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Projeto de Galpão Simétrico em Duas Águas

Este documento apresenta o projeto estrutural de um galpão simétrico com cobertura em duas águas. Ele define os dados iniciais do projeto, como dimensões, materiais e cargas. Também determina a distância econômica entre terças, a distância entre tesouras e realiza os cálculos de resistência necessários para dimensionar os elementos estruturais.

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Lucas Toledo
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Projeto de Galpão Simétrico em Duas Águas

Este documento apresenta o projeto estrutural de um galpão simétrico com cobertura em duas águas. Ele define os dados iniciais do projeto, como dimensões, materiais e cargas. Também determina a distância econômica entre terças, a distância entre tesouras e realiza os cálculos de resistência necessários para dimensionar os elementos estruturais.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

ESCOLA DE ENGENHARIA
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE UM GALPÃO SIMÉTRICO COM COBERTURA EM DUAS


ÁGUAS

Nome Matrícula

Professor: Luis Eustáquio Moreira Turma: TC

Belo Horizonte
2021
1 DADOS INICIAIS

Aluno Telhas Θ (º) b (m) h (m) K Madeira fv0,k (Mpa) ft0,k (Mpa)
Metálicas 19 9 3 3 C50 7 64,9

• Dimensões em planta: (27 × 9) m; inclinação do telhado: 19º; altura das colunas: 3m.
• Telhas: Metálicas com peso específico de 6kgf/m²; dimensão: (1,1 x l) m.
• Localização: Terreno plano, urbano, obstruções da vizinhança com altura média de 10 m; V0:
35m/s.
• Função: Construção comercial com alto fator de ocupação.
• Madeira: Dicotiledônea e lote sem classificação mecânica; seção transversal das barras: (6 ×
20) cm²; massa específica: 950kgf/m³; Kmod: 0,56.

2 TIPO DE TESOURA

Para o telhado em questão, serão utilizadas telhas leves e madeira de alta resistência. Foi
adotado, então, o tipo de tesoura Howe (b < 16m), o qual apresenta para as forças, de cima para
baixo, compressão nas diagonais e tração nos montantes, sendo esta a mais econômica nessa situação.
A utilização de tesouras Pratt só é recomendada para vãos grandes ou madeiras de baixa resistência,
caso contrário, ela não será econômica. Além disso, os montantes são duplos (exceto o pendural) e
as terças da cumeeira são únicas. A Figura 1 demonstra o projeto adotado ainda sem a adição do
lanternim.

Figura 1 – Dimensões da Tesoura Howe.

3 DISTÂNCIA ECONÔMICA ENTRE TERÇAS (dt)

Como foram utilizadas telhas leves (metálicas), treliça Howe e a seção transversal das bitolas
é de (6 × 20) cm², utilizou-se o valor de dtr igual a 1,7m. Sendo assim, o número de divisões nd é:

b′ 4,76
nd = d = 1,7
= 2,8 divisões
tr

Para se obter um valor de dt mais próximo ao de dtr, utiliza-se um número de divisões inteiro
igual a 3. Sendo assim:

b′ 4,76
dt = nd = = 1,59m
3

Considerando que as peças do banzo superior trabalham na maior parte do tempo


comprimidas, recomenda-se que seu índice de esbeltez fique próximo ao limite superior da classe
intermediária, λ = 80. Sendo assim, adotando uma seção transversal de (6 × 20) cm², temos:
dt 159
λ= I
= 360
= 91,8 > 80 → peça esbelta
√y √
A 120

O valor encontrado de λ foi um pouco maior, porém aceitável. Sendo assim divide-se o banzo
superior em 3 partes, sendo cada uma com 1,59m. A Figura 2 ilustra o projeto já com a adição do
lanternim, cuja altura adotada foi de 1m.

Figura 2 – Distância econômica entre terças adotadas.

4 DISTÂNCIA ENTRE TESOURAS (DT)

A determinação da distância entre tesouras é feita definindo-se uma ligação por entalhe entre
os banzos superior e inferior, com o máximo de dentes possíveis e com suas profundidades máximas,
de forma a absorver toda a carga de compressão numa combinação preliminar de ações para o
equilíbrio do nó correspondente a esta ligação entalhada. Este seria um critério para minimizar o uso
de parafusos nas ligações.
Os entalhes, de acordo com a NBR 7190/97, devem possuir a seguinte dimensão para os
dentes (e):

h h
≤ e ≤ 4 , onde e ≥ 2cm
8

Sendo h: 20cm, o entalhe adotado deve ser maior que 2,5cm e menor do que 5cm. Adotam-
se então, um dente de 5cm e outro de 4cm, já que estes devem estar defasados a uma distância de no
mínimo 1cm. Portanto, a profundidade dos dentes do entalhe (e) é 9cm.
Para o cálculo será utilizado um carregamento simplificado, sendo:
• Carregamentos permanentes: peso da madeira da treliça; peso das terças; peso das telhas
metálicas e peso dos dispositivos metálicos;
• Cargas variáveis: ação do vento que carrega e atuação de uma sobrecarga.

Realizando a análise estrutural do carregamento atuante no nó em que se localiza o entalhe,


para determinação da carga de compressão a ser considerada na barra entalhada, tem-se como
resultado o esquema da Figura 3.
Figura 3 – Cargas no nó da emenda.

Para determinação da força de compressão atuante no entalhe, ou seja, Fbs, será necessário
realizar o equilíbrio de forças horizontais entre a resultante vertical de Fbs e as forças Fcl e Ftc, cabendo
agora determiná-las.

4.1 Força de compressão atuante na coluna

A parcela da ação permanente devido ao peso próprio da treliça de madeira que atua sobre
uma coluna é calculada da seguinte forma:

Peso dos elementos de seção simples da tesoura: Pts = 950 × 0,012 × (9 + 2 × 4,76 +
2,55 + 4 × 1,59 + 2 × 1,82) = 354,2kgf

Peso dos elementos de seção dupla: Ptd = 950 × 0,024 × (2 × 0,52 + 2 × 2,03) = 116,3kgf

A parcela devido ao peso das ligações metálicas é dada por 10% do peso da tesoura, sendo:
Plm = 47,1kgf

Na cobertura foram projetadas 9 terças (com terça de cumeeira) que distribuem seu peso na
área de influência de largura DT. Assim, o peso das terças é:

Peso das terças: Pt = nt × ƿ × Aseção × DT = 9 × 950 × 0,012 × DT = 102,6DT kgf

Para o peso das telhas metálicas o peso específico considerado é de 6kgf/m². Aqui a área de
influência é dada pela relação entre o comprimento do banzo superior (Lbs) acrescido de um beiral
usual de 0,50 m e pela largura DT. A contribuição das telhas será de:

Peso das telhas: Ptelhas = 6 × (Lbs + bbeiral ) × DT = 6 × (2 × 4,76 + 4 × 0,5) × DT =


69,1DT kgf

A carga permanente então, será:

Fg = 470,5 + 47,1 + 102,6 + 69,1DT = (517,6 + 171,7DT )kgf

Para a sobrecarga será adotado um valor de 25kgf/m² atuando sobre a área de influência,
sendo assim:

Psobrecarga = 25 × (Lbs + bbeiral ) × DT = 25 × (2 × 4,76 + 4 × 0,5) × DT = 288DT kgf


Para o cálculo da pressão que o vento exerce sobre a edificação, deve-se anteriormente fazer
uma correção na velocidade básica do vento, Vo: 35m/s em relação à geometria da estrutura e ao
local em que esta será construída, assim:

Vk = Vo × S1 × S2 × S3

O fator topográfico S1 leva em consideração as variações do relevo do terreno, este que é


plano possui S1 com valor 1.
O fator de rugosidade do terreno S2 é estabelecido pela Categoria IV (cota média do topo dos
obstáculos de 10m) e pela Classe B (a maior dimensão horizontal é de 27m). Após essas escolhas, o
fator S2 é determinado pela NBR 6123, sendo feita uma interpolação para encontrar esse valor de
acordo com a altura do galpão. Sendo assim, o valor de S2 é de 0,77.
O fator estatístico S3, de acordo com a NBR 6123, é de 1 (alto fator de ocupação). Sendo
assim, o valor de Vk é de:

Vk = 35 × 1 × 0,77 × 1 = 26,7m/s

A pressão dinâmica exercida pelo vento no galpão é:

44,5kgf
qk = 0,613 × Vk 2 = 0,613 × 26,72 = 445,2Pa = m2

O vento atua perpendicularmente à estrutura, dessa forma é preciso utilizar sua componente
vertical nos cálculos. Considerando-se os coeficientes externo e interno, Ce: 0 e Cpi: 0,3, de modo a
se obter uma situação crítica do vento que carrega e adotando-se uma área de influência do vento na
treliça dada pela relação entre o comprimento do banzo superior (L bs) e pela largura DT, a força
exercida pelo vento será:

Pvento = (Ce − Cpi) × q × Lbs × DT × cos19° = 0,3 × 44,5 × 2 × 4,76 × DT × cos19° =


120,2DT kgf

A sobrecarga é a ação variável principal, já que sua influência é maior, sendo assim, a equação
para combinações últimas normais é:

F = ∑(γg,i × FGi,k ) + γq [FQ1,k + ∑(ψ0j × Fqj,k )]

O coeficiente de ponderação das ações permanentes e variáveis será tido como ϒg: 1,4 e a
carga do vento que carrega deverá ser multiplicada por um fator de redução de ψ0: 0,6. Assim,
tomando-se a sobrecarga como ação variável principal, tem-se:

Fcl = 1,4 × (517,6 + 171,7DT + 288DT + 0,6 × 120,2DT ) = (724,6 + 744,5DT )kgf

O carregamento de cálculo em uma coluna será dado pela metade do carregamento total:

Fcl,d = (362,3 + 372,3DT )kgf

4.2 Força atuante no nó do entalhe

De modo a simplificar o cálculo e adotar um método mais conservativo, a força Ftc,d não será
desprezada para o cálculo da estimativa de DT.
4.3 Carregamento de cálculo na barra inclinada entalhada do banzo superior

O equilíbrio no nó será calculado pelo equilíbrio estático na direção vertical, resultando no


valor da força de compressão que atua na barra entalhada.

cl,d F
∑V = 0 → Fcl,d − Fbs,d × sen19° = 0 → Fbs,d = ( sen19° )
Fbs,d = [(362,3+372,3D
sen19°
T)] = (1112,8 + 1143,5D )kgf
T

4.4 Cálculo da resistência à compressão inclinada

A resistência característica de compressão paralela às fibras da madeira utilizada é de fc0:


50MPa. A determinação da resistência de cálculo é feita por meio da equação:

f 50
fc0,d = k mod × γc0,k = 0,56 × 1,4 = 20Mpa
wc

Onde γwc é um coeficiente de ponderação que para a compressão paralela às fibras vale 1,4 e
kmod é um coeficiente de modificação dado pelo produto de outros três coeficientes: k mod,1, kmod,2 e
kmod,3, sendo este dado por 0,56.
A resistência à compressão perpendicular às fibras, fc90,d, pode ser obtida através de fc0,d, pela
equação:

fc90,d = 0,25 × fc0,d = 0,25 × 20 = 5Mpa

A resistência de compressão na direção da barra inclinada a 19º, é dada pela Fórmula de


Hankinson:

fc0,d×fc90,d 20×5
fc19,d = f 2 2 = 20×sen219+5×cos219 = 15,2Mpa
c0,d ×sen θ+fc90,d ×cos θ

4.5 Determinação da distância entre treliças a partir do cálculo do entalhe

A determinação do comprimento do entalhe a ser executado é dada pela equação a seguir.


Sendo b o comprimento da base da seção transversal da barra entalhada, b = 6 cm. Como
preconizado, o comprimento total do dente, e, será considerado igual a 4+5 = 9cm. Assim,
substituindo-se os valores na equação, a distância entre as treliças encontrada será de

Fbs,d×cosθ (1112,8+1143,5DT)×cos19
e≥ ∴9≥ ∴ DT ≤ 6,6m
fcθ,d ×b 152×6

Como o DT encontrado superou o valor de DT máximo, adota-se DT: 6m. Então, se o


comprimento é igual a 27m, temos:
a 27
nd = D = = 4,5 ∴ 5 divisões
T 6
a 27
DT = nd = = 5,4m
5

Sendo assim, serão necessárias 6 treliças espaçadas de 5,4m para cobrir o vão de 27m e evitar
vãos muito grandes propensos à ocorrência de flexão nas terças.
5 DIAGRAMAS DE VENTO
5.1 Vento que alivia a 0º

A pressão exercida pelo vento no galpão é de 445,2Pa. Para analisar os efeitos do vento que
alivia atuando a 0º (paralelo ao eixo) no galpão, é preciso determinar os coeficientes de forma
externos e internos para cada área de influência das paredes e telhados.
De acordo com a NBR6123/98, a largura das áreas A 3/B3 e J/I deve ser igual a metade do
comprimento do galpão, ou seja, 13,5m. Já a largura das áreas A1/B1 e G/E pode ser calculada por:

A1 G b a A1 G
2h ≤ B1 , E ≥ {3 ou 4 ∴ 6 ≤ B1 , E ≥ 3 ou 6,75

Sendo assim, o comprimento adotado para A1/B1 e G/E, A2/B2 e H/F será de 6,75m.
Os valores dos coeficientes de forma externos foram extraídos da NBR6123/98, de acordo
com a geometria do galpão. Sendo assim, ao multiplicar a pressão do vento atuante pelos coeficientes
de forma, temos:

Tabela 1 – Coeficientes de forma e pressões externas para paredes e telhados.


Regiões Ce Pe (Pa)
A1 e B1 -0,8 -356,2
A2 e B2 -0,4 -178,1
A3 e B3 -0,2 -89,0
C +0,7 311,6
D -0,3 -133,6
EeG -0,7 -311,6
FeH -0,6 -267,1
JeI -0,2 -89,0

A pressão que o vento que alivia a 0° exerce na estrutura externamente pode ser visto na
Figura 4.

Figura 4 – Vento atuante sobre a estrutura. (Pa)

Os coeficientes internos, Cpi, adotados serão os de +0,2, que resulta em uma pressão interna
de 89,0Pa e o -0,3, que resulta em uma pressão interna de -133,6Pa.
O caso crítico de vento que alivia a 0° é quando ele se encontra paralelamente ao eixo do
galpão, posiciona-se na região das áreas B1/A1 para paredes e, consequentemente, G e E para o
telhado. As resultantes de pressões dos cortes dessas seções críticas são mostradas na Figura 5.
Figura 5 – Cortes das seções críticas do vento que alivia a 0°. (Pa)

5.2 Vento que alivia a 90º

A pressão exercida pelo vento no galpão é de 445,2Pa. Para analisar os efeitos do vento que
alivia atuando a 90º (perpendicular ao eixo) no galpão, é preciso determinar os coeficientes de forma
externos e internos para cada área de influência das paredes e telhados.
De acordo com a NBR6123/98, a largura das áreas A/B é igual ao comprimento do galpão,
ou seja, 27m. Já a largura das áreas C1/D1 e C2/D2 é dada por:

b
C1 ≤ 2h ou = 4,5m
2

Os valores dos coeficientes de forma externos foram extraídos da NBR6123/98, de acordo


com a geometria do galpão. Sendo assim, ao multiplicar a pressão do vento atuante pelos coeficientes
de forma, temos:

Tabela 2 – Coeficientes de forma e pressões externas para paredes e telhados.


Regiões Ce Pe (Pa)
A +0,7 311,6
B -0,5 -222,6
C1 e D1 -0,9 -400,7
C2 e D2 -0,5 -222,6
EeF -0,5 -222,6
GeH -0,4 -178,1

A pressão que o vento que alivia a 90º exerce na estrutura externamente pode ser visto na
Figura 6.

Figura 6 – Vento atuante sobre a estrutura. (Pa)


Os coeficientes internos, Cpi, adotados serão os de +0,2, que resulta em uma pressão interna
de 89,0Pa e o -0,3, que resulta em uma pressão interna de -133,6Pa.
As resultantes de pressões dos cortes dessas seções críticas são mostradas na Figura 7.

Figura 7 - Corte da seção crítica do vento que alivia a 90°. (Pa)

5.3 Vento que carrega a 90°

A pressão exercida pelo vento no galpão é de 445,2Pa. Para analisar os efeitos do vento que
carrega serão admitidos o Cpi igual a -0,3 e o Ce igual a 0 quando este último apresentar valor negativo
sobre o telhado do galpão. Para as paredes, serão considerados como Ce aqueles estabelecidos para
o vento que alivia a 90°. Sendo assim, a resultante de pressões do corte da seção crítica é mostrada
na Figura 8.

Figura 8 – Corte da seção crítica do vento que carrega a 90°. (Pa)

6 ESFORÇOS NAS BARRAS

Serão determinados os esforços gerados em cada barra através do cálculo em cada nó, para
cargas permanentes e acidentais. O software utilizado para determinação destes esforços será o Ftool.

6.1 Cargas permanentes

As cargas permanentes incluem o peso próprio da madeira (mais 10% das ligações metálicas),
as telhas e as terças.

6.1.1 Madeira e ligações

O peso próprio da madeira mais as ligações metálicas foi obtido através do somatório do peso
de metade de cada barra que chega ao nó. Nota-se que os montantes são duplos, exceto o pendural.
Esta ação atua em todos os nós da treliça.
L L
Pmadeira simples = 1,1 × ∑ 2 × AS × ρmadeira = 1,1 × ∑ 2 × 0,012 × 950
L L
Pmadeira dupla = 1,1 × ∑ 2 × AS × ρmadeira = 1,1 × ∑ 2 × 0,024 × 950

O modelo estrutural da treliça de acordo com este carregamento e a determinação dos


esforços gerados em cada barra são ilustrados na Figura 9.

Figura 9 – Carregamentos e esforços gerados pelas cargas do peso próprio da tesoura. (kN)

6.1.2 Telhas e terças

O peso das telhas atua somente nos nós do banzo superior e do lanternim, sendo que para os
nós externos deve-se adicionar a influência do beiral.

d 1,59
Ptelhas,ext = ( 2t + bbeiral ) × DT × ρtelhas = ( 2 + 0,5) × 5,4 × 6 = 42,0kgf
Ptelhas,int = dt × DT × ρtelhas = 1,59 × 5,4 × 6 = 51,5kgf

O peso das terças atua somente nos nós do banzo superior e do lanternim.

Pterças = AS × DT × ρterças = 0,012 × 5,4 × 950 = 61,6kgf

O modelo estrutural da treliça de acordo com este carregamento e a determinação dos


esforços gerados em cada barra são ilustrados na Figura 10.
Figura 10 – Carregamentos e esforços gerados pelas cargas das telhas e terças. (kN)

6.2 Cargas acidentais

As cargas acidentais incluem a sobrecarga, o vento que alivia a 0° e 90° e o vento que carrega
a 90°.

6.2.1 Sobrecarga

A sobrecarga atua somente nos nós do banzo superior e do lanternim e exerce uma força
distribuída de 25kgf/m², sendo que para os nós externos deve-se adicionar a influência do beiral.

d
Psobrecarga,ext = ( t + bbeiral ) × DT × qsc = 1,3 × 5,4 × 25 = 174,8kgf
2
Psobrecarga,int = dt × DT × qsc = 1,59 × 5,4 × 25 = 214,6kgf

O modelo estrutural da treliça de acordo com este carregamento e a determinação dos


esforços gerados em cada barra são ilustrados na Figura 11.

Figura 11 – Carregamentos e esforços gerados pela sobrecarga. (kN)


6.2.2 Vento que alivia a 0º

As cargas do vento incidem perpendicularmente ao telhado, portanto, é necessário decompor


essas forças em componentes verticais e horizontais. Esta corresponde a máxima localizada na seção
crítica com Cpi igual a +0,2. Para obter os valores das componentes da força de vento utilizou-se:

d
Fw,ext,x = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × senθ° = −40,1 × 1,3 × 5,4 × sen19° = −91,6kgf
d
Fw,ext,y = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × cosθ° = −40,1 × 1,3 × 5,4 × cos19° = −266,2kgf
Fw,int,x = q × dt × DT × senθ° = −40,1 × 1,59 × 5,4 × sen19° = −112,1kgf
Fw,int,y = q × dt × DT × cosθ° = −40,1 × 1,59 × 5,4 × cos19° = −325,5kgf

O modelo estrutural da treliça de acordo com este carregamento e a determinação dos


esforços gerados em cada barra são ilustrados na Figura 12.

Figura 12 – Carregamentos e esforços gerados pelo vento que alivia a 0°. (kN)

6.2.3 Vento que alivia a 90º

As cargas do vento incidem perpendicularmente ao telhado, portanto, é necessário decompor


essas forças em componentes verticais e horizontais. Esta corresponde a máxima localizada na seção
crítica com Cpi igual a +0,2. Para obter os valores das componentes da força de vento utilizou-se:

d
Fw,ext,x = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × senθ° = −31,2 × 1,3 × 5,4 × sen19° = −71,1kgf
d
Fw,ext,y = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × cosθ° = −31,2 × 1,3 × 5,4 × cos19° = −207,1kgf
Fw,int,x = q × dt × DT × senθ° = −31,2 × 1,59 × 5,4 × sen19° = −87,2kgf
Fw,int,y = q × dt × DT × cosθ° = −31,2 × 1,59 × 5,4 × cos19° = −253,3kgf

O modelo estrutural da treliça de acordo com este carregamento e a determinação dos


esforços gerados em cada barra são ilustrados na Figura 13.
Figura 13 – Carregamentos e esforços gerados pelo vento que alivia a 90°. (kN)

6.2.4 Vento que carrega a 90°

As cargas do vento incidem perpendicularmente ao telhado, portanto, é necessário decompor


essas forças em componentes verticais e horizontais. Esta corresponde a máxima localizada na seção
crítica. Para obter os valores das componentes da força de vento utilizou-se:

d
Fw,ext,x = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × senθ° = 13,4 × 1,3 × 5,4 × sen19° = 30,6kgf
d
Fw,ext,y = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × cosθ° = 13,4 × 1,3 × 5,4 × cos19° = 88,9kgf
Fw,int,x = q × dt × DT × senθ° = 13,4 × 1,59 × 5,4 × sen19° = 37,5kgf
Fw,int,y = q × dt × DT × cosθ° = 13,4 × 1,59 × 5,4 × cos19° = 108,8kgf

O modelo estrutural da treliça de acordo com este carregamento e a determinação dos


esforços gerados em cada barra são ilustrados na Figura 14.

Figura 14 – Carregamentos e esforços gerados pelo vento que carrega a 90°. (kN)
7 COMBINAÇÕES DE AÇÕES

O cálculo das forças nas barras foi realizado conforme a numeração das barras na Figura 15.
Na sequência, foram realizadas as combinações de ações de C1 a C5, com o resultado mais crítico
para cada barra em destaque na Tabela 3. Esforços com sinais positivos nas barras indicam que ela
está sujeita a tração, sinais negativos indicam compressão. As combinações utilizadas foram:

• Estados Limites Últimos:

C1 = 1,4 × (Pmadeira+conexões + Ptelhas+terças + Psobrecarga + 0,6 × Pvento carrega )


C2 = 1,4 × (Pmadeira+conexões + Ptelhas+terças + 0,75 × Pvento carre + 0,7 × Psobrecarga )
C3 = 1,4 × (Pvento alivia 0° + 0,9 × Pmadeira+conexões + Ptelhas+terças)
C4 = 1,4 × (0,75 × Pvento alivia 0° + 0,9 × Pmadeira+conexões + Ptelhas+terças )
C5 = 1,4 × (Pvento alivia 90° + 0,9 × Pmadeira+conexões + Ptelhas+terças)

• Estado Limite de Serviço ou Utilização:

C6 = Pmadeira+conexões + Ptelhas+terças + 0,4 × Psobrecarga

Figura 15 – Numeração das barras da treliça.

Tabela 3 – Resultado da análise estrutural e combinações. (kN)


Pmadeiras Ptelhas
Barra Psobrecarga Pv0° Pv90º Pvcarrega C1 C2 C3 C4 C5 C6
+conexões +terças

1 6,95 10,95 19,50 -28,73 -22,35 9,60 60,42 54,25 -16,13 -6,08 -7,21 25,70
2 6,95 10,95 19,50 -28,73 -22,35 9,60 60,42 54,25 -16,13 -6,08 -7,21 25,70
3 6,06 9,30 16,39 -23,44 -18,24 7,83 51,02 45,78 -12,16 -3,96 -4,88 21,91
4 6,06 9,30 16,39 -23,44 -18,24 7,83 51,02 45,78 -12,16 -3,96 -4,88 21,91
5 6,95 10,95 19,50 -28,73 -22,35 9,60 60,42 54,25 -16,13 -6,08 -7,21 25,70
6 6,95 10,95 19,50 -28,73 -22,35 9,60 60,42 54,25 -16,13 -6,08 -7,21 25,70
7 -7,36 -11,58 -20,63 31,35 24,39 -10,47 -63,18 -57,71 18,42 7,45 8,68 -27,18
8 -6,41 -9,84 -17,33 26,94 20,96 -9,00 -54,57 -49,18 15,88 6,45 7,50 -23,18
9 -4,85 -7,13 -12,64 19,94 15,52 -6,66 -40,07 -36,16 11,82 4,84 5,62 -17,04
10 -4,85 -7,13 -12,64 19,94 15,52 -6,66 -40,07 -36,16 11,82 4,84 5,62 -17,04
11 -6,41 -9,84 -17,33 26,94 20,96 -9,00 -54,57 -49,18 15,88 6,45 7,50 -23,18
12 -7,36 -11,58 -20,63 31,35 24,39 -10,47 -63,18 -57,71 18,42 7,45 8,68 -27,18
13 0,00 0,00 0,00 0,97 0,75 -0,32 -0,27 -0,34 1,36 1,02 1,06 0,00
14 0,00 0,00 0,00 0,97 0,75 -0,32 -0,27 -0,34 1,36 1,02 1,06 0,00
15 0,25 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,35 0,35 0,32 0,32 0,32 0,25
16 0,73 0,57 1,07 -1,82 -1,42 0,61 3,82 3,50 -0,84 -0,21 -0,28 1,72
17 2,54 3,52 6,11 -10,38 -8,07 3,47 19,96 18,12 -6,39 -2,76 -3,16 8,51
18 0,73 0,57 1,07 -1,82 -1,42 0,61 3,82 3,50 -0,84 -0,21 -0,28 1,72
19 0,25 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,35 0,35 0,32 0,32 0,32 0,25
20 -0,23 -1,04 -0,76 2,99 2,32 -1,00 -3,68 -3,57 2,43 1,39 1,50 -1,57
21 -0,25 -1,12 -2,21 2,61 2,03 -0,87 -5,75 -5,01 1,77 0,85 0,96 -2,26
22 -0,23 -1,04 -0,76 2,99 2,32 -1,00 -3,68 -3,57 2,43 1,39 1,50 -1,57
23 -0,95 -1,74 -3,30 5,59 4,35 -1,87 -9,94 -8,95 4,20 2,25 2,47 -4,00
24 -1,79 -3,11 -5,38 9,15 7,12 -3,06 -16,96 -15,34 6,20 3,00 3,36 -7,05
25 -1,79 -3,11 -5,38 9,15 7,12 -3,06 -16,96 -15,34 6,20 3,00 3,36 -7,05
26 -0,95 -1,74 -3,30 5,59 4,35 -1,87 -9,94 -8,95 4,20 2,25 2,47 -4,00

8 VERIFICAÇÃO DA TERÇA-TIPO

O carregamento da terça-tipo para a verificação de Estados Limites Últimos (resistência às


tensões normais e cisalhamento) e Estados Limites de Utilização (flecha na direção Y e na direção
X) é dado pela Tabela 4, sendo θ = 19°:

Tabela 4 – Ações na terça-tipo.


Ações F Fy = Fcosθ (kgf/m) Fx = Fsenθ (kgf/m)
Peso próprio AS x pmadeira = 0,012 x 950 10,8 3,7
Telhas dt x ρtelhas = 1,59 x 6 9,0 3,1
Sobrecarga dt x qsc = 1,59 x 25 37,6 12,9
Vento que alivia a 0° qk x dt x Cpi = 44,5 x 1,59 x -0,9 -63,7 0
Vento que carrega a 90° qk x dt x Cpi = 44,5 x 1,59 x 0,2 14,2 0

Para a verificação da resistência quanto a compressão, tração e cisalhamento, temos os


seguintes valores de cálculo:

f 50
fc0,d = k mod × γc0,k = 0,56 × 1,4 = 20,0Mpa
wc
ft0,k 64,9
ft0,d = k mod × = 0,56 × = 20,2Mpa
γwc 1,8
fv0,k 7
fv0,d = k mod × = 0,56 × 1,8 = 2,2Mpa
γwc

8.1 Verificação de Estados Limites Últimos

As combinações de ações com o resultado mais crítico para o Estado Limite Último são dadas
a seguir, sendo o vento que carrega a 90º a ação variável secundária:

Fx,d = 1,4 × (Ppeso próprio + Ptelhas + Psobrecarga + 0,6 × Pvento carrega ) = 27,6kgf/m
Fy,d = 1,4 × (Ppeso próprio + Ptelhas + Psobrecarga + 0,6 × Pvento carrega ) = 92,3kgf/m

Os esforços solicitantes máximos para os eixos X e Y são:


Fy,d×l2 92,3×5,4²
Mx,d = = = 336,4kgf ∙ m
8 8
Fx,d×l2 27,6×5,4²
My,d = = = 100,6kgf ∙ m
8 8
Fx,d×l 27,6×5,4
Vx,d = = = 74,5kgf
2 2
Fy,d×l 92,3×5,4
Vy,d = = = 249,2kgf
2 2

As componentes máximas de tensão para os eixos X e Y são:

Mx,d 336,4×102
σMx,d = I = = 84,1kgf⁄cm2 = 8,4Mpa
x ⁄ yc 4000⁄10
My,d 100,6×102
σMy,d = I = = 83,8kgf⁄cm2 = 8,4Mpa
y ⁄ yc 360⁄3
Vx,d×Qy 74,5×90
τx,d = = = 0,9kfg/cm² = 0,09Mpa
b×Iy 20×360
Vy,d×Qx 249,2×300
τy,d = = = 3,1kgf/cm² = 0,3Mpa
b×Ix 6×4000

Enfim, as verificações para os Estados Limites Últimos são dadas por:

σMx,d + k M × σMy,d ≤ fc0,d ou ft0,d ∴ 8,4 + 0,5 × 8,4 = 12,6Mpa ≤ 20,0Mpa → Ok!
τx,d + τy,d ≤ fv0,d ∴ 0,09 + 0,3 = 0,39Mpa ≤ 2,2Mpa → Ok!

8.2 Verificação do Estado Limite de Utilização

As combinações de ações de longa duração para o Estado Limite de Utilização são dadas a
seguir, sendo que é um ambiente de baixo fator de ocupação e há ausência de equipamentos fixos:

uti
Fx,d = (Ppeso próprio + Ptelhas + 0,2 × Psobrecarga ) = 9,4kgf/m
uti
Fy,d = (Ppeso próprio + Ptelhas + 0,2 × Psobrecarga ) = 27,3kgf/m

Como não há material frágil não estrutural fixo à terça, a flecha máxima admissível é igual
ao vão da terça l dividido por 200, ou 540/200 = 2,7 cm. O valor de Ec0,ef é igual a kmod x Ec0,m = 0,56
x 19500 = 10920Mpa, então:

5×Futi ×l4 5×9,4×10−2×5404


δx,max = 384×Ex,d = = 2,65cm ≤ δadm = 2,7cm → Ok!
cO.ef ×Iy 384×109200×360
5×Futi
y,d ×l
4
5×27,3×10−2 ×5404
δy,max = = = 0,69cm ≤ δadm = 2,7cm → Ok!
384×EcO.ef×Ix 384×109200×4000

Nota-se que o valor da flecha no eixo X quase ultrapassou o limite, portanto, caso necessário,
a solução seria travar as terças dividindo o vão livre no plano da cobertura pela metade.

8.3 Verificação da Flambagem Lateral Torcional

A distância L1 entre os travamentos laterais a fim de garantir a estabilidade lateral das terças
deve obedecer a equação a seguir. O valor do coeficiente βM foi obtido por interpolação linear
considerando H/B = 3,33, tendo valor igual a 13,5. O valor de σc0d,max foi obtido durante a verificação
da compressão para o Estado Limite Último e é igual a 12,6Mpa.

L1 EcO.ef 109200×6
≤β ∴ L1 ≤ ∴ L1 ≤ 3,9m < DT = 5,4m → Erro!
b M ×σcOd,max 13,5×126
O valor encontrado ultrapassou o limite de DT, portanto, para evitar a flambagem local das
telhas metálicas (devido a possibilidade que as telhas sejam comprimidas pelas terças), será utilizado
um travamento na metade do vão, este que além de evitar a flambagem lateral, também irá limitar a
flecha no plano da cobertura. A distância L1 será de 2,7m. A Figura 16 demonstra a disposição
construtiva desse travamento e das terças.

Figura 16 – Esquema das terças e travamento lateral.

9 VERIFICAÇÃO DA TERÇA DE TAPAMENTO LATERAL

O carregamento da terça de tapamento lateral para a verificação de Estados Limites Últimos


(resistência às tensões normais e cisalhamento) e Estados Limites de Utilização (flecha na direção Y
e na direção X) é dado pela Tabela 5:

Tabela 5 – Ações na terça de tapamento lateral.


Ações F Fy (kgf/m) Fx (kgf/m)
Peso próprio AS x pmadeira = 0,012 x 950 11,4 0
Telhas dterças x ρtelhas = 1,5 x 6 9 0
Vento que carrega a 90° qk x dterças x Cpi = 44,5 x 1,5 x 1 0 66,8

Os valores de cálculo para a verificação da resistência quanto a compressão, tração e


cisalhamento já foram calculados no item 8.

9.1 Verificação de Estados Limites Últimos

As combinações de ações com o resultado mais crítico para o Estado Limite Último são dadas
a seguir, sendo o vento que carrega a 90º a ação variável principal:

Fx,d = 1,4 × (Ppeso próprio + Ptelhas + 0,75 × Pvento carrega ) = 70,1kgf/m


Fy,d = 1,4 × (Ppeso próprio + Ptelhas + 0,75 × Pvento carrega ) = 28,6kgf/m

Os esforços solicitantes máximos para os eixos X e Y são:

Fy,d×l2 28,6×5,4²
Mx,d = = = 104,2kgf ∙ m
8 8
Fx,d×l2 70,1×5,4²
My,d = = = 255,5kgf ∙ m
8 8
Fx,d×l 70,1×5,4
Vx,d = = = 189,3kgf
2 2
Fy,d×l 28,6×5,4
Vy,d = = = 77,2kgf
2 2
As componentes máximas de tensão para os eixos X e Y são:

Mx,d 104,2×10²
σMx,d = I = = 86,8kgf⁄cm2 = 8,7Mpa
x ⁄ yc 360⁄3
My,d 255,5×102
σMy,d = I = = 63,8kgf⁄cm2 = 6,4Mpa
y ⁄ yc 4000⁄10
Vx,d×Qy 189,3×300
τx,d = = = 2,4kfg/cm² = 0,24Mpa
b×Iy 6×4000
Vy,d×Qx 77,2×90
τy,d = = = 1,0kgf/cm² = 0,10Mpa
b×Ix 20×360

Enfim, as verificações para os Estados Limites Últimos são dadas por:

k M × σMx,d + σMy,d ≤ fc0,d ou ft0,d ∴ 0,5 × 8,7 + 6,4 = 10,8Mpa ≤ 20,0Mpa → Ok!
τx,d + τy,d ≤ fv0,d ∴ 0,24 + 0,10 = 0,34Mpa ≤ 2,2Mpa → Ok!

9.2 Verificação do Estado Limite de Utilização

As combinações de ações de longa duração para o Estado Limite de Utilização são dadas a
seguir, sendo que é um ambiente de baixo fator de ocupação e há ausência de equipamentos fixos:
uti
Fx,d = (Ppeso próprio + Ptelhas ) = 0kgf/m
uti
Fy,d = (Ppeso próprio + Ptelhas ) = 20,4kgf/m

Como não há material frágil não estrutural fixo à terça, a flecha máxima admissível é igual
ao vão da terça l dividido por 200, ou 540/200 = 2,7 cm, então:

5×Futi ×l4 5×0×5404


δx,max = 384×Ex,d = 384×109200×4000 = 0cm ≤ 2,7cm → Ok!
cO.ef ×Iy
uti 4
5×Fy,d×l 5×20,4×10−2 ×5404
δy,max = 384×E = = 5,74cm ≥ 2,7cm → Erro!
cO.ef ×Ix 384×109200×360

Nota-se que o valor da flecha no eixo Y ultrapassou o limite, portanto, a solução seria travar
as terças de tapamento lateral dividindo o vão livre no plano da parede pela metade. A distância entre
os travamentos verticais será de 2,7m.

9.3 Verificação da Flambagem Lateral Torcional

A distância L1 entre os travamentos verticais a fim de garantir a estabilidade lateral das terças
deve obedecer a equação a seguir. O valor do coeficiente βM foi obtido por interpolação linear
considerando H/B = 3,33, tendo valor igual a 13,5. O valor de σc0d,max foi obtido durante a verificação
da compressão para o Estado Limite Último e é igual a 10,8Mpa.
L1 EcO.ef 109200×20
≤β ∴ L1 ≤ ∴ L1 ≤ 15m > DT = 5,4m → Ok!
b M ×σcOd,max 13,5×108

10 VERIFICAÇÃO DA BARRA DE DIAGONAL 24

Os resultados das combinações dos carregamentos na barra de diagonal 24 para a verificação


de Estados Limites Últimos (resistência à tração e compressão) se encontram na Tabela 3. As
solicitações máximas desta barra à tração e compressão, são, respectivamente, 6,20kN e 16,96kN.
Os valores de cálculo para a verificação da resistência quanto a compressão e tração já foram
calculados no item 8.

10.1 Verificação de Estados Limites Últimos

Em relação a verificação da resistência à tração, temos:


Nd 6,20
σt,d = ≤ ft0,d ∴ σt,d = ≤ ft0,d ∴ σt,d = 0,5Mpa ≤ ft0,d = 20,2Mpa → Ok!
A 120

Em relação a verificação da resistência à compressão é necessário calcular o índice de


esbeltez da peça. A esbeltez máxima acontecerá em torno do eixo de menor inércia, ou seja, I y, sendo
assim:

l 182
λ= I
= 360
= 105 > 80 → peça esbelta
√y √
A 120

Considerando a peça como esbelta, vale a seguinte relação:

σN,d + σM,d ≤ fc0,d ∴ 1,4 + 1,4 = 2,8Mpa ≤ fc0,d = 20,0Mpa → Ok!

Temos em relação ao eixo Y:


Nd 16,96
σN,d = = = 1,4Mpa
A 120
NE z 117,1 3
σM,d = Nd × e1,ef × (N ) × (2×I ) = 16,96 × 0,84 × (117,1−16,96) × (360) = 1,4Mpa
E−Nd y

Definindo-se:

π²×EcO.ef×Iy π²×1092×360
NE = = = 117,1kN
L2e,y 1822
182 6
e1,ef = ea + ei + ec = 300 + 30 + 0,03 = 0,84cm
0,8(4,9+(0,3+0,2)×5,4)
182
ec = ea × (ec − 1) = 300 × (e117,1−(4,9+((0,3+0,2)×5,4) − 1) = 0,03cm

11 VERIFICAÇÃO DA BARRA DE BANZO SUPERIOR 7

Os resultados das combinações dos carregamentos na barra de banzo superior 7 para a


verificação de Estados Limites Últimos (resistência à tração e compressão) se encontram na Tabela
3. As solicitações máximas desta barra à tração e compressão, são, respectivamente, 18,42kN e
63,18kN. Os valores de cálculo para a verificação da resistência quanto a compressão e tração já
foram calculados no item 8.

11.1 Verificação de Estados Limites Últimos

Em relação a verificação da resistência à tração, temos:

Nd 18,42
σt,d = ≤ ft0,d ∴ σt,d = ≤ ft0,d ∴ σt,d = 1,5Mpa ≤ ft0,d = 20,2Mpa → Ok!
A 120

Em relação a verificação da resistência à compressão é necessário calcular o índice de


esbeltez da peça. A esbeltez máxima acontecerá em torno do eixo de menor inércia, ou seja, I y, sendo
assim:
l 159
λ= I
= 360
= 91,8 > 80 → peça esbelta
√y √
A 120

Considerando a peça como esbelta, vale a seguinte relação:

σN,d + σM,d ≤ fc0,d ∴ 5,3 + 7,5 = 12,8Mpa ≤ fc0,d = 20,0Mpa → Ok!

Temos em relação ao eixo Y:

Nd 63,18
σN,d = = = 5,3Mpa
A 120
NE z 153,5 3
σM,d = Nd × e1,ef × (N ) × (2×I ) = 63,18 × 0,84 × (153,5−63,18) × (360) = 7,5Mpa
E−Nd y

Definindo-se:

π²×EcO.ef×Iy π²×1092×360
NE = L2e,y
= 1592
= 153,5kN
159 6
e1,ef = ea + ei + ec = 300 + 30 + 0,11 = 0,84cm
0,8(18,9+(0,3+0,2)×20,6)
159
ec = ea × (ec − 1) = 300 × (e153,5−(18,9+((0,3+0,2)×20,6) − 1) = 0,11cm

12 VERIFICAÇÃO DA BARRA DE PENDURAL 17

Os resultados das combinações dos carregamentos na barra de pendural 17 para a verificação


de Estados Limites Últimos (resistência à tração e compressão) se encontram na Tabela 3. As
solicitações máximas desta barra à tração e compressão, são, respectivamente, 19,96kN e 6,39kN.
Os valores de cálculo para a verificação da resistência quanto a compressão e tração já foram
calculados no item 8.

12.1 Verificação de Estados Limites Últimos

Em relação a verificação da resistência à tração, temos:


Nd 19,96
σt,d = ≤ ft0,d ∴ σt,d = ≤ ft0,d ∴ σt,d = 1,7Mpa ≤ ft0,d = 20,2Mpa → Ok!
A 120

Em relação a verificação da resistência à compressão é necessário calcular o índice de


esbeltez da peça. A esbeltez máxima acontecerá em torno do eixo de menor inércia, ou seja, I y, sendo
assim:

l 155
λ= I
= 360
= 89,5 > 80 → peça esbelta
√y √
A 120

Considerando a peça como esbelta, vale a seguinte relação:

σN,d + σM,d ≤ fc0,d ∴ 0,5 + 0,4 = 0,9Mpa ≤ fc0,d = 20,0Mpa → Ok!

Temos em relação ao eixo Y:


Nd 6,39
σN,d = = = 0,5Mpa
A 120
NE z 161,5 3
σM,d = Nd × e1,ef × (N ) × (2×I ) = 6,39 × 0,75 × (161,5−6,39) × (360) = 0,4Mpa
E−Nd y

Definindo-se:

π²×EcO.ef×Iy π²×1092×360
NE = = = 161,5kN
L2e,y 1552
155 6
e1,ef = ea + ei + ec = 300 + 30 + 0,03 = 0,75cm
0,8(6,1+(0,3+0,2)×6,1)
155
ec = ea × (ec − 1) = 300 × (e161,5−(6,1+((0,3+0,2)×6,1) − 1) = 0,03cm

13 VERIFICAÇÃO DA BARRA DE MONTANTE 16

Os resultados das combinações dos carregamentos na barra de montante 16 para a verificação


de Estados Limites Últimos (resistência à tração e compressão) se encontram na Tabela 3. As
solicitações máximas desta barra à tração e compressão, são, respectivamente, 3,82kN e 0,84kN. Os
valores de cálculo para a verificação da resistência quanto a compressão e tração já foram calculados
no item 8. Nota-se que esta é uma barra de peças duplas com solidarização descontínua.

13.1 Verificação de Estados Limites Últimos

Em relação a verificação da resistência à tração, temos:


Nd 3,82
σt,d = ≤ ft0,d ∴ σt,d = 2×120 ≤ ft0,d ∴ σt,d = 0,2Mpa ≤ ft0,d = 20,2Mpa → Ok!
A

Em relação a verificação da resistência à compressão é necessário dimensionar a peça dupla


e distribuir os espaçadores:

L1 360
λ1 = I
≤ 40 ∴ L1 ≤ 40 × √120 ∴ L1 ≤ 69cm
√A2
1
l 103 103
= = 1,5 ∴ m = 2 divisões ∴ L1 = = 51,5cm
L1 69 2
9B1 ≤ L1 ≤ 18B1 = 9 × 6 = 54 ≤ 51,5 ≤ 18 × 6 = 108 → Erro!

O valor de L1 caso exista um espaçador no meio do vão da peça dupla não satisfaz as
condições de verificação, porém, ainda é mais econômico que exista um espaçador entre as peças,
portanto o valor de L1 ainda será 51,5cm. A distância entre as peças duplas adotada será de 6cm, que
satisfaz: a < 3 x b1 = a < 18cm. A esbeltez máxima acontecerá em torno do eixo de menor inércia,
ou seja, Iy, sendo assim:

H1 ×(a+2×B1 )3 H1 ×a3 20×(6+2×6)3 20×63


Iy = − = − = 9360cm4
12 12 12 12
H1 ×B31 20×63
I2 = = = 360cm4
12 12
m2 ×I2 22 ×360
Iy,ef = m2 ×I × Iy = 22×360+1,25×9360 × 9360 = 1026cm4
2 +1,25×Iy
l 103
λ= I
= 1026
= 50 → peça semi − esbelta
√ y,ef √
A 240

Considerando a peça como semi-esbelta, vale a seguinte relação:

σN,d + σM,d ≤ fc0,d ∴ 0,1 + 0,1 = 0,2Mpa ≤ fc0,d = 20,0Mpa → Ok!


Temos em relação ao eixo Y:

Nd 0,84
σN,d = = = 0,1Mpa
A 240
I
1−n× 2
NE z Iy,ef 1042,3
σM,d = Nd × e1,ef × (N ) × (2×I + 2×a ) = 0,84 × 0,94 × (1042,3−0,84) ×
E−Nd y,ef 1 ×A1
360
6 1−2×
1026
(2×1026 + 2×6×120 ) = 0,1Mpa

Definindo-se:

π²×EcO.ef×Iy,ef π²×1092×1026
NE = = = 1042,3kN
L2e,y 1032
103 18
e1,ef = ea + ei = 300 + 30 = 0,94cm

14 DIMENSIONAMENTO E DETALHE DAS LIGAÇÕES DA TESOURA

A tesoura apresenta ligações entre as barras nos encontros dos nós além de emendas entre as
barras. Tais ligações podem ocorrer através de pinos metálicos e entalhes. Para o dimensionamento
das ligações tipos apresentados na Figura 17, o conhecimento de alguns parâmetros já calculados se
faz necessário:

fc0,d = 20,0Mpa
fc90,d = 5,0Mpa
fc19,d = 15,2Mpa
fv0,d = 2,2Mpa

Figura 17 – Ligações a serem dimensionadas.

14.1 Ligação 1

Esta ligação representa o encontro do banzo superior com o inferior, com esforços de
compressão e tração do banzo superior de 63,18kN e 18,42kN, respectivamente. Estas barras são
peças simples, com seção de (6 x 20) cm² e o ângulo entre elas é de 19°.
Em relação a ligação para resistir aos esforços de tração, que ocorrem no banzo superior
quando há inversão do vento, existe a necessidade de utilizar uma cobrejunta metálica, sendo assim:
t 6
t = 22 = 2 = 3cm
t
dparaf ≤ 2 ∴ dparaf ≤ 1,5cm ∴ Adotar 1,27cm
fy,d = 218,2Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
fe90,d = 0,25 × fe0,d × αe = 0,25 × 20,0 × 1,68 = 8,4Mpa
fe0,d×fe90,d
fe19,d = f 2 2 = 17,4Mpa
e0,d ×sen 19+fe90,d ×cos 19
t 3
β=d = 1,27 = 2,4
paraf
fy,d 218,2
βlim = 1,25 × √f = 1,25 × √ 17,1 = 4,4 → Falha por embutimento da madeira
e19,d
t2 32
R v,d1 = 0,4 × × fe19,d = 0,4 × × 17,4 = 2,61kN
β 2,4
Nd 18,42
nparaf = = = 3,5 → 4 parafusos
2×Rv,d1 2×2,56

Os esforços de compressão serão suportados pela ligação da cobrejunta metálica e por um


entalhe. A cobrejunta já possui 4 parafusos e suporta 4 x 2 x 2,56 = 20,48kN dos esforços de
compressão, portanto o entalhe deve suportar 63,18 - 20,48 = 42,7kN. O cálculo da altura do seu
dente é dado por:

Nd×cos19 42,7×cos19
e≥ ∴e≥ ∴ e ≥ 4,4cm
fc19,d ×b 1,52×6
h h
≤ e ≤ 4 ∴ 2,5cm ≤ e ≤ 5cm
8

Será adotado um dente de entalhe com 4,5cm para suportar os esforços de compressão da
ligação, portanto, o restante será transmitido para a cobrejunta metálica, que também servirá para
suporte aos esforços de tração. A folga do entalhe é:

N′d×cos19 42,7×cos19
f≥ = = 31cm
fv0,d×b 0,22×6

As chapas de aço da cobrejunta possuem espessura de ¼” e o detalhamento da ligação 1 está


representado na Figura 18.
Figura 18 - Detalhamento da ligação 1.

14.2 Ligação 2

Esta ligação representa a emenda de duas peças do banzo inferior, com esforços de
compressão e tração de 12,16kN e 51,02kN, respectivamente. Estas barras são peças simples, com
seção de (6 x 20) cm² e o ângulo entre elas é de 0°. A emenda dispensa a utilização de entalhes, pois
os esforços de compressão são menores que os de tração, portanto o ideal seria dimensionar uma
cobrejunta metálica, sendo assim:
t2 6
t= = 2 = 3cm
2
t
dparaf ≤ 2 ∴ dparaf ≤ 1,5cm ∴ Adotar 1,27cm
fy,d = 218,2Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
t 3
β=d = 1,27 = 2,4
paraf
f 218,2
βlim = 1,25 × √f y,d = 1,25 × √ = 4,1 → Falha por embutimento da madeira
e0,d 20
t2 32
R v,d1 = 0,4 × β
× fe0,d = 0,4 × 2,4 × 20 = 3,0kN
Nd 51,02
nparaf = 2×R = 2×3,0 = 8,5 → 9 parafusos
v,d1

As chapas de aço da cobrejunta possuem espessura de ¼” e o detalhamento da ligação 2 está


representado na Figura 19.

Figura 19 - Detalhamento da ligação 2.


14.3 Ligação 3

Esta ligação representa o encontro do banzo inferior com o pendural e a diagonal. As barras
são peças simples com seção de (6 x 20) cm². Os esforços de compressão e tração da diagonal são
de 16,96kN e 6,20kN, respectivamente, e para o pendural são de 6,39kN e 19,96kN.
Primeiramente é feito o dimensionamento da ligação entre a diagonal e o pendural para que
esta resista aos esforços de tração que ocorrem na diagonal quando há inversão do vento. Estas peças
possuem um ângulo de 55,5° entre si e existe a necessidade de utilizar uma cobrejunta metálica,
sendo assim:
t2 6
t= = = 3cm
2 2
t
dparaf ≤ 2 ∴ dparaf ≤ 1,5cm ∴ Adotar 1,27cm
fy,d = 218,2Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
fe90,d = 0,25 × fe0,d × αe = 0,25 × 20,0 × 1,52 = 8,4Mpa
fe0,d ×fe90,d
fe55,5,d = = 10,3Mpa
fe0,d×sen2 55,5+fe90,d×cos2 55,5
t 3
β=d = 1,27 = 2,4
paraf
fy,d 218,2
βlim = 1,25 × √f = 1,25 × √ 10,3 = 6 → Falha por embutimento da madeira
e55,5,d
t2 32
R v,d1 = 0,4 × × fe55,5,d = 0,4 × 2,4 × 10,3 = 1,55kN
β
Nd 6,20
nparaf = 2×R = 2×1,55 = 2 parafusos
v,d1

Os esforços de compressão serão suportados pela ligação da cobrejunta metálica e por um


entalhe. A cobrejunta já possui 2 parafusos e suporta 2 x 2 x 1,55 = 6,20kN dos esforços de
compressão, portanto o entalhe deve suportar 16,96 – 6,20 = 10,76kN. O cálculo da altura do seu
dente é dado por:
Nd×cos19 10,76×cos55,5
e≥ ∴e≥ ∴ e ≥ 1,5cm
fc19,d ×b 0,67×6
h h
≤ e ≤ 4 ∴ 2,5cm ≤ e ≤ 5cm
8

Será adotado um dente de entalhe com 2,5cm para suportar os esforços de compressão da
ligação entre a diagonal e o pendural, portanto, o restante será transmitido para a cobrejunta metálica,
que também servirá para suporte aos esforços de tração. A folga do entalhe é:

N′d×cos19 10,76×cos55,5
f≥ = = 5cm
fv0,d×b 0,22×6

A peça é simétrica, portanto, esse detalhamento será adotado em ambos os lados.


Em seguida, é necessário fazer o dimensionamento da ligação entre o pendural e o banzo
inferior para que este resista aos esforços de tração, que neste caso é maior que os esforços de
compressão, portanto dispensa a utilização de entalhes. Estas peças possuem um ângulo de 90° entre
si e serão ligadas através de uma cobrejunta metálica, portanto:
t2 6
t= = = 3cm
2 2
t
dparaf ≤ 2 ∴ dparaf ≤ 1,5cm ∴ Adotar 1,27cm
fy,d = 218,2Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
fe90,d = 0,25 × fe0,d × αe = 0,25 × 20,0 × 1,68 = 8,4Mpa
t 3
β=d = 1,27 = 2,4
paraf
fy,d 218,2
βlim = 1,25 × √ = 1,25 × √ = 6,4 → Falha por embutimento da madeira
f90,d 8,4
t2 32
R v,d1 = 0,4 × × fe90,d = 0,4 × 2,4 × 8,4 = 1,26kN
β
Nd 19,96
nparaf = 2×R = 2×1,26 = 7,9 → 8 parafusos
v,d1

As chapas de aço da cobrejunta possuem espessura de ¼” e o detalhamento da ligação 3 está


representado na Figura 20.

Figura 20 - Detalhamento da ligação 3.

14.4 Ligação 4

Esta ligação representa o encontro do banzo superior com a montante e a diagonal. As barras
são peças simples com seção de (6 x 20) cm², exceto o montante que é uma peça dupla. Os esforços
de compressão e tração da diagonal são de 16,96kN e 6,20kN, respectivamente, e para o montante
são de 0,84kN e 3,82kN.
Primeiramente é feito o dimensionamento da ligação entre a diagonal e o montante para que
esta resista aos esforços de tração que ocorrem na diagonal quando há inversão do vento. Estas peças
possuem um ângulo de 55,5° entre si e serão utilizados parafusos entre elas, portanto:
t2 6
t= = 2 = 3cm
2
t
dparaf ≤ 2 ∴ dparaf ≤ 1,5cm ∴ Adotar 1,27cm
fy,d = 218,2Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
fe90,d = 0,25 × fe0,d × αe = 0,25 × 20,0 × 1,68 = 8,4Mpa
fe0,d ×fe90,d
fe55,5,d = f 2 2 = 10,3Mpa
e0,d ×sen 55,5+fe90,d ×cos 55,5
t 3
β=d = 1,27 = 2,4
paraf
fy,d 218,2
βlim = 1,25 × √f = 1,25 × √ 10,3 = 5,8 → Falha por embutimento da madeira
e55,5,d
t2 32
R v,d1 = 0,4 × × fe55,5,d = 0,4 × 2,4 × 10,3 = 1,55kN
β
Nd 6,20
nparaf = 2×R = 2×1,55 = 2 parafusos
v,d1

Os esforços de compressão serão suportados pela ligação de parafusos entre a diagonal e a


montante e por um entalhe que conecta a diagonal ao banzo superior, cujas peças possuem um ângulo
de 53,5° entre si. A ligação já possui 2 parafusos e suporta 2 x 2 x 1,43 = 6,20kN dos esforços de
compressão, portanto o entalhe deve suportar 16,96 – 6,20 = 10,76kN. O cálculo da altura do seu
dente é dado por:
Nd×cos19 10,76×cos53,5
e≥ ∴e≥ ∴ e ≥ 1,5cm
fc53,5,d×b 0,68×6
h h
≤ e ≤ 4 ∴ 2,5cm ≤ e ≤ 5cm
8

Será adotado um dente de entalhe com 2,5cm para suportar os esforços de compressão da
ligação entre a diagonal e o banzo superior, portanto, o restante será transmitido para os parafusos
entre a diagonal e a montante, que também servem para suporte aos esforços de tração.
Em seguida, é necessário fazer o dimensionamento da ligação entre o montante e o banzo
superior para que este resista aos esforços de tração, que neste caso é maior que os esforços de
compressão, portanto dispensa a utilização de entalhes. Estas peças possuem um ângulo de 71° entre
si e serão utilizados parafusos entre elas, portanto:
t2 6
t= = 2 = 3cm
2
t
dparaf ≤ 2 ∴ dparaf ≤ 1,5cm ∴ Adotar 1,27cm
fy,d = 218,2Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
fe90,d = 0,25 × fe0,d × αe = 0,25 × 20,0 × 1,68 = 8,4Mpa
fe0,d×fe90,d
fe71,d = f 2 2 = 8,9Mpa
e0,d ×sen 71+fe90,d ×cos 71
t 3
β=d = 1,27 = 2,4
paraf
fy,d 218,2
βlim = 1,25 × √f = 1,25 × √ = 6,2 → Falha por embutimento da madeira
e71,d 8,9
t2 32
R v,d1 = 0,4 × × fe71,d = 0,4 × 2,4 × 8,9 = 1,36kN
β
Nd 3,82
nparaf = = = 1,4 → 2 parafusos
2×Rv,d1 2×1,36

O detalhamento da ligação 4 está representado na Figura 21.


Figura 21 - Detalhamento da ligação 4.

15 DIMENSIONAMENTO DO CONTRAVENTAMENTO GLOBAL

Para o dimensionamento adequado das barras de um contravento e de suas ligações às


estruturas adjacentes, deve-se obter o esforço longitudinal atuante nos nós de suas extremidades. Este
esforço pode ter origem da força de atrito do vento às paredes e à cobertura e da flambagem das
peças comprimidas ligadas aos nós do contraventamento. Os contraventamentos de cobertura e os
contraventamentos verticais serão distribuídos de acordo com a Figura 22.

Figura 22 – Distribuição dos contraventamentos de cobertura e verticais.


O cálculo do atrito do vento às paredes e cobertura é feito de acordo com a seguinte equação,
sendo h < L1:

F ′ = Cf × q × L1 × (L2 − 4h) + Cf × q × 2h × (L2 − 4h) = 0,0 × 0,445 × 9 × (27 −


12) + 0,04 × 0,445 × 6 × (27 − 12) = 1,2kN + 1,6kN

A primeira parcela de F’ corresponde à força nas telhas e deve ser dividida pelo conjunto de
3 contraventamentos e pelos 4 nós da tesoura, sendo assim:
1,2
F′1 = = 0,1kN
12

A segunda parcela corresponde à força nas paredes e deve ser dividida pelo conjunto de 3
contraventamentos, logo:
1,6
F′1 = 3
= 0,53kN

A flambagem das peças comprimidas ligadas aos nós do contraventamento também produz
uma força. Esta força provém dos esforços nas colunas, cujo valor foi calculado no item 4.1. Cada
contraventamento será responsável por duas colunas, portanto:
2×23,72
F1d = = 0,24kN
150

O ângulo entre a barra do contraventamento e da viga do galpão é de 60,9°, portanto a ligação


deve suportar:
0,1+0,53+0,24
Ftd = = 1,0kN
sen60,9

As peças do contraventamento vertical em X possuem seção (3 x 10) cm² e serão utilizados


pregos para sua ligação, portanto:
t2 6
t= = 2 = 3cm
2
t
dprego ≤ 5 ∴ dprego ≤ 0,6cm ∴ Adotar prego (4,4 x 83) mm
lprego > lppt + 12dprego = 30 + 12 × 4,4 = 82,8mm
→ Ok! Prego não vai precisar ser aparado nem dobrado.
fy,d = 545,5Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
fe90,d = 0,25 × fe0,d × αe = 0,25 × 20,0 × 1,68 = 8,4Mpa
fe0,d ×fe90,d
fe29,1,d = = 15,1Mpa
fe0,d×sen2 29,1+fe90,d×cos2 29,1
t 3
β=d = 0,44 = 6,8
paraf
fy,d 545,5
βlim = 1,25 × √f = 1,25 × √ 15,1 = 7,5 → Falha por embutimento da madeira
e29,1,d
t2 32
R v,d1 = 0,4 × × fe29,1,d = 0,4 × 6,8 × 15,1 = 0,8kN
β
Nd 1
nprego = = = 1,3 → 2 pregos
Rv,d1 0,8
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 7190 Projeto de estruturas de madeira.
Disponível em: <http://sinop.unemat.br/site_antigo/prof/foto_p_downloads/fot_10544nby_-
_7190_-_pbojeto_de_estbutubas_de_madeiba_pdf.pdf> . Acesso: Agosto de 2021.

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