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SIGAEST 1/2

Estoque e Custos
À medida que os esforços para redução dos custos aumentam, cresce proporcionalmente a importância do gerenciamento de Estoques e
Custos.
Na Era do e-commerce e da venda com entrega imediata e alta personalização, o controle de estoques deve garantir o nível de serviço exigido
pelos clientes internos e externos da organização, garantindo a confiabilidade, velocidade e flexibilidade necessárias para a operação da
organização.
O controle de saldos e de movimentações torna-se muito mais complexo quando lidamos com centenas ou milhares de itens em estoque,
ainda mais se considerarmos que os itens podem ter uma série de características específicas, tais como:
• Tributações diferentes que interferem diretamente no custo dos itens estocados: o processo de manipulação das informações, em alguns
casos, pode até reduzir o valor contábil em estoque ao final de um determinado período e ocasionar ganhos financeiros para a empresa.
• Estruturas variadas com composições diversas: produtos com essa característica exigem controle rigoroso das composições e combinações
possíveis, que podem gerar milhares de combinações diferentes de produtos acabados.

Gerenciamento de Estoque
Gerenciar estoques e custos envolve:
• Gerenciar o controle do fluxo de materiais na atividade empresarial, obtendo informações detalhadas sobre saldos em estoque.
• Gerenciar o controle da movimentação de materiais.
• Gerenciar o processo de formação de preço e análise gerencial de custos.

Funcionalidades
As funcionalidades destinadas à gestão de Estoques e Custos reunidas na Linha de Produto Microsiga Protheus permitem o total
gerenciamento dos processos de estocagem, armazenagem e custeio existentes nas atividades empresariais. Assim, o ambiente de Estoque e
Custos deve responder às seguintes perguntas de uma empresa:
• O que tenho armazenado em meu estoque?
• Qual o valor do estoque armazenado?
• Qual o custo do estoque armazenado?
• Qual o custo do produto acabado?
• Qual o preço de venda sugerido para o produto acabado?
• Onde está armazenado determinado item?

Cadastros Básicos
• Unidades de Medida.
• Grupos de Produtos.
• Endereços.
• Moedas.
• Centro de Custos.
• Produtos.
• Saldos Iniciais.
• Tipos de Movimentação.
• Tipos de Entrada e Saída.
• Fornecedores.
• Produto x Fornecedor.

Unidades de Medida
A Unidade de Medida é a nomenclatura utilizada para contagem e controle das quantidades (saldos) dos produtos no estoque. Tal
controle é realizado pela Linha de Produto Microsiga Protheus em até duas unidades de medida por produto, sendo uma primária e as
outras secundárias, ambas informadas no cadastro do produto.
Em diversas consultas e relatórios a unidade de medida é utilizada para informar e referenciar ao usuário qual a unidade de
mensuração do estoque será utilizada.

Grupo de Produtos
O grupo é uma das maneiras de reunir produtos com características comerciais e/ou físicas semelhantes, com o objetivo de
facilitar e estruturar as consultas ao estoque. Essa informação é muito utilizada em grande parte das rotinas do ambiente para filtragem
durante cálculos e/ou obtenção de informações.
É possível, por exemplo, realizar o cálculo e atualização dos indicadores dos produtos somente para determinado grupo de
produtos ou, ainda imprimir determinado relatório referente aos produtos de determinados grupos.

Endereços
Um endereço pode ser definido como uma posição específica de armazenagem dentro do armazém, como por exemplo, uma
prateleira específica ou uma posição porta-palete. É uma subdivisão do armazém para que seja possível a exata localização do produto no
seu local de armazenagem.
No ambiente de Estoque/Custos, o cadastro de endereços é utilizado para registro dos endereços físicos existentes nos diversos
armazéns da empresa e destina-se ao endereçamento e armazenagem dos produtos que forem definidos para utilizarem o controle de
localização.
Outra funcionalidade existente no controle de localização é o controle de capacidade de armazenagem dos endereços, que
permite gerenciar o volume de produtos armazenados nos endereços, alertando o usuário no ato do endereçamento, caso a capacidade
do endereço não suporte o produto a endereçar.
O controle da capacidade pode ser feito de duas formas:
• Pela cubagem do endereço e do produto: preencha as medidas de altura, largura e comprimento do endereço na pasta
Estoque do cadastro de endereços.
• Pela quantidade endereçada: preencha a capacidade de armazenamento do endereço na pasta Estoque do cadastro.

Importante!
A utilização das funcionalidades de controle de localização depende da ativação do parâmetro de sistema MV_LOCALIZ.
O controle de capacidade de armazenagem é ativado pelo parâmetro de sistema MV_CAPLOCA.

Moedas
No Cadastro de Moedas, a manutenção das taxas deve ser efetuada diariamente, inclusive aos finais de semana, pois todos os
cálculos em outras moedas dependem do preenchimento dessas taxas. No ambiente de Estoques/Custos as taxas de moeda tem
fundamental importância para os cálculos de custos em outras moedas.
A Linha de Produto Microsiga Protheus já vem configurada com cinco moedas, sendo 1 padrão (moeda corrente do país) e 4
alternativas. Sempre que o sistema é carregado com uma nova data de processamento, é solicitada a taxa das moedas alternativas. Caso
o cadastramento das moedas não seja feito neste momento, os dados poderão ser informados posteriormente, por meio deste cadastro.
Uma forma prática de atualizar as taxas das moedas para determinado período é efetuando as suas Projeções. Esta opção
possibilita efetuar a projeção das taxas das moedas por um determinado período, a projeção pode ser realizada de duas formas:
Regressão linear: com base no comportamento dos valores em um dado intervalo (número de dias anteriores) é realizada a
projeção. Para processar a regressão linear é necessária a existência de no mínimo, 2 valores anteriores.
Inflação: projeta a inflação do mês informado, com base na taxa de inflação prevista para o período.
Importante!
Por se tratar da moeda padrão, não há projeção para a moeda 1.

Centro de Custo
Os centros de custos podem ser definidos como setores ou departamentos de uma empresa sendo estes delimitados segundo o
aspecto de localização de custos. Assim, os centros de custos são conhecidos como entidades contábeis utilizadas para apuração dos
custos (receitas e despesas) gerados nos diferentes setores da empresa.
No ambiente de Estoque/Custos os centros de custos serão utilizados para contabilização dos custos de estoque por meio de
lançamentos contábeis realizados por diversas rotinas do ambiente. Além disso, o centro de custo também pode ser utilizado para
custeio das ordens de produção no que diz respeito à apropriação dos custos indiretos, por meio do rateio dos custos apropriados nos
centros de custo associados aos produtos mão de obra consumidos durante a produção (processo a ser descrito no tópico Produto Mão
de Obra no capítulo de Produtos e no fluxo de atualização dos indicadores dos produtos e custos).
Saiba Mais!
É comum na contabilidade das empresas criar os centros de custos de forma estruturada (em níveis). Antes de criar centros de
custos, sugere-se a definição de uma estrutura hierárquica dos centros de custos conforme visão contábil da empresa.

Produtos
Este cadastro contém as principais informações sobre os produtos e serviços adquiridos, fabricados ou fornecidos pela empresa,
propiciando assim o seu controle em todos os ambientes do sistema. É neste cadastro, por exemplo, que estão armazenados os
indicadores de produtos e demais informações do item.
As empresas exclusivamente comerciais terão, possivelmente, apenas produtos para revenda e materiais de consumo. Já as
empresas industriais terão, possivelmente, todos os tipos de produtos ou materiais utilizados para produção: produtos acabados,
produtos intermediários, matérias-primas, materiais de consumo e outros inclusive mão de obra ou serviços agregados à fabricação que
devem compor o custo do produto final.
A definição de produto é genérica e abrange muitos conceitos que podem variar de acordo com o ramo de atuação da
organização, bem como, do ambiente utilizado.
A seguir apresentaremos algumas funcionalidades existentes no Cadastro de Produtos.

Produtos – Dados Complementares


Além dos dados básicos do produto, é possível também realizar o cadastro das informações complementares. Para isto, configure
o parâmetro de rotina Prod. e Complemento acessado pela tecla [F12] no cadastro do item como Sim.
Esse cadastro é um complemento ao cadastro do produto e possui informações utilizadas em diversos controles do sistema.
Saiba Mais!
O cadastro de complemento de produto, além de disponível no cadastro do produto por meio do parâmetro de rotina [F12],
também está disponível no menu do ambiente de Estoque/Custos no caminho Atualizações -> Cadastros -> Produto -> Complemento
Prods.

Produtos – Produtos Alternativos


Para as empresas que praticam manufatura de produtos por meio da geração de ordens de produção e utilizam o cadastro de
estruturas é possível definir produtos alternativos para os insumos de produção. A partir desta definição, sempre que o insumo definido
na estrutura não possuir estoque suficiente para atender a demanda de produção o sistema tentará utilizar os produtos alternativos
definidos para este insumo.
Produtos – Indicadores de Produtos
Os indicadores do produto estão associados ao cadastro do produto. Como a Linha de Produto Microsiga Protheus permite o
compartilhamento desse cadastro entre as diferentes empresas do grupo, pode ser necessário o registro dos indicadores por empresa
(quando tais valores forem diferentes em cada empresa). Para atender a esta necessidade utilize o cadastro de indicadores de produtos,
que permite o registro dos indicadores e outros dados por empresa do grupo.
Importante!
A utilização da entidade de Indicadores de Produtos (SBZ), para obtenção dos valores de indicadores, depende da configuração do
parâmetro MV_ARQPROD com a sigla SBZ.

Produtos – Apropriação Indireta


A apropriação indireta é um conceito aplicado aos produtos de difícil contagem e controle de estoque, em função de sua
mensuração e seu uso no processo de manufatura de bens. Normalmente produtos com estas características são requisitados ao
armazém de estoque em grande quantidade, que é movida a um armazém de processo, onde será consumido por diversas ordens de
produção. Alguns produtos que exemplificam a aplicação do controle de apropriação indireta:
Tinta: se um determinado produto acabado utiliza 100 ml de tinta em sua composição e a tinta é armazenada em latas, o
processo de requisição não é feito diretamente, já que dificilmente a requisição será feita com uma seringa. Normalmente, requisita-se
uma lata de tinta para o processo e as baixas são feitas posteriormente nessa lata.
Parafusos: quando a quantidade de parafusos utilizada em um processo produtivo é grande utiliza-se o conceito parecido com o
da tinta, pois não é feita contagem e requisição de parafuso por parafuso, requisita-se uma caixa de parafusos para o processo e as baixas
são feitas diretamente nesse saldo.
Para utilizar o conceito de apropriação indireta, primeiramente configure o parâmetro de sistema MV_LOCPROC, com o código
do armazém de estoque que será utilizado como armazém de processo. É este armazém que será usado como armazém destino das
requisições de estoque dos produtos de apropriação indireta e também como armazém para requisição da produção.
Além disso, o uso do conceito de apropriação indireta depende também da configuração do campo Apropriação, no cadastro dos
produtos que se deseja utilizar o controle.
Com o controle implementado, sempre que realizada uma requisição no armazém de estoque, o sistema identificará que o
produto é de apropriação indireta e transferirá a quantidade requisitada ao armazém de processo (desde que o tipo de movimento
utilizado na requisição esteja configurado para não anular o tratamento).

Produtos – Produto Mão de Obra


Em um processo de manufatura de bens, o custo final dos produtos produzidos reflete na somatória dos custos de tudo que foi
empregado na fabricação do bem, desde as matérias-primas aplicadas à produção, até os gastos com operadores, energia elétrica, entre
outros.
No ambiente de Estoque/Custos a apropriação de custos em uma produção ocorre sob duas ópticas:
Custos diretos: são os custos identificados com os bens ou serviços resultantes, ou seja, têm parcelas definidas apropriadas a
cada unidade ou lote produzidos. Resume-se as matérias-primas e serviços consumidos durante o processo.
Custos indiretos: são todos os outros custos que dependem da adoção de algum critério de rateio para sua atribuição à produção.
No jargão da contabilidade brasileira eles são chamados de Custos Indiretos de Fabricação (CIF) ou Gastos Gerais de Fabricação (GGF).
Exemplo: água e energia elétrica, e como no ambiente de Estoque/Custos não há controle de recursos humanos na produção, mão de
obra.
Os custos diretos de matérias-primas e serviços são apropriados por meio dos custos das requisições destes materiais contra a
ordem de produção. Esses custos são obtidos conforme custo do produto requisitado, determinado pelo histórico de compras.
Já os custos indiretos, justamente por não serem apropriados por ordem de produção serão determinados pelos saldos de
centros de custos, que estão relacionados à produção (utilizados justamente para captar todos os custos indiretos gastos em produção).
Estes saldos de despesas acumulados nos centros de custos serão rateados entre todas as ordens de produção que consumiram gastos
dos centros de custos. Tal rateio será determinado e realizado justamente pelo produto mão de obra.
O produto mão de obra é relacionado a um determinado centro de custo, por meio de um dos dois métodos abaixo:
MOD: ao cadastrar o produto devemos preencher o código com as letras MOD mais o código do centro de custo que o produto
mão de obra representará. Ex: caso queira utilizar o centro de custo de código CC001 para custear a produção, deverá criar o produto de
código MODCC001.
Código livre: é possível criar o produto com o código que desejar. Neste caso, preencha o campo CC p/ Custo com o código do
centro de custo que será utilizado para obtenção dos custos.
Uma vez criados os produtos mão de obra devemos referi-los aos produtos acabados que serão custeados pelos centros de custos
relacionados. Este relacionamento deve ser criado a partir da inclusão do produto mão de obra na estrutura dos produtos fabricados com
quantidade que represente, por exemplo, o percentual de rateio a ser aplicado no produto fabricado.
Desta forma, sempre que produzido o produto, uma quantidade do produto mão de obra será requisitada. Posteriormente,
durante recálculo de custos, esta requisição será valorizada com o rateio das despesas do centro de custo relacionado ao produto mão de
obra, custeando assim a OP.

Produtos – Controle de Rastro


O controle de rastro permite a rastreabilidade total do produto desde a entrada, passando pelo estoque até a sua saída. O
controle é realizado por meio da numeração de lote, que é atribuída na entrada do material em estoque. A partir disso, toda
movimentação do produto é registrada com o número do lote, o que possibilita o rastreio das movimentações do item, além do controle
de rastreabilidade, no qual é realizado também o controle da validade dos lotes por meio do registro da data em cada lote.
Tal controle é muito utilizado, por exemplo, nos segmentos alimentícios e químicos, justamente em função da possibilidade de
rastreio dos lotes e controle das validades.
O controle de rastro pode ser realizado em dois níveis:
Lote: há somente um nível de controle, sendo este o lote. Entradas de um mesmo lote realizadas em momentos diferentes não
geram diferenças no saldo do lote.
Sub-lote: nível de controle mais detalhado, sendo uma subdivisão do lote. Na entrada em estoque, além da numeração de lote
identificada pelo usuário, é gerada uma numeração de sub-lote (sequencial e de controle do sistema) para cada entrada realizada no lote.
Assim, cada entrada do produto gerará um novo sub-lote de controle.
A utilização do controle de rastro depende da ativação do parâmetro de sistema MV_RASTRO. Também é necessário que o
cadastro de cada produto que se deseja utilizar o controle seja configurado com o campo Rastro, configurado com a opção de controle
desejada (lote ou sub-lote).
A digitação do número do lote nas entradas em estoque não é obrigatória. Quando o número de lote não for informado, o
sistema utilizará uma numeração automática definida por (ordem de aplicação):
a) fórmula associada ao cadastro do produto no campo Cod. Form. Lot.
b) por fórmula definida por meio do parâmetro MV_FORMLOT.
c) numeração sequencial conforme conteúdo do parâmetro MV_PRXLOTC.
d) numeração sequencial conforme conteúdo do parâmetro MV_PRXLOTE precedida da palavra AUTO.
Ao realizar saídas do estoque por pedidos de venda ou empenhos de ordens de produção, o número do lote pode deixar de ser
informado. Nestes casos o sistema irá sugerir o lote com vencimento mais próximo.
Saiba Mais!
Ao habilitar o controle de rastro para um produto que já possui saldo em estoque é necessário realizar a distribuição desse saldo
em lotes. Para isso, utilize o programa de Manutenção de Lotes por meio do menu Atualizações -> Movimentações -> Internas ->
Rastreabilidade -> Manutenção -> Opção Incluir.

Produtos – Controle de Localização


O controle de localização pode ser utilizado por empresas que criam em seus armazéns subdivisões para facilitar a localização dos
itens, por exemplo, ruas, prateleiras, entre outros, sendo o endereço a identificação das subdivisões (localizações) do armazém.
A utilização das funcionalidades do controle de localização depende da ativação do parâmetro MV_LOCALIZ. Além disso, é
necessário que o cadastro de cada produto que se deseja utilizar o controle seja configurado com o campo Contr. Ende. como Sim.
Saiba Mais!
Ao habilitar o controle de número de série para um produto que já possui saldo em estoque é necessário realizar a distribuição
deste saldo em números de série. Utilize o programa de Criar Sld. no End. (MATA805) por meio do menu Atualizações -> Movimentações
-> Internas -> Endereçamento -> Criar Sld. no End.

Produtos – Controle de Localização - Cadastro


Sempre que realizada a entrada em estoque, depois da ativação do controle de número de série para um produto, a quantidade
de entrada deve ser identificada com seus respectivos números de série.

Saldos Iniciais
Ao implantar o ambiente Estoque/Custos em uma empresa é muito comum que ela já possua em seus estoques diversos
produtos armazenados. Desta forma, é necessário a implantação dos saldos no sistema.
Para realizar este processo, utilize a rotina de Saldos Iniciais.
Quando o produto possuir controle de rastro, realize a distribuição do saldo inicial informado em lotes, por meio da opção Inf.
Lote.
Quando o produto possuir controle de localização e/ou número de série é gerado saldo a distribuir na rotina de Endereçamento
para posterior endereçamento e/ou criação dos números de série.

Tipos de Movimentação
O cadastro de tipos de movimentação é de extrema importância para o ambiente de Estoque/Custos. Sempre que realizada uma
movimentação de estoque no ambiente, o usuário deve associar esta movimentação a um tipo de movimentação previamente
cadastrado. Isso deve ser feito, pois é no cadastro de tipo de movimentação que estarão definidas as características do movimento
realizado como, por exemplo, o tratamento de uma requisição, produção ou devolução.
A alteração das informações desse cadastro não reflete nas movimentações já criadas e atreladas a ele.

Tipos de Entrada e Saída (TES)


No ambiente de Compras, assim como em todo o sistema da Linha de Produto Microsiga Protheus, o Tipo de Entrada e Saída
(TES) é responsável pela correta classificação dos documentos fiscais de entrada e saída registrados no sistema, obrigatório na inclusão
desses documentos.
Seu preenchimento deve ser efetuado com muito cuidado, por meio dele é possível:
• Controlar a entrada e saída de produtos/valores no estoque (integração com os ambientes: SIGAEST - Estoque e Custos,
SIGAFAT - Faturamento e SIGACOM - Compras), atualizando os custos de entrada e saída.
• Calcular os tributos pertinentes ao documento registrado (entrada ou saída), bem como, definir sua escrituração nos Livros
Fiscais de ISS, ICMS e IPI (integração com o ambiente SIGAFIS - Livros Fiscais).
• Incluir automaticamente títulos na carteira a receber (vendas/saída) e na carteira a pagar (compras/entradas) integração com
os ambientes SIGAFAT - Faturamento e SIGACOM – Compras.

Fornecedores
Fornecedor é uma entidade que tem por objetivo suprir as necessidades de produtos ou serviços de uma empresa, seja ela
nacional ou não.
Quando o fornecedor é um prestador de serviços, o serviço por ele fornecido deve existir no Cadastro de Produtos. O devido
preenchimento desse cadastro é importante para definir o perfil completo do fornecedor, dados que poderão ser utilizados em outras
rotinas do sistema.
Produto x Fornecedor
Esse cadastro armazena informações referentes à relação dos produtos com seus respectivos fornecedores. Essas informações
são utilizadas pela Linha de Produto Microsiga Protheus para realizar a avaliação das especificações de um fornecedor para determinado
produto, por exemplo:
• Na rotina de geração das cotações de compras, quando são enviadas aos fornecedores dos produtos cadastrados.
• Para controle dos produtos a serem enviados para o controle de qualidade.

Codificação Inteligente - Conceito


A criação de produtos com a codificação inteligente (disponível no ambiente de Estoque/Custos por meio das funcionalidades de
Configurador de Produtos) possibilita a geração de códigos de produtos de forma dinâmica. Assim, é possível criar a configuração,
definindo a base do código opcional, restrições e composição do código.
Estas rotinas possibilitam a formação do cadastro de produtos e do cadastro de pré-estruturas/estruturas a partir das definições
realizadas no Configurador de Produtos. A formação automática pode ser disponibilizada em todos os campos de entrada de códigos de
produto em qualquer ambiente da Linha de Produto Microsiga Protheus, desde que o campo esteja relacionado ao cadastro de produtos
padrão. Em todos os pontos do sistema é possível acessar interfaces de consulta facilitadas, permitindo escolha de características para
formação do item configurado.
O processo de codificação inteligente deve seguir as seguintes etapas:
• Definição da Estruturação dos Códigos (definição das características do produto e formação de códigos).
• Codificação das Características (definição das variações de características).
• Definição dos Dados Padrão, composição de estruturas.
• Disponibilização para Uso.

A Codificação Inteligente, por meio da interface de montagem da codificação, facilita a geração de documentos
relacionados a uma família de produtos. Com ela, nos documentos do sistema o usuário poderá digitar o código da família de pr
utilizar a interface de seleção de opções para as características da família. Após a definição das opçõe
sistema automaticamente irá determinar o código do produto desejado pelo usuário.
Esta funcionalidade existe nas seguintes interfaces:
• Solicitações de Compra.
• Pedidos de Compra.
• Ordens de Produção.
• Pedidos de Venda.
• Rotinas de Movimentação de Estoque, entre outras.

Família de Produtos
Para utilizar os recursos dessa rotina, primeiramente cadastre a família de produtos. É a família de produtos que terá todas
definições sobre os produtos a serem gerados a partir
estruturação dos produtos.
Para facilitar o entendimento de como estruturar a codificação de um produto, vamos utilizar como exemplo uma empresa que
monta computadores que possuem diferentes configurações de processador, memória, disco rígido etc. Dessa forma, podemos definir o
produto e suas características conforme tabela exibida.

Opções das Características


Uma vez definida a estrutura de codificação do produto, por meio do cadastro de sua família e suas características, o próximo
passo é a definição das opções (atributos) de cada característica. Retomando o exemplo anterior da empresa que monta computadores,
suponhamos as seguintes opções para as características apresentadas anteriormente conforme tabela exibida.
Neste exemplo, para cada característica da família deverá ser realizado um processo de codificação, em que serão definidas as
opções de cada característica. Por exemplo, para a característica processador seriam definidas as opções: I3 – Core I3 e I5 – Core I5.

Dados Padrão
Após o cadastro da família de produtos com suas respectivas características, e da definição das opções das características,
devemos definir os dados padrão para os produtos a serem originados a partir da família de produtos. Os dados padrão são os conteúdos
que devem ser gravados nos campos de preenchimento obrigatório no cadastro do produto, como tipo de produto, unidade de medida,
entre outros, e que são comuns a toda a família.
A definição desses dados pode ser realizada de duas maneiras diferentes, de acordo com o que foi definido no campo Campo
Pad. no cadastro da família. Quando o referido campo for definido como Sim será utilizado o cadastro de dados padrão. Quando definido
como Não serão utilizadas fórmulas. Veremos a seguir como realizar este processo para cada um dos casos.

Fórmula para Codificação


Conforme observamos em tópicos anteriores, no cadastro da família de produtos, por meio do campo Cod. Padrão é possível
definir se será utilizada ou não a fórmula padrão do sistema, para composição dos códigos de produtos a serem gerados pela família. A
codificação dos produtos da família pode ser realizada de duas formas:
Cod. Padrão igual a Sim: indica a utilização da fórmula padrão do sistema, que é a aglutinação da referência da família
juntamente com o código de todas as opções e das características utilizadas. No exemplo da tabela apresentada, quando gerado o
produto de processador Core I5, com memória de 4GB, HD de 250GB e monitor de 17 polegadas seu código será COMPI5425017.
Cod. Padrão igual a não: indica que será definida uma fórmula customizada para formação dos códigos dos produtos. No
cadastro de famílias de produtos, com o cursor posicionado na família desejada acesse a opção Descrição. Na interface de manutenção
aberta, na parte superior, informe no campo Expressão a fórmula para obtenção dos códigos dos produtos. Para variar a forma de
composição do código de acordo com as opções de características selecionadas, utilize as variáveis disponíveis no combo ao lado
esquerdo que representam cada uma das características da família e em tempo de execução que terão como conteúdo o código da opção
da característica selecionada pelo usuário. Também é possível utilizar funções compiladas no repositório do sistema.

Restrições de Combinação
É comum que em algumas famílias de produtos exista a restrição do uso de determinadas opções de características. Nestes casos
a utilização de determinada opção da característica está condicionada à determinada regra. Esta regra deve ser cadastrada em Restrições
para Formação.
Imaginemos que, no exemplo da empresa que monta computadores, o monitor de 17 polegadas só é utilizado quando o
processador for Core I5. Neste caso a definição da característica monitor está condicionada à opção selecionada na característica
processador.
Para cadastrar as restrições de formação acesse o cadastro da família de produtos e, com o cursor posicionado na família
desejada na opção Especificação. Na árvore apresentada à esquerda da tela será montada a estrutura de características com as
respectivas opções de características. Posicione o cursor na opção de característica que deseja restringir o uso (no exemplo, a opção 17
da característica monitor) e no box Restrições para Formação cadastre as regras para validação da utilização de característica. As regras
podem ser cadastradas com qualquer expressão AdvPL (inclusive funções compiladas no repositório), desde que o retorno da expressão
seja lógico, sendo verdadeiro para permitir a utilização da opção posicionada e falso para não permitir a utilização da característica
selecionada. Na criação das regras também podem ser utilizadas as variáveis que representam cada característica da família (@ + código
da característica).
No exemplo dado, com o cursor posicionado na opção 17 da característica monitor seria cadastrada a seguinte regra:
@processador == I5. Desta forma, a seleção da opção 17 da característica do monitor, somente será possível quando a característica do
processador for igual a I5.

Componentes de Estrutura
Além das funcionalidades já descritas para a criação dos produtos de forma estruturada, a ferramenta de configurador de
produtos também permite a criação das estruturas dos produtos gerados pela família de produtos. Para isto, basta que na família de
produtos sejam definidos quais produtos irão compor sua estrutura.
Para facilitar o cadastro (já que os produtos da família são similares e costumam ter a mesma base de estrutura, e também
atender às possíveis diferenças existentes nas composições em decorrência da variação das opções das características) é possível realizálo
de duas formas:
• Componentes comuns a todos os produtos da família.
• Componentes específicos por opção de característica.
Importante!
Alterações na composição de estrutura da família de produto não afetam as estruturas de produtos já criados.
A seguir, veremos como cadastrar componentes de estrutura genéricos e específicos.

Disponibilização
Depois de concluir no sistema a criação da família de produtos para utilização dos usuários marque como disponível para uso.
Realize essa alteração de situação, acessando o cadastro das famílias de produtos e, com o cursor posicionado na família desejada, altere
o campo Disp. p/ Uso (BP_DISPUSO) para Sim. Após confirmação da alteração, a família de produtos pode ser utilizada em qualquer
rotina do sistema em que exista o campo produto. Para utilizá-la nessas rotinas, basta digitar o código referência da família no campo
produto e confirmar. Desta forma, será aberta a interface para seleção das opções de características do produto e assim aparecerá a
montagem do código final dos itens.
Importante!
Ao disponibilizar uma família para uso, os produtos e estruturas ainda não serão criados. Isto acontecerá quando o produto final
for utilizado pela primeira vez na família de produtos em qualquer rotina do sistema ou se realizada a geração automática.
A opção de Geração Automática, existente no cadastro das famílias de produtos, permite que sejam gerados nos cadastros de
produtos e pré-estruturas/estruturas as entidades correspondentes à família de produtos. Ao acionar a opção de geração automática, o
sistema irá gerar todas as combinações possíveis entre todas as características da família e listará os produtos finais em uma interface de
seleção, pelo usuário, dos produtos, e respectivas estruturas, que deverão ser geradas.

Grade de Produtos - Conceito


O recurso de grade de produtos é um facilitador que reduz o trabalho de cadastro e digitação de documentos para produtos
similares, que variam em apenas alguns aspectos mantendo a sua característica principal.
Com a grade de produtos não é necessário cadastrar o mesmo produto, que varia, por exemplo, em cores e tamanhos, diversas
vezes. A partir deste cadastro, todos os produtos da grade, dados pela combinação entre as tabelas da grade, serão gerados
automaticamente.
Recebe o nome de grade justamente por agrupar os produtos similares em uma tabela em que as variações compõem as linhas e
colunas desta tabela, facilitando a identificação dos itens da grade.
Podemos citar como um exemplo de utilização da grade de produtos, uma empresa fabricante de camisetas, que oferece uma
variedade de cores e tamanhos para os diferentes modelos de camisetas fabricadas. De acordo com o modelo de camiseta,
independentemente do tamanho ou cor, não há diferença de preço, já que se trata do mesmo modelo.

Além de ser um facilitador para o cadastro de produtos, a grade também auxilia a inclusão de documentos como:
Solicitações de compra.
Pedidos de compra.
Ordens de produção.
Pedidos de venda.
Assim, a grade de produtos permite a inclusão destes documentos por meio da interface de grade. Nos documentos citados é
possível incluir produtos por meio da digitação do código da grade ao invés do código do produto. Com isso, os campos de controle
desses documentos (como por exemplo, a quantidade) serão editados pela interface de grade, permitindo assim que um único item do
documento trate mais de um produto.

Tabelas da Grade
Ao cadastrar uma grade de produtos, primeiramente defina as duas características variantes do produto em questão. Estas
características darão origem ao cadastro de tabelas de grade e poderão ser reutilizadas em outras grades, caso necessárias.

Grade de Produtos
Após o cadastro das tabelas de grade deverão ser cadastradas as grades de produtos, que é a entidade que contém as
informações básicas dos produtos.

Importante!
Ressaltamos que todos os dados cadastrados na grade serão replicados aos produtos gerados a partir da grade.

Importante!
Sempre que incluída ou alterada uma grade de produtos, logo após a confirmação da operação, será exibida a interface de grade
de produtos para marcação dos produtos da grade que estão disponíveis para uso. Nesta interface, o usuário deve marcar com um X em
todas as combinações possíveis. Após marcar e confirmar a seleção serão gerados no cadastro todos os produtos disponíveis na grade de
produtos incluída/alterada.

Engenharia de Produtos - Conceito


O fluxo de Engenharia de Produtos compreende todas as atividades relacionadas à criação de novos produtos, seja do simples
cadastro ou de sua estruturação por meio de famílias ou grade de produtos.
Também compreende o processo de criação da composição de
Todas estas atividades podem ser observadas no diagrama de processos versus entidades do fluxo de engenharia de produtos.

Cadastro de Estruturas - Conceito


O cadastro de estruturas, também conhecido como lista de materiais ou composição do produto é utilizado para o detalhamento
da composição dos produtos, cálculo das necessidades de compra, produção de matérias
uma comparação, se identificássemos o produto como um
ingredientes para fazê-lo.
Quando um produto tem sua estrutura cadastrada passa a ser, automaticamente, entendido pelo sistema como um
fabricado dentro da empresa. Ao informar na abertura de uma ordem de produção, por exemplo, o código de um produto que possua
estrutura, é possível ao sistema identificar qual a composição desse produto, realizar a reserva para consumo dos c
estrutura e até mesmo providenciar a compra de eventuais matérias
No ambiente de Estoque/Custos a manutenção de estruturas é realizada sempre por meio de uma interface em árvore,
facilitando assim a manutenção dos diferentes níveis de estrutura, já que oferece uma visão gráfica que auxilia no entendimen
relação entre produto pai e produtos filhos.
Importante!
Cada produto pode ter apenas uma estrutura. A variação de uso de componentes pode ser controlada por meio de revisões da
estrutura ou de opcionais, conceitos a serem detalhados mais a frente.

Pré-Estrutura e Estrutura
As manutenções das estruturas dos produtos podem ser realizadas de duas formas diferentes: por meio da criação de pré
estruturas e posteriormente pela transformação desta mesma estrutura ou diretamente em estrutura.
A diferença entre as duas formas de manutenção: enquanto estão em estado de pré
as rotinas do sistema, e só serão consideradas depois da transformação para estrutura. Já a manutenção direta passa a ser vál
momento de sua confirmação.

Importante!
Na manutenção de estruturas, não há controle de aprovação e as alterações realizadas serão diretamente efetuadas na estrutura
Para utilização do fluxo de aprovação realize primeiramente as manutenções de estruturas em pré
estrutura.

Subprodutos
O conceito de subprodutos de produção ou produção conjunta, no ambiente de Estoque/Custos diz respeito aos produtos que
são gerados a partir da fabricação de outro produto. São resultantes de um processo de fabricação, não sendo o produto primár
exemplos de subprodutos de produção são:
• Soro de leite, obtido em processos de produção de queijos.
• Sobras e sucatas, produzidas em processos que envolvem corte de metais, madeiras etc.
A representação desta situação no ambiente de Estoque/Custos é feita por meio da entidade de estruturas, na qual o subproduto é adicionado
(como um componente) à estrutura do produto principal, porém com quantidade negativa. Com isso, sempre que houver a produção do
produto pai da estrutura, automaticamente o sistema realizará entrada em estoque do subproduto.

Opcionais
A utilização de opcionais nas estruturas de produtos tem a finalidade de permitir a montagem de estruturas de forma dinâmica,
ou seja, permite que a decisão de utilizar de determinados componentes da estrutura (dentro de um grupo pré- definidos) seja tomada no
ato da venda ou produção.
Para ilustrar o funcionamento dessa opção, tomemos como exemplo uma cadeira de madeira com acento estofado, na qual o
tecido de revestimento do acento pode ser de duas cores diferentes: azul e vermelha. Apesar da possibilidade das duas cores, o produto
fabricado é um só, que possui a mesma composição (estrutura) e o mesmo valor de venda, alternando somente na cor do tecido
utilizado. Já o tecido de revestimento do acento é um produto diferenciado no estoque (para que seja possível sua mensuração). Neste
caso, para que não seja necessária a criação de dois produtos (cadeira azul e cadeira vermelha) e duas estruturas diferenciadas pode-se
utilizar a funcionalidade de grupo de opcionais.
Importante!
Quando utilizado grupo de opcionais, somente um opcional poderá ser escolhido. Para utilizar opcionais na estrutura, o grupo de
opcionais e itens opcionais deverá ser cadastrado.
Importante!
Esse conceito é indicado para variações de composição que não interfiram na codificação do item fabricado, bem como em seu
controle de estoque. Sua aplicação é recomendada para produções de venda sob encomenda (produtos que não permanecem em
estoque), já que não há diferenciação de estoque por opcionais.

Controle de Revisões
O controle de revisões existente no cadastro de estruturas permite manter no sistema o histórico de alterações de componentes
nas estruturas dos produtos, sendo possível diferenciar a inclusão, exclusão ou substituição de componentes, conforme número de
revisão atribuído ao produto acabado.
O controle de revisões de estrutura é habilitado por meio da ativação dos parâmetros de rotina (F12) Atualizar a data da revisão?
e Atualizar o arq. de revisões? no cadastro de estrutura.
Ao cadastrar os componentes da estrutura, atente-se ao preenchimento dos campos Rev. Inicial e Rev. Final. Estes campos serão
utilizados para que o sistema verifique se o componente em questão é valido para uma determinada revisão.
A partir da ativação do controle de revisões (sempre que realizada uma alteração na estrutura do produto) será gerado um novo
número de revisão, controlado sequencialmente por meio da entidade de Revisões de Estrutura (SG5). Esta nova revisão será registrada
no cadastro do produto fabricado por meio do campo Rev. Estrutur. E será sugerida às ordens de produção geradas para o produto. Com
isto, durante a explosão das estruturas, para reserva dos componentes a serem utilizados na produção, sempre será verificado,
componente por componente para a revisão que será utilizada.

Controle de Alçadas
Está disponível para o processo de manutenção de estruturas, o controle de alçadas por meio da restrição das manutenções aos
usuários engenheiros e aprovação das manutenções por usuários aprovadores. Com esse controle é possível restringir a manutenção de
estruturas por usuários/grupos de usuários e gerenciar tais manutenções com o fluxo de aprovação, conforme fluxo apresentado.
Importante!
O controle de alçadas está disponível somente nas manutenções via pré-estrutura, porque é necessário manter as manutenções
não disponíveis para utilização, enquanto não forem aprovadas. Assim, quando o controle de alçadas for ativado, sugere-se a remoção
das opções de manutenção do programa de estruturas (MATA200) do menu dos usuários do sistema, pois as alterações realizadas por
esta interface não são submetidas à aprovação e entram em vigor instantaneamente.
Para utilização do controle de alçadas na manutenção de estruturas deve-se realizar os cadastros de engenheiros, grupos de
engenharia e grupos de aprovação.

Engenheiros
O cadastro de engenheiros é utilizado para relacionar os usuários do sistema, que são engenheiros de produtos. Dentro da
engenharia de produtos, estes usuários terão permissões para realizar ações que cabem a este perfil, como a manutenção de estruturas
de produtos.

Grupos de Engenharia
O cadastro de grupos de engenharia reúne um ou mais engenheiros em um grupo. Engenheiros pertencentes ao mesmo grupo de
engenharia poderão dar manutenção em qualquer cadastro gerado por um companheiro de grupo.

Grupos de Aprovação
Este cadastro reúne os usuários responsáveis pelas aprovações da engenharia de produtos e define as diferentes hierarquias
destas aprovações, conforme indicação dos campos Nível.

Pré-Estrutura
A pré-estrutura é a entidade utilizada para permitir a formulação de produto fabricado enquanto ainda está em etapa de
criação/alteração. Reúne a lista de materiais que serão utilizados para a fabricação do produto em questão e demais detalhes da
composição, como quantidade e validade do componente na formulação.
A pré-estrutura recebe este nome justamente pelo fato de ser uma etapa prévia a estrutura do produto (pelo fato de estar em
manutenção) e por este motivo não é considerada pelo sistema quando for necessário consultar a composição dos produtos. Passa a ser
válida somente quando for processada em estrutura.

Pré-Estrutura - Cadastro
O cadastro da pré-estrutura é exibido em árvore. Por meio dos botões exibidos no rodapé da interface, a edição da composição
deve ser realizada sempre observando o item posicionado na árvore, pois a ação selecionada será executada a partir do item escolhido.

Pré-Estrutura – Principais Campos


Para incluir uma pré-estrutura os principais campos são:
No Cabeçalho há campos que identificam o produto pai da estrutura que será mantida.
Principais Campos:
Código: preencha com o código do produto pai desta pré-estrutura, ou seja, do produto dono da composição.
Pré-estrutura similar: campo disponível apenas na opção de inclusão, para que seja possível criar uma nova pré-estrutura a partir
de uma pré-estrutura ou estrutura (configurável por meio de parâmetro de rotina – F12) já existente. Deve-se informar o código do
produto cuja composição será carregada.
Base Pré-Es.: preencha com a quantidade base do produto pai da composição cadastrada, ou seja, quantidade produzida de
produto pai a partir da formulação cadastrada.
No Itens há campos que detalham a edição do produto componente.
Principais Campos:
Componente: preencha com o código do produto componente da pré-estrutura editada.
Sequencia: preencha com a sequência de consumo quando um mesmo componente se repetir na estrutura.
Quantidade: preencha com a quantidade do componente utilizada na estrutura, sempre considerando a quantidade base do
produto pai.
Índice Perda: preencha com o percentual de perda padrão que ocorre sempre que utilizado o componente nesta estrutura. O
percentual aqui informado será automaticamente utilizado a mais, sempre que calculada necessidade de matérias da estrutura.
Dt Inicial: preencha com a data em que o componente passa a ser válido na composição do produto pai.
Dt Final: preencha com a data em que o componente deixa de ser válido na composição do produto pai.
Qtd. Fix/Var: identifique a forma de aplicação da quantidade do componente na estrutura. Se for fixa, independente da
quantidade do produto pai a fabricar, utilizará sempre a quantidade definida na estrutura. Se for variável, será realizada
proporcionalização da quantidade do componente de acordo com a quantidade de produto pai a produzir.
Grupo Opcio.: preencha com o código do grupo de opcionais.
Item Opcion.: preencha com o item do grupo de opcionais.
Rev. Inicial: preencha com o código da revisão em que o componente passa ser válido na estrutura.
Rev. Final: preencha com o código da revisão em que o componente deixa de ser válido na estrutura.

Aprovação / Rejeição de Pré-Estrutura


A aprovação ou rejeição de uma pré-estrutura consiste em registrá-la, por meio de seu estado, como por exemplo, se está apta a
se tornar uma estrutura e assim tornar-se disponível para as demais rotinas do sistema. O processo de aprovação/rejeição é realizado de
forma diferenciada dependendo do uso do controle de alçadas, conforme veremos a seguir.
Importante!
Quando utilizado controle de alçadas, a aprovação torna-se obrigatória para geração de estrutura a partir da pré-estrutura.

Aprovação / Rejeição de Pré-Estrutura – Sem Alçadas


Veremos agora, como realizar a Aprovação / Rejeição de uma pré-estrutura quando não se utiliza o controle de alçadas.
Para aprovar uma pré-estrutura sem controle de alçadas acesse:
Atualizações / Engenharia / Estruturas / Pré-Estrutura
1. Posicione o cursor na pré-estrutura.
2. Acione a opção Aprovar/Rejeitar.
3. Marque a opção desejada: aprovar ou rejeitar.
4. Selecione os níveis que serão aprovados/rejeitados.
5. Confirme.

Aprovação / Rejeição de Pré-Estrutura – Com Alçadas


Veremos agora, como realizar a aprovação/rejeição de uma pré-estrutura quando se utiliza controle de alçadas.
Para Aprovar uma pré-estrutura com controle de alçadas acesse:
Atualizações / Engenharia / Liberações
1. Posicione o cursor na pré-estrutura desejada.
2. Acione a opção que deseja executar: consulta, bloqueio, rejeição, liberação ou ausência temporária.
3. Confirme.
Opções:
Consulta: acionará a interface de visualização da pré-estrutura posicionada para que o aprovador tome conhecimento das
manutenções realizadas pelo(s) engenheiro(s) responsável (is).
Bloquear: caso o aprovador deseje bloquear a análise da pré-estrutura para que nenhum outro aprovador de mesmo nível de
alçada realize a aprovação/rejeição em seu lugar, deverá acionar esta opção.
Rejeitar: caso a pré-estrutura não esteja de acordo, acione esta opção para seja rejeitada e retorne ao(s) engenheiro(s)
responsável (is) para nova manutenção. Durante este processo, uma observação deve ser colocada com o motivo da rejeição, opte pela
rejeição dos demais níveis da estrutura.
Liberar: caso a pré-estrutura esteja de acordo, acione esta opção para que seja aprovada e retorne ao(s) engenheiro(s)
responsável (is) para geração de estrutura. Durante a aprovação uma observação deve ser colocada com os detalhes da análise, opte pela
aprovação dos demais níveis da estrutura.
Ausência Temporária: permite tomar posse das pendências de liberação de aprovadores subordinados (definidos por meio do
campo Superior no cadastro de grupos de aprovação).

Geração de Estrutura pela Pré-Estrutura


Veremos agora, como realizar a geração de uma estrutura a partir de pré-estrutura.
Para gerar uma estrutura pela pré-estrutura acesse:
Atualizações / Engenharia / Estruturas / Pré-Estrutura
1. Posicione o cursor na pré-estrutura desejada.
2. Acione a opção Criar Estrutura.
3. Configure os parâmetros da rotina.
4. Confirme.
Em parâmetros para leitura defina:
1. Quais níveis da pré-estrutura serão considerados para geração de estrutura: somente o primeiro nível ou se todos.
2. Quais status de pré-estrutura deverão ser considerados: somente aprovados, somente rejeitados ou todos. Este parâmetro não
será exibido quando o controle de alçadas estiver ativo, uma vez que somente as pré-estruturas aprovadas poderão gerar estrutura.
3. Quais componentes serão considerados para geração de estrutura em relação à data de validade: se considera qualquer data
(todos, independentemente de sua validade), se considera somente os de data válida (conforme data-base do sistema) ou se aplica filtro
data de/até.
Em parâmetros de gravação defina:
1. Opções: sobrepõe ou mantém estruturas já existentes. Caso selecionado sobrepõe, as estruturas já existentes serão
substituídas pela pré-estrutura. Caso contrário, a pré-estrutura será ignorada e a estrutura existente será mantida.
2. Opções: apagar ou manter a pré-estrutura após geração da estrutura. Caso selecionado apaga depois da geração da estrutura,
a pré-estrutura será excluída do cadastro de pré-estruturas. Caso contrário, o cadastro da pré-estrutura será mantido (com status de
estrutura gerada).
Após configuração dos parâmetros e finalização do assistente deve ser gerada a nova estrutura conforme pré-estrutura
selecionada.

Estrutura
A estrutura é a entidade utilizada para definir a formulação de produto fabricado. Ela reúne a lista dos materiais que serão
utilizados para a fabricação do produto em questão e demais detalhes da composição, como quantidade, validade dos componentes,
entre outros.
Importante!
Quando ativar o controle de alçadas sugere-se a remoção das opções de manutenção do programa de estruturas (MATA200) do
menu dos usuários do sistema, pois as alterações realizadas por esta interface não são submetidas à aprovação e entram em vigor
instantaneamente. Assim, as manutenções de estrutura devem ser realizadas por meio de uma pré-estrutura (podendo ser criada com
base na estrutura já existente) para que passem por análise e aprovação dos responsáveis.

Estrutura - Cadastro
O cadastro de estruturas é exibido em árvore. Por meio dos botões exibidos no rodapé da interface, a edição da composição deve
ser realizada sempre observando o item posicionado na árvore, pois a ação selecionada será executada a partir do item escolhido.

Entrada por Compra - Conceito


No sistema, o fluxo de recepção de documentos trata do registro de documentos fiscais recebidos pela empresa, provenientes
dos processos de compra realizados com seus fornecedores.
São estes documentos que registram o recebimento propriamente dito dos materiais comprados pela empresa.
Importante!
O parâmetro MV_CQ define o código do armazém de controle de qualidade.

Pré-Nota e Documento de Entrada


O processo de documento de entrada trata do registro dos diferentes tipos de documentos envolvidos no fluxo de recebimento
de materiais. Tal processo trata dos seguintes tipos de documentos:
Normal: documento de entrada de mercadoria na empresa com características padrão de um processo de compra. É um
documento vinculado ao fornecedor e que relaciona os produtos e serviços adquiridos pela empresa, bem como seus atributos
(quantidade, preço, impostos etc.).
Devolução: registra a entrada de materiais provenientes de devoluções de venda realizadas pela empresa. É um documento
vinculado ao cliente e que relaciona os produtos devolvidos, bem como, seus atributos (quantidade, preço, documento origem etc.).
Beneficiamento: registra a entrada de materiais na empresa para prestação de serviço de beneficiamento. É um documento
vinculado ao cliente e que relaciona os produtos recebidos. Geralmente a TES deste documento possui controle de remessa de poder de
terceiros para controle dos saldos de terceiros em estoque.
Complemento de ICMS: documento gerado quando a alíquota ou valor do ICMS da nota origem for menor que o devido. A nota
deve conter o código do(s) produto(s) e no pé da nota, a alíquota e o valor da diferença do ICMS. É um documento vinculado ao
fornecedor e não gera duplicata, mas no caso de entrada há necessidade de alterar o custo, desde que tenha direito a crédito.
Complemento de IPI: documento gerado quando alíquota ou o valor do IPI da nota origem for menor que o devido. A nota deve
conter o código do(s) produto(s) e no pé da nota, a alíquota e o valor da diferença do IPI. É um documento vinculado ao fornecedor e
gera duplicata. No estoque há necessidade de alterar o custo quando tem direito a crédito.
Complemento de preço/frete: documento gerado quando há necessidade de qualquer correção de valor do documento origem.
É um documento vinculado ao fornecedor e pode gerar duplicata e/ou atualizar estoque. A quantidade deste documento é sempre zero.
A geração de um documento de entrada pode ser feita de duas maneiras diferentes: por meio de pré-nota ou diretamente por
documento de entrada.

Pré-Nota
A Pré-nota (ou pré-documento de entrada) consiste no registro dos dados básicos para o recebimento de mercadorias, tais como:
número da nota, fornecedor, produto, quantidade, valor unitário e total. O principal objetivo é permitir o registro da entrada do
documento sem a necessidade da classificação (fiscal/administrativa) do mesmo no momento do recebimento, acelerando assim o
processo físico de recebimento de mercadorias (liberando entregas, conferências etc.).
Dessa forma, não é gerado nenhum lançamento fiscal, contábil ou financeiro, sendo apenas atualizado o estoque de produtos
indisponível (quantidade não classificada). O saldo desta entrada estará indisponível para entradas até ocorrer sua classificação.

Importante!
É possível realizar o preenchimento dos itens da pré-nota a partir de pedidos de compra, por meio das opções Pedido ou Pedido
Item.

Após a inclusão da pré-nota deve ser processada sua classificação. Neste processo deverá ser informado para cada item do
documento, qual o tipo de entrada será utilizado para tal classificação. É neste momento que as integrações são acionadas pelo
documento de entrada (financeiro, fiscal, estoque etc.) serão executadas.
Para realizar o processo de classificação deve-se acessar o menu Atualizações -> Movimentos -> Documento de Entrada e, com o
cursor posicionado na pré-nota desejada, acione a opção Classificar.
Será exibida a interface do documento de entrada, sendo que para todos os itens do documento deverá ser preenchido o campo
Tipo Entrada com o código da TES a ser utilizada na classificação do item do documento de entrada.

Documento de Entrada
Por meio desta rotina é possível gerar o documento de entrada já classificado, com os eventuais cálculos de impostos e
integrações com os ambientes Financeiro, Estoque/Custos, Ativo Fixo etc.

Importante!
É possível realizar o preenchimento dos itens do documento de entrada, a partir de pedidos de compra, utilizando as opções:
Pedido ou Pedido Item.

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