Salto para a piscina (Lançamento horizontal) Objectivo

:
Simulação do movimento de um projéctil lançado horizontalmente.

Introdução teórica:
Quando saltamos para a piscina, descrevemos uma trajectória no referencial Oxy que é um ramo de parábola. Começamos por correr na prancha, onde se localiza a posição inicial, de modo que efectuamos o salto com velocidade inicial diferente de zero. Depois, atingimos um determinado alcance na piscina. Ou seja, atingimos uma abcissa máxima (x) que se relaciona com a posição e velocidade iniciais. O movimento associado ao "salto para a piscina" pode explicar-se pela sobreposição de dois movimentos: um movimento rectilíneo uniforme, na direcção horizontal, no qual o valor da velocidade inicial (v0) se mantém constante pois a Fres na horizontal é nula. Outro movimento rectilíneo uniformemente acelerado, na direcção vertical, cujo valor da aceleração (g) se mantém constante pois a Fres na vertical é a força gravítica (peso do corpo). O que acontece com o "salto para a piscina" também ocorre no movimento de qualquer objecto ou projéctil quando é lançado horizontalmente nas proximidades da superfície da Terra. A figura ilustra a trajectória de um projéctil que é lançado horizontalmente da altura h com uma velocidade inicial v0atingindo o alcance x. As leis do movimento do projéctil permitem relacionar o valor da velocidade de lançamento horizontal (v0) com o alcance (x).
x=x0 +v0xt y=y0+ voyt +12gt2

Como y-y0= h, em que h é a altura da qual o projéctil é lançado e x0=0, no referencial escolhido e v0y=0 então:

x=v0t

Abandona-se a esfera na calha de uma dessas marcas. determinando a velocidade à saída da calha numa zona estabelecida (delimitada por uma caixa de areia).h=12gt2 ou t=2hg Se durante o percurso de descida do berlinde pela calha. efectua-se 4 marcações e aponta-se a respectiva altura relativamente ao topo da mesa ha>hb>hc>hd. Antes de se registar as medições. considerarmos os atritos desprezáveis. 1. podemos aplicar o teorema da conservação da energia mecânica: Emi=Emf 12mvi2+mgh=12mvf2+mgh v=ghi2 Material: • • • • • • Calha Esfera Caixa de areia Fita métrica Suporte universal Mesa Procedimento: Vai fazer-se uma montagem experimental de modo a lançar horizontalmente uma esfera de uma calha. 2. . de uma altura predefinida (mesa).

547+0.595+0.5513=0.50+0.4883=0.084 0. 5.484m Posição na calha (m) ha=0. usando a fita métrica.677 0.8510 ~ t=0.19 hc=0.23 5 hb=0.3.679+0. Medir o alcance atingido pela esfera. Resultados: xhA= 0.88 0.484 1.15 5 hd=0.593m xhC = 0.675+0.6053=0.85 m t=2hg ~ t=2×0.593 0.552 0.677m xhB= 0.552m xhD= 0.11 g=10 m/s Velocidade à saída da calha (v0x) (m/s) v=ghi2 Alcance médio(x)(m) 0. 4.465+0.6763=0.412 s .559+0.742 Altura da esfera em relação ao solo.975 0. das diferentes alturas. quando abandona a calha h=0. Repete-se pelo menos 3 vezes e determina-se o valor médio do alcance. na calha. Efectua-se os cálculos necessários.58+0. Repete-se o procedimento abandonando a esfera.

108)=0.56 s Conclusão e crítica: Com esta actividade experimental pode-se concluir que o alcance de um projéctil depende sempre a sua altura e velocidade de lançamento. Quanto maior a altura da calha. às discrepâncias nas medições do alcance e devido a forma como foi montada a calha ao suporte universal. 1. caindo mais longe. factos que são comprovados pelo gráfico de dispersão.108) ( 1. maior é o alcance do berlinde.676) t=x2-x1y2-y1 t=1-01. Como os atritos são desprezáveis. facto que conduziu Newton à descoberta da razão pela qual os astros se movem no espaço. -0. pois este atinge maior velocidade ao percorrê-la.676-(-0.y=ax+b a = 1. aplica-se a lei da conservação da energia. obtendo-se assim o valor da velocidade de saída do corpo do escorrega. sem caírem para a Terra. Comparando o valor real do tempo teórico da queda da esfera (0. o que diminui o atrito.56 s) nota-se que os valores não estão muito afastados e que este afastamento é devido aos arredondamentos. Com esta montagem experimental pode concluir-se que: considerando-se os atritos desprezáveis.789 b = -0.412 s) com o valor real calculado no fim da experiencia a partir do declive da recta do gráfico de dispersão (0. . já que normalmente num aquaparque os escorregas têm água em circulação.108 Tempo que a bola demorou a cair = declive da recta do gráfico de dispersão ( 0.

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