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Laudo de Vistoria do Aterro em Nazário

O documento descreve uma vistoria realizada em um aterro controlado no município de Nazário para avaliar suas condições de operação. Foram identificadas várias irregularidades, incluindo: falta de cerca-viva adequada, acúmulo de lixo ao redor da cerca, falta de separação de resíduos hospitalares, ausência de tratamento adequado de chorume, e retirada de solo da área que pode comprometer seu uso futuro.

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Laudo de Vistoria do Aterro em Nazário

O documento descreve uma vistoria realizada em um aterro controlado no município de Nazário para avaliar suas condições de operação. Foram identificadas várias irregularidades, incluindo: falta de cerca-viva adequada, acúmulo de lixo ao redor da cerca, falta de separação de resíduos hospitalares, ausência de tratamento adequado de chorume, e retirada de solo da área que pode comprometer seu uso futuro.

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Ministério Público do Estado de Goiás

Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente


Perícia Ambiental

LAUDO TÉCNICO PERICIAL


LTPA 033/2008 – PRC 16/08

AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO


DO ATERRO CONTROLADO
DO MUNICÍPIO DE NAZÁRIO

1. INTRODUÇÃO

Por determinação da Promotora de Justiça Miryam Belle Moraes da Silva,


Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério
Público do Estado de Goiás, em atendimento à requisição da Promotora de Justiça Renata
Miguel Lemos, da Comarca de Nazário, o Perito Ambiental subscrito, depois de realizar
vistoria in loco, apresenta o seu laudo.

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2. OBJETIVOS

Realizar vistoria no Aterro Controlado do Município de Nazário, afim de avaliar as


condições de operação do mesmo, buscando-se identificar a ocorrência de irregularidades
e possíveis danos ambientais.

3. VISTORIA E DISCUSSÕES

3.1 Aterro

A vistoria foi realizada no período vespertino do dia 05 de agosto de 2008, e foi


acompanhada pleo Oficial de Promotoria da Comarca de Nazário, sr Rui Mariano da Silva.

A localização do Aterro Controlado de Nazário é mostrada nas figuras 01 e 02. A


área possui área de aproximadamente quatro hectares (04ha), limitada pelas
coordenadas UTM 22K E-617669, N-8167742; E-617541, N-8167784; E-617504,
N-8168122; E-617577, N-8168190.
A área do aterro possui boa localização, topografia suave, estando a
aproximadamente 2Km dos limites urbanos, 1,1Km em estrada de terra após a sub-
estação de energia elétrica da Celg (Anexo I).
Os córregos existentes na região encontram-se a distância segura (superior a
400m, Anexos I e II). A estrada que dá acesso ao aterro está no divisor de águas das
duas micro-bacias mais próximas, ambas constituintes da bacia do rio dos Bois, sendo
uma utilizada como manancial de abastecimento do Município. A área do Aterro
encontra-se fora (mas na divisa) da micro-bacia do córrego Buriti, manancial de
abastecimento do Município de Nazário (Anexo I).
Toda a área é cercada com cerca de arame farpado, postes de cimento, possui
uma porteira de madeira (que encontrava-se aberta e, segundo informações de um
catador presente no local, não é fechada). Circundando a cerca de arame foi feita a
cerca-viva apenas com sansão-do-campo (Figs. 01 e 02), que encontra-se bem
desenvolvido, entretanto as mudas de sansão-do-campo foram plantadas muito
afastadas uma das outras, o que não permitiu o adequado fechamento na parte baixa
(Fig. 02b). Não há, no entanto, as duas fileiras de eucaliptos completando a cerca-viva.
Há apenas dois exemplares de eucaliptos próximo à cerca na face leste da área (Fig.
01c).
O Oficial de Promotoria, sr Rui Mariano da Silva, informou que a Promotoria de
Justiça de Nazário, através de TAC, destinou ao Aterro, quando de sua construção, 1.500
(mil e quinhentas) mudas de eucaliptos para formação da cerca-viva. Não há nenhum
vestígio destas mudas, além dos dois exemplares adultos vistos na figura 01c.
Chama a atenção a grande quantidade de plástico e papel (basicamente caixas de
papelão) ao redor das cercas, principalmente na frente da área e na face oeste (Figs. 02

2
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e 03). É possível observar marcas do trator de esteira no solo, evidenciando a


movimentação destes resíduos em direção à cerca. Pelos tipos de resíduos observados
(plástico e papel) fica evidenciado que trata-se de material retirado da área de disposição
(Fig. 04) feita pelo veículo coletor e separados pelos catadores, que acabam por
descartar parte (pode ser que este descarte não seja proposital, mas decorrente da
inadequada armazenagem, o que propicia que o vento o espalhe pelas proximidades,
levando o operador do trator a empurrá-los em direção à cerca).

Há um trator de esteira (Fig. 04c), pertencente ao sr José Pedro, alugado pela


Prefeitura Municipal de Nazário para permanececer 24h por dia no local, entretanto o sr
José Pedro, operador da máquina, vai ao local apenas para fazer a compactação do lixo e
sua cobertura. No momento da vistoria o referido sr não encontrava-se no local.
Naturalmente que o operador do trator não precisa ficar no local o tempo todo, desde
que vá todos os dias em que são feitas coletas de lixo na cidade.

Havia no Aterro um sr e seu filho, adolescente, que trabalham na coleta de


materiais recicláveis. Segundo informações fornecidas pelo mesmo, são cinco (05)
pessoas que trabalham no local na coleta de materiais recicláveis. O material
aproveitável é retirado diretamente da área de disposição final (Fig. 04), triado e
armazenado em baixo do pé de jatobá, na parte frontal da área (Fig. 02).

O Aterro não possui uma guarita e, portanto, a Prefeitura não mantém um


funcionário (vigia) no local.

Os resíduos sólidos recolhidos no Município de Nazário são depositados na área de


cobertura (disposição final, Fig. 04), somente após os catadores recolherem os materiais
recicláveis é feita a compactação e cobertura dos mesmos. Atualmente a área de
disposição final, e cobertura, dos resíduos sólidos está formando um monte. Não foi
possível observar se houve, no início, uma vala no local.
Os resíduos de serviços de saúde (RSS) são coletados e depositados junto com os
resíduos comuns. Pode-se afirmar que nunca houve a separação destes resíduos, pois
existe uma pequena vala construída no fundo da área, na face leste, que nunca foi
utilizada. Pelas dimensões da mesma, e localização afastada, tudo indica que a mesma
seria a vala destinada aos RSS. Esta vala, que nunca foi utilizada, também não foi
construída adequadamente, pois a vala para RSS deve ser impermeabilizada com manta
de polietileno de alta densidade (PEAD) e possuir cobertura móvel, afim de evitar o
acúmulo das águas da chuva. A figura 05 mostra a referida vala.

Na face oeste do local onde está sendo depositado e coberto todo o lixo destinado
ao Aterro há uma pequena vala onde parte do chorume produzido está se concentrando
(Fig. 06, coordenadas UTM 22K E-617546, N-8167834). Este local fica próximo à cerca
lateral, da face oeste. Embora o volume, no dia da vistoria, não fosse muito grande,
deve-se lembrar que está-se no meio do período de seca e, portanto, quando iniciar as

3
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chuvas haverá um aumento significativo na geração de chorume e, inevitavelmente,


transbordamento de chorume desta vala. Pela proximidade com a cerca, poderá escoar
para fora da área do Aterro, indo em direção à plantação de eucaliptos da propriedade
rural vizinha (Anexo II).

Foi escavado um segundo tanque (na verdade apenas uma cova), com dimensões
maiores que a referida anteriormente, medindo cerca de 8m x 5m, onde há grande
volume de chorume e carcaças bovinas. A figura 09 mostra este tanque (Coordenadas
UTM 22K E-617554, N-8167954).
Esta cova, construída sem nenhum critério técnico, nenhuma medida de
contenção para evitar a poluição e contaminação do solo e lençol freático, já encontra-se
totalmente cheio – e estamos no período da seca. Naturalmente assim que iniciar o
período de chuva haverá um transbordamento excessivo de chorume no local. Esta cova
encontra-se a apenas 30m da cerca da face oeste da área, o que irá favorecer o
escoamento do chorume para fora da área do Aterro.

Mais ao fundo da área, próximo à face leste, há uma lagoa para depósito e
tratamento do chorume. Esta lagoa (Fig. 08, coordenadas UTM 22K E-617574,
N-8168120) foi construída de forma adequada, estando na parte mais baixa e ao fim da
área, revestida com manta de PEAD e, ainda, é cercada por cerca de arame. Entretanto,
a falta de manutenção propiciou estragos na manta, com o desenvolvimento de um
exemplar de sansão-do-campo que rasgou a manta em um ponto (Fig. 08a).
É facilmente observável que esta lagoa nunca foi utilizada. O líquido que encontra-
se depositado em seu fundo é água da chuva armazenada (visto que o fundo é
impermeabilizado). A grande presença de algas (daí a coloração verde da água)
evidencia que esta água não está contaminada com chorume.
Chama a atenção, no entanto, quanto à construção da referida lagoa, a
encanação. Há uma caixa na parte superior da mesma (Fig. 03d), mas só é visto um
cano de lançamento para o interior da lagoa, na parte inferior (Fig. 03c) e em ponto
muito baixo, o que compromete a capacidade de armazenamento da lagoa.

A figura 09 mostra recipientes de remédios de uso veterinário lançados na área,


próximo à entrada (cerca de 20m da porteira), evidenciando a irregularidade na
destinação, também, destes recipientes.

A figura 10 (coordenadas UTM 22K E-617565, N-8167961) mostra a área, logo


abaixo da área atual de disposição dos resíduos sólidos, onde está sendo feita a retirada
de solo para cobertura do lixo depositado.
A retirada de solo para cobertura do lixo pode comprometer o uso futuro da área,
o que irá implicar numa redução da vida útil do Aterro. A retirada do solo
(exclusivamente para cobertura do lixo depositado no aterro) deve ser feita de forma
criteriosa, em local bem demarcado. Normalmente utiliza-se o solo retirado na

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construção da própria vala em uso. Se há necessidade de solo para cobrir o lixo


depositado numa vala isto é sinal que o solo foi utilizado para outros fins, fora do Aterro.

Há um segundo local no interior da área do Aterro onde a Prefeitura está fazendo


a retirada de solo. A figura 11 (coordenadas UTM 22K E-617548, N-8168081). Na figura
11c vê-se claramente que houve retirada de solo no local em data bem recente à data da
vistoria, pelas marcas no solo muito bem preservadas.

3.2 Conceito e Classificação de resíduos sólidos

Segundo a NBR 10.004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a


Resolução CONAMA nº 05/1993, resíduos sólidos são:
“restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis,
indesejáveis ou descartáveis, podendo-se apresentar no estado sólido, semi-sólido 1
ou líquido2, desde que não seja passível de tratamento convencional”.
Estes resíduos sólidos são classificados em vários grupos, conforme o critério
adotado, destaca-se, aqui, as classificações apresentadas pela resolução CONAMA nº
05/1993 e NBR 10.004.
De acordo com a Resolução CONAMA nº 05/1993, os resíduos sólidos são
classificados em:
Grupo A: onde inserem os resíduos provenientes de estabelecimentos que
prestam serviços de saúde, pela presença de agentes biológicos, sendo potencialmente
nocivos à saúde pública e ao meio ambiente.
Grupo B: destacam-se os medicamentos vencidos, contaminados, interditados ou
não-utilizados, e os produtos tóxicos, corrosivos, inflamáveis e reativos. São nocivos à
saúde pública e ao meio ambiente pelas suas propriedades químicas.
Grupo C: inclui os resíduos contaminados com radionuclídeos (resíduos
radioativos).
Grupo D: neste grupo insere-se o lixo doméstico e os demais que não se
enquadram nos demais grupos.
A NBR 10.004 classifica o lixo quanto aos riscos potenciais de contaminação do
meio ambiente, separando-os em:
- Classe I ou Perigosos;
- Classe II ou Não-inertes
- Classe III ou Inertes.
Pôde-se observar no Aterro de Nazário resíduos sólidos dos grupos A, B e D, ou
das classes I, II e III, ou seja, foram observados resíduos nocivos à Saúde Pública e ao
Meio Ambiente pelas suas propriedades químicas e resíduos não-inertes, onde se
enquadram os resíduos domésticos.

1
Semi-sólidos são substâncias ou produtos com teor de umidade inferior a 85%.
2
Refere-se, exclusivamente, aos resíduos industriais perigosos.

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3.3 Principais agentes contaminantes presentes nos resíduos sólidos urbanos

A seguir são discutidas as principais características de alguns dos agentes


contaminantes presentes nos resíduos sólidos urbanos e seus efeitos deletérios sobre o
meio ambiente e a saúde humana.

3.3.1 Pilhas e baterias

Segundo BERNARDES (apud MICHEL3),

“Pilhas, Baterias ou Acumuladores são designações utilizadas para sistemas que


convertem energia química em energia elétrica.
(...)
... os metais pesados presentes em sua composição poderão ser lixiviados pelo
contato com água proveniente de chuvas, (...) o chorume gerado pela
decomposição da matéria orgânica do lixo têm influência, devido à acidez do
mesmo, na lixiviação dos metais das pilhas, ou seja, a co-disposição de baterias
com lixo doméstico poderá acelerar as condições de lixiviação, o que aumenta a
contaminação do percolado. Desta forma, o percolado gerado (...) irá ficar
enriquecido com metais pesados e um tratamento adequado a estes metais deveria
ser estabelecido, pois este percolado poderá contaminar águas subterrâneas. Os
eletrólitos presentes nas baterias também poderão acarretar problemas, pois
poderão, quando em contato com outros materiais presentes no lixo doméstico,
acarretar uma maior dissolução de compostos químicos.
Dos metais presentes em baterias, os que geram maiores problemas de poluição e
toxicidade são cádmio, chumbo e mercúrio. Estes, além do risco de contaminação
por lixiviação, ainda podem formar em maior ou menor escala, compostos voláteis,
o que causa poluição atmosférica. No caso específico de mercúrio, este elemento já
apresenta volatilidade a temperatura ambiente. Além destes elementos, cobre,
níquel, cromo, óxido de manganês, etc, também deveriam ser controlados (...)”.

e a mesma autora ainda continua...

“Considerando que baterias e pilhas, mesmo que dentro dos padrões de cádmio,
chumbo e mercúrio estabelecidos pela Resolução CONAMA contém quantidades
apreciáveis de outros metais pesados, existe o risco em potencial de haver poluição
em função da contribuição dos metais no lixiviado (...) os eletrólitos contidos em
pilhas e baterias são muito ácidos ou alcalinos, o que causa variação de pH no
ambiente, se houver danos na pilha com vazamento de eletrólito. Alterações de pH

3
MICHEL, V.F. Resolução 257/99 do CONAMA – Diante da Legislação Estadual pré-existente – A questão da
destinação final de pilhas, baterias e assemelhados. In: CAPPELLI, Silvia (org.) Resíduos Sólidos. Porto
Alegre: Procuradoria Geral de Justiça, 2002. pp. 264-265. Citando laudo da Profª Drª Andréa Moura
Bernardes, do Laboratório de Corrosão, Proteção e Reciclagem de Materiais, da Universidade do Rio Grande
do Sul.

6
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podem potencializar a lixiviação de outros contaminantes. (...) os metais pesados


podem lixiviar para o solo, contaminando águas superficiais ou subterrâneas.”4

Isto mostra a gravidade do lançamento das pilhas sobre o solo, da forma como
está ocorrendo no referido lixão.

3.3.2 Lâmpadas fluorescentes

Estas lâmpadas, tanto as grandes quanto as compactas, possuem em seu interior


mercúrio, que é liberado para o meio ambiente quando estas são quebradas, queimadas
ou enterradas, portanto são “resíduos perigosos Classe I5” (MONTEIRO6).

3.3.3 Matéria orgânica

A decomposição da matéria orgânica libera os gases mercaptanas, suflídrico e


metano, todos tóxicos e de odor fétido, sendo o metano, ainda, inflamável. Este tipo de
lixo é o principal responsável pela formação do chorume.

3.3.3.1 Chorume (percolado ou lixiviado)

É um líquido escuro contaminante, com alta carga poluidora, produzido pela


decomposição dos resíduos sólidos (matéria orgânica) realizada principalmente por
bactérias decompositoras aeróbias e anaeróbias facultativas.
Segundo ZAMORA7 possui “alta concentração de matéria orgânica, reduzida
biodegradabilidade, presença de metais pesados e de substâncias recalcitrantes” o que
confere ao chorume alto potencial de degradação ambiental.
A decomposição dos resíduos sólidos dar-se-á em duas etapas: a primeira aeróbia
e a segunda anaeróbia. Ainda, segundo ZAMORA8
“A fase aeróbia ocorre durante o primeiro mês de deposição e recobrimento do lixo
na vala. A (...) decomposição é realizada pelas bactérias aeróbias que utilizam o
oxigênio presente no interior do aterro. É mais intensa no início (...). A presença de
águas pluviais (...) facilita a redistribuição de nutrientes e microorganismos ao
longo do aterro (...).
“Quando todo o oxigênio é consumido, inicia-se a fase anaeróbia, onde a
decomposição ocorre através dos organismos anaeróbios e/ou facultativos que

4
op. cit. p. 271.
5
Resíduos da Classe I ou Perigosos, conforme NBR 10.004, da ABNT, “são aqueles que, em função de suas
características intrínsecas de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade,
apresentam riscos à saúde pública através do aumento da mortalidade ou da morbidade, ou ainda,
provocam efeitos adversos ao meio ambiente quando manuseados ou dispostos de forma inadequada”.
6
MONTEIRO, J.H. et al. Manual de Gerenciamento Integrado de resíduos sólidos. Secretaria Especial
de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República-SEDU / Instituto Brasileiro de Administração
Municipal – IBAM, 2001. p.30.
7
loc. cit.
8
l.c.

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hidrolisam e fermentam celulose e outros materiais presentes no resíduo. Esta fase


é caracterizada pela redução da concentração de carbono orgânico, altos níveis de
amônia e largo espectro de metais, representando considerável potencial de risco
para o meio ambiente. (...) pode demorar vários anos para estar completa.”

A dispersão do chorume, com conseqüente contaminação das águas subterrâneas,


pode alcançar áreas maiores que as ocupadas pelos resíduos, quando estes são
depositados (regular ou irregularmente) sobre terrenos com boa permeabilidade.
A área da região do Aterro de Nazário apresenta solo com boa permeabilidade, o
que favorece a infiltração do chorume no solo, alcançando, assim, com maior facilidade o
lençol freático.
Desta forma, a falta de drenagem para captação do chorume gerado, e
conseqënte falta de armazenamento e tratamento adequados ao chorume, aliada à alta
capacidade de infiltração do solo, aumenta significativamente a possibilidade de
contaminação do solo e das águas subterrâneas.
O dano ambiental produzido pelo chorume tem relação direta com a fase de
decomposição na qual este se encontra (quanto mais novo o chorume, maior o seu poder
degradante). Chorume novo possui pH ácido, alta Demanda Bioquímica de Oxigênio
(DBO5), alta Demanda Química de Oxigênio (DQO) e vários compostos tóxicos. Com o
passar dos anos parte dos componentes biodegradáveis são convertidos em gás metano
(CH4) e dióxido de Carbono (CO2), provocando considerável redução da
biodegradabilidade do chorume. E enquanto a área estiver sendo utilizada para
disposição dos resíduos sólidos, haverá geração de chorume novo.

3.4 Considerações para adequação do Aterro Controlado do Município de


Nazário

A destinação final e adequada dos resíduos sólidos produzidos por uma cidade
tem sido o grande problema para as administrações públicas municipais.
Tradicionalmente fazia-se, e em muitos casos ainda se faz a disposição em locais
denominados de “lixão”. Em muitos municípios houve a construção de Aterros
Controlados, que por operação inadequada, acabaram sendo transformados em lixões.
O Aterro de Nazário apresenta alguns problemas que podem, e devem ser
sanados, para minimização dos danos ambientais gerados.

A operação inadequada de um Aterro provoca a contaminação dos solos, lençóis


freáticos, das águas superficiais, poluição visual, propagação de ratos, baratas e outros
agentes vetores, contribuindo de forma direta e negativa na qualidade de vida dos
munícipes.
E por causar graves danos ao meio ambiente e à saúde pública, esta prática é
totalmente vetada pela legislação ambiental em vigor. Várias medidas têm sido tomadas
no sentido de contribuir com os municípios para a sua adequada solução para a

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destinação do seu lixo, destacando-se os financiamentos públicos, federal e estadual,


para a construção de Aterros.
Embora os Aterros tenham como função minimizar um problema ambiental –
gravíssimo – ele próprio gera um impacto ambiental, que deve ser mitigado e amenizado
através de critérios na sua implantação e operação, principalmente.
A Resolução CONAMA nº 237/1997, atenta a esta questão, em seu Anexo I define
os empreendimentos que estão sujeitos ao licenciamento ambiental, incluindo aí o
“tratamento e destinação de resíduos sólidos urbanos, inclusive aqueles provenientes de
fossas”, onde se inserem os Aterros Sanitário e Controlado.

3.4.1 Critérios mínimos para implantação e operação de um Aterro Controlado

A Resolução CONAMA nº 308/2002, estabelece critérios e procedimentos para


sistemas de disposição final dos resíduos sólidos urbanos gerados em municípios de
pequeno porte, apresentando em seu Anexo “Elementos norteadores para implantação
de sistemas de disposição final de resíduos sólidos urbanos em comunidades de pequeno
porte” onde apresenta os seguintes aspectos:
a) aspectos técnicos que devem ser contemplados pelo projeto do aterro.
Destaca-se:
“I – os sistemas de drenagem de águas pluviais; II – a coleta e a destinação
final e tratamento adequado dos percolados; (...) e V – um plano de
monitoramento ambiental.”
b) licenciamento ambiental apresenta os dados mínimos que devem ser
atendidos pelo projeto do aterro para liberação das licenças ambientais. Destaca-se:
“III – capacidade proposta do local de descarga – vida útil desejável maior que
quinze anos; (...) V – métodos propostos para a prevenção e minimização da
poluição ambiental; VI – plano de operação, acompanhamento e controle; VII –
plano de encerramento e uso futuro previsto para a área; (...) IX – projeto de
educação ambiental e divulgação do empreendimento, sob princípios de coleta
seletiva, e redução de resíduos”.
O projeto deve, ainda, atentar para as normas da ABNT (Associação Brasileira de
Normas Técnicas) destacando-se: NBR 8.419/NB 843, NBR 8.849/NB 844, NBR 10.004 e
NBR 13.896.
O projeto deve conter, também, o parecer favorável da Agência Ambiental para a
escolha da área.
No caso do Aterro Controlado que deverá ser construído no município, deverá ser
escolhida outra área, dentre três possibilidades conforme determina a referida Resolução.
Tal área deverá, ainda, atender à Resolução CONAMA nº 04/1995 (que trata das Áreas
de Segurança Aeroportuária).

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4. CONCLUSÕES

Pelas observações in loco constata-se que os problemas do Aterro Controlado de


Nazário estão relacionados à construção que não foi concluída adequadamente, daí fica
impossibilitada a correta e adequada operação.

Com relação à parte de engenharia/construção do Aterro:


- não existe vala para disposição e cobertura dos resíduos sólidos;
- não existem drenos (nem para o chorume e nem para o biogás) na área
onde o lixo está sendo depositado;
- não há ligações com a lagoa de armazenagem e tratamento do
chorume;
- a vala para os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) não foi construída
adequadamente (foi apenas escavada), faltando a impermeabilização
com PEAD (polietileno de alta densidade), sistema de cobertura para
proteger das águas das chuvas e valetas laterais para barrar as águas
de enchurradas;
- a cerca-viva foi feita parcialmente. Apenas a primeira fileira, de sansão-
do-campo foi plantada, ainda assim muito afastada, o que não garante
o isolamento adequado. Faltam as duas fileiras de eucaliptos;
- não foi construída a guarita para o vigia, que deve permanecer no
local;
- se há intenção de se permitir a separação dos recicláveis por catadores,
deve-se construir um local adequado (com projeto técnico), e controle
rigoroso das pessoas que irão trabalhar no local.

Com relação à operação:


- retirada de solo para cobertura do lixo no local está sendo feita no meio
da área, o que poderá inviabilizar este trecho para uso futuro,
reduzindo a vida útil do aterro;
- retirada de solo para uso fora do aterro, o que deve ser proibido
imediatamente, pois é outra prática que compromete áreas do aterro e
reduz a vida útil do mesmo;
- disposição de carcaças de animas num tanque escavado sem nenhum
critério técnico e medidas de proteção. O tanque está cheio (Fig. 07) e
no período de chuva inevitavelmente ocorrerá extravasamento.
Também está provocando contaminação do solo (chorume) e muito
provável contaminação do lençol freático;
- portão de acesso ao Aterro constantemente aberto;
- abertura de acesso no fundo da área do Aterro, facilitando o acesso de
outros que não estejam exclusivamente envolvidos na operação do
aterro;

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- lixo acumulado junto à cerca na parte frontal do aterro;


- enterramento dos resíduos de serviços de saúde junto com os resíduos
domésticos.

Apesar dos problemas apontados, deve-se destacar que, ainda assim, o Aterro de
Nazário apresenta alguns aspectos positivos – pelo menos durante o período de seca.
Não foram observados urubus no local, em conseqüência da cobertura do lixo feita
quase que diariamente.
Por tratar-se de período de seca, o volume de chorume é bem reduzido, então não
havia no local extravazamento de chorume escorrendo pela área – embora este problema
será, inevitavelmente, observado no período chuvoso caso não sejam tomadas as
medidas necessárias para evitá-lo.
Outro aspecto positivo foi a não observância da prática da queima do lixo,
altamente poluente. No entanto, deve-se destacar, a inexistência de drenos para o
biogás poderá favorecer a ocorrência espontânea de incêndios.

1. RECOMENDAÇÕES

Para adequação das infra-estruturas e operação do Aterro Controlado de Nazário,


é recomendável que se adote, no mínimo, as seguintes recomendações:

1. construir vala para disposição dos resíduos sólidos comuns. Esta vala deverá ter
drenos e ligação com a lagoa para tratamento do chorume;
2. concluir a conclusão da vala destinada aos RSS (resíduos de serviços de saúde);
3. reparar os danos causados à manta de polietileno (PEAD) que reveste a lagoa de
tratamento do chorume;
4. remover (carpir) o capim que se desenvolveu ao lado da lagoa, dentro da área
cercada, mantendo este ponto revestido com grama ou brita;
5. corrigir a tubulação que faz o lançamento do chorume da caixa de visita para o
interior da lagoa, transferindo-o para a parte anterior da lagoa (ao lado da caixa) e
em ponto mais alto em relação ao fundo da lagoa, visando garantir maior capacidade
de armazenamento (volume) da lagoa.
6. construir drenos na área de enterramento do lixo atual para o biogás;
7. construir drenos na mesma área para conduzir o chorume até a lagoa de tratamento
de chorume já existente (Fig. 08);
8. eliminar a vala onde há acúmulo de chorume ao lado da área de enterramento do lixo
(Fig. 06);
9. eliminar a vala/tanque onde está sendo armazenado chorume e depositado carcaças
de animais (Fig. 07);
10. construir uma guarita para vigia;

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11. interromper/proibir imediatamente a retirada de terra da área do aterro para usos


que não sejam exclusivamente relacionados com a operação do mesmo. Para a terra
removida para cobertura do lixo deve-se adotar critério técnico para não tornar o
local inadequado para uso futuro;
12. eliminar o acesso ao fundo da área do aterro, fechando a cerca e plantado a cerca-
viva no local;
13. concluir a construção da cerca-viva, promovendo adensamento do sansão-do-campo
e plantando pelo menos uma fileira com eucaliptos;
14. encaminhar à Promotoria de Justiça de Nazário cronograma de execução das obras,
incluindo cópia do Projeto original do Aterro Controlado, para acompanhamento da
mesma;
15. encaminhar ofício à Promotoria de Justiça de Nazário quando da conclusão da obra.

Este é o parecer, contendo vinte e uma (21) laudas, todas rubricadas, um


apêndice com onze (11) figuras enumeradas, e dois (02) Anexos, e ao final assinado pelo
Perito Ambiental.
Perícia Técnica Ambiental, Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio
Ambiente, do Ministério Público do Estado de Goiás, aos dezoito (18) de agosto de 2008.

Rogério César
Perito Ambiental

12
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a b

c d

Fig. 01: Cercas da área do Aterro de Nazário. A


cerca de arame é formada por postes de
concreto e arame farpado. “a”: vista lateral da
cerca-viva, formada apenas por sansão–do-
campo; “b”: porteira de entrada do Aterro;
“c”: vista dos dois únicos exemplares de
eucaliptos que deveriam formar a segunda
parte da cerca-viva; “d”: cocheira na cerca ao
fundo da área, permitindo acesso irregular ao
Aterro, provavelmente utilizada por catadores –
deve ser eliminada; “e”: cerca ao lado da
cocheira mostrada em “d”, vendo-se pequeno
trecho sem cerca-viva.

13
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a b

Fig. 02: Parte do material reciclável separado pelos catadores de recicláveis que trabalham no
interior do Aterro de Nazário. Em “b” vê-se o grande espaçamento entre os pés de sansão-do-
campo, com conseqüente inadequado fechamento na parte baixa, principal objetivo do sansão-do-
campo.

14
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Fig. 03: Grande quantidade de


resíduos sólidos, principalmente
plástico e um pouco de papel,
acumulado próximo à cerca da
área do Aterro, empurrados para
ali pelo trator de esteira, cujas
marcas são visíveis no local.

c
15
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Fig. 04: Vista da área de


disposição final dos resíduos
coletados no Município. Em “c”
vê-se o trator de propriedade do
sr José Pedro, alugado para a
Prefeitura de Nazário (segundo
informações obtidas no local com
um catador e confirmadas pelo
Oficial de Promotoria de Justiça de
Nazário, sr Rui Mariano da Silva)

16
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Fig. 05: Vala inconclusa, muito


provavelmente seria a destinada aos
Resíduos de Serviços de Saúde (RSS).
Nunca foi utilizada. Coordenadas UTM
22K E-617568, N-8168177.

Fig. 06: Vala escavada ao lado da área


de disposição dos resíduos sólidos do
Aterro de Nazário, onde há chorume
acumulado. Em “c” vê-se a pilha de lixo
descoberto ao lado da referida vala.
Coordenadas UTM 22K E-617546,
N-8167834.

17
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a b

c d

e f

Fig. 07: Vala escavada sem nenhum critério técnico, repleta de chorume e carcaças bovinas. Em
“f” percebe-se a proximidade, cerca de 30m, da cerca da face oeste. Coordenadas UTM 22K
E-617554, N-8167954).

18
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a b

c d
Fig. 08: Lagoa para armazenamento e tratamento do chorume, coordenadas UTM 22K E-617574,
N-8168120. Em “a”, no destaque exemplar de sansão-do-campo que nasceu no canto entre os
lados leste e norte da lagoa, danificando a manda de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) que
reveste a lagoa, e pode ser vista exposta nos taludes da lagoa. Em “c”, no destaque vê-se o cano
na face norte, este cano deveria estar na face sul, ligado à caixa vista em “d”.

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Fig. 09: Embalagens de remédios de uso veterinário lançados na b


entrada do Aterro do Município de Nazário.

Fig. 10: Local de retirada de solo para cobertura dos resíduos sólidos no Aterro de Nazário. A
retirada de solo sem rigoroso critério técnico pode comprometer a vida útil do Aterro. Coordenadas
UTM 22K E-617565, N-8167961.

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Fig. 11: Local de retirada de solo (terra)


pela Prefeitura Municipal de Nazário.
Coordenadas UTM 22K E-617548,
N-8168081.

b c

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ANEXOS

I – Recorte de imagem de satélite de parte do Município de Nazário, mostrando a


localização do Aterro Controlado do Município. Imagem do dia 12 de julho de 2007,
disponível no Google Earth, capturada em 06 de agosto de 2008.

II – Detalhe da imagem mostrada no Anexo I, destacando o Aterro Controlado de


Nazário.
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Aterro

Plantação de eucaliptos
Subestação da CELG

ANEXO I

Recorte de imagem de satélite


mostrando a localização do
Aterro Controlado do Município
Micro-bacia do Córrego Buriti de Nazário. Imagem do dia 12
de julho de 2007, extraída do
Google Earth.

i
Ministério Público do Estado de Goiás
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Perícia Ambiental

ANEXO II
h Detalhe do Anexo I, mostrando
a área do Aterro Controlado de
Nazário:
“a”: entrada do Aterro (Fig.
j 01b);
g “b”: local onde os catadores
trabalham (sob um jatobazeiro);
i “c”: local de deposição final e
cobertura dos resíduos sólidos
de Nazário, não tem vala, nem
drenos (Fig. 04);
“d”: pequena vala para
armazenamento de parte do
chorume, construída sem
nenhum critério técnico (Fig.
06);
“e”: local onde, posteriormente
f à data desta imagem, foi
escavada a cava para
armazenamento de chorume e
carcaças bovinas (Fig. 07);
e “f”: local de retirada de solo
para cobertura do lixo (Fig. 10);
“g”: lagoa para tratamento do
chorume, sem uso (Fig. 08);
“h”: vala provavelmente para
Resíduos de Serviços de Saúde,
construída de forma totalmente
inadequada (Fig. 05);
“i”: local de retirada de solo
para uso fora do Aterro.
d Observa-se que houve aumento
significativo na área a partir da
c data desta imagem (Fig. 11);
“j”: acesso secundário ao
interior do Aterro (Fig. 01d).
Deve ser eliminado.
b

ii

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