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1º BIMESTRE

DIREITOS REAIS

1. CONCEITO: é a relação jurídica em virtude da qual o titular pode


retirar da coisa, de modo exclusivo e contra todos, as utilidades que ela
é capaz de produzir.

2. CLASSIFICAÇÃO:

2.1 Quanto ao sujeito: no direito pessoal, os sujeitos são


determinados no momento da formação do contrato. No direito real,
somente o direito ativo é conhecido e o sujeito passivo é determinável.

2.2 Quanto à ação: no direito pessoal, o sujeito da ação é


determinado, ou seja, existe a pessoa certa.
No direito real o sujeito passível é determinável, vez que o sujeito ativo
já é determinado (o proprietário, por exemplo)

2.3 Quanto ao objeto: no direito pessoal, é sempre prestação


positiva ou negativa (fazer, dar, não fazer) e no direito real, são é
qualquer coisa, corpóreas ou incorpóreas.

2.4 Quanto ao limite: no direito pessoal é ilimitada, sensível a


autonomia da vontade das partes, já no direito real é limitado, restringe
as figuras do art. 1.225 do CC.

2.5 Quanto ao modo de gozar os direitos: no direito pessoal,


existe um intermediário para gozar os direitos e no direito real,
pressupões o gozo direto permanente e imediato.

2.6 Quanto ao abandono: é exclusivo do direito real, onde há o


direito de abandonar o objeto.

2.7 Quanto à extinção: no direito pessoal, há a extinção pela


inércia ou cumprimento completo da obrigação. No direito real,
conserva-se até a propriedade até que se se constitua nova situação em
proveito de novo titular.

2.8 Quanto aos direitos de seqüela: seqüela é o direito do


titular buscar a coisa onde quer que ela esteja injustamente. Só existe
no direito real.
2.9 Quanto à usucapião: é um modo de aquisição no direito
real, que é exclusividade do direito
real
2.10 Quanto à posse: só o direito real é suscetível a posse,
embora em algumas situações seja possível no direito pessoal
(exemplo: hipoteca).

2.11 Quanto à preferência: restringe-se aos direitos reais de


garantia, dando ao credor com garantia real preferência sobre o bem no
caso de inadimplemento ou alienação deste.

3. PRINCÍPIOS:

3.1 Princípio da taxatividade: os direitos reais são “numerus


clausus” (art. 1225 do CC)

3.2 Princípio da legalidade ou tipicidade: só é direito real o


que esta na lei.

3.3 Princípio da publicidade: dar publicidade para dar


oponibilidade “erga omnes”. Registro no registro de imóveis. A
publicidade do que não tem registro se prova pela posse.

3.4 Princípio da elasticidade: a partir do direito de propriedade,


se emanam outros direitos menos complexos, como por exemplo, a
hipoteca, a garantia, etc., e que, quanto extintos, voltam a se
concentrar no direito de propriedade.

4. CARACTERÍSTICAS:

4.1 Oponibilidade “erga omnes”: o direito do titular buscar a coisa onde


quer que ela esteja injustamente.

4.2 Direito de seqüela e preferência.

4.3 Adere imediatamente ao bem, sujeitando-o diretamente ao


titular.

4.4 Obedece ao “numerus clausus”. Art. 1225

Art. 1.225. São direitos reais:


I - a propriedade;
II - a superfície;
III - as servidões;
IV - o usufruto;
V - o uso;
VI - a habitação;
VII - o direito do promitente comprador do
imóvel;
VIII - o penhor;
IX - a hipoteca;
X - a anticrese.
XI - a concessão de uso especial para
fins de moradia; (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)
XII - a concessão de direito real de uso.
(Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)

4.5 É passível de abandono.

4.6 É suscetível de posse.

4.7 Usucapião é uma modalidade de aquisição. A sentença de


usucapião é declaratória.

5. Classificação quanto à extensão dos poderes:

5.1 Quem detém a Posse, uso, gozo e disposição: detêm a


propriedade.

5.2 Domínio: detêm somente a posse.

5.3 Quem detém Posse, uso, gozo e disposição sujeitos a restrição


oriunda de direito alheio: enfiteuse.

5.4 Quem detém direitos reais de garantia: penhor, hipoteca,


alienação fiduciária, propriedade fiduciária ou sessão fiduciária de direito
de direitos creditórios oriundos de contrato de alienação de imóveis.

5.5 Quem detém Direito real de aquisição de imóvel: promessa


irrevogável de venda.

5.6 Usar e gozar do bem sem direito de disposição: usufruto ou


anticrese.

5.7 Direito limitado a certa utilidade do bem: uso, servidão,


habitação ou superfície.

6. OBJETO DOS DIREITOS REAIS:


6.1 Pressupostos:

6.2 Ser capaz de satisfazer o Interesse Econômico:

6.3 Gestão Econômica Autônoma: aquele que possa ser gerido


economicamente de forma autônoma.

6.4 Subordinação Jurídica: a coisa tem que se sujeitar ao proprietário.

6.5 Bens Corpóreos e Incorpóreos: corpóreos são os bens suscetíveis de


materialização no campo físico (carro, casa, etc.) ao passo que
incorpóreos existem de forma abstrata (sentimento, moral, etc).

6.6 Bens Presentes e Futuros:

7. SUBROGAÇÃO REAL: é a substituição de uma coisa por outra.

7.1 Requisitos:

7.1.1 Equivalência entre o Valor: o bem que está sendo alienado e o


que está sendo adquirido tem que ter valor econômico equivalente;

7.1.2 Nexo de Causalidade: casa por casa, carro por carro. Data por
casa não pode.

Observação: no caso de menores a lei autoriza substituir o bem por


uma caderneta de poupança.

Art. 1.659, I e II CC:


Art. 1.659. Excluem-se da comunhão:
I - os bens que cada cônjuge possuir ao casar,
e os que lhe sobrevierem, na constância do
casamento, por doação ou sucessão, e
os sub-rogados em seu lugar;
II - os bens adquiridos com valores
exclusivamente pertencentes a um dos
cônjuges em sub-rogação dos bens
particulares;
Art. 1.753, § 1º CC:
Art. 1.753. Os tutores não podem conservar
em seu poder dinheiro dos tutelados, além do
necessário para as despesas ordinárias
com o seu sustento, a sua educação e a
administração de seus bens.
§ 1o Se houver necessidade, os objetos de
ouro e prata, pedras preciosas e móveis serão
avaliados por pessoa idônea e, após
autorização judicial, alienados, e o seu
produto convertido em títulos, obrigações e
letras de responsabilidade direta ou indireta
da União ou dos Estados, atendendo-se
preferentemente à rentabilidade, e recolhidos
ao estabelecimento bancário oficial ou
aplicado na aquisição de imóveis, conforme
for determinado pelo juiz.

Art. 1.425, § 1º CC:

Art. 1.425. A dívida considera-se vencida:


§ 1o Nos casos de perecimento da coisa dada
em garantia, esta se sub-rogará na
indenização do seguro, ou no ressarcimento
do dano, em benefício do credor, a quem
assistirá sobre ela preferência até seu
completo reembolso.
Art. 1.911, § Ú CC:
Art. 1.911. A cláusula de inalienabilidade,
imposta aos bens por ato de liberalidade,
implica impenhorabilidade e
incomunicabilidade.

Parágrafo único. No caso de desapropriação


de bens clausulados, ou de sua alienação, por
conveniência econômica do donatário
ou do herdeiro, mediante autorização judicial,
o produto da venda converter-se-á em outros
bens, sobre os quais incidirão
as restrições apostas aos primeiros.
POSSE:

1. TEORIAS:

1.1. Teoria Niebuhr: é do período romano, onde as pessoas não tinham


o título da terra, mas eram apenas distribuídos em razão da invasão.
Surge o interdito proibitório ou possessório, que é a ação para defesa da
posse.

1.2. Teoria Ihering: surge no puro arbítrio do pretor. Surge a ação


reinvidicatória. Para Ihering os interditos possessórios, na sua origem,
constituíam incidentes preliminares do processo reivindicatório

2. CONCEITO: é o uso de um ou de alguns dos poderes da propriedade


(uso, gozo, fruição). A posse é tão somente uma qualidade de
propriedade

2.1. Teoria Subjetiva de Savigny: a posse é o poder direto ou imediato


que a pessoa tem de disporfisicamente de um bem com a intenção de
tê-lo para si e de defendê-lo contra a intervenção ou agressão de quem
quer que seja. Para Savigny ao elemento material (poder físico sobre a
coisa) vem juntar-se a intenção de tê-la como sua.

Elementos:

• Corpus: é a coisa. Elemento objetivo que consiste na detenção


física da coisa.

• Animus Rem Sibi Habendi: é a vontade de ter a coisa para si.


Elemento subjetivo, que se encontra na intenção de exercer sobre
a coisa um poder no interesse próprio e de defendêla contra a
intervenção de outrem. Não é propriamente a convicção de ser
dono, mas a vontade de tê-la.

A principal característica desta teoria é juntar o corpo com a vontade.


Exemplos da adequação desta teoria: Art. 1.204 e 1.223

Art. 1.204. Adquire-se a posse desde o


momento em que se torna possível o
exercício, em nome próprio, de qualquer dos
poderes
inerentes à propriedade.
Art. 1.223. Perde-se a posse quando cessa,
embora contra a vontade do possuidor, o
poder sobre o bem, ao qual se refere o
art.1.196.

2.2. Teoria Objetiva de Ihering: critica a teoria subjetiva, pois a vontade


é dificilmente provada.

Para a posse basta o corpus, pois possível a prova. O animus é a


manifestação externa do fato de estar com a coisa. Esta teoria põe a
posse a serviço da propriedade. Para Maria Helena Diniz: “a propriedade
sem a posse é um tesouro sem a chave para abri-lo”. Tem a posse
quem se comporta como dono e nesse comportamento já está incluído o
animus, pois a posse é a exteriorização da propriedade, a visibilidade do
domínio, o uso econômico da coisa, é a forma como o domínio se
manifesta. A posse não é o poder físico, mas a exteriorização da
propriedade, é o agir como se proprietário fosse.
A posse pode ser realizada direta ou indiretamente: na posse direta o
bem está na posse do proprietário, ao passo que a posse indireta ocorre
quando o proprietário repassa esse direito a outra pessoa (locação,
comodato, etc.) de forma onerosa ou gratuita.
CARACTERÍSTICAS:

1. A posse é um estado de fato da utilização econômica.

2. O direito de possuir faz parte do direito de propriedade.

3. A posse é meio de proteção do domínio.

4. A posse é rota que conduz à propriedade.

2.3. Teoria Mista (Brasil): O Brasil não adota inteiramente nenhuma das
teorias. Ele pega a vontade da teoria subjetiva é as características da
teoria objetiva.

3. FIGURAS QUE NÃO SÃO POSSE:

3.1. Gestor de Posse: conhecida como posse natural. Por algum motivo
está com a posse legalmente, mas não pode defender.

3.2. Mera Permissão ou Tolerância: art. 1.208 CC.

Art. 1.208. Não induzem posse os atos de


mera permissão ou tolerância assim como não
autorizam a sua aquisição os atos violentos,
ou clandestinos, senão depois de cessar a
violência ou a clandestinidade.
3.3. Obtida de Modo Violento:

4. OBJETO DA POSSE:

4.1. Coisas suscetíveis de posse: domínio/propriedade.


4.2. Os direitos reais que se desmembrem da propriedade.

4.3. Os direitos que podem ser convertidos em pecúnia.

REQUISITOS PARA EXISTÊNCIA DA POSSE NO DIREITO BRASILEIRO:

• Ter a coisa como se sua fosse;


• Sujeito capaz;
• Objeto lícito corpóreo ou incorpóreo;
• Relação de dominação entre o sujeito e a coisa.

Faltando qualquer destes requisitos não está configurada a posse no


direito brasileiro.
As coisas que estão fora do comércio não podem ser objeto da posse.
Bens com cláusula de inalienabilidade pode ser dada para simples uso
(locação, comodato), mas não pode ser dada em garantia ou vendida.

ACESSÓRIO: se o acessório puder ser separado do principal pode ser


disposto.

POSSE DE DIREITO: quando os direitos são de fruição são suscetíveis


de posse.

DIREITOS REAIS DE GARANTIA: penhor e anticrese também podem


ser suscetíveis de posse.

DIREITOS PESSOAIS: tais como direitos creditórios, são suscetíveis


de posse.

5. NATUREZA DA POSSE (TEORIAS):

5.1. Fato: para esta corrente doutrinária, a posse é uma situação


jurídica fática.

5.2. Fato e Direito: defendem que é fato em sua essência e geram


direito.

5.3. Direito: por fim, para esta corrente, corroborada por Maria Helena
Diniz, a posse é o interesse juridicamente protegido, pois pode ser
desmembrada da propriedade. Art. 1.225 CC.

Obs.: segundo doutrina majoritária, incluindo Maria Helena Diniz, a


posse, mesmo não estando presente no rol do art. 1.225 CC, é direito
real, pois a posse é acessório do direito de propriedade.

Em regra a posse não é direito real.


Pela teoria geral do direito a posse é direito real.

Art. 1.225. São direitos reais:

I - a propriedade;
II - a superfície;
III - as servidões;
IV - o usufruto;
V - o uso;
VI - a habitação;
VII - o direito do promitente comprador do
imóvel;
VIII - o penhor;
IX - a hipoteca;
X - a anticrese.
XI - a concessão de uso especial para fins de
moradia; (Incluído pela Lei nº 11.481, de
2007)
XII - a concessão de direito real de uso.
(Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)

6. MODALIDADES DE POSSE:

6.1. Em relação às pessoas: art. 1.197 CC.

Art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem


a coisa em seu poder, temporariamente, em
virtude de direito pessoal, ou real, não
anula a indireta, de quem aquela foi havida,
podendo o possuidor direto defender a sua
posse contra o indireto.

6.1.1. Posse Direta: é estar com a coisa, decorrente de um direito


pessoal ou real. O possuidor direto (locatário) tem direito de defesa do
bem do possuidor indireto (proprietário).

6.1.2. Posse Indireta:

6.2. Quanto a simultaneidade no exercício da posse: composse, quando


duas pessoas ou mais possuem a posse simultânea do mesmo bem.

6.2.1. Pro diviso: cada um sabe a sua parte (onde começa e onde
termina).

6.2.2. Pro indiviso: as partes são misturadas, não dá para separar.


Ex.: o espólio enquanto não feita a partilha dos quinhões.

A composse acaba pela divisão da coisa e no caso de uma das partes


comprarem a posse exclusiva. Não se confunde com a dualidade de
posse que é a posse indireta e direta na mesma pessoa.

6.3. Quanto aos vícios objetivos:

6.3.1. Posse justa: art. 1.200 CC.

Art. 1.200. É justa a posse que não for


violenta, clandestina ou precária.

6.3.2. Posse injusta: quando é violenta (por força física ou moral),


clandestina (posse oculta) ou injusta (com vício). Enquanto durar a
violência, clandestinidade ou precariedade não se tem a posse, tendo-a
somente após estas cessarem. Art. 1.208 CC.

Art. 1.208. Não induzem posse os atos de


mera permissão ou tolerância assim como não
autorizam a sua aquisição os atos violentos,
ou clandestinos, senão depois de cessar a
violência ou a clandestinidade.
6.4. Quanto a subjetividade:

6.4.1. Boa fé: o possuidor de boa fé é tão inocente que acredita ser o
proprietário. Ex.: comprou um terreno, possui contrato, mas não a
escritura. Tem que indenizar.

6.4.2. Má fé: a pessoa tem ciência exata tem que a posse dele é
viciada. Ex.: sem terra. Não tem que indenizar

6.4.2.1. Presunção da Má Fé:

• Confissão do possuir: ele sabe que não é dono, da violência para


entrada na posse (MST)
• Instrumento repugnante. Ex.: compra e venda de menor ou pai
para filho.

6.5. Quanto aos efeitos:

6.5.1. Ad interdicta: quando há interesse na defesa da posse.

6.5.2. Ad usucapionem: quando há interesse na aquisição da


posse/propriedade.

6.6. Quanto a idade:

6.6.1. Nova: tem menos de ano e dia. Tem efeito para o procedimento
processual.

6.6.2. Velha: tem mais de ano e dia. Procedimento comum ordinário.

6.7. Quanto ao desempenho da atividade laborativa:

6.7.1. Produtiva: tem finalidade econômica (laborativa).

6.7.2. Improdutiva: não colhe, não mora na casa.


7. MODOS AQUISITIVOS DE POSSE: art. 1.204 CC.

Art. 1.204. Adquire-se a posse


desde o momento em que se
torna possível o exercício, em
nome próprio, de qualquer dos
poderes inerentes
à propriedade.
7.1. ORIGINÁRIOS

7.1.1. Apropriação:

a. Res derelictae: quando a foi abandonada.

b. Res nullius: quando a coisa nunca teve proprietário.

c. Vício de consentimento: quando a coisa foi objeto de má-fé.

7.1.2. Exercício de direito: sem o consentimento expresso, passa a


utilizar coisa alheia. caracteriza-se pela utilização econômica de um
bem.

7.2. DERIVADOS: depende de posse anterior, legítima ou não. É


bilateral.

7.2.1. Tradição: entrega da coisa. Passagem da posse.

a. Efetiva: quando eu dou a coisa na mão da pessoa.

b. Simbólica: simplesmente simboliza a realização do ato. ex.: chave do


apartamento.

c. Consensual: as partes chegam a um acordo. Ex.: escritura, contrato.

i. Traditio longa manu: não é possível deter a coisa. Ex.: venda da


fazenda.
ii. Traditio brevi manu: posse direta da coisa. Ex.: quando o
locador compra o imóvel.

7.2.2. Constituto possessório: o proprietário vende o bem, mas continua


com a posse direta.
7.2.3. Acessão: várias posses.
a. Sucessão: Ex.: herança.
b. União: soma do tempo de uma ou mais posses. Ex.: usucapião.

8. PERDA DA POSSE: art. 1.223 e 1.224 CC.

Art. 1.223. Perde-se a posse quando cessa,


embora contra a vontade do possuidor, o
poder sobre o bem, ao qual se refere o art.
1.196.
Art. 1.224. Só se considera perdida a posse
para quem não presenciou o esbulho, quando,
tendo notícia dele, se abstém de retornar a
coisa, ou, tentando recuperá-la, é
violentamente repelido.
8.1. PERDA DA POSSE DA COISA:

8.1.1. Abandono: é o próprio abandono da coisa.


8.1.2. Tradição: a partir do momento que eu entreguei a coisa, eu não
detenho mais a posse.

8.1.3. Perda da coisa: enquanto está procurando não há perda da


posse.

8.1.4. Destruição da coisa pela natureza:

8.1.5. Inalienabilidade: bens que não podem ser vendidos.

8.1.6. Posse de outrem:

8.1.7. Constituto Possessório: quando perde a posse indireta. Vende o


imóvel e continua morando lá.

8.2. PERDA DA POSSE DE DIREITOS:

8.2.1. Impossibilidade do exercício: física e jurídica.

8.2.2. Desuso:

8.3. PERDA DA POSSE PARA POSSUIDOR QUE NÃO PRESENCIOU


O ESBULHO:

8.3.1. Desinteresse:
8.3.2. Repulsa: eu até fui atrás, mas tomei uma surra e desisti.

9. EFEITOS DA POSSE: é a conseqüência jurídica da posse.

9.1. DIREITOS DE USO DOS INTERDITOS POSSESSÓRIOS:

9.1.1. MANUTENÇÃO DA POSSE: Chamamos de turbação da posse, a


pessoa vai, invade sua posse, mas se retira. Não chega a perder a
posse.
Ex.: pessoa que pula o muro, pega a manga e vai embora todos os dias.
Art. 926 do CPC.

9.1.2. REINTEGRAÇÃO DA POSSE: a pessoa vai, invade sua posse,


mas fica. Art. 931 SS do CPC; 1210 §1º cc- desforço imediato

9.1.3. INTERDITO PROIBITÓRIO: eles estão a caminho. Art. 927 e


932 CPC

9.1.4. NUNCIAÇÃO DE OBRA NOVA: obra que está em fase de


construção. A obra tem que estar em andamento.A obra não é sua e
sim uma obra de terceiros. Art. 934 a 940 CPC

9.1.5. DANIO INFECTO: quando a obra está construída e ameaça ruir


ou está em fase de acabamento.Aqui a obra também não é sua. Art.
826 a 838 CPC e Art. 1280 CC

9.1.6. IMISSÃO DE POSSE: não se confunde com a imissão de posse


do art. 625 CPC. O rito é ordinário

9.1.7. EMBARGOS DE TERCEIROS: de 3º senhor e possuidor art.


1.046 CPC.

9.2. FRUTOS: Art. 1214 a 1216 CC

9.2.1. ORIGINAIS:

9.2.1.1. Naturais: decorrem da própria natureza da coisa.


Ex.: laranja, arvores, sementes

9.2.1.2. Industriais: decorre da intervenção humana.


Ex.: computador, carro, refrigerante
9.2.1.3. Civis: coisa que frutificam financeiramente.
Ex.: alugueres, juros.

9.2.2. PERCEPÇÃO:

9.2.2.1. Percepiendos: quando já poderiam ser colhidos e não


foram. Ex. a laranja que madureceu e não foi colhida.

9.2.2.2. Pendentes: são frutos que ainda estão unidos a coisa, Ex.
o aluguel que não venceu.

9.2.2.3. Percebidos: quando ele for colhido ou recebido.

9.2.2.4. Estantes: quando ele já esta armazenado para venda, o


aluguel recebido.

9.2.2.5. Consumidos: os que não existem mais.

9.2.3 INDENIZAÇÃO PELAS BENFEITORIAS

Benfeitorias são obras e despesas feitas para conservar, melhorar


(necessárias ou úteis) ou embelezar (voluptuária) a coisa. Art. 1219 e
1220 CC.

9.2.4 DETERIORIZAÇÃO OU PERDA DA COISA. Art. 1.218 Cc.