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CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO

ESTADO DO RIO DE JANEIRO


Câmara de Pesquisa e Desenvolvimento Profissional
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Contabilidade Geral
Armando Madureira Borely
armando.borely@globo.com

(Rio de Janeiro)
atualização: 02/02/2010
SUMÁRIO

I INTRODUÇÃO

II PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE

III VALORIZAÇÃO DOS ESTOQUES

IV DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (LEI 11.638/07 e LEI 11.941/09)

V COMPARAÇÃO ENTRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS


SEGUNDO LEI 6404/76 E A LEI 11.941/09

VI CONCLUSÃO

VII BIBLIOGRÁFIA RECOMENDADA

VIII EXERCÍCIOS
I. INTRODUÇÃO

1. CONCEITO

Instrumento concebido para captar, registrar, acumular, resumir e


interpretar os fenômenos (fatos) que afetam a situação patrimonial de uma entidade,
a fim de oferecer informações sobre a sua composição e variação, bem como sobre
o resultado decorrente de suas atividades.

2. A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO E OS ÓRGÃOS REGULAMENTADORES

• Globalização
• A importância de criar valor
• A integração entre os vários setores da Empresa
• A mudança da contabilidade
• Ciência social
• Normas e Procedimentos (CRC, CFC, CVM, ...)

3. OBJETIVOS E GENERALIDADES

• FINALIDADE DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL:


- Planejamento
- Controle

• USUÁRIOS:
- Acionistas/cotistas
- Financiadores de recursos/credores
- Mercado
- Governo
- Administradores/Diretores
- Funcionários
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II. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis aprovou a Estrutura Conceitual para a


Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis estabelecendo os
conceitos que fundamentam a preparação e apresentação de demonstrações
contábeis destinadas a usuários externos.
A estrutura aborda:
• O objetivo das demonstrações contábeis.
• As características qualitativas que determinam a utilidade das informações
contidas nas demonstrações contábeis.
• A definição, o reconhecimento e a mensuração dos elementos que compõem
as demonstrações contábeis; e
• Os conceitos de capital e de manutenção de capital.

As Demonstrações Contábeis são preparadas com os seguintes pressupostos


básicos:

• Utilização do regime de competência; e


• Continuidade.

Objetivos:

• Fornecer informações sobre posição, desempenho e mudanças na posição


patrimonial e financeira da entidade.
• Resultado da atuação da administração na gestão da entidade e sua
capacitação na prestação de contas quanto aos recursos que foram
confiados.

Características Qualitativas:
• Compreensibilidade (Prontamente entendidas pelos usuários).
• Relevância (Influenciam as tomadas de decisões dos usuários).
o Materialidade
• Confiabilidade (Livres de erros ou vieses relevantes e representar
adequadamente aquilo que se propõe a representar).
3

o Primazia da essência sobre a forma


o Imparcialidade
o Prudência
o Integridade
• Comparabilidade (Comparação ao longo do tempo).
o Tempestividade
o Equilíbrio entre custo e benefício
o Equilíbrio entre as características qualitativas

Capital:
Ativo líquido ou patrimônio líquido da entidade.

Manutenção do capital:
• O lucro só é auferido se o montante financeiro os ativos líquidos no fim do
período exceder o seu montante financeiro no início do período.

Segundo o CFC (Res. 750/93) os Princípios Fundamentais de Contabilidade são os

seguintes:

• Entidade (PF x PJ)

• Continuidade (Registros contábeis efetuados como se a empresa fosse


operar por prazo indeterminado)

• Oportunidade (As transações contábeis devem ser efetuadas de imediato


e com a extensão correta – tempestividade e integridade)

• Registro pelo valor original (Os componentes do patrimônio devem ser


registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior,
expressos a valor presente na moeda do País).

• Atualização monetária (Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da


moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através
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do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes


patrimoniais). A Resolução CFC 900 de 22/03/2001, no artº 3º determina
que “Quando a taxa inflacionária acumulada no triênio for inferior a 100%,
a aplicação do Princípio de Atualização Monetária somente poderá ocorrer
em demonstrações contábeis de natureza complementar às
demonstrações de natureza corrente, derivadas da escrituração contábil
regular”.

• Competência (As receitas devem ser incluídas na apuração do resultado


do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se
relacionarem, independente do recebimento ou pagamento).

• Prudência (Menor valor para o ativo e maior valor para o passivo)

III. VALORIZAÇÃO DOS ESTOQUES

- RCM = V - CMV

- V = Vendas brutas – ICMS – PIS – COFINS

- CMV = EI + C – EF
CONTABILIZAÇÃO

- INVENTÁRIO PERIÓDICO
CMV
a MERCADORIAS (EI)
a COMPRAS

MERCADORIAS
a CMV (EF)

- INVENTÁRIO PERMANENTE

Controle exercido pela contabilidade, de qualquer movimentação dos estoques


(entrada ou saída), e contabilizadas a cada operação.
5

- Métodos p/ custo de aquisição:


Custo específico
PEPS
UEPS
CUSTO MÉDIO

CONTABILIZAÇÃO DO INVENTÁRIO PERMANENTE

Mercadorias
a Fornecedores

Clientes (Caixa)
a Vendas

CMV
a Mercadorias

FATOS QUE ALTERAM OS VALORES DE COMPRAS E VENDAS

- Devoluções e abatimentos
- Descontos comerciais
- Despesas de transportes
A seguir exemplos de fichas de estoques:
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CUSTO - PEPS

ENTRADAS SAÍDAS SALDO


DATA QUANT. C.UNIT. C.TOTAL QUANT. C.UNIT. C.TOTAL QUANT. C.UNIT. C.TOTAL
01/09 30 40,00 1.200,00
02/09 10 42,00 420,00 30 40,00 1.200,00
10 42,00 420,00
40 1.620,00
03/09 3 40,00 120,00 27 40,00 1.080,00
10 42,00 420,00
37 1.500,00
04/09 27 40,00 1.080,00
1 42,00 42,00 9 42,00 378,00
05/09 5 41,00 205,00 9 42,00 378,00
5 41,00 205,00
14 583,00
06/09 9 42,00 378,00
1 41,00 41,00 4 41,00 164,00

SOMA 15 625,00 41 1.661,00

VENDA 41 1.890,00

CUSTO - MÉDIO

ENTRADAS SAÍDAS SALDO


DATA QUANT. C.UNIT. C.TOTAL QUANT. C.UNIT. C.TOTAL QUANT. C.UNIT. C.TOTAL
01/09 30 40,00 1.200,00
02/09 10 42,00 420,00 40 40,50 1.620,00
03/09 3 40,50 121,50 37 40,50 1.498,50
04/09 28 40,50 1.134,00 9 40,50 364,50
05/09 5 41,00 205,00 14 40,68 569,50
06/09 10 40,68 406,80 4 40,68 162,72
SOMA 15 625,00 41 1.662,30
VENDA 41 1.890,00
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CUSTO – UEPS

ENTRADAS SAÍDAS SALDO


DATA QUANT. C.UNIT. C.TOTAL QUANT. C.UNIT. C.TOTAL QUANT. C.UNIT. C.TOTAL
01/09 30 40,00 1.200,00
02/09 10 42,00 420,00 30 40,00 1.200,00
10 42,00 420,00
40 1.620,00
03/09 3 42,00 126,00 30 40,00 1.200,00
7 42,00 294,00
37 1.494,00
04/09 7 42,00 294,00
21 40,00 840,00 9 40,00 360,00
05/09 5 41,00 205,00 9 40,00 360,00
5 41,00 205,00
14 565,00
06/09 5 41,00 205,00
5 40,00 200,00 4 40,00 160,00

SOMA 15 625,00 41 1.665,00

VENDA 41 1.890,00

PEPS UEPS MÉDIO


VENDAS 1.890,00 VENDAS 1.890,00 VENDAS 1.890,00

CMV (1.661,00) CMV (1.665,00) CMV (1.662,30)

RCM 229,00 RCM 225,00 RCM 227,70

EST.FINAL 164,00 EST.FINAL 160,00 EST.FINAL 162,70


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IV. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Segundo a lei 11.638/07 as seguintes demonstrações contábeis serão


obrigatórias ao final de cada exercício social:

1. Balanço Patrimonial (BP)


2. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
3. Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)
4. Demonstração do fluxo de caixa
5. Demonstração do Valor Adicionado

Estas demonstrações serão elaboradas havendo indicação dos valores


correspondentes das demonstrações do exercício anterior e, complementadas por
Notas Explicativas.

1. BALANÇO PATRIMONIAL

Demonstração contábil que tem por finalidade apresentar a situação


patrimonial da Empresa em determinado momento.

Ativo - Bens e Direitos de propriedade da Empresa.

Passivo - Obrigações da Empresa com terceiros.

Patrimônio Líquido – Diferença entre o Ativo e o Passivo.

As contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que


registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação
financeira da companhia.

No Ativo as contas serão dispostas em ordem decrescentes de grau de


liquidez dos elementos nelas registrados:

a) Ativo Circulante
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b) Ativo Não Circulante


• Ativo Realizável a Longo Prazo
• Investimentos
• Imobilizado
• Intangível

No Passivo as contas serão dispostas em ordem decrescente de


vencimento e classificadas nos seguintes grupos:
a) Passivo Circulante
b) Passivo Não Circulante
• Exigível a Longo Prazo
• Receita Diferida (deduzida dos custos diferidos)
c) Patrimônio Líquido (Capital Social, Reservas de Capital, Ajustes de Avaliação
Patrimonial, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria e Prejuízos
Acumulados)

EMPRESA

Balanço Patrimonial encerrado em 31/12/2008 e 31/12/2009

ATIVO
Circulante
• Disponibilidades
• Créditos
• Investimentos
• Estoques
• Despesas Exerc. Seguinte
Não Circulante
• Real. a longo prazo
(Incluem valores a receber de sócios, diretores, empresas colig./controladas)

• Investimentos
• Imobilizado
Bens em arrendamento
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Bens em operação
• Intangível

PASSIVO
Circulante
Não circulante
• Exigível a longo prazo
• Receita Diferida
Receitas
(-) Custo/desp.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social
(-) Capital não realizado
Reservas de capital
Ajustes de avaliação patrimonial
Reservas de lucros
( - ) Ações em Tesouraria
( - ) Prejuízos acumulados

2. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE)

É um resumo ordenado das receitas e despesas da Empresa em


determinado período, devendo ser apresentado na forma dedutiva.
As receitas e despesas serão apropriadas ao período em função de sua
incorrência e da vinculação da despesa à receita, independentemente de seus
reflexos no caixa.
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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO FINDO EM...


Receita Bruta
(-) Deduções
(-) Tributos

Receita Líquida
(-) CMV / CPV
Lucro Bruto
Despesas
• Vendas
• Financeiras
( - ) Receitas Financeiras
• Despesas gerais e administrativas
• Outras receitas /despesas

Resultado Líquido do exercício antes do IR/CSSLe participações


IR / CSSL
Resultado Líquido após IR/CSSL
Participações
• Debêntures
• Empregados
• Administradores
• Partes Beneficiárias
• Contrib.fundo assist.empregados
Result.Final após participações
Result.líquido por ação
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3. DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS

Evidencia a destinação do lucro líquido para os proprietários ou o


reinvestimento na própria Empresa.

SALDO DE LUCROS OU PREJUÍZOS 31/12/x0 31/12/x1


ACUMULADOS NO INÍCIO DO PERÍODO

(+/-) Ajustes de Exercícios Anteriores


(+) Reversão de Reservas
(+) Lucro Líquido do Exercício
LUCRO TOTAL DISPONÍVEL

(-) Transf. P/ Reservas


Reserva Legal
Reserva Estatutária

(-) Dividendos

SALDO DE LUCROS OU PREJUÍZOS


ACUMULADOS NO FIM DO PERÍODO
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4. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Evidencia todo acréscimo e diminuição, bem como a formação das


reservas de todo o Patrimônio Líquido.
Nada mais é que um resumo das contas do Patrimônio Líquido extraído do
Razão.

Capital Res. Ajustes Res. Ações Prej. Total


Social Capital Aval.Pat. Lucros em Tes. Acum.
SALDOS EM
31/12/2008
Ajustes de exerc.ant.
Aumento de capital
Com lucros
Por subscrição
Reversão de reservas
De Conting.
De lucros a
realiz.
Lucro Líquido do
Exerc.
Proposta p/dest. Lucro
Transf.p/Reservas
Res.Legal
Res. Estatutária
Res. de lucros
Juros s/Cap.Próprio a
pagar
Divid. a distribuir

SALDOS EM
31/12/2009
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5. DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA (DFC)


Prover informações sobre os recebimentos e pagamentos da Empresa
durante um determinado período.
Exemplo de modelo Direto:

ATIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimento de clientes
Recebimento de juros
Duplicatas descontadas
Pagamentos:
A fornecedores
Impostos
Salários
Juros
Despesas pagas antecipadamente
SALDO DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS

ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS
Recebimento de venda de imobilizado
Pagamento na compra de imobilizado
SALDO DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Aumento de capital
Empréstimo de curto prazo
Distribuição de dividendos
SALDO DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

AUMENTO LÍQUIDO DAS DISPONIBILIDADES

SALDO INICIAL DE CAIXA + EQUIVALENTES

SALDO FINAL DE CAIXA - EQUIVALENTES

O Fluxo de Caixa pode ser elaborado de duas formas:


 Direto: Explicita as entradas e saídas brutas de dinheiro dos principais
componentes das atividades operacionais.
 Indireto: Concilia o lucro líquido e o caixa líquido gerado pelas operações.
Remove do lucro líquido os diferimentos de transações que foram caixa no
passado, como gastos antecipados, crédito tributário, etc., bem como todas
as alocações no resultado de eventos que podem ser caixa no futuro, como
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alterações nos saldos de contas a receber e a pagar do período. Remove,


além disso, as alocações ao período do consumo de ativos de longo prazo e
aqueles itens cujos efeitos no caixa sejam classificados como atividades de
financiamentos e investimentos. Este método mostra as origens e aplicações
de caixa decorrentes das alterações temporárias de prazos nas contas
relacionadas com o ciclo operacional do negócio.

6. DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (DVA)

A. CONCEITO:
Segundo De Luca (1998, p.28), “A Demonstração do Valor Adicionado é
um conjunto de informações de natureza econômica. É um relatório contábil que visa
demonstrar o valor da riqueza gerada pela empresa e a distribuição para os
elementos que contribuíram para sua geração”.

B. DRE x DVA:
A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é voltada para os
investidores, considerando-se que é evidenciada a formação do lucro final da
empresa (quanto e como foi calculado).
Já a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) está diretamente ligada ao
conceito de responsabilidade social, ressaltando o quanto de valor a empresa
agrega aos insumos que adquire em determinado período, sendo obtido pela
diferença entre as vendas e o total de insumos adquiridos de terceiros.

C. ESTRUTURA DA DVA:
De forma geral, o cálculo do valor adicionado, bem como sua distribuição
entre os fatores de produção que contribuem para sua geração, podem ser assim
demonstrados:
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CÁLCULO DO VALOR ADICIONADO


Receitas 5.000
Menos:
• Materiais (300)
• Serviços de terceiros (700)
• Outros materiais e serviços (230)
Valor Adicionado Bruto 3.770
Menos:
• Depreciação (50)
Valor Adicionado Líquido 3.720
Receita Financeira 200
Equivalência Patrimonial 150
Valor Adicionado Total 4.070
DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Empregados
• Salários/comissões 2.190
Financiadores
• Despesas financeiras 300
Governo
• Impostos 1.000
Acionistas
• Dividendos 280
Lucro retido (Lucro + ganho pela riqueza 300
produzida por terceiros)
4.070
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D. CONCILIAÇÃO ENTRE A DRE E A DVA

Consideremos a seguinte DRE:


Receitas 5.000
Impostos (660)
Receita Líquida 4.340
Custo do Produto Vendido (3.000)
Lucro Operacional Bruto 1.340
Despesas Operacionais
• Despesas Administrativas
Salários (70)
Material de escritório (60)
Depreciação (20)
Energia elétrica (70)
(220)
• Despesas de vendas
Comissões (120)
Depreciação (30)
Outras despesas (100)
(250)
• Resultado Financeiro Líquido
Despesas financeiras (300)
Receitas financeiras 200
(100)
• Outras
Equivalência Patrimonial 150
Lucro Operacional Líquido 920
Provisão IR/CSSL (340)
Lucro Líquido do Exercício 580
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Notas Explicativas:
1) Custo dos Produtos Vendidos:
• Mão de obra 2.000
• Materiais 300
• Serviços de terceiros 700
3.000
2) Os dividendos foram calculados em $ 280.

Com estes dados, a conciliação entre DRE e DVA seria a seguinte:

Valor Adicionado Líquido 3.720


Menos:
• Salários/comissões (2.190)
• Despesas financeiras (300)
• Impostos (1.000)
230
Mais:
• Receita financeira 200
• Equivalência Patrimonial 150
Lucro Líquido do Exercício 580

E. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A maioria dos valores integrantes da DVA pode ser obtido a partir da


DRE. Entretanto, alguns itens não são explicitados de forma detalhada nesta última
demonstração, como por exemplo, o Custo dos Produtos/Serviços Vendidos
(matéria-prima, mão de obra, gastos gerais de fabricação, materiais adquiridos
externamente e aqueles de fabricação própria, serviços de terceiros e serviços
obtidos internamente).
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7. DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR)

Explica a variação do capital circulante líquido entre dois períodos.


Tem por objetivo apresentar de forma ordenada e sumariada, as
informações relativas às operações de financiamento (origem de recursos) e
investimentos (aplicações de recursos) durante o exercício.
Essa demonstração deixou de ser obrigatória, segundo a lei 11.638.
Entretanto, considerando-se a sua utilidade, incluímos o modelo dessa
demonstração.
CÁLCULO DO C.C.L.
31/12/2002 31/12/2001 Variação
Ativo Circulante
Passivo Circulante
CCL

DOAR (FORMA SIMPLES)

I. ORIGEM DOS RECURSOS


 Das Operações
Lucro Líquido do Exercício
Mais: Depreciações e Amortizações
Variações Monet. Emprést. L. Prazo
Menos: Lucro na Venda de Imobilizado
Participação no lucro de controlada
Lucro ajustado
Dividendos Recebidos
 Dos Acionistas
Integralização de Capital
 De Terceiros
Novos empréstimos
Baixa de bem do ativo imob. (valor de venda)
Venda de Investimentos
Total das Origens

II. APLICAÇÕES DE RECURSOS


Aquisições de ativo imobilizado (custo)
Adições ao custo no Ativo Diferido
Dividendos Propostos
Total das Aplicações

III. VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO


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8. NOTAS EXPLICATIVAS

• Informações complementares às demonstrações contábeis, representando


parte das mesmas, e que tem como objetivo, melhor atender às necessidades
dos usuários.

• As notas explicativas podem ser evidenciadas através de:


- Notas
- Quadros analíticos
- Outros demonstrativos

• Exemplos
- Cálculo da depreciação
- Investimentos em outras empresas
- Detalhes s/ empréstimos
- Ônus s/ ativos
- Garantias prestadas a terceiros
- Ajustes de exercícios anteriores
- Eventos subseqüentes ao Balanço
- Provisões p/ créditos de liquidação duvidosa
- Critérios de avaliação de estoques
- Arrendamento mercantil
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V. COMPARAÇÃO ENTRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS SEGUNDO A


LEI 6404/76 E AS LEIS 11.638 E 11.941/09

BALANÇO PATRIMONIAL
LEI 6404/76 LEI 11.941/09
ATIVO
Circulante Circulante
• Disponibilidades • Disponibilidades
• Direitos • Direitos
• Despesas do exercício seguinte • Despesas pagas antecipadamente
Realizável a longo prazo Não Circulante
• Real. a longo prazo
Direitos
Desp.pagas antecip.
Permanente • Investimentos
• Investimentos • Imobilizado
• Imobilizado Bens em arrendamento
• Diferido Bens em operação
Bens para futura operação
• Intangível

PASSIVO
Circulante Circulante
Exigível a longo prazo Não circulante
• Exigível a longo prazo
• Resultados Diferidos

Result. Exercício futuro


Receitas de exerc. Futuro
(-) Custos/desp. Exerc. futuro
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PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social Capital social
(-) Capital não realizado (-) Capital não realizado
Reservas de capital Reservas de capital
Reserva de reavaliação Ajustes de avaliação patrimonial
Reservas de lucros Reservas de lucros
Lucros ou prejuízos acumulados (-) Ações em Tesouraria
Prejuízos acumulados

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE)


LEI 6404/76 LEI 11.941/09
Receita Bruta de Vendas/Serviços Receita Bruta
(-) Deduções de vendas (-) Deduções diversas
(-) Abatimentos (-) Tributos
(-) Impostos
Receita Líquida de Vendas/Serviços Receita Líquida
CMV (-) CMV / CPV
Lucro Bruto Lucro Bruto
Despesas operacionais Despesas
• Despesas de Vendas • Vendas
• Despesas financeiras (-) receitas • Administrativas
financeiras
• Despesas gerais e administrativas • Financeiras
• Outras despesas operacionais • Outras receitas / despesas
Lucro ou prejuízo operacional Resultado do exercício antes do
IR/CSSL e participações
Receitas não operacionais
Despesas não operacionais
Correção monetária
Resultado do exercício antes do
IR/CSSLe participações
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Provisão IR / CSSL Provisão IR / CSSL


Participações Resultado do exercício após IR/CSSL
• Debêntures
• Empregados
• Administradores Participações
• Partes beneficiárias • Debêntures
• Contrib.fundo assist.empregados • Empregados
Lucro ou prejuízo líquido do exercício • Administradores
• Partes beneficiárias
Lucro líquido por ação • Contrib. Fundo assist.
empregados
Lucro líquido ou prejuízo líquido do
exercício
Lucro líquido por ação
24

VI. CONCLUSÃO

A Contabilidade é uma ciência social e, como tal, vem passando por uma
transformação acentuada, com o objetivo de ser um instrumento eficiente de
administração, sofrendo os seus conceitos básicos uma evolução condizente com a
atual situação econômica do mundo.

O objetivo deste trabalho foi de fornecer base para a elaboração das


Demonstrações Contábeis, conforme determinado pela lei e pela boa técnica
contábil, além de propiciar os elementos iniciais mínimos para um aprofundamento
posterior nas mais variadas especializações contábeis.

Em síntese, a Contabilidade é um conjunto integrado de princípios e


normas para fornecer informações que devem ser moldadas às finalidades para as
quais se destinam: tomada de decisão.
25

VII. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

• DE LUCA, Márcia Martins Mendes. Demonstração do Valor Adicionado. 1 ed.


São Paulo: Ed.Atlas, 1998.

• IUDÍCIBUS, Sérgio de et al. Contabilidade Introdutória. 9ª ed. São Paulo: edit.


Atlas, 1998.

• IUDÍCIBUS, Sérgio de. MARION, José Carlos. Contabilidade Comercial. 4ª


ed. São Paulo: ed.Atlas, 2000.

• IUDÍCIBUS, Sérgio de, MARTINS, Eliseu, GELBCKE, Ernesto Rubens.


Manual de Contabilidade das S.As. 7ª ed. São Paulo: Edit. Atlas, 2007.

• Lei 6404/76

• Lei 11.638/07

• Lei 11.941/09

• MARION, José Carlos. Análise das Demonstrações Contábeis - Contabilidade


Empresarial. 5ª ed. São Paulo: edit. Atlas, 2009.

• Sites:
o CFC
o CPC
o CVM
o IASB
26

VIII. EXERCÍCIOS

1) O balancete da Cia. Hidra em 31/12/x0 era formado pelas seguintes contas:

Duplicatas a receber 11.000 Capital 224.000


Desp. Seguros 4.800 Depreciação (despesas) 6.500
Juros bancários (despesas) 3.000
Vendas 50.000 Mercadorias 100.000
Duplicatas a pagar 36.000 Emp. Banc. (C.Prazo) 30.000
Aluguéis a pagar 4.000 Prédios 50.000
Seg.pago antecip. 9.600 C.M.V. 42.000
Publicidade 3.100 Salários a pagar 6.000
Máquinas 15.000 Veículos 20.000
Receitas de servs. 22.000
Desp. Mat. Escritório 2.700 Bancos - C/Mov 104.300

Pede-se:

1. Levantar o balancete em 31/12/x0


2. Encerrar as contas de resultado, apurando o lucro ou prejuízo do exercício
(utilizar a conta de "Resultado do Exercício")
3. Contabilizar o IR/CSSL (35%)
4. Transferir o lucro líquido para: R.Legal – 5%; do saldo: R.Estatutária – 35% e Sócios – 65%
5. Elaborar o Balanço e a DRE em 31/12/X0
27

2) O balancete da Nula S/A em 30/11/x0 era formado pelas seguintes contas:

Caixa 10.000 Duplicatas a pagar 45.000


Bancos - C/Mov 40.000 Duplicatas a receber 90.000
Salários a pagar 16.000 Máquinas 50.000
Vendas 180.000 Seg.pago antecip. 3.600
Deprec. Acumulada 60.000 C.M.V. 120.000
Reserva legal 12.000 Imóveis 80.000
Reserva estatutária 18.000 Receitas de serviços 20.000
Veículos 30.000 Móveis e utensílios 70.000
Capital ?????? Receitas eventuais 3.600
Despesas de salários 18.000 Mercadorias 160.000
Prejuízos eventuais 3.000 Emprest.Bancário (C.prazo) 20.000

Lançamento a serem efetuados em junho:

1. Contabilizar o aluguel (não pago) de junho/x0: 2.000


2. Apropriar as despesas de seguros: vigência do seguro - de 01/02/x0 até 31/01/x1
3. Constituir a provisão para devedores duvidosos: 3% s/ as duplicatas a receber
4. Contabilizar a depreciação do exercício findo em 30/06/x0: imóveis - 4%,
móveis e utens.- 10%, máquinas - 10%, veículos - 20%
5. Vendeu à vista (via banco) mercadorias pelo valor de 5.000, que custaram 3.000

Pede-se:

1. Apurar o saldo de "Capital"


2. Encerrar as contas de resultados, utilizando-se de "Resultado do Exercício"
3. Após a apuração do lucro, contabilizar o imposto de renda/CSSL (35% s/ o lucro)
4. Transferir o saldo de "Resultado do Exercício"para: R.Legal – 5%; do saldo: R.Estatutária – 35% e
Sócios – 65%
5. Levantar o balanço e a DRE em 31/12/x0
28

3) O balancete da Cia. Ponte em 30/11/x0 era o seguinte:

Caixa 50.000 C.M.V 22.000


Duplicatas a receber 30.000 Duplicatas a pagar 100.000
Mercadorias 180.000 Capital 189.000
Equipamentos 130.000 Títulos a pagar 50.000
Imóveis 30.000 Dep. Acumulada 33.000
Despesas de seguros 2.000 Seg.pago antecip. 10.000
Desp. Depreciação equip. 3.000 Receitas de serviços 65.000
Vendas 80.000
Terrenos 60.000

Operações de dezembro/x0:

1. Compra à vista de mercadorias: 20.000.


2. Venda a prazo de mercadorias por 10.000, sendo o custo de 7.000.
3. Abertura de uma conta bancária (Banco ABC): 15.000.
4. Recebeu uma duplicata de 5.000 através da conta bancária.
6. Pagou uma duplicata através dos recursos em caixa: 2.000.
7. Contabilizou os salários do mês: 25.000.
8. Apropriou para todo o ano as despesas de seguros: a cobertura iniciou-se em set/x0
e vigorará até ago/x1. Até o momento foram apropriados os meses de setembro e
outubro de x0.
9. Provisão para créd.liq.duvidosa: 3% sobre as duplicatas a receber.
10. Depreciação do ano: Imóveis: 4%ªª; equipamentos: 10% ªª . O imobilizado ainda não
foi depreciado em x0, com exceção dos equipamentos, onde parte dessas despesas já
foram contabilizadas.

Pede-se:
1. Elaborar o Balancete do mês de novembro.
2. Lançar as operações de dezembro nos razonetes
3. Apurar o lucro e contabilizar o IR/CSSL (35%).
4. Distribuir o lucro para: R.Legal – 5%; do saldo: R.Estatutária – 35% e Sócios – 65%
5. Elaborar o balanço e a DRE em 31/12/x0.
29

4) Considere as seguintes informações:


• Aumento do capital: 25.000
• Compra de imobilizado (vista): 15.000
• Despesas pagas antecipadamente: 5.000
• Distribuição de dividendos: 14.000
• Duplicatas descontadas: 20.000
• Pagamento a fornecedores: 104.000
• Recebimento de clientes: 180.000
• Venda de imobilizado (vista): 40.000

Na demonstração do fluxo de caixa, pelo método direto, o caixa líquido gerado pelas
atividades operacionais é:

A – 11.000
B – 25.000
C – 76.000
D – 91.000
E – 96.000

5) O balanço da Omega S/A em 31/12/x0 era formado pelas seguintes contas:


Caixa 10.000 Capital 163.506
Bancos - C/Mov. 50.000 Reserva legal 10.108
Duplicatas a receber 100.000 Prov. Créd.Liq. Duvid. 3.390
Adiant. de clientes 15.000 Máquinas 40.000
Duplicatas a pagar 60.000 Prédios 50.000
Emprest.Bancário (L.Prazo) 40.000 Veículos 20.000
Seg. pago antecip. 2.700 Reserva Estatutária 20.538
Mercadorias 90.000
Salários a pagar 3.000 I.R. a recolher 1.158
Adiant. a fornecedores 13.000 Deprec. Acumulada 59.000

O balancete dessa mesma empresa em 31/12/x1 era o seguinte:


Caixa 10.000 Desp. De seguros 800
Bancos - C/Mov. 130.000 Desp. De salários 12.000
Duplicatas a receber 120.000 Juros a pagar 17.000
Emprest.banc. (L.Prazo) 50.000 Reserva legal 10.108
Capital 163.506 Res. Estatutária 20.538
Seg.pago antecip. 4.000 Receitas de serviços 60.000
Juros bancários 30.000 Mercadorias 130.000
C.M.V. 85.000 Deprec. Acumulada 70.000
Máquinas 50.000 Vendas de mercadorias 140.000
Prédios 80.000 Ativo Diferido 20.000
Veículos 15.000 Rec.Diferida 145.000
30

Prov. Créd.Liq. Duvidosa 3.390 Impostos e taxas 6.000


Duplicatas a pagar 75.000 Títulos a receber (L.Prazo) 71.200
Salários a pagar 5.458 Adiant. de clientes 30.000
Depreciação 30.000 Lucro venda ativo 4.000

Pede-se:
1. Encerrar as contas de resultados em 31/12/x1
2. Contabilizar o I.R./CSSL para 31/12/x1 (35% s/ o lucro). Considerar o
lucro contábil igual ao lucro real.
3. Distribuir o lucro líquido após o I.R./CSSL da seguinte forma:
5% - reserva legal, e do
saldo:
10% - reserva estatutária
90% - dividendos
4. Elaborar os balanços, a DRE em 31/12/x1 e a DMPL
5. Elaborar a demonstração do fluxo de caixa (direto e indireto)
6. Elaborar o cálculo e a distribuição do valor adicionado.

Obs.: 1. Considerar os valores constantes na DRE e a seguinte abertura do CMV:


Matéria prima: 30.000; Mão de Obra: 40.000; Outros insumos: 15.000.
2. A empresa vendeu imobilizado por $ 25.000 à vista que custaram
$ 21.000 líquidos.
3. As aquisições de imobilizado foram de $ 75.000 à vista.
31

6) O balancete da Lâmega S/A em 31/12/x1 era o seguinte:

Caixa 6.000 Duplicatas a pagar 75.000


Bancos - C/Mov. 130.000 Desp. de salários 12.000
Duplicatas a receber 120.000 Juros a pagar 17.000
Emprest.banc. (L.Prazo) 50.000 Depreciação - Despesas 30.000
Capital 339.152 Salários a pagar 5.458
Desp. de seguros 800 Receitas de serviços 60.000
Juros bancários - Despesas 30.000 Mercadorias 150.000
C.M.V. 85.000 Deprec. Acumulada 70.000
Máquinas 50.000 Vendas 140.000
Prédios 95.000 Títulos a Pagar (L.Prazo) 30.000
Desp.c/ mat. 6.000 Prov. Créd.Liq. Duvid. 3.390
de escritório
Seg.pago antecip. 4.000 Títulos a receber (L.Prazo) 71.200

Pede-se:

1. Elaborar o balancete preliminar em 31/12/x1


2. Encerrar as contas de resultados em 31/12/x1 (Utilizar "Resultado do Exercício ")
3. Contabilizar o I.R. para 31/12/x1 (35% s/ o lucro)
4. Transferir o lucro líquido após o I.R. /CSSL para: R.Legal – 5%; e do saldo: R.Estatutária
– 35% e Sócios – 65%
5. Elaborar o Balanço e a DRE de 31/12/X1
32

7) O balancete da Cia. Rama em 30/11/x0 era constituído pelas seguintes contas:


Bancos - C/Mov. 10.000 Desp. Juros banc. 5.000
Duplicatas a pagar 40.000 Desp. Salários 7.000
Duplicatas a receber 60.000 Desp. Aluguel 4.000
Veículos 80.000 Receitas de Serv. 10.000
Máquinas 90.000 C/Rec. Cias . Controladas 8.000
Terrenos 10.000 Capital 195.000
Mercadorias 70.000 Reserva Legal 6.000
Vendas 120.000 Reserva Estatutária 15.000
Emprest. Banc. (L.Prazo) 40.000 Salários a pagar 3.000
C.M.V. 85.000

Durante o mês de dezembro, ocorreram as seguintes transações:


Dia 1 - Pagou o prêmio de seguro por 2.400 a vigorar até 30/11/x1
Dia 5 - Constituiu um fundo fixo de caixa no valor de 1.000
Dia 7 - Constituiu a provisão p/ créd.liq.duvidosa: (3% s/ as Duplicatas a Receber)
Dia 9 - As diversas despesas pagas através do fundo fixo de caixa totalizaram 800.
Contabilizá-las e reembolsar o Fundo Fixo de Caixa
Dia 15 - Depreciou os veículos em 20% e as máquinas em 10% (pelo ano inteiro)
Dia 31 - Apropriou as despesas de seguros relativas ao mês de dezembro
Dia 31 - Foram estornados dois cheques no total de 3.000, pagos a fornecedores,
por não terem sido apresentados ao Banco (ambos de 30/06/x0)

Pede-se:
1. Efetuar, sob a forma de razonetes, todos os lançamentos de dezembro
2. Transferir as contas de resultado para "Resultado do exercício" para: R.Legal – 5%; e do
saldo: R.Estatutária – 15% e Sócios – 85%
Obs.: Antes da incorporação supra citada, provisionar o I.R./CSSL do período (35% s/ o
lucro)
3. Efetuar o Balanço e a DRE em 31/12/x0
33

8) O balanço da Omega S/A em 31/12/x0 era formado pelas seguintes contas:

Caixa 10.000 Capital 163.506


Bancos - C/Mov. 50.000 Reserva legal 10.108
Duplicatas a receber 100.000 Prov. Créd.Liq.Duvid. 3.390
Adiant. de clientes 15.000 Máquinas 40.000
Duplicatas a pagar 60.000 Prédios 50.000
Emprest.Bancário (L.Prazo) 40.000 Veículos 20.000
Seg. pago antecip. 2.700 Reserva Estatutária 20.538
Mercadorias 90.000
Salários a pagar 3.000 I.R. a recolher 1.158
Adiant. a fornecedores 13.000 Deprec. Acumulada 59.000

O balancete desta mesma empresa em 31/12/x1 era o seguinte:

Caixa 10.000 Desp. de seguros 800


Bancos - C/Mov. 130.000 Desp. de salários 12.000
Duplicatas a receber 120.000 Juros a pagar 17.000
Emprest.banc. (L.Prazo) 50.000 Reserva legal 10.108
Capital 163.506 Res. Estatutária 20.538
Receitas de serviços 60.000
Juros bancários 30.000 Mercadorias 130.000
C.M.V. 85.000 Deprec. Acumulada 70.000
Máquinas 50.000 Vendas 140.000
Prédios 80.000 Ativo diferido 20.000
Veículos 15.000 Result. Exercício futuro 75.000
Seg.pago antecip. 4.000 Reservas de capital 70.000
Prov. Créd.Liq.Duvid. 3.390 Impostos e taxas 6.000
Duplicatas a pagar 75.000 Títulos a receber (L.Prazo) 71.200
Salários a pagar 5.458 Adiant. de clientes 30.000
Depreciação 30.000 Lucro na Venda de Ativo 4.000

Pede-se:

1. Encerrar as contas de resultados em 31/12/x1


2. Contabilizar o I.R. para 31/12/x1 (35% s/ o lucro)
3. Elaborar o balanço em 31/12/x1 e 31/12/x0 e a DRE em 31/12/x1, transferindo, antes, o
lucro do ano X1, após o IR/CSSL, para:
Reserva Legal: 5%; e do saldo: Reserva Estatutária: 10%; Sócios: 90%.
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES - LEI 11.638
(28-12-2007)

1. DOAR substituída pela DFC (A Cia. Fechada


com PL na data do balanço inferior a R$ 2
milhões não será obrigada à elaboração da
DFC)

2. Inclusão da DVA

3. Escrituração Tributária x Escrituração Mercantil

4. Ativo Permanente:

4.1. Investimentos

A) Custo: Valor do custo menos Provisão p/ perdas


permanentes.
B) MEP: Os resultados da controlada ou coligada
são reconhecidos no momento da sua geração,
independente de serem ou não distribuídos.

(Continua)
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES - LEI 11.638
(28-12-2007)

C) Aplicação do MEP
- Controlada: Mais de 50% do capital votante
- Coligada: Entre 10% e 50% do capital total
a) Influência significativa (depend. Econômica,
tecnológica, eleição de administradores), ou
b) Participação de 20% ou mais do capital votante

4.2) Imobilizado

- Incluem-se bens juridicamente não pertencentes à


entidade (Leasing financeiro)

(Continua)
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES - LEI 11.638
(28-12-2007)

4.3) Intangível

- Bens incorpóreos (marcas, patentes, concessões,


ágio por conta de expectativa de rentabilidade futura
– fundo de comércio – “goodwill”)

- Pesquisa e Desenvolvimento:
Intangível somente quando demonstrada a
viabilidade técnica e comercial dos produtos e,
recursos suficientes para produção e
comercialização. Caso contrário, são
contabilizados como despesas.
(Continua)
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES - LEI 11.638
(28-12-2007)

4.4) Diferido
Somente despesas pré-operacionais ativáveis e gastos
de restruturação que provocarem aumento no resultado
futuro por aumento de receitas e não por redução de
despesas. A MP 449/08 eliminou esse grupo. As
empresas devem estornar o saldo ou amortiza-lo
normalmente.

5. Ajuste a valor presente


Base: Fluxos futuros descontados a valor presente.
Essa regra abrange todos os elementos do ativo e
passivo de longo prazo, bem como os demais ativos e
passivos, quando ocorrer efeito relevante.

(Continua)
6. Prêmios na Emissão de Debêntures
• Antes era contabilizado como Res.Capital
• Agora deverão transitar pelo resultado.
• Deverão ser incluídas N.E. à respeito.

7. Testes de recuperabilidade do imobilizado e intangível

• Registrar perdas do valor do capital aplicado quando:


• Interrupção de atividade;
• Não produzirão resultados p/ recuperação desse
valor.
• Necessidade de ajustes dos critérios utilizados na
determinação da vida útil econômica e cálculo da
depreciação, exaustão e amortização.
• Base de cálculo: Valor presente dos fluxos de caixa
futuros que deve ser, no mínimo, igual ao valor de custo
dos ativos.

(Continua)
8. Ajuste de Avaliação Patrimonial

Registra valores que, já pertencentes ao PL, não


transitaram ainda pelo resultado do exercício, mas,
o farão no futuro.

a) Valor de mercado do investimento disponível


para venda.
b) Valor de mercado dos ativos e passivos em
reorganização societária (transformação, fusão,
incorporação e cisão) realizada entre partes
independentes e vinculadas à transferência de
controle.
c) Variações cambiais de investimentos
permanentes em entidades no exterior, até a sua
alienação.
9. Investimentos Temporários

9.1. Aplicações destinadas à negociação imediata.


Devem estar disponíveis para venda e
ajustados a valor de mercado.

9.2. Aplicações disponíveis para venda futura


Devem estar disponíveis para venda futura e
avaliadas a preço de mercado (“fair value”), onde a
contra-partida do Investimento será “Ajuste de
Avaliação Patrimonial”.
10. Exclusões do PL
Excluídas as Reservas de Reavaliação, de Prêmio
por emissão de debêntures e por doações e subvenções.

10.1. Res. Reavaliação


Não poderá ser efetuada nova reavaliação de
ativos. Os saldos deverão ser estornados até 31/12/2008
ou realizados na época oportuna. (depreciação ou
venda).

10.2. Prêmio por emissão de debênture


(Vide ítem 6)

10.3. Doações e subvenções


Registro no resultado do exercício ou REC.DIF. e
não mais diretamente no PL.
É facultada a criação de reserva de incentivos
fiscais até o montante do valor das doações e
subvenções registradas no exercício.
D – Ativo Permanente; D – Resultado
C – Resultado C – L.Acum.;

D – L.Acum.
C – Res. Incent. Fiscal
11. Investimentos a serem resgatados no vencimento

a) Valor original ajustado por correções, variações


cambiais e juros.
b) Quando o somatório de a) for superior ao valor de
mercado deve ser considerada a Provisão p/ perdas.

D – Despesa (Perda c/ investimentos)


C – Prov. p/ perda c/ investimento

12. Todo o lucro do exercício deverá ser distribuído


(Extinção de saldo na conta de Lucros Acumulados)

13. Extinção de “Partes Beneficiárias”.

14. A lei 11.638 é aplicada às sociedades por ações e de


grande porte (Ativo superior a R$ 240.000.000 ou
Receita Bruta anual superior a R$ 300.000.000.