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FICHA DE GRAMÁTICA 5

Nós só queremos Portugal a arder

Em agosto só há dois tipos de portugueses que trabalham: os bombeiros e os incendiários. O resto


fica de molho. E o que se pode dizer da época dos incêndios que está a chegar ao fim é que foi
fantástica. Ao contrário dos profissionais de outras atividades, incapazes de competir com os
estrangeiros e acompanhar o que de melhor se faz lá fora, os nossos incendiários revelaram, uma vez
5 mais, a arte e o engenho tipicamente lusitanos. Nada os demove e tudo lhes serve de pretexto para
atear um fogo: uma desilusão amorosa, o tédio estival, a vontade de ver os aviões russos a cruzar os
céus, uma bebedeira, o espetáculo das chamas. Usam isqueiros, gasolina e, agora, até catapultas
para atear fogos à distância. Sem esquecer aquele valente condutor alentejano que circulou durante
vários quilómetros com a jante em contacto com o asfalto, tendo originado cerca de 22 focos de
10 incêndio, certamente um recorde mundial na categoria de incendiarismo involuntário.
Ler, outono 2016, p. 11.

Gramática
1. No primeiro período do texto, os dois pontos
A. anunciam uma enumeração.
B. introduzem uma explicação.
C. precedem uma citação.
D. antecedem discurso direto.

2. Na frase “E o que se pode dizer da época dos incêndios que está a chegar ao fim é que foi fantástica” (ll. 2-3), está
presente a modalidade
A. epistémica com valor de probabilidade.
B. epistémica com valor de certeza.
C. deôntica com valor de obrigação.
D. apreciativa.

3. A expressão “que está a chegar ao fim” (l. 2) apresentam um valor aspetual


A. perfetivo.
B. imperfetivo.
C. genérico.
D. habitual.

4. A expressão “os nossos incendiários revelaram, uma vez mais, a arte e o engenho tipicamente lusitanos” (ll. 4-5) constitui
um exemplo de
A. intertextualidade.
B. citação.
C. discurso indireto livre.
D. discurso indireto.

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5. Na frase “Nada os demove e tudo lhes serve de pretexto para atear um fogo” (ll. 5-6), os pronomes pessoais
desempenham, respetivamente, funções sintáticas de
A. complemento oblíquo e sujeito.
B. complemento indireto e complemento direto.
C. complemento direto e complemento indireto.
D. sujeito e complemento oblíquo.

6. O referente do sujeito da frase “Usam isqueiros, gasolina e, agora, até catapultas para atear fogos à distância” (ll. 7-8)
é
A. “os nossos incendiários”.
B. “os lusitanos”.
C. “os estrangeiros”.
D. “os profissionais”.

7. Na oração “que circulou durante vários quilómetros com a jante em contacto com o asfalto” (ll. 8-9), o pronome relativo
desempenha a função sintática de
A. modificador.
B. complemento direto.
C. complemento indireto.
D. sujeito.

8. Indica a função sintática da expressão sublinhada em “a vontade de ver os aviões russos” (l. 6).

9. Identifica a função sintática, na frase, da palavra “certamente” (l. 10).

10. Indica a função sintática na frase da expressão “de competir” (l. 3).

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