Projeto de Galpão Simétrico em Duas Águas
Projeto de Galpão Simétrico em Duas Águas
ESCOLA DE ENGENHARIA
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
Nome Matrícula
Belo Horizonte
2021
1 DADOS INICIAIS
Aluno Telhas Θ (º) b (m) h (m) K Madeira fv0,k (Mpa) ft0,k (Mpa)
Metálicas 19 9 3 3 C50 7 64,9
• Dimensões em planta: (27 × 9) m; inclinação do telhado: 19º; altura das colunas: 3m.
• Telhas: Metálicas com peso específico de 6kgf/m²; dimensão: (1,1 x l) m.
• Localização: Terreno plano, urbano, obstruções da vizinhança com altura média de 10 m; V0:
35m/s.
• Função: Construção comercial com alto fator de ocupação.
• Madeira: Dicotiledônea e lote sem classificação mecânica; seção transversal das barras: (6 ×
20) cm²; massa específica: 950kgf/m³; Kmod: 0,56.
2 TIPO DE TESOURA
Para o telhado em questão, serão utilizadas telhas leves e madeira de alta resistência. Foi
adotado, então, o tipo de tesoura Howe (b < 16m), o qual apresenta para as forças, de cima para
baixo, compressão nas diagonais e tração nos montantes, sendo esta a mais econômica nessa situação.
A utilização de tesouras Pratt só é recomendada para vãos grandes ou madeiras de baixa resistência,
caso contrário, ela não será econômica. Além disso, os montantes são duplos (exceto o pendural) e
as terças da cumeeira são únicas. A Figura 1 demonstra o projeto adotado ainda sem a adição do
lanternim.
Como foram utilizadas telhas leves (metálicas), treliça Howe e a seção transversal das bitolas
é de (6 × 20) cm², utilizou-se o valor de dtr igual a 1,7m. Sendo assim, o número de divisões nd é:
b′ 4,76
nd = d = 1,7
= 2,8 divisões
tr
Para se obter um valor de dt mais próximo ao de dtr, utiliza-se um número de divisões inteiro
igual a 3. Sendo assim:
b′ 4,76
dt = nd = = 1,59m
3
O valor encontrado de λ foi um pouco maior, porém aceitável. Sendo assim divide-se o banzo
superior em 3 partes, sendo cada uma com 1,59m. A Figura 2 ilustra o projeto já com a adição do
lanternim, cuja altura adotada foi de 1m.
A determinação da distância entre tesouras é feita definindo-se uma ligação por entalhe entre
os banzos superior e inferior, com o máximo de dentes possíveis e com suas profundidades máximas,
de forma a absorver toda a carga de compressão numa combinação preliminar de ações para o
equilíbrio do nó correspondente a esta ligação entalhada. Este seria um critério para minimizar o uso
de parafusos nas ligações.
Os entalhes, de acordo com a NBR 7190/97, devem possuir a seguinte dimensão para os
dentes (e):
h h
≤ e ≤ 4 , onde e ≥ 2cm
8
Sendo h: 20cm, o entalhe adotado deve ser maior que 2,5cm e menor do que 5cm. Adotam-
se então, um dente de 5cm e outro de 4cm, já que estes devem estar defasados a uma distância de no
mínimo 1cm. Portanto, a profundidade dos dentes do entalhe (e) é 9cm.
Para o cálculo será utilizado um carregamento simplificado, sendo:
• Carregamentos permanentes: peso da madeira da treliça; peso das terças; peso das telhas
metálicas e peso dos dispositivos metálicos;
• Cargas variáveis: ação do vento que carrega e atuação de uma sobrecarga.
Para determinação da força de compressão atuante no entalhe, ou seja, Fbs, será necessário
realizar o equilíbrio de forças horizontais entre a resultante vertical de Fbs e as forças Fcl e Ftc, cabendo
agora determiná-las.
A parcela da ação permanente devido ao peso próprio da treliça de madeira que atua sobre
uma coluna é calculada da seguinte forma:
Peso dos elementos de seção simples da tesoura: Pts = 950 × 0,012 × (9 + 2 × 4,76 +
2,55 + 4 × 1,59 + 2 × 1,82) = 354,2kgf
Peso dos elementos de seção dupla: Ptd = 950 × 0,024 × (2 × 0,52 + 2 × 2,03) = 116,3kgf
A parcela devido ao peso das ligações metálicas é dada por 10% do peso da tesoura, sendo:
Plm = 47,1kgf
Na cobertura foram projetadas 9 terças (com terça de cumeeira) que distribuem seu peso na
área de influência de largura DT. Assim, o peso das terças é:
Para o peso das telhas metálicas o peso específico considerado é de 6kgf/m². Aqui a área de
influência é dada pela relação entre o comprimento do banzo superior (Lbs) acrescido de um beiral
usual de 0,50 m e pela largura DT. A contribuição das telhas será de:
Para a sobrecarga será adotado um valor de 25kgf/m² atuando sobre a área de influência,
sendo assim:
Vk = Vo × S1 × S2 × S3
Vk = 35 × 1 × 0,77 × 1 = 26,7m/s
44,5kgf
qk = 0,613 × Vk 2 = 0,613 × 26,72 = 445,2Pa = m2
O vento atua perpendicularmente à estrutura, dessa forma é preciso utilizar sua componente
vertical nos cálculos. Considerando-se os coeficientes externo e interno, Ce: 0 e Cpi: 0,3, de modo a
se obter uma situação crítica do vento que carrega e adotando-se uma área de influência do vento na
treliça dada pela relação entre o comprimento do banzo superior (L bs) e pela largura DT, a força
exercida pelo vento será:
A sobrecarga é a ação variável principal, já que sua influência é maior, sendo assim, a equação
para combinações últimas normais é:
O coeficiente de ponderação das ações permanentes e variáveis será tido como ϒg: 1,4 e a
carga do vento que carrega deverá ser multiplicada por um fator de redução de ψ0: 0,6. Assim,
tomando-se a sobrecarga como ação variável principal, tem-se:
Fcl = 1,4 × (517,6 + 171,7DT + 288DT + 0,6 × 120,2DT ) = (724,6 + 744,5DT )kgf
O carregamento de cálculo em uma coluna será dado pela metade do carregamento total:
De modo a simplificar o cálculo e adotar um método mais conservativo, a força Ftc,d não será
desprezada para o cálculo da estimativa de DT.
4.3 Carregamento de cálculo na barra inclinada entalhada do banzo superior
cl,d F
∑V = 0 → Fcl,d − Fbs,d × sen19° = 0 → Fbs,d = ( sen19° )
Fbs,d = [(362,3+372,3D
sen19°
T)] = (1112,8 + 1143,5D )kgf
T
f 50
fc0,d = k mod × γc0,k = 0,56 × 1,4 = 20Mpa
wc
Onde γwc é um coeficiente de ponderação que para a compressão paralela às fibras vale 1,4 e
kmod é um coeficiente de modificação dado pelo produto de outros três coeficientes: k mod,1, kmod,2 e
kmod,3, sendo este dado por 0,56.
A resistência à compressão perpendicular às fibras, fc90,d, pode ser obtida através de fc0,d, pela
equação:
fc0,d×fc90,d 20×5
fc19,d = f 2 2 = 20×sen219+5×cos219 = 15,2Mpa
c0,d ×sen θ+fc90,d ×cos θ
Fbs,d×cosθ (1112,8+1143,5DT)×cos19
e≥ ∴9≥ ∴ DT ≤ 6,6m
fcθ,d ×b 152×6
Sendo assim, serão necessárias 6 treliças espaçadas de 5,4m para cobrir o vão de 27m e evitar
vãos muito grandes propensos à ocorrência de flexão nas terças.
5 DIAGRAMAS DE VENTO
5.1 Vento que alivia a 0º
A pressão exercida pelo vento no galpão é de 445,2Pa. Para analisar os efeitos do vento que
alivia atuando a 0º (paralelo ao eixo) no galpão, é preciso determinar os coeficientes de forma
externos e internos para cada área de influência das paredes e telhados.
De acordo com a NBR6123/98, a largura das áreas A 3/B3 e J/I deve ser igual a metade do
comprimento do galpão, ou seja, 13,5m. Já a largura das áreas A1/B1 e G/E pode ser calculada por:
A1 G b a A1 G
2h ≤ B1 , E ≥ {3 ou 4 ∴ 6 ≤ B1 , E ≥ 3 ou 6,75
Sendo assim, o comprimento adotado para A1/B1 e G/E, A2/B2 e H/F será de 6,75m.
Os valores dos coeficientes de forma externos foram extraídos da NBR6123/98, de acordo
com a geometria do galpão. Sendo assim, ao multiplicar a pressão do vento atuante pelos coeficientes
de forma, temos:
A pressão que o vento que alivia a 0° exerce na estrutura externamente pode ser visto na
Figura 4.
Os coeficientes internos, Cpi, adotados serão os de +0,2, que resulta em uma pressão interna
de 89,0Pa e o -0,3, que resulta em uma pressão interna de -133,6Pa.
O caso crítico de vento que alivia a 0° é quando ele se encontra paralelamente ao eixo do
galpão, posiciona-se na região das áreas B1/A1 para paredes e, consequentemente, G e E para o
telhado. As resultantes de pressões dos cortes dessas seções críticas são mostradas na Figura 5.
Figura 5 – Cortes das seções críticas do vento que alivia a 0°. (Pa)
A pressão exercida pelo vento no galpão é de 445,2Pa. Para analisar os efeitos do vento que
alivia atuando a 90º (perpendicular ao eixo) no galpão, é preciso determinar os coeficientes de forma
externos e internos para cada área de influência das paredes e telhados.
De acordo com a NBR6123/98, a largura das áreas A/B é igual ao comprimento do galpão,
ou seja, 27m. Já a largura das áreas C1/D1 e C2/D2 é dada por:
b
C1 ≤ 2h ou = 4,5m
2
A pressão que o vento que alivia a 90º exerce na estrutura externamente pode ser visto na
Figura 6.
A pressão exercida pelo vento no galpão é de 445,2Pa. Para analisar os efeitos do vento que
carrega serão admitidos o Cpi igual a -0,3 e o Ce igual a 0 quando este último apresentar valor negativo
sobre o telhado do galpão. Para as paredes, serão considerados como Ce aqueles estabelecidos para
o vento que alivia a 90°. Sendo assim, a resultante de pressões do corte da seção crítica é mostrada
na Figura 8.
Serão determinados os esforços gerados em cada barra através do cálculo em cada nó, para
cargas permanentes e acidentais. O software utilizado para determinação destes esforços será o Ftool.
As cargas permanentes incluem o peso próprio da madeira (mais 10% das ligações metálicas),
as telhas e as terças.
O peso próprio da madeira mais as ligações metálicas foi obtido através do somatório do peso
de metade de cada barra que chega ao nó. Nota-se que os montantes são duplos, exceto o pendural.
Esta ação atua em todos os nós da treliça.
L L
Pmadeira simples = 1,1 × ∑ 2 × AS × ρmadeira = 1,1 × ∑ 2 × 0,012 × 950
L L
Pmadeira dupla = 1,1 × ∑ 2 × AS × ρmadeira = 1,1 × ∑ 2 × 0,024 × 950
Figura 9 – Carregamentos e esforços gerados pelas cargas do peso próprio da tesoura. (kN)
O peso das telhas atua somente nos nós do banzo superior e do lanternim, sendo que para os
nós externos deve-se adicionar a influência do beiral.
d 1,59
Ptelhas,ext = ( 2t + bbeiral ) × DT × ρtelhas = ( 2 + 0,5) × 5,4 × 6 = 42,0kgf
Ptelhas,int = dt × DT × ρtelhas = 1,59 × 5,4 × 6 = 51,5kgf
O peso das terças atua somente nos nós do banzo superior e do lanternim.
As cargas acidentais incluem a sobrecarga, o vento que alivia a 0° e 90° e o vento que carrega
a 90°.
6.2.1 Sobrecarga
A sobrecarga atua somente nos nós do banzo superior e do lanternim e exerce uma força
distribuída de 25kgf/m², sendo que para os nós externos deve-se adicionar a influência do beiral.
d
Psobrecarga,ext = ( t + bbeiral ) × DT × qsc = 1,3 × 5,4 × 25 = 174,8kgf
2
Psobrecarga,int = dt × DT × qsc = 1,59 × 5,4 × 25 = 214,6kgf
d
Fw,ext,x = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × senθ° = −40,1 × 1,3 × 5,4 × sen19° = −91,6kgf
d
Fw,ext,y = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × cosθ° = −40,1 × 1,3 × 5,4 × cos19° = −266,2kgf
Fw,int,x = q × dt × DT × senθ° = −40,1 × 1,59 × 5,4 × sen19° = −112,1kgf
Fw,int,y = q × dt × DT × cosθ° = −40,1 × 1,59 × 5,4 × cos19° = −325,5kgf
Figura 12 – Carregamentos e esforços gerados pelo vento que alivia a 0°. (kN)
d
Fw,ext,x = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × senθ° = −31,2 × 1,3 × 5,4 × sen19° = −71,1kgf
d
Fw,ext,y = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × cosθ° = −31,2 × 1,3 × 5,4 × cos19° = −207,1kgf
Fw,int,x = q × dt × DT × senθ° = −31,2 × 1,59 × 5,4 × sen19° = −87,2kgf
Fw,int,y = q × dt × DT × cosθ° = −31,2 × 1,59 × 5,4 × cos19° = −253,3kgf
d
Fw,ext,x = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × senθ° = 13,4 × 1,3 × 5,4 × sen19° = 30,6kgf
d
Fw,ext,y = q × ( 2t + bbeiral ) × DT × cosθ° = 13,4 × 1,3 × 5,4 × cos19° = 88,9kgf
Fw,int,x = q × dt × DT × senθ° = 13,4 × 1,59 × 5,4 × sen19° = 37,5kgf
Fw,int,y = q × dt × DT × cosθ° = 13,4 × 1,59 × 5,4 × cos19° = 108,8kgf
Figura 14 – Carregamentos e esforços gerados pelo vento que carrega a 90°. (kN)
7 COMBINAÇÕES DE AÇÕES
O cálculo das forças nas barras foi realizado conforme a numeração das barras na Figura 15.
Na sequência, foram realizadas as combinações de ações de C1 a C5, com o resultado mais crítico
para cada barra em destaque na Tabela 3. Esforços com sinais positivos nas barras indicam que ela
está sujeita a tração, sinais negativos indicam compressão. As combinações utilizadas foram:
1 6,95 10,95 19,50 -28,73 -22,35 9,60 60,42 54,25 -16,13 -6,08 -7,21 25,70
2 6,95 10,95 19,50 -28,73 -22,35 9,60 60,42 54,25 -16,13 -6,08 -7,21 25,70
3 6,06 9,30 16,39 -23,44 -18,24 7,83 51,02 45,78 -12,16 -3,96 -4,88 21,91
4 6,06 9,30 16,39 -23,44 -18,24 7,83 51,02 45,78 -12,16 -3,96 -4,88 21,91
5 6,95 10,95 19,50 -28,73 -22,35 9,60 60,42 54,25 -16,13 -6,08 -7,21 25,70
6 6,95 10,95 19,50 -28,73 -22,35 9,60 60,42 54,25 -16,13 -6,08 -7,21 25,70
7 -7,36 -11,58 -20,63 31,35 24,39 -10,47 -63,18 -57,71 18,42 7,45 8,68 -27,18
8 -6,41 -9,84 -17,33 26,94 20,96 -9,00 -54,57 -49,18 15,88 6,45 7,50 -23,18
9 -4,85 -7,13 -12,64 19,94 15,52 -6,66 -40,07 -36,16 11,82 4,84 5,62 -17,04
10 -4,85 -7,13 -12,64 19,94 15,52 -6,66 -40,07 -36,16 11,82 4,84 5,62 -17,04
11 -6,41 -9,84 -17,33 26,94 20,96 -9,00 -54,57 -49,18 15,88 6,45 7,50 -23,18
12 -7,36 -11,58 -20,63 31,35 24,39 -10,47 -63,18 -57,71 18,42 7,45 8,68 -27,18
13 0,00 0,00 0,00 0,97 0,75 -0,32 -0,27 -0,34 1,36 1,02 1,06 0,00
14 0,00 0,00 0,00 0,97 0,75 -0,32 -0,27 -0,34 1,36 1,02 1,06 0,00
15 0,25 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,35 0,35 0,32 0,32 0,32 0,25
16 0,73 0,57 1,07 -1,82 -1,42 0,61 3,82 3,50 -0,84 -0,21 -0,28 1,72
17 2,54 3,52 6,11 -10,38 -8,07 3,47 19,96 18,12 -6,39 -2,76 -3,16 8,51
18 0,73 0,57 1,07 -1,82 -1,42 0,61 3,82 3,50 -0,84 -0,21 -0,28 1,72
19 0,25 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,35 0,35 0,32 0,32 0,32 0,25
20 -0,23 -1,04 -0,76 2,99 2,32 -1,00 -3,68 -3,57 2,43 1,39 1,50 -1,57
21 -0,25 -1,12 -2,21 2,61 2,03 -0,87 -5,75 -5,01 1,77 0,85 0,96 -2,26
22 -0,23 -1,04 -0,76 2,99 2,32 -1,00 -3,68 -3,57 2,43 1,39 1,50 -1,57
23 -0,95 -1,74 -3,30 5,59 4,35 -1,87 -9,94 -8,95 4,20 2,25 2,47 -4,00
24 -1,79 -3,11 -5,38 9,15 7,12 -3,06 -16,96 -15,34 6,20 3,00 3,36 -7,05
25 -1,79 -3,11 -5,38 9,15 7,12 -3,06 -16,96 -15,34 6,20 3,00 3,36 -7,05
26 -0,95 -1,74 -3,30 5,59 4,35 -1,87 -9,94 -8,95 4,20 2,25 2,47 -4,00
8 VERIFICAÇÃO DA TERÇA-TIPO
f 50
fc0,d = k mod × γc0,k = 0,56 × 1,4 = 20,0Mpa
wc
ft0,k 64,9
ft0,d = k mod × = 0,56 × = 20,2Mpa
γwc 1,8
fv0,k 7
fv0,d = k mod × = 0,56 × 1,8 = 2,2Mpa
γwc
As combinações de ações com o resultado mais crítico para o Estado Limite Último são dadas
a seguir, sendo o vento que carrega a 90º a ação variável secundária:
Fx,d = 1,4 × (Ppeso próprio + Ptelhas + Psobrecarga + 0,6 × Pvento carrega ) = 27,6kgf/m
Fy,d = 1,4 × (Ppeso próprio + Ptelhas + Psobrecarga + 0,6 × Pvento carrega ) = 92,3kgf/m
Mx,d 336,4×102
σMx,d = I = = 84,1kgf⁄cm2 = 8,4Mpa
x ⁄ yc 4000⁄10
My,d 100,6×102
σMy,d = I = = 83,8kgf⁄cm2 = 8,4Mpa
y ⁄ yc 360⁄3
Vx,d×Qy 74,5×90
τx,d = = = 0,9kfg/cm² = 0,09Mpa
b×Iy 20×360
Vy,d×Qx 249,2×300
τy,d = = = 3,1kgf/cm² = 0,3Mpa
b×Ix 6×4000
σMx,d + k M × σMy,d ≤ fc0,d ou ft0,d ∴ 8,4 + 0,5 × 8,4 = 12,6Mpa ≤ 20,0Mpa → Ok!
τx,d + τy,d ≤ fv0,d ∴ 0,09 + 0,3 = 0,39Mpa ≤ 2,2Mpa → Ok!
As combinações de ações de longa duração para o Estado Limite de Utilização são dadas a
seguir, sendo que é um ambiente de baixo fator de ocupação e há ausência de equipamentos fixos:
uti
Fx,d = (Ppeso próprio + Ptelhas + 0,2 × Psobrecarga ) = 9,4kgf/m
uti
Fy,d = (Ppeso próprio + Ptelhas + 0,2 × Psobrecarga ) = 27,3kgf/m
Como não há material frágil não estrutural fixo à terça, a flecha máxima admissível é igual
ao vão da terça l dividido por 200, ou 540/200 = 2,7 cm. O valor de Ec0,ef é igual a kmod x Ec0,m = 0,56
x 19500 = 10920Mpa, então:
Nota-se que o valor da flecha no eixo X quase ultrapassou o limite, portanto, caso necessário,
a solução seria travar as terças dividindo o vão livre no plano da cobertura pela metade.
A distância L1 entre os travamentos laterais a fim de garantir a estabilidade lateral das terças
deve obedecer a equação a seguir. O valor do coeficiente βM foi obtido por interpolação linear
considerando H/B = 3,33, tendo valor igual a 13,5. O valor de σc0d,max foi obtido durante a verificação
da compressão para o Estado Limite Último e é igual a 12,6Mpa.
L1 EcO.ef 109200×6
≤β ∴ L1 ≤ ∴ L1 ≤ 3,9m < DT = 5,4m → Erro!
b M ×σcOd,max 13,5×126
O valor encontrado ultrapassou o limite de DT, portanto, para evitar a flambagem local das
telhas metálicas (devido a possibilidade que as telhas sejam comprimidas pelas terças), será utilizado
um travamento na metade do vão, este que além de evitar a flambagem lateral, também irá limitar a
flecha no plano da cobertura. A distância L1 será de 2,7m. A Figura 16 demonstra a disposição
construtiva desse travamento e das terças.
As combinações de ações com o resultado mais crítico para o Estado Limite Último são dadas
a seguir, sendo o vento que carrega a 90º a ação variável principal:
Fy,d×l2 28,6×5,4²
Mx,d = = = 104,2kgf ∙ m
8 8
Fx,d×l2 70,1×5,4²
My,d = = = 255,5kgf ∙ m
8 8
Fx,d×l 70,1×5,4
Vx,d = = = 189,3kgf
2 2
Fy,d×l 28,6×5,4
Vy,d = = = 77,2kgf
2 2
As componentes máximas de tensão para os eixos X e Y são:
Mx,d 104,2×10²
σMx,d = I = = 86,8kgf⁄cm2 = 8,7Mpa
x ⁄ yc 360⁄3
My,d 255,5×102
σMy,d = I = = 63,8kgf⁄cm2 = 6,4Mpa
y ⁄ yc 4000⁄10
Vx,d×Qy 189,3×300
τx,d = = = 2,4kfg/cm² = 0,24Mpa
b×Iy 6×4000
Vy,d×Qx 77,2×90
τy,d = = = 1,0kgf/cm² = 0,10Mpa
b×Ix 20×360
k M × σMx,d + σMy,d ≤ fc0,d ou ft0,d ∴ 0,5 × 8,7 + 6,4 = 10,8Mpa ≤ 20,0Mpa → Ok!
τx,d + τy,d ≤ fv0,d ∴ 0,24 + 0,10 = 0,34Mpa ≤ 2,2Mpa → Ok!
As combinações de ações de longa duração para o Estado Limite de Utilização são dadas a
seguir, sendo que é um ambiente de baixo fator de ocupação e há ausência de equipamentos fixos:
uti
Fx,d = (Ppeso próprio + Ptelhas ) = 0kgf/m
uti
Fy,d = (Ppeso próprio + Ptelhas ) = 20,4kgf/m
Como não há material frágil não estrutural fixo à terça, a flecha máxima admissível é igual
ao vão da terça l dividido por 200, ou 540/200 = 2,7 cm, então:
Nota-se que o valor da flecha no eixo Y ultrapassou o limite, portanto, a solução seria travar
as terças de tapamento lateral dividindo o vão livre no plano da parede pela metade. A distância entre
os travamentos verticais será de 2,7m.
A distância L1 entre os travamentos verticais a fim de garantir a estabilidade lateral das terças
deve obedecer a equação a seguir. O valor do coeficiente βM foi obtido por interpolação linear
considerando H/B = 3,33, tendo valor igual a 13,5. O valor de σc0d,max foi obtido durante a verificação
da compressão para o Estado Limite Último e é igual a 10,8Mpa.
L1 EcO.ef 109200×20
≤β ∴ L1 ≤ ∴ L1 ≤ 15m > DT = 5,4m → Ok!
b M ×σcOd,max 13,5×108
l 182
λ= I
= 360
= 105 > 80 → peça esbelta
√y √
A 120
Definindo-se:
π²×EcO.ef×Iy π²×1092×360
NE = = = 117,1kN
L2e,y 1822
182 6
e1,ef = ea + ei + ec = 300 + 30 + 0,03 = 0,84cm
0,8(4,9+(0,3+0,2)×5,4)
182
ec = ea × (ec − 1) = 300 × (e117,1−(4,9+((0,3+0,2)×5,4) − 1) = 0,03cm
Nd 18,42
σt,d = ≤ ft0,d ∴ σt,d = ≤ ft0,d ∴ σt,d = 1,5Mpa ≤ ft0,d = 20,2Mpa → Ok!
A 120
Nd 63,18
σN,d = = = 5,3Mpa
A 120
NE z 153,5 3
σM,d = Nd × e1,ef × (N ) × (2×I ) = 63,18 × 0,84 × (153,5−63,18) × (360) = 7,5Mpa
E−Nd y
Definindo-se:
π²×EcO.ef×Iy π²×1092×360
NE = L2e,y
= 1592
= 153,5kN
159 6
e1,ef = ea + ei + ec = 300 + 30 + 0,11 = 0,84cm
0,8(18,9+(0,3+0,2)×20,6)
159
ec = ea × (ec − 1) = 300 × (e153,5−(18,9+((0,3+0,2)×20,6) − 1) = 0,11cm
l 155
λ= I
= 360
= 89,5 > 80 → peça esbelta
√y √
A 120
Definindo-se:
π²×EcO.ef×Iy π²×1092×360
NE = = = 161,5kN
L2e,y 1552
155 6
e1,ef = ea + ei + ec = 300 + 30 + 0,03 = 0,75cm
0,8(6,1+(0,3+0,2)×6,1)
155
ec = ea × (ec − 1) = 300 × (e161,5−(6,1+((0,3+0,2)×6,1) − 1) = 0,03cm
L1 360
λ1 = I
≤ 40 ∴ L1 ≤ 40 × √120 ∴ L1 ≤ 69cm
√A2
1
l 103 103
= = 1,5 ∴ m = 2 divisões ∴ L1 = = 51,5cm
L1 69 2
9B1 ≤ L1 ≤ 18B1 = 9 × 6 = 54 ≤ 51,5 ≤ 18 × 6 = 108 → Erro!
O valor de L1 caso exista um espaçador no meio do vão da peça dupla não satisfaz as
condições de verificação, porém, ainda é mais econômico que exista um espaçador entre as peças,
portanto o valor de L1 ainda será 51,5cm. A distância entre as peças duplas adotada será de 6cm, que
satisfaz: a < 3 x b1 = a < 18cm. A esbeltez máxima acontecerá em torno do eixo de menor inércia,
ou seja, Iy, sendo assim:
Nd 0,84
σN,d = = = 0,1Mpa
A 240
I
1−n× 2
NE z Iy,ef 1042,3
σM,d = Nd × e1,ef × (N ) × (2×I + 2×a ) = 0,84 × 0,94 × (1042,3−0,84) ×
E−Nd y,ef 1 ×A1
360
6 1−2×
1026
(2×1026 + 2×6×120 ) = 0,1Mpa
Definindo-se:
π²×EcO.ef×Iy,ef π²×1092×1026
NE = = = 1042,3kN
L2e,y 1032
103 18
e1,ef = ea + ei = 300 + 30 = 0,94cm
A tesoura apresenta ligações entre as barras nos encontros dos nós além de emendas entre as
barras. Tais ligações podem ocorrer através de pinos metálicos e entalhes. Para o dimensionamento
das ligações tipos apresentados na Figura 17, o conhecimento de alguns parâmetros já calculados se
faz necessário:
fc0,d = 20,0Mpa
fc90,d = 5,0Mpa
fc19,d = 15,2Mpa
fv0,d = 2,2Mpa
14.1 Ligação 1
Esta ligação representa o encontro do banzo superior com o inferior, com esforços de
compressão e tração do banzo superior de 63,18kN e 18,42kN, respectivamente. Estas barras são
peças simples, com seção de (6 x 20) cm² e o ângulo entre elas é de 19°.
Em relação a ligação para resistir aos esforços de tração, que ocorrem no banzo superior
quando há inversão do vento, existe a necessidade de utilizar uma cobrejunta metálica, sendo assim:
t 6
t = 22 = 2 = 3cm
t
dparaf ≤ 2 ∴ dparaf ≤ 1,5cm ∴ Adotar 1,27cm
fy,d = 218,2Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
fe90,d = 0,25 × fe0,d × αe = 0,25 × 20,0 × 1,68 = 8,4Mpa
fe0,d×fe90,d
fe19,d = f 2 2 = 17,4Mpa
e0,d ×sen 19+fe90,d ×cos 19
t 3
β=d = 1,27 = 2,4
paraf
fy,d 218,2
βlim = 1,25 × √f = 1,25 × √ 17,1 = 4,4 → Falha por embutimento da madeira
e19,d
t2 32
R v,d1 = 0,4 × × fe19,d = 0,4 × × 17,4 = 2,61kN
β 2,4
Nd 18,42
nparaf = = = 3,5 → 4 parafusos
2×Rv,d1 2×2,56
Nd×cos19 42,7×cos19
e≥ ∴e≥ ∴ e ≥ 4,4cm
fc19,d ×b 1,52×6
h h
≤ e ≤ 4 ∴ 2,5cm ≤ e ≤ 5cm
8
Será adotado um dente de entalhe com 4,5cm para suportar os esforços de compressão da
ligação, portanto, o restante será transmitido para a cobrejunta metálica, que também servirá para
suporte aos esforços de tração. A folga do entalhe é:
N′d×cos19 42,7×cos19
f≥ = = 31cm
fv0,d×b 0,22×6
14.2 Ligação 2
Esta ligação representa a emenda de duas peças do banzo inferior, com esforços de
compressão e tração de 12,16kN e 51,02kN, respectivamente. Estas barras são peças simples, com
seção de (6 x 20) cm² e o ângulo entre elas é de 0°. A emenda dispensa a utilização de entalhes, pois
os esforços de compressão são menores que os de tração, portanto o ideal seria dimensionar uma
cobrejunta metálica, sendo assim:
t2 6
t= = 2 = 3cm
2
t
dparaf ≤ 2 ∴ dparaf ≤ 1,5cm ∴ Adotar 1,27cm
fy,d = 218,2Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
t 3
β=d = 1,27 = 2,4
paraf
f 218,2
βlim = 1,25 × √f y,d = 1,25 × √ = 4,1 → Falha por embutimento da madeira
e0,d 20
t2 32
R v,d1 = 0,4 × β
× fe0,d = 0,4 × 2,4 × 20 = 3,0kN
Nd 51,02
nparaf = 2×R = 2×3,0 = 8,5 → 9 parafusos
v,d1
Esta ligação representa o encontro do banzo inferior com o pendural e a diagonal. As barras
são peças simples com seção de (6 x 20) cm². Os esforços de compressão e tração da diagonal são
de 16,96kN e 6,20kN, respectivamente, e para o pendural são de 6,39kN e 19,96kN.
Primeiramente é feito o dimensionamento da ligação entre a diagonal e o pendural para que
esta resista aos esforços de tração que ocorrem na diagonal quando há inversão do vento. Estas peças
possuem um ângulo de 55,5° entre si e existe a necessidade de utilizar uma cobrejunta metálica,
sendo assim:
t2 6
t= = = 3cm
2 2
t
dparaf ≤ 2 ∴ dparaf ≤ 1,5cm ∴ Adotar 1,27cm
fy,d = 218,2Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
fe90,d = 0,25 × fe0,d × αe = 0,25 × 20,0 × 1,52 = 8,4Mpa
fe0,d ×fe90,d
fe55,5,d = = 10,3Mpa
fe0,d×sen2 55,5+fe90,d×cos2 55,5
t 3
β=d = 1,27 = 2,4
paraf
fy,d 218,2
βlim = 1,25 × √f = 1,25 × √ 10,3 = 6 → Falha por embutimento da madeira
e55,5,d
t2 32
R v,d1 = 0,4 × × fe55,5,d = 0,4 × 2,4 × 10,3 = 1,55kN
β
Nd 6,20
nparaf = 2×R = 2×1,55 = 2 parafusos
v,d1
Será adotado um dente de entalhe com 2,5cm para suportar os esforços de compressão da
ligação entre a diagonal e o pendural, portanto, o restante será transmitido para a cobrejunta metálica,
que também servirá para suporte aos esforços de tração. A folga do entalhe é:
N′d×cos19 10,76×cos55,5
f≥ = = 5cm
fv0,d×b 0,22×6
14.4 Ligação 4
Esta ligação representa o encontro do banzo superior com a montante e a diagonal. As barras
são peças simples com seção de (6 x 20) cm², exceto o montante que é uma peça dupla. Os esforços
de compressão e tração da diagonal são de 16,96kN e 6,20kN, respectivamente, e para o montante
são de 0,84kN e 3,82kN.
Primeiramente é feito o dimensionamento da ligação entre a diagonal e o montante para que
esta resista aos esforços de tração que ocorrem na diagonal quando há inversão do vento. Estas peças
possuem um ângulo de 55,5° entre si e serão utilizados parafusos entre elas, portanto:
t2 6
t= = 2 = 3cm
2
t
dparaf ≤ 2 ∴ dparaf ≤ 1,5cm ∴ Adotar 1,27cm
fy,d = 218,2Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
fe90,d = 0,25 × fe0,d × αe = 0,25 × 20,0 × 1,68 = 8,4Mpa
fe0,d ×fe90,d
fe55,5,d = f 2 2 = 10,3Mpa
e0,d ×sen 55,5+fe90,d ×cos 55,5
t 3
β=d = 1,27 = 2,4
paraf
fy,d 218,2
βlim = 1,25 × √f = 1,25 × √ 10,3 = 5,8 → Falha por embutimento da madeira
e55,5,d
t2 32
R v,d1 = 0,4 × × fe55,5,d = 0,4 × 2,4 × 10,3 = 1,55kN
β
Nd 6,20
nparaf = 2×R = 2×1,55 = 2 parafusos
v,d1
Será adotado um dente de entalhe com 2,5cm para suportar os esforços de compressão da
ligação entre a diagonal e o banzo superior, portanto, o restante será transmitido para os parafusos
entre a diagonal e a montante, que também servem para suporte aos esforços de tração.
Em seguida, é necessário fazer o dimensionamento da ligação entre o montante e o banzo
superior para que este resista aos esforços de tração, que neste caso é maior que os esforços de
compressão, portanto dispensa a utilização de entalhes. Estas peças possuem um ângulo de 71° entre
si e serão utilizados parafusos entre elas, portanto:
t2 6
t= = 2 = 3cm
2
t
dparaf ≤ 2 ∴ dparaf ≤ 1,5cm ∴ Adotar 1,27cm
fy,d = 218,2Mpa
fe0,d = 20,0Mpa
fe90,d = 0,25 × fe0,d × αe = 0,25 × 20,0 × 1,68 = 8,4Mpa
fe0,d×fe90,d
fe71,d = f 2 2 = 8,9Mpa
e0,d ×sen 71+fe90,d ×cos 71
t 3
β=d = 1,27 = 2,4
paraf
fy,d 218,2
βlim = 1,25 × √f = 1,25 × √ = 6,2 → Falha por embutimento da madeira
e71,d 8,9
t2 32
R v,d1 = 0,4 × × fe71,d = 0,4 × 2,4 × 8,9 = 1,36kN
β
Nd 3,82
nparaf = = = 1,4 → 2 parafusos
2×Rv,d1 2×1,36
A primeira parcela de F’ corresponde à força nas telhas e deve ser dividida pelo conjunto de
3 contraventamentos e pelos 4 nós da tesoura, sendo assim:
1,2
F′1 = = 0,1kN
12
A segunda parcela corresponde à força nas paredes e deve ser dividida pelo conjunto de 3
contraventamentos, logo:
1,6
F′1 = 3
= 0,53kN
A flambagem das peças comprimidas ligadas aos nós do contraventamento também produz
uma força. Esta força provém dos esforços nas colunas, cujo valor foi calculado no item 4.1. Cada
contraventamento será responsável por duas colunas, portanto:
2×23,72
F1d = = 0,24kN
150
ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 7190 Projeto de estruturas de madeira.
Disponível em: <http://sinop.unemat.br/site_antigo/prof/foto_p_downloads/fot_10544nby_-
_7190_-_pbojeto_de_estbutubas_de_madeiba_pdf.pdf> . Acesso: Agosto de 2021.