DRENAGEM SUPERFICIAL
A água da chuva ou de irrigação não se infiltra completamente no solo, escoando
sobre a superfície até atingir um canal de eliminação da zona de exploração agrícola.
Quando essa subtração não é suficiente, verifica-se encharcamentos no solo,
resultando em diversos problemas de excesso de umidade. A drenagem superficial é
comumente requerida em áreas com pouca diferença de nível em relação aos drenos
naturais (córregos, riachos etc.) e/ou em regiões planas, com solo que apresenta
baixos níveis de capacidade de infiltração, permeabilidade ou com camadas
impermeáveis logo após a superfície. Desse modo, podem ocorrer dois casos de
drenagem superficial, isto é, drenagem em áreas que apresentam problemas de
excesso de umidade e drenagem a fim de eliminar as águas da chuva. O propósito da
drenagem superficial é a retirada do excesso de água resultante do escoamento
superficial, originado de chuvas com intensidade superior à taxa de infiltração da água
no solo.
1. SISTEMAS DE DRENAGEM SUPERFICIAL
1.1 Sistema natural
Este sistema adapta-se em áreas que possuam grande quantidade de depressões
e/ou muito fundas ou muito largas, o que dificulta o aterramento. Consiste em ligar as
depressões por meio de drenos rasos, que conduzem a água para a saída natural da
área. Os drenos devem ser o mais raso possível e com as faces laterais pouco
inclinadas para não interferirem com as práticas agrícolas. No meio rural e muitas
vezes conhecido como esgotamento de várzeas.
1.2 Sistema em camalhão ou terraços
Este sistema se adapta em áreas úmidas com pouca declividade e com solo pouco
permeável. Baseia-se na construção de camalhões largos e em sequência, de modo
que na interseção dos camalhões exista uma depressão, a qual funcionará como
dreno. Segundo técnicos em drenagem, a altura no centro dos camalhões pode variar
de 15 a 50 cm, o comprimento pode atingir até 300 m e sua largura varia com o tipo
de solo. Em solos com drenagem muito lenta a largura varia de 6 a 12 m em solos
com drenagem lenta a largura varia de 10 a 20 m e em solos com drenagem media a
largura pode variar de 15 a 30 m. As linhas de plantio podem ser na direção do
comprimento dos camalhões ou perpendicular a eles.
1.3 Sistema Interceptor
Este sistema também é denominado sistema de drenagem em terraços ou sistema
de drenagem transversal a principal declividade do terreno. Ele adapta-se em áreas
de solos com pouca permeabilidade e cuja principal fonte de água que mantém as
áreas planas com alto teor de umidade e o fluxo do lençol freático é proveniente das
encostas. Consiste em interceptar, por meio de canais, o fluxo de água do lençol
freático e/ou escoamento da água das chuvas, dos terrenos periféricos em relação às
áreas baixas, e conduzi-la para fora da área com problema de excesso de umidade.
E um sistema bastante eficiente, por ser preventivo, o qual minimizara a capacidade
dos drenos necessários nas áreas baixas.
1.4 Sistema com drenos rasos e paralelos
Este sistema adaptasse em áreas planas, com solo de baixa permeabilidade, e com
muitas depressões. Ele consiste na construção de valetas ou canais, rasos e
paralelos, na mesma direção da linha de plantio. O espaçamento entre os drenos
depende da quantidade de depressões existentes na área, normalmente, o
espaçamento varia entre 100 a 300 m.
1.5 Espinha de peixe
Usado quando o terreno apresenta uma depressão estreita, onde pode ser colocado
os drenos coletores. As linhas laterais entram de ambos os lados no coletor,
motivando uma drenagem dupla ao longo deste último.
1.6 Duplo principal
Usado quando o terreno apresenta uma depressão larga. Pode ser considerado como
uma modificação do sistema de grade ou mesmo da espinha de peixe.
1.7 Agrupamento
Raramente um único arranjo ou sistema visto anteriormente e usados em toda a área
a ser drenada. Na maioria das vezes uma combinação de sistemas, de acordo com
as características de cada parcela do terreno, e planejada, recebendo a denominação
de um sistema composto ou agrupamento.
1.8 Sistematização de áreas
Este sistema adapta-se em áreas planas com muitas depressões, porém pequenas e
rasas. Ele consiste na uniformização da superfície da terra, ou seja, aterro das
depressões e cortes das elevações. O seu uso depende do volume de terra que se
terá de movimentar.