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Estresse Ocupacional

Equipe: Amanda Cotes Prata

Cristiane Moreira Barbosa

Jonathan Silva Leles

Veridiana Cruz de Sá

Professora: Eva Bessa

SENAC-MG-Contagem

Sumário

1
Introdução

1. Introdução..............................................................................................04

2. O que é o estresse?.................................................................................05

3. Fases do estresse....................................................................................06

3.1 Fase de Alarme..........................................................................06

3.2 Fase de Resistência....................................................................06

3.3 Fase de Exaustão.......................................................................07

4.1 Estresse Bom: Eustress.......................................................................07

4.2 Estresse Ruim: Distress......................................................................07

5.Estresse Ocupacional.......................................................................8,9,10

5.1 Características das pessoas que são identificadas como


moderadoras dos efeitos do estresse........................................................10

5.2 Características das pessoas com tipo A...................................10

5.3 Características das pessoas com tipo B...................................10

6. Exemplo de Estresse ocupacional e Síndrome de Burnout no


exercício profissional da psicologia............................................11

6.1 Introdução....................................................................11

6.2 O que é burnout?.................................................................12,13

6.3 Estresse.............................................................................13,14,15

6.4 Burnout e Estresse Ocupacional..........................................15,16

6.5 Exercício Profissional em Psicologia..................................16,17

Continuação Sumário

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6.6 Burnout e Estresse Ocupacional em Psicólogos.......17,18,19,20

7. Sindrome de Burnout conceito.............................................................20

7.1 Fases do Burnout.......................................................................20

7.2 Fase de exaustão..................................................................20,21

7.3 Fase de Ceticismo.....................................................................21

7.4 Ineficácia....................................................................................21

7.5 Prevenção...................................................................................21

7.6 Tratamento................................................................................21

7.7 Stress X Burnout.......................................................................22

8. Síndrome De Workaholic.....................................................................23

9. Curiosidades...........................................................................................23

10. Conclusão.............................................................................................24

1.Introdução

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No mundo competitivo em que vivemos, o estresse está presente quase
todo o tempo em nosso cotidiano. O estresse sob controle pode até ser benéfico
tornando as pessoas mais ativas, por outro lado quando o estresse é prejudicial ao
individuo pode causar diversos distúrbios físicos e emocionais afetando seu bem-estar e
até mesmo seu rendimento profissional.

O estresse hoje em dia é tido como um problema mundial causando males a


vários indivíduos. O estresse no trabalho passou a ser a preocupação mundial do
momento, passando a ser desenvolvidas diversas pesquisas em busca á solução desse
problema que afeta milhões em todo o mundo atualmente. Diariamente vemos a mídia
tentando explorar mais a fundo esse assunto a fim de nos informar e auxiliar com esse
tão discutido tema.

O estresse infelizmente faz parte do nosso dia-a-dia, cabe a somente á nós saber
como administrar e ter um controle emocional. Temos que lembrar que este problema
nunca vai deixar de existir. O que se precisa fazer é saber conviver com ele, e tentar
amenizá-lo através de um programa anti-stress.

Neste estudo o objetivo é tentar explicar em detalhes o que é estresse, sua causa
e as três fases especificas que cada pessoa que adquire ou tem esse problema passa. O
estudo também aborda o estresse bom que é chamado de eustress, e o estresse ruim que
é chamado de distress. Discutiremos a diferença entre estresse e síndrome de Burn-out e
finalmente falaremos do estresse ocupacional que vem afetando milhares de pessoas
todos os dias.

2. O que é o Estresse?

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Segundo o dicionário Aurélio estresse é “o conjunto de reações do
organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras capazes de
perturbar a homeostase.” (equilíbrio). O estresse é a alteração global de nosso
organismo para adaptar-se a uma situação nova ou às mudanças de um modo geral. O
estresse é um distúrbio emocional que é prejudicial á saúde, de acordo com uma
pesquisa realizada Universidade Franklin Rosalind, nos Estados Unidos, “Um único
episódio de estresse extremo pode ser o suficiente para destruir novas células nervosas
no cérebro.” Isso pode ser uma das diversas causas de depressão.

O estresse por outro lado é um mecanismo normal, necessário e benéfico ao


organismo, pois faz com que o ser humano fique mais atento e sensível diante de
situações de perigo ou de dificuldade. Mesmo situações consideradas positivas e
benéficas, como é o caso, por exemplo, das promoções profissionais, casamentos
desejados, nascimento de filhos, etc., podem produzir estresse. Do ponto de vista
pessoal, mudanças ocorrem em nossas vidas continuamente e temos sempre de estar nos
adaptando a elas. Nesses casos o estresse funciona como um mecanismo de
sobrevivência e adaptação, necessário para estimular o organismo e melhorar sua
atuação diante de circunstâncias novas.

3. Fases do Estresse

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3.1 Fase de Alarme
Nesta fase o organismo entra em estado de alerta para se proteger do perigo
percebido e dá prioridade aos órgãos de defesa, ataque ou fuga. As reações corporais
desenvolvidas nesta fase são: dilatação das pupilas; estimulação do coração
(palpitação), a noradrenalina, produzida nas glândulas supra-renais acelera os
batimentos cardíacos e provoca uma alta depressão arterial, o que permite uma melhor
circulação do oxigênio; aumento na possibilidade de coagulação do sangue; frieza nas
mãos e pés; tensão nos músculos; inibição da digestão; inibição da produção de saliva.

Caso o individuo consiga lidar com como o estresse nesta fase, eliminando-o ou
aprendendo a controlá-lo ele volta a situação básica de equilíbrio interno continua sua
vida normal. Mas se o individuo não conseguir uma forma de reequilibrar, vai ocorrer
uma evolução para as outras duas fases ao processo de estresse.

3.2 Fase de Resistência

Na fase de resistência persiste o desgaste necessário a manutenção do estado de


alerta. O organismo continua a buscar ajustar-se a situação em que se encontra.A fase de
resistência ocorre quando a tensão se acumula. Há continuidade do estresse ou a
resposta não é adequada e agora é maior a facilidade para aparecerem novas respostas
da fase de Alarme. Os sintomas mais freqüentes são as mudanças no comportamento
habitual da pessoa. Há queda da concentração e da capacidade de memorização.
Ocorrem os sintomas das doenças.

As conseqüências que podem acontecer ao individuo nesta fase são: redução da


resistência do organismo em relação a infecções, sensação de desgaste provocando
cansaço e lapsos de memória e supressão de varias funções corporais relacionadas com
o comportamento sexual, reprodutor e com o crescimento.
3.3 Fase de Exaustão

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Finalmente, na fase de exaustão ou esgotamento, há uma queda de imunidade
devido isso aparece doenças físicas ou psíquicas. Se não tratado pode levar a morte.
Entre as doenças desencadeadas pelo stress podemos citar a: depressão, hipertensão,
úlceras, gastrites, fadiga crônica, diabetes, alteração no sono, entre outras
manifestações.

4.1 Estresse Bom: Eustress

Quando o stress é bom faz bem pra saúde e nos ajuda a realizar coisas boas,
chamamos de EUSTRESS. Alguns exemplos podem ser: a vitória do time preferido,
estar apaixonado, passar no vestibular, ser promovido entre outras coisas provocam
eustress. Portanto podemos dizer que o eustress é uma forma positiva do estresse, que se
manifesta mediante uma atitude de euforia, satisfação ou felicidade.

4.2 Estresse Ruim: Distress

Quando o stress faz mal ao organismo, provoca sintomas ruins e doenças


chamamos de DISTRESS. Decepção, tristeza, desemprego, assalto, indecisão, a falta do
que fazer, ter coisas para se fazer ao mesmo tempo, dívida, solidão, reunião na empresa
etc, são exemplos de causas de distress. O distress relaciona-se com a diminuição das
capacidades normais do indivíduo e “surge uma sensação de se estar dominado pelas
dificuldades impossíveis de ultrapassar”.

5. Estresse Ocupacional

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O estresse ocupacional é algo que tem se propagado atualmente, o fato pode
estar relacionado com o cumprimento de prazos limitados, o acompanhamento das
mudanças tecnológicas, o enfrentamento das avaliações de produtividade, além da
preocupação em manter-se empregado, bem como manter um bom relacionamento no
ambiente de trabalho. Grande parte dos brasileiros economicamente ativos sofre com a
sobrecarga profissional. Para esses, toda a pressão que envolve o dia-a-dia pode ser
transformada em doença grave, uma vez que o stress é um mecanismo que prepara o
organismo para situações de perigo, o sistema cerebral interpreta as contrariedades
como tal situação.

O estresse ocupacional é mais relacionado ás pressões que o individuo sofre em


seu ambiente de trabalho. Um trabalhador que relata a existência de excesso de trabalho
pode não considerá-lo como prejudicial, mas como positivo e estimulante devido á
características situacionais e pessoais que interferem no julgamento do indivíduo. Existe
uma lista de fatores ligados às condições de trabalho que pode desencadear o estresse:

 Chefia insegura: um líder inseguro não vai demonstrar para sua equipe
segurança. As pessoas querem alguém que as estimulem, que as auxiliem a
desenvolver seu potencial.

 Responsabilidade mal delegada: delegar tarefas sem identificar se o empregado


está preparado ou mesmo confundir delegação com transferência de
responsabilidade.

 Bloqueio de carreira: às vezes, a promoção de um funcionário pode gerar um


bloqueio muito grande em outro que trabalhe na mesma função e seja
igualmente competente. Se a promoção do primeiro não for devidamente
justificada pela chefia, pode acontecer que um bom funcionário se transforme
em indivíduo insatisfeito e injustiçado.

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 Conflito entre chefias: é o caso de chefias cujos pensamentos não estão bem
identificados e isso é percebido pelos funcionários. Os que são vulneráveis se
sentirão inseguros.

 Falta de correlação adequada entre capacidade, responsabilidade e salário: é um


dos agentes agressivos mais comuns no trabalho e pode ser evitado ou
diminuído por uma avaliação de desempenho adequada.

 Trabalho monótono: aquele trabalho em que o individuo trabalha em uma rotina


que pode ser desgastante á ele.

 Trabalho com alta concentração mental: o que leva à fadiga é o trabalho no qual
um erro pode causar danos físicos grandes ou comprometimento da segurança de
outras pessoas. A vigilância constante e o medo de errar podem levar à fadiga
psíquica e manifestações psicossomáticas nos indivíduos mais vulneráveis.

 Relações humanas inadequadas: o problema das relações humanas inadequadas


como agente agressivo existe em dois sentidos: vertical e horizontal. No mundo
de hoje, as relações inadequadas na vertical (por parte dos chefes) ainda é mais
importante do que na horizontal (entre os colegas de trabalho). Porém, na
tendência atual de se procurar utilizar os trabalhos de equipe, as relações
humanas na horizontal adquirem uma importância gradualmente maior.

 Fatores ligados ao ambiente físico: o alto nível de ruído, a má-iluminação, o


calor excessivo, a vibração, todos esses fatores podem atuar como agressores e
desencadear o estresse e, conseqüentemente, a fadiga psíquica.

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A essa lista de fatores pode-se acrescentar ainda como fatores agressivos ou
desencadeadores de estresse: a sensação de não-participação em decisões (sentimento de
marginalização), rumores sobre dispensas coletivas e falta de informações.

5.1 Características das pessoas que são identificadas como


moderadoras dos efeitos do estresse:
Diferenças individuais de resistência ao estresse há muito têm
sido reconhecidas. Duas características de personalidade (Tipo A e
Tipo B) foram claramente identificadas como moderadoras dos efeitos
do estresse.

5.2 Características das pessoas com tipo A:


É um tipo de personalidade que intensifica os efeitos dos
estressores do trabalho.

• Andam, comem e falam rapidamente;

• São agressivas e competitivas;

• Relacionamentos interpessoais insatisfatório;

• Se sentem constantemente pressionadas pelo tempo.

5.3 Características das pessoas com tipo B:


As pessoas com esse tipo de personalidade estão menos
preocupadas com o tempo, conseguem relaxar sem culpa.

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6. Exemplo de Estresse ocupacional e Síndrome de Burnout no
exercício profissional da psicologia

6.1 Introdução

O trabalho ocupa um papel central na vida das pessoas e é um fator relevante na


formação da identidade e na inserção social das mesmas. Neste contexto, considera-se
que o bem-estar adquirido pelo equilíbrio entre as expectativas em relação à atividade
profissional e à concretização das mesmas é um dos fatores que constituem a qualidade
de vida. Esta é proporcionada pela satisfação de condições objetivas tais como renda,
emprego, objetos possuídos e qualidade de habitação, de condições subjetivas como
segurança, privacidade e afeto (Wilheim & Déak, citado em Cardoso, 1999), bem como
motivação, relações de auto-estima, apoio e reconhecimento social.

Uma relação satisfatória com a atividade de trabalho é fundamental para o


desenvolvimento nas diferentes áreas da vida humana e esta relação depende, em grande
escala, dos suportes afetivos e sociais que os indivíduos recebem durante seu percurso
profissional. O suporte afetivo provém do relacionamento com pessoas com as quais é
possível compartilhar preocupações, amarguras e esperanças, de modo que sua presença
possa trazer sentimentos de segurança, conforto e confiança. O suporte social aplica-se
ao quadro de relações gerais que se estabelecem, naturalmente, entre colegas de
trabalho, vizinhos e conhecidos, o que também pode favorecer o aprofundamento de
relacionamentos que, mais tarde, venham a fazer parte do suporte afetivo.

Para Gazzotti e Vasques-Menezes (1999), a fragilidade emocional provocada


pela falta dos suportes afetivo e social traz grande sofrimento, uma vez que o reflexo
dessa situação não fica restrito à vida privada, ampliando-se para o campo das relações
de trabalho. O trabalhador, ao sentir-se sem alternativa para compartilhar suas
dificuldades, anseios e preocupações, tem aumentada sua tensão emocional, o que pode
levar ao surgimento da síndrome de burnout e/ou do estresse ocupacional.

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6.2 O que é burnout?

Para Codo e Vasques-Menezes (1999), burnout consiste na “síndrome da


desistência”, pois o indivíduo, nessa situação, deixa de investir em seu trabalho e nas
relações afetivas que dele decorrem e, aparentemente, torna-se incapaz de se envolver
emocionalmente com o mesmo. No entanto, autores discutem a possibilidade de males
como fadiga, depressão, estresse e falta de motivação também apresentarem a
desistência como característica marcante. Dessa forma, pode-se pensar que estudos
sobre desistência e, conseqüentemente, sobre burnout se iniciaram juntamente com os
estudos de Pavlov. Este pesquisador constatou que cães submetidos a uma tarefa
progressivamente difícil de realizar, como por exemplo, diferenciar um círculo de uma
elipse, apresentavam um rompimento no comportamento e esse rompimento foi
denominado, por Pavlov, de “neurose experimental” (Codo & Vasques-Menezes, 1999).
Essa ruptura no comportamento não seria uma resposta frente a uma dificuldade tão
grande que só restaria ao cão desistir da atividade e entrar em neurose experimental?
Por analogia, os seres humanos poderiam entrar em burnout ao se sentirem incapazes de
investir em seu trabalho, em conseqüência da incapacidade de lidar com o mesmo
(Codo & Vasques-Menezes, 1999).

O termo burnout, no sentido que se está estudando, foi empregado na década de


70 pelo psicólogo clínico Freudenberger. Entretanto, é possível considerar a hipótese de
que ele apenas nomeou um sentimento que já existia e havia sido experimentado por
muitos (Codo & Vasques-Menezes, 1999). Freudenberger e Richelson (1991)
descreveram um indivíduo com burnout como estando frustrado ou com fadiga
desencadeada pelo investimento em determinada causa, modo de vida ou
relacionamento que não correspondeu às expectativas. Em 1977, Maslach empregou o
termo publicamente para referir-se a uma situação que afeta, com maior freqüência,
aquelas pessoas que, em decorrência de sua profissão, mantêm um contato direto e
contínuo com outros seres humanos.

Para Cherniss (citado em Roazzi, Carvalho, & Guimarães, 2000) burnout é uma
forma de adaptação que pode resultar em efeitos negativos tanto para a própria pessoa
quanto para seu local de trabalho. Portanto, é conseqüência de uma tentativa de
adaptação própria das pessoas que não dispõem de recursos para lidar com o estresse no

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trabalho. Essa falta de habilidade para enfrentar o estresse é determinada tanto por
fatores pessoais como por variáveis relativas ao trabalho em si e à organização.
Entretanto, a mais influente definição de burnout foi desenvolvida por Maslach e
Jackson em 1986. Sua definição multidimensional inclui três componentes: exaustão
emocional, despersonalização e redução da realização pessoal (Mills & Huebner, 1998;
Codo & Vasques-Menezes, 1999).

A exaustão emocional é caracterizada por um sentimento muito forte de tensão


emocional que produz uma sensação de esgotamento, de falta de energia e de recursos
emocionais próprios para lidar com as rotinas da prática profissional e representa a
dimensão individual da síndrome. A despersonalização é o resultado do
desenvolvimento de sentimentos e atitudes negativas, por vezes indiferentes e cínicas
em torno daquelas pessoas que entram em contato direto com o profissional, que são sua
demanda e objeto de trabalho. Num primeiro momento, é um fator de proteção, mas
pode representar um risco de desumanização, constituindo a dimensão interpessoal de
burnout. Por último, a falta de realização pessoal no trabalho caracteriza-se como uma
tendência que afeta as habilidades interpessoais relacionadas com a prática profissional,
o que influi diretamente na forma de atendimento e contato com as pessoas usuárias do
trabalho, bem como com a organização (Maslach, 1998). Trata-se de uma síndrome na
qual o trabalhador perde o sentido da sua relação com o trabalho, de forma que as coisas
não lhe importam mais e qualquer esforço lhe parece inútil. Finalmente, a síndrome de
burnout tem sido negativamente relacionada com saúde, performance e satisfação no
trabalho, qualidade de vida e bem-estar psicológico (Rabin, Feldman, & Kaplan, 1999).

6.3 Estresse

O conceito de estresse foi primeiramente descrito por Selye, em 1936 (Helman,


1994; Gasparini & Rodrigues, 1992). Selye (1959) definiu estresse como sendo,
essencialmente, o grau de desgaste total causado pela vida. Contudo, no século XVII, o
termo foi utilizado por Robert Hooke, no campo da Física, para designar uma pesada
carga que afeta uma determinada estrutura física (Lazarus, 1993). Etimologicamente,
estresse deriva do latim stringere, significando apertar, cerrar, comprimir (Houaiss,
Villar, & Franco, 2001).

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Não há um consenso sobre o termo estresse. Alguns autores entendem que
representa uma adaptação inadequada à mudança imposta pela situação externa, uma
tentativa frustrada de lidar com os problemas (Helman, 1994), mas estresse também
pode ser definido como um referente, tanto para descrever uma situação de muita tensão
quanto para definir a tensão a tal situação (Lipp & Rocha, 1994).

Considerando as diferentes definições da palavra estresse, Lazarus (1993)


descreve quatro pressupostos essenciais que devem ser observados: 1) um agente causal
interno ou externo que pode ser denominado de estressor; 2) uma avaliação que
diferencia tipos de estresse (dano, ameaça e desafio); 3) os processos de coping1
utilizados para lidar com os estressores e 4) um padrão complexo de efeitos na mente ou
no corpo, freqüentemente referido como reação de estresse.

Apesar do estudo dos eventos estressores contar com um considerável


desenvolvimento histórico, a maior parte da literatura empiricamente validada surgiu
somente nas últimas duas décadas (Briere, 1997). Nas formulações iniciais
preponderava o foco sobre o evento estressor per se, mas atualmente existe grande
consideração nas diferenças individuais e nas variáveis cognitivas e motivacionais
(Lazarus, 1993). Sendo assim, é importante considerar não só a imensa quantidade de
fatores potencializadores de estresse mas, também, os aspectos individuais, a maneira
como cada um reage às pressões cotidianas, bem como os aspectos culturais e sociais
aos quais os sujeitos estão submetidos. Fatos como problemas familiares, acidentes,
doenças, mortes, conflitos pessoais, dificuldade financeira, desemprego, aposentadoria,
problemas no ambiente de trabalho, guerras e inúmeros outros podem ser
experienciados de maneira diversa por dois indivíduos diferentes, em um mesmo
contexto histórico, cultural e social, por exemplo, assim como problemas críticos na
ordem social de um país podem potencializar o estresse patológico em diversos
indivíduos (Helman, 1994; Ladeira, 1996).

Em suas sociedades, os indivíduos tentam atingir metas definidas, níveis de


prestígio e padrões de comportamento que o grupo cultural impõe e espera de seus
integrantes (Helman, 1994), de maneira que uma frustração na realização desses
aspectos pode desencadear o estresse. Cardoso (1999) afirma que, para a Organização
Mundial de Saúde (OMS), a saúde pode ser lesada não apenas pela presença de fatores
agressivos (fatores de risco, de “sobrecarga“), mas também pela ausência de fatores

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ambientais (fatores de “subcarga” como a falta de suficiente atividade muscular, falta de
comunicação com outras pessoas, falta de diversificação em tarefas de trabalho que
causam monotonia, falta de responsabilidade individual ou de desafios intelectuais).
Portanto, pode-se verificar que algum estresse é importante para a realização de
qualquer atividade e que sua total ausência, assim como seu excesso, podem ser
prejudiciais à saúde. Entretanto, o prolongamento de situações de estresse pode
repercutir num quadro patológico, originando distúrbios transitórios ou mesmo doenças
graves, como o estresse ocupacional.

6.4 Burnout e Estresse Ocupacional

Devido ao fato de essas síndromes serem ocasionadas a partir de situações


relacionadas ao trabalho, há quem desconsidere suas diferenças. No entanto, embora
não haja na literatura um consenso em relação à gênese das mesmas, burnout não é o
mesmo que estresse ocupacional. burnout é o resultado de um prolongado processo de
tentativas de lidar com determinadas condições de estresse (Rabin, Feldman, & Kaplan,
1999). O estresse pode ser visto como seu determinante, mas não coincide com o
mesmo. Farber (citado em Roazzi, Carvalho, & Guimarães, 2000) explora a idéia de que
burnout não resulta só do estresse em si (que pode ser inevitável em profissões
assistenciais), mas do “estresse não mediado”, do estresse não moderado, sem
possibilidade de solução. Assim, burnout não é um evento, mas sim um processo e,
apesar de compartilharem duas características - esgotamento emocional e escassa
realização pessoal - burnout e estresse ocupacional diferem pelo fator despersonalização
(Cherniss, citado em Roazzi, Carvalho, & Guimarães, 2000). León e Iguti (1999)
consideram burnout como um quadro clínico mental extremo do estresse ocupacional.

Através de pesquisa longitudinal, realizada com psicólogos escolares dos EUA,


Mills e Huebner (1998) observaram a natureza transacional do relacionamento entre
burnout e experiências ocupacionais estressantes. Os dados sugerem que, não somente
estas experiências podem predispor os indivíduos a experienciar burnout, mas também
que elevados níveis de burnout podem levá-los a desenvolver estresse ocupacional
adicional.

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Parece haver um consenso em torno da síndrome poder ser caracterizada como
uma resposta ao estresse laboral crônico, mas é importante que seus conceitos sejam
mantidos distintos. burnout tem como conseqüência uma dessensibilização dirigida às
pessoas com quem se trabalha, incluindo usuários, clientes e a própria organização, e o
estresse é um esgotamento diverso que, de modo geral, interfere na vida pessoal do
indivíduo, além de seu trabalho (Codo & Vasques-Menezes, 1999). Entretanto, apesar
de suas particularidades, as diferenças entre os dois não são claras, em função dos
fatores desencadeadores serem muito próximos (ver Figura 1), o que dificulta o
estabelecimento de um diagnóstico preciso e de uma relação de comorbidade.

6.5 Exercício Profissional em Psicologia

Cabe analisar, aqui, o contexto e os elementos em que as profissões estão


inseridas, já que estão sujeitos a transformações ao longo do tempo. Pode-se considerar
as dificuldades tecnológicas e a ordem sócio-econômica de nosso país e pensar quanto é
dinâmico o processo de constituição de uma profissão, uma vez que esta se encontra em
permanente interação com o meio social. Dessa forma, uma profissão recente, como a
Psicologia, é fortemente influenciada por todo esse processo.

Segundo o Conselho Federal de Psicologia (1988), a definição do psicólogo


brasileiro, na década de 80, enfatizava sua atuação na elaboração e aplicação de técnicas
de qualificação e diagnóstico de distúrbios. Entretanto, devemos sempre considerar que
essa visão se insere na tradicional prática que tem privilegiado uma perspectiva de
análise e de intervenção no âmbito estritamente individual (Moura, 1999). Atualmente,
o fenômeno psicológico tem sido visto de forma abstrata - ora como manifestação de
processos internos, ora como produto de vivências externas, elementos influenciados
pelo meio físico e social (Bock, 1997).

Numa perspectiva mais atual, verifica-se uma evidente ampliação dos espaços de
inserção do psicólogo (Yamamoto & Campos, 1997), de modo que mudanças
importantes em domínios de atuação já são foco de pesquisa do Conselho Federal de
Psicologia (CFP). Segundo Bastos e Achcar (1994), essas alterações se referem às
concepções, práticas, inserção no mercado e clientes atendidos, bem como ao foco de

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intervenção do profissional de Psicologia. Uma tendência inicial aponta para um
modelo que vai além da mensuração de características psicológicas e intervenção diante
dos problemas de ajustamento de indivíduos; uma segunda diz respeito a um maior
aperfeiçoamento e qualificação profissionais; finalmente, uma terceira visa a trabalhar
de maneira mais articulada em relação a outras disciplinas e profissões, em uma
perspectiva multidisciplinar e não-tecnicista.

6.6 Burnout e Estresse Ocupacional em Psicólogos

Conforme referido anteriormente, a síndrome de burnout consiste em uma


resposta ao estresse ocupacional crônico, afetando profissionais que se ocupam em
prestar assistência a outras pessoas. Entre os profissionais de saúde, eventos
potencializadores de estresse podem surgir, dependendo do tipo de atividade exercida.
Entretanto, existe uma evidência crescente demonstrando que os profissionais da área da
saúde mental, por fatores relacionados à natureza de sua profissão, apresentam-se
particularmente vulneráveis ao estresse e a seus efeitos (Rabin, Feldman, & Kaplan,
1999). Entre os fatores específicos, destacam-se: a) o manejo, por um longo período de
tempo, com pessoas com transtornos mentais; b) a responsabilidade para com a vida do
paciente; c) a inabilidade para estabelecer limites em suas interações profissionais e d) a
atenção constante aos problemas e necessidades dos pacientes de uma forma não
recíproca (Moore & Cooper, 1996; Rabin, Feldman, & Kaplan, 1999).

Facilmente se observa que os psicólogos, por atuarem na área da saúde mental,


estão entre a clientela de risco da síndrome de burnout. Aos fatores destacados,
acrescenta-se a possibilidade de haver alguma identificação e formação de laços
afetivos entre os psicólogos e seus clientes (França, citado em Covolan, 1996),
especialmente quando se trata de práticas mais tradicionais de atendimento individual.
Exemplificando, estudos realizados em psicólogos clínicos norte-americanos e ingleses
demonstraram elevados níveis de estresse entre esses profissionais (Rabin, Feldman, &
Kaplan, 1999). Especificamente em relação a psicoterapeutas, Farber (1985) identificou
cinco fatores desencadeadores de estresse: manutenção da relação terapêutica,
agendamento, dúvidas profissionais, envolvimento excessivo no trabalho e esgotamento
pessoal. Além desses, solidão, expectativas excessivas e falta de gratificação também

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foram identificados como fontes de estresse naqueles profissionais (Rabin, Feldman, &
Kaplan, 1999). Entretanto, burnout afeta, também, psicólogos em outras áreas de
atuação. Em uma amostra de 173 psicólogos escolares, Mills e Huebner (1998)
observaram que 40% dos sujeitos relataram elevados níveis de exaustão emocional,
19% relataram um senso diminuído de realização pessoal e 10% relataram reações de
despersonalização.

Moore e Cooper (1996) propõem que talvez haja um vácuo entre as expectativas
idealizadas e seus resultados na prática dos profissionais de saúde mental. Os
profissionais dessa área idealizam que sua prática servirá para ajudar as pessoas e, na
realidade, poucas mudanças são experienciadas por pacientes crônicos. Essa contradição
indica que talvez seja mais gratificante, para o profissional, encarar sua prática como
uma intervenção de apoio aos pacientes, ao invés de uma busca de cura. Essa situação
pode ser uma ilustração do burnout e está relacionada com a realidade vivenciada pelos
profissionais de saúde mental que são treinados para reconhecer e concordar com a
realidade de seus pacientes.

Garcia, Cabeza e Fernandez (1998) identificaram uma variação no nível de


burnout entre profissionais de saúde mental que trabalham em centros de saúde e em
hospitais de Madri. Em centros de saúde foi percebido um grau de realização pessoal no
trabalho mais favorável do que em hospitais. O local de trabalho, portanto, influencia
sensivelmente o grau de realização pessoal no trabalho e a possibilidade de se
desenvolver burnout e estresse a partir de um ambiente que exerça pressão nos
indivíduos.

Leite (1997) obteve dados sobre a atividade de 34 profissionais da Psicologia


que trabalhavam no Hospital Geral do Rio de Janeiro. Esses profissionais citaram que
existem demandas institucionais diferentes da necessidade apresentada pelos pacientes
que necessitam na maioria das vezes, simplesmente de escuta, atenção e afeto. No
entanto, as atividades cobradas pelo hospital são outras, como manejar pacientes
difíceis, ordenar a enfermaria e lidar com funcionários, ficando claro, com isso, a
dúvida relacionada ao papel do psicólogo no espaço hospitalar.

Considerando-se a realidade do exercício profissional, observa-se uma mudança


em termos da atuação do psicólogo com o surgimento, nas últimas décadas, de novos

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campos e, conseqüentemente, no aumento da necessidade de aperfeiçoamento e
qualificação profissional. As constantes mudanças levam à necessidade de
aprimoramento e, embora isso faça parte da dinâmica das alterações paradigmáticas
(que, além de já serem situações novas, ainda estão associadas ao processo de produção
do conhecimento favorecido pelos novos avanços tecnológicos), é possível que possa
gerar estresse em profissionais que não se beneficiem dessas alterações e as tomem
como fortes fontes de pressão. Leite (1997) observa que, além das dificuldades
encontradas no contato direto com as novas possibilidades de trabalho, há, ainda, uma
dificuldade com a formação acadêmica que oriente e esclareça sobre as questões
relativas aos diversos campos que surgem paralelos à graduação.

O contexto sócio-econômico a que estão sujeitos os profissionais de saúde


mental no Brasil deve ser considerado. O sofrimento psíquico (e social) que os
pacientes apresentam as condições de atendimento, os baixos salários e o pequeno
tempo disponível para uma consulta são fatores importantes a se considerar para pensar
os processos de estresse ocupacional e burnout. Branco (1998) pressupõe que a
atividade, nesse ambiente de trabalho permeado pela hierarquia, dificulta a afetividade
entre paciente e profissional e, a partir daí, evidencia potenciais de estresse ocupacional
e burnout. Williams (1999) conta sua experiência de trabalho como psicóloga em
escolas de Toronto e destaca o prazer de atuar em um país que investe em educação
pública de altíssima qualidade e com boas condições de trabalho, possibilitando
satisfação profissional e se constituindo no que Maslach (1998) denomina
“engajamento”. Este é definido nos mesmos termos de burnout, mas de forma positiva,
pois um estado de maior energia, forte envolvimento e senso de eficácia se contrapõem
à exaustão, ao cinismo e ao reduzido senso de realização pessoal. O engajamento não é
um estado neutro, mas se opõe a burnout e se constitui num estado mental definido e
num funcionamento social dentro de um domínio ocupacional. Dessa forma, há um
continuum entre engajamento e burnout.

Por fim, ao se constatar que o estresse ocupacional e, especialmente, a síndrome


de burnout podem afetar a prestação do serviço e a qualidade do cuidado oferecido,
julga-se necessário pesquisar essas síndromes em psicólogos brasileiros, considerando o
contexto sócio-econômico a que estão sujeitos esses profissionais, já que a maioria das

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pesquisas existentes, por ocorrerem em países desenvolvidos, não leva em conta essas
variáveis.

7. Sindrome de Burnout conceito

A Síndrome de Burnout é uma doença psicológica caracterizada pela


manifestação inconsciente do esgotamento emocional. Tal esgotamento ocorre por
causa de grandes esforços realizados no trabalho que fazem com que o profissional
fique mais agressivo, irritado, desinteressado, desmotivado, frustrado, depressivo,
angustiado e que se avalia negativamente. A pessoa que apresenta tal síndrome, além de
manifestar as sensações acima descritas, perde consideravelmente seu nível de
rendimento e de responsabilidade para com as pessoas e para com a organização que faz
parte. Pode ocorrer em profissionais de diferentes áreas que possuem contato direto com
pessoas. Também apresenta manifestações fisiológicas como cansaço, dores
musculares, falta de apetite, insônia, frieza, dores de cabeça freqüente e dificuldades
respiratórias.

7.1 Fases do Burnout

7.2 Fase de exaustão

Na fase de exaustão, nota-se um sentimento total de esgotamento as forcas se


acabam e tudo perde o sentido de ser.

Exemplo: “Estou sobrecarregado tenho trabalhado demais simplesmente é coisa demais.”

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7.3 Fase de Ceticismo

Os trabalhadores céticos reduzem a quantidade de tempo que passam no


escritório ou no local de trabalho e a quantidade de energia que dedicam ao seu
trabalho . Eles continuam fazendo seu trabalho , mas apenas o mínimo necessário , de
modo seu desempenho acaba caindo . evideciam-se sentimentos e atitudes negativas e
de cinismo ás pessoas.

7.4 Ineficácia:
As pessoas que vivenciam essa fase se perguntam: “ O que estou fazendo aqui ?
Porque estou aqui ? Talvez esse emprego não seja o certo para mim. ” O individuo
manifesta sentimento de falta de realizacao pessoal relacionada ao trabalho, o que
consequentemente afeta sua habilidade para realizar tal trabalho.

7.5 Prevenção
Quando os agentes estressores no trabalho são identificados, modificados ou
adaptados à necessidade do profissional, quando se prioriza as tarefas mais importantes
no decorrer do dia, quando se estabelece laços pessoais e/ou profissionais dando-os
importância, quando os horários diários não são sobrecarregados de tarefas, quando o
profissional preocupa-se com sua saúde e quando em momentos de descontração
assuntos relacionados ao trabalho não são mencionados.

7.6Tratamento:
O tratamento para a doença é variável, pois podem ser iniciados a partir de
fitoterápicos, fármacos, intervenções psicossociais, afastamento profissional e
readaptações. É importante ressaltar que a Síndrome de Burnout é diferente da
depressão, pois a síndrome está diretamente ligada com situações ligadas ao trabalho,
enquanto a depressão está ligada a situações pessoais relacionadas com a vida da
pessoa.

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7.7 Stress X Burnout
Alguns autores consideram que o termo stress se refere a sintomas físicos e burnout a
sintomas emocionais, mas de uma maneira geral, burnout e stress têm como causa a má
adaptação a um trabalho com grande carga tencional. No burnout a pessoa se sente
como se "extinguindo".

Stress Burnout

Hiperatividade Desligamento de atividades

Emoções superativadas Emoções embotadas

Danos físicos primários Danos emocionais primário

Afeta a energia física Afeta a motivação

Produz desintegração Produz desmoralização

Sensação de perda de Sensação de perda de ideais e


combustível e energia esperança

Depressão causada pela falta Depressão causada pela perda de ideais


de energia física e esperança

Senso de urgência e Sensação de impotência e desesperança


hiperatividade

Pânico, fobia, ansiedade Paranóia, despersonalização,


desligamento

Pode matar prematuramente Não mata, mas torna a vida sem valor

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8. Síndrome De Workaholic:
Nas grandes cidades, eles estão por toda parte. É fácil identificar um workaholic,
porque é o tipo de pessoa que, se pudesse, passaria 24 horas ligadas ao trabalho e aos
compromissos profissionais. Nem mesmo em festas e restaurantes ele desgruda de seu
notebook. São vários os problemas que a obsessão pelo trabalho acarreta. A síndrome
ocular do executivo é uma delas. Estudo do National Institute of Occupational Health
and Safety (NIOSH) revela que perto de 90% dos trabalhadores que passam mais de três
horas por dia diante da tela do computador sofrem de algum distúrbio de visão.
"Imagine o que acontece com aqueles que passam entre 10 e 12 horas no trabalho.

9. Curiosidades

• O Brasil é o 2º país mais estressado do mundo, só perde para o


Japão.

• Cada 3 pessoas que infarta um é por causa do stress.

• A maior parte do stress se dá por causa do trabalho.

Conclusão

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Após a conclusão deste trabalho, concluiu-se que o stress é um dos quadros clínicos
mais frequentes entre a população mundial, e que este é um mecanismo de resposta do
organismo a determinados estímulos que representam circunstâncias súbitas ou
ameaçadoras.Concluiu-se também que este está relacionado com situações de
dificuldade de lidar com as pressões do dia-a-dia, como problemas financeiros,
problemas familiares, problemas no trabalho, etc.

No fim deste trabalho chegou-se à conclusão que não devemos fazer de um pequeno
problema, um grande problema e organizar melhor a nossa vida para não ser um stress.
Se não facilitarmos a nossa maneira de viver e entrarmos sempre em stress, estamos a
prejudicar a nossa saúde, quando nos apercebemos estamos verdadeiramente doentes,
com uma depressão. Enfim o estresse faz parte do nosso cotidiano devemos tentar
controla-lo a fim de que possamos desenvolver somente o estress bom o eustress.

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