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A experiência da Mesa

Texto Bíblico: Êxodo 25.23-30


INTRODUÇÃO:
 Ilustração: A importância dos detalhes. Exemplo do rejunte no
banheiro ou da troca do encanamento.
 O mesmo pode acontecer em nossa vida. Com frequência, ignoramos
as pequenas coisas, mesmo quando pessoas mais entendidas
apontam para os sinais de alerta. Então, quando já é tarde demais,
descobrimos que as “pequenas coisas” que foram ignoradas
causaram danos significativos. Por não nos darmos conta do impacto
de nossas decisões no longo prazo, adiamos algo importante por
conveniência ou interesse próprio.
 Será que algo tão simples quanto negligenciar as refeições
familiares à mesa pode nos trazer arrependimento e decepção na
vida?
 A mesa. Para alguns, apenas uma peça do mobiliário doméstico que
serve para compor um ambiente da casa e deixá-lo mais bonito. Para
outros, um local cômodo e rápido para depositar tudo o que se traz
da rua e se empilham diversas coisas.

 Uma pesquisa da Universidade de Boston (EUA) mostrou que nem


quando às pessoas estão à mesa, em família, os smartphones são
poupados. Cientistas observaram o comportamento de 55 adultos
que foram com filhos a restaurantes na zona metropolitana de
Boston: 40 deles não largaram o celular durante a refeição. As
crianças tinham de 0 a 10 anos e 54% delas estavam em idade
escolar. “Parece que já não há uma troca entre filhos e pais. Os
aparelhos ficam sempre no meio”.

 Estudos realizados por universidades da Alemanha, Estados Unidos e


Grã-Bretanha afirmam que esse momento ajuda na organização social,
na imposição de limites, no enriquecimento das relações interpessoais
e do vocabulário.

 A hora da refeição é considerada por psicólogos, psicopedagogos e


pediatras muito importante para a educação, não só alimentar, mas
psicológico-existencial das crianças. A socióloga alemã Ângela Keppler
conduziu uma pesquisa com 300 famílias alemãs, onde se demonstrou
que famílias que optam pelo velho hábito de conversar durante as
refeições, em vez de assistir à televisão, obtêm maior harmonia e
fluidez em suas relações. A socióloga chegou à conclusão de que uma
das melhores terapias familiares é a comunicação à mesa.

 É claro que a mesa dos pães da proposição não era a mesma de


nossos dias. Contudo ela nos mostra princípios imutáveis que nos são
dados desde o início.

I. CONTEXTO

 O Tabernáculo foi usado como santuário portátil durante a


peregrinação pelo deserto. Os levitas eram os responsáveis
por montar, desmontar e transportar o Tabernáculo. Depois,
mesmo após os israelitas terem entrado em Canaã, o
Tabernáculo continuou sendo utilizado por eles durante muito
tempo.
 Devido a sua portabilidade, o Tabernáculo esteve em
diferentes locais da Terra Prometida, até chegar finalmente
em Jerusalém, quando o rei Salomão construiu o Templo (cf.
Josué 18:1; 1 Samuel 21; 1 Crônicas 16:39; 1 Reis 8:4). Depois
da construção do Templo não havia mais a necessidade de se
transportar o Tabernáculo como um santuário móvel.

 O TABERNÁCULO (SOMBRA)/JESUS CRISTO (VERDADEIRO)


FOI DADO:
 1. Para o Pai habitar no meio do seu povo (Êx 25:8, 29:45);
 2. Para Deus falar ao Seu povo (Lv 1:1);
 3. Para mostrar ao Seu povo que Deus é o Supremo Senhor;
 4. Para que o povo saiba discernir o puro do imundo (Nm 5:1-
4; 2 Co 6:14-18);
 5. Para mostrar ao seu povo que não havia outro caminho,
senão o Caminho de Deus:

No Santo Lugar ficavam a mesa dos pães da proposição, o altar de


incenso e o candelabro.
Mesa dos pães da proposição
Todos os sábados eram colocados sobre essa mesa doze pães, como ofertas
a Deus. Cada pão representava uma das doze tribos de Israel. Esses pães
eram substituídos por outros pães semanalmente. Somente os sacerdotes
tinham autorização para comer os pães velhos (Êxodo 25:23-30; Levítico
24:5-8; 1 Samuel 21:1-6).

Posicionada ao lado direito de quem entrava no Lugar Santo, a mesa


era feita de madeira de acácia e revestida de ouro puro (Êx 25. 23-30;
37.10-16). Media cerca de um metro de comprimento, meio metro
de largura e setenta centímetros de altura, ao seu redor havia uma
moldura de ouro com quatro dedos de largura, fixada a cada uma de
suas quatro pernas, havia uma argola de ouro por onde se
introduziam as varas quando chegasse o momento de transportá-la.
Além disso, pratos, recipientes, jarros e taças feitos de ouro puro
eram colocados sobre a mesa. Os pratos e recipientes provavelmente
continham o incenso, e os potes e taças eram aparentemente usados
para libações (ofertas de bebidas).

II. SIMBOLOGIA DA MESA


Juntamente com os outros elementos do tabernáculo, a mesa
destaca a relação de aliança entre Deus e seu povo, enquanto
Yahweh habita com Israel de maneira especial. Embora muito possa
ser dito sobre essa mesa, há duas coisas principais a serem
observadas.

Primeiro, a mesa dos pães enfatiza a provisão de Deus para Israel.


Deus é o Criador e o Senhor da aliança, que prometeu redimir e
cuidar do seu povo. Deus, sendo a fonte da vida, lhes dava seu pão
diário (como o maná no deserto em Êxodo 16.1-36).

Em segundo lugar, a mesa destaca a íntima comunhão existente


entre Deus e seu povo.
Na Bíblia, uma refeição compartilhada era um tempo de
íntima comunhão entre as pessoas, especialmente no contexto de
uma aliança (por exemplo, a refeição de Abraão com Deus em
Gênesis 18.1-9).
Significativamente, um capítulo anterior de Êxodo mostra um
maravilhoso exemplo disso.
Em Êxodo 24.9-11, depois que Deus deu sua lei a Israel, Moisés
e os anciãos subiram a montanha para comerem uma refeição com o
Senhor, e o texto relata, de forma maravilhosa, que naquele
momento eles viram Deus (vv. 10-11).
E subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel.
E viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como que uma
pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade.
Porém não estendeu a sua mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel, mas viram
a Deus, e comeram e beberam.
Então disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim ao monte, e fica lá; e dar-te-ei as
tábuas de pedra e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinar.

Êxodo 24:9-12
Esta foi a refeição da aliança que comemorava a relação entre
Yahweh e Israel. O ato de comer na presença de Deus revelava que
Israel era intimamente conhecido e amado por ele. Assim como os
doze pães eram uma oferta de alimentos para o Senhor e que mais
tarde seriam comidos pelos representantes sacerdotais do povo, a
mesa tornou-se um lembrete perpétuo da comunhão íntima
compartilhada entre Deus e o seu povo.

Esses elementos do Antigo Testamento são sombras de melhores


realidades que chegariam à igreja em Jesus Cristo (Hb 10.1)

Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas,
nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode
aperfeiçoar os que a eles se chegam.

Hebreus 10:1,

Ele é a mais completa expressão do tabernáculo e do templo


representando a presença de Deus entre o seu povo (Mt 1.23; Jo
1.14; 2.19-21).

Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de
EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.

Mateus 1:23

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do
unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

João 1:14
Por meio dele Deus deu vida à igreja, tanto agora (Mt 6.11; Fp 4.19)
como eternamente (Jo 3.16; At 4.12).

O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas


necessidades em glória, por Cristo Jesus.

Filipenses 4:19

O “Pão da Presença”, em última análise, apontava para Jesus como o pão


do céu (João 6. 22-65).
Ele é o pão da vida (vv 35,48), o verdadeiro maná celestial (vv. 30-
33), e todo aquele que come sua carne e bebe seu sangue, isto é,
aquele que crê nele, tem a vida eterna (vv 51 –58).

III. UMA DAS ESTRATÉGIAS MAIS EFICAZES DE SATANÁS


CONSISTE EM NOS MANTER TÃO OCUPADOS QUE NÃO
FICAMOS MAIS EM CASA.

Sendo nós cristãos que creem no poder de Deus, na redenção de Jesus e na


presença poderosa do Espírito Santo, o plano mais eficaz do inimigo
consiste em nos desviar do caminho só o necessário para nos deixar
desamparados. Ele nos distrai, assegurando que estejamos tão ocupados
fazendo coisas boas que não tenhamos tempo para chegar a nossa casa e
arrumar a mesa.
Se é no lar que o coração se forma, então é à mesa que ele se conecta. À
mesa, experimentamos o Pão da Presença, a presença redentora de Jesus
que fortalece nosso casamento, une a família e alimenta o coração.
Vivamos a verdadeira prosperidade, descrita no Salmo 128:
Salmo 128
1Como é feliz quem teme o Senhor,
quem anda em seus caminhos!
2Você comerá do fruto do seu trabalho
e será feliz e próspero.
3Sua mulher será como videira frutífera
em sua casa;
seus filhos serão como brotos de oliveira
ao redor da sua mesa.
4Assim será abençoado
o homem que teme o Senhor!
5Que o Senhor o abençoe desde Sião,
para que você veja a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da sua vida
6e veja os filhos dos seus filhos.
Haja paz em Israel!

A mesa de jantar é o único lugar em que a família se senta a um metro de


distância, face a face, e conversa de trinta minutos a uma hora. É o lugar
em que a alma é alimentada e o caráter, formado. É ali também que a
presença sobrenatural do próprio Deus vem para operar em nosso
coração.
Sua vida é tão ocupada que você não se senta mais à mesa? Quer seja
casada, quer solteira, com ou sem filhos, o Pão da Presença deseja se
encontrar com você à mesa familiar. Ele bate a sua porta, convidando-a
para cear. Será que você está distraída demais para ouvir? Se for o caso,
você está perdendo a incrível renovação espiritual da presença divina à
mesa.

Você consegue imaginar o que aconteceria em nossos lares se, toda vez que
comermos uma refeição, formos para a mesa e fizermos uma oração
redentora? Se toda vez que participarmos de uma refeição juntos, nos
lembrarmos do sacrifício de Jesus e reconhecermos sua presença contínua
e sobrenatural a nossa mesa? Pense em como as famílias e nossa vida
seriam transformadas se, a cada vez que comermos pão e bebermos vinho
— ou qualquer outro alimento comum em nossas refeições hoje — nos
lembrarmos da presença redentora de Cristo!

IV. QUEM ESTAMOS LEVANDO PARA NOSSA MESA?


Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se
irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão,
ou roubador; com o tal nem ainda comais. 1 Coríntios 5:11
Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos
escarnecedores.
Salmos 1:1
V. JESUS É RECONHECIDO AO PASRTIR DO PÃO
Aparição de Jesus após a Ressureição
Lucas 24:13-35
Naquele mesmo dia, dois dos seguidores de Jesus caminhavam para o
povoado de Emaús, a onze quilômetros de Jerusalém.
No caminho, falavam a respeito de tudo que havia acontecido.
Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e
começou a andar com eles.
Os olhos deles, porém, estavam como que impedidos de reconhecê-lo.
Jesus lhes perguntou: “Sobre o que vocês tanto debatem enquanto
caminham?”. Eles pararam, com o rosto entristecido.
Então um deles, chamado Cleopas, respondeu: “Você deve ser a única
pessoa em Jerusalém que não sabe das coisas que aconteceram lá nos
últimos dias”.
“Que coisas?”, perguntou Jesus. “As coisas que aconteceram com Jesus
de Nazaré”, responderam eles. “Ele era um profeta de palavras e ações
poderosas aos olhos de Deus e de todo o povo.
Mas os principais sacerdotes e outros líderes religiosos o entregaram
para que fosse condenado à morte e o crucificaram.
Tínhamos esperança de que ele fosse aquele que resgataria Israel. Isso
tudo aconteceu há três dias.
“Algumas mulheres de nosso grupo foram até seu túmulo hoje bem cedo
e voltaram contando uma história surpreendente.
Disseram que o corpo havia sumido e que viram anjos que lhes disseram
que Jesus está vivo.
Alguns homens de nosso grupo correram até lá para ver e, de fato, tudo
estava como as mulheres disseram, mas não o viram.”
Então Jesus lhes disse: “Como vocês são tolos! Como custam a entender
o que os profetas registraram nas Escrituras!
Não percebem que era necessário que o Cristo sofresse essas coisas
antes de entrar em sua glória?”.
Então Jesus os conduziu por todos os escritos de Moisés e dos profetas,
explicando o que as Escrituras diziam a respeito dele.
Aproximando-se de Emaús, o destino deles, Jesus fez como quem
seguiria viagem,
mas eles insistiram: “Fique conosco esta noite, pois já é tarde”. E Jesus
foi para casa com eles.
Quando estavam à mesa, ele tomou o pão e o abençoou. Depois, partiu-
o e lhes deu.
Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram. Nesse momento,
ele desapareceu.
Disseram um ao outro: “Não ardia o nosso coração quando ele falava
conosco no caminho e nos explicava as Escrituras?”.
E, na mesma hora, levantaram-se e voltaram para Jerusalém. Ali,
encontraram os onze discípulos e os outros que estavam reunidos com
eles,
que lhes disseram: “É verdade que o Senhor ressuscitou! Ele apareceu a
Pedro!”.
Então os dois contaram como Jesus tinha aparecido enquanto andavam
pelo caminho, e como o haviam reconhecido quando ele partiu o pão.
VI. ÁPICE DESSA COMUNHÃO SERÁ NAS BODAS DO CORDEIRO
Apocalipse 19:4-9
Então os 24 anciãos e os quatro seres vivos se prostraram e adoraram a
Deus, que estava sentado no trono. Disseram: “Amém! Aleluia!”.
E do trono veio uma voz que dizia: “Louvem nosso Deus, todos os seus
servos, todos os que o temem, pequenos e grandes”.
Em seguida, ouvi outra vez algo semelhante ao som do clamor de uma
grande multidão, como o som de fortes ondas do mar, como o som de
violentos trovões: “Aleluia! Porque o Senhor, nosso Deus, o Todo-
poderoso, reina.
Alegremo-nos, exultemos e a ele demos glória, pois chegou a hora do
casamento do Cordeiro, e sua noiva já se preparou.
E o anjo me disse: “Escreva isto: Felizes os que são convidados para o
banquete de casamento do Cordeiro”. E acrescentou: “Essas são as
palavras verdadeiras de Deus”.
CONCLUSÃO E APELO.
Apocalipse 3.19-21 Laodiceia
Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e
arrependa-se.
20Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a
porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.
21"Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim
como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono.
22Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas".