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INFORMATIVO

CONVOCATÓRIA
De acordo com os estatutos do MPI · Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente, convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Associação, que se realizará Sábado, dia 5 de Março, pelas 16:00 horas, no Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto, sito na rua 1À de Maio , 10, Tojeira, freguesia de Vilar, concelho do Cadaval, com a seguinte ordem de trabalhos: 1– Votação do Relatório e Contas do ano 2010 2- Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2011. 3– Outros assuntos de interesse para a associação Não havendo número legal de associados para a Assembleia funcionar, fica desde já marcada uma segunda convocação para meia hora depois, funcionando com qualquer número de associados. Vilar, 20 de Janeiro de 2011 O Presidente da Assembleia-Geral Nuno Pereira Azevedo

BOLETIM

VISITA GUIADA AO CENTRO DE RECUPERAÇÃO DE ANIMAIS SELVAGENS DE MONTEJUNTO Sábado, 5 de Março 15.00 h Tojeira (Vilar – Cadaval) O CRASM - Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto é um projecto da Quercus – ANCN numa parceria com a Junta de Freguesia do Vilar que começou a funcionar em Setembro de 2007, com o principal objectivo de acolher animais selvagens que necessitem de tratamento para uma vez recuperados sejam novamente devolvidos à Natureza.

OFICINA DAS ERVAS COMESTÍVEIS
13 de Março (domingo), 10:00 h Sede da Associação Desportiva, Recreativa e de Melhoramentos do Avenal (Vilar - Cadaval) Programa 10.00 – Recepção e distribuição da documentação 10.15 – Percurso pedestre para identificação das ervas 12.15 – Preparação de alguns alimentos para o almoço 13.00 – ALMOÇO 14.30 – Informações adicionais 16.00 – Avaliação e fim dos trabalhos Preço 20 (€) Sócios - MPI, ADRM Avenal 25 (€) Não sócios 5 (€) Crianças 6-12 anos Gratuito para crianças até 6 anos Inscrições: até ao dia 9 de Março, limitada a 25 pessoas Contactos: 262 77 10 60, mpicambiente@gmail.com

Editorial
Mais um ano que começa e este ano iremos procurar mais parcerias e fortalecer as já existentes, pois só com a união de esforços conseguiremos alcançar mais e melhores resultados. Em termos de actividades, este ano trará uma novidade! Uma Oficina de Ervas Comestíveis, tema que tem recentemente despertado o interesse e a curiosidade de várias pessoas, e para a qual chamamos a atenção dos sócios para a divulgação neste boletim. Esperamos continuar a trabalhar para que a defesa do ambiente e o desenvolvimento sustentável sejam uma realidade e não meras intenções e palavras ocas. A Presidente da Direcção Alexandra Azevedo

Nesta edição:
Últimas actividades Barragens Transgénicos Permacultura Breves Espaço Jovem Atento
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Ano 7, N.º 22
Fevereiro de 2011

www.mpica.info

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BALANÇO DAS ÚLTIMAS ACTIVIDADES

OFICINA DO PÃO NOS MOINHOS DA PINHOA
Com o apoio da Junta de Freguesia da Moita dos Ferreiros (concelho da Lourinhã) realizaram-se duas oficinas do pão: em 19 de Setembro e em 28 de Outubro, a qual foi especialmente dirigida a alunos do 12À do Curso Profissional de Turismo Rural e Ambiental da Escola Secundária do Bombarral. Num formato mais curto do que as oficinas realizadas no moinho de Aviz (18 de Abril e 23 de Maio) começou-se por lançar algumas ideias-chave para reflexão, como por exemplo, não se pode falar de pão sem se falar do que se passa antes: as práticas agrícolas, as variedades dos cereais e a moagem; a farinha refinada, uma „conquista‰ da Revolução Industrial, foi a primeira fast food; a ameaça dos transgénicos devido á contaminação que pode ocorrer nas variedades tradicionais. A ajuda de agricultores, como o Sr. João Vieira (à direita na foto) e do técnico José Maria Vieira (à esquerda), e do moleiro, Sr. Francisco António Silva (ao centro), foi preciosa! Seguiu-se a visita ao moinho e terminou-se com o momento sempre ansiado da degustação de pão. Mais uma vez o balanço foi muito positivo!

CICLO DE CINEMA E DEBATES
Do programa anunciado na edição anterior do boletim destacamos dois momentos mais marcantes. No dia 17 de Outubro, realizou-se uma conferência debate sobre „Produtos regionais, produção biológica e gastronomia tradicional‰ que se seguiu à projecção do pequeno documentário „TranXgènia‰, num espaço preparado junto ao palco e das tasquinhas, no local da Festa das Adiafas e Festival Nacional do Vinho Leve, da responsabilidade da Câmara Municipal do Cadaval. Foi considerável o interesse do público à animada conversa moderada por Alexandra Azevedo (MPI) com os 3 oradores convidados: Eng.À Fernando Serrador da Certiplanet (empresa certificadora de produtos biológicos), Eng.… Daniela Geraldes do projecto 270 (para a promoção da agricultura sustentável), do EngÀ Víctor Lamberto, do Movimento Slow Food (associação que promove a eco-gastronomia, ou seja, os alimentos bons (saborosos, da época) limpos (sem pesticidas, sem transgénicos) e justos (ao preço justo para o produtor) e do Eng.À Costa Pereira da FENADEGAS sobre consumo responsável de bebidas alcoólicas. No dia 19 de Outubro, no Centro de Educação Ambiental de Torres Vedras, em que estiveram presentes vários professores de vários níveis de ensino, uma turma do 12À ano e ainda algumas pessoas interessadas, em que após a projecção do documentário „Uma Verdade Mais que Inconveniente‰ (Meat the Truth) seguiu-se um muito participado debate com Alexandra Azevedo (MPI).

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CONCESSÕES PARA BARRAGENS PODEM CUSTAR DESNECESSARIAMENTE AOS CONSUMIDORES 7.000 MILHÕES DE EUROS
Em comunicado diversas associações ambientalistas divulgaram uma acção mediática que constou na „devolução‰ ao Governo de um mega cheque no valor de 7000 milhões de Euros, representando os custos para os portugueses decorrentes da construção de novas barragens, que decorreu no dia 9 de Dezembro de 2010 junto do Conselho de Ministros, em Lisboa. As novas concessões para construir e explorar as nove barragens previstas no Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) + Sabor + Ribeiradio não só transformarão os últimos rios livres do país em lagos poluídos e ecologicamente degradados, como vão custar caro aos bolsos de todos nós. O governo dá a entender que os custos das novas concessões serão suportados pelos `privados´ – EDP, IBERDROLA e ENDESA. Mas o argumento de que o PNBEPH seria um „investimento privado‰ é falso: em última análise, é sempre o consumidor-contribuinte que paga, como se constata com a revelação dos encargos reais destas concessões. As novas grandes barragens requerem um investimento de 3600 M€, implicando custos futuros com horizontes de concessão até 75 (setenta e cinco) anos. Somando ao investimento inicial os encargos financeiros, manutenção e lucro das empresas eléctricas, dentro de três quartos de século as nove barragens terão custado aos consumidores e contribuintes portugueses não menos de 7000 M€ – mais um encargo brutal em cima dos que já se anunciam por força da crise e em cima dos custos de deficit tarifário eléctrico que neste momento atinge cerca de 1800 M€. Inutilmente! A mesma quantidade de electricidade que as barragens viriam a gerar pode ser poupada com medidas de uso eficiente da energia, na indústria e nos edifícios, com investimentos 10 (dez) vezes mais baixos, na casa dos 360 M€, com períodos de retorno até três anos, portanto economicamente positivas para as famílias e as empresas. As associações CEAI, COAGRET, FAPAS, GAIA, GEOTA, Grupo Flamingo, Movimento Cívico pela Linha do Tua, Quercus, SPEA exigiram: Suspensão imediata do PNBEPH e das concessões associadas Lançamento dum estudo das alternativas para atingir os mesmos objectivos energéticos, como obriga o artigo 4.7 d) da Directiva Quadro de ˘gua, incluindo a avaliação das opções de eficiência energética, Aplicação e reforço do Plano Nacional de Eficiência Energética (PNAEE), integrando as alternativas propostas eventualmente pelo estudo.
(adaptado do comunicado conjunto de 9/12/2010)

Imagem do cheque `devolvido´ ao Conselho de Ministros

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PLATAFORMA TRANSGÉNICOS FORA E QUERCUS ENTREGAM CABAZES DE NATAL
No dia 16 de Dezembro foi entregue na representação portuguesa da Comissão Europeia, em Lisboa, um cabaz cheio das promessas vazias dos transgénicos, num simulacro de prenda natalícia à CE composta por inúmeros "alimentos" transgénicos indesejáveis, e cabazes com alimentos saudáveis e solidários a 3 instituições: Associação Verdes Anos, uma escola de educação livre, a ANAI, Associação Nacional de Apoio ao Idoso, e a CASA Centro de Apoio ao Sem Abrigo. Esta iniciativa pretendeu realçar o direito a uma alimentação saudável. Está cientificamente estabelecida a relação entre pobreza e falta de saúde/longevidade, pelo que o direito a escolher e comer o que é mais saudável torna-se particularmente crucial no caso de grupos vulneráveis da sociedade, como as crianças, os idosos e os mais desfavorecidos. No futuro, mantendo-se as tendências e regras actuais, cada vez menos pessoas poderão pagar para comer sem transgénicos. Ainda mais grave, os portugueses não estão sequer na posse de conhecimento que lhes permita fazer uma escolha informada: segundo o Eurobarómetro de 2010 Portugal é o país menos familiarizado com o assunto de todos os Estados Membros, apenas ultrapassado por Malta. Para ler o comunicado completo e referências aceder a: http://stopogm.net/webfm_send/463 Para ver mais fotos da acção aceder a: http://www.stopogm.net/content/cabazes-natal-diferentes-gostos

HERBICIDA DE SOJA TRANSGÉNICA PODE CAUSAR DEFEITOS DE NASCIMENTO
Uma equipa internacional de cientistas conceituados publicou este mês um relatório, "Soja GM: Sustentável? Responsável?", sistematizando as provas acumuladas sobre os riscos ambientais e para a saúde humana do Roundup (o herbicida mais vendido no mundo) e respectivo cultivo de soja transgénica Roundup Ready (manipulada para receber a aplicação desse herbicida). Este relatório é lançado em conjunto com testemunhos filmados de aldeões argentinos cujas vidas foram destruídas pelo cultivo da soja transgénica (GM). Na Argentina e no Paraguai, médicos e habitantes das zonas de produção da soja GM relatam efeitos nefastos na saúde resultantes da pulverização de glifosato, incluindo índices elevados de malformações, abortos espontâneos, cancros e aumento de casos de nados-mortos. O relatório refuta fundamentadamente as afirmações da indústria sobre a sustentabilidade do cultivo da soja GM e a segurança dos herbicidas à base de glifosato como o Roundup. Mas a Mesa Redonda sobre Soja Responsável (Round Table on Responsible Soy, RTRS), um fórum misto com representantes da indústria, como a Monsanto, Syngenta, Shell e BP e algumas organizações não governamentais para a produção sustentável de soja, planeia lançar a nível internacional um rótulo para essa soja, dita "responsável", cujo objectivo é assegurar aos consumidores e distribuidores com preocupações éticas que a soja foi produzida tendo em conta as pessoas e o ambiente. Aos problemas de saúde e ambientais acresce que a proporção de pessoas pobres e famintas na Argentina subiu de 15% em 1996 - o ano da introdução da soja transgénica - para 47% em 2003, refere o relatório. A soja GM Roundup Ready é também importada para Portugal, onde alimenta vacas, galinhas e porcos que mais tarde fornecem a carne que comemos. Além disso, é utilizada para produzir lecitina de soja, usada em centenas de alimentos humanos. Por isso Margarida Silva, coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora, afirmou já que "A soja transgénica é uma ameaça global e os estudos científicos mais recentes demonstram que a realidade é bastante pior do que se suspeitava.‰

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CULTIVO DE TRANSGÉNICOS EM PORTUGAL: O PRINCÍPIO DO FIM? ÁREA COM MILHO TRANSGÉNICO BAIXA EM 2010
Nos dados relativos ao cultivo de milho transgénico em Portugal divulgados pelo Ministério da Agricultura permitiu verificar que, pela primeira vez desde que o cultivo começou em 2005, a área total baixou em relação ao ano anterior. Tudo indica que numerosos produtores nacionais estejam a desinteressar-se das sementes geneticamente modificadas depois de as terem experimentado. Analisando em detalhe os dados disponíveis para o Alentejo (a região que mais cultiva transgénicos) torna-se aparente que aproximadamente 30% (14 em 47) dos produtores registados em 2009 já não consta do registo de cultivos de 2010. Esta tendência já era visível em 2008, quando foi possível determinar que cerca de metade das herdades alentejanas que tinham produzido milho transgénico em 2007 já o tinha abandonado no ano seguinte. Outra novidade em 2010 prende-se com o facto de que o Algarve deixou de ter cultivos transgénicos e pode finalmente usufruir do estatuto que escolheu há vários anos como zona livre de transgénicos. Uma única herdade que cultivava milho transgénico já há três anos nesta região aparentemente não considerou útil manter essa produção. Coloca-se pois a questão: para quê produzir transgénicos em Portugal, se nem os produtores parecem satisfeitos com eles? (adaptado do comunicado de 13/12/2010, http://stopogm.net/webfm_send/460)

MAIS DE UM MILHÃO DE EUROPEUS ASSINARAM UMA PETIÇÃO CONTRA OS TRANSGÉNICOS
Em Dezembro foram entregues à Comissão Europeia em Bruxelas um milhão de assinaturas por uma moratória à introdução de transgénicos na União. Os europeus procuram alimentos realmente sustentáveis, de produção biológica, compatíveis com a protecção do ambiente e biodiversidade e ainda um elevado nível de saúde pública. Os transgénicos representam um grande e infeliz passo na direcção oposta.

TRANSGÉNICOS SÃO MAL VISTOS PELOS PORTUGUESES
Apesar dos portugueses serem dos povos da Europa que menos sabe sobre transgénicos, este tipo de alimentos nunca estiveram tão desacreditados em Portugal como agora. Segundo o Eurobarómetro „Europeus e Biotecnologia em 2010: Ventos de Mudança?‰, só 37 por cento dos portugueses encorajam esta tecnologia, longe dos 63 por cento de 1996. O apoio para os alimentos geneticamente modificados não tem tendência a subir na Europa. E cada vez mais está associado com dimensões éticas, não só de segurança", explicou ao PÐBLICO Paula Castro, professora do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e das Empresas (ISCTE), que fez parte do grupo de trabalhos que elaborou este relatório.
(Fonte: http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1465047)

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PERMACULTURA: O QUE É?
A Permacultura é considerada pelos especialistas como o futuro para a Humanidade. "É possível a criação de paraísos na terra, sob quaisquer condições. Não existem catástrofes naturais, apenas catástrofes humanas. A seca, as inundações e os fogos são causados por gerações de pessoas que foram perdendo o seu contacto com a natureza. No sentido de corrigir os erros do passado grandes passos têm de ser dados e temos de aprender a comunicar novamente com a natureza. (⁄) A permacultura holzeriana pressupõe um arranjo paisagístico em sentido amplo: corrigir os erros do passado, possibilitar as simbioses criadas pelas acções recíprocas, deixar a natureza trabalhar, recuperar os ciclos naturais. Nesta palestra mostrarei como esta dinâmica é possível e como e onde já acontece „ (Sepp Holzer, agricultor austríaco) Permacultura deriva da palavra original Permaculture - Permanent Agriculture / culture (Cultura Permanente), sendo um sistema de planificação e criação de habitats humanos em harmonia com a Natureza. O conceito foi desenvolvido à 30 anos por Bill Mollison, um fervoroso ecologista Australiano e David Holmgren, estes sistemas surgem como resposta alternativa às agressões do homem ao meio ambiente e consequentemente a si mesmo. Não são métodos novos nem se "reinventa a roda", mas sim um retorno a práticas ancestrais de observação, respeito e trabalho em colaboração com a Natureza como um todo. Os entusiastas de Permacultura por todo o mundo exprimem em grande parte as suas análises, planos e criações no campo através da agricultura, horticultura e floresta, mas existem também excelentes exemplos dos mesmos princípios aplicados à cidade, ou a qualquer actividade humana mesmo que não tenha relação directa com a Natureza. Por exemplo um escritório ou uma loja pode ser estruturado e organizado segundo os princípios da Permacultura. Para informações mais detalhadas sobre os conceitos de permacultura: http://nelsonavelar.com/permacultura/permacultura_def.php Sepp Holzer e o seu trabalho ˘gua é Vida. Esta é a base do trabalho de Sepp Holzer, um agricultor de montanha austríac, famoso em todo o mundo pelo seu trabalho e adquiriu a reputação de „rebelde agrário‰, especialista em permacultura, que pelas suas particularidades se começou a designar de Permacultura Holzeriana. Tanto nos Alpes austríacos como em seus projectos em todo o Mundo, que visam renaturalizar paisagem destruídas, ele mostra caminhos para preservar a Natureza e gerar alimentos saudáveis. Grandes proprietários ou donos de pequenas hortas podem ambos aplicar os métodos de Sepp Holzer- e também para habitantes da Terra sem terra, Sepp Holzer oferece possibilidades para produzir os próprios alimentos. Desde há alguns anos, Sepp Holzer também trabalha em Espanha e em Portugal (em Tamera) para, com os seus métodos, ajudar a proteger a região da desertificação. Desde Agosto de 2007 que está a ser construída uma paisagem aquática de Permacultura no Centro de Pesquisa para a Paz – Tamera (Relíquias, Odemira), como um modelo para o re-cultivo de paisagens que estão sob a ameaça da desertificação. Nesta região seca durante o Verão e afectada pelo sobre-pastoreio e com sobreiros a morrerem, existem agora algumas bacias de retenção de água da chuva. Nos terraços crescem bancadas de legumes e frutos em todas as estações. Após o solo ficar novamente encharcado de água, a reflorestação com árvores diversas pode começar. A paisagem aquática de Tamera atrai já muitos animais e plantas da região e a vida selvagem retorna.

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BREVES
Portugueses abaixo da média da EU na preocupação com preservação do ambiente
57 % dos portugueses defendem que é necessário repensar a forma como vivemos para travar as alterações climáticas, mesmo que isso se traduza num menor crescimento económico. O valor está abaixo da média dos 27 países da UE, que é de 64% e longe da Finlândia – 83% da população defende o mesmo, segundo o Eurobarómetro „Europeus e Biotecnologia em 2010: Ventos de Mudança?‰
(Fonte: http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1465047)

Desperdício doméstico de água atinge 750 M€ anualmente
O desperdício doméstico de água em Portugal atinge anualmente 750 milhões de euros, situação que „exige medidas urgentes‰, porque dentro de 15 anos haverá escassez desse recurso, alertou o presidente da Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais (ANQIP). „São números assustadores‰, afirmou à agência Lusa Silva Afonso, docente da Universidade de Aveiro e presidente da ANQIP, instituição criada há três anos com o objetivo de contribuir para a eficiência hídrica. Estima-se que se percam anualmente três mil milhões de metros cúbicos de água, metade em meio urbano, em edifícios e redes públicas, acrescentou.
(Fonte: http://bit.ly/9koxjE)

Supermercados obrigados a reduzir sacos de plástico
Os supermercados vão ser obrigados a reduzir o número de sacos de plástico e cobrar o seu fornecimento aos consumidores, de acordo com dois projectos de lei aprovados recentemente pela Assembleia da República (AR). O fornecimento de sacos de plástico deve ser reduzido em 90 por cento até 2016 e passará a vigorar um „sistema de desconto mínimo‰, sobre o preço dos produtos vendidos para os consumidores que prescindam totalmente dos sacos de plástico gratuitos. Em alternativa, os comerciantes poderão optar por cobrar um preço simbólico pelo fornecimento dos sacos.
(Fonte: Newsletter semanal, 13 a 19 de INFOCONSUMIDORES Dezembro de 2010)

Site permite denunciar lixeiras na Net
É uma maneira eficiente de reportar a existência de lixeiras em território nacional. Acedendo a uma página de Internet, qualquer cidadão pode, agora, referenciar a localização exacta de um depósito de resíduos. A plataforma, desenvolvida por dois alunos do Departamento de Engenharia Electrónica e Telecomunicações e de Novas Tecnologias da Comunicação da Universidade de Aveiro (UA), integra o projecto Limpar Portugal, mas pode vir a ser aproveitada por vários municípios nacionais. A aposta passa por ultrapassar a burocracia que os cidadãos têm que enfrentar, habitualmente, para relatar problemas detectados no meio que os rodeia. O projecto está acessível através do endereço www.3rdBlock.net
(Fonte: Maria José Santana http://ecosfera.publico.clix.pt)

Dê uma vida nova os seus equipamentos eléctricos e electrónicos usados, proteja o ambiente e ajude pessoas necessitadas
Sabe que pode dar uma vida nova aos equipamentos informáticos, telemóveis e electrodomésticos usados? Basta encaminhá-los para o Banco de Equipamentos da ENTRAJUDA que os recupera e encaminha para reutilização no sector social ou, quando isso não seja possível, os recicla correctamente. Reduza os impactos ambientais, contribua para a luta contra a exclusão social e obtenha ainda benefícios fiscais. Mais informações em www.bancodeequipamentos.pt ou 213 600 500.

espaço

Jovem Atento

Uma aventura no Planeta Azul
… Um grupo de crianças apareceu no meu quarto e uma menina tomou a palavra antes que eu pudesse fechar a boca de espanto ao ver tantas crianças desconhecidas em minha casa. - Não tenhas medo que nós não te fazemos mal. Permite-me que nos apresentemos. Olá, eu sou a Judite e estes são o António, a Bárbara, o Rodrigo, o Bernardo, a Isabel, a Mafalda, a Filipa, o Pedro e a Ana. - Ah…pois. E eu sou a Laura. Vocês vão-me explicar porque estão aqui, não vão? - Oh, claro que sim. Viemos convidar-te para uma volta pelo Planeta Azul para vermos certas coisas que se fazem mas que não se deviam fazer. Eu sou a organizadora e estes são os outros convidados. Tu és a última. Aceitas o convite? - Claro, porque não? - Então vamos! Fomos todos teletransportados de repente para um sítio completamente diferente do meu quarto, uma horta. Ao que parecia, éramos invisíveis para o agricultor que andava por ali. A Judite, que era a nossa guia, explicou o que se passava. - Este agricultor está a pôr pesticidas e mais pesticidas em cima de todos os legumes desta horta. São produtos que matam quase todos os bichos, tanto benéficos como prejudiciais. De certeza que não gostam de ver bichos na salada de alface mas continuemos. Os pesticidas contaminam o solo e, consequentemente, os lençóis de água de onde vem a água que vocês bebem. Contaminam os alimentos e fazem com que adoeçam como acontece com os micróbios. Vamos agora comparar. Os micróbios são algo que o nosso corpo conhece de ginjeira podendo com as defesas acabar com as doenças que eles transmitem. Agora, os pesticidas são químicos, coisa que o Homem inventou e que o corpo nunca enfrentou, ou seja, não temos defesas contra as doenças que os pesticidas nos podem transmitir. Além que os alimentos biológicos nunca estão cheios de bichos pois há outras maneiras sem prejudicar a saúde, de evitar tais coisas. Já sabes, se comeres fruta com pesticidas, descasca-a pois a sua casca deve estar cheia de químicos e deves optar por alimentos biológicos. (continua no próximo boletim) Laura Azevedo Varges, Dezembro de 2007