ação
• Verificar os riscos de acidentes do trabalho
• Estabelecer o tempo para execução das etapas
de serviço
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• Definir local de disposição de materiais


• Identificar a necessidade de proteção do local em que
será realizado o serviço em suas diferentes etapas
• Identificar local de descarte de resíduos
Unidade de competência 2
Executar alvenaria sem função estrutural
Elementos de competências Componentes de avaliação de competência
2.1 Planejar atividade • Utilizar equipamentos, ferramentas e equipamentos de
proteção individual (EPI)
• Verificar as condições de trabalho do local
• Respeitar condições de segurança
• Limpar o local de trabalho
• Organizar o local do trabalho
• Conferir medidas do local
2.2 Preparar material • Verificar a quantidade e qualidade dos materiais
• Selecionar materiais de acordo com instruções
• Dispor o material no local de trabalho
• Verificar padronização dos materiais
• Misturar argamassa conforme instruções
2.3 Executar a marcação de • Seguir o projeto
alvenaria • Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Verificar posições de aberturas e vãos
• Determinar a posição das paredes de acordo com
o projeto

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ABNT NBR 15968:2011

Tabela 1 (continuação)

Unidade de competência 2
Executar alvenaria sem função estrutural
Elementos de competências Componentes de avaliação de competência
2.3 Executar a marcação de • Assentar a primeira fiada, definindo o cruzamento das
alvenaria paredes
• Observar as interferências com as diversas instalações
• Nivelar, alinhando e verificando esquadro com instru-
mentos
2.4 Executar a elevação de alvenaria • Seguir o projeto
• Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Fazer a marcação da alvenaria
• Nivelar as fiadas
• Conferir prumos, esquadros, nível e alinhamento
• Observar tipo de argamassa ou mistura de cola
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

• Observar as interferências com as diversas instalações


• Cortar peças para arremate
• Efetuar amarrações
• Manter a uniformidade e acabamento das juntas hori-
zontais e verticais
2.5 Executar vergas e contravergas • Seguir o projeto
• Utilizar equipamentos e ferramentas e EPI
• Fixar as formas
• Colocar as armaduras
• Verificar níveis
• Lançar o concreto nas formas
• Adensar o concreto
• Retirar o excesso
• Realizar o acabamento
2.6 Fixar tubulações e caixa de • Seguir o projeto
embutir • Utilizar ferramentas, equipamentos e EPI
• Cortar os blocos ou embutir os blocos
• Aprumar e nivelar caixas de embutir
2.7 Assentar marcos e contramarcos • Seguir o projeto
• Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Esquadrejar, nivelar e aprumar os vãos, marcos ou
contramarcos
• Preparar elementos de fixação, quando necessário
NOTA Ao final dos serviços, deixar a área trabalhada limpa e
desimpedida para os próximos trabalhos.

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ABNT NBR 15968:2011

Tabela 1 (continuação)

Unidade de competência 3
Executar concretagem
Elementos de competências Componentes de avaliação de competência
3.1 Preparar o concreto • Executar os procedimentos especificados
3.2 Lançar o concreto • Limpar o local de trabalho
• Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Colocar andaimes, se necessário
• Colocar os equipamentos de forma ergonômica
• Respeitar as condições de segurança
• Respeitar prazos de cura
• Verificar a aderência, percutindo as placas cerâmicas
com objeto não contundente, antes de iniciar o rejun-
tamento
• Verificar a limpeza e regularidade das juntas existen-
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

tes: de assentamento, dessolidarização, movimenta-


ção e estrutural
3.3 Adensar o concreto • Verificar as condições dos equipamentos de vibração
• Utilizar os equipamentos, ferramentas e EPI conforme
instruções normativas
• Respeitar o tempo de pega
3.4 Efetuar o acabamento do • Realizar pontos de mestra para nivelamento
concreto • Utilizar os equipamentos, ferramentas e EPI, conforme
instruções normativas
• Sarrafear o concreto de acordo com as mestras
• Desempenar o concreto de acordo com o acabamento
especificado
• Realizar a cura
Unidade de competência 4
Montar lajes pré-moldadas
Elementos de competências Componentes de avaliação de competência
4.1 Preparar o local • Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Verificar as condições de trabalho do local
• Respeitar as condições de segurança
• Conferir medidas do local
• Conferir nível dos apoios das vigotas de 6.1.6, dispondo
os escoramentos
• Verificar a contraflecha, quando aplicável

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ABNT NBR 15968:2011

Tabela 1 (continuação)

Unidade de competência 4
Montar lajes pré-moldadas
Elementos de competências Componentes de avaliação de competência
4.2 Preparar o material • Selecionar os materiais de acordo com a montagem
especificada no projeto ou ordem de serviço
• Dispor o material no local
• Utilizar produtos industrializados ou não, conforme
especificações do fabricante, do projeto ou ordem de
serviço
• Observar padronização do material
• Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
4.3 Executar a montagem • Seguir o projeto
• Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Montar os escoramentos
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

• Verificar as posições indicadas no projeto


• Posicionar as vigotas sobre o escoramento (galga)
• Colocar os elementos de enchimento entre as vigotas
• Distribuir armaduras complementares, conforme
projeto
• Observar projetos complementares
NOTA Ao final dos serviços, deixar a área trabalhada limpa e
desimpedida para os próximos trabalhos.

Unidade de competência 5
Executar alvenaria estrutural
Elementos de competências Componentes de avaliação de competência
5.1 Preparar o local • Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Verificar as condições de trabalho do local
• Respeitar as condições de segurança
• Limpar o local de trabalho
• Organizar o local do trabalho
• Conferir medidas do local
5.2 Preparar o material • Verificar a quantidade, qualidade e tipos dos materiais
• Selecionar equipamentos e ferramentas
• Selecionar materiais de acordo com instruções
específicas no projeto ou ordem de serviço
• Observar padronização dos materiais
• Dispor o material no local de trabalho

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ABNT NBR 15968:2011

Tabela 1 (continuação)

Unidade de competência 5
Executar alvenaria estrutural
Elementos de competências Componentes de avaliação de competência
5.2 Preparar o material • Utilizar produtos industrializados ou não, conforme
especificações do fabricante, do projeto ou ordem
de serviço
• Misturar argamassa, conforme traços definidos em ins-
truções
• Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
NOTA Ao final dos serviços, deixar a área trabalhada limpa e
desimpedida para os próximos trabalhos.

5.3 Executar a marcação de • Seguir o projeto


alvenaria • Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Verificar posições de aberturas e vãos

Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

Determinar a posição das paredes, de acordo com o


projeto
• Instalar gabaritos de portas e escantilhões
• Nivelar, alinhar e verificar esquadro com instrumentos
• Assentar a primeira fiada, definindo o cruzamento das
paredes
• Observar as interferências com as diversas instalações
5.4 Fixar tubulações e caixas de • Seguir o projeto
embutir • Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Embutir nos blocos
• Montar tubulações
• Montar as caixas aprumadas e niveladas
5.5 Executar a elevação da • Seguir o projeto
alvenaria estrutural • Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Nivelar as fiadas
• Instalar gabaritos para aberturas e vãos
• Realizar vergas e contravergas, conforme previsto no
projeto
• Assentar blocos e efetuar amarrações
• Colocar armação
• Realizar o grauteamento
• Conferir prumo, esquadro, nível e alinhamento
• Observar traço da argamassa
• Observar as interferências com diversas instalações
• Manter uniformidade das juntas horizontais e verticais
• Realizar acabamento das juntas horizontais e verticais

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ABNT NBR 15968:2011

Tabela 1 (continuação)

Unidade de competências 6
Executar revestimentos em argamassa para pisos, paredes e tetos
Elementos de competências Componentes de avaliação de competência
6.1 Preparar o local • Verificar a quantidade e qualidade dos materiais
• Selecionar materiais de acordo com instruções
• Dispor o material no local de trabalho
• Observar padronização dos materiais
• Misturar argamassa conforme instruções
6.2 Chapiscar a superfície • Umedecer a superfície a ser chapiscada, quando
necessário
• Cobrir a superfície de acordo com a base
• Utilizar as ferramentas de acordo com o chapisco es-
pecificar
• Realizar a cura
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

6.3 Executar mestras • Verificar se as paredes estão aprumadas, alinhadas


e planas
• Verificar a espessura do reboco
• Fixar taliscas
• Colocar réguas/mestras
6.4 Aplicar o emboço e reboco ou • Seguir o projeto
camada única • Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Umedecer com antecedência a superfície a ser traba-
lhada, quando necessário
• Colocar a argamassa em camadas para regularizar
a superfície
• Sarrafear de acordo com as mestras
6.5 Executar contrapiso • Seguir o projeto
• Utilizar equipamentos, ferramentas e EPI
• Conferir os níveis dos ambientes
• Limpar o local de execução do contrapiso
• Realizar o taliscamento
• Preparar a argamassa
• Aplicar a argamassa nivelada e compactada de acordo
com acabamento desejado
• Sarrafear de acordo com as mestras
• Realizar a cura
NOTA Ao final dos serviços, deixar a área trabalhada limpa e
desimpedida para os próximos trabalhos.

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ABNT NBR 15968:2011

7 Qualificações do pedreiro de obras


As possíveis qualificações do pedreiro de obras, bem como as unidades de competências necessárias
a cada uma das qualificações, estão indicadas na Tabela 2.

Tabela 2 – Qualificação do pedreiro e unidades de competências necessárias

Qualificações Unidades de competências


Pedreiro de alvenaria de vedação 1e2
Pedreiro de alvenaria estrutural 1, 3, 4 e 5
Pedreiro de revestimento vertical externo 1e6
Pedreiro de revestimento vertical interno 1e6
Pedreiro de revestimento horizontal contrapiso 1e6
Encarregado de pedreiro de obras 1, 2, 3, 4, 5 e 6
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ABNT NBR 15968:2011

Anexo A
(informativo)

Meios de trabalho

Recomendações para os meios de trabalho


Na Tabela A.1 encontram-se as recomendações dos meios de trabalho necessários ao pedreiro.

Tabela A.1 – Meios de trabalho (equipamentos, máquinas, ferramentas, instrumentos


e materiais)

1. Metro 28. Broquel


2. Calculadora 29. Martelo-picadeira
3. Equipamento de proteção individual (EPI) 30. Vibrador
e equipamento de proteção coletiva e (EPC) 31. Alicate
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4. Colher de pedreiro 32. Chave de fenda


5. Régua de alumínio 33. Caixa de ferramentas
6. Prumo de face 34. Vassoura
7. Prumo de centro 35. Torquês
8. Esquadro 36. Martelos
9. Máquina de corte manual ou elétrica 37. Aplicador de silicone
10. Mangueira de nível 38. Espátula
11. Escantilhão e gabaritos 39. Betoneira
12. Linha de náilon 40. Masseira
13. Espaçador plástico para juntas 41. Máquina para projeção de argamassa
14. Corda de náilon 42. Escova de aço
15. Marreta 43. Rolo de esponja para textura
16. Ponteira 44. Desempenadeiras
17. Talhadeira 45. Peneiras
18. Pás 46. Lápis
19. Enxada 47. Carrinho de mão
20. Caneta de retroprojetor 48. Girica
21. Baldes 49. Cavaletes
22. Lápis de carpinteiro 50. Andaimes
23. Esponja 51. Trenas
24. Brocha 52. Canaleta
25. Furadeira 53. Arco e lâmina de serra
26. Misturador horizontal para argamassa 54. Haste metálica para mistura
27. Nível (de mão, alemão, laser)

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NORMA ABNT NBR
BRASILEIRA 16280
Segunda edição
19.08.2015

Válida a partir de
19.09.2015

Reforma em edificações — Sistema de gestão de


reformas — Requisitos
Renovation of buildings — Management system reform — Requirements
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

ICS 91.040.01 ISBN 978-85-07-05728-4

Número de referência
ABNT NBR 16280:2015
11 páginas

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ABNT NBR 16280:2015
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ABNT NBR 16280:2015

Sumário Página

Prefácio................................................................................................................................................iv
Introdução.............................................................................................................................................v
1 Escopo.................................................................................................................................1
2 Referências normativas......................................................................................................1
3 Termos e definições............................................................................................................1
4 Requisitos para a gestão da reforma – Organização de diretrizes................................2
5 Requisitos para realização de reformas em edificações.................................................3
5.1 Requisitos gerais................................................................................................................3
5.2 Áreas privativas...................................................................................................................3
5.3 Áreas comuns......................................................................................................................4
6 Incumbências ou encargos................................................................................................4
6.1 Responsável(is) legal(is) da edificação............................................................................4
6.1.1 Antes do início da obra de reforma...................................................................................4
6.1.2 Durante as obras de reforma.............................................................................................5
6.1.3 Após as obras de reforma..................................................................................................5
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6.2 Proprietário de unidade autônoma, quando edificação em condomínio.......................5


6.2.1 Antes do início da obra de reforma...................................................................................5
6.2.2 Durante as obras de reforma.............................................................................................5
6.2.3 Após as obras de reforma..................................................................................................5
7 Requisitos para a documentação das obras de reforma................................................5
7.1 Arquivo.................................................................................................................................5
7.2 Registros..............................................................................................................................6
Bibliografia..........................................................................................................................................11

Anexos
Anexo A (informativo) Modelo orientativo para realização de obras de reforma em edificações
(ver Tabela A.1)....................................................................................................................7
Anexo B (informativo) Modelo de fluxo de gestão de obra de reformas de edificações...............10

Tabela
Tabela A.1 – Modelo com exemplos não restritivos para os sistemas das edificações................7

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ABNT NBR 16280:2015

Prefácio

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da
normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a
qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes
casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para
exigência dos requisitos desta Norma, independentemente de sua data de entrada em vigor.

A ABNT NBR 16280 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Construção Civil (ABNT/CB- 002), pela
Comissão de Estudo de Reformas em Edificações (CE-002:124.017). O Projeto circulou em Consulta
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

Nacional conforme Edital nº 10, de 10.10.2013 a 08.12.2013. O seu Projeto de Emenda 1 circulou em
Consulta Nacional conforme Edital nº 03, de 27.03.2015 a 27.04.2015.

Esta segunda edição incorpora a Emenda 1, de 19.08.2015, e cancela e substitui a edição anterior
(ABNT NBR 16280:).

O Escopo em inglês desta Norma Brasileira é o seguinte:

Scope
This Standard establishes requirements for management systems to process control, design,
implementation, security, and including means primarily to:

 a) planning, design and analysis techniques implications of reform in the rest of the building;

 b) changing the original features of the building;

 c) prevention of loss of performance resulting from specific actions on systems, components
or elements of the building and its occupants;

 d) characteristics of the works,

 e) security of the building and people;

 f) buildings existing prior to the effective date of this standard should suit the requirement
of documentation presented in this standard;

 g) technical Supervision of Construction Management processes.

iv © ABNT 2015 - Todos os direitos reservados


ABNT NBR 16280:2015

Introdução

O tema “reforma de edificações” assume relevância na sociedade à medida que, com a existência
de demanda, do crescimento das cidades e urbanização de novas regiões, passa a ser atividade a ser
disciplinada na sua forma de gestão.

O envelhecimento das obras construídas impõe determinados processos, por segurança, perda
de função ou qualidade que devem ser conduzidas com base em requisitos bem definidos.

Mudanças econômicas e culturais trazem necessidades que podem levar a processos de alteração
das construções. Contudo, estas transformações devem preservar a segurança das edificações,
seus usuários e o entorno por ela impactados. Obviamente, em toda atividade existe a presença
do elemento “risco” que, nas análises de gestão, deve ser tratado adequadamente.

As edificações cumprem funções de serviço definidas em projeto. Contudo, ao longo do tempo


de serviço, existirão necessidades de ajustes, adequações a novas demandas e até mesmo recuperação
de suas propriedades técnicas.

O valor agregado às edificações, seja econômico ou social, normalmente é evidenciado por


características que sustentam as atividades humanas de forma estruturada, passando por gerações
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

e fazendo história.

© ABNT 2015 - Todos os direitos reservados v


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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 16280:2015

Reforma em edificações — Sistema de gestão de reformas — Requisitos

1 Escopo
Esta Norma estabelece os requisitos para os sistemas de gestão de controle de processos, projetos,
execução e segurança, incluindo meios principalmente para:

 a) prevenções de perda de desempenho decorrente das ações de intervenção gerais ou pontuais
nos sistemas, elementos ou componentes da edificação;

 b) planejamento, projetos e análises técnicas de implicações da reforma na edificação;

 c) alteração das características originais da edificação ou de suas funções;

 d) descrição das características da execução das obras de reforma;

 e) segurança da edificação, do entorno e de seus usuários;

 f) registro documental da situação da edificação, antes da reforma, dos procedimentos utilizados e
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

do pós-obra de reforma;

 g) supervisão técnica dos processos e das obras.

Esta Norma se aplica, exclusivamente, às reformas de edificações.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para
referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 5671, Participação dos intervenientes em serviços e obras de engenharia e arquitetura

ABNT NBR 5674, Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção

ABNT NBR 9077, Saídas de emergências em edificações

ABNT NBR 12721, Avaliação de custos unitários de construção para incorporação imobiliária e outras
disposições para condomínios edifícios – Procedimento

ABNT NBR 14037, Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das
edificações - Requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos

ABNT NBR 15575 (todas as partes), Edificações habitacionais – Desempenho

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições das ABNT NBR 14037,
ABNT NBR 12721, ABNT NBR 15575, ABNT NBR 5671 e ABNT NBR 5674, e os seguintes.

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ABNT NBR 16280:2015

3.1
conservação
conjunto de operações que visa reparar, preservar ou manter em bom estado a edificação existente

3.2
edificação
produto constituído de um conjunto de sistemas, elementos e componentes estabelecidos e integrados
em conformidade com os princípios e técnicas da engenharia e da arquitetura

3.3
empresa capacitada
organização ou pessoa que tenha recebido capacitação, orientação e responsabilidade de profissional
habilitado e que trabalhe sob responsabilidade de profissional habilitado, conforme ABNT NBR 5674

3.4
empresa especializada
organização ou profissional liberal que exerça função na qual são exigidas qualificação e competência
técnica específicas, conforme ABNT NBR 5674

3.5
reforma de edificação
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alteração nas condições da edificação existente com ou sem mudança de função, visando recuperar,
melhorar ou ampliar suas condições de habitabilidade, uso ou segurança, e que não seja manutenção

4 Requisitos para a gestão da reforma – Organização de diretrizes


Os serviços de reforma devem atender a um plano formal de diretrizes, que contemple:

 a) preservação dos sistemas de segurança existentes na edificação;

 b) apresentação de toda e qualquer modificação que altere ou comprometa a segurança da


edificação ou do seu entorno e sistemas comuns da edificação à análise da incorporadora/
construtora e do projetista, acompanhada dos devidos documentos de responsabilidades técnicas
dentro do prazo decadencial (legal). Após esse prazo, um responsável técnico designado pelo
proprietário, ou possuidor ou responsável legal deve efetuar a análise, acompanhada das devidas
Anotações ou Registros de Responsabilidade Técnica, observadas as competências profissionais
regulamentares;

 c) meios que protejam os usuários das edificações de eventuais danos ou prejuízos decorrentes
da execução dos serviços de reforma e sua vizinhança;

 d) descrição dos processos de forma clara e objetiva, atendendo aos regulamentos exigíveis para
a realização/execução das obras;

 e) quando aplicável, o registro e a aprovação nos órgãos competentes exigidos para o projeto e sua
execução;

 f) previsão de recursos para o planejamento da reforma pelo interessado em realizar a reforma:
materiais, técnicos, financeiros e humanos, capazes de atender às interferências nos diferentes
sistemas da edificação e prover informações e condições para prevenir ou mitigar os riscos;

 g) garantia de que a reforma não prejudica a continuidade dos diferentes tipos de manutenção das
edificações, após a obra.

2 © ABNT 2015 - Todos os direitos reservados


ABNT NBR 16280:2015

5 Requisitos para realização de reformas em edificações


5.1 Requisitos gerais
O plano de reforma deve ser elaborado por profissional habilitado por apresentar a descrição
de impactos nos sistemas, subsistemas, equipamentos e afins da edificação, e por encaminhar
o plano ao responsável legal da edificação em comunicado formal para ciência antes do início da obra
de reforma. O plano deve atender às seguintes condições:

 a) atendimento às legislações vigentes e normas técnicas pertinentes para realização das obras;

 b) meios que garantam a segurança da edificação e dos usuários, durante e após a conclusão
da obra;

 c) autorização para circulação, nas dependências da edificação, dos insumos e funcionários que
realizarão as obras nos horários de trabalho permitidos;

 d) apresentação de projetos, desenhos, memoriais descritivos e referências técnicas, quando


aplicáveis;

 e) escopo dos serviços a serem realizados;


Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

 f) identificação de atividades que propiciem a geração de ruídos, com previsão dos níveis de pressão
sonora máxima durante a obra;

 g) identificação de uso de materiais tóxicos, combustíveis e inflamáveis;

 h) localização e implicações no entorno da reforma;

 i) cronograma da reforma;

 j) dados das empresas, profissionais e funcionários envolvidos na realização da reforma;

 k) a responsabilidade técnica pelo projeto, pela execução e pela supervisão das obras, quando
aplicável, deve ser documentada de forma legal e apresentada para a nomeação do respectivo
interveniente;

 l) planejamento de descarte de resíduos, em atendimento à legislação vigente;

 m) estabelecimento do local de armazenamento dos insumos a serem empregados e resíduos


gerados;

 n) implicações sobre o manual de uso, operação e manutenção das edificações, conforme
ABNT NBR 14037, e na gestão da manutenção, conforme a ABNT NBR 5674, quando aplicável.

5.2 Áreas privativas


As adequações técnicas ou reformas em áreas privativas da edificação que afetem a estrutura,
as vedações ou quaisquer sistemas da unidade ou da edificação devem atender aos requisitos de
5.1 e ser comprovadamente documentadas e comunicadas ao responsável legal da edificação antes
de seu início.

5.2.1 Durante a realização das obras de reforma, todos os sistemas de segurança da edificação
devem permanecer em funcionamento ou, se necessário, devem ser previstos sistemas alternativos.

© ABNT 2015 - Todos os direitos reservados 3


ABNT NBR 16280:2015

5.2.2 Não pode ocorrer obstrução, mesmo que temporária ou parcial, das saídas de emergência
da edificação. Caso necessário, devem ser criadas rotas de fuga e saídas de emergência compatíveis
com a ABNT NBR 9077, que devem ser implementadas antes do início da reforma.

5.2.3 Durante a realização dos serviços devem ser implementados controles que validem
as condições de terminalidade ou recebimento das etapas da obra, de modo a garantir o cumprimento
dos requisitos legais e as especificações elencadas no plano, observadas as condições apresentadas
no escopo da obra a ser realizada.

5.2.4 Se for constatada a alteração do escopo da reforma, a obra deve ser imediatamente sus-
pensa e proibido o acesso de materiais e funcionários. Toda a documentação deve ser submetida à
nova análise pelo profissional habilitado, com sua aprovação, e somente após o comunicado formal
ao proprietário, possuidor ou responsável legal, a obra pode ser retomada. Quando a obra interfe-
rir nos aspectos de segurança e uso da edificação, ações técnicas, legais e emergenciais, cabíveis
devem ser tomadas. Não obstante, as medidas para recuperação e restauro da segurança devem ser
acionadas.

5.3 Áreas comuns


Além do prescrito em 5.2, todas as reformas devem atender às normas técnicas existentes e
legislações vigentes, bem como devem ser alinhadas ao plano de gestão de manutenção, conforme
Exemplar para uso exclusivo - Roberto Uber Bucek - 320.163.526-04 (Pedido 663078 Impresso: 21/03/2018)

ABNT NBR 5674. Devem também atender aos requisitos de registros e arquivamento das
documentações.

6 Incumbências ou