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CURSO ON-LINE – DIREITO E PROCESSO TRIBUTÁRIO

PROFESSOR: EDVALDO NILO

Direito e Processo Tributário – Teoria e Questões


Comentadas

Olá, prezado (a) amigo (a) concursando (a)!

Bem-vindo (a) à aula demonstrativa do nosso Curso Regular


de Direito e Processo Tributário que visa à preparação dos
candidatos aos concursos públicos em geral.

Meu nome é EDVALDO NILO.

Sou Procurador do Distrito Federal, Professor de Direito


Tributário e Direito Financeiro em cursos preparatórios para
concursos públicos, Professor da Faculdade de Direito do UniCEUB,
Mestre em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito
Público (IDP), Sócio-administrador do escritório Edvaldo Nilo
Advogados Associados (OAB/DF 1.703), tendo sido aprovado em
diversos concursos e seleções públicas, a saber: Procurador do
Distrito Federal (ESAF), Procurador do Município de Recife (FCC),
Ministério Público de Contas do Mato Grosso (FMP/RS), Procurador do
Município de Belo Horizonte (FUNDEP/UFMG), Técnico de Nível
Superior do Ministério da Saúde (CESPE/UNB); Técnico de Nível
Superior do Ministério das Comunicações (CESPE/UNB); Técnico de
Nível Superior do Ministério do Turismo (ESAF); Professor Substituto
de Ética Geral e Profissional da Faculdade de Direito da Universidade
Federal da Bahia (UFBA); Professor de Direito Tributário do Centro
Universitário da Bahia (CUB/FIB) e Mestrado Acadêmico em Direito
Constitucional do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

Possuo três pós-graduações e um curso de extensão na área


do Direito: Especialização em Direito Tributário pelo Instituto
Brasileiro de Estudos Tributários (IBET); Especialização em Direito
Tributário pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); Especialização
em Planejamento Tributário pela Faculdade de Tecnologia Empresarial
(FTE); Curso de Extensão Universitária em Prática Processual
Tributária pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

Em 2004, fui pesquisador da área de Direito Constitucional da


Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia e também já
consegui vencer três prêmios jurídicos, quais sejam: Prêmio Luiz
Tarquínio da Fundação Orlando Gomes no ano de 2002; Prêmio
Ministro Carlos Coqueijo Costa da AMATRA (Associação de
Magistrados Trabalhistas), EMATRA (Escola de Magistrados
Trabalhistas) e ABAT (Associação Bahiana dos Advogados

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Trabalhistas) no ano de 2003 e Prêmio Luís Eduardo Magalhães da


Assembléia Legislativa do Estado da Bahia no ano de 2004.

Também já consegui vencer três prêmios jurídicos, quais


sejam: Prêmio Luiz Tarquínio da Fundação Orlando Gomes no ano de
2002; Prêmio Ministro Carlos Coqueijo Costa da AMATRA (Associação
de Magistrados Trabalhistas), EMATRA (Escola de Magistrados
Trabalhistas) e ABAT (Associação Bahiana dos Advogados
Trabalhistas) no ano de 2003 e Prêmio Luís Eduardo Magalhães da
Assembléia Legislativa do Estado da Bahia no ano de 2004.

Por sua vez, no que diz respeito à apresentação do nosso


curso, vamos trabalhar com base no programa completo das matérias
Direito Tributário e Processo Tributário.

O objetivo do curso é audacioso: que você possa acertar


qualquer questão da parte objetiva e/ou da prova discursiva
de direito e processo tributário.

Vamos, certamente, comentar mais de 1200 questões


objetivas de concurso público, bem como citar e orientar a
responder diversas questões discursivas oficiais também.

Logo, é indispensável o comprometimento e a dedicação às


aulas. Assim sendo, o curso terá onze aulas e será iniciado com a
“Aula 1” no dia 19 de agosto de 2009 e a “Aula 10” será postada no
dia 21 de outubro.

Logo, o nosso curso ocorrerá semanalmente e as aulas serão


realizadas às quintas.

A seguir, a sequência e os tópicos que serão estudados:

Aula 0 – Direito tributário: conteúdo, conceito, natureza,


autonomia e relação com direito financeiro. Definição de tributo.

Aula 1 – O Estado e o poder de tributar. Limitações


Constitucionais do Poder de Tributar. Imunidades tributárias.
Princípios Constitucionais Tributários - (19/08).

Aula 2 – Tributo: conceito e espécies. Diversas classificações


dos Tributos. Impostos. Taxa. Contribuição de Melhoria. Empréstimo
Compulsório. Contribuições Especiais - (26/08).

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Aula 3 – Contribuições especiais em espécie: Contribuições da


Seguridade Social (Contribuição para o PIS/PASEP Contribuição para
o Financiamento da Seguridade Social – COFINS; Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido – CSLL e outras); Contribuições de Intervenção
no Domínio Econômico; Contribuições corporativas; Contribuições
sociais; Contribuição de para o custeio do serviço de iluminação
pública (COSIP); Sistema Tributário Nacional. Repartição das receitas
tributárias. Competência tributária - (02/09).

Aula 4 – Fontes do direito tributário. Vigência e aplicação das


leis tributárias. Interpretação e integração das leis tributárias.
Natureza. Obrigação Tributária Principal e Acessória. Fato Gerador da
Obrigação Tributária. Hipótese de Incidência e Fato Imponível -
(09/09).

Aula 5 – Sujeição Ativa e Passiva. Solidariedade e sucessão.


Capacidade Tributária. Domicílio Tributário. Responsabilidade
Tributária. Conceito. Responsabilidade por dívida própria e por dívida
de outrem. Responsabilidade pessoal e de terceiros. Responsabilidade
supletiva. Responsabilidade por Infrações. Crédito Tributário.
Conceito. Constituição do Crédito Tributário. Lançamento.
Modalidades de Lançamento. Hipóteses de alteração do lançamento -
(16/09).

Aula 6 – Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário.


Modalidades. Extinção do Crédito Tributário. Modalidades. Ação de
Consignação em Pagamento. Pagamento Indevido. Ação de Repetição
de Indébito. Lei Complementar 118/2005. Ação de Consignação em
Pagamento. Exclusão do Crédito Tributário. Modalidades - (23/09).

Aula 7 – Garantias e Privilégios do Crédito Tributário.


Administração Tributária. Fiscalização Tributária Dívida Ativa.
Certidões Negativas. Impostos de Competência da União. Imposto
sobre a Importação (II). Imposto sobre a Exportação (IE). Imposto
sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR). Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI). Imposto sobre a Propriedade
Territorial Rural (ITR). Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Imposto sobre Grandes Fortunas (IGV). Impostos residuais. Imposto
Extraordinário de Guerra (IEG) - (30/09).

Aula 8 – Impostos de Competência dos estados e do Distrito


Federal. Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, de
quaisquer bens ou direitos (ITCMD). Imposto sobre Operações
relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços
de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação

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(ICMS). Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).


Impostos de Competência dos municípios e do Distrito Federal.
Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU);
Imposto sobre Transmissão Inter Vivos e de Bens Imóveis (ITBI);
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) - (07/10).

Aula 9 – Simples Nacional. Lei Complementar 123/2006. Dos


crimes contra a Ordem Tributária. Processo administrativo tributário -
(14/10).

Aula 10 – Processo judicial tributário. Prova (“simulado”) final


cobrando questões com conteúdo de todos os pontos estudados no
curso (21/10).

Pois bem. O curso está totalmente revisado, atualizado e


reformulado, incluindo importantes e novas decisões do Supremo
Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em
matéria tributária, mais de 1200 questões comentadas de
concursos públicos (CESPE, ESAF, FCC, FGV e outras bancas),
bem como um resumo dos pontos mais cobrados ao final de cada
aula.

Com efeito, as aulas serão apresentadas com conteúdo de um


curso presencial, com certo tom de pessoalidade. Logo, o tratamento
será no sentido de possibilitar uma maior aproximação entre
professor e aluno, sempre buscando dar enfoque ao entendimento
prevalecente nas bancas examinadoras dos concursos públicos.

Destacamos que não é necessário qualquer conhecimento


anterior acerca do direito tributário, sendo que a premissa
fundamental de todos os nossos cursos aqui no Ponto é ensinada pelo
professor Vicente Paulo: “é melhor pecar pelo exagero, sendo
repetitivo, do que presumir conhecimento por parte dos alunos; com
isso, aqueles que sabem muito estarão revisando o conteúdo, e
aqueles que sabem pouco não terão dificuldade na assimilação do
assunto novo”.

Portanto, pretendemos ser direto e claro na explicação. Mas é


evidente que não vamos abordar os assuntos de forma superficial,
uma vez que o nosso objetivo é instigante e desafiador: você
conseguir obter conhecimentos acerca dos assuntos para acertar com
segurança às questões objetivas e subjetivas de direito tributário.

Teremos igualmente um fórum, onde serão respondidas todas


as dúvidas a respeito do conteúdo ministrado.

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Ao fim de cada aula, será apresentado um tópico com a


finalidade de resumir o conteúdo mais relevante para uma futura
revisão ou para uma olhada em véspera de prova.

Também será apresentada a lista com os exercícios


comentados na respectiva aula ou novos exercícios para fixação, com
gabaritos igualmente comentados.

Então, vamos juntos iniciar a jornada rumo à aprovação.

Boa sorte, bons estudos e que Deus abençoe a todos.

A seguir, uma pequena demonstração do nosso curso.

Direito tributário: conteúdo, conceito, natureza,


autonomia e relação com direito financeiro. Definição
de tributo.

1. CONTEÚDO E CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO

O direito tributário atual opera como forma de custear as


atividades permanentes do Estado e de diminuição do arbítrio do
poder de tributar.

Todavia, este pensamento decorre da evolução dos


acontecimentos históricos e separa o conteúdo da matéria nos
seguintes ciclos, conforme doutrina abalizada de Paulo Caliendo:
Estado Antigo; Estado Feudal; Estado Moderno ou Patrimonial;
Estado Absoluto; Estado de Direito; Estado Democrático de Direito.

• Estado Antigo: tributação como imposição do vencedor sobre


o perdedor em uma guerra. Desta forma, o direito tributário é
visto como forma de adequação à ordem natural das coisas.

• Estado Feudal: o direito tributário decorre de um poder estatal


amplamente descentralizado e as obrigações tributárias
distinguiam-se segundo o status social do individuo (clero,
nobreza e príncipe). Assim sendo, a tributação tinha o objetivo
central de ampliar a riqueza do príncipe e alguns membros da
sociedade não pagavam tributos, como a nobreza.

• Estado Moderno: o direito tributário decorre da noção de


“governo das leis”, o que origina a idéia de “no taxation

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without representation” (“não há tributação sem


representação”).

• Estado Absoluto: há o aumento da arrecadação tributária e da


centralização do poder de tributar. Neste sentido, o direito
tributário é compreendido como fruto das razões de Estado.

• Estado de Direito: a tributação é entendida como forma de


contribuição às liberdades públicas. Com efeito, o direito
tributário é fruto da representação popular e atua como
limitação à ação estatal e respeito aos direitos e garantias
individuais.

• Estado Democrático de Direito: a tributação tem como


fundamento o financiamento das políticas públicas do Estado,
ou seja, tem por finalidade a concretização dos direitos
fundamentais e por objeto, sobretudo, à imposição de
prestações em dinheiro (tributum in pecunia). Neste sentido, o
direito tributário atua não só em defesa das limitações ao poder
de tributar, mas também na indução de estímulo à educação, à
saúde, à família, à cultura, à proteção ao meio ambiente,
dentre outros direitos fundamentais.

Nesse rumo, segundo entendimento majoritário da doutrina, o


direito tributário brasileiro, nos dias de hoje, pode ser conceituado
como ordenamento ou ramo autônomo do direito público que
estabelece as relações jurídicas entre o Estado (ente possuidor
do poder de tributar) e o sujeito passivo (contribuinte e
responsável tributário) surgidas em razão da atividade financeira do
Estado (AFE), no que diz respeito à criação, à arrecadação
(fiscalização e cobrança) e à extinção do tributo.

2. NATUREZA, AUTONOMIA E RELAÇÃO DO DIREITO


TRIBUTÁRIO COM O DIREITO FINANCEIRO

O direito tributário é ramo comum do direito público


obrigacional. Portanto, a sua natureza é comum, pública e
obrigacional.

O direito tributário é direito comum e não especial ou


excepcional, uma vez que é constituído por normas jurídicas que
regem de forma objetiva e geral as situações nelas dispostas. Isto é,
o direito tributário aplica-se às situações genéricas das hipóteses e
pessoas, sem excepcionalidades. Ao contrário do direito especial, que
corresponde às normas jurídicas estabelecidas para regulamentação

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de determinadas situações particulares, propugnando exceções


às regras do direito comum ou normal.

O direito tributário é ramo do direito público por decorrer


da relação jurídica travada entre Estado e particular e, por
conseguinte, proteger preponderantemente o interesse público ou da
coletividade. Decerto, as normas jurídicas tributárias têm caráter
imperativo, compulsório, cogente decorrente do poder de império
do Estado e o seu fundamento é a satisfação das necessidades
públicas estabelecidas no texto constitucional (saúde, educação,
segurança pública, proteção do meio ambiente etc.).

Ademais, o direito tributário é direito obrigacional, eis que


seu objeto é a prestação positiva ou negativa da obrigação que o
sujeito passivo deve realizar em favor do sujeito ativo da relação
jurídico-tributária. No caso, no mínimo, há um credor (sujeito ativo),
um devedor (sujeito passivo) e o objeto do direito, que é o tributo.

Por sua vez, apesar da unicidade do direito, podemos afirmar


que o direito tributário tem autonomia didática, dogmática e
estrutural, em razão da existência da disciplina no meio acadêmico
(autonomia didática); de métodos, princípios e conceitos próprios
(autonomia dogmática), que, dessa maneira, podem ser criados pela
legislação ou estudados pela doutrina, de forma diversa dos institutos
de outros ramos do direito (autonomia estrutural).

A autonomia legal do direito tributário é consagrada


expressamente no art. 24, I, da Constituição Federal (CF),
localizado no âmbito da organização político-administrativa do
Estado, que estatui que compete aos Estados, Distrito Federal e
União legislar de forma concorrente sobre Direito Tributário.

Nesse rumo, o direito tributário surgiu como apêndice do


direito financeiro, que é a disciplina jurídica da atividade financeira
do Estado (AFE). Ou seja, a matéria que estuda os princípios e regras
que regem a AFE. O direito financeiro estuda, portanto, o orçamento
público, receita pública, despesa pública e o crédito público.

Assim, o direito tributário disciplina uma parte da receita


pública, que são as receitas derivadas obtidas com a criação dos
tributos.

Agora, já podemos resolver as questões cobradas sobre o


tema:

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1. (CESPE/FRE/AC/2006) A autonomia do direito


tributário está formalmente estabelecida na Constituição. O
dispositivo do texto constitucional em que está
expressamente presente a existência do direito tributário
como ramo do direito e não apenas como um conjunto de
normas do sistema tributário nacional é o capítulo
a) do sistema tributário nacional;
b) das competências do Poder Legislativo;
c) que trata de orçamento público;
d) da organização político-administrativa do Estado.

A questão tem uma “pegadinha”, pois, na verdade, é no art.


24, I, da CF, que está expressamente disposto a existência do direito
tributário. O art. 24 da CF trata da competência concorrente da
União, Estados e DF. Portanto, a única alternativa possível é a letra
“d”.

2. (TRF1/JUIZ FEDERAL/2005) O Direito Tributário é:


a) público, obrigacional e comum;
b) público, real e comum;
c) público, obrigacional e especial;
d) nenhuma das opções anteriores.

Conforme estudamos na aula, o Direito Tributário é público,


obrigacional e comum. Portanto, a resposta é letra “a”.

3. (TRF1/JUIZ FEDERAL/2005) A autonomia do Direito


Tributário é:
a) didática, dogmática e estrutural;
b) dogmática e estrutural;
c) didática e estrutural;
d) inexiste por ser um ramo do Direito Financeiro.

Conforme estudamos na aula, a autonomia do Direito Tributário


é didática, dogmática e estrutural. Portanto, a resposta é letra “a”
novamente.

3. Definição de Tributo

Para o conceito de tributo, poderíamos examinar diversas


definições doutrinárias, mas, para fins de concursos, é muito mais
produtivo adotar o art. 3º, do Código Tributário Nacional (CTN), a
saber:

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Tributo é toda (i) prestação pecuniária compulsória, (ii)


em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que (iii)
não constitua sanção de ato ilícito, (iv) instituída em lei e
(v) cobrada mediante atividade administrativa
plenamente vinculada.

Assim, passemos a analisar os elementos integrantes do


conceito legal de tributo:

(i) Prestação pecuniária compulsória – Prestação significa


o objeto principal de uma relação entre credor e devedor, sendo
aquilo que o credor deve fazer ou deixar de fazer em favor do
devedor.

Já pecúnia representa “dinheiro”, isto é, a prestação deve ser


realizada em dinheiro.

Portanto, não pode ser considerado tributo às chamadas


prestações in labore (ex. serviço militar obrigatório) ou exigências in
natura (oferecimento bens materiais que não sejam dinheiro como
cestas básicas).

Nesse rumo, também não pode ter natureza de tributo a


prestação de serviço eleitoral, o trabalho desempenhado pelos
jurados, a desapropriação ou a requisição administrativa, uma vez
que não são prestações pecuniárias.

O tributo é também prestação compulsória, ocorrendo


independentemente da vontade do devedor, sendo a prestação que
deve ser satisfeita pelo comportamento obrigatório do devedor
(sujeito passivo) de levar dinheiro ao credor (sujeito ativo).

Por exemplo, o aluguel de imóvel público não é tributo, em


virtude de ser o aluguel firmado por ato de livre vontade do locatário
com a Administração Pública, derivando de um contrato entre as
partes.

Com efeito, o STF decidiu recentemente (informativo 543) que


os encargos de capacidade emergencial (“seguro-apagão”), previstos
na Lei 10.438/2002, possuem natureza jurídica de preço público
e não de tributo, uma vez que tais encargos, embora tivessem o
caráter de prestações pecuniárias correspondentes à utilização de um
serviço público — e, nesse sentido, aproximar-se-iam do conceito de
taxas —, na verdade, configurariam tarifas ou preços públicos,

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em virtude do caráter facultativo da fruição do bem que


remuneravam.

Neste sentido, o “seguro-apagão” não se enquadra na


definição de tributo contida no art. 3º do CTN, uma vez que não
possui o requisito de compulsoriedade.

Portanto, o “seguro-apagão” não seria de pagamento


compulsório, requisito típico das espécies tributárias, não
estando sujeitos, por essa razão, aos princípios e regras
constitucionais tributárias, pois os consumidores poderiam se
valer de outros meios para a aquisição de energia elétrica que não a
proveniente do Sistema Interligado Nacional.

Do mesmo modo, o STF já decidiu que a compensação


financeira pela exploração de recursos minerais (royalties - CF,
art. 20, §1°) não é tributo, bem como o instrumento municipal
denominado de outorga onerosa do direito de criar solo (RE
387.047/SC), também chamado solo criado, previsto no Estatuto da
Cidade (art. 28 da Lei Federal 10.257/2001).

Assim, também não se pode dizer que é tributo: (a) a


cobrança de foro anual e laudêmio; (b) a tarifa aeroportuária
cobrada pela INFRAERO (Lei 6.009/73); (c) o pagamento prévio da
retribuição autoral feito ao Escritório Central de Arrecadação e
Distribuição (ECAD).

(ii) Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir –


Alguns autores criticam este enunciado afirmando que é um
pleonasmo do art. 3°, do CTN, que só faz repetir o caráter pecuniário
do tributo.

Entretanto, a assertiva possui serventia quando afirma que


pode ser pago em algo que represente um valor em dinheiro (ou cujo
valor nela se possa exprimir).

Assim, conforme a interpretação de tal dispositivo, o tributo


pode ser pago com títulos da dívida pública. Como exemplo, o
pagamento do imposto territorial rural (ITR) com títulos da dívida
agrária (TDA).

Anota-se que o art. 162, do CTN, possibilita que o pagamento


do tributo seja efetuado com cheque ou vale postal e, nos casos
previstos em lei, em estampilha, em papel selado, ou por processo
mecânico.

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Por sua vez, o art. 156, XI, do CTN, com redação estabelecida
pela Lei Complementar n. 104/2001, permite o pagamento de tributo
mediante a entrega de bens imóveis, quando estabelece a “dação em
pagamento em bens imóveis” como causa extintiva do crédito
tributário, sendo compatível com a locução “ou cujo valor nela se
possa exprimir” do art. 3º, do CTN.

É importante dizer que o Supremo Tribunal Federal (STF) não


permite que lei estadual possibilite o pagamento de débitos
tributários com dação em pagamento de bens materiais destinados a
atender a programas do Estado, mas apenas a dação em pagamento
de bens imóveis.

Neste ponto, ainda cabe destacar que o valor do tributo pode


ser expresso em indexadores (exs.: UFIR, UPF e UFM), que são
convertidos em moeda corrente na data do pagamento da obrigação
tributária. Com esta autorização, por exemplo, pode-se dizer que o
contribuinte deve 100 UPF no Estado do Rio Grande do Sul (RS).

(iii) Não constitua sanção de ato ilícito – A obrigação


tributária deve decorrer de um fato lícito previsto em lei, ou seja, a
interpretação adequada é no sentido de que deve ser lícita a situação
genérica e abstrata disposta na norma.

Por exemplo, o art. 43, do CTN, dispõe que faz surgir à


obrigação de pagar o imposto de renda (IR) quando determinada
pessoa adquire disponibilidade econômica de renda.

Assim, a renda auferida pela pessoa é fato gerador do IR e,


por conseguinte, uma pessoa que adquire renda derivada do exercício
do jogo do bicho (atividade ilícita) deve pagar o tributo, uma vez que
o fato previsto em lei é a aquisição de renda e não o exercício do jogo
do bicho.

Neste sentido, o STF entende que a tributação sobre o trafico


ilícito de entorpecentes é legal, adotando-se a aplicação do princípio
da igualdade tributária e do princípio do pecunia non olet (o dinheiro
não tem cheiro).

Registramos a seguinte decisão do STF:

"Sonegação fiscal de lucro advindo de atividade


criminosa: pecunia non olet (dinheiro não tem cheiro).
Drogas: tráfico de drogas, envolvendo sociedades

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comerciais organizadas, com lucros vultosos subtraídos à


contabilização regular das empresas e subtraídos à
declaração de rendimentos - caracterização, em tese, de
crime de sonegação fiscal. Irrelevância da origem ilícita,
mesmo quando criminal, da renda subtraída à
tributação. A exoneração tributária (significa aqui não
pagamento do tributo) dos resultados econômicos de fato
criminoso - antes de ser corolário do princípio da
moralidade - constitui violação do princípio da isonomia
fiscal, de manifesta inspiração ética".

Por outro lado, o tributo não se confunde com a multa, que é


sanção de ato ilícito.

A multa, apesar de ser uma prestação pecuniária compulsória,


é cobrada em virtude de o indivíduo ter praticado um ato ilícito,
possuindo nítido caráter de sanção (punição). Como exemplo,
podemos citar que a multa decorrente do atraso no pagamento do
imposto sobre produtos industrializados (IPI) não é tributo, pois é
sanção de ato ilícito.

Preste atenção: qualquer tipo de multa não é tributo. Ou


seja, multa por infração tributária, multa por infração penal ou multa
por infração de trânsito não deve ser considerado tributo, nos termos
do art. 3° do CTN.

O CTN dispõe que em face do descumprimento de uma


obrigação tributária principal (ex.: pagar o tributo) ou acessória
(exs.: declaração de rendimentos ou emissão de notas fiscais),
ocorrer-se-á a aplicação de penalidade pecuniária.

Mas isso não quer dizer que a multa é uma espécie de tributo,
uma vez que a multa deve ser considerada somente uma penalidade
pecuniária decorrente do descumprimento da obrigação tributária
principal ou acessória.

Destacamos ainda que qualquer reparação ou indenização


decorrente de um ato ilícito previsto em lei não é tributo. Deste
modo, a pessoa que, por ação ou omissão voluntária, violar direito e
causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, não deve
pagar tributo ao Estado, mas sim indenizar o outro pelos danos
sofridos.

(iv) Instituída em lei – É aspecto fundamental da definição


de tributo, pois todo tributo deve ser instituído por meio de lei. Esta

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deve ser entendida como lei complementar ou lei ordinária, ou até


mesmo medida provisória, que tem força de lei ordinária.

O tributo é uma obrigação denominada de ex lege,


significando que seu surgimento depende de lei. Neste aspecto,
identificamos o princípio constitucional da legalidade (CF, art. 150, I).

Logo, não se esqueça que um tributo não deve ser instituído,


em hipótese alguma, por normas jurídicas infralegais, como
decretos, portarias, atos administrativos, sentenças judiciais,
convênios, costumes, decisões de órgãos administrativos singulares
ou colegiados sobre matéria tributária, dentre outras.

Este entendimento é constitucionalmente fundamentado no


Estado Democrático de Direito, previsto no art. 1º, parágrafo único,
da CF/88, dispondo que “todo poder emana do povo, que o exerce
por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição”.

Assim, deve-se entender que a lei que institui o tributo é uma


manifestação legítima do poder do povo, uma vez que para criação
do tributo existiu prévia autorização dos representantes eleitos pelo
povo, que são os parlamentares.

Nesse rumo, em regra, a lei apta a instituir um tributo é a lei


ordinária. No caso de tributo federal, o Congresso Nacional. Na
hipótese de tributo estadual, a Assembléia Legislativa. No caso de
tributo municipal, a Câmara de Vereadores.

Todavia, existem tributos federais (União) que, se forem


instituídos, devem ser por meio de lei complementar, que são:
imposto sobre grandes fortunas (art. 153, inc. VII, da CF/88),
empréstimos compulsórios (art. 148, caput, da CF/88), impostos
residuais da União (art. 154, inc. I, da CF/88) e contribuições
sociais novas ou residuais (art. 195, §4°, da CF/88). Nestes casos,
a medida provisória que tem força de lei ordinária não pode atuar
para instituir tais tributos.

Tributos instituídos por lei complementar:


(i) imposto sobre grandes fortunas (art. 153, VII da CF);
(ii) empréstimos compulsórios (art. 148 da CF);
(iii) impostos residuais da União (art. 154, I da CF);
(iv) contribuições sociais novas ou residuais (art. 195, §4° da CF).

Além disso, destaca-se que existem tributos que poderão ter

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suas alíquotas majoradas ou reduzidas por ato do Poder Executivo


federal (União), a saber: imposto de importação (II); imposto de
exportação (IE); imposto sobre produtos industrializados (IPI);
imposto sobre operações financeiras (IOF). É o que dispõe o art. 153,
§1º, da CF/88.

A relação desta flexibilidade está no fato de que esses tributos


têm caráter extrafiscal, ou seja, são tributos reguladores da
economia ou do mercado do País. Como exemplo, o Presidente da
República (Chefe do Poder Executivo federal) quer intervir no
comércio exterior, incentivando as exportações e, por conseguinte,
diminui a alíquota do imposto de exportação (II) ou quer
desestimular a produção de determinado produto industrial e
aumenta a alíquota do IPI deste produto.

Ao contrário, o caráter fiscal dos tributos é o poder de


invadir o patrimônio do particular com finalidade eminentemente
arrecadatória.

Quanto a CIDE – Combustíveis 1 (art. 177, §4°, inc. I, alínea


“b”) e o ICMS – Combustíveis e Lubrificantes (art. 155. §4°, inc. IV,
da CF/88), as alíquotas poderão somente ser reduzidas e
restabelecidas, ou seja, o Poder Executivo reduz a alíquota e, uma
vez reduzida, pode restabelecê-la, tendo, como teto, a alíquota,
prevista anteriormente em lei. Este tema será minuciosamente
trabalhado na aula 2.

(v) Cobrada mediante atividade administrativa


plenamente vinculada – Isto significa que a cobrança do tributo
ocorre por meio de atividade administrativa vinculada, ou seja, sem
margem de discrição do servidor público.

Deste modo, o servidor público não tem certa liberdade de


escolha para atuar, ou seja, não pode avaliar se é oportuno ou
conveniente cobrar o tributo. Portanto, não pode ponderar ou sopesar
a situação no caso concreto

Com efeito, a atuação do auditor ou do procurador jurídico de


determinado ente federado não é discricionária ao cobrar o tributo,
devendo seguir fielmente o previsto na lei, em razão do próprio
princípio da legalidade, sendo a atividade administrativa de cobrança
do tributo plenamente vinculada.

1
Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - Petróleo e seus derivados, gás natural e
seus derivados e álcool combustível.

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Por outro lado, o concursando (você mesmo!!!) não pode


confundir a questão de o tributo ser “cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada” com a classificação de tributos
vinculados e tributos não vinculados, bem como com a
classificação quanto ao destino da arrecadação, que pode também
ser vinculada ou não vinculada.

Sem prejuízo de tratarmos destas classificações com maior


ênfase na próxima aula do curso, devemos ter bem presente que o
tributo vinculado significa que o fato gerador do tributo é uma
atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.

Como exemplo, temos a contribuição de melhoria que decorre


da atividade do Estado de realizar uma obra pública da qual deve
resultar valorização imobiliária para o contribuinte.

Já o tributo não vinculado significa que o fato gerador do


tributo é um fato praticado pelo contribuinte independente de
qualquer atividade estatal específica realizada para o próprio
contribuinte. O melhor exemplo de tributo não vinculado são todos os
impostos.

Valem aqui as precisas ponderações feitas por Robinson


Sakiyama: “Os fatos geradores próprios dos impostos são as
situações de ser proprietário de algo (ITR, IPTU, IPVA), transferir um
bem (ITCMD, ITBI), prestar serviços ou fazer circular mercadorias
(ISS, ICMS) etc., ou seja, todas as situações que não se referem a
uma atividade estatal específica voltada ao contribuinte. Por esta
razão, muitos autores se referem aos impostos como tributos não
vinculados.”

Concernente a classificação do destino da arrecadação:

(a) Arrecadação é vinculada quando os recursos


arrecadados devem ser utilizados com despesas legais
previamente determinadas. Por exemplo, o empréstimo
compulsório, pois, o art. 148, parágrafo único, da CF/88,
dispõe que a aplicação dos recursos provenientes deste
tributo será vinculada à despesa que fundamentou sua
instituição. Outro exemplo, são as custas e emolumentos
(espécie de taxa judiciária de acordo com o entendimento
do STF), pois a norma constitucional (art. 98, §2°) fixou
que serão destinadas apenas ao custeio dos serviços
específicos do Poder Judiciário.

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(b) Arrecadação não é vinculada acontece na


hipótese dos recursos poderem ser aplicados sem
vinculação a despesa previamente destinada. Como
exemplo, a doutrina cita os impostos, uma vez que, em
princípio, as suas receitas não podem ser vinculadas a
órgãos, fundos ou despesas, salvo as exceções previstas
no art. 167, IV, da CF/88.

Entretanto, é relevante prestar atenção em relação às


exceções previstas nesta regra constitucional (art. 167, IV, da
CF/88). E todo concurso adora exceção. Em outras palavras, os
recursos arrecadados com os impostos também podem ser utilizados
com despesas previamente determinadas na CF/88.

Vejamos o art. 167, IV, da CF/88:

Art. 167. São vedados: IV - a vinculação de receita


de impostos a órgão, fundo ou despesa,
ressalvadas a repartição do produto da arrecadação
dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a
destinação de recursos para as ações e serviços
públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento
do ensino e para realização de atividades da
administração tributária, como determinado,
respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII,
e a prestação de garantias às operações de crédito por
antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem
como o disposto no § 4º deste artigo.

Exceções constitucionais à arrecadação não-vinculada dos


impostos (art. 167, IV)
Recursos destinados para as ações e serviços públicos de saúde
(art.198, § 2º);
Recursos destinados para a manutenção e desenvolvimento do
ensino fundamental (FUNDEF) (art. 212);
Recursos destinados às atividades da administração tributária (art.
37, XXII);
Recursos destinados à prestação de garantia às operações de crédito
por antecipação da receita (ARO) (art. 165, §8°);
Recursos destinados à prestação de garantia ou contragarantia à
União e para pagamento de débitos para com esta (art. 167, § 4º).

Por sua vez, cumpre dizer, de logo, que tributo é receita


pública que pode ser destinada ao ente tributante (União, Estado,
Distrito Federal, Município) ou a terceiros, desde que exerçam

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atividade de interesse público, como é o caso das entidades


parafiscais (SENAI, SEBRAE, SESC etc.) que podem arrecadar
contribuições sociais obrigatórias (espécie de tributo).

Nesse rumo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) compreende


que a contribuição para o FGTS não tem natureza tributária, sendo a
arrecadação depositada em conta no nome do empregado, podendo
ser sacado o saldo da conta em hipótese de despedida sem justa
causa e outras situações estabelecidas na Lei 8.036/90 (Lei do
FGTS), caracterizando-se como vantagem de natureza jurídica
trabalhista, que não é sujeita ao prazo de prescrição estabelecido no
Código Tributário Nacional (CTN).

O STJ possui a súmula 353 a respeito do tema: “As


disposições do Código Tributário Nacional não se aplicam às
contribuições para o FGTS”.

Vamos agora acertar as questões de concurso sobre o tema:

1. (ESAF/GESTOR MG/2005) “A prestação do tributo não


é obrigatória”

É falso, porque tributo é prestação pecuniária compulsória


(obrigatória).

2. (ESAF/MPC/TCE/GO/2007) “Excepcionalmente é
admitido no direito brasileiro o tributo in labore nas
contribuições de melhoria quando a obra pública for
realizada pelo próprio sujeito passivo tributário”.

É falso. São dois erros, uma vez não se admite no sistema


tributário nacional o tributo in labore e a contribuição de melhoria é
espécie tributária decorrente da valorização imobiliária de uma obra
realizada pelo Estado (atividade estatal) e não pelo próprio
contribuinte.

3. (ESAF/TRF/2000) “A prestação de serviço militar é


compulsória e não constitui sanção a ato ilícito, porém não
tem a natureza de tributo porque não é prestação
pecuniária”.

É verdadeiro, pois o serviço militar obrigatório é uma


prestação in labore, decorrente do trabalho da pessoa e não uma
prestação pecuniária.

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4. (ESAF/AFTM/Natal/2008) “A Lei Complementar n.


104/2001, ao permitir a dação em pagamento de bens
imóveis, como forma de extinção do crédito tributário,
promoveu a derrogação do art. 3º do CTN, que confere ao
tributo uma prestação pecuniária em moeda ou cujo valor
nela se possa exprimir”.

Derrogação denota revogação parcial ou perda parcial de


vigência de determinada norma, quando uma norma revogadora
revoga apenas parte de outra norma.

Na correta lição de TERCIO SAMPAIO FERRAZ JUNIOR


revogar significa “retirar a validade por meio de outra norma. A
norma revogada não vale mais, não faz mais parte do sistema. Não
fazendo mais parte, deixa de ser vigente. Revogar é, pois, fazer
cessar interrompendo, definitivamente, o curso de sua vigência”.

E vigência é o tempo de validade da norma, sendo o período


em que norma entra em vigor até a ocasião em que é revogada.

Na hipótese questionada, afirma-se que a Lei Complementar


n. 104/2001 derrogou o art. 3º, do CTN, o que não aconteceu, uma
vez que a dação em pagamento de bens imóveis é compatível com o
art. 3º, do CTN, sobretudo com o enunciado “em moeda ou cujo valor
nela se possa exprimir”.

Não há derrogação, pois não existe incompatibilidade entre o


tema regulado (dação em pagamento de bens imóveis, como
forma de extinção do crédito tributário) e o dispositivo do art.
3°, do CTN.

Portanto, a questão é falsa.

5. (ESAF/AFTM/Natal/2008) “Tendo em vista que o


tributo não pode constituir uma sanção de ato ilícito, não se
faz possível a incidência de tributos sobre atividades
criminosas, pois assim agindo o Estado estaria obtendo
recursos de uma atividade por ele proibida”.

É falsa, pois o que importa é que a atividade criminosa não


esteja prevista em lei como fato gerador de determinado tributo.

Decerto, a atividade criminosa (atividade ilícita) pode gerar a


obrigação de pagar tributo, porque a forma como os fatos são

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praticados pelo contribuinte não importa para incidência tributária,


desde que o tributo não constitua sanção de ato ilícito.

6. (ESAF/TTN/1998) “A multa pode ser considerada espécie


do gênero tributo, já que está abrangida, pelo Código
Tributário Nacional, no conceito de obrigação tributária
principal”.

7. (ESAF/Procurador/BACEN/2001) “Em matéria de direito


tributário, podemos afirmar que o tributo é uma prestação
pecuniária compulsória que não se constituiu em sanção de
ato ilícito, da mesma forma que as multas e os preços
públicos”.

São falsas estas duas questões citadas acima, porque a multa


não é espécie de tributo.

No que concerne ao sétimo enunciado, ressalta-se que o preço


público (também chamado de tarifa pelo STF) não é tributo.
Estudaremos o preço público na próxima aula, mas já adiantamos
que exemplos de preços públicos são as passagens de ônibus, as
contas de água, as contas de luz, entre outros.

8. (ESAF/AFPS/2002) “Tributo é a prestação pecuniária


compulsória, em moeda, ou cujo valor nela se possa
exprimir, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada, que não constitua
sanção de ato ilícito, ressalvado o caso de ato ilícito que
requeira reparação em virtude de guerra”.

É falsa, pois o ato ilícito que requeira reparação em virtude de


guerra não é tributo e, portanto, a ressalva está incorreta.

9. (ESAF/GESTOR MG/2005) “O tributo se caracteriza


também pelo fato de não resultar da aplicação de uma
sanção por um ato ilícito”.

É verdadeira, porque uma das características do tributo é de


não ser uma sanção de ato ilícito.

10. (CESPE/INSS/1997) “No vigente regime político


brasileiro, é correto afirmar ao menos do ponto de vista
teórico, que os cidadãos suportam tão-somente os tributos
que aceitaram pagar”.

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É verdadeira esta assertiva, por força do princípio do Estado


Democrático de Direito e do princípio da legalidade.

11. (ESAF/GESTOR MG/2005) “Não é preciso lei para


exigir um tributo”.

É falso, pois o tributo deve ser instituído em lei.

12. (ESAF/AFTM/Natal/2008) “Tributo é toda prestação


pecuniária compulsória instituída em lei. Todavia, não há
restrição para que o Município majore alíquotas de tributos,
sob sua competência, por meio de decreto”.

É falso, porque o Município não tem competência para


aumentar alíquotas de tributos municipais por meio de decreto.

As únicas exceções já citadas são de competência da União


(alíquotas do II, IE, IPI, IOF e CIDE – Combustíveis). No caso do
ICMS – Combustíveis e Lubrificantes, a exceção se refere à incidência
monofásica do imposto, e as alíquotas são definidas nacionalmente
por convênios dos Executivos Estaduais, ou seja, por ato de
deliberação do Poder Executivo dos Estados e do Distrito Federal.

13. (ESAF/AFPS/2002) “A instituição de empréstimos


compulsórios requer lei complementar da União, dos
Estados ou do Distrito Federal, conforme competência que a
Constituição confere a cada um desses entes da Federação”.

É falso, uma vez que o empréstimo compulsório apenas pode


ser instituído por lei complementar federal, ou seja, apenas a União
tem competência para criar o empréstimo compulsório.

14. (ESAF/TTN/1997) “O empréstimo compulsório é


considerado tributo, pelo regime jurídico a que está
submetido”.

É verdadeiro, conforme o art. 148 da CF/88.

15. (ESAF/AFRF/2005) Ainda que atendidas as condições


e os limites estabelecidos em lei, é vedado ao Poder
Executivo alterar as alíquotas do imposto sobre:
a) importação de produtos estrangeiros (II).
b) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados (IE).
c) propriedade territorial rural (ITR).

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d) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a


títulos ou valores mobiliários (IOF).
e) produtos industrializados (IPI).

A resposta é a letra “c”, como visto anteriormente, haja vista


que o ITR não pode ter suas alíquotas modificadas pelo Poder
Executivo, enquanto o II, o IE, o IOF e o IPI podem, conforme
estabelecido no art. 153, §1º, da CF/88.

16. (ESAF/Analista/CE/2006) O princípio constitucional


da legalidade preceitua que a instituição ou a majoração de
tributos deverá ser estabelecida por lei. Com relação à
majoração de alíquotas, porém, a própria Constituição
Federal prevê que alguns tributos poderão tê-la por meio de
decreto presidencial. Entre estes, não se inclui:
a) Imposto de Importação (II).
b) Imposto Territorial Rural (ITR).
c) Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
Sobre Combustíveis (CIDE – Combustíveis).
e) Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).

A resposta da questão é novamente o ITR (letra “b”), de


acordo com o art. 153, §1º, da CF/88.

17. (ESAF/GESTOR MG/2005) “Na atividade de cobrança


do tributo a autoridade administrativa pode, em
determinadas circunstâncias, deixar de aplicar a lei”.

18. (ESAF/TTN/97) “Tributo é prestação pecuniária


compulsória, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa discricionária”.

Estão erradas as duas questões acima, porque o tributo é


cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada e
não discricionária, portanto, não há conveniência ou oportunidade na
cobrança do tributo e não pode a autoridade administrativa deixar de
aplicar a lei.

19. (ESAF/AFPS/2002) “Tributo é um gravame cuja


obrigação tem por fato gerador uma situação independente
de qualquer atividade estatal específica, relativa ao
contribuinte”.

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É incorreto também, pois coloca a definição legal de imposto


(espécie) como se fosse de tributo (gênero). O art. 16, do CTN,
dispõe: “Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador
uma situação independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte”.

20. “As disposições do Código Tributário Nacional não se


aplicam às contribuições para o FGTS”.

É verdadeira, sendo cópia literal da súmula 353 do STJ: “As


disposições do Código Tributário Nacional não se aplicam às
contribuições para o FGTS”.

21. (CESPE/DPF/2002) “Consoante entendimento do


STF, os emolumentos judiciais são tributos da espécie
taxa”.

É verdadeira, porque os emolumentos judiciais (também


denominados de custas judiciais) são tributos da espécie taxa, de
acordo com a jurisprudência do STF.

22. (ESAF/PFN/1998) “Os impostos são chamados de


tributos “não vinculados” porque sua cobrança independe de
uma atividade estatal específica em relação ao
contribuinte”.

É verdadeira, já que os impostos são tributos “não


vinculados”, porque são tributos devidos independentemente de uma
prestação estatal em favor do contribuinte.

23. (ESAF/AFTM/Natal/2008) A cobrança de impostos


decorre de uma atividade administrativa não-vinculada, haja
vista os recursos poderem ser utilizados com quaisquer
despesas previstas no orçamento.

É incorreta, pois a cobrança de impostos decorre de uma


atividade administrativa plenamente vinculada.

24. (CESPE/DPF/1997) “No atual direito constitucional


tributário positivo brasileiro, o empréstimo compulsório tem
o produto da sua arrecadação vinculado à despesa que
fundamentou a sua instituição”.

É correto, pois o empréstimo compulsório é um tributo de


arrecadação vinculada, sendo que o produto da sua arrecadação é

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vinculado à despesa que fundamentou a sua instituição (CF, art.


148).

25. (ESAF/AFPS/2002) “Tributo é toda prestação pecuniária


compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída
em lei e cobrada mediante atividade administrativa
plenamente vinculada”.

É verdadeira. É a cópia literal do conceito de tributo disposto


no art. 3º, do CTN.

26. (ESAF/Procurador/IRB/2006) “A aplicação dos


recursos provenientes de empréstimos compulsórios será
preferencialmente vinculada à despesa que fundamentou
sua instituição”.

A questão é capciosa, uma vez que a ESAF utiliza o termo


preferencialmente e não obrigatoriamente. O art. 148, parágrafo
único, da CF/88, dispõe que a aplicação dos recursos provenientes do
empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou
sua instituição. Neste caso, a CF/88 não estabelece preferência ou
facultatividade, mas sim obrigatoriedade.

27. (ESAF/MDIC/2002) O tributo cuja obrigação tem por


fato gerador uma situação independente de qualquer
atividade estatal específica, relativa ao contribuinte,
denomina-se:
a) taxa.
b) contribuição de melhoria.
c) imposto.
d) empréstimo compulsório.
e) preço público.

A letra “c” é a correta, conforme já examinamos no art. 16, do


CTN: “Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma
situação independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte”.

28. (ESAF/APO/UNIÃO/2010) A extrafiscalidade é


característica que possuem alguns tributos de permitirem,
além da pura e simples forma de ingresso de receitas nos
cofres públicos, também de intervirem na economia,
incentivando ou não determinada atividade ou conduta do

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contribuinte. Assinale, entre os tributos listados abaixo,


aquele que não possui caráter extrafiscal.
a) Imposto sobre produtos industrializados.
b) Imposto sobre importação.
c) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre
combustíveis.
d) Imposto sobre produtos industrializados.
e) Taxa de iluminação pública.

A questão cobra os tributos que são considerados extrafiscais,


segundo a doutrina majoritária.

O tributo fiscal tem como objetivo exclusivo a arrecadação de


recursos financeiros para o Estado. São exemplos: o IR, o IPVA e o
IPTU.

Já o tributo extrafiscal tem como função principal a


interferência no domínio econômico, monetário e fiscal do País,
buscando um efeito diverso da exclusiva arrecadação de recursos
financeiros, podendo ter como função o desenvolvimento de
determinadas atividades ou setores específicos da economia. São
exemplos: o II, o IE, o IPI, o IOF e a CIDE.

Assim, são considerados de caráter fiscal os tributos


enunciados nas letras “A”, “B”, “C” e “D” (Imposto sobre produtos
industrializados, Imposto sobre importação e Contribuição de
intervenção no domínio econômico sobre combustíveis).

Logo, deve ser marcada a letra “E”, inclusive a taxa de


iluminação pública é considerada inconstitucional pelo Supremo
Tribunal Federal (súmula 670).

29. (ESAF/APO/UNIÃO/2010) De acordo com a


Constituição Federal, não se pode cobrar tributos em relação
a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei
que os houver instituído ou aumentado. Trata-se do
princípio da anterioridade tributária. Entretanto, a própria
Constituição estabelece que ato do Poder Executivo pode
elevar alíquotas de determinados tributos, como, por
exemplo:
a) Imposto sobre a renda, imposto sobre produtos
industrializados e contribuição social sobre o lucro líquido.
b) Imposto sobre produtos industrializados, contribuição de
intervenção no domínio econômico sobre combustíveis e
imposto sobre importações.

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c) Imposto sobre importações, imposto sobre exportações e


imposto sobre a renda.
d) Imposto sobre importações, imposto sobre a renda e
imposto sobre produtos industrializados.
e) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre
combustíveis, imposto sobre a renda e imposto sobre
exportações.

O enunciado da questão tem um erro “grotesco”, pois afirma


que o princípio da anterioridade estabelece que não se pode cobrar
tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da
vigência da lei que os houver instituído ou aumentado (art. 150, III,
“a”, CF). Na verdade, trata-se do princípio da irretroatividade e não
da anterioridade tributária.

Por sua vez, a questão cobra as exceções ou mitigações ao


princípio da legalidade tributária.

Decerto, esclarece-se que existem tributos que poderão ter


suas alíquotas majoradas ou reduzidas por ato do Poder Executivo
federal, por meio de decreto, atendidas as condições e os limites
estabelecidos em lei, a saber: imposto de importação (II); imposto de
exportação (IE); imposto sobre produtos industrializados (IPI);
impostos sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a
títulos ou valores mobiliários (IOF). É o que dispõe o art. 153, §1º,
da CF.

Quanto a CIDE – Combustíveis (art. 177, §4°, I alínea “b”, da


CF) e o ICMS – Combustíveis e Lubrificantes (art. 155, §4°, IV, da
CF), as alíquotas poderão somente ser reduzidas e restabelecidas, ou
seja, o Poder Executivo reduz a alíquota e, uma vez reduzida, pode
restabelecê-la, tendo, como teto, a alíquota, prevista anteriormente
em lei.

Deste modo, vamos analisar as alternativas.

Letra (A). O imposto sobre a renda (IR) e contribuição social


sobre o lucro líquido (CSLL) não são exceções ao princípio da
legalidade tributária. Logo, incorreta.

Letra (B). O imposto sobre produtos industrializados (IPI), a


contribuição de intervenção no domínio econômico sobre
combustíveis (CIDE – Combustíveis) e o imposto sobre importações
(II) são exemplos concretos de mitigação do princípio da legalidade
tributária. Logo, correta.

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Letras (C), (D) e (E). O imposto sobre a renda (IR) não é


exceção ao princípio da legalidade tributária. Portanto, incorretas as
alternativas.

30. (ESAF/APO/UNIÃO/2010) É sabido que, de acordo


com o art. 3° do Código Tributário Nacional, tributo é toda
prestação pecuniária, compulsória, em moeda ou cujo valor
nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato
ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada. Consoante tal
entendimento, é errado afirmar-se que:
a) as multas pelo descumprimento da obrigação tributária
não são tributos, mas consideradas pelo CTN como
obrigação tributária, ao lado do tributo, para que se
submetam ao mesmo regime de constituição, discussão
administrativa, inscrição em dívida ativa e execução dos
tributos.
b) o poder de tributar é prerrogativa do Poder Público, que o
faz para custear suas ações no interesse da sociedade. A
fiscalização tributária implica exercício do poder de polícia, e
somente mediante atividade administrativa pode ser exigido
o pagamento de tributo.
c) ocorrido o fato gerador da obrigação tributária, a
autoridade administrativa tem o dever de exigir o
cumprimento da obrigação por parte do contribuinte,
havendo, no entanto, alguma margem de discricionariedade
nesta atividade.
d) a aquisição de renda e a promoção da circulação de
mercadorias com o produto de renda advinda do jogo do
bicho, por exemplo, apesar de fatos ilícitos, são passíveis de
tributação.
e) nem toda prestação pecuniária prevista em lei constitui
tributo, mas sim toda prestação pecuniária que reúna o
conjunto dos requisitos constantes do art. 3° do CTN, como
por exemplo o caráter obrigatório.

Nesta questão o gabarito definitivo foi alterado da letra “D”


para letra “C” após recurso que também formulei na parte aberta do
PONTO (meu ponto 71:
http://www.pontodosconcursos.com.br/professor.asp?menu=professo
res&busca=&prof=155&art=4930&idpag=3) e em cursos presenciais
que ministrei.

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Letra (A). A obrigação tributária principal nasce com a


ocorrência do fato gerador, tendo por objeto o pagamento de tributo
ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito
dela decorrente (art. 113, §1º). Desta forma, a obrigação tributária
principal pode ter como objeto o pagamento de uma penalidade
pecuniária (multa), mas isto não significa que o tributo pode ser
equiparado a uma multa, uma vez que o art. 3°, do CTN estabelece
que tributo não constitui sanção de ato ilícito. Logo, correta.

Letra (B). A atividade de tributação é prerrogativa do Poder


Público e deve ser exercida mediante atividade administrativa
plenamente vinculada. Logo, correta.

Letra (C). Segundo o CTN, não há margem para a


discricionariedade no dever de exigir o tributo, pois o tributo é
cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada
(art. 3°) e a atividade administrativa de lançamento é vinculada e
obrigatória (art. 142, parágrafo único). Portanto, incorreta.

Letra (D). De acordo com o art. 118 do CTN, a definição legal


do fato gerador é interpretada abstraindo-se: (a) da validade jurídica
dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis,
ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus
efeitos; (b) dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. Deste modo,
é irrelevante a origem ilícita do fato para fins de tributação. Logo,
correta.

Letra (E). O tributo deve reunir todos os aspectos legais do


art. 3° do CTN. Assim, deve ser (i) prestação pecuniária compulsória
(caráter obrigatório), (ii) em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que (iii) não constitua sanção de ato ilícito, (iv) instituída
em lei e (v) cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada. Decerto, não basta ser prestação pecuniária prevista em
lei. Logo, correta.

Neste contexto, concluímos o conceito de tributo e passamos a


estudar as limitações constitucionais ao poder de tributar.

31. (FCC/Auditor/TCE/AL/2008) Sobre o conceito legal


de tributo, descrito no art. 3° do Código Tributário Nacional,
é correto afirmar:
(A) Pode ser considerado sanção por ato ilícito, como na
hipótese de exigência de imposto de importação em razão
de crime de contrabando.

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(B) Na hipótese de lançamento por homologação, como é o


caso do imposto sobre propriedade territorial urbana, não é
a autoridade administrativa plenamente vinculada quem
realiza o lançamento tributário.
(C) Admite como forma de pagamento a entrega de coisa,
como, por exemplo, parte da produção de uma indústria
para pagamento de imposto sobre produto industrializado.
(D) Via de regra é instituído mediante lei, mas a
Constituição Federal prevê exceções.
(E) É prestação pecuniária voluntária prestada pelo
contribuinte, nas hipóteses de tributos com lançamento por
homologação.

Letra (A). O tributo não pode ser considerado sanção por ato
ilícito, eis que a obrigação tributária deve decorrer de um fato lícito
previsto em lei. Portanto, incorreta.

Letra (B). Existem dois erros neste item. Primeiro, o caso do


imposto sobre propriedade territorial urbana (IPTU) é exemplo
clássico de lançamento de ofício. Segundo, a atividade administrativa
de lançamento é vinculada e obrigatória, sendo que o art. 3°, do
CTN, estabelece que o tributo é cobrado mediante atividade
administrativa plenamente vinculada.

Letra (C). Conforme o art. 3°, do CTN, o tributo é toda


prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se
possa exprimir. Decerto, o art. 156, XI, do CTN, permite o
pagamento de tributo mediante a entrega de bens imóveis, quando
estabelece a “dação em pagamento em bens imóveis” como causa
extintiva do crédito tributário, sendo compatível com a locução “ou
cujo valor nela se possa exprimir” do art. 3º, do CTN. Portanto,
incorreta.

Letra (D). O tributo deve ser instituído por meio de lei. Esta
deve ser entendida como lei complementar ou lei ordinária, ou até
mesmo medida provisória, que tem força de lei ordinária. Todavia,
existe doutrina no sentido de que quando o tributo é instituído por
medida provisória há uma exceção constitucional ao princípio da
legalidade tributária. Portanto, correta.

Letra (E). O tributo é prestação pecuniária compulsória,


eis que o tributo independe da vontade do devedor. Portanto,
incorreta.

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32. (FCC/Auditor Fiscal Municipal/São Paulo/2007)


Para que uma prestação pecuniária compulsória possa ser
conceituada como tributo, é preciso que, além de ser
cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada, tenha como objeto
(A) moeda corrente ou valor que nela possa ser expresso,
constitua ou não sanção de ato ilícito e esteja instituída em
lei.
(B) unicamente moeda corrente, não constitua sanção de
ato ilícito e esteja instituída em lei.
(C) moeda corrente ou valor que nela possa ser expresso,
não constitua sanção de ato ilícito e esteja instituída em lei.
(D) unicamente moeda corrente, constitua ou não sanção de
ato ilícito e esteja instituída em lei.
(E) moeda corrente ou valor que nela possa ser expresso,
não constitua sanção de ato ilícito e esteja instituída na
legislação tributária.

Letra (A). Tributo não é sanção de ato ilícito. Portanto,


incorreta.

Letra (B). O tributo é prestação pecuniária compulsória, em


moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. Portanto, incorreta.

Letra (C). É correta, de acordo com o art. 3°, do CTN,


dispondo que tributo é “toda (i) prestação pecuniária compulsória,
(ii) em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que (iii) não
constitua sanção de ato ilícito, (iv) instituída em lei e (v) cobrada
mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. Portanto,
correta.

Letra (D). Tributo é toda prestação pecuniária compulsória,


em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua
sanção de ato ilícito. Portanto, incorreta.

Letra (E). O tributo deve ser instituído em lei. O conceito de


legislação tributária abrange os decretos e as normas
complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e
relações jurídicas a eles pertinentes, de acordo com o art. 96 do CTN.
Decretos e normas complementares não podem instituir
tributos. Portanto, incorreta.

33. (FCC/Auditor Fiscal Estadual/São Paulo/2009)


Conforme o art. 3° do CTN, Tributo é toda prestação
pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se

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possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito,


instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada.
Partindo da premissa de que o conceito de tributo previsto
no Código Tributário Nacional foi recepcionado pela
Constituição Federal de 1988 e fazendo uma interpretação
sistemática do Código Tributário Nacional inserido na ordem
constitucional vigente, é correto afirmar que no conceito
legal de tributo é possível identificar alguns dos
denominados “princípios constitucionais tributários”. São
identificáveis no conceito legal de tributo os princípios
(A) da capacidade contributiva e da uniformidade
geográfica.
(B) da isonomia e da liberdade de tráfego.
(C) da capacidade contributiva e da anterioridade.
(D) da anterioridade e da irretroatividade.
(E) da legalidade e da vedação ao efeito de confisco.

O princípio da legalidade está bem identificado quando o


art. 3° do CTN dispõe que o tributo deve ser instituído em lei, isto é,
o tributo é uma obrigação jurídica ex lege, que surge
independentemente da vontade do sujeito passivo.

Decerto, o princípio da legalidade tributária dispõe que é


vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios
exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça (art. 150, I, da
CF/88). Assim, fica evidente a relação entre o conceito legal de
tributo (art. 3° do CTN) e a legalidade tributária.

Em relação a proibição do tributo com efeito de confisco é


mais difícil a sua identificação com o conceito legal de tributo,
podendo-se considerar uma identificação indireta, segundo
determinada corrente doutrinária.

Assim, a CF/88 estabelece que é vedado à União, aos Estados,


ao Distrito Federal e aos Municípios utilizar tributo com efeito de
confisco (art. 150, IV, da CF/88).

Nesse rumo, como o tributo deve ser “instituído em lei” e


cobrado “mediante atividade administrativa plenamente vinculada”,
considera-se que toda a criação ou cobrança de tributo, sem amparo
legal, constitui confisco.

Ou seja, segundo determinada parte da doutrina, qualquer


cobrança tributária ilegal também é confiscatória, por isto a

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identificação do conceito legal de tributo (art. 3° do CTN) com o


princípio constitucional do não-confisco.

Deste modo, a resposta é a letra “e”.

34. (FCC/Técnico em Direito/Assembléia Legislativa


de São Paulo/2010) Alguns tributos só podem ser
instituídos por lei complementar, por disposição
constitucional expressa. Se enquadram nesta hipótese
(A) os impostos extraordinário e residual.
(B) a contribuição de intervenção no domínio econômico e o
empréstimo compulsório.
(C) o imposto residual e o empréstimo compulsório.
(D) o empréstimo compulsório e o imposto extraordinário.
(E) a contribuição social e a contribuição de interesse das
categorias profissionais ou econômicas.

Tributos que devem ser instituídos por meio de lei complementar


Imposto sobre Grandes Fortunas;
Empréstimos Compulsórios;
Impostos Residuais da União;
Contribuições Sociais Novas ou Residuais.

Portanto, a resposta correta é a letra “c”.

35. (FCC/Técnico em Direito/Assembléia Legislativa


de São Paulo/2010) Existem inúmeras classificações para
os tributos. Duas podem ser citadas como muito usuais. A
primeira considera o tributo como vinculado e não
vinculado. A outra considera o tributo quanto à destinação
específica do produto da arrecadação. Recebe a classificação
como não vinculado e sem destinação específica do produto
da arrecadação
(A) o imposto.
(B) a taxa.
(C) a contribuição de melhoria.
(D) o empréstimo compulsório.
(E) as contribuições especiais.

A resposta correta é a letra “a”, pois, o imposto, em regra, é


um tributo não vinculado e de arrecadação não vinculada (sem
destinação específica do produto da arrecadação).

36. (FCC/ACE/TCE-GO/2010) Os tributos classificam-se


em vinculados e não-vinculados. É exemplo de tributo

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vinculado, de forma direta, com finalidade de remunerar


serviço público:
(A) o imposto.
(B) a taxa.
(C) a contribuição de melhoria.
(D) a contribuição social.
(E) o empréstimo compulsório.

A resposta considerada correta pela banca foi a letra “b”, uma


vez que a taxa é um tributo vinculado a uma atividade estatal
específica, relativa ao contribuinte. A atividade estatal específica é o
exercício do poder de polícia ou a prestação do serviço público,
conforme estudaremos na aula 1.

37. (FCC/Procurador /Assembléia Legislativa de São


Paulo/2010) Tributo é toda prestação pecuniária
compulsória ou voluntária, que constitua ou não sanção de
ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa não vinculada.

É falsa, pois o tributo é toda prestação pecuniária


compulsória, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em
lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada.

38. (FGV/FISCAL DE RENDAS/RJ/2009) Os impostos


são tributos não vinculados a quaisquer atividades estatais
relacionadas ao contribuinte, sendo vedada a vinculação de
suas receitas a órgãos, fundos ou despesas, salvo exceções
constitucionalmente previstas.

É verdadeira, segundo o art. 16 do CTN: “Imposto é o tributo


cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de
qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte”.

E também de acordo com art. 167, IV, da CF/88, que


estabelece a proibição de “vinculação de receita de impostos a
órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da
arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a
destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde,
para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de
atividades da administração tributária, como determinado,
respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação
de garantias às operações de crédito por antecipação de receita,

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previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste


artigo”.

Exceções constitucionais à arrecadação não-vinculada dos impostos


Recursos destinados para as ações e serviços públicos de saúde –
art.198, § 2º;
Recursos destinados para a manutenção e desenvolvimento do
ensino fundamental (FUNDEF) – art. 212;
Recursos destinados às atividades da administração tributária – art.
37, XXII;
Recursos destinados à prestação de garantia às operações de crédito
por antecipação da receita (ARO) – art. 165, §8°;
Recursos destinados à prestação de garantia ou contragarantia à
União e para pagamento de débitos para com esta - art. 167, § 4º.

Até a próxima aula e forte nos estudos.

SÍNTESE FUNDAMENTAL DA AULA

(I) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou


cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato
ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa
plenamente vinculada.

(II) Não pode ser considerado tributo às prestações in labore ou às


exigências in natura.

(III) O tributo pode ser pago com títulos da dívida pública, cheque,
vale postal e o valor do tributo pode ser expresso em indexadores
(exs.: UFIR, UPF e UFM).

(IV) Qualquer tipo de multa não é tributo.

(V) É possível a tributação sobre atividades criminosas ou ilegais.

(VI) Todo tributo deve ser instituído por meio de lei. Em geral, a lei
apta a instituir um tributo é a lei ordinária. Todavia, existem tributos
federais (União) que, se forem instituídos, devem ser por meio de lei
complementar, que são: imposto sobre grandes fortunas,
empréstimos compulsórios, impostos residuais da União e
contribuições sociais novas ou residuais.

(VII) A cobrança do tributo ocorre por meio de atividade


administrativa vinculada, ou seja, não existe discricionariedade do
servidor público.

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QUESTÕES TRATADAS EM AULA

1. (ESAF/GESTOR MG/2005) “A prestação do tributo não é


obrigatória”

2. (ESAF/MPC/TCE/GO/2007) “Excepcionalmente é admitido no


direito brasileiro o tributo in labore nas contribuições de melhoria
quando a obra pública for realizada pelo próprio sujeito passivo
tributário”.

3. (ESAF/TRF/2000) “A prestação de serviço militar é compulsória e


não constitui sanção a ato ilícito, porém não tem a natureza de
tributo porque não é prestação pecuniária”.

4. (ESAF/AFTM/Natal/2008) “A Lei Complementar n. 104/2001,


ao permitir a dação em pagamento de bens imóveis, como forma de
extinção do crédito tributário, promoveu a derrogação do art. 3º do
CTN, que confere ao tributo uma prestação pecuniária em moeda ou
cujo valor nela se possa exprimir”.

5. (ESAF/AFTM/Natal/2008) “Tendo em vista que o tributo não


pode constituir uma sanção de ato ilícito, não se faz possível a
incidência de tributos sobre atividades criminosas, pois assim agindo
o Estado estaria obtendo recursos de uma atividade por ele proibida”.

6. (ESAF/TTN/1998) “A multa pode ser considerada espécie do


gênero tributo, já que está abrangida, pelo Código Tributário
Nacional, no conceito de obrigação tributária principal”.

7. (ESAF/Procurador/BACEN/2001) “Em matéria de direito tributário,


podemos afirmar que o tributo é uma prestação pecuniária
compulsória que não se constituiu em sanção de ato ilícito, da mesma
forma que as multas e os preços públicos”.

8. (ESAF/AFPS/2002) “Tributo é a prestação pecuniária compulsória,


em moeda, ou cujo valor nela se possa exprimir, instituída em lei e
cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada,
que não constitua sanção de ato ilícito, ressalvado o caso de ato ilícito
que requeira reparação em virtude de guerra”.

9. (ESAF/GESTOR MG/2005) “O tributo se caracteriza também


pelo fato de não resultar da aplicação de uma sanção por um ato
ilícito”.

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10. (CESPE/INSS/1997) “No vigente regime político brasileiro, é


correto afirmar ao menos do ponto de vista teórico, que os cidadãos
suportam tão-somente os tributos que aceitaram pagar”.

11. (ESAF/GESTOR MG/2005) “Não é preciso lei para exigir um


tributo”.

12. (ESAF/AFTM/Natal/2008) “Tributo é toda prestação


pecuniária compulsória instituída em lei. Todavia, não há restrição
para que o Município majore alíquotas de tributos, sob sua
competência, por meio de decreto”.

13. (ESAF/AFPS/2002) “A instituição de empréstimos compulsórios


requer lei complementar da União, dos Estados ou do Distrito
Federal, conforme competência que a Constituição confere a cada um
desses entes da Federação”.

14. (ESAF/TTN/1997) “O empréstimo compulsório é considerado


tributo, pelo regime jurídico a que está submetido”.

15. (ESAF/AFRF/2005) Ainda que atendidas as condições e os


limites estabelecidos em lei, é vedado ao Poder Executivo alterar as
alíquotas do imposto sobre:
a) importação de produtos estrangeiros (II).
b) exportação, para o exterior, de produtos nacionais
ou nacionalizados (IE).
c) propriedade territorial rural (ITR).
d) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a
títulos ou valores mobiliários (IOF).
e) produtos industrializados (IPI).

16. (ESAF/Analista/CE/2006) O princípio constitucional da


legalidade preceitua que a instituição ou a majoração de tributos
deverá ser estabelecida por lei. Com relação à majoração de
alíquotas, porém, a própria Constituição Federal prevê que alguns
tributos poderão tê-la por meio de decreto presidencial. Entre estes,
não se inclui:
a) Imposto de Importação (II).
b) Imposto Territorial Rural (ITR).
c) Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Sobre
Combustíveis (CIDE – Combustíveis).
e) Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).

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17. (ESAF/GESTOR/MG/2005) “Na atividade de cobrança do


tributo a autoridade administrativa pode, em determinadas
circunstâncias, deixar de aplicar a lei”.

18. (ESAF/TTN/1997) “Tributo é prestação pecuniária compulsória,


instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa
discricionária”.

19. (ESAF/AFPS/2002) “Tributo é um gravame cuja obrigação tem


por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade
estatal específica, relativa ao contribuinte”.

20. “As disposições do Código Tributário Nacional não se aplicam às


contribuições para o FGTS”.

21. (CESPE/DPF/2002) “Consoante entendimento do STF, os


emolumentos judiciais são tributos da espécie taxa”.

22. (ESAF/PFN/1998) “Os impostos são chamados de tributos “não


vinculados” porque sua cobrança independe de uma atividade estatal
específica em relação ao contribuinte”.

23. (ESAF/AFTM/Natal/2008) A cobrança de impostos decorre de


uma atividade administrativa não-vinculada, haja vista os recursos
poderem ser utilizados com quaisquer despesas previstas no
orçamento.

24. (CESPE/DPF/1997) “No atual direito constitucional tributário


positivo brasileiro, o empréstimo compulsório tem o produto da sua
arrecadação vinculado à despesa que fundamentou a sua instituição”.

25. (ESAF/AFPS/2002) “Tributo é toda prestação pecuniária


compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que
não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada
mediante atividade administrativa plenamente vinculada”.

26. (ESAF/IRB/2006) “A aplicação dos recursos provenientes de


empréstimos compulsórios será preferencialmente vinculada à
despesa que fundamentou sua instituição”.

27. (ESAF/MDIC/2002) O tributo cuja obrigação tem por fato gerador


uma situação independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte, denomina-se:
a) taxa.
b) contribuição de melhoria.

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c) imposto.
d) empréstimo compulsório.
e) preço público.

28. (ESAF/APO/UNIÃO/2010) A extrafiscalidade é característica


que possuem alguns tributos de permitirem, além da pura e simples
forma de ingresso de receitas nos cofres públicos, também de
intervirem na economia, incentivando ou não determinada atividade
ou conduta do contribuinte. Assinale, entre os tributos listados
abaixo, aquele que não possui caráter extrafiscal.
a) Imposto sobre produtos industrializados.
b) Imposto sobre importação.
c) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre
combustíveis.
d) Imposto sobre produtos industrializados.
e) Taxa de iluminação pública.

29. (ESAF/APO/UNIÃO/2010) De acordo com a Constituição


Federal, não se pode cobrar tributos em relação a fatos geradores
ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou
aumentado. Trata-se do princípio da anterioridade tributária.
Entretanto, a própria Constituição estabelece que ato do Poder
Executivo pode elevar alíquotas de determinados tributos, como, por
exemplo:
a) Imposto sobre a renda, imposto sobre produtos industrializados e
contribuição social sobre o lucro líquido.
b) Imposto sobre produtos industrializados, contribuição de
intervenção no domínio econômico sobre combustíveis e imposto
sobre importações.
c) Imposto sobre importações, imposto sobre exportações e imposto
sobre a renda.
d) Imposto sobre importações, imposto sobre a renda e imposto
sobre produtos industrializados.
e) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre
combustíveis, imposto sobre a renda e imposto sobre exportações.

30. (ESAF/APO/UNIÃO/2010) É sabido que, de acordo com o art.


3° do Código Tributário Nacional, tributo é toda prestação pecuniária,
compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que
não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada
mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Consoante
tal entendimento, é errado afirmar-se que:
a) as multas pelo descumprimento da obrigação tributária não são
tributos, mas consideradas pelo CTN como obrigação tributária, ao
lado do tributo, para que se submetam ao mesmo regime de

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constituição, discussão administrativa, inscrição em dívida ativa e


execução dos tributos.
b) o poder de tributar é prerrogativa do Poder Público, que o faz para
custear suas ações no interesse da sociedade. A fiscalização tributária
implica exercício do poder de polícia, e somente mediante atividade
administrativa pode ser exigido o pagamento de tributo.
c) ocorrido o fato gerador da obrigação tributária, a autoridade
administrativa tem o dever de exigir o cumprimento da obrigação por
parte do contribuinte, havendo, no entanto, alguma margem de
discricionariedade nesta atividade.
d) a aquisição de renda e a promoção da circulação de mercadorias
com o produto de renda advinda do jogo do bicho, por exemplo,
apesar de fatos ilícitos, são passíveis de tributação.
e) nem toda prestação pecuniária prevista em lei constitui tributo,
mas sim toda prestação pecuniária que reúna o conjunto dos
requisitos constantes do art. 3° do CTN, como por exemplo o caráter
obrigatório.
31. (FCC/Auditor/TCE/AL/2008) Sobre o conceito legal de
tributo, descrito no art. 3° do Código Tributário Nacional, é correto
afirmar:
(A) Pode ser considerado sanção por ato ilícito, como na hipótese de
exigência de imposto de importação em razão de crime de
contrabando.
(B) Na hipótese de lançamento por homologação, como é o caso do
imposto sobre propriedade territorial urbana, não é a autoridade
administrativa plenamente vinculada quem realiza o lançamento
tributário.
(C) Admite como forma de pagamento a entrega de coisa, como, por
exemplo, parte da produção de uma indústria para pagamento de
imposto sobre produto industrializado.
(D) Via de regra é instituído mediante lei, mas a Constituição Federal
prevê exceções.
(E) É prestação pecuniária voluntária prestada pelo contribuinte,
nas hipóteses de tributos com lançamento por homologação.

32. (FCC/Auditor Fiscal Municipal/São Paulo/2007) Para que


uma prestação pecuniária compulsória possa ser conceituada como
tributo, é preciso que, além de ser cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada, tenha como objeto
(A) moeda corrente ou valor que nela possa ser expresso, constitua
ou não sanção de ato ilícito e esteja instituída em lei.
(B) unicamente moeda corrente, não constitua sanção de ato ilícito e
esteja instituída em lei.
(C) moeda corrente ou valor que nela possa ser expresso, não
constitua sanção de ato ilícito e esteja instituída em lei.

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(D) unicamente moeda corrente, constitua ou não sanção de ato


ilícito e esteja instituída em lei.
(E) moeda corrente ou valor que nela possa ser expresso, não
constitua sanção de ato ilícito e esteja instituída na legislação
tributária.

33. (FCC/Auditor Fiscal Estadual/São Paulo/2009) Conforme o


art. 3° do CTN, Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em
moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua
sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada.
Partindo da premissa de que o conceito de tributo previsto no Código
Tributário Nacional foi recepcionado pela Constituição Federal de
1988 e fazendo uma interpretação sistemática do Código Tributário
Nacional inserido na ordem constitucional vigente, é correto afirmar
que no conceito legal de tributo é possível identificar alguns dos
denominados “princípios constitucionais tributários”. São
identificáveis no conceito legal de tributo os princípios
(A) da capacidade contributiva e da uniformidade geográfica.
(B) da isonomia e da liberdade de tráfego.
(C) da capacidade contributiva e da anterioridade.
(D) da anterioridade e da irretroatividade.
(E) da legalidade e da vedação ao efeito de confisco.

34. (FCC/Técnico em Direito/Assembléia Legislativa de São


Paulo/2010) Alguns tributos só podem ser instituídos por lei
complementar, por disposição constitucional expressa. Se enquadram
nesta hipótese
(A) os impostos extraordinário e residual.
(B) a contribuição de intervenção no domínio econômico e o
empréstimo compulsório.
(C) o imposto residual e o empréstimo compulsório.
(D) o empréstimo compulsório e o imposto extraordinário.
(E) a contribuição social e a contribuição de interesse das categorias
profissionais ou econômicas.

35. (FCC/Técnico em Direito/Assembléia Legislativa de São


Paulo/2010) Existem inúmeras classificações para os tributos. Duas
podem ser citadas como muito usuais. A primeira considera o tributo
como vinculado e não vinculado. A outra considera o tributo quanto à
destinação específica do produto da arrecadação. Recebe a
classificação como não vinculado e sem destinação específica do
produto da arrecadação
(A) o imposto.
(B) a taxa.

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(C) a contribuição de melhoria.


(D) o empréstimo compulsório.
(E) as contribuições especiais.

36. (FCC/ACE/TCE-GO/2010) Os tributos classificam-se em


vinculados e não-vinculados. É exemplo de tributo vinculado, de
forma direta, com finalidade de remunerar serviço público:
(A) o imposto.
(B) a taxa.
(C) a contribuição de melhoria.
(D) a contribuição social.
(E) o empréstimo compulsório.

37. (FCC/Procurador /Assembléia Legislativa de São


Paulo/2010) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória ou
voluntária, que constitua ou não sanção de ato ilícito, instituída em lei
e cobrada mediante atividade administrativa não vinculada.

38. (FGV/FISCAL DE RENDAS/RJ/2009) Os impostos são tributos


não vinculados a quaisquer atividades estatais relacionadas ao
contribuinte, sendo vedada a vinculação de suas receitas a órgãos,
fundos ou despesas, salvo exceções constitucionalmente previstas.

39. (CESPE/FRE/AC/2006) A autonomia do direito tributário está


formalmente estabelecida na Constituição. O dispositivo do texto
constitucional em que está expressamente presente a existência do
direito tributário como ramo do direito e não apenas como um
conjunto de normas do sistema tributário nacional é o capítulo
a) do sistema tributário nacional;
b) das competências do Poder Legislativo;
c) que trata de orçamento público;
d) da organização político-administrativa do Estado.

40. (TRF1/JUIZ FEDERAL/2005) O Direito Tributário é:


a) público, obrigacional e comum;
b) público, real e comum;
c) público, obrigacional e especial;
d) nenhuma das opções anteriores.

41. (TRF1/JUIZ FEDERAL/2005) A autonomia do


Direito Tributário é:
a) didática, dogmática e estrutural;
b) dogmática e estrutural;
c) didática e estrutural;
d) inexiste por ser um ramo do Direito Financeiro.

40
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GABARITO

1. Falso. 2. Falso. 3. Verdadeiro. 4. Falso. 5. Falso. 6. Falso.

7. Falso. 8. Falso. 9. Verdadeiro. 10. Verdadeiro. 11. Falso.

12. Falso. 13. Falso. 14. Verdadeiro. 15. C 16. B 17. Falso.

18. Falso. 19. Falso. 20. Verdadeiro. 21. Verdadeiro. 22. Verdadeiro.

23. Falso. 24. Verdadeiro. 25. Verdadeiro. 26. Falso. 27. C 28. E

29. B 30. D 31. D 32. C 33. E 34. C 35. A 36. B 37. Falsa.

38. Verdadeiro. 39. D 40. A 41. A

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