SOTERIOLOGIA
SOTERIOLOGIA
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO...................................................................................................................................................... 2
DEFINIÇÃO .......................................................................................................................................................... 2
A CONDIÇÃO PRIMÁRIA DO HOMEM ........................................................................................................... 3
O MOTIVO DA SALVAÇÃO............................................................................................................................... 4
A PROMESSA DA SALVAÇÃO ......................................................................................................................... 5
O CUMPRIMENTO DA SALVAÇÃO ................................................................................................................. 6
O COMPROMISSO DA SALVAÇÃO ................................................................................................................. 7
1. Quanto a parte de Deus: ................................................................................................................................. 7
2. Quanto a parte do homem: ............................................................................................................................. 7
3. A justiça aplicada no pacto da salvação: ........................................................................................................ 7
A DOUTRINA DA ELEIÇÃO NA SALVAÇÃO................................................................................................. 8
Arminianismo ..................................................................................................................................................... 8
Calvinismo.......................................................................................................................................................... 9
Condicionalismo............................................................................................................................................... 10
Luteranismo...................................................................................................................................................... 11
Objetivismo Limitado....................................................................................................................................... 12
A IMPORTÂNCIA DA EXPIAÇÃO NA SALVAÇÃO..................................................................................... 12
1. Teoria da Identificação ................................................................................................................................. 13
2. Teoria da Substituição .................................................................................................................................. 13
3. Teoria do Resgate ......................................................................................................................................... 13
4. Teoria Governamental .................................................................................................................................. 13
5. Teoria da Influência Moral........................................................................................................................... 13
ORDO SALUTIS (Ordem da Salvação) .............................................................................................................. 14
1. Teoria Supralapsoriana................................................................................................................................. 14
2. Teoria Sublapsoriana ou Infralapsoriana...................................................................................................... 14
3. Teoria Sublapsoriana da Expiação Limitada................................................................................................ 15
4. Teoria Bíblica da Ordem da Salvação .......................................................................................................... 15
A SALVAÇÃO E A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO........................................................................................ 24
A PROPAGAÇÃO DA SALVAÇÃO ................................................................................................................. 25
AS CONSEQÜENTES BÊNÇÃOS DA SALVAÇÃO ....................................................................................... 26
A CERTEZA DA SALVAÇÃO........................................................................................................................... 26
CONCLUSÃO...................................................................................................................................................... 26
CITAÇÕES BÍBLICAS ....................................................................................................................................... 27
SOTERIOLOGIA
INTRODUÇÃO
O termo soteriologia foi um termo criado no século XIX para referir-se à Teologia da
Salvação. Portanto, passou a representar a parte da Teologia que trata da salvação do pecador,
sua restauração, o favor divino na sua vida e a íntima comunhão que passa a desfrutar com
Deus.
Historicamente, esse estudo tem sido dividido em dois segmentos: a Soteriologia
Objetiva, que se baseia na da obra remidora de Cristo e a Soteriologia Subjetiva, que aborda a
obra do Espírito Santo na vida do homem. O qual concretiza no individuo a missão de Cristo.
Enquanto disciplina do currículo teológico, a Soteriologia disserta sobre temas como o
propósito de Deus para salvar; a pessoa e obra do Redentor; a aplicação da redenção mediante a
operação do Espírito Santo nos corações e nas vidas dos seres humanos; a expiação do sangue
de Cristo, as operações da graça divina, o destino final do homem; que é a sua transformação
segundo a imagem de Cristo e a sua glorificação.
Estudar Soteriologia é algo sublime, pois denota o amor que Deus tem pela sua criação e
em especial com toda a humanidade. Deus poderia ter deixado o ser humano a sua sorte, mas
preferiu ter um plano de salvação e nós estaremos abordando este plano.
DEFINIÇÃO
Soteriologia é a união entre dois termos gregos “Soteria” que significa Salvação e
“Logia” que significa Estudo. Portanto Soteriologia é o Estudo da Salvação.
Termo em grego: “Sotéria” (cura, libertação, redenção, remédio, salvação, bem estar).
“Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é
escravo do pecado” (Jo. 8:34). O termo “escravo” significa estar cativo debaixo de
poder absoluto, por compra, herança ou por guerra. O termo “pecado” significa
transgressão da lei divina;
“E, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm. 6:18);
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a
morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm.
5:12). A morte espiritual é um tanto análoga à morte física. A morte física é a separação
entre o corpo e o espírito, quando o espírito abandona o corpo, o corpo morre. Da mesma
forma, quando o espírito se separa de Deus, o espírito morre; da mesma maneira que o
corpo sem o espírito está morto, o espírito sem Deus também está morto. Separado de
Deus, o homem está morto espiritualmente e impossibilitado, de tomar a iniciativa da
salvação;
“Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia,
esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as
árvores do jardim” (Gn. 3:8). A conseqüência da queda de Adão foi a exclusão da
presença de Deus. Isto é, Deus já não andava com Adão no Éden;
“Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos
pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is. 59:2)
Pecado – as Escrituras nos mostra que o pecado pode ser dividido em duas classes, a
saber:
Pecado por Comissão: É o ato que não atende a uma condição já imposta, em outras
palavras, é fazer o que Deus proíbe.
Pecado por Omissão: Ato ou efeito de omitir, deixar de fazer, ou seja, é deixar de fazer o
que Deus manda.
Vós que amais o Senhor, detestai o mal; ele guarda a alma dos seus santos, livra-os da
mão dos ímpios (Sl. 97:10). A salvação não terá sentido se a relação com pecado não for de
repúdio. Não pode mais existir interesse no homem com a iniqüidade. “Esse é um dos fatores
essenciais do arrependimento. É inseparável da mudança de pensamentos já referida, pois essa
mudança de pensamentos se dá à luz do pecado, porque o pecado é visto como grande mal.
Considerado sob essa luz, toma-se objeto de repugnância. Nesse ponto, coincidem o
Arrependimento e a Regeneração; o ódio ao pecado se encontra entre os impulsos primários
da regeneração; e não pode ser abstraído do arrependimento sem alterar seu caráter. O
pecador arrependido odeia o pecado e os pecados dos quais se arrepende; o pecado que é a
depravação ou corrupção de natureza, e os pecados que são as transgressões incitadas pela
natureza pecaminosa. O pecado não é realmente odiado enquanto não é odiado em todas as
suas formas: em suas operações internas e suas manifestações externas. O pecado é aquela
causa abominável que Deus aborrece e odeia, e toma-se o objeto do ódio do pecador
arrependido” (Pendleton).
O MOTIVO DA SALVAÇÃO
mas o Dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm. 6:23). A
melhor palavra que encontramos para exprimir a condição do homem natural é a palavra
“MORTO”. Mas isto não quer dizer que por estar o homem espiritualmente morto deixa de
existir, ou de agir de qualquer maneira; não, absolutamente. O homem morto espiritualmente
age, mas age no erro. O morto vive no erro” (A. B. Langston). Somente Deus, através da obra
redentora de Seu filho, Jesus Cristo, poderá devolver a vida espiritual ao homem. Por si só o
homem não se salvará, ao contrário, cada vez mais tomará mais evidente a condição de sua
morte. Entretanto, para a felicidade humana, o estado de morte no homem não alterou o amor
de Deus, assim sendo, é em nome desse amor que o homem obtém novamente a vida: “Porque
Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele
crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16).
A PROMESSA DA SALVAÇÃO
Uma promessa é uma declaração de uma pessoa para a outra que alguma coisa vai ou não
vai ser feita. As boas novas de salvação que conhecemos tão bem em João 3:16, tem o início
com a primeira promessa do evangelho feita a Adão e Eva no Jardim do Éden imediatamente
após a queda (Gn. 3:158). Promessas subseqüentes são a aliança que Deus fez com Abraão (Gn.
12, 15 e 179) e com Davi (II Sm. 7:110) seguida da promessa de uma nova aliança (Jr. 31:31-
4011), continuando sua divulgação no decorrer dos tempos pelos servos de Deus nos dois
Testamentos. No capítulo 53 do livro do profeta Isaías, tem uma visão mais clara de como seria
esta salvação e seus efeitos. O estilo da pregação de Isaías e o tipo de seu ministério, foi um
verdadeiro prenúncio de como seria o ministério do Messias Salvador (Is. 61:1-212).
Em Jeremias 31, foi prometido que em dias futuros o Senhor faria uma nova aliança com
a casa de Israel e com a casa de Judá. O conteúdo dessa aliança reenfatiza e extende as
promessas básicas das alianças anteriores. Aparentemente, a nova aliança de Jeremias é para ser
vista como uma reafirmação da mesma promessa básica incluída nas alianças Abraônicas e
Davídicas. A nova aliança foi inaugurada com a primeira vinda de Cristo, e os que crêem em
Cristo são agora recebedores pelo Espírito Santo das bênçãos da nova aliança (Hb. 8:6-1313). A
realização final e completa dessas bênçãos espera o retorno de Cristo, o estabelecimento
completo do seu reino na sua forma externa e final, e a vida nos novos céus e novas terras.
Os escritores sagrados do Novo Testamento se referem às promessas Velho Testamento
de uma maneira que indica que eles não viam essas promessas como sendo afirmações
separadas e isoladas, mas sim porções de uma promessa unitária que são realizadas no final em
Cristo (Lc. 1:54-5514, Lc. 69-73; II Co. 1:2015). Jesus é a realização das promessas feitas aos
patriarcas e a Davi, e essas promessas são para ser vistas conseqüentemente como tendo ele
como o único ponto focal. Nos livros de Gálatas e Efésios, Paulo desenvolve uma idéia mais
detalhada dizendo “a saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-
participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho;” (Ef. 3:6). Inclusive, Paulo
fala que os gentios que confiavam em Cristo são descendentes de Abraão e herdeiros conforme
a promessa (Gl. 3:2916), e ele vai mais longe igualando o evangelho com a promessa dada a
Abraão quando ele fala “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os
gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos” (Gl.
3:8). Esses e outros textos no Novo Testamento estabelecem a ligação forte entre a vinda de
Cristo e o cumprimento da promessa. As promessas de Deus acham o seu ponto de
convergência em Cristo e em tudo que ele fez e ainda fará para o seu povo.
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No que diz respeito da promessa no Novo Testamento à vinda do Espírito Santo. Paulo se
refere aos crentes como sendo selados com o Espírito Santo prometido (Ef. 1:1317), e como
recebendo a promessa do espírito (Gl. 3:1418). O dom do Espírito Santo não é somente o
cumprimento de uma promessa do Novo Testamento conforme vemos o que o profeta disse em
Isaías 32:1519, e de Cristo em si (Lc. 24:4920), mas é também uma promessa de algo no futuro.
Paulo fala da presença do Espírito Santo dentro do que crê como uma garantia da herança (Ef.
1:1421). Por fim, temos que ter a certeza da garantia da segunda vinda de Cristo e o
estabelecimento dos novos céus e das novas terras (II Pe. 3:4-1322).
O CUMPRIMENTO DA SALVAÇÃO
Devemos ter em mente que, “se Deus não tomasse a iniciativa não haveria salvação da
criatura, ninguém seria salvo” (A. B. Langston).
No Velho Testamento a lei e os profetas foram instituídos por Deus como veículos para
que o homem soubesse da vontade do Senhor. Esta promessa messiânica (Is. 52:13-1523) teve
seu cumprimento com o nascimento e morte do Messias enviado por Deus, o Senhor Jesus
Cristo (Lc. 1:30-3324, Lc. 23:26-46). Jesus mesmo afirmou o cumprimento da profecia em seu
ministério (Lc. 4:17-2125). “Baseando-nos na mediação de Cristo, temos alguma evidência de
que Deus se torna ativo, procurando a salvação do homem? Se na verdade Deus trabalha por,
e em favor das almas dos homens para salvá-las, qual é seu modo de agir? Por certo tais
perguntas, para nós, são de relevante importância e a resposta a elas, temos que buscá-las nas
Escrituras e somente nelas. Fora da revelação que Deus se dignou fazer-nos na sua Palavra,
acerca do seu modo de operar pela salvação humana, nada encontramos que a tal se refira.
Porém na Palavra de Deus, achamos exposto claramente, tanto o fato de age para salvar o
homem, como o modo pelo qual age para conseguir tão glorioso desiderato” (E. C. Dargan).
A salvação se cumpriu através da morte e ressurreição de Cristo, mas como isso ocorreu?
Vejamos os efeitos da morte de Cristo:
Substituição. Cristo morreu no lugar dos pecadores; “Em lugar de...”; “Em benefício
de...” (II Co. 5:2126; I Pe. 3:18; Mt. 20:2827).
Propiciação. Cristo é a propiciação pelos nossos pecados, Ele se deu para que os nossos
pecados fossem perdoados. Por qual meio? Através do seu sangue (Rm. 3:2530).
Fim da Lei Mosaica. Com a morte e ressurreição de Cristo a lei mosaica ficou sem
sentido, pois Ele pagou por todos os nossos pecados (Rm. 10:431; Cl. 2:1432; II Co. 3:7-
11).
Remoção dos pecados anteriores à cruz. Todos os pecados foram perdoados (Rm.
3:2535)
Com isso a humanidade passou a ter a possibilidade de uma vida de santidade através do
poder dominador do Espírito Santo de Deus.
O COMPROMISSO DA SALVAÇÃO
A salvação envolve ação por parte de Deus e ação por parte do homem, ambos ter a sua
parcela neste pacto, neste compromisso, que partiu de Deus para com o homem:
A parte de Deus já foi cumprida. A promessa foi dada, o Filho a cumpriu em todos os
seus aspectos; o perdão foi possível, e o lugar no céu está reservado para o homem (Jo. 14:236).
“A soberania de Deus relativamente à salvação do homem significa que é Deus quem torna a
iniciativa da realização da obra. Assim, na criação, como na redenção precisamos empregar
as palavras do livro de Gênesis: No princípio criou Deus. O motivo, o método e o fim da
salvação do homem se explicam na natureza de Deus. A iniciativa está com Deus e não com o
homem. Se Deus não tomasse a iniciativa na salvação da criatura, ninguém seria salvo. A
soberania de Deus, com respeito à salvação do homem, é simplesmente a sua iniciativa,
tomada em virtude da sua natureza, com o fim de salvar a humanidade” (A. B. Langston).
Ao homem, cabe acreditar, aceitar ou ter fé nesta promessa, se arrepender, daí, regenerar-
se para um processo de santificação que culminará com a glorificação concedida por Deus.
“Não é demais afirmar que o concurso do homem é absolutamente necessário. Deixando ele de
agir em seu próprio favor, não poderá obter a graça divina. Essa necessidade é inerente à
própria natureza do homem como um ser moral e responsável, dotado de livre arbítrio; esta
verdade é reconhecida e atestada pelas Escrituras, de princípio a fim” (E. C. Dargan).
Aos olhos do homem, pode parecer, até certo ponto, injustiça, o fato de Deus perdoar
aqueles que levaram uma vida tão pecaminosa, fazendo com que muitos até hoje sofram os
crimes praticados por tais delinqüentes. Para muitos, a idéia de um criminoso assassino,
estuprador, ou praticante de qualquer outro tipo de crime violento, poder ser considerado digno
de alcançar o reino dos céus, é inaceitável, principalmente por aqueles que foram vítimas desses
atos. Sem dúvida, nenhum juiz iria absolver ou diminuir a pena de um criminoso que
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confessasse estar arrependido diante de um tribunal. Porém, com relação a justiça divina, a
questão é diferente, pois, Deus irá considerar a sinceridade no interior do coração; se o
arrependimento for verdadeiro, as iniqüidades do transgressor serão perdoadas e ele obterá o
direito de entrar no reino do Deus e desfrutar a vida eterna: “Se confessarmos os nossos
pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I Jo.
1:9). A justiça de Deus é bem diferente da avaliação da justiça humana. Um coração
arrependido pode não ter valor para o homem, mas, é o requisito único para ganhar o perdão de
Deus. Não há nenhum tipo de condenação para aqueles que entregam seu coração a Jesus:
“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm. 8:1). Não
há pecado diante de Deus que não possa ser perdoado: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o
Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a
neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Is. 1:18). A
avaliação de Deus para exercer justiça é bem diferente das considerações do julgamento do
homem. Ao homem que cai ou comete erros, em termos de transgressão das leis terrenas, lhe é
imposto punições – não existe o perdão, mesmo que arrependido, o que existe é o cumprimento
de penas de acordo com a gravidade de seus pecados ou crimes. Os métodos de Deus para
absolver o pecador são diferentes e perfeitos: Deus sabe que o coração humano pode mudar
para melhor, mesmo que muitos não aceitem isso. Deus ama o pecador e não os seus pecados, e
lhe dá a chance que a justiça terrena não lhe daria.
É possível alguém que aceitou a Cristo como salvador cair da graça? Os que seguem a
doutrina de Calvino dizem que não e os que seguem a de Armínio dizem que sim. Além desses
existem outros conceitos que são importantes para o estudante de Teologia. A doutrina da
eleição não é uma especificidade da teologia reformada, mas uma doutrina comum a toda a
cristandade. Embora com enfoques diferentes, a maior parte das denominações evangélicas tem
a sua própria teoria sobre a doutrina da eleição. Apresentaremos, a seguir, algumas das
diferentes concepções sobre a doutrina da eleição as quais representam, em si mesmas, as
leituras e interpretações de diferentes grupos religiosos. Não estaremos dizendo que A ou B está
certo, por ser uma questão mais doutrinária do que teológica, estaremos apenas nos atendo na
apresentação destes conceitos para o seu conhecimento. Estudemos então estas doutrinas:
às obras e atitudes humanas, dando a entender que Deus disponibiliza a salvação para o homem,
cabendo a ele aproveitá-la. Na sua opinião, a expiação de Cristo é uma oblação (oferta) e
satisfação pelos pecados do mundo inteiro, ou seja, pelos pecados de cada indivíduo que
compõe a raça humana. Os arminianistas também negam que a culpa do pecado de Adão é
imputada a todos os seus descendentes, e que o homem é por natureza totalmente depravado e
impotente para fazer algum bem espiritual. Embora afirmem que a natureza humana está
corrompida e deteriorada devido à queda, também argumentam que o homem pode, por
natureza, fazer o que é espiritualmente bom e voltar-se para Deus, mas devido as suas
tendências ao mal, perversidade e pecaminosidade da sua natureza. Deus o auxilia através da
sua graça suficiente que é oferecida a todos os homens a fim de capacitá-los a alcançar a
plenitude das bênçãos espirituais e. por último, a salvação. Com o aparecimento do metodismo
preconizado por João wesley (1703-1791), que era amigo pessoal do calvinista George
Whitefield (1714-1770), o arminianismo começou a apresentar sinais de dissidência. Segundo
Berkhof “os chamados wesleyanos ou arminianistas evangélicos não concordam totalmente
com o arminianismo do século XVII. Embora sua posição demonstre mais afinidade com o
calvinismo que o arminianismo original, não deixa de ser inconsistente”. No dizer de Berkhof
os wesleyanos admitem que a culpa do pecado de Adão é imputada a todos os seus
descendentes, mas ao mesmo tempo sustenta que todos os homens estão justificados em Cristo
e que esta culpa é eliminada por si só no ato do nascimento. Também admitem a depravação
moral do ser humano em seu estado natural, mas enfatizam que não existe homem em tal estado
visto que há uma aplicação universal da obra de cristo por meio do Espírito Santo, mediante a
qual o pecador está capacitado a cooperar com a graça de Deus. O arminianismo evangélico
enfatiza a necessidade de uma obra sobrenatural da graça (mais que física) para renovar e
santificar o pecador. Alem disso, ensina a doutrina da perfeição cristã ou da santificação
completa na vida presente. Este é o tipo mais comum de arminianismo encontrado na Igreja
Metodista e em outros grupos evangélicos, especialmente, em muitas igrejas da atualidade que
não têm denominação. Para o arminianismo a vontade de Deus é que todos os homens sejam
Salvos, porque Cristo morreu por todos:
“O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento
da verdade” (I Tm. 2:4). As Escrituras ensinam uma predestinação, mas não
individual. Ele predestina a todos os que querem ser salvos;
“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tt. 2:11).
O homem pode escolher aceitar a graça de Deus, ou pode resistir-lhe e rejeitá-la. Seu
direito de livre arbítrio sempre permanece.
Calvinismo: Ensina que a base da eleição é a vontade soberana de Deus. Este ponto de
vista é sustentado pelos presbiterianos, pelos reformados, pelos batistas particulares da
Inglaterra, pelos metodistas de Gales, e outras denominações, sendo também a doutrina
ensinada nos Trinta e Nove Artigos da Igreja Anglicana. A opinião de Calvino está expressa na
sua obra “As Institutas”. Ali. ele se posiciona contra os adeptos do livre-arbítrio. Critica a
inconveniência da própria expressão “livre-arbítrio”, e usa o termo grego ethelódoulos
(escravo por querer; escravo por vontade), mostrando que a vontade humana está amarrada ao
pecado. Para Calvino, o ser humano está privado de liberdade da vontade e reduzido a mísera
servidão, em contraste com a visão dos filósofos amigos que afirmavam que a vontade humana
é livre e soberana. Calvino Também critica os patrísticos que aderiram a visão sinergistica. Ele
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cita negativamente a declaração de Crisóstomo que disse: “[...] Deus pôs em nosso poder o
bem e o mal, deu-nos o livre-arbítrio da escolha e, quando não queremos, não nos força,
quando, porém, queremos, abraça-nos”. Calvino discorda dessa afirmação, e se apóia em
Agostinho e outros patrísticos para fortalecer seus argumentos contra o livre-arbítrio para a
salvação e defender a soberania absoluta de Deus na salvação através da eleição. Calvino
também faz uma exposição da doutrina da eterna eleição, pela qual Deus predestinou alguns
para a salvação e outros para a perdição. Ele diz: “Chamamos predestinação o eterno decreto
de Deus pelo qual houve em si por determinado que acerca de cada homem quisesse acontecer.
Pois, não são criados todos em igual condição: pelo contrario, a uns é preordenada a vida
eterna, a outros a eterna danação. Portanto. como criado foi cada qual para um ou outro
desses dois fins, assim o dizemos predestinado ou para a vida ou para a morte”. Calvino
afirma que a Escritura mostra claramente que Deus, no seu eterno e imutável desígnio,
determinou, de uma vez por todas, salvar aqueles que há muito “quereria receber para sempre
á salvação”, e condenar aqueles que há muito “quereria devotar à perdição”. Segundo ele,
Deus estabeleceu a vocação como o testemunho da eleição, a justificação como o sinal da
manifestação da eleição, e a glorificação como marco da consumação da eleição. Fica claro,
portanto, no dizer de Calvino, que “fomos eleitos para sermos salvos, não porque somos
santos; para praticarmos as boas obras, não pelas nossas boas obras; para conquistarmos
méritos, não pelos nossos méritos”. A evidência imediata da nossa eleição para a salvação é a
vocação eficaz. Para o calvinismo a salvação é inteiramente de Deus; o homem absolutamente
nada tem a ver com a sua salvação:
Condicionalismo: Esta teoria era defendida pelos adeptos ao socianismo (movimento que
surgiu em resultado do trabalho e influência de Laélio e Fausto Socínio, que se desviaram dos
ideais do protestantismo), os quais afirmavam que Deus não pode saber previamente as ações
incertas dos homens. Acreditam que a eleição está inteiramente condicionada a fé e uma vida
de santidade. O decreto de Deus determina apenas salvar o crente e condenar o descrente,
recompensar o justo e punir o injusto. Deus determina somente o que salvar, porque salvar,
onde salvar e como salvar, mas não determina quem será salvo. A condição do decreto é
satisfeita pela vontade indeterminada do homem. As maiores inconsistências desta teoria
indicadas pelos estudiosos são:
Se alguma coisa é indeterminada não pode ser prevista. Uma eleição que depende das
condições humanas perde totalmente o sentido de soberania divina e, portanto. os eleitos
escapam ao conhecimento de Deus;
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Nega a doutrina da eleição absoluta, mas admite que existe eleição embora não exista
nada em nós mesmos que seja a causa da eleição;
Ensina a inabilidade espiritual do homem e que o Espírito Santo e o único agente da
regeneração; mas que a graça de Deus pode ser eficazmente resistida;
Os salvos não resistem, mas os perdidos resistem eficazmente a graça oferecida.
Por causa da queda, o ser humano ficou sob a escravidão do pecado. Isto o destituiu da
liberdade da vontade (livre-arbítrio) ou liberdade de decisão;
Com os seus poderes naturais e sem o auxilio da graça, o ser humano não pode decidir-se
em favor de Cristo;
O primeiro objetivo da graça é restaurar a liberdade da vontade de modo que o ser
humano possa decidir-se por Cristo;
Objetivismo Limitado: Esta doutrina não enfatiza a base ou condição do decreto em si,
mas a sua extensão, o foco não é o decreto, mas a quem se destina. Acredita que o decreto de
Deus na eleição restringe-se a grupos étnicos ou nações que adquirem o conhecimento do
evangelho e passam a ter acesso aos seus privilégios externos. O arcebispo Whately, simpático
a esta teoria, declarou certa vez que “eleição é a escolha de certos indivíduos para o privilégio
de serem membros da igreja externa e de gozarem os meios de graça” (Clark, 1985). John
Milton corroborava a idéia de que “não há predestinação ou eleição particular, mas apenas
geral”. Ele rejeitava vigorosamente a predestinação calvinista e defendia ardorosamente a idéia
do livre-arbítrio humano. Para ele, o livre-arbítrio é um dom de Deus, e não apenas um dote
natural. O livre-arbítrio é um dom da graça divina, que disponibiliza a salvação ao alcance de
todos. Como a liberdade era um tema importante na época de Milton, ele se faz presente tanto
na sua poesia como na sua teologia. Milton defendia a idéia de que somente através da
verdadeira liberdade um homem pode obter um caráter humano bem formado. Para isso, o
homem deve experimentar tanto o bem quanto o mal, aprendendo a escolher o bem e a rejeitar
o mal.
sacrifício vicário, isto é, sofreu em nosso lugar porque a queda violou a justiça de Deus e
tornou-nos merecedores do justo castigo. Estávamos inabilitados para fazer qualquer ato em
nosso favor. Mas Cristo cumpriu, através da expiação, a exigência da lei de Deus que era
requerida de todos nós. Vejamos as principais teorias vertentes sobre a Expiação:
1. Teoria da Identificação. Cristo identificou-se de tal maneira com os seres humanos que
estes são totalmente aceitos por Deus em Cristo. Não é necessário exigir nada mais das
pessoas, nem mesmo o arrependimento, pois, em Cristo, todas as imperfeições humanas
foram esquecidas;
3. Teoria do Resgate. Esta teoria era ensinada pelos principais teólogos patrísticos,
principalmente Irineu, Orígenes, Atanásio e Agostinho. Segundo esta teoria, satanás
venceu a humanidade através de Adão e escravizou sua descendência. Cristo venceu
satanás e libertou a humanidade da escravidão. para libertar a humanidade, Cristo
ofereceu-se a si mesmo para resgate a satanás, que aceitou o oferecimento. Mas Cristo
quebrou as cadeias de satanás porque não havia pecaminosidade em Cristo para que
satanás pudesse retê-lo. O direito de satanás sobre a humanidade baseava-se na
pecaminosidade humana, mas quando satanás efetuou a morte de Cristo, ele assumiu
direitos que não eram seus e, como castigo, foi destituído de seus direitos sobre a
humanidade;
4. Teoria Governamental. Esta teoria argumenta que Deus como governador moral não
poderia permitir que o pecado ficasse sem punição. Para mostrar seu descontentamento
com o pecado e avisar os impenitentes de que não podiam escapar, ele infligiu seu
castigo sobre Jesus Cristo. Deus é amor e não julga o pecado como algo que ultraja a sua
santidade pessoal, mas como algo que vai de encontro à sua relação governamental com
a humanidade. Desta forma, nenhuma penalidade é sofrida por algum substituto, e o
pecador penitente é perdoado por um ato de compaixão divina. A expiação tem um
significado puramente simbólico e didático;
5. Teoria da Influência Moral. Esta teoria era defendia pelos socinianos e foi
modernamente ampliada por Horace Bushnell e W. Newton Clarcke. Ela nega o efeito
expiatório da morte de Cristo na remoção do pecado. Afirma que a expiação não visa
apresentar uma reparação diretamente a Deus, mas é dirigida tão somente a humanidade.
Cristo não é um sacrifício expiatório nem um substituto do homem, não sofreu nenhuma
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penalidade, não ofereceu satisfação a justiça divina. Ele é um mestre, um exemplo e uma
manifestação do amor divino. Ele não nos salva pela Sua morte, mas pela Sua vida. O
sacrifício de Cristo exerce apenas uma influência moral sobre as pessoas que observam e
imitam o seu exemplo.
1. Teoria Supralapsoriana. O termo deriva-se das palavras supra (por cima, acima, em
cima, no alto) mais lapsus (escorregar, desequilibrar-se, cometer uma falta, um erro).
Como o próprio termo indica, essa teoria coloca o decreto da eleição acima, ou antes, do
decreto que permitiu a queda. Esta teoria era defendida por Teodoro Beza. Ele afirmava
que o decreto divino na eleição antecedeu à queda no pecado. Alguns estudiosos se
dividem quanto ao problema da reprovação, pois uns dizem que a mesma é ativa, dando
a entender que Deus condena ativamente a perdição, àqueles que não foram eleitos para a
salvação, mas escolhidos ativamente para a perdição. Outros afirmam que a reprovação é
passiva, isto é, não haveria qualquer decreto divino para a perdição. Deus simplesmente
nada faria em relação aos não-eleitos. deixando-os enfrentar os resultados naturais dos
seus pecados. A proposta desta teoria é que a ordem seria a seguinte:
Criar;
Permitir a queda;
Prover a salvação suficiente para todos.
3. Teoria Sublapsoriana da Expiação Limitada. Essa teoria defende que tendo o decreto
da provisão da salvação referência específica, e única aos eleitos, é limitado em seu
propósito e efeito. Esta teoria situa o propósito da salvação dentro do propósito da
aplicação e realização. Isto é, Deus resolveu fazer exatamente aquilo que ocorre. Se a
expiação é limitada em sua aplicação, foi Deus que resolveu que assim fosse, sendo ela,
portanto, limitada em seu propósito. O propósito de Deus deve corresponder ao
acontecimento, pois do contrário seu propósito fracassaria. Aquilo que chamamos de
expiação limitada, na verdade, é “expiação infinita” se analisarmos o seu valor em si
mesmo. Em sua suficiência, a expiação é capaz de aplicação universal. O propósito de
Deus abrange tudo o que a expiação pode alcançar, embora sua aplicação seja limitada
àqueles que na sábia escolha de Deus, são os recebedores de sua graça eficaz. A ordem
seria neste caso, a seguinte:
Criar;
Permitir a queda;
Eleger alguns;
Prover salvação para os eleitos.
4. Teoria Bíblica da Ordem da Salvação. A Ordo Salutis descreve o processo pelo qual a
obra de salvação é realizada em Cristo. É concretizada objetivamente nos corações e vida
dos pecadores. Visa a descrever, em sua ordem lógica e também em sua interrelação, os
vários movimentos do Espírito Santo na aplicação da obra de redenção. A ênfase não
recai no que o homem faz, ao apropriar-se da graça de Deus, mas no que Deus faz, ao
aplicá-lo. Pode-se levantar a questão sobre se a Bíblia alguma vez indica uma Ordo
Salutis definida. A resposta é que, embora ela não nos dê explicitamente uma ordem da
salvação completa, oferece-nos base suficiente para a referida ordem. Nesta ordem
proposta, os quatro primeiros aspectos do processo da salvação, se dão
momentaneamente no ato do novo nascimento ou conversão. Quando alguém aceita
Cristo como único salvador pessoal este processo tem que, obviamente, envolver fé.
Primeiro a pessoa crê na Palavra de Deus, se arrependendo no ato em que resolveu ceder
ao convite de Jesus; Deus imediatamente o justifica, e a partir daí, a pessoa começa a
viver um novo tipo de vida: um viver regenerado. Sem fé, é impossível o homem se
arrepender. Em dado momento ele tem que crer para sentir o desejo de mudança em sua
vida. Sendo assim, a regeneração é o resultado da fé e do arrependimento. A justificação
é a consideração vinda de Deus no ato de não nos imputar as nossas culpas. A partir
então deste novo nascimento, começa um processo de santificação que irá durar até a
hora da vinda de Cristo, quando ressuscitará o nosso corpo terreno, em estado glorioso.
A isto chamamos de glorificação (Fp. 3:20-2137). A odem completa que apresentamos é a
seguinte:
Estaremos abordando esta teoria baseada na obra de Louis Berkhof, com a inclusão de
outros autores reformados e estaremos apresentando esta proposta de forma ampla e
explicativa:
1. Chamado:
Geralmente nós temos dois aspectos do chamado. Um é conhecido como Chamado Geral
ou Externo e o outro é o Chamado Eficaz ou Interno:
Chamado Geral: É designado pelos teólogos como vocatio realis. Este é um chamado
que vem a todas as pessoas através da natureza e da história. Estas duas coisas apontam
para a existência de um Criador, sem, contudo mostrar o caminho da salvação ou as
obras de Cristo (Sl. 19; Rm. 1:19-2142);
Chamado Eficaz: É designado pelos teólogos como vocatio verbalis. A sua definição
poderia ser: “O ato bondoso de Deus por meio do qual ele convida os pecadores para
que aceitem a salvação que se oferece em Cristo Jesus”. Este chamado se dá pela
pregação da palavra de Deus. Na teologia Reformada o chamamento do evangelho não é
efetivo em si mesmo; porém se faz eficaz mediante a operação do Espírito Santo quando
aplica a palavra salvadora ao coração do ser humano, e se aplica desta maneira somente
nos corações e nas vidas dos eleitos. A salvação é uma obra de Deus desde o seu
princípio. Deus, através da sua graça capacita a pessoa a atender o chamado do
Evangelho. No chamado não existe nada no ser humano que possa dar início a este
processo.
O alvo do chamado. Nós somos chamados para a salvação, santidade e fé (II Ts. 2:13-
1443); para o reino e glória de Deus (I Ts. 2:1244); para uma herança eterna (Hb: 9:1545);
para a comunhão (I Co. 1:946) e serviço (Gl. 147);
Os meios do chamado. Chamados através da graça (Gl. 1:1548); do ouvir o evangelho (II
Ts. 2:14; Rm. 10:1449). O Espírito Santo é o mediador do chamado através do evangelho
(I Ts. 1:550);
A base do chamado. Não as obras, mas o propósito e graça de Deus em Cristo Jesus
desde o princípio para o chamado divino (II Tm. 1:951);
A natureza do chamado. O chamado não será revogado (Rm. 11:2052); um chamado para
o alto (Fp. 3:1453); celestial (Hb. 3:154); santo (II Tm. 1:955); associado com esperança
(Ef. 4:456). Os crentes são chamados a viver de acordo com o chamado (Ef. 4:1; II Ts.
1:1157).
2. Fé:
Fé Objetiva. Aquilo que se acredita, isto é, o credo, o cristianismo. Uso limitado nas
Escrituras, principalmente nas Pastorais. É mais usado na Teologia. A fé objetiva só
existe por causa da fé subjetiva;
Fé Subjetiva. A fé é depositada em Cristo, neste caso consiste na entrega da vida aos
cuidados do Salvador. A pessoa tem o desejo de ser como Cristo e o Espírito Santo passa
a operar nesta vida;
Fé Virtude. Resultado da fé subjetiva na vida diária (Gl. 5:22-2358).
Os Reformadores ensinam que a fé que justifica, não justifica por alguma eficácia
meritória ou inerente, senão que é um instrumento para receber ou reter o que Deus prometeu
nos méritos de Cristo (Ef. 2:8-1064). Consideraram esta fé como um dom de Deus e somente na
forma secundária, como atividade do ser humano em sua dependência de Deus. A fé é mais do
que uma mera opinião. É uma certeza imediata. É uma convicção fundamentada sobre o
testemunho e envolve confiança.
3. Arrependimento:
Junto com a fé, existem alguns ingredientes necessários para que haja arrependimento:
O pecador experimenta a bondade de Deus (Rm. 2:474); o amor de Deus (Jo. 3:1671); e o
desejo ardente de Deus em ver os pecadores salvos (Ez. 33:11; I Tm 2:472);
O pecador experimenta a inevitável conseqüência do pecado (Lc. 13:1-573); da demanda
universal do evangelho (At. 17:3074); a esperança da vida espiritual (Jo. 3:1675); e a
afiliação no reino de Deus (Mc. 1:1575).
4. Conversão:
Conversão Ativa: É o ato de Deus por meio do qual Ele faz com que o pecador
seja regenerado em sua vida consciente, para voltar-se a Deus com
arrependimento e fé;
Conversão Passiva: O ato consciente do pecador regenerado por meio do qual ele
mediante da graça divina volta-se para Deus com arrependimento e fé;
c) Conversões Freqüentes. Depois de convertida a pessoa que tem uma queda temporal
nos caminhos de pecado volta-se para Deus. A sua volta para Deus pode ser chamada
de ação de arrependimento (Ap. 2:578). A conversão no sentido salvador é um ato
único que não se repete.
Na conversão a pessoa desperta para uma garantia de que todos os seus pecados estão
perdoados na base dos méritos de Jesus Cristo. A conversão não se dá na vida subconsciente do
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pecador, mas no seu consciente. Esta conversão está intimamente ligada com a regeneração. A
conversão marca o princípio consciente da morte da velha vida e o surgimento da nova vida. O
pecador, conscientemente, abandona a vida de pecado e busca a santidade de Deus. No sentido
mais definido da palavra a conversão é um ato único que não se repete mais e tem dois pontos
bases para que possa acontecer:
Deus é o autor da conversão. Somente Deus pode ser considerado o autor da conversão e
conseqüentemente da salvação (Sl. 85:4; Jr. 31:18; Lm. 5:2179);
O indivíduo coopera na conversão. Devemos ressaltar que existe uma certa cooperação
humana na salvação (Is. 55:7; Jr. 18:11; Ez. 18:23-32; Ez. 33:11; At. 2:38; At. 17:3080).
5. Justificação:
a) O elemento negativo. Não está fundamentado em nenhuma obra meritória da pessoa. Esta
pratica uma justiça imperfeita e as melhores obras dos cristãos estão corrompidas pelo
pecado. Ademais, a Bíblia ensina que a pessoa é justificada gratuitamente pela graça de
Deus (Rm. 3:2493) e que ninguém pode ser justificado pelas obras da lei (Rm. 3:28; Gl.
2:16; Gl. 3:1182). A remissão dos pecados é com base na obra expiatória de Cristo. O
perdão concedido na justificação se aplica a todos os pecados, passados, presentes e
futuros e envolve a remoção de toda a culpa e castigo (Rm. 5:21; Rm. 8:1; Hb 10:1483).
A dificuldade é que os crentes seguem pecando. Segundo Barth: o homem continua
sendo pecador, somente que pecador justificado. Deus remove a culpa, mas não a
culpabilidade;
A adoção de filhos. Os crentes são filhos de Deus por adoção e não por natureza (Jo.
1:12; Rm. 8:15-16; Gl. 4:5-687);
O direito à vida eterna. São investidos com todos os direitos legais da adoção e são
herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Rm. 8:788).
6. Regeneração:
É o mistério que operou no nascimento de Cristo que agora opera no coração do ser
humano. É uma obra completa do Espírito Santo. Vejamos alguns termos usados pela Bíblia
para a regeneração e suas implicações:
Para podermos entender corretamente a natureza essencial da regeneração temos que ter
em mente que alguns erros que devem ser evitados:
A regeneração não é uma troca na substância da natureza humana. Não é o pecado sendo
substituído por uma outra substância;
Não é a troca de uma ou mais faculdades da alma, como a vida emocional;
Não é a troca por completa ou perfeita de toda a natureza humana quanto a não
capacidade de pecar.
Porém, temos que ver também o lado positivo da regeneração que consiste na
implantação do princípio da nova vida espiritual no ser humano, é uma troca radical da
disposição regente da alma, que debaixo da orientação do Espírito Santo, dá nascimento a uma
vida que se move em direção a Deus. Este princípio afeta o ser humano por completo: Seu
intelecto (I Co. 2:14-15; II Co. 4:6; Ef. 1:1892); Sua vontade (Sl. 110:3; Fp. 2:13; II Ts. 3:5; Hb.
13:2193); e seus sentimentos e emoções (Sl. 42:1-2; Mt. 5:4; I Pe. 1:894). A regeneração é uma
troca instantânea da natureza do ser humano. Não existem estágios intermediários entre a vida e
a morte. Alguém vive ou está morto. Não é um processo gradual como a santificação. Num
sentido mais restrito é uma troca que ocorre no subconsciente. É uma obra secreta e
impenetrável de Deus que nunca se percebe diretamente pelo ser humano, a menos que coincide
regeneração com conversão.
A regeneração é o ato de Deus por meio do qual o princípio da nova vida é implantado no
ser humano, e que torna santa a disposição regente da alma. Assegura o exercício santo para a
disposição quanto ao novo nascimento.
7. Santificação:
2. A vivificação do novo ser, criado em Jesus Cristo para as boas obras. Fortalece a
disposição santa da alma, promovendo um novo curso de vida. A velha estrutura de
pecado vai sendo destruída ao poucos e uma nova estrutura, criada por Deus assume o
lugar daquela. Freqüentemente este nome é chamado nas Escrituras de “uma
ressurreição juntamente com Cristo” (Rm. 6:4-5; Cl. 2:12; Cl. 3:1-2102).
A santificação afeta ao novo crente por inteiro: corpo, alma, intelecto, afeto e vontade. Se
o ser interior é transformado, mudado, conseqüentemente também é mudado ou transformado o
aspecto exterior da vida (I Ts. 5:23; II Co. 5:17; Rm. 6:12; I Co. 6:15-20103). O novo crente é
participante ativo no processo de santificação. Vemos nas repetidas admoestações para que se
evite os perigos da vida (Rm. 12:9; I Co. 6:9-10; Gl. 5:16-23104). Os crentes devem empregar os
meios a sua disposição para ter uma vida santa (Jo. 15:2; Rm. 8:12-13; Rm. 12:1-2; Gl. 6:7-
10105). As principais características da santificação são:
8. Perseverança:
A doutrina da perseverança dos santos significa que aqueles a quem Deus regenerou e
chamou eficazmente a um estado de graça, não podem cair nem total, nem finalmente, daquele
estado, senão que perseverarão com toda a segurança e até o fim e serão salvos por toda a
eternidade. Os que são chamados não podem cair por completo e deixar de alcançar a salvação
eterna, ainda que podem algumas vezes ser vencido pelo mal e cair em pecado. Como definição
podemos dizer que é “aquela operação contínua do Espírito Santo no crente, mediante a qual
a obra da graça divina que teve início no coração irá continuar até ser completada”. A
negação desta doutrina faz a salvação depender da vontade do ser humano. Vejamos algumas
provas da doutrina da perseverança:
9. Glorificação:
A glorificação é o ponto culminante da obra de Deus na vida da pessoa salva por Jesus
Cristo. A glorificação inicia na vida do crente no momento da sua conversão genuína a Jesus
Cristo (Rm. 8:30115). Quando a glorificação final acontecer, o crente receberá tudo o que, de
maravilhoso, lhe está prometido na Palavra de Deus. Tais promessas podem ser vistas em
muitas passagens bíblicas (Rm. 8:17-18; II Co. 4:16-18; Fp. 3:20-21116). Enquanto Jesus não
vier buscar a Sua Igreja, a glorificação tem início na vida do crente no momento da sua
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conversão genuína, torna-se mais profunda com a morte física, para concretizar-se totalmente
no arrebatamento da Igreja, momento em que acontecerá a ressurreição e receberá seu corpo
glorioso, à semelhança do corpo de Jesus Cristo ressuscitado (I Co. 15:51-54117). Para os salvos
que estiverem vivos quando acontecer o arrebatamento da Igreja, a glorificação será
instantânea. Num momento, o corpo do crente será transformado à semelhança dos já mortos e
também receberá um corpo glorioso, semelhante ao corpo de Cristo ressurrecto. Por isso
mesmo, o corpo do crente, depois de ressuscitado, jamais estará sujeito à corrupção, seja ela
qual for (I Co. 15:51-54; I Ts. 4:13-18118).
A glorificação concretiza muitas promessas, as quais, são bênçãos muito importantes e é
bom que todos saibam o que os espera, quando da completa glorificação. São bênçãos
maravilhosas, que somente os filhos de Deus receberão, ainda que sem nenhum merecimento
pessoal. Porém, fazem parte das Suas promessas a todas as pessoas que durante a sua vida
terrena aceitaram a Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador. Vejamos a lista destas
maravilhosas bênçãos:
Não mais esperará o cumprimento das promessas de Deus, visto que, já estará no plano
gozo das mesmas (I Pe. 1:3-12119);
Receberá a incorruptível coroa da glória (I Pe. 5:4120);
Alcançará a perfeição (não a perfeição divina), porque estará totalmente liberto do
pecado (Ap. 21:27121);
Estará, também, totalmente liberto de todo e qualquer sofrimento (Ap. 21:3-4122);
Estará para sempre na presença do Senhor, com um corpo glorificado (I Co. 15:50-54; I
Ts. 4:13-17123; Ap. 21:1-3);
Será, em sua essência existencial, semelhante aos anjos (Mt. 22:29-30; Mc. 12:24-25; Lc.
20:35-38124).
Muita das vezes, antes do pecador alcançar a salvação, a oração não faz parte de sua vida,
a não ser quando ele tem um passado religioso, cujas obrigações para com a sua religião lhe
exigem prática de rituais e invocações através de preces, mas, na maioria dos casos, a pessoa
sem estar convertida não tem o hábito da prática da oração, pois este hábito somente passa a
fazer parte de seu cotidiano quando ele resolve aceitar a verdade da Palavra de Deus, sendo
então salvo. Uma vez salvo, a oração passa a ser uma necessidade primordial em sua vida.
Aquele que é transformado passa a orar, não como se fosse um dever, mas, ora porque passa a
ser dependente da oração. A oração não é mais simplesmente um ato religioso, e sim, uma
busca em prol de um crescimento espiritual, e orientação divina para a vida. É o único meio que
o pecador tem para se expressar junto a Deus. “O termo oração, em seu sentido mais lato,
inclui todas as formas de comunhão com Deus. Abrange a adoração, o louvor, o
agradecimento, a súplica o a intercessão. Contudo, o ensino categórico das Escrituras sobre o
assunto da oração trata principalmente dos dois últimos aspectos. As leis que os governam,
entretanto são basicamente as mesmas que condicionam as outras formas de comunhão. A
exigência de nossa época é muito clara e urgente. É de uma força espiritual que capacite o
guerreiro cristão a fazer frente eficazmente aos poderes adversos ao passo que buscam, em
cada fase do conflito, porque estes poderes adversos visam impedir por meio deles a realização
do divino plano da redenção. A força que pode suprir essa exigência, do modo mais eficaz
possível, é justamente a oração. Saber como usar completamente esse recurso divino é trazer
para o campo da luta um poder irresistível” (Bancroft). Somente o homem salvo por Deus
pode, por experiência própria, entender o valor da oração. “O pecador contrito que se mantém
sempre pronto a voltar-se arrependido do pecado e pela fé em Cristo Jesus, quando sabe o
caminho, pode orar de tal modo que sua oração seja ouvida. O pecador impenitente nunca ora.
A impenitência não envolve sequer um dos elementos do espírito de oração: nem desejo santo,
nem amor santo, nem temor santo, nem confiança santa, pode o pecador impenitente encontrar
em seu próprio íntimo. Por conseguinte, não possui partícula alguma daquela espontaneidade
não-estudada no clamar a Deus” (Bancroft). Deus, através da sua palavra além de mostrar ao
seu servo a importância do orar, espera que este faça uso da oração. O pecador remido passa a
orar porque, além de tudo, todas as áreas de sua vida são colocadas diante do altar do Senhor:
suas dificuldades, desejos e demais particularidades. A oração se faz necessária porque, em face
a tantos outros aspectos, é um meio pelo qual Deus proporciona bênçãos.
Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com
toda perseverança e súplica por todos os santos (Ef. 6:18);
Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso
Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem? (Mt. 7:11).
A PROPAGAÇÃO DA SALVAÇÃO
Deus, o autor dos benefícios da salvação em Cristo, espera que todo aquele que tenha
nascido de novo pelo sangue de Jesus, se responsabilize com a divulgação da mensagem
libertadora (Mt. 28:19-20125) e viva a partir de então, em função da salvação das outras pessoas
que ainda estão em trevas e não obtiveram o mesmo privilégio. O pecador é salvo para juntar-se
a um exército de remidos, cuja função é fazer a luz brilhar nas trevas, na obra libertadora e
redentora do Filho de Deus. Os frutos tão exigidos por Cristo, somente acontecerão se a
divulgação da salvação for levada a efeito por aquele que já recebeu a graça de ter sido aceito
como filho de Deus.
Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e
vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo
quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda (Jo. 15:16);
Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito
fruto; porque sem mim nada podeis fazer (Jo. 15:5);
E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura (Mc 16:15).
Ao ser salvo o crente passa a fazer parte do Corpo de Cristo, que é a Sua Igreja e passará
a ter o direito a salvação eterna, mas com isso existem algumas bênçãos recebidas da parte de
Deus. Vejamos quais são:
1. A bênção da Aceitação. É expressa por termos como: Redimidos (Rm. 3:24126); Aceitos
(Ef. 1:6127); Reconciliados (II Co. 5:19-21128); Justificados (Rm. 3:2493); Perdoados (Rm.
3:25129); Glorificados (Rm. 8:30130); Libertos (Cl. 1:13131).
2. A bênção da Posição. Com a salvação o crente passa a ser: Cidadão do céu (Fp. 3:20132);
Membro de um sacerdócio santo e real (I Pe. 2:5-9133); Membro da família de Deus (Ef.
2:19134); Adotado (Gl. 4:5135); Membro de uma nação de propriedade exclusiva de Deus
(I Pe. 2:9136).
3. A bênção da Herança. Como é o(a) filho(a) de Deus: Completo em Cristo (Cl. 2:9-
10137); Possuidor de toda espécie de bênção espiritual (Ef. 1:3138); Herdeiro do céu (I Pe.
1:4139).
4. A bênção da Capacitação. A capacitação divina é dada ao crente, por que: Está sob a
graça (Rm. 6:14140); Foi libertado da Lei (II Co. 3:6-13141); É habilitado pela Trindade
(Jo. 14:23; Gl. 2:20; I Co. 6:19142).
A CERTEZA DA SALVAÇÃO
O mundo questiona a questão da afirmação do cristão “eu sou salvo”. Esta certeza
obtém-se na afirmação da própria Palavra que “Agora, pois, já nenhuma condenação há para
os que estão em Cristo Jesus” (Rm. 8:1). Esta certeza é colocada no coração do servo de Deus
pelo Espírito Santo: O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus
(Rm. 8:16143). Há muitas outras garantias para que esta convicção seja real: e acontecerá que
todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (At. 2:21144). Aquele que tem por meta
pregar a mensagem de Deus para que outros sejam salvos, não pode ter dúvida quanto a sua
própria salvação. Em João 3:16145 está tudo aquilo que o pecador de imediato precisa ouvir para
ter certeza que pode ser salvo, porém, aquele que irá falar dessa promessa, tem que ter
convicção de sua condição de salvo.
CONCLUSÃO
Procuramos apresentar neste material o conteúdo básico sobre a doutrina da salvação. Mostramos os
mais variados pontos de vistas e sabemos que não temos como afirmar qual seria o mais correto, apesar de
termos o nosso ponto de vista. Cabe agora você formar a sua opinião e decidir o que é mais coerente com a
Palavra de Deus. Mas, o mais importante é sabermos que Deus nos amou tanto que projetou uma forma de nos
tirar do pecado e colocarmos ao seu lado para podermos adorá-lo eternamente.
CITAÇÕES BÍBLICAS
Obs.: Os textos bíblicos são tirados da Bíblia Revista e Atualizada da SBB com o intuito único
de facilitar o estudo e a consulta.
1
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que
ninguém se glorie.
2
...é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
3
E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.
4
Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
5
...porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.
6
Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te
mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!
Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as
famílias da terra.
7
Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.
8
Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu
lhe ferirás o calcanhar.
9
Consultar a Bíblia.
10
Sucedeu que, habitando o rei Davi em sua própria casa, tendo-lhe o Senhor dado descanso de todos os seus
inimigos em redor...
11
Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não
conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito;
porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. Porque esta é a
aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as
minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará
jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me
conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus
pecados jamais me lembrarei. Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia e as leis fixas à lua e às
estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; Senhor dos Exércitos é o seu nome. Se
falharem estas leis fixas diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma
nação diante de mim para sempre. Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima e sondados
os fundamentos da terra cá embaixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto
fizeram, diz o Senhor. Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que esta cidade será reedificada para o Senhor,
desde a Torre de Hananel até à Porta da Esquina. O cordel de medir estender-se-á para diante, até ao outeiro
de Garebe, e virar-se-á para Goa. Todo o vale dos cadáveres e da cinza e todos os campos até ao ribeiro
Cedrom, até à esquina da Porta dos Cavalos para o oriente, serão consagrados ao Senhor. Esta Jerusalém
jamais será desarraigada ou destruída.
12
O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos
quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em
liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar
todos os que choram...
13
Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior
aliança instituída com base em superiores promessas. Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem
defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda. E, de fato, repreendendo-os, diz:
Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, não segundo
a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito;
pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor. Porque esta é a aliança
que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis,
também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. E não ensinará
jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me
conhecerão, desde o menor deles até ao maior. Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e
dos seus pecados jamais me lembrarei. Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se
torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.
14
Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia a favor de Abraão e de sua
descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais.
15
Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para
glória de Deus, por nosso intermédio.
16
E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.
17
...em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele
também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa;
18
...para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o
Espírito prometido.
19
...até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em pomar, e o pomar será
tido por bosque;
20
Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais
revestidos de poder.
21
...o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.
22
...e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas
permanecem como desde o princípio da criação. Porque, deliberadamente, esquecem que, de longo tempo,
houve céus bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus, pela qual veio a
perecer o mundo daquele tempo, afogado em água. Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma
palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens
ímpios. Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos,
e mil anos, como um dia. Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo
contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao
arrependimento. Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso
estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.
Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo
procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus,
incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa,
esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.
23
Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime. Como pasmaram
muitos à vista dele (pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua
aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens), assim causará admiração às nações, e os reis
fecharão a sua boca por causa dele; porque aquilo que não lhes foi anunciado verão, e aquilo que não ouviram
entenderão.
24
Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à
luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus,
o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não
terá fim.
25
Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito
do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar
libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano
aceitável do Senhor. Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham
os olhos fitos nele. Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.
26
Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus
27
...tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate
por muitos.
28
Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os
quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor
que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.
29
Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais,
estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus
por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.
30
...a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por
ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
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MÓDULO DE ESTUDO SOTERIOLOGIA
31
Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.
32
...tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era
prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz;
33
Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum!
Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Ou, porventura, ignorais que todos nós que
fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo
batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos
nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos
também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem,
para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu
está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabedores
de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele.
Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para
Deus.
34
Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de
Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos
enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos
perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
35
...a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por
ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
36
Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.
37
Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual
transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder
que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.
38
Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.
39
Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um
pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.
40
No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e
beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.
41
Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento
e a remissão de pecados. Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus
outorgou aos que lhe obedecem.
42
...porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os
atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se
reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais
homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus,
nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração
insensato.
43
Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos
escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também
vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
44
...a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se
com a injustiça.
45
Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das
transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido
chamados.
46
Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.
47
Consultar a Bíblia.
48
Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve...
49
Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E
como ouvirão, se não há quem pregue?
50
...porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no
Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de
vós.
51
Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder...
52
Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças,
mas teme.
53
...prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
54
Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo
Sacerdote da nossa confissão, Jesus...
55
...que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua
própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos...
56
...há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação;
57
Por isso, também não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos torne dignos da sua vocação e
cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé...
58
Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão,
domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
59
...por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e
gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.
60
Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande
alegria, por terem crido em Deus.
61
E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no
poder do Espírito Santo.
62
Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra
preciosa, angular, solidamente assentada; aquele que crer não foge.
63
Tendo, porém, o mesmo espírito da fé, como está escrito: Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos;
por isso, também falamos...
64
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que
ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de
antemão preparou para que andássemos nelas.
65
...visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno
conhecimento do pecado.
66
Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não
somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.
67
Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Cria em mim, ó Deus, um
coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da
minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça.
68
Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo.
69
...quando diziam: Convertei-vos agora, cada um do seu mau caminho e da maldade das suas ações, e habitai
na terra que o Senhor vos deu e a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre.
70
Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é
que te conduz ao arrependimento?
71
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna.
72
...o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.
73
Naquela mesma ocasião, chegando alguns, falavam a Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos
misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam. Ele, porém, lhes disse: Pensais que esses galileus
eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? Não eram, eu vo-lo
afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. Ou cuidais que aqueles dezoito sobre
os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?
Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.
74
Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em
toda parte, se arrependam;
75
...dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.
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76
Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam
permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.
77
Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a
tristeza do mundo produz morte.
78
Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e
moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.
79
Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes.
80
Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em
toda parte, se arrependam;
81
...para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a
fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim.
82
E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé.
83
Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.
84
...e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a
justiça que procede de Deus, baseada na fé;
85
Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está
escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)...
86
Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que
tenho feito que passe de ti a tua iniqüidade e te vestirei de finos trajes.
87
...para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. 6E, porque vós sois
filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!
88
Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode
estar.
89
...não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o
lavar regenerador e renovador do Espírito Santo...
90
Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina
semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.
91
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que
ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de
antemão preparou para que andássemos nelas.
92
...iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a
riqueza da glória da sua herança nos santos...
93
...vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante
dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!
94
...a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e
cheia de glória...
95
Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
96
Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao
seu possuidor, estando preparado para toda boa obra.
97
O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e
irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
98
Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das
ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a sua vontade,
operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre.
Amém!
99
...logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela
fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.
100
...sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e
longanimidade; com alegria...
101
E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.
102
Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive,
assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;
103
Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e
os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma
um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne. Mas aquele que se une ao Senhor é um
espírito com ele. Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas
aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é
santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.
104
Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita
contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que,
porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da
carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes,
iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito
das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas
praticam. Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
105
Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o
que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do
Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não
desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da
família da fé.
106
As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais
perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão
do Pai ninguém pode arrebatar.
107
...porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.
108
Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo
Jesus.
109
Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno.
110
...e, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e
estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia.
111
Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as
coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra
criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
112
Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder
por eles.
113
Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
114
...aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má
consciência e lavado o corpo com água pura.
115
E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que
justificou, a esses também glorificou.
116
Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual
transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder
que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.
117
Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento,
num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão
incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da
incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se
revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que
está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.
118
Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos
entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim
também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por
palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os
que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a
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trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os
que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e,
assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.
119
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou
para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança
incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de
Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no
presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez
confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo,
redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual,
não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a
salvação da vossa alma. Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais
profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as
circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho
sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para
si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que,
pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.
120
Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.
121
Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas
somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.
122
Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará
com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e
a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.
123
Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos
entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim
também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por
palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os
que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a
trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os
que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e,
assim, estaremos para sempre com o Senhor.
124
...mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não
casam, nem se dão em casamento. Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de
Deus, sendo filhos da ressurreição. E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à
sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus
de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem.
125
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias
até à consumação do século.
126
...sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus...
127
...para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado...
128
...a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas
transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo,
como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com
Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de
Deus.
129
...a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por
ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
130
E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que
justificou, a esses também glorificou.
131
Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor...
132
Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo...
133
...também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio
santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Pois isso
está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de
modo algum, envergonhado. Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os
descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular e: Pedra de
tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também
foram postos. Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de
Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
134
Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus...
135
...para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.
136
Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de
proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
137
...porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais
aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.
138
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção
espiritual nas regiões celestiais em Cristo...
139
...para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros...
140
Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.
141
...o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a
letra mata, mas o espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de
glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto,
ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da
condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça. Porquanto, na
verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece, diante da atual sobreexcelente
glória. Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente. Tendo, pois,
tal esperança, servimo-nos de muita ousadia no falar. E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face,
para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia.
142
Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte
de Deus, e que não sois de vós mesmos?
143
O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
144
E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
145
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê
não pereça, mas tenha a vida eterna.