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A murmuração é inadequada para o verdadeiro cristão, mas, ainda assim, somos versados

nela. A cura se encontra nestes versos. Em Cristo nunca estamos desesperados ou


desamparados. Toda provação tem sentido. Medite nesta cura a fim de mudar sua linguagem e
seu coração.
1. Deus me ordena a nunca murmurar. “Fazei tudo sem murmurações nem contendas.” (Fl
2.14)
2. Deus me ordena a dar graças em toda circunstância. “Em tudo, dai graças, porque esta é a
vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1 Ts 5.18)
3. Deus me ordena a alegrar-se, especialmente em épocas de provação. “Alegrai-vos sempre
no Senhor.” (Fl 4.4); “Regozijai-vos sempre.” (1 Ts 5.16); “Tende por motivo de toda alegria
o passardes por várias provações.” (Tg 1.2)
4. Eu sempre mereço algo muito pior do que estou sofrendo agora. Na realidade, eu
mereço o inferno. “Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus
próprios pecados.” (Lm 3.39); (Lc 13.2-3)
5. À luz da eterna felicidade e glória que eu experimentarei no céu, essa presente provação
é extremamente breve e insignificante, mesmo se durasse uma vida inteira. “Os
sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.”
(Rm 8.18); “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória,
acima de toda comparação.” (2 Co 4.17)
6. Meu sofrimento é muito menor do que o que Cristo sofreu, ele não murmurou “Ele,
quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-
se àquele que julga retamente.” (1 Pe 2.23)
7. Murmurar é dizer que Deus não é justo. “Não fará justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn
18.25)
8. Fé e oração excluem a murmuração. “Busquei o SENHOR, e ele me acolheu; livrou-me de
todos os meus temores.” (Sl 34.4)
9. Essa dificuldade está sendo usada por Deus para meu bem e é tolice murmurar contra
ela. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que
são chamados segundo o seu propósito.” (Rm 8.28)
10. Aqueles que são mais fiéis que eu têm sofrido muito mais que eu, e o fizeram sem
murmuração. (Hb 11.35-39)
11. Murmuração nega que a graça de Deus é inteiramente suficiente. “A minha graça te
basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” (2 Co 12.9)
12. O maior sofrimento, a pior provação ou dificuldade jamais podem tirar de mim aquilo
que é de maior valor e minha maior alegria, a saber, o amor de Cristo. (Rm 8.35-39).

DA MURMURAÇÃO À CONFIANÇA EM DEUS!

A murmuração é a linguagem mais escancarada do descontentamento humano. Vivemos


em uma sociedade que adora reclamar. Quanto mais as pessoas possuem, mais descontentes são
para lidar com o que têm – além disso, essas mesmas pessoas não acreditam no sofrimento
silencioso. Parece que estamos produzindo uma geração de queixosos. Murmuração e
descontentamento estão presentes em todos os ambientes: em casa, na escola, no trabalho, nas
relações sociais… mas o que isso tem a ver com a vida cristã? Em I Coríntios 10, Paulo relembra
alguns pecados cometidos por Israel, no deserto, e as consequências da infidelidade, no
versículo 10 ele faz a seguinte advertência: “Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e
foram destruídos pelo exterminador”. Este versículo é uma referência ao episódio narrado no
livro de Números 14, quando os filhos de Israel foram duramente castigados pelo Senhor, por
causa da murmuração.
“ Murmurar” , conforme o dicionário , é soltar queixumes, lastimar-se, queixar-se em voz
baixa, falar mal, apontar faltas, tomar mau juízo de alguém ou de alguma coisa. Foi exatamente
o que aconteceu com o povo de Israel, e o Senhor indignou-se ante a atitude do povo: “Até
quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações
que os filhos de Israel proferem contra mim”. Números 14. 26.
A murmuração é prejudicial para nós, primeiramente, porque uma vez iniciada, ela vai
piorando cada vez mais. A murmuração é semelhante a uma ferida que se tornou pútrida
(podre). A carne infeccionada não pode receber tratamento; ela tem que ser cortada; caso
contrário à infecção se espalhará por todo o corpo. E uma tendência à murmuração, se não for
estancada, espalhará por toda nossa vida e arruinará tudo.
Por que é tão grave reclamar? Porque é pecado, não são as circunstâncias e sim o coração
mau que provoca murmurações. Uma vez que a murmuração é pecado, você cai neste pecado
se quiser. Lembrando o que já disse John Piper: “Ninguém peca por obrigação. Pecado é o que
você comete quando coração não está satisfeito com Deus”. Em Judas, versículos 14-16, os
"murmuradores" são colocados em primeiro lugar na lista de pessoas ímpias que Deus irá julgar.
Murmurar é pecaminoso: Deus julgará quem faz isso. Que coisa horrível!
A murmuração só causa infelicidade. Ela é uma perda de tempo; nossas mentes ficam tão
cheias de reclamações que deixamos de pensar em Deus e na Sua Palavra. Uma pessoa contente
pode oferecer consolo aos outros em tempo de necessidade, mas um resmungão não tem nada
a oferecer. Reclamar é o primeiro passo para se afastar de Deus. Pior que isso, a murmuração
nos torna pessoas ingratas, e a Bíblia considera a ingratidão um pecado. Lutero disse: "O
método do Espírito de Deus é pensar menos nas coisas ruins e mais nas coisas boas; pensar
que se a cruz vem, é apenas algo pequeno, mas se a misericórdia chega, é algo grandioso."
A murmuração não somente é pecado, mas também é tolice. Pois, ela torna as coisas ainda
piores. Cristãos que reclamam são cristãos orgulhosos, que se recusam a se submeter à vontade
de Deus para suas vidas.
A murmuração provoca a ira de Deus. Ele Se irou quando os israelitas murmuraram. Os
israelitas foram punidos por causa da murmuração. E uma punição terrível é quando Deus
retira Seu cuidado e proteção daqueles que reclamam Dele.
Resmungar faz mal. É o primeiro passo numa estrada escorregadia e íngreme. Alguns dos
israelitas que murmuraram no deserto jamais viram a terra prometida.
Vemos que a atual geração de crentes, à semelhança dos israelitas, vive a murmurar. Deus
abençoa, mas estão sempre murmurando, acrescenta mais bênçãos ainda, as murmurações
continuam. É algo terrível!
A murmuração é um grande entrave para qualquer família, qualquer igreja, qualquer
ambiente social. Viver em conviver com murmuradores é um peso. Maridos que murmuram de
suas esposas. Esposas que murmuram de seus maridos. Igreja que murmuram de seus pastores.
Pastores que murmuram de sua igreja. Pais que murmuram de seus filhos. Filhos que
murmuram de seus pais. Patrões que murmuram de seus empregados. Empregados que
murmuram de seus patrões. É impossível haver crescimento, saúde e paz num ambiente de
murmuração. Se você é um murmurador te encorajo a rever essa postura e
Precisamos decisivamente dar um basta na murmuração em nossa vida. Murmurando,
certamente, estamos desagradando a Deus, causando transtorno à obra de Deus e atraindo
condenação para nossa vida e nosso lar. Renovemos a nossa mente pela Palavra de Deus e
experimentemos qual a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12.1).
Abandonemos esse insidioso pecado e tenhamos somente palavras de gratidão a Deus
(Colossenses 3.16,17).
Além disso, tomemos uma posição de coragem diante das crises. Enquanto que o
murmurador reclama e se foca no que é mal, NÓS DEVEMOS TER CORAGEM DIANTE E
ENFRENTAR OS DESAFIOS, não recuando e lamuriando daquilo que talvez não esteja do
nosso querer. Mas, arregaçando as mangas para trabalhar com firmeza e alegria ao
Senhor. Sendo e fazendo o melhor. “Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia!
Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela.” (Números 13.30). A
coragem faz calar os opositores!

MURMURAÇÃO E ANSIEDADE

Texto Básico: Filipenses 2.14-16


Leitura Diária
Domingo: Lc 12.13-21 – Guardai-vos da avareza
Segunda: Rm 9.19-29 –Não discuta com Deus
Terça: Jd 14-16 – Murmuradores descontentes
Quarta: 1Co10.1-13 – Não murmureis
Quinta: 1Tm 6.3-10 – Piedade com contentamento
Sexta: Hb 13.1-6 – Contentai-vos com o que tendes
Sábado: Tg 5.7-11 – Não vos queixeis uns dos outros

I. DESCONTENTE NA SOCIEDADE

É um pecado queixar-se contra Deus. “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?”,
perguntou Paulo retoricamente (Rm 9.20a). Pode a criatura indagar ao Criador: “Por que me
fizeste assim?” (Rm 9.20b). A queixa contra Deus é inoportuna e completamente inapropriada.
Não se engane pensando que apenas os piores blasfemos cometem esse pecado. Não é contra
Deus que estamos realmente nos queixando, quando reclamamos de alguma situação? Afinal de
contas, ele nos colocou onde estamos. A falta de gratidão e de contentamento são, na realidade,
ataques contra Deus.
Os queixosos exercem um efeito devastador sobre a igreja. Alguns são apóstatas; Judas os
qualifica como “… murmuradores (…) descontentes, andando segundo as suas paixões” (Jd 16). Seu
pecado é profano porque é altamente contagioso. Encontramos provas abundantes disso no
Antigo Testamento. Examinemos essas coisas cuidadosamente para que possamos proteger a
nós mesmos e a nossas igrejas de descerem a um lamaçal de queixas, descontentamento,
ansiedade e miséria.
II. Descontentes no Antigo Testamento
Esta é a cena: os israelitas estão no deserto, a caminho da terra prometida, após o
miraculoso livramento de séculos de escravidão no Egito. Deus lhes ordena que ocupem a terra.
Josué, Calebe e dez outros espiaram a terra ao redor e fizeram seu relato:
“Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente,
prevaleceremos contra ela. Porém, os homens que com ele tinham subido disseram: Não poderemos subir
contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que
haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores;
e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. (…) e éramos, aos nossos próprios olhos,
como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos. Levantou-se, pois, toda a congregação (…)
murmuraram contra Moisés e contra Arão; e (…) lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito
ou mesmo neste deserto! E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas
mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito? (…) Então,
Moisés e Arão caíram sobre o seu rosto perante a congregação dos filhos de Israel (…) E Josué (…) e Calebe
(…) falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: (…) não sejais rebeldes contra o Senhor e
não temais o povo dessa terra (…) retirou-se deles o seu amparo; o Senhor é conosco (…) Apesar
disso, toda a congregação disse que os apedrejassem (Nm 13.30–14.7,9-10, grifos do autor).

Aqueles dez espiões, aqueles profetas da destruição, puseram toda a nação descontente
por reclamarem do que Deus tinha ordenado que fizessem. O que dizem as Escrituras sobre o
que aconteceu a eles? “Os homens que Moisés mandara a espiar a terra e que, voltando, fizeram
murmurar toda a congregação (…) esses mesmos homens que infamaram a terra morreram de
praga perante o Senhor” (Nm 14.36-37).
Dá para ter uma ideia do que Deus pensa a respeito dos murmuradores? Eles espalharam
um veneno pernicioso, que contaminou rapidamente outras pessoas. Eles tiveram a capacidade
de agitar todo o grupo, que já estava tomado pelo pânico. Isso aconteceu muitas vezes na história
de Israel. Com frequência, o pobre Moisés teve de ouvir reclamações acerca de sua liderança e
do alimento que Deus provia a todo o povo. No Salmo 106, conhecemos os murmúrios dos
israelitas: “tentaram a Deus na solidão [do deserto] (…) desprezaram a terra aprazível e não deram crédito
à sua palavra; antes, murmuraram em suas tendas (…) Então, lhes jurou, de mão erguida, que os havia
de arrasar no deserto; e também derribaria entre as nações a sua descendência” (v. 14,24-27).
O Novo Testamento deixa claro que a igreja deve aprender com os erros de Israel. Depois
de enumerar as bênçãos incríveis desfrutadas por esse povo das mãos de Deus, Paulo declarou:
“Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. Ora,
estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram
(…) nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos” (1Co 10.5-6,10).
A murmuração é sintoma de um problema espiritual profundo – o fracasso de confiar em
Deus e submeter-se à sua vontade. Não se trata de uma questão insignificante: “Aquele que não
dá crédito a Deus o faz mentiroso” (lJo 5.10). Eis um texto que melhor se enquadra: “Por que, pois, se
queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados” (Lm 3.39). Deus perdoou
nossos pecados e o único meio apropriado de lhe dizer “obrigado” é sendo realmente
agradecidos. Como aprendemos anteriormente, um espírito de gratidão afugenta a ansiedade –
e também estorva as reclamações.
III. Contentamento como ordem
Temos agora base para compreender a ordem de Paulo em Filipenses 2.14: “Fazei tudo sem
murmurações nem contendas”. O “tudo” refere-se ao que Paulo havia dito antes: “… desenvolvei
a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o
realizar” (v. 12-13). Em outras palavras, enquanto Deus está operando em sua vida, esteja certo
de que você não terá do que se queixar. A vida nem sempre nos supre com aquilo que
gostaríamos. Deus permite que sejamos provados para ajudar-nos a orar, confiar e ser gratos por
aquilo que temos. Ao longo de toda a Bíblia, há mandamentos para que sejamos contentes:

• Lucas 3.14: “Contentai-vos com o vosso soldo”.

• 1Timóteo 6.6,8: “Grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento (…) Tendo sustento e com
que nos vestir, estejamos contentes”.

• Hebreus 13.5: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes”.

Os obstáculos para o contentamento são a queixa e a contestação. Em Filipenses 2.14, a


palavra grega traduzida por “murmurar” refere-se à murmuração, uma expressão de
descontentamento e resmungo em voz baixa, a qual expressa uma atitude negativa de queixa. A
palavra grega traduzida por “contestação” é mais intelectual por natureza. Ela se refere a
questionamento e crítica. Isso ocorre quando uma lamúria emocional transforma-se um debate
com Deus (como aconteceu com Jó).
Começamos a discutir com Deus por que as coisas são da maneira como são ou por que
temos de fazer o que ele espera que façamos. Achamos nossas concepções sobre emprego,
casamento, igreja, lar e outras situações melhores que as de Deus.
Paulo disse que há um meio melhor para viver: desenvolver nossa vida cristã sem nos
queixar. Essa é uma atitude mais em sintonia com a vida como ela é. Estamos vivendo em um
mundo degradado. O mundo e as pessoas à nossa volta nem sempre são do modo que
gostaríamos. Tiago advertiu: “Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis
que o juiz está às portas” (Tg 5.9).
IV. Razões por trás da ordem
Entretanto, seria um erro concluir que Deus está sempre pronto para nos flagrar. Em sua Palavra
ele não apenas diz que odeia a lamentação, como também deixa claro o porquê. Ele deseja que
aceitemos as razões em nosso coração com o mesmo apreço que ele e entendamos que elas
ocorrem para nosso próprio bem.

A. Pare de reclamar por você


Paulo recomendou que não nos queixássemos, para nos tornarmos “irrepreensíveis e
sinceros, filhos de Deus inculpáveis” (Fp 2.15). Quando paramos de lamentar, ficamos livres para
ser tudo o que Deus deseja que sejamos. “Sede (…) imitadores de Deus”, disse Paulo, “como filhos
amados” (Ef 5.1). Se você é filho de Deus, viva pela manifestação do seu caráter.

B. Pare de reclamar pelos não cristãos


Paulo afirmou que refletimos a natureza de Deus para que nos tornemos “irrepreensíveis e
sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual
[resplandeceremos] como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida” (Fp 2.15-16). A maneira
como vivemos exerce um efeito surpreendente não apenas em nós, como filhos de Deus, mas
também na maneira como influenciamos o mundo ao nosso redor.
Essa afirmação, a essência do apelo de Paulo, é direcionada ao nosso propósito
evangelístico. Uma simples definição do evangelho demonstra que os filhos de Deus
resplandecem como luzeiros neste mundo em trevas. Fazer isso com eficácia envolve duas
coisas: contentamento e caráter. Tanto ao que dizemos como o que somos.
Se você é um cristão obediente e virtuoso, causará uma impressão surpreendente em
muitas pessoas. Elas sentirão sua luz e algumas até se afastarão assustadas por ser realmente
óbvio que você tem algo que elas não possuem. Outros serão atraídos por sua luz porque
anseiam ser pessoas melhores do que são. O destino deles está intimamente ligado ao modo
como vivemos nossa vida.
A qualidade da sua vida é o termômetro do seu testemunho pessoal. Um cristão
murmurador, descontente, resmungão, mal-humorado e queixoso nunca terá uma influência
positiva sobre os outros. É incongruente falar sobre o evangelho do perdão, da alegria, da paz e
do conforto e, ao mesmo tempo ficar se lamentando e se queixando. Dê às pessoas mais crédito
do que isto: elas não vão acreditar no evangelho até verem você comprovar a sua verdade.
“Mostre-me a sua vida redimida e eu me disporei a crer em seu Redentor”é um desafio válido
para qualquer não cristão fazer.
Pare de murmurar, diz Paulo. Parem de argumentar com Deus. Obedeçam ao Senhor com
alegria. Brilhando como luz do mundo, você descobrirá uma recepção imediata, porque uma
vida transformada é a maior propaganda do evangelho. Um espírito negativo, mal-humorado e
murmurador é o pior testemunho que pode haver.
Esforce-se, hoje, para viver sem reclamações. Anote toda vez que fizer isso. Você pode se
surpreender ao descobrir que essa postura tornou-se um modo de vida. Além de ser altamente
contagioso aos outros, um espírito murmurador tem um efeito anestésico sobre aquele que o
possui. A murmuração se torna tão frequente que muitas pessoas ficam contaminadas e sequer
percebem que essa é sua característica predominante.
Faça uma lista de suas reclamações e será bem-sucedido ao atacar a ansiedade em sua fonte.
Você afirmará que Deus sabe o que está fazendo em sua vida. Ouvir suas próprias queixas é
escutar-se dizendo o contrário, e quanto mais o fizer, mais você acreditará nisso. Pela paz da
mente, pare agora.
Conclusão
O contentamento não está ligado à condição financeira de uma pessoa, mas à sua postura
diante da vida e da providência de Deus. Aquele que sabe que sua vida está nas mãos de Deus,
que descansa na providência de Deus, desfruta deleitosamente das bênçãos que o Senhor lhe
concede e encontra contentamento em seu Senhor.
Aplicação

Você é uma pessoa contente? Você tem contentamento com aquilo que o Senhor lhe dá?
Como você tem desfrutado das suas bênçãos? Liste atitudes que você identifica em sua
vida, as quais o impedem de ter contentamento no Senhor. O que você pode fazer a esse
respeito? Coloque essas atitudes diante de Deus em oração e comece a mudá-las a partir
de hoje.