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Armadura de Deus na Batalha Espiritual (Efésios 

6:10-18)

Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder. Vistam toda a


armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do
diabo, pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e
autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as
forças espirituais do mal nas regiões celestiais.

Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia
mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. Assim,
mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo
a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do
evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês
poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete
da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.

Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo


isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os
santos.

Efésios 6:10-18 NVI

A Batalha Espiritual é um assunto muito abordado em cultos e pregações.


O texto do livro de Efésios, capítulo 6, o apóstolo Paulo exorta a igreja que
a luta do cristão não é contra pessoas, mas sim contra as forças espirituais
do mal nas regiões celestiais. Nossa luta não é no plano carnal, mas sim no
plano espiritual.

Jesus Cristo venceu o diabo e suas hostes na cruz do calvário (Cl 2:15).
Embora Satanás ainda tenha liberdade de nos tentar e nos importunar, o
cristão não deve temer o inimigo espiritual. A armadura de Deus simboliza
a proteção contra os ataques demoníacos. Quanto mais cheios estivermos
das verdades da Palavra de Deus, menos suscetíveis estaremos as ciladas e
tentações do diabo.

A ARMADURA DE DEUS:
“Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade,
vestindo a couraça da justiça e tendo os pés calçados com a prontidão do
evangelho da paz. Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês
poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. Usem o capacete
da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”. (Efésios
6:14-17 NVI)

A armadura é uma vestimenta de proteção pessoal usada por soldados e


guerreiros durante uma batalha.

CINTO DA VERDADE: o cinto


ou cinturão é a peça que mantém a armadura ajustada ao corpo, dando
sustentação e firmeza para as demais peças. Serve também para pendurar a
espada junto ao corpo.
Para o cristão, a verdade é a Palavra de Deus, é o nosso alicerce de
sustentação. São os seus ensinamentos que nos mantêm firmes diante das
batalhas espirituais.

O cinto também representa uma figura interessante: para ser preso, é


preciso dar a volta no corpo. Isso significa que devemos “prender” a
verdade a nossa volta, em todas as direções que seguirmos.

COURAÇA DA JUSTIÇA: a couraça é usada sobre o tronco, protegendo


órgãos vitais de golpes do oponente. Em uma batalha, os golpes mortais
são feitos nas regiões da cabeça e do tórax.

O maligno nos ataca constantemente com mentiras, acusações e lembranças


de pecados passados. O texto de 1 João 1:8-9 diz que “se afirmamos que
estamos em pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em
nós. Se confessarmos os nosso pecados, ele é fiel e justo para perdoar os
nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”.

O diabo quer que acreditemos que estamos condenados, tentando


corromper a nossa comunhão com Deus. A nossa salvação não vem por
meio das nossas obras. Nós fomos justificados por meio de Jesus Cristo. O
preço já foi pago com o sacrifício do Cordeiro de Deus, que morreu por
nós. Por isso, podemos chegar diante de Deus justificados. A couraça da
justiça guarda nosso coração, nos blindando contra acusações do inimigo.
CALÇADOS DA PRONTIDÃO
DO EVANGELHO DA PAZ: os calçados de uma armadura tem a função
de dar firmeza ao caminhas. Eram também utilizados para atacar com
chutes os inimigos de batalha. O conhecimento do evangelho  nos
proporciona estabilidade espiritual para um andar firme e resistente na vida
cristã em solo difícil, como é o mundo. E o propagar da Palavra de Deus,
liberta as pessoas presas nas mentiras do mundo. Dessa forma, estaremos
golpeando o inimigo.

ESCUDO DA FÉ: o escudo é utilizado para defesa e proteção contra


golpes do inimigo de batalha. O escudo também serve para que os
guerreiros avancem contra o inimigo, sem ser ferido (formação tartaruga).
O escudo da fé nos protege das setas inflamadas do maligno, nos
permitindo contra-atacar o inimigo com nossas orações e perseverança na
fé.

“Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de


vocês”. (Tiago 4:7 NVI)

O diabo é astuto, e usa muitas artimanhas para nos atacar. Além do pecado,
ele usa a mentira. Jesus diz, em João 8:44: “Vocês pertencem ao pai de
vocês, o diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o
princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando
mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira”.
Dentre as muitas mentiras que o maligno tenta nos fazer acreditar, está a de
que o pecado confessado a Deus não pode ser perdoado por Ele, nos
culpando novamente por algo pelo qual já nos arrependemos. Devemos nos
lembrar da passagem do livro de Miquéias 7:18-19, que diz: “Quem é
comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do
remanescente da sua herança? Tu que não permaneces irado para sempre,
mas tens prazer em mostrar amor. De novo terás compaixão de nós; pisarás
as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do
mar”.
Jesus Cristo morreu por nós, levando nossas culpas e pecados, e ao
ressuscitar ele apanhou as chaves da morte e do inferno.

“O próprio Cristo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro,


a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça;
por suas feridas vocês foram curados”. (1 Pedro 2:24 NVI)

O diabo sabe que já foi derrotado, mas mesmo assim ele tenta nos envolver
em suas mentiras. Por isso a importância de termos conhecimento bíblico.
 

CAPACETE DA SALVAÇÃO: o capacete é uma arma de defesa, que


protege o guerreiro contra golpes na cabeça.
Nós possuímos a promessa da salvação por meio do sacrifício de Jesus
Cristo. O capacete da salvação protege nossa mente das mentiras do diabo
em relação a nossa salvação. Pois, como está escrito em Atos 16:31,
quando Paulo e Silas falam para o carcereiro o que ele deveria fazer para
ser salvo: “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa”.

ESPADA DO ESPÍRITO: a espada é a principal arma de ataque utilizada


pelo guerreiro no combate corpo-a-corpo.
O Espírito de Deus e a Bíblia sempre estarão em concordância, pois Deus
jamais erra ou é impreciso. Dessa maneira, para manejar a espada do
Espírito devemos estar preparados com o conhecimento da palavra de
Deus, com tempo investido em oração, jejum e consagração. A comunhão
com Deus nos faz aptos para usar a espada do Espírito.

“Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica;


tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os
santos”. (Efésios 6:18 NVI)

Além de toda a armadura, Paula também fala a respeito da oração.


Devemos manter nosso espírito sempre em oração, em concordância com o
Espírito de Deus.

“Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto,
mas a carne é fraca”. (Marcos 14:38 NVI)

Uma consideração sobre “Armadura de Deus na Batalha


Espiritual (Efésios 6:10-18)”
Fruto do Espírito Estudos Bíblicos

As obras da carne e o fruto do


Espírito (Gálatas 5:16-26)
“Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos
da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é
contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês
não fazem o que desejam. Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão
debaixo da lei. Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual,
impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira,
egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas
semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam
essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é amor,
alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio
próprio. Contra essas coisas não há lei”.

“Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e
os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não
sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos
outros”.

Gálatas 5:16-26 NVI

 
Na carta para a igreja de Gálatas, o apóstolo Paulo explica para a igreja a
diferença entre viver pela carne e viver pelo Espírito. Jesus nos escolheu para
darmos fruto que permaneça (Jo 15:16). Mas, afinal, de que fruto Jesus está
falando? E o que significa viver pelo Espírito?

Para compreendermos essas questões, precisamos entender primeiro o que é


pecado e porque o pecado nos separou de Deus.

  A palavra pecado, do hebraico


hhatá e do grego hamartano, significa “errar o alvo”. Em Romanos 3:23, a bíblia
diz que todos pecamos, e dessa maneira fomos separados de Deus (Is 59:2).
Através de um só homem – Adão – pelo pecado de desobediência, nosso DNA
foi corrompido, nos tornando por essência em pecadores (Gn 3). Mas, por meio
da obediência de Jesus Cristo, fomos feitos justos (Rm 5:19). Por isso, quando
aceitamos Jesus como o único e suficiente Senhor e Salvador de nossas vidas,
nos tornamos filhos de Deus (Jo 1:12). Nós somos salvos pela graça de Deus, e
não por merecimento próprio (Ef 2:8-9).

O pecado entra em nossas vidas não pela ação demoníaca, mas sim pela
ausência de Deus e do fruto do Espírito. O inimigo utiliza das obras da carne
que praticamos, para obter legalidade em nossas vidas. O pecado é a
desobediência à vontade de Deus:

“Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a


transgressão da Lei”. (1 João 3:4 NVI)

Separado de Deus, o homem se encontra morto espiritualmente e incapaz de


entender as coisas de Deus (1 Co 2:14-16). Quando aceitamos o sacrifício de
Jesus na cruz, o Espírito Santo nos convence do pecado (Jo 16:7-9), colocando
em nós o desejo pela santificação. Santificar, significa separar para Deus (Jo
17:17). Minha vida passa a ser de Jesus, e não mais minha (Mt 16:25). Estamos
no mundo, mas não pertencemos mais a este mundo (Jo 17:16), o qual está sob o
poder do maligno (1 Jo 5:19). A palavra de Deus diz em 1 Tessalonicenses 4:1,
que devemos buscar cada vez mais viver de modo a agradar a Deus. Sua vontade
é que sejamos santificados, de modo a viver e andar no Espírito, para que seu
fruto brote em nós. É pelo Espírito que conseguimos fazer morrer as obras da
carne (Rm 8:13). Assim, o fruto do Espírito molda em nós o caráter de Jesus
Cristo.

“Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito,


alma e corpo de vocês seja conservado irrepreensível na vinda de nosso
Senhor Jesus Cristo”. (1 Tessalonicenses 5:23 NVI)

“Acertar o alvo” significa viver em obediência à vontade de Deus, de acordo com


a sua palavra. O primeiro passo para isso é aceitar Jesus Cristo como Senhor e
Salvador de nossas vidas. Assim, nos tornamos templo do Espírito Santo, e
através de sua ação, passamos a viver mais em concordância com o Espírito do
que com a carne.

OBRAS DA CARNE:

Para que as obras da carne sejam manifestas, não é necessária a ação


demoníaca. Basta o afastamento de Deus.

Imoralidade sexual: Toda e qualquer prática sexual fora dos padrões


estabelecidos por Deus, em Gênesis 2:24: “…o homem deixará pai e mãe e se
unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.”
Portanto, podemos entender imoralidade sexual as seguintes práticas:
fornicação, adultério (Mt 5:28), pornografia, prostituição,  incesto,
homossexualidade, uso de violência durante a prática sexual.

“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da


imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira
santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que
desconhecem a Deus”. (1 Tessalonicenses 4:3-5 NVI)

“Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete,


fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu
próprio corpo. Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito
Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de
si mesmos?”  (1 Coríntios 6:18,19 NVI)

Impureza: qualquer coisa que contamina o corpo e a alma. Nós não nos


tornamos pecadores porque pecamos, mas sim, pecamos por sermos em
essência pecadores. O pecado começa em nossos pensamento, instigando o
desejo e posteriormente, a ação.

“Jesus chamou novamente a multidão para junto de si e disse: “Ouçam-me


todos e entendam isto: não há nada fora do homem que, nele entrando, possa
torná-lo ‘impuro’. Pelo contrário, o que sai do homem é que o torna ‘impuro’”.
(Marcos 7:14,15 NVI)

Libertinagem (Lascívia): a libertinagem, ou lascívia, está ligada a


sensualidade exagerada e a luxúria. São os prazeres da carne ligados a área
sexual das pessoas, levando-as a tomarem uma conduta vergonhosa e sem
decência.

“No passado vocês já gastaram tempo suficiente fazendo o que agrada aos
pagãos. Naquele tempo vocês viviam em libertinagem, na sensualidade, nas
bebedeiras, orgias e farras, e na idolatria repugnante”. (1 Pedro 4:3 NVI)

Idolatria: a idolatria não se restringe apenas a adoração de falsos deuses, mas


sim a qualquer coisa que tome o lugar de Deus do nosso coração (Mt 6:21),
como o dinheiro, bens materiais, objetos quaisquer, pessoas, entre outros.

“Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo,
nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra ou nas águas debaixo da
terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o
Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelo pecado de seus
pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato
com bondade até mil gerações os que me amam e guardam os meus
mandamentos”. (Deuteronômio 5:7-10 NVI)
“Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e
seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém”.
(Romanos 1:25 NVI)

Feitiçaria: a feitiçaria consta na lista do livro de Deuteronômio 18:9-12, de


artes ocultas condenadas e proibidas do Antigo Testamento. Deus tem
repugnância por quem pratica esses tipos de coisas, que inclusive, chama de
abominações.

“Quando entrarem na terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá, não procurem
imitar as coisas repugnantes que as nações de lá praticam. Não permitam que
se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha;
que pratique adivinhação, ou dedique-se à magia, ou faça presságios, ou
pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium ou espírita ou que
consulte os mortos. O Senhor têm repugnância por quem pratica essas coisas,
e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar
aquelas nações da presença de vocês. Permaneçam inculpáveis perante o
Senhor, o seu Deus”. (Deuteronômio 18:9-13 NVI)

Ódio (Inimizades): Jesus, em Mateus 22:34-40, nos ensina que há dois


mandamentos dos quais dependem toda a Lei e os Profetas:

 O primeiro e grande mandamento: “Amarás o Senhor o teu Deus de todo


o coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”.
 E o segundo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

No sermão do monte (Mt 5:44-45 e Lc 6:35), Jesus nos ensina que não basta
amar a quem nos ama, pois isso é muito fácil, qualquer pecador consegue fazer
isso. Mas Cristo nos ensina que devemos amar os nossos inimigos:

“Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o
bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles
que os maltratam”. (Lucas 6:27,28 NVI)

Discórdia (Contendas): é a falta de entendimento entre pessoas, as


desavenças.

“Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta (versão ARA – e
a sétima a sua alma abomina): olhos altivos, língua mentirosa, mãos que
derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, pés que se
apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele
que provoca discórdia entre irmãos” (versão ARA – e o que semeia contendas
entre irmãos). (Provérbios 6:16-19 NVI)

É o falatório, o disse-que-disse, a fofoca, o mexerico, que acaba levando as


pessoas a se desentenderem, sem resolverem entre si o que realmente houve.
“Se o seu irmão pecar contra você, vá e a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele
o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um
ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo
depoimento de duas ou três testemunhas’. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à
igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou
publicano”. (Mateus 18:15-17 NVI)

Deus abomina a discórdia entre irmãos. Essa é uma artimanha usada por
Satanás para separar o corpo de Cristo. O inimigo usou da discórdia para
convencer os anjos a se rebelarem contra Deus. Depois, usou essa mesma arma
para convencer Eva a pecar, e continua usando até hoje em nosso meio para
causar divisão.

Ciúmes: Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios 13:4-5, explica que o amor
é paciente, bondoso, não inveja, não se vangloria, não se orgulha, não maltrata,
não procura seus interesses, não se ira facilmente e não guarda rancor. O
ciúmes é destrutivo, e demonstra falta de confiança. Devemos lembrar que tudo
nos é concedido por Deus.

“Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o


levou; louvado seja o nome do Senhor”. (Jó 1:21 NVI)

Ira: é a exacerbação da raiva. Ao deixar a ira dominar nossas ações, nos


tornamos violentos em nossas palavras e ações. Paulo, em sua carta aos Efésios,
alerta:

“Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o
sol se ponha, e não deem lugar ao diabo”. (Efésios 4:26,27 NVI)

Somos uma alma que possui um corpo, sujeito a carne. Estamos sujeitos a ira,
porém a palavra de Deus é muito clara quando diz ire, mas não peque. Se
formos guiados pela carne, e não pelo Espírito, damos lugar ao diabo. O
salmista também nos alerta, em Salmos 4:4, que quando nós ficarmos irados,
não devemos pecar. Devemos refletir sobre isso e nos aquietar.

Egoísmo: essa atitude vai totalmente contra aos ensinamentos de Jesus: amar


ao próximo como a ti mesmo, independente de quem seja esse próximo, se
amigo ou inimigo. O egoísmo coloca o “eu” em primeiro lugar e o outro de lado,
o “meu” como o mais importante que o do outro. É o orgulho exagerado sobre si
mesmo. E a bíblia nos exorta sobre o seguinte:

“O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da


queda”. (Provérbios 16:18 NVI)
Jesus Cristo deve estar entronizado em nossas vidas, e nós, devemos estar cada
vez mais submissos a Deus, com coração humilde, para que Ele nos molde
conforme a Sua vontade (Is 64:8).

Dissensões e facções: Podemos relacionar dissensões e facções como fruto de


discórdias e contendas. A falta de concordância, ideias ou pontos de vista
divergentes podem gerar divisão.

“Se um reino estiver dividido contra si mesmo, não poderá subsistir. Se uma
casa estiver dividida contra si mesma, também não poderá subsistir”. (Marcos
3:24,25 NVI)

A falta de humildade causa a divergência entre as pessoas. Isso contribui para


que não haja o entendimento da verdade, causando feridas e mutilações no
corpo de Cristo – nós, a sua igreja.

Inveja: a inveja gera a infelicidade. É não querer que a outra pessoa alcance seu
objetivo. É um sentimento autodestrutivo:

“O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os


ossos”. (Provérbios 14:30 NVI)

Embriaguez: o uso em excesso da bebida alcoólica gera a embriaguez. Em 1


Coríntios 6:12, Paulo nos exorta que “tudo nos é permitido, porém nem tudo nos
convêm “. De acordo com o CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool,
o álcool atua no Sistema Nervoso Central, e já em pequenas quantidades,
promove desinibição (fonte: http://www.cisa.org.br/artigo/229/alcool-sistema-
nervoso-central.php).

“Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se


encher pelo Espírito”. (Efésios 5:18 NVI)

“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo
para a glória de Deus”. (1 Coríntios 10:31 NVI)

“Não destrua a obra de Deus por causa da comida. Todo alimento é puro, mas
é errado comer qualquer coisa que faça os outros tropeçarem. É melhor não
comer carne nem beber vinho, nem fazer qualquer outra coisa que leve seu
irmão a cair. Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas,
que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena
naquilo que aprova”. (Romanos 14:20-22 NVI)

Orgias e coisas semelhantes: as orgias englobam tudo  que é feito


desregradamente, desordenadamente, como por exemplo comer em excesso. A
orgia também está ligada a promiscuidade sexual.
“Comportemo-nos com decência, como quem age à luz do dia, não em orgias e
bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavença e
inveja. Pelo contrário, revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem
premeditando como satisfazer os desejos da carne”. (Romanos 13:13,14 NVI)

O apóstolo Paulo, em sua carta para os cristãos da província romana da Galácia,


cita as obras da carne advertindo que “os que praticam essas coisas não
herdarão o Reino de Deus” (Gl 5:21).

FRUTO DO ESPÍRITO:

O fruto do Espírito é o caráter do cristão revelado em suas múltiplas facetas.


Não são vários frutos, mas sim um fruto só, todo interligado, como os gomos de
uma laranja.

Nosso espírito é proveniente de Deus, e quando morremos fisicamente, ele


retorna para Deus (Ec 12:7). Estamos ligados a Deus através do nosso espírito
(Jo 4:24). O resultado de uma vida guiada pelo Espírito Santo é o seu fruto (Mt
7:16).
Amor: o amor ágape é a essência do caráter de Deus. Deus é amor (1 Jo 4:16).
O amor está ligado aos dois maiores mandamentos bíblicos (Mc 12:29-31).

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se


orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não
guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a
verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1 Coríntios 13:4-7
NVI)

O amor incondicional, frutificado em nossas vidas através do Espírito Santo


(Rm 5:5), é mais do que um sentimento, é uma atitude:

“Porque nisto consiste o amor a Deus: obedecer aos seus mandamentos. E os


seus mandamentos não são pesados”. (1 João 5:3 NVI)

Alegria: é um estado de graça, sentir grande satisfação, prazer e júbilo.


Diferente da felicidade, que depende das circunstâncias para existir, a alegria
independe (2 Co 7:4). O sacrifício de Jesus na cruz representa para o cristão a
alegria de saber que somos salvos (Hb 3:17-18). Nossa alegria deve estar sempre
em Deus (Fp 3:1). Essa alegria em Deus nos fortalecerá diante as tribulações e
provações da vida (Ne 8:10).

“Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por


diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz
perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês
sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma”. (Tiago 1:2-4 NVI)

Paz: antes de Jesus Cristo, estávamos separados de Deus, sendo inimigos d’Ele


(Cl 1:21). Agora, temos paz com Deus (Rm 5:1-2). Em João 14:27, Jesus diz para
seus discípulos que deixa-lhes a sua paz, mas não como o mundo a dá. Um
coração em paz, se encontra tranquilo, sem perturbações, mesmo diante das
dificuldades.

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e


as suas mentes em Cristo Jesus”. (Filipenses 4:7 NVI)

Paciência (longanimidade): é a virtude de suporta contrariedades e aflições


sem ira, sofrimento, desespero ou desanimo (Tg 5:10). A palavra de Deus diz
para entregarmos nosso caminho ao Senhor, confiando e esperando nEle, para
que Ele possa agir (Sl 37:5). Devemos lançar sobre Deus toda a nossa ansiedade,
para que Ele possa cuidar de nós (1 Pe 5:6-7).

“A sabedoria do homem lhe dá paciência; sua glória é ignorar as


ofensas”. (Provérbios 19:11 NVI)
Quando Jesus fala, no sermão monte (Mt 5:44-45), sobre amar os nossos
inimigos e orar pelos que nos perseguem, ele está falando também sobre a
paciência. As pessoas guiadas pelo Espírito não envenenam o coração com a
vingança, pois sabem que a vingança pertence a Deus (Rm 12:17-21).

Amabilidade (benignidade): Jesus nos ensina que “devemos amar ao nosso


próximo como a nós mesmo” (Mt 22:39). A amabilidade é o amor ativo. É a ação
do bem, sem esperar algo em troca. Um coração amável, não dá lugar a
maldade.

“Se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos
aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-
dia. O Senhor o guiará constantemente; satisfará os seus desejos numa terra
ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos. Você será como um jardim bem
regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam”. (Isaías 58:10,11 NVI)

Bondade: é a qualidade daqueles inclinados a fazer o bem (Sl 15). Deus é bom
conosco (Sl 118:1), e da mesma maneira, devemos demonstrar a graça do Pai,
agindo com todos de maneira correta e justa (2 Tm 3:16-17).

“O Senhor é justo em todos os seus caminhos e é bondoso em tudo o que


faz”. (Salmos 145:17 NVI)

A palavra de Deus diz que disciplina pode causar a tristeza no momento. Porém,
após produz fruto de justiça e paz. Portanto, ser bondoso não é “passar a mão”
na cabeça do errado, mas sim discipliná-lo com amor  (Hb 12:11-12).

Fidelidade: a fidelidade pode ser definida como a junção do respeito, da


lealdade e do amor. A fidelidade como fruto do Espírito em nós, é o reflexo da
fidelidade de Deus:

“Ele é a Rocha, as suas obras são perfeitas, e todos os seus caminhos são
justos. É Deus fiel, que não comete erros; justo e reto ele é”. (Deuteronômio
32:4 NVI)

Deus é fiel, Ele conhece nosso interior por completo e sabe o quanto podemos
suportar nas tentações (1 Co 10:13). O Pai firmou uma Aliança com todos nós
que cremos em Cristo como nosso Senhor e Salvador. Da mesma forma que Ele
é fiel conosco, devemos ser fiéis à Aliança firmada na cruz de Jesus. Devemos
fazer valer a pena o sacrifício do Seu Filho Amado por nós, que não somos
merecedores de tanto amor (Ef 2:8-10).

Mansidão: é a submissão plena a Deus e a Sua vontade. Em um coração


manso, não há lugar para a violência. É um coração controlado, pacífico e
sereno, mesmo diante de situações desfavoráveis a isso (1 Pe 2:23). Ser manso é
ser obediente a Deus e a sua vontade para nossas vidas.
“Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o
amará, nós viremos a ele e faremos nele morada”. (João 14:23 NVI)

A mansidão é primeiramente desenvolvida em nosso relacionamento com Deus,


e depois reflete em nosso relacionamento com os outros:

“Não caluniem a ninguém, sejam pacíficos e amáveis e mostrem sempre


verdadeira mansidão para com todos os homens”. (Tito 3:2 NVI)

Domínio Próprio: é a capacidade de controlar a si mesmo. A carne deseja o


que é contrário ao Espírito (Gl 5:17). E quem é dominado pela carne, não
consegue agradar a Deus (Rm 8:8). Deus respeita nosso lívre arbítrio, Ele nos
guia na verdade, porém não nos domina.

“Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu


não deixarei que nada domine”. (1 Coríntios 6:12 NVI)

Ter domínio próprio não é apenas deixar de fazer o que é errado. É também
fazer o que é correto e o que deve ser feito (Tg 4:17). É a obediência a Deus.

“Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de
equilíbrio”. (2 Timóteo 1:7 NVI)

Devemos ser obedientes a Deus e a Sua vontade, para que o Espírito Santo
frutifique em nós. Como seres humanos, estamos sujeitos a carne. Porém, nosso
alvo deve sempre ser Jesus Cristo (Fl 3:12-14). Como o próprio Jesus nos disse,
nós teremos aflições, porém devemos ter bom ânimo, pois Ele venceu o mundo
(Jo 16:33)!

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos
pecados e nos purificar de toda injustiça”. (1 João 1:9 NVI)
O livro de Neemias é o último da categoria dos históricos do Antigo Testamento,
que narra o retorno dos exilados judeus que voltaram do cativeiro na
Babilônia. Neemias registra os três retornos a Jerusalém, enquanto Esdras
narra os acontecimentos dos dois primeiros retornos ocorridos entre 538 a.C e
457 a. C.

O foco do livro de Esdras é a reconstrução do Templo, enquanto Neemias dá


atenção a reconstrução dos muros de Jerusalém.

Contudo, em ambos os livros é possível perceber a importância do renovo


espiritual e a consagração a Deus e à sua Palavra.

Estes dois homens de Deus foram contemporâneos. Neemias servia como


copeiro do rei Artaxerxes, na corte real e enquanto desenvolvia seu excelente
trabalho, soube que seu povo estava vivendo miseravelmente em Judá.

Após um período em jejum, oração e lamento, o Senhor Deus criou


oportunidades e inclinou o coração do rei a permitir que Neemias fosse a
Jerusalém, para ajudar seu povo.

No livro de Neemias somos inspirados de diversas maneiras por muitas das


belas atitudes deste que é um dos maiores líderes da Bíblia. Ele é um grande
exemplo e amor ao próximo e ao seu país.

Ao saber que seus compatriotas estavam vivendo em uma situação miserável e


que sua nação estava destruída física e emocionalmente, ele lamenta
profundamente diante do Senhor e passa vários meses orando, para saber como
poderia ser útil para a resolução do problema.

Nisto vemos um dos grande segredos do seu sucesso, ele aliou de maneira
enérgica, a oração e atitude, para reerguer Jerusalém e o ânimo dos judeus após
setenta anos de cativeiro cruel.

Ao saber como estavam os judeus, ele rapidamente se prontificou a abrir mão de


sua vida confortável como copeiro do rei Persa, para assumir as aflições dos
judeus que estavam padecendo de várias necessidades.
Podemos dividir a primeira parte do livro, do capítulo 1:1-7:73, dessa
forma:

1. O retorno a Jerusalém;

2. Liderando o povo.

Na segunda parte do livro, encontramos Neemias trabalhando com o povo na


reconstrução dos muros. Ele não construiu uma sala luxuosa com “ar
condicionado” e ficou de lá observando as pessoas trabalharem, ele pôs a “mão
na massa”.

Um exímio encorajador, que com a graça de Deus conseguiu influenciar um


povo completamente desanimado e sem a menor perspectiva de futuro, a
trabalhar contra todas as adversidades e reconstruir não apenas suas vidas, mas
a história de uma grande nação.

Após a restauração completa dos muros, Neemias organizou uma grande


convocação nacional, para que os judeus ouvissem a leitura da Lei por Esdras, o
escriba.

Foi um momento marcante, tanto para a história quanto para todo o povo de
Deus, ainda hoje.

Esta segunda parte podemos dividir do capítulo 7:73-13:31, onde, Esdras renova
a aliança com Deus e o estabelecimento das leis que passariam a reger a
convivência entre eles.

Por fim, este livro é uma inspiração para todos aqueles que desejam servir a
Deus e se colocar como instrumento de restauração, mesmo em meio às maiores
calamidades.

Capítulos de Neemias:

Capítulo 1: A Oração do Intercessor

Capítulo 2: O Pedido do Intercessor

Capítulo 3: Começa a Reconstrução do Muro

Capítulo 4: Lidando Com os Problemas

Capítulo 5: Escassez e Problemas Sociais


Capítulo 6: Com a Ajuda de Deus

Capítulo 7: A Reforma Continua

Capítulo 8: Esdras e a leitura da Lei

Capítulo 9: O Deus Doador

Capítulo 10: O Decreto é Aprovado

Capítulo 11: A Estratégia do Governador

Capítulo 12: Dedicação dos Muros

Capítulo 13: O Governador Purifica Jerusalém

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Neemias 1 Es
Jonas 1 Estudo: Chamado e
Fuga de Jonas
Em Jonas 1, vemos o chamado de Deus na vida de Jonas para
anunciar arrependimento à Nínive e sua frustrada tentativa de
fuga. Nínive era uma nação má e pecadora. Conhecida por sua
impiedade, Nínive era carregada de violência, abusos e injustiça. Ao
saber qual seria o destino da profecia Jonas tenta fugir do Senhor.
Fazemos o mesmo, muitas vezes em nossas vidas. Julgamos que o
chamado do Senhor é uma baita loucura. Que as pessoas não nos
ouvirão!
A nossa precipitação nos leva a um inútil período de fuga e perda de
tempo. Na verdade, muitos vendavais nos cercam, até que
cedamos. A Soberania de Deus não pode ser frustrada.
Portanto, se você crê que Ele o está direcionando, atenda ao
chamado. Antes que o “temporal” chegue! (risos). 
Esboço de Jonas 1:
1.1 – 5: Jonas tenta fugir do Senhor
1.6 – 9: Quem é Jonas?
1.10 – 15: Jonas é lançado ao mar
1.16,17: Os homens temem a Deus
 

Jonas 1.1 – 5: Jonas tenta fugir do Senhor


1 A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai, com esta ordem:
2 “Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque
a sua maldade subiu até a minha presença”.
3 Mas Jonas fugiu da presença do Senhor, dirigindo-se para Társis.
Desceu à cidade de Jope, onde encontrou um navio que se destinava
àquele porto. Depois de pagar a passagem, embarcou para Társis,
para fugir do Senhor.
4 O Senhor, porém, fez soprar um forte vento sobre o mar, e caiu
uma tempestade tão violenta que o barco ameaçava arrebentar-se.
5 Todos os marinheiros ficaram com medo e cada um clamava ao seu
próprio deus. E atiraram as cargas ao mar para tornar o navio mais
leve. Enquanto isso, Jonas, que tinha descido ao porão e se deitara,
dormia profundamente.
Jonas 1.6 – 9: Quem é Jonas?
6 O capitão dirigiu-se a ele e disse: “Como você pode ficar aí
dormindo? Levante-se e clame ao seu deus! Talvez ele tenha piedade
de nós e não morramos”.
7 Então os marinheiros combinaram entre si: “Vamos lançar sortes
para descobrir quem é o responsável por esta desgraça que se
abateu sobre nós”. Lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas.
8 Por isso lhe perguntaram: “Diga-nos, quem é o responsável por
esta calamidade? Qual é a sua profissão? De onde você vem? Qual é
a sua terra? A que povo você pertence?”
9 Ele respondeu: “Eu sou hebreu, adorador do Senhor, o Deus dos
céus, que fez o mar e a terra”.
Jonas 1.10 – 15: Jonas é lançado ao mar
10 Então os homens ficaram apavorados e perguntaram: “O que foi
que você fez?”, pois sabiam que Jonas estava fugindo do Senhor,
porque ele já lhes tinha dito.
11 Visto que o mar estava cada vez mais agitado, eles lhe
perguntaram: “O que devemos fazer com você, para que o mar se
acalme?”
12 Respondeu ele: “Peguem-me e joguem-me ao mar, e ele se
acalmará. Pois eu sei que é por minha causa que esta violenta
tempestade caiu sobre vocês”.
13 Ao invés disso, os homens se esforçaram ao máximo para remar
de volta à terra. Mas não conseguiram, porque o mar tinha ficado
ainda mais violento.
14 Eles clamaram ao Senhor: “Senhor, nós suplicamos, não nos
deixes morrer por tirarmos a vida deste homem. Não ca
 

O que Podemos Aprender com os


Erros de Jonas
Texto: Jonas cap. 1 a 4

Introdução:
A fraqueza do homem e a graça de Deus. Jonas, filho de Amitai, profeta bastante ativo
durante o reinado de Jeroboão II, no reino Norte de Israel, entre os anos de 787 e 747
A.C. Jonas viveu num tempo dificílimo e sob o regime de um rei perverso, que "fez o
que era mal perante os olhos do Senhor" (2 Reis 14:24). Jonas tinha consciência de que
nos seus dias a grande ameaça para Israel era a Assíria, cuja capital era Nínive. De
acordo com 2 Reis 15:19, esta era, naqueles dias, a consciência de qualquer cidadão em
Israel.
Você já ouviu alguém dizer: "Não erre para aprender, aprenda com o erro dos outros".

I) QUANDO DEUS FALA, FUGIR É PERIGOSO


1. Quando é Deus quem está falando, Ele é claro e muitas vezes detalhista. "Veio a
Palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo:..." (Jn. 1.1 Neste caso Ele deu o
endereço, a mensagem e disse o porquê).
2. Há uma grande diferença entre a resposta de Jonas e a de Abraão ao ouvir a
ordem do Senhor... Em Gn. 22.2 disse o Senhor para Abraão: "Toma agora o teu filho,
o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em
holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi"... veja como ele responde no v.3:
"Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e
tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou a lenha para o
holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera".
3. Mas em vez de ir para Nínive, Jonas rebelou-se e fugiu. Foi para Jope, cidade
marítima a cerca de 55km ao norte de Jerusalém. Lá ele comprou uma passagem em um
navio cargueiro que ia para Társis, uma cidade na Espanha conhecida por seus
poderosos navios e fundição de metais preciosos. Era uma cidade corrupta que
representava prosperidade, sucesso e poder. Ora, os navios mercantes do Mediterrâneo
nos dias de Jonas navegavam entre Jope e Társis, parando em outras cidades portuárias
na Grécia e na Turquia. Logo, a viagem de Jonas provavelmente foi planejada para ser
uma jornada de três a quatro semanas.
II) CRISE DE ORAÇÃO NA VIDA DE UM PROFETA
1. O que pode acontecer quando não oramos? A crise de Jonas, antes de tudo foi
"crise de oração". Por que a Bíblia insiste tanto para que oremos?
2. Para Paulo orar não era uma opção, era uma questão vital,imprescindível, uma
questão de sobrevivência: Para a Igreja de Tessalônica ele diz: "Orai sem cessar" (1 Ts.
5.17). Para a igreja de Roma, (Rm. 12.12) "Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na
tribulação, perseverai na oração"; para a igreja de Éfeso (Ef. 6.18) "Orando em todo o
tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a
perseverança e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica
por todos os santos,".
3. Jesus tinha uma disciplina rígida de oração: Ele começa seu ministério orando e
jejuando 40 dias (Mt. 4) "E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve
fome;". Em Mt. 14.23 está escrito: "E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar,
à parte". Foi Ele quem disse: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na
verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca". (Mt 26.41).
4. A igreja primitiva nasceu numa atmosfera de oração e cresceu nesta
atmosfera (Atos 1:14; 2.42)
5. Quando não oramos:
(1) Em vez de responder pra Deus, "eis-me aqui..." dizemos, "não conta
comigo" (Levantamos para fugir... v.3). Quando você não ora, está dizendo para Deus:
"não conte comigo".
(2) Perdemos o senso de direção e "pegamos barco errado". "...tendo descido a
Jope,  achou um navio que ia para Tarsis;" (Mas não era o lugar indicado pelo
Senhor). v.3 Ausência de oração é demonstração de insubmissão ao Senhor.
(3) Deixamos de ser agente de benção para ser a "causa" do sofrimento dos que
caminham, viajam, estão junto conosco. (Jn. 1.4,5). A desobediência de Jonas tirou a
tranquilidade da viagem (grande tempestade), provocou um grande prejuízo financeiro
(lançavam ao mar a carga que estava no navio).
(4) Ausência de oração nos faz indiferentes, petrificados, insensíveis etc... "os
marinheiros, cheios de medo, clamavam... lutavam para aliviar o peso. Jonas, porém,
havia descido ao porão, se deitado e dormia profundamente". (Jn. 1.5). É terrível
quando alguém ignora o que está acontecendo em sua família, com vizinhos, na
empresa, na escola, na igreja e diz: "Não tenho nada a ver com isso... não me diz
respeito... eu deito e durmo...". Jonas estava indiferente em relação a sua própria vida.
"Tomai-me e lançai-me ao mar..." (1.12).
(5) Nada mais terrível para um cristão do que ser repreendido pelo mundo. Jonas foi
repreendido pelos pagãos (Jn. 1.6).
(6) Quando não oramos, nossa vida se torna uma contradição, uma incoerência...
Quando interrogamos Jonas, ele disse: "Temo ao Senhor... (1.9) isso não era o que se
verificava no seu comportamento. Ausência de oração nos faz dizer uma coisa e viver
outra. Diante do interrogatório justifica sua fé e temor, mas é uma fé e temor que não
produzem oração.
III) O QUE ACONTECE QUANDO ORAMOS:
1. Jonas orou quando a única saída era orar (Jn. 2.1). Não espere para orar quando
estiver no "ventre do peixe"... Na minha angústia, clamei ao Senhor (Jn. 2.2); ...do
ventre do abismo, gritei... (Jn. 2.2). Quando desfalecia a alma ele se lembrou do Senhor
(Jn. 2.7);
2. A oração sincera faz com que Deus nos tire do "ventre do peixe"(Jn. 2.10)
3. Quando oramos Deus volta a falar conosco dando-nos uma segunda
oportunidade (Jn 3.1).
4. A oração repele todo sentimento de insubmissão e nos faz servos
obedientes... "Levantou-se, pois, Jonas e foi a Nínive, e segundo a palavra do Senhor".
(Jn. 3.2). Toda insubmissão é resultado de uma vida pobre de oração. Não se engane,
quando deixamos de orar o velho homem orgulhoso, soberbo, arrogante, presunçoso
assume o domínio da nossa vida.
5. Os resultados de tudo o que eu faço para Deus, depende do quanto eu levo a
sério minha vida de oração. Nada acontece por acaso, o texto diz que Jonas pregou e
os ninivitas creram e se arrependeram... (Jn. 3.5)
 

Pr. Josué Gonçalves


Um estudo sobre Jonas
 NOVEMBRO 20, 2019

 222 COMMENTS
 AMOR DE DEUS, AMOR PELO PRÓXIMO
Quando tinha por volta de seis ou sete anos de idade sempre ia às
aulinhas da igreja enquanto meus pais participavam do culto.
Sempre ouvia algumas histórias pontuais sobre Abraão, José,
Moisés e Davi, mas certamente uma que sempre me chamou a
atenção foi a de Jonas.

Depois de muitos anos, já convertido, li o livro deste profeta


algumas vezes a fim de me aprofundar. É interessante o quanto de
ensinamentos podemos tirar de um livro de apenas quatro capítulos
e aplicar em nossa vida cristã.

O intuito desse texto é facilitar aos irmãos o entendimento da


história e oferecer uma reflexão para nossa vida a partir das
questões envolvidas no texto.

O resumo do livro de Jonas


Jonas era um profeta, alguém que conhecia o Senhor e que já
era “um mensageiro de Deus” no Antigo Testamento. Sua missão era
ir a Nínive, uma grande cidade que estava muito corrompida pela
maldade e pelo pecado.
O profeta tentou fugir da presença de Deus e embarcou numa viagem
para Társis e para longe do propósito para o qual o Senhor o havia
chamado.

No meio do caminho uma grande dificuldade apareceu através


de uma tempestade enviada pelo Senhor. Há uma grande
movimentação dos marinheiros presentes. Estes acabam temendo
a Deus e se arrependendo. Logo após isso, Jonas se lançou ao mar
para apaziguar a fúria de Deus e ficou algumas noites na barriga de
um grande peixe orando e pedindo perdão pela sua tentativa de fugir.
Após isso, Jonas, cumpriu o seu chamado e anunciou a destruição
que Deus enviaria àquela cidade por sua tamanha maldade. Todos
de Nínive creram em Deus e então o Senhor perdoou os pecados daquele
povo.
A história, no entanto, que poderia acabar com uma bela moral de
arrependimento e salvação de todas as partes ainda oferece um
aprendizado maior quando Jonas, mesmo depois de tudo, se coloca em
uma posição totalmente incoerente e questiona a Deus quando Este
muda de ideia em relação à destruição que lançaria àquele povo.
Jonas conhecia a Deus
A primeira parte deste estudo é dedicada a quebrar a imagem que
temos de que Jonas era apenas um desobediente qualquer.
Assim como os cristãos, que vivem cotidianamente com Jesus e
participam de sua obra, era Jonas. Um profeta levantado por Deus
no meio do povo para pregar o arrependimento a um povo
contaminado pelo pecado. (O próprio Senhor Jesus cita Jonas como um
profeta em Mt 12:39).
O problema de Jonas não estava no quanto este conhecia o
Senhor. Mas sim no quanto em seu coração estava a vontade de
cumprir o chamado de Deus.
Alinhando com a grande comissão (Mt 28:16-18), entendemos que o
nosso chamado está em pregar o evangelho, que é a salvação
mediante ao arrependimento dos pecados e a fé em Cristo.
Jonas fugiu
Muitas pessoas apontam que Jonas fugiu por medo da maldade
dos Nínivitas. A Bíblia Sagrada não deixa isso claro em nenhum
lugar. O texto dá margem para que entendamos que Jonas fugiu
apenas por se negar a cumprir aquilo que Deus, que é soberano,
havia planejado como missão para o profeta.
A tentativa de fugir da presença de Deus é inútil, sendo o Senhor
onipresente e onipotente, entendemos que Ele está em todo lugar e
tem poder para cumprir toda a sua vontade da maneira que lhe for
mais aprazível.

Muitas vezes nós, cristãos, não sabemos nos sujeitar a Deus e nos
colocarmos abaixo de sua soberania. Sabemos, à luz da Palavra,
que a deturpação da verdade estará sempre presente e que
existem falsos profetas em nosso meio. Às vezes vemos pregações
muito mais centralizadas no homem do que em Cristo e isso faz
com que alimentemos a ideia de que a nossa vontade deve ser
respeitada por Deus e não o contrário.

Deus enviou a tempestade


A primeira coisa que muitos evangélicos tendem a pensar quando
as coisas começam a ficar difíceis é que o diabo está lutando para
infernizar a vida dos crentes. Temos que tomar cuidado com esse
pensamento. Sabendo que estamos debaixo da autoridade e do
senhorio de Jesus Cristo, podemos enxergar que às vezes o próprio
Deus envia uma “tempestade” para evitarmos um caminho contrário
à sua perfeita vontade.

A palavra hebraica para o mal causado pela tempestade é “Ra’ah”.


Curiosamente, é a mesma palavra citada para o momento que
Jonas escolhe ir na direção oposta a qual Deus lhe ordenara ir. Isso
nos dá base para entender que Deus entende toda e qualquer
maldade, seja a dos Nínivitas, seja a de Jonas em não cumprir a sua
vontade, como uma ofensa pessoal.
Sendo Todo-Poderoso, Deus utilizou da tempestade para evitar que
Jonas fugisse de seu propósito e ainda fez com que vários
marinheiros pagãos o temessem e também o adorassem,
arrependidos de sua maldade.

Após sua vontade ser cumprida, e através do momento em que


Jonas é lançado ao mar, Deus tem compaixão dos marinheiros
arrependidos também. Isso revela seu caráter misericordioso para
com todos.

Uma curiosidade quanto à esse trecho é que os marinheiros, mesmo sendo


pagãos tiveram misericórdia de Jonas e não queriam o entregar para a
morte (Jn 1:11-13).
O arrependimento de Jonas
Quando Jonas é engolido pelo grande peixe e permanece nas
profundezas do mar, ora a Deus agradecendo por sua misericórdia
e pelo livramento concedido a ele (Jn 2). Mesmo se opondo a Deus,
foi lhe concedido a graça salvadora que não permitiu o que
morresse nas profundezas do abismo.
Jonas mostra arrependimento por ter fugido do Senhor após a
grande tribulação que lhe sobreveio e se prontifica a cumprir sua
vontade e pregar a destruição que viria à cidade de Nínive.
Trazendo para nossa realidade, a situação é parecida quando, em
meio à uma grande luta e dificuldade nos voltamos para Deus com
o coração arrependido de nossas falhas e da nossa tentativa de
fugir de sua presença e ir em direção aos nossos próprios
interesses. Em sua misericórdia, o Altíssimo nos perdoa e nos
permite voltarmos ao caminho correto.

O arrependimento de Nínive
Depois que Jonas cumpriu sua missão e da boca de Deus anunciou
a destruição que viria a Nínive em resposta aos seus maus
caminhos perante o Senhor, aquele povo se arrependeu. Diferente
do que às vezes entendemos. Arrependimento não é sentimento de
culpa. Mas mudança de comportamento e de atitude. O que
significa que aquele povo resolveu abandonar os caminhos que lhes
pareciam bons e se submeterem à soberania da perfeita vontade de
Deus.

Citei aqui que as coisas más são as que ofendem ao Senhor e que
tanto Jonas quanto o povo que seria alvo de destruição estavam o
fazendo da mesma forma. O arrependimento funciona de maneira
igual. Deus não leva em consideração o tamanho da ofensa mas
sim o quanto o coração daquele que se converteu tem, de fato, a
intenção de se retratar quanto a ela.

Cumprindo o propósito ordenado, Jonas pregou e mais de cento e


vinte mil pessoas se converteram de seus maus caminhos.

A ira de Jonas
Como disse anteriormente, tudo poderia acabar com uma bela
moral de arrependimento e salvação para todos os envolvidos. Não
fosse a ira do profeta quando Deus desiste de destruir aquele povo
por conta de seu arrependimento.

Jonas chega a pedir por sua morte por não entender e aceitar a
decisão divina. Talvez o profeta não tenha entendido que o que
Deus esperava era a conversão do coração (e do entendimento) de
todos os personagens citados.
Isso acontece muito em nosso meio nos dias de hoje, quando nos
colocamos na posição de condenadores e não vemos com olhos
bons a conversão de pessoas que, na nossa concepção, estavam
mergulhadas em pecado e não tinham a possibilidade de serem
salvas.
O mesmo acontece quando a todo momento questionamos a
veracidade da conversão de um irmão segundo aquilo que sabemos
de seu passado.
Ambas as coisas estão totalmente fora daquilo que a Palavra diz a
respeito da forma como devemos agir.

O caráter de Deus
O livro acaba com Deus dando um sermão no profeta, que apesar
de ter recebido anteriormente a misericórdia dos marinheiros
pagãos (que não queriam o entregar a morte) e também do próprio
Deus (que o permitiu viver), não teve compaixão de uma cidade de
população tão numerosa e que segundo o Senhor, não sabia
distinguir entre mal e bem por não O conhecerem.
O caráter misericordioso e bondoso de Deus visto no livro de Jonas
pode ser referenciado no ensino de Jesus Cristo no texto de Mateus
6:14-15 – “Porque, se perdoarem aos outros as ofensas deles, também o
Pai de vocês, que está no céu, perdoará vocês; se porém, não perdoarem
aos outros as ofensas deles, também o Pai de vocês não perdoará as
ofensas de vocês”.

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O que podemos aprender da
vida de Sara?
RESPOSTA

Sarai começou sua vida no mundo pagão de Ur, na terra dos


Caldeus, localizada na área hoje conhecida como Iraque. Ela era
meia-irmã e esposa de Abrão, o qual mais tarde se chamaria Abraão.
Sarai e Abrão tiveram o mesmo pai, mas mães diferentes, de acordo
com Gênesis 20:12. Naqueles dias, a genética era mais pura do que
hoje, e o casamento de parentesco próximo não prejudicava os
filhos dessas uniões. Além disso, como as pessoas tendiam a passar
suas vidas agrupadas em unidades familiares, era o caminho natural
escolher parceiros de dentro de suas próprias tribos e famílias.

Quando Abrão encontrou o Deus vivo pela primeira vez, ele creu e o
seguiu (Gênesis 12:1–4; 15:6), obedecendo ao Seu mandamento de
deixar sua casa para ir a um lugar que nunca tinha ouvido falar,
muito menos visto. Sarai foi com ele.

Sua jornada os trouxe para a área chamada Harã (Gênesis 11:31). O


pai de Abrão, Tera, faleceu nesta cidade, e Abrão, Sarai, Ló (sobrinho
de Abrão) e seu séquito continuaram sua jornada, permitindo que
Deus os liderasse e guiasse. Sem moradia e sem conveniências
modernas, a jornada deve ter sido muito difícil para todos,
especialmente para as mulheres. Durante sua jornada, houve uma
fome na terra, levando Abrão e Sarai a irem para o Egito (Gênesis
12:10). Ao chegarem lá, Abrão temeu que os egípcios o matariam
porque Sarai era linda e provavelmente iriam querer tomá-la como
esposa. Então Abrão pediu a Sarai para dizer a todos que ela era a
sua irmã — o que era tecnicamente verdadeiro, mas também
destinado a enganar. Sarai foi levada para a casa do Faraó, e Abrão
foi bem tratado por causa dela. Mas Deus afligiu a casa de Faraó e a
mentira do casal foi revelada. Faraó devolveu Sarai a Abrão e os
mandou embora (Gênesis 12). Sarai e Abrão voltaram para a terra
agora conhecida como Israel. Eles haviam adquirido muitas posses e
uma grande quantidade de riqueza em suas viagens, então Ló e
Abrão concordaram em se separar para que os enormes rebanhos
de gado tivessem terreno adequado para o pasto (Gênesis 13:9).

Sarai era estéril, uma questão de angústia pessoal e vergonha


cultural. Abrão estava preocupado que não teria um herdeiro. Mas
Deus deu a Abrão uma visão na qual Ele lhe prometeu um filho e
que seus descendentes seriam tão numerosos quanto as estrelas no
céu (Gênesis 15). Deus também prometeu a terra de Canaã à
descendência de Abraão. O problema era que Sarai permaneceu
sem filhos. Dez anos depois de Deus ter feito sua promessa a Abrão,
Sarai, seguindo as normas culturais, sugeriu que Abraão tivesse um
filho com sua serva Agar. A criança nascida dessa união seria
contada como sendo da Sarai. Abrão concordou, e Agar concebeu
um filho — Ismael. Mas Agar começou a olhar para Sarai com
desprezo, e Sarai começou a tratar Agar asperamente, tanto que
Agar acabou fugindo. Deus encontrou Agar no deserto e encorajou-
a a voltar para Abrão e Sarai, o que ela fez (Gênesis 16).

Treze anos após o nascimento de Ismael, Deus reafirmou a Sua


aliança com Abrão, desta vez dando a ele o sinal da circuncisão e da
mudança do seu nome. Abrão, que significa "pai superior", tornou-
se Abraão, que significa "pai de uma multidão". Deus também
mudou o nome de Sarai, que significa "minha princesa", para Sara,
que significa "mãe das nações". Deus disse a Abraão que lhe daria
um filho através de Sara. Esse filho — Isaque — seria aquele com
quem Deus estabeleceria sua aliança. Deus abençoaria Ismael
também, mas Isaque era o filho da promessa através do qual as
nações seriam abençoadas (Gênesis 17). Isaque significa "ele ri".
Abraão riu porque, aos 100 anos de idade, ele pôde ter um filho
com Sara, que tinha 90 anos e tinha sido estéril toda a sua vida. Sara
também riu da perspectiva (Gênesis 18:9-15).
Pouco depois de Deus ter prometido um filho a Abraão e Sara, Ele
destruiu Sodoma e Gomorra, mas resgatou o sobrinho de Abraão,
Ló (Gênesis 19). Abraão e Sara partiram para a terra do Neguebe e
moraram em Gerar (Gênesis 20:1). Abraão novamente pediu a Sara
para mentir sobre sua identidade, e o rei de Gerar tomou-a para ser
sua esposa. Mas Deus protegeu Sara, através de quem Isaque
nasceria. O rei Abimeleque não teve relações com ela. Deus advertiu
Abimeleque em um sonho, e o rei não apenas sacrificou a Deus em
arrependimento, mas também deu presentes a Abraão e Sara e
permitiu que habitassem na terra (Gênesis 20).

Deus permaneceu fiel à Sua promessa de dar a Abraão e Sara um


filho. Eles o chamaram de Isaque, e "disse Sara: Deus me deu motivo
de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo. E
acrescentou: Quem teria dito a Abraão que Sara amamentaria um
filho? Pois na sua velhice lhe dei um filho" (Gênesis 21:6–7). Embora
ela possa ter rido anteriormente em descrença e sigilo, agora Sara
ria de alegria e queria que sua situação fosse conhecida. Deus tinha
sido fiel à sua promessa e a abençoado.

Infelizmente, a tensão entre Sara e Agar permaneceu. Quando


Isaque foi desmamado, Abraão deu um banquete. Mas Ismael, filho
de Agar, estava zombando de Isaque. Sara disse a Abraão para se
livrar de Agar e Ismael e que Ismael nunca deveria compartilhar a
herança com Isaque. Abraão ficou angustiado com isso, mas Deus
lhe disse para fazer o que Sara disse e que seus descendentes
seriam contados através de Isaque. Abraão mandou Agar e Ismael
embora, e Deus cuidou de suas necessidades (Gênesis 21:8–21). Foi
depois disso que Deus testou Abraão ao pedir-lhe que sacrificasse
Isaque. Abraão estava disposto a abrir mão de seu filho, confiando
que Deus ainda permaneceria fiel a Sua promessa (Gênesis 22;
Hebreus 11:17-19).

Sara era uma mulher simples, bela (Gênesis 12:11) e muito humana;
ela cometeu erros, assim como todos cometemos. Ela deu um passo
à frente de Deus e tentou cuidar da promessa dEle com as próprias
mãos quando enviou sua serva, Agar, a Abraão para gerar o filho
que Deus havia prometido. Ao fazer isso, ela iniciou uma contenda
que tem durado 4.000 anos (Gênesis 16:3). Ela riu em descrença
quando, aos 90 anos de idade, ouviu um anjo dizer a Abraão que ela
ficaria grávida (Gênesis 18:12), mas deu à luz o filho prometido e
viveu mais 30 anos, morrendo aos 127 anos de idade ( Gênesis 23:1).

Hebreus 11:11 usa Sara como um exemplo de fé: "Pela fé, também, a
própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado
de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a
promessa". 1 Pedro 3:5–6 usa Sara como exemplo de uma mulher
santa que esperava em Deus e se adornava com submissão ao
marido. Sara voluntariamente deixou sua casa e saiu para o
desconhecido para seguir Abraão, enquanto ele seguia as instruções
de um Deus com quem não estava familiarizada na época. Ela
suportou muito para tentar fornecer um herdeiro para seu marido e
protegê-lo em terras perigosas. No final, Sara teve fé suficiente para
acreditar que ela e seu marido, com idades de 90 e 100 anos,
produziriam o herdeiro prometido, Isaque. Embora vivesse em um
mundo de perigo e confusão, Sara permaneceu firme em seu
compromisso com seu marido e com Deus, e esse compromisso foi
recompensado com bênçãos.
O processo nos prepara para o chamado
O processo nos prepara para exercer o chamado, mas só se
permitirmos que ele nos prepare
Publicado
 3 anos atrás
em
 10h54 - 11/04/2018
Por
 Fernando Pereira
O apóstolo Pedro não passava de um pescador quando Jesus o chamou para
ser seu discípulo e tornar-se, mais tarde, um dos ícones do Novo Testamento e
do Cristianismo. Jesus o chamou não com base no que ele era no presente,
mas com base no potencial que tinha para se tornar o que se tornou no futuro.

Pedro, após quase se afogar ao tentar andar por sobre as águas com seu
mestre, poderia ter “se tocado” de que, embora estivesse com Jesus
diariamente, não possuía fé suficiente. Ali poderia ter deixado o processo,
voltado a pescar e levar uma vida comum como os demais concidadãos de sua
época.

Mais tarde, após ter negado Jesus, –– tempo depois de ter dito que se
permitiria ir preso e até morto com seu mestre –– refletiu e chegou à conclusão
de que deveria, de uma vez por todas, abandonar aquele chamado e voltar
para o ramo da pesca, pois, embora houvesse riscos no mar, as variáveis eram
mais fáceis de serem previstas e de se precaver para enfrentá-las. E foi o que
ele fez.

Aquela circunstância do processo o frustrou e o fez desanimar. Só que Jesus


sabia que aquela circunstância do processo era ideal para que Pedro perdesse
sua falsa noção do que era militar no e para o Reino de Deus.

Jesus sabia que aquele momento acordara Pedro para a realidade, pois até
aquela circunstância Pedro havia comido pão multiplicado, visto cegos
enxergarem, aleijados serem curados, demônios serem expulsos e etc., mas
não tinha sentido a realidade de uma perseguição por ser agente provocador
dessas coisas.

Quando vivemos usufruindo milagres e os vendo acontecer em benefícios de


outros também, acabamos por construir dentro de nós uma realidade a parte
do que de fato é real (milagres são exceções). Foi por isso que os judeus ––
que viveram os maiores milagres no deserto –– negavam a Deus por pouca
coisa, pois a realidade que experimentavam a partir das bênçãos os fazia
entrar numa espécie de zona de conforto, os tornando intolerantes aos
mínimos desconfortos. Aquela geração que saiu do Egito, exceto Josué,
Calebe e o sacerdote Eleazar, morreu no deserto por se negar a viver a parte
real à parte da realidade dos milagres ––enfrentar os moradores da terra
prometida e os vencer em batalhas.
Os milagres excessivos vistos por Pedro não lhe fixavam na fé, pois o que era
uma exceção para as outras pessoas, para ele era a “regra”, pois via acontecer
diariamente. Jesus foi atrás de Pedro à beira mar porque sabia que aquela
circunstância o tinha feito se atentar para o outro lado da realidade.

No dia em que foi preso, Jesus sabia que Pedro iria negá-lo, e isso é tanto
verdade que ele mesmo disse ao discípulo que antes que o galo cantasse, ele
o negaria por três vezes. Ao anunciar a Pedro que isso iria acontecer, Jesus
“armou” um gatilho que o deflagraria para a realidade necessária no momento
em que ele negasse o mestre.

Jesus, quando foi ter com os discípulos no Mar de Tiberíades, onde Pedro
também estava pescando, já chegou operando um milagre. Quando Pedro se
aproximou do mestre, depois de terem comido, Jesus perguntou a eles por três
vezes se o discípulo o amava. Pedro, na terceira Vez responde dizendo que
amava e que Jesus sabia que sim. O mestre, também, pela terceira vez lhe diz:
“apascentas as minhas ovelhas”.

Jesus diz ainda para ele que ele era um moço, até então, que tinha dificuldades
de lidar com a contrariedade, mas que o processo fez dele alguém tão
submisso à missão do chamado, que, no futuro, iriam levar ele para onde não
queria ir e ele iria sem resistir (João 21. 15 a 22).

Pedro, quando viu a João seguindo o mestre, inquiriu Jesus o porquê ele o
seguia, pois ele é quem havia perguntado a Jesus, na Santa Ceia, quem o
haveria de trair. Talvez Pedro tivesse pensado que João, ao fazer a pergunta,
queria constranger a Jesus, por isso quis censurar a João (Versículos 20 a 22).
Mas o Senhor o repreendeu dizendo: “Se eu quero que ele fique até que eu
venha, que te importa a ti? Segue-me tu”, ou seja, Jesus quis dizer a Pedro
que, quanto a seguir a Jesus, sua maior preocupação deveria ser consigo
mesmo.

Jesus tem coisas grandes para realizar por intermédio do chamado que nos
deu, mas, ao invés de sermos centrados nos outros, nas distrações, devemos
nos centrar em perceber nossa própria situação diante do mestre e de nosso
chamado, e nos livrarmos de nossas intransigências. O processo nos prepara
para exercer o chamado, mas só se permitirmos que
PROPÓSITO E PROCESSO
PARTE I – “QUEM ÉS TU?”

A palavra de Deus nos diz em João 15:16 – “Não gostes vós que me
escolhestes a mim;pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos
designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de
que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda”.
Em Efésios 1:4 – “…assim como nos escolheu nele, antes da fundação
do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele”
Em João 10:10 – “…eu vim para que tenham vida e a tenham em
abundancia”.
Vemos nas referencias bíblica acima que Deus tem um propósito para
nossas vidas;

 Darmos fruto, frutificarmos;


 Sermos santos e irrepreensíveis;
 Termos vida com abundância.

Só que precisamos entender que no propósito de Deus para nossas vidas se


estabelece um processo a ser desenvolvido, até que tenhamos atingido esse
propósito.
O processo em si vai exigir renúncias. Nenhum propósito é atingido sem
que haja sacrifícios.
Vamos pegar a vida de João Batista como exemplo para responder a
pergunta feita: “QUEM ÉS TU?” – João 1:19 a 23.
Deus tinha um propósito na vida de João Batista que envolvia um processo
a ser realizado.
João  Batista era filho de sacerdote, portanto da linhagem sacerdotal. Ele
deveria ser um sacerdote, entretanto Deus pede para que ele abdique o
sacerdócio e se torne um profeta. Ser sacerdote era“status” em Israel, mas
o profeta muitas vezes era rejeitado por ser porta voz de Deus. Sua
mensagem nem sempre era aceita, pois apontava o pecado do
povodesejando que o mesmo se arrepender-se.
Como sacerdote seu ministério deveria ser exercido em Jerusalém, a
capital religiosa. Seu serviço seria no templo, visto e respeitado por todos.
Entretanto, Deus lhe pede que vá para o deserto.
Os sacerdotes eram distinguidos com vestes especiais, que os identificava
imediatamente, diferenciando-os do restante do povo. Em vez de vestes
especiais Deus lhe oferece vestes de pelo de camelo e um cinto de couro.
O sacerdote come do sacrifício que são trazidos ao templo, Deus oferece a
João Batista uma alimentação de gafanhotos e mel silvestre.
Como podemos perceber este era o processo para conduzir João Batista ao
propósito de Deus.
O propósito nos tira da zona de conforto. O propósito nos tira do buraco da
mesmice, acomodação, do desanimo, da desistência. O propósito nos dá
significado para a vida.
Quando João Batista se alinha com o propósito, Deus começa a usá-lo de
forma tal que saiam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e
circunvizinhança do Jordão. Ele estava se tornando uma celebridade.
Diante de tal movimento os sacerdotes e levitas vão ao seu encontro e lhe
perguntam: Quem és tu?
És tu o Cristo? João responde: – Eu não sou o Cristo.
És tu Elias? João responde: – Eu não sou.
És tu o profeta? João responde: – Eu não sou.
Então,declara-nos quem és tu? João responde: – Eu sou a voz do que
clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta
Isaias.
Vamos ver que no processo que nos coloca no propósito de Deus, muitas
coisas serão trabalhadas.
Não é aquilo que penso ou quero, mas o abrir mão de tudo para que se
cumpra a vontade de Deus em nossas vidas.
É ter a capacidade de entender que muitas coisas podem “subir a nossa
cabeça”, tais como sucesso, fama, reconhecimento, “status gospel/se
tornar uma celebridade”,mas estar consciente do propósito que o Senhor
tem para as nossas vidas.
JoãoBatista era um homem totalmente consciente da sua identidade.
O processo para atingir o propósito de Deus para nossa vida, consolida
nossa identidade a ponto de podermos dizer: – Eu sei quem sou.
Para que sua identidade fosse firmada em Cristo ele fala algo que deveria
estar presente em nossas vidas; “Convém que ele cresça e que eu
diminua”.
O preço do propósito de Deus para João Batista foi ele pagar com a própria
vida naquilo que ele acreditava, pois morreu decapitado. Entretanto, Jesus
fez uma das maiores declarações a respeito de um homem: – “Em verdade
vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que
João Batista”. – Mateus 11:11.
Vivemos numa cultura da aparência onde nossa identidade é multifacetada.
Dependendo das pessoas, situações ou locais, as pessoas colocam
máscaras. Isso significa fingimento, hipocrisia, mentira e engano.
O pior engano que pode haver é quando procuramos enganarmo-nos a nós
mesmos.
Muitas vezes queremos ser aquilo que na realidade não somos, porém Deus
nos conhece por inteiro (Salmo 139). E Deus nos pergunta: – Porque te
esforças para ser aquilo que eu não te fiz para ser?
Quando não nos comprometemos a realizar aquilo que nos é requerido,
significa que estou no lugar errado, fazendo a coisa errada. Pare! Procure o
propósito de Deus, pois é isso que dará significado e realização para sua
vida.
Deus abençoe!