Você está na página 1de 57

1

UNIVERSIDADE SANTA ÚRSULA
INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA
ENGENHARIAS
TRANSMISSÃO DE CALOR
Carlos Henrique Araújo Norte
1º semestre de Junho de 2011
2
TRANSMISSÃO DE CALOR
Carlos Henrique Araújo Norte
Matrícula: 081006076
Trabalho apresentado á disciplina
De Transmissão de Calor,
Professor Paulo Roberto Cruz
, como requisito de avaliação
Rio de Janeiro
1º semestre de Junho de 2011
3
RESUMO
O presente trabalho apresenta dados sobre fundamentos de transmissão de calor, assim
como: condução, convecção e radiação. Mecanismos combinados. Superfície
protuberante. Condução em regime permanente. Condução em regime transiente.
Transferência de calor por convecção. Correlações da convecção: convecção natural.
Convecção forçada. Transferência de calor com mudança de fase: ebulição
condensação. Trocadores de calor tipos. Transferência de calor por radiação.
4
Sumário
INTRODUÇÃO............................................................................................... 6
Capítulo I-Fundamentos de transmissão de calor........................................7
1.1 Condução..................................................................................................7
1.2 Convecção e radiação................................................................................10-11
1.3 Mecanismo combinados............................................................................12-19
Capítulo II – de superfície Protuberante.......................................................20
2.1 Conduções em regime permanente..............................................................20
2.2 Conduções em regime transiente.................................................................23
2.3 Transferências de calor por convecção........................................................31
Capítulo III – Correlações da convecção.......................................................34

3.1 Convecção natural........................................................................................34
3.2 Convecção forçada.......................................................................................37
Capítulo IV – Transferência de calor com mudança de fase.......................38
4.1 Ebulição........................................................................................................38
4.2 Condensação................................................................................................39
4.3 Trocadores de calor......................................................................................40
4.4 Tipos.............................................................................................................41
4.5 Transferências de calor por radiação...........................................................55
Bibliografia
5.1 Universidade Federal de Santa Maria Centro de Tecnologia.
5.2 Kreith -Príncipios da Transmissão de calor
5.3 Site Hyperphysics.phy
5
Lista de Figuras
Figura 01.1 - Transferência de calor por condução........................................................ 7
Figura 01.2 - Condutividade térmica.............................................................................. 7
Figura 01.3- Medida da condutividade térmica.............................................................. 8
Figura 01.4 – Tabela.........................................................................................................9
Figura 01.5 - Correntes de convecção em água fervendo...............................................10
Figura 01.6 - Fluxo de material devido a uma diferença de pressão...............................10
Figura 01.7 - Transferência de calor por convecção e radiação, em paralelo.................12
Figura 01.8- Transferência de calor entre dois fluídos separados..................................13
Figura 01.10 – Isolamento térmico.................................................................................16
Figura 01.11 - ................................................................................................................17
Figura 01.12 - Correlações empíricas para transferência de calor no caso de escoamento
e um fluido em torno de cilindros...................................................................................20
Figura 01.13- Transferência de Calor unidimensional através de uma parede composta e
analogia elétrica...............................................................................................................21
Figura 01.14- Transferência de calor em série e em paralelo através de uma parede
composta e a analogia elétrica.........................................................................................21
Figura 01.15-...................................................................................................................31
Figura 01.16- ..................................................................................................................31
Figura 01.17 – ................................................................................................................31
Figura 01.18 - .................................................................................................................32
Figura 01.19 –.................................................................................................................34
Figura 01.20 –.................................................................................................................34
Figura 01.21 - .................................................................................................................35
Figura 01.22 – Condensação...........................................................................................39
Figura 01.23 ....................................................................................................................42
Figura 01.24.....................................................................................................................43
Figura 01.25 ....................................................................................................................44
Figura 01.26.....................................................................................................................45
Figura 01.27.....................................................................................................................46
Figura 01.28.....................................................................................................................46
Figura 01.29.....................................................................................................................48
Figura 01.30.....................................................................................................................55
6
INTRODUÇÃO
O calor é uma forma de energia que flui de um corpo para outro de acordo com suas
temperaturas. A transmissão do calor pode ocorrer através de três processos: condução,
convecção e irradiação.
A condução como forma de transmissão do calor ocorre devido ao aumento da vibração
das partículas constituintes de um corpo sem que as mesmas alterem as suas posições
médias.
A convecção é o processo no qual há o movimento das partículas do material
consideradas, em geral, um gás ou um líquido. Por exemplo, quando aquecemos água
em uma panela a parte da água próxima à superfície em contato com a chama aquece, e
passa a ter uma densidade menor (aumento de volume) e troca de posição, através das
correntes de convecção, com as mais frias, que estão na parte de cima, e que são mais
densas.
A irradiação é um processo no qual o calor se propaga sem a necessidade de um meio
material. Por exemplo, a principal fonte de calor para a vida no nosso planeta provém
do Sol, a radiação emitida pelo mesmo se propaga no espaço vazio até nos atingir.
Sabemos que todos os corpos irradiam energia, sendo que esta depende da temperatura
do corpo.
7
Capítulo I – Fundamentos de transmissão de calor
1.1 Condução
O fluxo de calor por condução ocorre via as colisões entre átomos e moléculas de uma
substância e a subseqüente transferência de energia cinética. Vamos considerar duas
substâncias a diferentes temperaturas separadas por uma barreira que é removida
subitamente, como mostra a figura abaixo.
Transferência de calor por condução
Figura 01.1
Quando a barreira é removida, os átomos "quentes" colidem com os átomos "frios". Em
tais colisões os átomos rápidos perdem alguma velocidade e os mais lentos ganham
velocidade. Logo, os mais rápidos transferem alguma de sua energia para os mais
lentos. Esta transferência de energia do lado quente para o lado frio é chamada de fluxo
de calor por condução.
Materiais diferentes transferem calor por condução com diferentes velocidades. Esta é
uma medida da condutividade térmica.
Condutividade térmica
Se envolvermos um objeto a uma temperatura T
2
com uma camada de um material, de
modo a isolá-lo do ambiente externo a uma temperatura T
1
, então a condutividade
térmica do material isolante determina a rapidez com que o calor fluirá através dele.
Figura 01.2
A condutividade térmica k é definida através da equação
8
DQ/Dt = - k A DT/Dx DQ/Dt é a taxa com que o calor flui através da área A, em
Joules por segundo, ou Watts. DT/Dx é a mudança de temperatura por unidade de
distância Dx em graus Kelvin, ou Celsius, por metro. A condutividade térmica k é uma
propriedade do material. Suponha que coloquemos um material entre dois reservatórios
a diferentes temperaturas, como mostra a figura abaixo.
Medida da condutividade térmica
Figura 01.3
Vamos agora medir o fluxo de calor, DQ/Dt , através do material por unidade de
tempo. Conhecendo a área transversa, A, e o comprimento, L, e a condutividade térmica
do material, k,

DQ/Dt = - k(A/L) DT
Onde DT é a diferença de temperatura entre os reservatórios. O sinal menos significa
que DQ = Q
2
- Q
1
é positivo quando DT = T
2
- T
1
for negativo. Isto é, o fluxo de calor é
da parte mais quente para a parte mais fria.
Logo, para uma dada diferença de temperatura entre os reservatórios, os materiais com
condutividade térmica maior irão transferir maiores quantidades de calor por unidade de
tempo - tais matérias, como cobre, são bons condutores térmicos. Ao contrário,
materiais com pequenas condutividades térmicas irão transferir pequenas quantidades
de calor por unidade de tempo - estes matérias, como concreto, são condutores térmicos
pobres. Esta é a razão porque se você põe um pedaço de cobre e um pedaço de concreto
no fogo, o cobre irá aquecer muito mais rapidamente do que o concreto. Também é a
razão porque o isolamento de fibra de vidro, e com penas de aves ou couro, possuem
buracos com ar dentro do material - o ar parado é um condutor pobre de calor, e com
isso ajuda a diminuir a perda de calor através do material.
Os isolamentos de casas em países frios também são condutores de calor pobres, que
mantêm o calor no interior. Ao contrário da condutividade térmica, o isolamento é
usualmente descrito em termos de resistência térmica, R
t
, que é definida por
R
t
= 1/k [6.2]
Logo, materiais que possuem uma alta condutividade térmica são resistores térmicos
pobres - ou seja, isolantes ruins. Por outro lado, materiais com pequena condutividade
térmica possuem grande resistência térmica - são bons isolantes.
Condutividades térmicas: (kcal/s)/ (
o
C m) 1 kcal = 4184 J
9
Alumínio 4,9 ´ 10
-2
Cobre 9,2 ´ 10
-2
Aço 1,1 ´ 10
-2
Ar 5,7 ´ 10
-6
Gelo 4 ´ 10
-4
Madeira 2 ´ 10
-5
Vidro 2 ´ 10
-4
Amianto 2 ´ 10
-5
Figura 01.4
1.2 Convecção e radiação
Convecção
Este mecanismo não envolve transferência microscópica de calor, por átomos ou
moléculas, como descritos acima. Convecção é o fluxo de calor devido a um
movimento macroscópico, carregando partes da substância de uma região quente para
uma região fria. Este mecanismo possui dois aspectos, um ligado ao princípio de
Arquimedes e outro ligado à pressão.
Suponha que tenhamos uma região de ar que se aquece. À medida que o ar se aquece as
moléculas de ar se espalham, fazendo com que esta região se torne menos densa que o
ambiente em torno, o ar não aquecido. Sendo menos denso ele se elevará - este
movimento de ar quente para uma região mais fria é chamada de transferência de calor
por convecção.
Um bom exemplo de convecção é o aquecimento de uma panela de água. Quando a
chama é ligada o calor é transferido primeiro por condução a partir do fundo da panela.
Em certo momento, a água começa a fazer bolhas - estas bolhas são de fato regiões
locais de água quente subindo para a superfície, levando calor da parte quente para a
parte mais fria no topo, por convecção. Ao mesmo tempo, a água mais fria, mais densa,
do topo afundará, e será subseqüentemente aquecida. Estas correntes de convecção são
ilustradas na figura abaixo.
10
Correntes de convecção em água fervendo.
Figura 01.5
Considere duas regiões separadas por uma barreira, uma a temperatura maior do que a
outra, e suponha que a barreira seja removida em certo instante. As correntes de
convecção são ilustradas na figura abaixo.
Fluxo de material devido a uma diferença
de pressão
Figura 01.6
Quando a barreira é removida, o material na região de alta pressão (alta densidade)
fluirá para a região de baixa pressão (baixa densidade). Se considerarmos que a região
de baixa pressão é criada por uma fonte aquecedora, vemos que o movimento do
material é equivalente à transferência de calor por convecção.
Um outro exemplo de correntes de convecção que pode ser interpretado dessa maneira,
envolve a criação de brisa para a costa próxima a grandes quantidades de água (ex., o
mar). A água possui um grande calor específico, e subseqüentemente mantém mais o
calor. Logo, durante o dia o ar sobre a água será mais frio do que sobre a terra. Isto cria
região de baixa pressão sobre a terra, relativa à alta pressão sobre a água. Como
11
conseqüência, uma brisa sopra da água para a terra. Por outro lado, durante a noite o ar
sobre a água é um pouco mais quente do que sobre a terra, criando uma baixa pressão
sobre a água relativa à alta pressão sobre a terra, e uma brisa sopra da terra para a água.
Veja a ilustração abaixo.
Formação de brisas próximas à grandes
quantidades de água.
Figura 01.7
1.2 Radiação
A terceira forma de transferência de calor é por radiação, que freqüentemente
chamamos de luz, visível ou não. Esta é a maneira, por exemplo, de o sol transferir
energia para a terra através do espaço vazio. Tal transferência não pode ocorrer por
convecção ou condução, ambos os quais implicam em um movimento de material
através do espaço de um lugar para outro.
Freqüentemente, a energia de calor pode ser utilizada para fazer luz, tal como aquela
proveniente de uma fogueira. A luz, sendo uma onda, carrega energia, e pode mover-se
de um lugar para outro sem a necessidade de um meio material. Ela pode estar na forma
de luz visível quando ela nos alcança e a vemos, mas também pode estar na forma de
infravermelho de um comprimento de onda maior, que é observada somente com
detentores especiais de infravermelho.
1.2 Mecanismos combinados
12
Num sólido opaco à radiação térmica a transferência de calor ocorre apenas por
condução, enquanto num fluido opaco ela ocorre por convecção (a qual engloba a
própria condução, como explanado acima). No vácuo apenas ocorre radiação. Nos
sólidos, líquidos e gases não opacos, a transferência de calor ainda pode ocorrer por
radiação, em paralelo à condução ou convecção. Diz-se que estamos perante
mecanismos combinados. Segue-se um exemplo de aplicação (Çengel, 2003).
Determine o calor perdido por uma pessoa, por unidade de tempo, supondo que a sua
superfície exterior se encontra a 29ºC, sendo a emissividade de 0,95. A pessoa encontra-
se numa sala cuja temperatura ambiente é 20ºC (T

) sendo a área do seu corpo de 1,6
m
2
- figura 8. O coeficiente de transferência de calor entre a superfície exterior da
pessoa e o ar pode considerar-se igual a 6 W.m
-2
.K
-1
.
Simplificações: desprezar a transferência de calor por condução através dos sapatos para
o chão e o calor perdido por respiração e transpiração; supor que a temperatura das
superfícies envolventes (paredes) é idêntica à temperatura ambiente (T
viz
≈ T
∞0
).
Desafio:
Supondo que no Verão e no Inverno o ar condicionado mantém a temperatura ambiente
em 20ºC, explique porque sentimos frio no Inverno e calor no Verão sendo necessário
adequar a quantidade de roupa vestida.
.
Fig. 01-7 – Transferência de calor por convecção e radiação, em paralelo.
13
Comentário: Quando ocorrem estes dois mecanismos em simultâneo é, por vezes,
definido um coeficiente de transferência de calor combinado, h´, que os engloba
como se só ocorresse transferência de calor por convecção. Assim, a expressão para
o calor perdido, pode ser convertida em
RESISTÊNCIAS TÉRMICAS EM SÉRIE
a) Geometria Plana
Fig. 1.8 - Transferência de calor entre dois fluidos separados por uma parede constituída por duas camadas
de materiais diferentes.
Considerem-se dois fluidos a diferentes temperaturas (T
∞1
e T
∞2
) separados por uma
parede plana composta como ilustra a Fig. 9. A transferência de calor é efetuada no
sentido das temperaturas inferiores pelo mecanismo da condução nas paredes e por
convecção nos fluidos. Considerando estado estacionário (T
∞1
e T
∞2
constantes no
tempo) e a resistência de contacto entre superfícies desprezível, o fluxo de calor através
de cada camada é o mesmo:
Usando as eq. (4 a 5) e (10 a 11), obtém-se:


14

Cuja soma é:
(14)
Isto é, a velocidade de transferência de calor é a razão entre a diferença global de
temperaturas e a resistência térmica total:
Em que R
total
é a resistência térmica total expressa por
Sendo U designado coeficiente global de transferência de calor.
b) Geometria Cilíndrica
Fig. 01.9 - Transferência de calor entre dois fluidos separados por uma parede cilíndrica.
Considere-se agora dois fluidos, um quente e um frio, separados por uma parede
cilíndrica como ilustra a Fig. 10. Em estado estacionário,
15
De (6) e (10), obtém-se:
Cuja soma é:

Isto é, a velocidade de transferência de calor é a razão entre a diferença global de
temperaturas e a resistência térmica total:
(17)
Em que A
i
=2πr
i
L, A
0
=2πr
0
L sendo L o comprimento da conduta, R
total
é a resistência
térmica total expressa por
(18)
Sendo U
0
e U
i
o coeficiente global de transferência de calor baseado na área da
superfície externa e interna, respectivamente.
c) Exemplo de aplicação: perda de calor através de uma conduta de vapor com
isolamento exterior (Çengel, 2003)
Uma conduta de ferro fundido (k=80 W.m
-1
.K
-1
) com o diâmetro interno de 5 cm e 2,5
mm de espessura de parede é usada para transportar vapor de água a 320ºC. A conduta
está revestida por uma camada de lã de vidro (k=0,05 W.m
-1
.K
-1
) com 3 cm de
espessura. A perda de calor para o ar ambiente a 5ºC ocorre por convecção natural e
radiação, cujo coeficiente de transferência de calor combinado é 18 W.m
-2
.K
-1
. Supondo
que não ocorre condensação e que o coeficiente de transferência de calor da superfície
interna da conduta para o vapor é 60 W.m
-2
.K
-1
, determine:
(a) a perda de calor por unidade de comprimento da conduta;
(b) a queda de temperatura na parede da conduta e na camada do isolamento
Análise do problema e simplificações:
• Ocorre perda de calor através de uma conduta de vapor
• Há condução através da parede cilíndrica de ferro e através do isolamento,
ambos de comprimento L; resistência de contacto é desprezada; k é constante
• Convecção forçada no interior (fluido quente) e natural no exterior (fluido frio)
• Radiação da sup. externa do isolamento para as paredes vizinhas – englobadas
no coeficiente transferência de calor
16
• Estado estacionário (T
∞i
e T
∞0
constantes no tempo), transferência de calor
unidirecional (r)
Figura 01.10
a)



A
i
=2πr
1
L=0,157L m
2
;
A
0
=2πr
3
L=0,361L m
2
b)
17

Figura 01.11
Comentários:
É o isolamento térmico que oferece a maior resistência à transferência de calor e, por
isso, onde se verifica a maior queda de temperatura.
É comum desprezar R
cond
na parede metálica face às outras Resistências; é de notar que
devido à sua baixa resistência a queda de temperatura nesta parede á praticamente nula.
Na realidade, devido à perda de calor para o exterior, a temperatura do vapor (T
∞i
) não é
constante ao longo do comprimento da conduta (pelo que Q/L também varia) embora a
resistência total se mantenha.
CORRELAÇÕES EMPÍRICAS
18
Como já referido, o coeficiente de transferência de calor não é uma característica
constante do fluido. Pelo contrário, depende de uma forma complexa, não só das
propriedades físicas do fluido (viscosidade, μ, massa volêmica, ρ, calor específico, c
P
,
condutividade térmica, k) e da sua velocidade, u, mas também das dimensões da
superfície por onde este se escoa, isto é, para o caso do escoamento no interior de uma
conduta, h=f(μ, ρ, c
P
, k, u, D, L). A previsão teórica do valor de h, aplicando balanços
de quantidade de movimento e térmico, só é possível ser efetuada para casos muitos
simples. Por isso, h é determinado geralmente por via experimental. Contudo, a sua
aplicabilidade é limitada ao sistema e condições estudadas.
Dado o elevado número de variáveis envolvidas no processo de transferência de calor é
comum agrupar as variáveis sob a forma de números adimensionais e estabelecer
correlações entre eles usando dados experimentais – por isso, são designadas
correlações empíricas. Outra vantagem de se trabalhar com correlações empíricas, para
além da redução do número de variáveis, é a sua aplicação em diversas
situações/sistemas desde que estas se situem na sua gama de validade. Mesmo assim, os
erros nas previsões dos valores dos coeficientes de transferência de calor, utilizando as
correlações empíricas podem ascender a 25%.
Usando uma técnica de análise das dimensões das várias variáveis, é possível obter os
números adimensionais característicos de um processo de transferência de calor por
convecção forçada, neste caso aplicado ao escoamento no interior de uma conduta:
- o número de Reynolds, Re = ρu.D/μ que caracteriza o escoamento do fluido
- o número de Prandtl, Pr = μ.c
P
/k = ν/α que relaciona propriedades físicas do fluido,
onde α=k/(ρ. c
P
) é a difusividade térmica, m
2
.s
-1
e ν=μ/ρ é a viscosidade cinemática,
m
2
.s
-1
.
- o número de Nusselt, Nu = h.D/k que representa o aumento da transferência de calor
como resultado do movimento do fluido (“convecção”) relativamente à transferência de
calor apenas ao nível molecular (condução)
- o factor geométrico D/L
Existem ainda outros números adimensionais possíveis que resultam da combinação
destes:
- o número de Stanton para transferência de calor, St
h
= Nu/(Re.Pr) = h/(ρ.u.c
P
)
- o número de Peclet para transferência de calor, Pe
h
= Re.Pr = (ρ.u.c
P
.D)/k = u.D/α
- o número de Graetz, Gz = Re.Pr.D/L
- o factor de Colburn, j
H
= St
h
.Pr
2/3
Seguem-se alguns exemplos de correlações empíricas para o cálculo do coeficiente de
transferência de calor no caso do escoamento de um fluido pelo interior de uma conduta
circular de diâmetro interno D e comprimento L. As propriedades físicas do fluido são
determinadas à temperatura média do fluido , entre a entrada (T
f1
) e a saída da
conduta (T
f2
); se a viscosidade variar muito com a temperatura, deve ser utilizado o
factor (μ
S
/μ)
0,14
a multiplicar Nu, sendo μ
S
determinada à temperatura média da parede
(T
S
). Na zona de entrada de uma conduta, e em virtude da resistência ao movimento do
fluido, exercida pela parede, estabelece-se um perfil de velocidade, para além do perfil
de temperatura se T
S
≠T

. A velocidade e a temperatura variam, respectivamente, desde
zero e T
S
junto à parede e um valor máximo no eixo central, sendo u e T
f
a velocidade e
a temperatura médias do fluido. Se T
S
>T
f
, o fluido aquece e T
f2
>T
f1
. Os perfis de
velocidade e temperatura vão-se desenvolvendo até atingirem uma forma constante ao
fim de um comprimento designado comprimento de entrada hidrodinâmico, L
h
, e
térmico, L
t
. Se o comprimento da conduta for superior a L
h
e L
t
, em simultâneo, diz-se
que ambos os perfis estão completamente desenvolvidos.
19
- Exemplo de correlações empíricas para Regime laminar (Re< 2000):
• Perfis de velocidade e temperatura em desenvolvimento (efeitos de entrada),
sendo T
s
constante e Nu>3,66; L
h
<0.05Re.D; L
t
<0.05Re.Pr.D
ou, transformando Nu no factor j
H
, obtém-se:
• Perfis de velocidade e temperatura completamente desenvolvidos (L
h
>0.05Re.D;
L
t
>0.05Re.Pr.D), sendo T
s
constante

- Exemplo de correlações empíricas para Regime turbulento, tubos lisos, com
perfis de velocidade e temperatura completamente desenvolvidos (L
h
>10D;
L
t
>10D):
sendo n=0,4 (para aquecimento), n=0,3 (para arrefecimento), Re>10
4
; L/D>10;
0,7<Pr<160.

- Exemplo de correlações empíricas para transferência de calor no caso de escoamento e
um fluido em torno de cilindros
Figura 01.12
Re.Pr>0.2; 10
2
<Re<10
7
; propriedades avaliadas a T=½(T
S
+T

); Nu=h.D/k;
Re=ρ.u

.D/μ.
- Exemplo de correlações empíricas para transferência de calor no caso de
escoamento de um fluido em torno de esferas, cuja superfície está à temperatura T
S
0,7<Pr<380; 3,5<ReD<8×10
4
; Nu=h.D/k ; Re=ρ.u

.D/μ ; propriedades avaliadas a T


excepto μ
S
; é de notar que no caso da velocidade do fluido ser nula (repouso), Nusselt
toma o valor 2: Re → 0 ⇒ Nu → 2.
Capítulo II – de superfície Protuberante
20
2.1 Condução em regime permanente
Agora serão examinadas as aplicações da lei de Fourier da condução de calor para o
cálculo da transferência de calor em sistemas unidimensionais. Muitos formatos físicos
diferentes podem ser incluídos na categoria de sistemas unidimensionais. Sistemas
cilíndricos e esféricos são unidimensionais quando a temperatura no corpo é função
somente da distância radial e independe do ângulo azimutal ou da distância axial. Em
alguns problemas bidimensionais os efeitos da segunda coordenada espacial podem ser
tão pequenos a ponto de serem desprezados, e o problema de fluxo de
calor multidimensional pode ser aproximado por uma análise unidimensional. Nestes
casos as equações diferenciais são simplificadas e as soluções são obtidas mais fáceis
mente como resultados destas simplificações
A PAREDE PLANA
Inicialmente considere a parede plana onde pode ser feita uma aplicação direta da lei de
Fourier (Eq. 1-1). Da integração resulta
Eq.01.13
para condutividade constante. A espessura da parede é ∆x, e as temperaturas das faces
da parede são T1 e T2. Se a condutividade térmica varia com a temperatura de acordo
com alguma relação linear k = ko(1 + βT), a equação resultante para o fluxo de calor é
Eq.01.14
Se mais de um material estiver presente, como é o caso da parede composta mostrada
na Fig. 01.15, o fluxo de calor poderá ser escrito
Eq.01.15
Observe que o fluxo de calor deve ser o mesmo através de todas as seções. Resolvendo
estas equações simultaneamente, o fluxo de calor é dado por
Aqui é conveniente introduzir um ponto de vista conceitual diferente para a lei de
Fourier. A taxa de transferência de calor pode ser considerada como um fluxo,a
combinação da condutividade térmica, espessura do material, e a área como uma
21
resistência a este fluxo. A temperatura, e a função potencial, ou motora,para este fluxo
de calor, e a equação de Fourier pode ser escrita.
que é uma relação semelhante á lei de Ohm na teoria de circuitos elétricos.
Figura 01.13 Transferência de calor unidimensional através de uma parede composta a
analogia elétrica.
Figura 01.14 Transferência de calor em série e em paralelo através de uma parede
composta e a analogia elétrica.
Na a resistência a resistência térmica é ∆x/kA, e na á soma dos três termos do
denominador. Esta situação é esperada na porque as três paredes lado a lado agem como
três resistências térmicas em série. A analogia elétrica pode ser empregada para resolver
22
problemas mais complexos envolvendo resistências térmicas em série e em paralelo.
Um problema típico e o seu circuito análogo estão mostrados na. A equação do fluxo de
calor unidimensional para este tipo de problema pode ser escrita
onde Rt são as resistências térmicas dos vários materiais. É interessante mencionar que
em alguns sistemas como o da pode resultar um fluxo de calor bidimensional se as
condutividades térmicas dos materiais B, C e D forem muito diferentes. Nesses casos
outras técnicas devem ser empregadas para a obtenção de uma solução.
2.2 - CONDUÇÃO DE CALOR EM REGIME TRANSIENTE
23
Condições variam com o tempo
- Temperatura na superfície de um sólido á alterada, a temperatura no interior começa
a variar
- Passa-se algum tempo antes que seja atingida a distribuição de temperatura
estacionária
- O comportamento dependente do tempo e da posição ocorre em muitos processos
industriais de aquecimento e resfriamento
- Energia é transferida por convecção e radiação na superfície e condução no interior
do sistema
- Pode-se solucionar este problema através de duas análises:
1) Variação de temperatura no interior do sólido é desprezível (variação com a
posição), só variação com o tempo
2) Variação da temperatura com a posição e o tempo.
1) Método da capacitância global
(sólido com resistência interna desprezível)
Sólido que é submetido a variação térmica repentina.
Ex: Metal quente a temperatura Ti é imerso em um líquido a T∞ (Ti>T∞) em t=0
Para t>0 a temperatura do metal decresce até alcançar T∞.
Isto se deve a convecção na interface sólida - líquida
Considerando:
1) Temperatura do sólido é espacialmente uniforme em qualquer instante
durante o processo, o que implica que o gradiente de temperatura dentro do
sólido é desprezível
2) da Lei de Fourier um gradiente desprezível implica a existência de um k
infinito.
Admite-se que a resistência interna a transferência de calor por condução dentro do
sólido é muito pequena comparada à resistência externa entre a superfície e o meio
(convecção)
Esta aproximação é mais exata quanto maior for a relação entre a área superficial e o
volume, ex: placas finas e fios.
Balanço de energia no sólido
Taxa de perda de calor do sólido = Taxa de variação da energia interna
ac sai
E E
 
· −
24
dt
) t ( dT
Vc ) T ) t ( T ( hA ρ · ∞ − −
Por conveniência se define:
∞ − · θ T ) t ( T ) t (
Substituindo resulta:
t ln
hA
Vc
i
·
θ
θ ρ
Esta equação pode ser usada para determinar o tempo em que um sólido leva para
atingir a temperatura T
ou
]
]
]

ρ
− ·
∞ −
∞ −
·
θ
θ
Vc
hA
t exp
T Ti
T ) t ( T
i
Esta equação pode ser usada para calcular a temperatura do sólido no tempo t.
O termo
τ
·
ρ
1
Vc
hA
onde
τ
é denominada de constante de tempo térmica
]
]
]

τ
− ·
∞ −
∞ −
·
θ
θ 1
t exp
T Ti
T ) t ( T
i
A temperatura cai exponencialmente com o tempo e a forma da curva é determinada
pelo valor do expoente
τ
1
(s
-1
).
Quanto >
τ
1
as curvas são mais inclinadas e qualquer diminuição no τ fará com que o
sólido responda mais rapidamente à variação da temperatura ambiente.
Por analogia:
R
hA
1
·
Resistência à T.C. por convecção
e
25
C Vc · ρ
Capacitância térmica do sólido
então τ =R C
aumentando o R ou o C o sólido responderá mais lentamente às mudanças térmicas do
meio e aumentará o tempo para alcançar o equilíbrio térmico.
A energia total transferida Q é:
∫ ∫
θ · ·
t
0
t
0
dt hA dt . Q Q
substituindo θ
dt ) t
Vc
hA
exp( hA Q
t
0
i

ρ
− θ ·
]
]
]

,
`

.
|
ρ
− − θ ρ · t
Vc
hA
exp 1 Vc Q
i
ou
–Q=E
ac
Q é + se o sólido experimenta um decréscimo na energia interna
Q é – se a energia interna aumenta (sólido é aquecido)
Validade do método – para que condições pode ser aplicado
26
Para uma placa com uma superfície mantida à T
1
e de temperatura T
2
outra exposta a
um fluido com T∞. Fazendo um balanço:
) T T ( hA ) T T (
L
kA
2 2 1
∞ − · −
Bi
k
hL
R
R
hA / 1
kA / L
T T
T T
conv
cond
2
2 1
· · · ·
∞ −

Número de Biot – Bi razão entre as resistências interna e externa. Dá a medida do
decréscimo de temperatura no sólido relativo à diferença de temperatura entre a
superfície e o fluido.
Bi=hL/k
Se
- Bi<<1 é razoável assumir uma distribuição de temperatura uniforme no sólido em
qualquer tempo durante o processo transiente. (T(x,t)≈ T(t))
- Aumentando o Bi o gradiente de temperatura dentro do sólido é significativo T(x,t).
- Bi>>1 o gradiente de temperatura no sólido é muito maior que entre a superfície e o
fluido.
Para aplicá-lo testar se Bi=hLc/k < 0,1
Onde Lc é o comprimento característico que é definido para considerar outras formas
geométricas.
Lc=V/A para Parede plana Lc=L (espessura 2L)
Cilindro longo Lc=r/2
27
Esfera Lc=r/3
[ ] Fo . Bi exp
T Ti
T ) t ( T
i
− ·
∞ −
∞ −
·
θ
θ
onde Bi=hLc/k e
2
Lc
t
Fo
α
·
Fo é o número de Fourier ou tempo relativo.
A equação escrita com estes dois números generalizam a equação para diversos tipos
geométricos.
Os números de Bi e Fo caracterizam a análise transiente.
Gradientes de temperatura no interior do meio não são desprezíveis
- Determinação da distribuição de temperatura no interior do sólido como uma função
do tempo e da posição
Para unidimensional, k constante e sem geração
) t , x (
t
T 1
x
T
2
2


α
·


Especificar as condições inicial e de contorno
- Para parede plana de espessura 2L (simetria geométrica e térmica na linha de centro)
Condição inicial t=0 T(x,0)=Ti
Condições de contorno x=0
0
x
T
·


x=L
) T ) t , L ( T ( h
dx
dT
k ∞ − · −
T=T(x,t,Ti,T∞,L,k,α ,h)
Resolução: - métodos analíticos (separação de variáveis)
- métodos numéricos
28
Adimensionalização das equações e condições
- diminui a dependência da temperatura
- arranjo de variáveis em grupos
Temperatura
∞ −
∞ −
·
θ
θ
· θ
T Ti
T T
i
*
Coordenada espacial
L
x
x
*
·
L = semi espessura da parede plana
Tempo
Fo
L
t
t
2
*
·
α
·
Equação torna-se:
Fo
x
*
2 *
* 2

θ ∂
·

θ ∂
Condições: 1 ) 0 , x (
* *
· θ
0
x
*
*
·

θ ∂
) t , 1 ( Bi
x
* *
*
*
θ − ·

θ ∂
) Bi , Fo , x ( f
* *
· θ
Para uma dada geometria a distribuição transiente de temperatura é uma função de x
*
,
Fo e Bi. A solução não depende de valores particulares.
1) Soluções analíticas aproximadas
A) Parede plana
29
- Temperatura
) x cos( ) Fo exp( C
*
1
2
1 1
*
ξ ξ − · θ
ou onde
∞ −
∞ −
· ξ − · θ
T Ti
T To
) Fo exp( C
2
1 1
*
o
C
1
e ξ
1
(em rad) são tabelados para cada geometria em função de Bi.
- Quantidade total de energia que deixou a parede até um dado instante de tempo t
) T Ti ( cV Q
o
∞ − ρ ·
Energia interna inicial da parede em relação
à temperatura do fluido ou quantidade
máxima de transferência de calor para
tempo infinito.
Q/Q
o
=qde total de energia transferida ao longo do intervalo de tempo/transferência
máxima
Ou
*
o
1
1
o
sen
1
Q
Q
θ
ξ
ξ
− ·
B) Cilindro infinito – raio ro
Idealização que permite utilizar a hipótese de condução unidimensional na direção
radial. Razoável para L/ro>=10.
) r ( Jo ) Fo exp( C
*
1
2
1 1
*
ξ ξ − · θ
onde Jo= função de Bessel tabelada
30
ou ) r ( Jo
*
1
*
o
*
ξ θ · θ onde
∞ −
∞ −
· ξ − · θ
T Ti
T To
) Fo exp( C
2
1 1
*
o
) ( J
2
1
Q
Q
1 1
1
*
o
o
ξ
ξ
θ
− · onde J
1
= função de Bessel tabelada
C) Esfera – raio ro
) r sen(
r
1
) Fo exp( C
*
1
*
1
2
1 1
*
ξ
ξ
ξ − · θ

ou
) r sen(
r
1
*
1
*
1
*
o
*
ξ
ξ
θ · θ
onde
∞ −
∞ −
· ξ − · θ
T Ti
T To
) Fo exp( C
2
1 1
*
o
[ ] ) cos( ) sen(
3
1
Q
Q
1 1 1
3
1
*
o
o
ξ ξ − ξ
ξ
θ
− ·
Representações gráficas para as soluções aproximadas analíticas (Cartas)
- Meio conveniente para resolução dos problemas unidimensionais de condução
transiente para Fo>0,2
- Soluções analíticas têm maior precisão.
2.3 TRANSFERÊNCIAS DE CALOR POR CONVECÇÃO
Convecção é a transferência de calor pelo movimento de massa de um fluido como o ar
ou a água quando o fluido aquecido é levado a se afastar da fonte de calor, levando
energia com ele. Convecção acima de uma superfície quente ocorre porque o ar quente
31
se expande, torna-se menos densa , e sobe (ver Lei do Gás Ideal ). Água quente é
também menos denso que a água fria e se eleva, provocando correntes de convecção,
que o transporte de energia.
Figura 01.15
Convecção também pode levar a
circulação em um líquido, como no
aquecimento de uma panela de água sobre
uma chama. Água aquecida se expande e
se torna mais dinâmico. Águas mais frias,
mais densas perto da superfície desce e
padrões de circulação podem ser
formados, embora eles não sejam tão
regulares como sugerido no desenho.
Figura 01.16
Células de convecção são visíveis no óleo de
cozinha na panela aquecida à
esquerda. Aquecimento do óleo produz
mudanças no índice de refração do óleo,
tornando os limites da célula visível. Padrões de
circulação formulário e, presumivelmente, a
parede-como estruturas visíveis são as fronteiras
entre os padrões de circulação.
figura 01.17
32
Convecção é pensada para jogar um papel
importante no transporte de energia a partir
do centro do Sol até a superfície, e em
movimentos do magma quente debaixo da
superfície da terra. A superfície visível do
Sol (fotosfera) tem uma aparência granular
com uma dimensão típica de um grânulo
sendo 1000 km. A imagem à direita é do site
da NASA Física Solar e é creditado a G.
Scharmer e o Telescópio Solar Sueco de
vácuo. Os grânulos são descritos como
células de convecção que transportam calor
do interior do Sol para a superfície.
Figura 01.18
Na transferência de calor comum na Terra, é difícil quantificar os efeitos de convecção,
uma vez que dependem intrinsecamente não uniformidades pequenas em meio de outra
forma bastante homogênea. Em coisas de modelagem como o resfriamento do corpo
humano, que geralmente apenas fixo-lo com a condução.
33
Capítulo III – Correlações da convecção
3.1 Convecção Natural
• Movimento do fluído ocorre quando a força de corpo age num fluido com gradiente de
densidade (causado por ΔT, p.ex.) →força de empuxo
• Velocidades são menores do que na
Convecção forçada (⇒h menores)
Para gases e líquidos, ρ cai com T
Figura 01.19
Em escoamentos não confinados
Figura 01.20
Equações que governam o problema
- regime permanente, 2-D, propriedades ctes (exceto densidade), hipóteses da CL
Válidas
34
Equação de momentum na dir x:
Figura 01.21
Equação de momentum na dir y
35
Se a densidade varia apenas com a temperatura:
As equações devem ser resolvidas de forma acoplada
Obs.: Para gases ideais:
Similaridade
- Parâmetros adimensionais:
Equações adimensionais:
Número de Grashof: razão entre forças de empuxo e forças viscosas
Efeitos combinados de convecção forçada e natural devem ser considerados quando
Se GrL/ReL2<<1: efeitos da convecção natural são desprezíveis NuL=f(ReL,Pr)
Se GrL/ReL2>>1: efeitos da convecção forçada são desprezíveis NuL=f(GrL,Pr)
36
3.2 Convecção forçada
É um mecanismo ou tipo de transporte de calor no qual o movimento do fluido é gerado
por uma fonte externa (como uma bomba, ventilador, dispositivo de sucção, etc.). Deve
ser considerada como um dos principais métodos de transferência de calor útil como
quantidades significativas de energia térmica calor podem ser transportadas de forma
muito eficiente e este mecanismo é muito comumente encontrado na vida cotidiana,
incluindo aquecimento central, ar condicionado, turbinas a vapor e em muitas outras
máquinas. Convecção forçada é freqüentemente encontrada por engenheiros projetando
ou analisando trocadores de calor, fluxos em tubulações, o fluxo sobre uma placa
apresentando uma diferença de temperatura com o fluxo (no caso de uma asa de ônibus
espacial durante a sua reentrada, por exemplo). No entanto, em qualquer situação de
convecção forçada, certa quantidade de convecção natural está sempre presente, sempre
que houver forças G presentes (ou seja, menos que o sistema está em queda livre).
Quando a convecção natural não é desprezível, esses fluxos são geralmente referidos
como convecção mista.
Quando se analisa convecção potencialmente mista, um parâmetro denominado número
de Arquimedes (Ar) parametriza a força relativa da convecção livre e forçada. O número
de Arquimedes é a razão entre o número de Grashof e o quadrado do número de
Reynolds, que representa a razão da força empuxo e força de inércia, e que determina a
contribuição da convecção natural. Quando a Ar >> 1, a convecção natural domina, e
quando Ar << 1, o domínio é da convecção forçada.
Quando a convecção natural não é um fator significativo, a análise matemática com
teorias de convecção forçada normalmente produz resultados precisos. O parâmetro de
importância na convecção forçada é o número de Peclet, que é a razão de advecção
(movimento por correntes) e difusão (movimento de alta a baixas concentrações) de
calor.
Quando o número de Peclet é muito maior do que a unidade (1) domina a advecção
difusão. Similarmente, as razões muito menores indicam uma maior taxa de difusão em
relação à advecção.
37
Capítulo IV – Transferência de calor com mudança de fase
4.1 Ebulição
O fenômeno da ebulição ocorre quando uma substância passa do estado
líquido para o estado gasoso, e é constante para uma mesma substância, nas mesmas
condições de pressão. O ponto de ebulição da água no nível do mar é de 100,0°C.
Quando um soluto não volátil é dissolvido em água, observa-se que
a temperatura de ebulição da solução formada é superior ao valor da temperatura de
ebulição da água pura. Este fenômeno é denominado efeito ebulioscópico. Informações
sobre a elevação do ponto de ebulição de soluções são fundamentais para o projeto e
resolução de equações de balanço de diversos tipos de equipamentos da indústria
química, em particular evaporado
res de múltiplo efeito. Algumas equações podem ser encontradas na literatura para
predição deste parâmetro, porém sua validade é restrita a soluções diluídas ou soluções
ideais. Tais hipóteses não podem ser aceitas na grande maioria dos processos de
interesse industrial. No caso de evaporadores, deseja-se aumentar o teor de sólidos de
um determinado licor até valores onde uma solução nunca poderia ser considera diluída.
Além disto, cita-se o exemplo da concentração de soluções de sais, que não podem ser
admitidas como soluções ideais. Desta forma, torna-se necessário o uso de dados
experimentais da elevação do ponto de ebulição, em função da concentração de sólidos
e pressão.
A Lei de Raoult estabelece que em soluções ideais, a pressão parcial de um
componente numa solução é dada pelo produto de sua fração molar e sua pressão de
vapor na temperatura da solução. Assim, quanto maior for a concentração de um
determinado soluto dissolvido em água, menor será a fração molar da água na solução e,
conseqüentemente, menor será o valor da pressão parcial da água. Admitindo que o
soluto seja não-volátil, a solução entrará em ebulição quando a pressão parcial da água
se igualar com a pressão do sistema. Para que isto ocorra, é necessário que a solução
seja aquecida até uma temperatura superior à temperatura de ebulição da água pura.
Informações sobre a elevação do ponto de ebulição de soluções aquosas são
fundamentais no estudo de diversas operações unitárias da indústria química. Nota-se,
entretanto que estes dados não são encontrados facilmente na literatura. Entretanto,
dados de pressão parcial da água sobre soluções aquosas são encontrados com maior
facilidade nos livros usualmente consultados por estudantes de engenharia química. Este
trabalho apresenta um procedimento, baseado em princípios de termodinâmica, para
calcular a elevação do ponto de ebulição de soluções a partir de dados de pressão parcial
da água.
38
4.2 Condensação
É uma das fases em que ocorre a transformação da matéria, do estado gasoso para o
estado líquido. A condensação que normalmente ocorre quando o vapor é resfriado pode
ocorrer em sistemas fechados com o vapor comprimido sendo que ambas as situações
dependem somente do equilíbrio entre a pressão e temperatura.
Os sistemas de condensação são explorados nas refinarias em destilação e usados na
transformação de energia em turbinas termoelétricas e na produção de frio criogenia .
Esse fenômeno pode ser observado também no dia-a-dia quando um copo de água
gelado é cercado externamente por gotículas de água. Essas gotículas eram vapor de
água que estavam no ar e que, ao serem resfriadas pela superfície gelada do copo,
condensaram.
Figura 01.22
39
4.3 Trocadores de Calor
Um trocador de calor ou permutador de calor é dispositivo para transferência de
calor eficiente de um meio para outro. Tem a finalidade de transferir calor de um fluido
para o outro, encontrando-se estes a temperaturas diferentes. Os meios podem ser
separados por uma parede sólida, tanto que eles nunca se misturam, ou podem estar em
contato direto. Um permutador de calor é normalmente inserido num processo com a
finalidade de arrefecer (resfriar) ou aquecer um determinado fluido. São amplamente
usados em aquecedores, refrigeração, condicionamento de ar, usinas de geração de
energia, plantas químicas, plantas petroquímicas, refinaria de petróleo, processamento
de gás natural, e tratamento de águas residuais. Em muitos textos em inglês é abreviado
para HX (heat exchanger).
Um exemplo comum de trocador de calor é o radiador em um carro, no qual a fonte de
calor, a água, sendo um fluido quente de refrigeração do motor, transfere calor para o ar
fluindo através do radiador (i.e. o meio de transferência de calor). Noutras aplicações
são usados para refrigeração de fluidos, sendo os mais comuns, óleo e água e são
construídos em tubos, onde, normalmente circula o fluido refrigerante (no caso de um
trocador para refrigeração). O fluido a ser refrigerado circula ao redor da área do tubo,
isolado por outro sistema de tubos (similar a uma Serpentina (duto)) que possui uma
ampla área geometricamente favorecida para troca de calor.
O material usado na fabricação de trocadores de calor, geralmente possui um coeficiente
de condutibilidade térmica elevado. Sendo assim, são amplamente utilizados o cobre e
o alumínio e suas ligas.
Dentro da teoria em engenharia, é um volume de controle, sendo que este equipamento
normalmente opera em regime permanente, onde as propriedades da seção de um fluido
não se alteram com o tempo.
A eficiência de um trocador de calor depende principalmente:
 Do material utilizado para construção;
 Da característica geométrica e
 Do fluxo, temperatura e coeficiente de condutibilidade térmica dos fluidos em
evidência.
Genericamente, para melhorar a troca de calor, são colocados aletas em toda a área da
tubulação. Estas aletas fazem com que o fluido se disperse em áreas menores, assim,
facilitando a troca de calor. Aletas consistem em células interligadas entre si, onde
circula fluido. São construídas em materiais de excelente condutibilidade térmica. Seu
uso, a carreta uma grande desvantagem em um sistema termodinâmico, pois reduzem
drasticamente a pressão com relação a entrada e saída. A maioria dos trocadores de
calor utiliza tubos com geometrias que favorecem a troca de calor, onde internamente,
há em sua área aletas.
40
Figura 01.23
Um trocador de calor de placas intercambiáveis. Os permutadores de calor existem em
várias formas construtivas consoantes a aplicação a que se destinam, sendo as
principais:
 Permutador de calor de carcaça e tubos (em inglês shell and tube heat
exchanger)
 Permutador de calor de placas (plate heat exchanger)
 Permutador de calor de placas brasa das com aletas (brazed plate fin heat
exchanger)
Quanto as fases, existem 2 tipos de trocadores de calor:
 Monofásico, onde não há mudança de fase no fluido a ser refrigerado ou
aquecido e
 Multifase, onde há mudança de estado físico do fluido.
Exemplo de trocadores de calor monofásicos: Radiador de água e intercooler (ou
radiadores a ar).
Exemplo de trocadores de calor multifase: Condensador e evaporadores.
41
4.4 TIPOS DE TROCADORES DE CALOR
Trocador de calor casco e tubo
Figura 01.23
Um trocador de calor casco e tubo
Trocadores de calor casco e tubo consistem de uma série de tubos. Um conjunto destes
tubos contém o fluido que deve ser ou aquecido ou esfriado. O segundo fluido corre
sobre os tubos que estão sendo aquecidos ou esfriados de modo que ele pode fornecer o
calor ou absorver o calor necessário. O conjunto de tubos é chamado feixe de tubos e
pode ser feita de vários tipos de tubos: simples, longitudinalmente aletados, etc.
Trocadores de calor casco e tubos são normalmente utilizados para aplicações de alta
pressão (com pressões superiores a 30 bar e temperaturas superiores a 260°C).
[2]
Isso
ocorre porque os trocadores de calor casco e tubo são robustos, devido à sua forma.
Existem várias características de projeto térmico, que devem ser tidas em conta quando
projeta-se os tubos na nos trocadores de calor de casco e tubo. Estas incluem:
 Diâmetro dos tubos: Usar-se tubos de pequeno diâmetro faz o trocador de calor
tanto econômico como compacto. No entanto, é mais provável o trocador de
calor incrustam mais rapidamente e pequeno tamanho faz a limpeza mecânica
das incrustações difícil. Ao prevalecer a incrustação e os problemas de limpeza,
tubos de diâmetros maiores devem ser utilizados. Assim, para determinar o
diâmetro de tubos, o espaço disponível, custos, incrustação bem como a natureza
dos fluidos deve ser considerada.
 Espessura de parede de tubo: A espessura das paredes dos tubos é normalmente
determinada de maneira a garantir:
 Existir espaço suficiente para a corrosão
 Que a vibração induzida por fluxo tenha resistência
 Resistência axial
 Disponibilidade de peças sobressalentes
 Resistência de contenção ou "de cintura" (para suportar a pressão do tubo
interno)
 Resistência à flambagem (para suportar sobrepressão no casco)
 Comprimentos dos tubos: trocadores de calor são normalmente mais baratos
quando ten um menor diâmetro de casco e um longo comprimento de tubo.
Assim, normalmente há um objetivo de tornar o trocador de calor, enquanto ao
mesmo tempo fisicamente possível, não excedendo as capacidades de produção.
No entanto, existem muitas limitações para isso, inclusive o espaço disponível
no local onde vai ser utilizado e a necessidade de assegurar que não haja tubos
disponíveis em comprimentos que são o dobro do comprimento necessário (para
42
que os tubos possam ser retirados e substituídos). Além disso, o que tem que ser
lembrado, os tubos finos são difíceis de remover e substituir.
 Passo (pitch) dos tubos: quando se projeta os tubos, é prático para garantir que o
passo (pitch) dos tubos (i.e., a distância do centro do tubo ao centro de tubos
adjacentes) não seja inferior a 1,25 vezes o diâmetro dos tubos externos. Um
passo maior dos tubos leva a um maior diâmetro global do casco que leva a um
trocador de calor mais caro.
 Corrugação dos tubos: este tipo de tubos, tubos corrugdos, utilizados
principalmente para os tubos internos, aumenta a turbulência dos fluidos e o
efeito é muito importante na transferência de calor dando um melhor
desempenho.
 Distribuição ou configuração (layout) dos tubos: refere-se a como os tubos são
posicionados dentro do casco. Existem quatro tipos principais de configuração
dos tubos, os quais são triangulares (30°), triangular "girado" (60°), quadrado
(90°) ou quadrado girado (45°). Os padrões triangulares são empregados para
produzir maior transferência de calor em que força-se o fluido a fluir de uma
forma mais turbulenta ao redor da tubulação. Padrões quadrados são empregados
onde alta incrustação é experimentada e operações de limpeza são mais
regulares.
 Projeto das chicanas: chicanas ou defletores são usados em trocadores de calor
casco e tubo para direcionar o fluido através do feixe de tubos. Eles correm
perpendicularmente ao caso e mantém coeso e fixo o feixe de tubos, evitando
que os tubos de vergarem ao longo de um comprimento longo. Eles também
podem impedir que os tubos vibrem excessivamente. O tipo mais comum de
chicana é a chicana segmentar. As chicanas segmentares semicirculares são
orientadas a 180 graus para as chicanas adjacentes forçando o líquido a fluir para
cima e para baixo entre o feixe de tubos. Chicanas de espaçamento são de
grande importância termodinâmica no projeto de trocadores de calor de casco e
tubo. Chicanas devem ser espaçadas, tendo em consideração para a conversão da
queda de pressão e transferência de calor. Para a otimização térmica e
econômica é sugerido que as chicanas sejam espaçadas não mais de 20% do
diâmetro interno do casco. Tendo-se chicanas espaçadas muito próximas
provoca-se uma maior queda de pressão por causa do redirecionamento de fluxo.
Conseqüentemente com as chicanas espaçadas significa que pode haver regiões
mais frias nos cantos entre as chicanas. Também é importante para garantir que
as chicanas sejam espaçadas perto o suficiente para que os tubos não cedam. O
outro tipo principal de defletor é o disco e defletor de rosca, que consiste de dois
defletores concêntricos, o defletor exterior mais amplo parece uma rosquinha
(donut), embora o defletor interno é em forma de disco. Este tipo de defletores
força o fluido a passar em torno de cada lado do disco, em seguida, através do
defletor donut gerando um tipo diferente de fluxo de fluido.
43
Figura 01.24
Diagrama conceitual de um trocador de calor placa e quadro
Figura 01.25
Um trocador de calor de placa única
Trocador de calor de placas
Outro tipo de trocador de calor é o trocador de calor de placas. Um deles é composto
por placas múltiplas, finos, levemente separados que têm áreas de superfície muito
grande e as passagens de fluxo de fluido de transferência de calor. Este arranjo
empilhado de placas pode ser mais eficaz, em um determinado espaço, que o trocador
de calor de casco e tubos. Avanços na tecnologia de vedação e brasagem fizeram o
permutador de calor do tipo placa cada vez mais prático. Em aplicações HVAC, grandes
trocadores de calor deste tipo são chamados placas-e-quadros, quando utilizados em
circuitos abertos, estes trocadores de calor são normalmente do tipo vedado permitindo
desmontagem, limpeza e inspeção periódica. Existem muitos tipos de trocadores de
calor de placa permanentemente ligadas, tais como variedades de placa brasa das por
imersão e brasadas a vácuo, e muitas vezes são especificadas para aplicações de circuito
fechado, como refrigeração. Trocadores de calor de placas também diferem no tipo de
placas que são utilizadas, e nas configurações das placas. Algumas placas podem ser
carimbadas com o “chevron” (forma de insígnia), ou outros padrões, onde outros
possam ter aletas e/ou ranhuras usinadas.
Trocador de calor circular adiabático
Um quarto tipo de trocador de calor utiliza um fluido intermediário ou armazena sólidos
para manter o calor, que é então transferido para o outro lado do trocador de calor a ser
44
liberado. Dois exemplos disso são rodas adiabáticas, que consistem em uma grande roda
com linhas finas em rotação através dos quais fluem os fluidos quentes e frios, e
trocadores de calor fluido.
Trocador de calor de placas aletadas
Este tipo de trocador de calor utiliza com passagens em "sanduíche" para aumentar a
efetividade da unidade. Os projetos incluem fluxo transversal e contrafluxo com
diversas configurações de aletas tais como aletas retas, aletas deslocadas e as aletas
onduladas.
Trocadores de calor de placas aletadas são normalmente feitos de ligas de alumínio, que
proporcionam maior eficiência de transferência de calor. O material permite que o
sistema funcione a baixa temperatura e reduzem o peso do equipamento. Trocadores de
calor de placas aletadas são usados principalmente para serviços de baixa temperatura,
como plantas de liquefação de gás natural, hélio e oxigênio, as plantas de separação de
ar e na indústria de transportes como motores e motores de aeronaves.
Figura 01.26
Um trocador de calor de placas intercambiáveis aplicado ao sistema de uma piscina de
natação.
Vantagens de trocadores de calor de placas e aletas:
 Alta eficiência de transferência de calor especialmente em tratamento de gás
 Maior área de transferência de calor
 Aproximadamente 5 vezes mais leves em peso que os de correspondentes em
capacidade trocadores de calor de casco e tubos
 Capaz de suportar a alta pressão
Desvantagens de trocadores de calor de placas e aletas:
 Pode ocorrer entupimento das vias que são muito estreitas
 Dificuldade de limpar as vias
Trocadores de calor fluidos
Este é um trocador de calor com um gás que passa para cima através de um banho de
líquido (freqüentemente água), e o fluido é, então, levado para outro lugar antes de ser
45
refrigerado. Isto é comumente utilizado para o resfriamento de gases ao mesmo tempo
em que se removem certas impurezas, assim, resolve-se dois problemas de uma vez. É
amplamente utilizado em máquinas de café expresso como um método de poupar-se
energia de resfriamento de água superaquecida para ser utilizada na extração do
expresso.
Unidades de recuperação de calor de resíduos
Uma unidade de recuperação de calor (WHRU, Waste Heat Recovery Unit) é um
trocador de calor que recupera o calor de um fluxo de gás quente durante sua
transferência para um meio de trabalho, geralmente água ou óleo. O fluxo de gás quente
pode ser o gás de exaustão de uma turbina a gás ou um motor a diesel ou a gás de
resíduos provenientes da indústria ou da refinaria.
Trocador de calor de superfície raspada dinâmico
Outro tipo de trocador de calor é chamado "trocador de calor de superfície raspada
(dinâmico)”. São principalmente usados em aquecimento ou resfriamento com produtos
altamente viscosos, processos de cristalização, aplicações de evaporação e
alta incrustação. Longos tempos de atividade são alcançados devido à raspagem
contínua da superfície, evitando assim incrustação e alcançando uma taxa de
transferência de calor sustentável durante o processo.
A fórmula usada para isto será Q = A.U.LMTD, onde Q é a taxa de transferência de
calor.
Trocadores de calor de mudança de fase
Figura 01.27
Típico refervedor de caldeira usado para torres de destilação industrial
Figura 01.28
Típico condensador de superfície refrigerado a água
46
Em adição a aquecimento ou resfriamento de fluidos em apenas uma única fase,
trocadores de calor podem ser utilizados para aquecer um líquido para evaporá-lo (ou
fervê-lo) ou são utilizados como condensadores arrefecendo um vapor e condensando-
o em um líquido. Em plantas químicas e refinarias, referve dores utilizados para aquecer
alimentos de entrada para torres de destilação são freqüentemente trocadores de calor.
Instalações de destilação normalmente utilizam condensadores para condensar os
vapores destilados novamente em líquido.
Usinas que tenham turbinas movidas a vapor comumente utilizam trocadores de calor
para ferver água em vapor. Trocadores de calor ou unidades similares para a produção
de vapor de água são freqüentemente chamados caldeiras ou geradores de vapor.
Em plantas de usinas nucleares chamadas reatores de água
pressurizada (PWR,Pressurized Water Reactor), trocadores de calor especialmente
grandes os quais passam o calor do reator do sistema primário (planta do reator nuclear)
para o secundário (planta de vapor), produzindo vapor da água no processo, são
chamados geradores de vapor. Toda a usina de energia fóssil e nuclear usando turbinas
impulsionadas a vapor tem condensadores para converter o vapor de exaustão das
turbinas em condensado (água) para reutilização.
Para conservar a energia e capacidade de resfriamento em indústrias químicas e outras
plantas, trocadores de calor regenerativos podem ser usados para a transferência de
calor de uma corrente (fluxo) que precisa ser resfriado a outra corrente que precisa ser
aquecida, tal como um destilado de arrefecimento e alimentação do refervedor de pré-
aquecimento.
Este termo pode também referir-se trocadores de calor que contêm um material dentro
de sua estrutura que tem uma mudança de fase. Isso geralmente é uma fase sólida para
uma líquida, devido à pequena diferença de volume entre estes estados. Esta mudança
de fase efetivamente atua como um "amortecedor" (buffer), pois ocorre a uma
temperatura constante, mas ainda permite que o trocador de calor receba o calor
adicional. Um exemplo onde isto tem sido investigado é para o uso em eletrônicos de
aeronaves de alta potência.
Trocadores de calor de contato direto
Trocadores de calor de contato direto envolvem transferência de calor entre correntes
quentes e frias de duas fases na ausência de uma parede de separação. Assim tais
trocadores de calor podem ser classificados como:
 Gá – líquido
 Líquido imiscível – líquido
 Sólido-líquido ou sólido-gás
A maioria dos trocadores de calor contacto directo cai sob a categoria Gás-Líquido,
onde o calor é transferido entre gás e líquido na forma de gotas, filmes ou sprays.
Tais tipos de trocadores de calor são usados predominantemente em ar
condicionado, umidificarão de ambientes, resfriamento de água e plantas de
condensação.
Fases
Fase
contínua
Força
condutora
Mudança
de fase
Exemplos
Gás –
Líquido
Gás Gravidade Não Colunas spray, colunas rechedas
Sim
Torres de resfriamento, evaporadores por
gotejamento
47
Forçada Não Resfriadores spray/supressores
Fluxo
líquido
Sim
Condensadores spray/Condensadores e
evaporadores por jato
Líquido Gravidade Não
Coluna de bolhas, colunas de bandejas
perfuradas
Sim Condensadores de coluna de bolhas
Forçada Não Espargidores de gás
Fluxo de gás Sim
Evaporadores de contato direto,
combustão submersa
Serpentinas de ar HVAC
Uma das maiores utilizações de trocadores de calor é para ar condicionado das
edificações e veículos. Esta classe de trocadores de calor é comumente
chamada serpentinas ou bobinas de ar, ou apenas serpentinas devido à sua tubulação
interna freqüentemente em serpentina. Serpentinas HVAC líquido-ar, ou ar-líquido são
tipicamente de arranjo de fluxo cruzado. Nos veículos, serpentinas de calor são
freqüentemente chamadas aquecedores centrais.
No lado líquido destes trocadores de calor, os fluidos comuns são água, uma solução de
água-glicol, vapor, ou um refrigerante. Para serpentinas de aquecimento, água quente e
vapor são mais comuns, e este fluido de aquecimento é suprido por caldeiras, por
exemplo. Para serpentinas de resfriamento, água resfriada e refrigerante é mais comum.
Água resfriada é suprida a partir de uma máquina frigorífica que é potencialmente
localizado muito longe, mas refrigerante deve ser proveniente de uma unidade de
condensação nas proximidades. Quando um refrigerante é utilizado, a serpentina de
resfriamento é o evaporador no ciclo de refrigeração por compressão de vapor.
Serpentinas HVAC que usam essa expansão direta de refrigerantes são comumente
chamados serpentinas DX.
No lado do ar de serpentinas HVAC existe uma diferença significativa entre aquelas
utilizadas para o aquecimento, e as de refrigeração. Devido a psicrometria, o ar que é
esfriado freqüentemente tem condensação de umidade fora dela, exceto com fluxos de
ar extremamente seco. Aquecimento de algum ar a capacidade deste fluxo de ar de reter
água. Então, em serpentinas de aquecimento não é necessário considerar a condensação
da umidade em seu lado ar, mas serpentinas de resfriamento devem ser adequadamente
projetadas e selecionadas para lidar com a sua particular umidade latente, assim como
as cargas de resfriamento sensível. A água que é removida é chamada condensada.
Para muitos climas, serpentinas HVAC de água ou vapor podem ser expostos a
condições de congelamento. Dado que água expande-se sob congelamento, estes um
tanto caros e difíceis de substituir trocadores de calor de paredes finas podem ser
facilmente danificados ou destruídos por apenas um congelamento. Assim, proteção
contra o congelamento das serpentinas é uma das principais preocupações dos
projetistas, instaladores e operadores de HVAC.
A introdução de recortes colocados dentro das aletas do trocador de calor controla a
condensação, permitindo que as moléculas de água permaneçam no ar refrigerado. Esta
invenção permitiu a formação de gelo sem refrigeração do mecanismo de refrigeração.
[
Os trocadores de calor em combustão direta de caldeiras, típicos em muitas resistências,
não são 'serpentinas'. Eles são, pelo contrário, trocadores de calor gás-ar que são
tipicamente feitos de metal estampado em chapa de aço. Os produtos da combustão
passam de um lado destes trocadores de calor e ar a ser condicionado pelo outro.
Um permutador de calor rachado é, portanto, uma situação perigosa que exige atenção
48
imediata, pois os produtos de combustão são então susceptíveis de entrar na edificação
ou instalações.
Trocadores de calor espirais
Figura 01.29
Desenho esquemático de um trocador de calor espiral.
Um trocador de calor espiral (SHE, spiral heat exchanger), pode referir-se a uma
configuração de tubos helicoidal (espiralada), mais genericamente, o termo refere-se a
um par de superfícies planas que são espiraladas de forma a formar os dois canais em
um arranjo de fluxo contracorrente. Cada um dos dois canais tem dois longos trajetos
curvos. Um par de entradas de fluido é conectado tangencialmente a outros braços da
espiral, e as entradas axiais são comuns, mas opcionais.
A principal vantagem dos trocadores SHE é seu uso do espaço altamente eficiente. Esse
atributo é muitas vezes alavancado e parcialmente realocado para ganhar outras
melhorias no desempenho, de acordo com metodologias conhecidas em projeto de
trocadores de calor. (Uma metodologia destacada é a comparação do custo de
capital versus o custo operacional.) Um SHE compacto pode ser usado para ter uma
menor ocupação nas instalações, e, portanto reduz todos os custos de capital
relacionados, ou um sobre dimensionado SHE pode ser usado para ter-se menor queda
de pressão, menor energia de bombeamento, mais alta eficiência térmicos, e mais baixos
custos de energia.
Construção
As distâncias entre as folhas dos canais em espiral são mantidas usando pinos
espaçadores que foram soldados antes de serem rolados. Uma vez que o pacote espiral
principal foi enrolado, bordas suplentes superiores e inferiores são soldadas e cada
extremidade fechada por um plano cone de cobertura cobrir aparafusado ao corpo. Isso
assegura que a mistura dos dois líquidos não irá ocorrer. Se um vazamento acontecer,
será da cobertura de periferia para a atmosfera, ou para uma passagem que contém a
mesmo fluido.
Autolimpeza
49
Trocadores SHE são freqüentemente usados no aquecimento de fluidos que contenham
sólidos e, portanto, tem uma tendência a incrustação no interior do trocador de calor. A
baixa queda de pressão dá ao trocador SHE sua capacidade de lidar com incrustações
mais facilmente. O trocador SHE usa um mecanismo de "autolimpeza" pelo qual as
superfícies sujas causam um aumento localizado da velocidade do fluido, aumentando
assim a arraste (ou atrito fluido) sobre a superfície incrustada, contribuindo assim para
retirar o bloqueio e manter limpo o trocador de calor. "As paredes internas que
compõem a superfície de transferência de calor são muitas vezes bastante grossas, o que
torna o trocador SHE muito robusto, e capaz de durar muito tempo em ambientes
exigentes." Eles também são facilmente limpos, abrindo-se como um forno onde
qualquer acumulação de incrustação pode ser removidos por lavagem à pressão.
Disposição dos fluxos
Figura 01.30
Fluxos concorrente e contracorrente.
Existem três tipos principais de fluxos em um trocador de calor espiral:
1. Fluxo em contracorrente: Ambos os fluxo de fluidos em direções opostas, é
utilizado para aplicações líquido-líquido, condensação e arrefecimento de gás.
As unidades são geralmente montadas verticalmente quando condensação de
vapor e montadas horizontalmente ao manusear altas concentrações de sólidos.
2. Fluxo em Espiral/fluxo cruzado: Um fluido está em fluxo em espiral e outro
em um fluxo cruzado. As passagens do fluxo em espiral são soldados de cada
lado para este tipo de trocador de calor em espiral. Esse tipo de escoamento é
adequado para lidar com gases de baixa densidade, que passam pelo fluxo
cruzado, evitando a perda de pressão. Ele pode ser usado para aplicações
líquido-líquido se um líquido tem uma vazão consideravelmente maior do que o
outro.
3. Vapor distribuido/fluxo em espiral: Este projeto é um condensador, e é
geralmente montado verticalmente. Ele é projetado para atender a sub-
resfriamento tanto de condensado e não condensáveis. O resfriante move-se em
uma espiral e sai através do topo. Gases quentes que entram deixam condensado
que sai através da saída inferior.
Aplicações
Os trocadores SHE são bons para aplicações tais como pasteurização, aquecimentos de
digestores, recuperação de calor, pré-aquecimento (ver: recuperador), e esfriamento de
efluentes. Para tratamento de lamas, trocadores SHE são geralmente menores que outros
tipos de trocadores de calor.
50
Seleção
Devido às muitas variáveis envolvidas, a seleção ótima de um trocador de calor é
desafiante. Cálculos manuais são possíveis, mas muitas interações são tipicamente
necessárias. Assim, trocadores de calor são mais freqüentemente selecionados através
de programas de computador, que por projetistas de sistemas, que são
tipicamente engenheiros, ou pelos fornecedores de equipamentos.
De maneira a selecionar um trocador de calor apropriado, os projetistas de sistemas (ou
fornecedores dos equipamentos) em primeiro lugar consideram as limitações de projeto
para cada tipo de trocador de calor. Embora o custo seja muitas vezes o primeiro critério
avaliado, há vários outros importantes critérios de seleção que incluem:
 Limite de alta e baixa pressão
 Performance térmica
 Faixas de temperatura
 O conjunto de produtos (líquido/líquido líquidos com particulado ou alto teor de
sólidos)
 Queda de pressão ao longo do trocador
 Capacidade de fluxo de fluido
 Características de limpeza, manutenção e reparo
 Materiais requeridos para construção
 Capacidade e facilidade de futura expansão
A escolha do trocador de calor correto requer algum conhecimento de diferentes tipos
de trocadores de calor, assim como o ambiente no qual a unidade irá operar.
Tipicamente na indústria de manufatura, diversos tipos diferentes de trocadores de calor
são usados para apenas um processo ou sistema para obter-se o produto final. Por
exemplo, um trocador de calor kettle para pré-aquecimento, um trocador de tubo duplo
para o fluido transportador e um trocador placa e quadro para resfriamento. Com
suficiente conhecimento de tipos de trocadores de calor e requerimentos de operação,
uma seleção apropriada pode ser feita para otimizar-se o processo.
Monitoração e manutenção
A inspeção de integridade de trocadores de calor tubular e de placas podem ser
testados in situ por métodos de condutividade ou por gás hélio. Estes métodos
confirmam a integridade das placas ou tubos para prevenir qualquer contaminação
cruzada e as condições das juntas.
Monitoração das condições dos tubos de trocadores de calor pode ser conduzida através
de ensaios não destrutivos como os ensaios não destrutivos de tubos (Tubular NDT,
de tubular nondestructive testing) e ensaios baseados em correntes parasitas. Os
mecanismos de fluxo de água e depósitos são freqüentemente simulados
por fluidodinâmica computacional (CFD, computacional fluid dynamics).
A incrustação é um problema sério em alguns trocadores de calor. Águas doces pouco
tratadas são freqüentemente usadas como água de resfriamento, o que resulta em
detritos biológicos entrando no trocador de calor e produzindo camadas, diminuindo
o coeficiente de transferência térmica. Outro problema comum é o "tártaro", ou
incrustação calcárea, que é composto de camadas depositadas de compostos químicos,
comocarbonato de cálcio ou carbonato de magnésio, relacionados com a dureza da
água.
51
Incrustação
Figura 01.31
Um trocador de calor em uma usina de energia a vapor contaminada com macro-
incrustação.
Incrustação ocorre quando um fluido passa por um trocador de calor, e as impurezas no
fluido precipitam-se sobre a superfície dos tubos.
A precipitação destas impurezas pode ser causada por:
 Uso freqüente do trocador de calor
 Ausência de limpeza regular do trocador de calor
 Redução da velocidade dos fluidos movendo-se através do trocador de calor
 Superdimensionamento do trocador de calor
Efeitos de incrustação são mais abundantes nos tubos frios dos trocadores de calor que
em tubos quentes. Isto é causado porque impurezas são menos facilmente dissolvidas
num fluido frio. Isto é porque, para a maioria das substâncias, a solubilidade aumenta
quando a temperatura aumenta. Uma notável exceção é água dura e seus sais de metais
alcalinam-terrosos onde o oposto é verdadeiro.
A incrustação aumenta a área da seção transversal para o calor ser transferido e causa
um aumento na resistência à transferência de calor através do trocador de calor. Isto é
porque a condutividade térmica da cama de de incrustação é baixa. Isto reduz
o coeficiente de transferência térmica global e a eficiência do trocador de calor.
Ocorrendo isto, pode conduzir a um aumento nos custos de bombeamento e
manutenção.
A abordagem convencional para o controle de incrustação combina a aplicação “cega”
de biocidas e produtos químicos antitártaro com testes de laboratório. Isto
freqüentemente resulta em uso excessivo de produtos químicos com o inerente efeito
colateral de acelerar o sistema de corrosão e aumentar os resíduos tóxicos - sem
mencionar o incremento de custos de tratamentos desnecessários.
No entanto, existem soluções para monitoramento contínuo incrustantes em ambientes
líquidos, tais como o sensor Neosens FS, medindo tanto a espessura de incrustação e
temperatura, permitindo otimizar a utilização de produtos químicos e controlar a
eficiência de limpeza.
O superdimensionamento dos trocadores causa o aumento da incrustação pela
diminuição do arraste tanto de sólidos particulados quanto de impurezas que se
solidificam e se precipitam ao longo do trocador, não sendo removidos continuamente
pela ação do próprio movimento em suficiente velocidade do fluido.
52
Manutenção
Trocadores de calor de placas precisam ser desmontados e limpos periodicamente.
Trocadores de calor tubulares podem ser limpos por métodos tais como a limpeza
ácida, jateamento, jato de água de alta pressão, limpeza por bala ou por hastes.
Em grande escala os sistemas de refrigeração de água para trocadores de
calor, tratamento de água tal como a purificação, a adição de produtos químicos e testes,
são usados para minimizar o sujar de equipamento de troca de calor. Outros tratamentos
de água também são usado em sistemas de vapor para usinas de energia, etc, para
minimizar a incrustação e corrosão da troca de calor e outros equipamentos.
Uma variedade de empresas começaram a utilizar a água ter tecnologia de oscilações
para evitar bioincrustação. Sem o uso de produtos químicos, este tipo de tecnologia tem
ajudado na provisão de uma baixa queda de pressão em trocadores de calor.
[
Na indústria
Trocadores de calor são largamente usados na indústria tanto para resfriamento e
aquecimento em larga escala em processos industriais. O tipo de tamanho de trocadores
de calor usados pode ser adaptado a um processo dependendo do tipo de fluido, sua
fase, temperatura, densidade, viscosidade, pressões, composição química e várias outras
propriedades termodinâmicas.
Em muitos processos industriais existe desperdício de energia ou uma corrente de calor
que está sendo exaurida, trocadores de calor podem ser usados para recuperar este calor
e colocá-lo em uso pelo aquecimento de outra corrente no processo. Esta prática poupa
uma quantidade de dinheiro na indústria como o calor fornecido a outras correntes dos
trocadores de calor que de outra dorma viria de fonte externa a qual é mais custosa e
mais nociva ao ambiente.
Trocadores de calor são usados em muitas indústrias, algumas das quais incluem:
 Tratamento de águas residuais
 Sistemas de refrigeração
 Indústria de vinhos e cervejarias
 Indústria do petróleo.
 Indústria química pesada
Na indústria de tratamento de águas residuais, trocadores de calor desempenham um
papel vital na manutenção ótima de temperaturas internamente a digestores
anaeróbicos a fim de promover o crescimento de microorganismos que removem os
poluentes das águas residuais. Os tipos mais comuns de trocadores de calor utilizados
nesta aplicação são os trocadores de calor de duplo tubo, bem como os trocadores de
calor de placa e quadro.
Em aeronaves
Em aeronaves comerciais, trocadores de calor são usados para tomar calor do suistema
de óleo do motor a aquecer combustível frio. Isto melhora a eficiência do combustível,
assim como reduz a possibilidade de água aprisionada no combustível congelado em
componentes.
No início de 2008, um Boeing 777 voando como British Airways Flight 38 acidentou-se
pouco após a pista. No início de 2009 Boeing atualizou informações para os operadores
de aeronaves, o problema foi identificado como específico dos trocadores de calor do
fluxo de óleo do motor Rolls-Royce.
Um modelo para um trocador de calor simples
53
Um trocador de calor simples pode ser entendido como dois tubos retos com fluxo de
fluido, os quais são termicamente conectados. Considera-se os tubos como de igual
comprimento L, conduzindo fluidos com capacidade térmica C
i
(energis por unidade de
massa por unidade por alteração na temperatura) e considere-se a taxa de fluxo de massa
dos fluidos através dos tubos sendo j
i
(massa por unidade de tempo), onde o
subscrito i aplica-se ao tubo 1 ou tubo 2.
Os perfis de temperatura para os tubos são T
1
(x) and T
2
(x) onde x é a distância ao longo
do tubo. Suponha-se um estado estacionário, de modo que os perfis de temperatura não
são funções de tempo. Considere-se também que somente transferência de calor de um
pequeno volume de fluido em um tubo está para o elemento de fluido no outro tubo na
mesma posição. Não haverá transferência de calor ao longo de um tubo devido a
diferenças de temperatura naquele tubo. Pela lei de Newton do resfriamento a taxa de
alteração da energia de um pequeno volume de fluido é proporcional à diferença de
temperatura entre ele e o elemento correspondente no outro tubo:
onde u
i
(x) é a energia térmica por unidade de comprimento e γ é a constante de
conecção térmica por unidade de comprimento entre os dois tubos.
Esta alteração na energia interna resulta em uma alteração na temperatura do elemento
de fluido. A taxa no tempo de alteração para o elemento de fluido sendo transportado ao
longo do fluido é:
onde J
i
= C
i
j
i
é a "taxa de fluxo de massa térmica". As equações diferenciais governando
o trocador de calor podem agora ser escritas como:
Note-se que, dado que o sistema é um estado estacionário, não há derivadas parciais de
temperatura em relação ao tempo, e já que não há transferência de calor ao longo do
tubo, não há derivadas segundas em x como é encontrado na equação do calor. Estas
duas equações diferenciais de primeira ordem acopladas podem ser resolvidas
resultando:
onde k
1
= γ / J
1
, k
2
= γ / J
2
, k = k
1
+ k
2
e A e B são duas ainda indeterminadas constantes
de integração. Fazendo-se T
10
and T
20
serem as temperaturas a x=0 e fazendo-
se T
1L
e T
2L
serem as temperaturas no final do tubo em x=L. Define-se as temperaturas
médias em cada tubo como:
54
Usando-se as soluções acima, estas temperaturas são:

Escolhendo-se quaisquer duas das temperaturas aima irá permitir que as constantes de
integração sejam eliminadas, o que permitirá que as outras quatro temperaturas sejam
encontradas. A energia total transferida é encontrada por integração das expressões para
a taxa no tempo da alteração de energia interna por unidade de comprimento:
Pela conservação da energia, a soma das duas energias é zero. A quantidade
é conhecida como a diferença de temperatura média logarítmica é é uma medida da
eficiência do trocador de calor em transferir energia térmica.
Na natureza
Diversas estruturas dos seres vivos comportam-se como trocadores de calor. Estas
diversas estruturas desenvolveram-se em forma e características no processo
evolutivo com crescentes eficiências nos processos térmicos que controlam e nas trocas
térmicas adequadas ao meio que promovem
Humanos
Os pulmões humanos, assim como os de diversas espécies homeotermas como
outros mamíferos e as aves, servem como um trocador de calor extremamente eficiente
devido a sua grande razão de área de superfície por volume. Em espécies que
tem testículos externos (tais como os humanos e diversos mamíferos), como
as artérias dos testículos são cercadas por uma malha de veias chamada de plexo
pampiniforme. Isto esfria o sangue que se dirige aos testículos, enquanto reaquece o
sangue retornando ao corpo.
[Elefantes
As orelhas dos elefantes africanos são um exemplo de estrutura desenvolvida pelo
processo evolutivo com vistas à refrigeração pela convecção forçada, especialmente
quando abanam as orelhas, da corrente sanguínea, trocando calor com o ar, operando
como trocador de calor líquido-ar em resfriamento do líquido.
Aves, peixes, baleias
Trocadores de calor em "contracorrente" ocorrem naturalmente no sistema circulatório
de peixes e baleias. Artérias da pele transportando sangue quente são interligadas com
as veias da pele transportando sangue frio, causando a troca de calor do sangue arterial
quente com o sangue venoso frio. Isto induz a perda de calor global em águas frias.
Trocadores de calor estão presentes também na língua de baleias como grandes volumes
de fluxo de água através de suas bocas. Aves limícolas usam um sistema similar para
limitar as perdas de calor de seus corpos através de suas pernas na água.
55
Animais pré-históricos
O animais pré-históricos sinapsidas, como o Dimetrodon e o Edaphosaurus, possuiam
"velas" nas costas que são hipoteticamente consideradas como tendo função de
regulagem térmica.
4.5 Transferências de calor por radiação
Neste processo a energia á conduzida pelas ondas eletromagnéticas que emite o objeto.
Estas ondas não precissam de médio material para sua passagem. A taxa de emissão de
uma superfície de área A e emissividade ε, é
onde T é a temperatura da superfície (em graus Kelvin) e s = 5.67´10-8 W/m2-K4
Fotografia de uma mão feita com um filme sensível a radiação infravermelha mostrando
a distribuição de temperaturas. Esta técnica é utilizada em medicina para detectar
qualquer alteração no fluxo sanguineo ou a presença de infeções
Aplicação
Figura 01.30
Na operação de um termograma, o aparelho deteta a radiação emitida pela pele de uma
pessõa. Como as lesões (infeções e tumores) tem temperaturas mais elevadas que os
tecidos que a circundam, os aparelhos de termografia conseguem deteta-los. Qual a
diferença entre as taxas de radiação da pele a 34 oC (307 K) e a 35 oC (308 K)?
(Resposta: 1.3%) E. Hecht, Physics, Brooks & Cole, 1994
56
57
Uma pessõa nua tem uma área superficial de 1.4 m2. A temperatura da pele 36 oC ( T =
309 K) e a emissividade é e ~ 0.9. Considerando que esta pessõa esta numa sala a 20 oC
(293 K), qual a perda de calor da pessõa? Compare seu resultado com a taxa de
metabolismo basal de uma pessoa sentada ( ~ 120 W).
Considerando que os seres humanos liberam calor nessa taxa metabolica, qual a taxa de
transferência de calor numa sala de aula com 30 estudantes?
Quanto calor os estudantes transferem para a sala de aula em 1 hora?
Compare seu resultado com a energia necessária para elevar a temperatura de
tonelada de água em 4o C, Qm = mC DT, onde C = 4190 J/kg-oC é a capacidade
calorífica da água.
Respostas: (a) DQ/Dt = eAs(T4-To
4) = 125 W; (b) 3.8 kW
(c) Q = 1.35´107 J, Qm = 1.7´107 J
Após o crepúsculo, a energia radiante pode ser sentida por uma pessõa situada próxima
de um muro de tijolos. Estes muros tem uma temperatura de aprox. 43 oC (316 K) e
emissividade e ~ 0.9. Qual o calor emitido para o ambiente por 1 m2 de muro de tijolos
a essa temperatura ?
Resposta: DQ/ Dt = 133 W

2

TRANSMISSÃO DE CALOR

Carlos Henrique Araújo Norte Matrícula: 081006076

Trabalho apresentado á disciplina De Transmissão de Calor, Professor Paulo Roberto Cruz , como requisito de avaliação

Rio de Janeiro 1º semestre de Junho de 2011

3

RESUMO

O presente trabalho apresenta dados sobre fundamentos de transmissão de calor, assim como: condução, convecção e radiação. Mecanismos combinados. Superfície protuberante. Condução em regime permanente. Condução em regime transiente. Transferência de calor por convecção. Correlações da convecção: convecção natural. Convecção forçada. Transferência de calor com mudança de fase: ebulição condensação. Trocadores de calor tipos. Transferência de calor por radiação.

4

Sumário
INTRODUÇÃO............................................................................................... 6 Capítulo I-Fundamentos de transmissão de calor........................................7 1.1 Condução..................................................................................................7 1.2 Convecção e radiação................................................................................10-11 1.3 Mecanismo combinados............................................................................12-19 Capítulo II – de superfície Protuberante.......................................................20 2.1 Conduções em regime permanente..............................................................20 2.2 Conduções em regime transiente.................................................................23 2.3 Transferências de calor por convecção........................................................31 Capítulo III – Correlações da convecção.......................................................34 3.1 Convecção natural........................................................................................34 3.2 Convecção forçada.......................................................................................37 Capítulo IV – Transferência de calor com mudança de fase.......................38 4.1 Ebulição........................................................................................................38 4.2 Condensação................................................................................................39 4.3 Trocadores de calor......................................................................................40 4.4 Tipos.............................................................................................................41 4.5 Transferências de calor por radiação...........................................................55 Bibliografia 5.1 Universidade Federal de Santa Maria Centro de Tecnologia. 5.2 Kreith -Príncipios da Transmissão de calor 5.3 Site Hyperphysics.phy

5

Lista de Figuras

Figura 01.1 - Transferência de calor por condução........................................................ 7 Figura 01.2 - Condutividade térmica.............................................................................. 7 Figura 01.3- Medida da condutividade térmica.............................................................. 8 Figura 01.4 – Tabela.........................................................................................................9 Figura 01.5 - Correntes de convecção em água fervendo...............................................10 Figura 01.6 - Fluxo de material devido a uma diferença de pressão...............................10 Figura 01.7 - Transferência de calor por convecção e radiação, em paralelo.................12 Figura 01.8- Transferência de calor entre dois fluídos separados..................................13 Figura 01.10 – Isolamento térmico.................................................................................16 Figura 01.11 - ................................................................................................................17 Figura 01.12 - Correlações empíricas para transferência de calor no caso de escoamento e um fluido em torno de cilindros...................................................................................20 Figura 01.13- Transferência de Calor unidimensional através de uma parede composta e analogia elétrica...............................................................................................................21 Figura 01.14- Transferência de calor em série e em paralelo através de uma parede composta e a analogia elétrica.........................................................................................21 Figura 01.15-...................................................................................................................31 Figura 01.16- ..................................................................................................................31 Figura 01.17 – ................................................................................................................31 Figura 01.18 - .................................................................................................................32 Figura 01.19 –.................................................................................................................34 Figura 01.20 –.................................................................................................................34 Figura 01.21 - .................................................................................................................35 Figura 01.22 – Condensação...........................................................................................39 Figura 01.23 ....................................................................................................................42 Figura 01.24.....................................................................................................................43 Figura 01.25 ....................................................................................................................44 Figura 01.26.....................................................................................................................45 Figura 01.27.....................................................................................................................46 Figura 01.28.....................................................................................................................46 Figura 01.29.....................................................................................................................48 Figura 01.30.....................................................................................................................55

. quando aquecemos água em uma panela a parte da água próxima à superfície em contato com a chama aquece. que estão na parte de cima. Sabemos que todos os corpos irradiam energia. Por exemplo. a principal fonte de calor para a vida no nosso planeta provém do Sol. em geral.6 INTRODUÇÃO O calor é uma forma de energia que flui de um corpo para outro de acordo com suas temperaturas. e que são mais densas. A irradiação é um processo no qual o calor se propaga sem a necessidade de um meio material. a radiação emitida pelo mesmo se propaga no espaço vazio até nos atingir. um gás ou um líquido. A condução como forma de transmissão do calor ocorre devido ao aumento da vibração das partículas constituintes de um corpo sem que as mesmas alterem as suas posições médias. através das correntes de convecção. Por exemplo. e passa a ter uma densidade menor (aumento de volume) e troca de posição. sendo que esta depende da temperatura do corpo. A convecção é o processo no qual há o movimento das partículas do material consideradas. com as mais frias. convecção e irradiação. A transmissão do calor pode ocorrer através de três processos: condução.

Materiais diferentes transferem calor por condução com diferentes velocidades. Vamos considerar duas substâncias a diferentes temperaturas separadas por uma barreira que é removida subitamente.1 Condução O fluxo de calor por condução ocorre via as colisões entre átomos e moléculas de uma substância e a subseqüente transferência de energia cinética. Esta transferência de energia do lado quente para o lado frio é chamada de fluxo de calor por condução. de modo a isolá-lo do ambiente externo a uma temperatura T1. os mais rápidos transferem alguma de sua energia para os mais lentos. Condutividade térmica Se envolvermos um objeto a uma temperatura T2 com uma camada de um material. Transferência de calor por condução Figura 01. Esta é uma medida da condutividade térmica. então a condutividade térmica do material isolante determina a rapidez com que o calor fluirá através dele.2 A condutividade térmica k é definida através da equação . os átomos "quentes" colidem com os átomos "frios". como mostra a figura abaixo. Em tais colisões os átomos rápidos perdem alguma velocidade e os mais lentos ganham velocidade.1 Quando a barreira é removida. Figura 01. Logo.7 Capítulo I – Fundamentos de transmissão de calor 1.

e com penas de aves ou couro. que é definida por Rt = 1/k [6. que mantêm o calor no interior. o cobre irá aquecer muito mais rapidamente do que o concreto. Isto é. para uma dada diferença de temperatura entre os reservatórios. Medida da condutividade térmica Figura 01.estes matérias. Esta é a razão porque se você põe um pedaço de cobre e um pedaço de concreto no fogo. Logo.Q1 é positivo quando DT = T2 . possuem buracos com ar dentro do material . O sinal menos significa que DQ = Q2 . L. através do material por unidade de tempo. Por outro lado. Ao contrário.T1 for negativo.são bons isolantes. o fluxo de calor é da parte mais quente para a parte mais fria. Suponha que coloquemos um material entre dois reservatórios a diferentes temperaturas. Rt.tais matérias. Condutividades térmicas: (kcal/s)/ (oC m) 1 kcal = 4184 J .k(A/L) DT Onde DT é a diferença de temperatura entre os reservatórios. ou Celsius. Também é a razão porque o isolamento de fibra de vidro. k. materiais com pequenas condutividades térmicas irão transferir pequenas quantidades de calor por unidade de tempo . Ao contrário da condutividade térmica. DQ/Dt . os materiais com condutividade térmica maior irão transferir maiores quantidades de calor por unidade de tempo . A. e com isso ajuda a diminuir a perda de calor através do material. como concreto. Conhecendo a área transversa. materiais que possuem uma alta condutividade térmica são resistores térmicos pobres .o ar parado é um condutor pobre de calor. e a condutividade térmica do material.ou seja. são bons condutores térmicos.k A DT/Dx DQ/Dt é a taxa com que o calor flui através da área A. como mostra a figura abaixo.2] Logo. DT/Dx é a mudança de temperatura por unidade de distância Dx em graus Kelvin.3 Vamos agora medir o fluxo de calor. Os isolamentos de casas em países frios também são condutores de calor pobres. DQ/Dt = . como cobre. materiais com pequena condutividade térmica possuem grande resistência térmica . são condutores térmicos pobres. em Joules por segundo. o isolamento é usualmente descrito em termos de resistência térmica. e o comprimento. isolantes ruins. por metro.8 DQ/Dt = . ou Watts. A condutividade térmica k é uma propriedade do material.

mais densa. Um bom exemplo de convecção é o aquecimento de uma panela de água. levando calor da parte quente para a parte mais fria no topo. o ar não aquecido. e será subseqüentemente aquecida. Suponha que tenhamos uma região de ar que se aquece.estas bolhas são de fato regiões locais de água quente subindo para a superfície. como descritos acima. .1 ´ 10-2 5. por átomos ou moléculas. do topo afundará. Quando a chama é ligada o calor é transferido primeiro por condução a partir do fundo da panela. um ligado ao princípio de Arquimedes e outro ligado à pressão. Em certo momento. fazendo com que esta região se torne menos densa que o ambiente em torno. Convecção é o fluxo de calor devido a um movimento macroscópico.este movimento de ar quente para uma região mais fria é chamada de transferência de calor por convecção. carregando partes da substância de uma região quente para uma região fria. a água começa a fazer bolhas . À medida que o ar se aquece as moléculas de ar se espalham.7 ´ 10-6 4 ´ 10-4 2 ´ 10-5 2 ´ 10-4 2 ´ 10-5 Figura 01. por convecção.9 ´ 10-2 9.2 ´ 10-2 1.9 Alumínio Cobre Aço Ar Gelo Madeira Vidro Amianto 4. Este mecanismo possui dois aspectos. Estas correntes de convecção são ilustradas na figura abaixo. Ao mesmo tempo.2 Convecção e radiação Convecção Este mecanismo não envolve transferência microscópica de calor.4 1. Sendo menos denso ele se elevará . a água mais fria.

e subseqüentemente mantém mais o calor. Se considerarmos que a região de baixa pressão é criada por uma fonte aquecedora. As correntes de convecção são ilustradas na figura abaixo. Logo. e suponha que a barreira seja removida em certo instante. uma a temperatura maior do que a outra. Fluxo de material devido a uma diferença de pressão Figura 01. Como . Figura 01. durante o dia o ar sobre a água será mais frio do que sobre a terra.. Um outro exemplo de correntes de convecção que pode ser interpretado dessa maneira. vemos que o movimento do material é equivalente à transferência de calor por convecção. envolve a criação de brisa para a costa próxima a grandes quantidades de água (ex. o material na região de alta pressão (alta densidade) fluirá para a região de baixa pressão (baixa densidade). Isto cria região de baixa pressão sobre a terra.6 Quando a barreira é removida. o mar). relativa à alta pressão sobre a água.5 Considere duas regiões separadas por uma barreira. A água possui um grande calor específico.10 Correntes de convecção em água fervendo.

A luz. Formação de brisas próximas à grandes quantidades de água. que freqüentemente chamamos de luz. mas também pode estar na forma de infravermelho de um comprimento de onda maior. visível ou não. a energia de calor pode ser utilizada para fazer luz. durante a noite o ar sobre a água é um pouco mais quente do que sobre a terra.2 Radiação A terceira forma de transferência de calor é por radiação. Tal transferência não pode ocorrer por convecção ou condução. uma brisa sopra da água para a terra. 1. Esta é a maneira. Veja a ilustração abaixo.7 1. Figura 01. Por outro lado. e uma brisa sopra da terra para a água. carrega energia. e pode mover-se de um lugar para outro sem a necessidade de um meio material. tal como aquela proveniente de uma fogueira.2 Mecanismos combinados . Ela pode estar na forma de luz visível quando ela nos alcança e a vemos. de o sol transferir energia para a terra através do espaço vazio.11 conseqüência. que é observada somente com detentores especiais de infravermelho. ambos os quais implicam em um movimento de material através do espaço de um lugar para outro. criando uma baixa pressão sobre a água relativa à alta pressão sobre a terra. sendo uma onda. Freqüentemente. por exemplo.

No vácuo apenas ocorre radiação. 01-7 – Transferência de calor por convecção e radiação. enquanto num fluido opaco ela ocorre por convecção (a qual engloba a própria condução.figura 8. Diz-se que estamos perante mecanismos combinados. . explique porque sentimos frio no Inverno e calor no Verão sendo necessário adequar a quantidade de roupa vestida.12 Num sólido opaco à radiação térmica a transferência de calor ocorre apenas por condução. em paralelo. Nos sólidos. Desafio: Supondo que no Verão e no Inverno o ar condicionado mantém a temperatura ambiente em 20ºC. em paralelo à condução ou convecção. A pessoa encontrase numa sala cuja temperatura ambiente é 20ºC (T∞) sendo a área do seu corpo de 1.m-2. O coeficiente de transferência de calor entre a superfície exterior da pessoa e o ar pode considerar-se igual a 6 W. Segue-se um exemplo de aplicação (Çengel.95. Determine o calor perdido por uma pessoa. por unidade de tempo. supor que a temperatura das superfícies envolventes (paredes) é idêntica à temperatura ambiente (Tviz ≈ T∞0).6 m2 . . supondo que a sua superfície exterior se encontra a 29ºC. líquidos e gases não opacos. sendo a emissividade de 0.K-1. 2003). Simplificações: desprezar a transferência de calor por condução através dos sapatos para o chão e o calor perdido por respiração e transpiração. Fig. como explanado acima). a transferência de calor ainda pode ocorrer por radiação.

a expressão para o calor perdido.13 Comentário: Quando ocorrem estes dois mecanismos em simultâneo é. obtém-se: . Assim. pode ser convertida em RESISTÊNCIAS TÉRMICAS EM SÉRIE a) Geometria Plana Fig. A transferência de calor é efetuada no sentido das temperaturas inferiores pelo mecanismo da condução nas paredes e por convecção nos fluidos. por vezes. 1.Transferência de calor entre dois fluidos separados por uma parede constituída por duas camadas de materiais diferentes. que os engloba como se só ocorresse transferência de calor por convecção. Considerem-se dois fluidos a diferentes temperaturas (T∞1 e T∞2) separados por uma parede plana composta como ilustra a Fig. Considerando estado estacionário (T∞1 e T∞2 constantes no tempo) e a resistência de contacto entre superfícies desprezível. h´. 9. (4 a 5) e (10 a 11). o fluxo de calor através de cada camada é o mesmo: Usando as eq. definido um coeficiente de transferência de calor combinado.8 .

Transferência de calor entre dois fluidos separados por uma parede cilíndrica. separados por uma parede cilíndrica como ilustra a Fig. 10. um quente e um frio. a velocidade de transferência de calor é a razão entre a diferença global de temperaturas e a resistência térmica total: Em que Rtotal é a resistência térmica total expressa por Sendo U designado coeficiente global de transferência de calor.14 Cuja soma é: (14) Isto é. 01. b) Geometria Cilíndrica Fig. .9 . Considere-se agora dois fluidos. Em estado estacionário.

K-1. Rtotal é a resistência térmica total expressa por (18) Sendo U0 e Ui o coeficiente global de transferência de calor baseado na área da superfície externa e interna.m-1. (b) a queda de temperatura na parede da conduta e na camada do isolamento Análise do problema e simplificações: • Ocorre perda de calor através de uma conduta de vapor • Há condução através da parede cilíndrica de ferro e através do isolamento. respectivamente. A perda de calor para o ar ambiente a 5ºC ocorre por convecção natural e radiação. externa do isolamento para as paredes vizinhas – englobadas no coeficiente transferência de calor .m-2.K-1) com o diâmetro interno de 5 cm e 2.15 De (6) e (10). ambos de comprimento L. cujo coeficiente de transferência de calor combinado é 18 W. Supondo que não ocorre condensação e que o coeficiente de transferência de calor da superfície interna da conduta para o vapor é 60 W.K-1) com 3 cm de espessura.05 W.K-1. determine: (a) a perda de calor por unidade de comprimento da conduta.m-1.m -2. A conduta está revestida por uma camada de lã de vidro (k=0. resistência de contacto é desprezada.5 mm de espessura de parede é usada para transportar vapor de água a 320ºC. k é constante • Convecção forçada no interior (fluido quente) e natural no exterior (fluido frio) • Radiação da sup. obtém-se: Cuja soma é: Isto é. 2003) Uma conduta de ferro fundido (k=80 W. a velocidade de transferência de calor é a razão entre a diferença global de temperaturas e a resistência térmica total: (17) Em que Ai=2πriL. c) Exemplo de aplicação: perda de calor através de uma conduta de vapor com isolamento exterior (Çengel. A0=2πr0L sendo L o comprimento da conduta.

361L m2 b) . A0=2πr3L=0.16 Estado estacionário (T∞i e T∞0 constantes no tempo).10 a) Ai=2πr1 L=0. transferência de calor unidirecional (r) • Figura 01.157L m2 .

a temperatura do vapor (T∞i) não é constante ao longo do comprimento da conduta (pelo que Q/L também varia) embora a resistência total se mantenha. É comum desprezar Rcond na parede metálica face às outras Resistências. onde se verifica a maior queda de temperatura. por isso. devido à perda de calor para o exterior.11 Comentários: É o isolamento térmico que oferece a maior resistência à transferência de calor e.17 Figura 01. Na realidade. é de notar que devido à sua baixa resistência a queda de temperatura nesta parede á praticamente nula. CORRELAÇÕES EMPÍRICAS .

utilizando as correlações empíricas podem ascender a 25%. cP. Nu = h.Pr = (ρ. calor específico. massa volêmica. h=f(μ. Dado o elevado número de variáveis envolvidas no processo de transferência de calor é comum agrupar as variáveis sob a forma de números adimensionais e estabelecer correlações entre eles usando dados experimentais – por isso. depende de uma forma complexa. para além do perfil de temperatura se TS≠T∞.D/α o número de Graetz. diz-se que ambos os perfis estão completamente desenvolvidos. Por isso. sendo u e Tf a velocidade e a temperatura médias do fluido. deve ser utilizado o factor (μS/μ)0. Na zona de entrada de uma conduta. μ.s-1.o factor de Colburn. e térmico. Usando uma técnica de análise das dimensões das várias variáveis. para o caso do escoamento no interior de uma conduta. h é determinado geralmente por via experimental. são designadas correlações empíricas.18 Como já referido. desde zero e TS junto à parede e um valor máximo no eixo central. em simultâneo. e em virtude da resistência ao movimento do fluido. os erros nas previsões dos valores dos coeficientes de transferência de calor. sendo μS determinada à temperatura média da parede (TS).o número de Reynolds.o número de Peclet para transferência de calor. aplicando balanços de quantidade de movimento e térmico. Lh. isto é. só é possível ser efetuada para casos muitos simples.D/k que representa o aumento da transferência de calor como resultado do movimento do fluido (“convecção”) relativamente à transferência de calor apenas ao nível molecular (condução) . m2. Lt. k) e da sua velocidade. Gz = Re. u. ρ. cP. é a sua aplicação em diversas situações/sistemas desde que estas se situem na sua gama de validade. entre a entrada (Tf1) e a saída da conduta (Tf2).o factor geométrico D/L Existem ainda outros números adimensionais possíveis que resultam da combinação destes: . Contudo. L). respectivamente.cP. As propriedades físicas do fluido são determinadas à temperatura média do fluido .14 a multiplicar Nu. Peh = Re. Re = ρu. m2. é possível obter os números adimensionais característicos de um processo de transferência de calor por convecção forçada. Os perfis de velocidade e temperatura vão-se desenvolvendo até atingirem uma forma constante ao fim de um comprimento designado comprimento de entrada hidrodinâmico. neste caso aplicado ao escoamento no interior de uma conduta: . D.cP/k = ν/α que relaciona propriedades físicas do fluido.cP) . .o número de Prandtl. para além da redução do número de variáveis.u. ρ.D/μ que caracteriza o escoamento do fluido . cP) é a difusividade térmica. . se a viscosidade variar muito com a temperatura. o fluido aquece e Tf2>Tf1. Pelo contrário.D)/k = u. Outra vantagem de se trabalhar com correlações empíricas. A previsão teórica do valor de h. o coeficiente de transferência de calor não é uma característica constante do fluido. Se TS>Tf. Sth = Nu/(Re.Pr2/3 Seguem-se alguns exemplos de correlações empíricas para o cálculo do coeficiente de transferência de calor no caso do escoamento de um fluido pelo interior de uma conduta circular de diâmetro interno D e comprimento L. exercida pela parede. Se o comprimento da conduta for superior a Lh e Lt. mas também das dimensões da superfície por onde este se escoa.Pr) = h/(ρ. estabelece-se um perfil de velocidade. u.o número de Nusselt.s-1 e ν=μ/ρ é a viscosidade cinemática.D/L .u.Pr. A velocidade e a temperatura variam.o número de Stanton para transferência de calor. jH = Sth. condutividade térmica. Pr = μ. onde α=k/(ρ. a sua aplicabilidade é limitada ao sistema e condições estudadas. Mesmo assim. k. não só das propriedades físicas do fluido (viscosidade.

Re=ρ. 3. Lh<0.D). 102<Re<107.3 (para arrefecimento). Capítulo II – de superfície Protuberante . propriedades avaliadas a T=½(TS+T∞). é de notar que no caso da velocidade do fluido ser nula (repouso). . L/D>10. propriedades avaliadas a T∞ excepto μS. Lt>0.5<ReD<8×104.7<Pr<380.Exemplo de correlações empíricas para transferência de calor no caso de escoamento e um fluido em torno de cilindros Figura 01.D/μ .05Re.Exemplo de correlações empíricas para Regime turbulento.05Re.7<Pr<160.D/μ. Nu=h. aquecimento).u∞.Exemplo de correlações empíricas para transferência de calor no caso de escoamento de um fluido em torno de esferas. Re=ρ. Nu=h.05Re. cuja superfície está à temperatura TS 0.D.D.D/k .Exemplo de correlações empíricas para Regime laminar (Re< 2000): • Perfis de velocidade e temperatura em desenvolvimento (efeitos de entrada).Pr. tubos lisos.2.05Re.Pr. n=0. . Re>104. Nusselt toma o valor 2: Re → 0 ⇒ Nu → 2.Pr>0. Lt>10D): sendo n=0. obtém-se: • Perfis de velocidade e temperatura completamente desenvolvidos (Lh>0.D ou.D/k.u∞.19 . transformando Nu no factor jH. sendo Ts constante . sendo Ts constante e Nu>3.66.12 Re. Lt<0.4 (para 0. com perfis de velocidade e temperatura completamente desenvolvidos (Lh>10D.

A espessura da parede é ∆x.01. a equação resultante para o fluxo de calor é Eq.13 para condutividade constante. o fluxo de calor poderá ser escrito Eq. Da integração resulta Eq.15. Nestes casos as equações diferenciais são simplificadas e as soluções são obtidas mais fáceis mente como resultados destas simplificações A PAREDE PLANA Inicialmente considere a parede plana onde pode ser feita uma aplicação direta da lei de Fourier (Eq. Se a condutividade térmica varia com a temperatura de acordo com alguma relação linear k = ko(1 + βT). A taxa de transferência de calor pode ser considerada como um fluxo.01.20 2.14 Se mais de um material estiver presente. o fluxo de calor é dado por Aqui é conveniente introduzir um ponto de vista conceitual diferente para a lei de Fourier. 1-1). Muitos formatos físicos diferentes podem ser incluídos na categoria de sistemas unidimensionais. e as temperaturas das faces da parede são T1 e T2. Sistemas cilíndricos e esféricos são unidimensionais quando a temperatura no corpo é função somente da distância radial e independe do ângulo azimutal ou da distância axial. espessura do material. 01.a combinação da condutividade térmica. Em alguns problemas bidimensionais os efeitos da segunda coordenada espacial podem ser tão pequenos a ponto de serem desprezados. e a área como uma . e o problema de fluxo de calor multidimensional pode ser aproximado por uma análise unidimensional.01.1 Condução em regime permanente Agora serão examinadas as aplicações da lei de Fourier da condução de calor para o cálculo da transferência de calor em sistemas unidimensionais.15 Observe que o fluxo de calor deve ser o mesmo através de todas as seções. Resolvendo estas equações simultaneamente. como é o caso da parede composta mostrada na Fig.

A analogia elétrica pode ser empregada para resolver . A temperatura. ou motora. Na a resistência a resistência térmica é ∆x/kA. Figura 01. e na á soma dos três termos do denominador. Figura 01.13 Transferência de calor unidimensional através de uma parede composta a analogia elétrica. e a função potencial. Esta situação é esperada na porque as três paredes lado a lado agem como três resistências térmicas em série.21 resistência a este fluxo. e a equação de Fourier pode ser escrita. que é uma relação semelhante á lei de Ohm na teoria de circuitos elétricos.14 Transferência de calor em série e em paralelo através de uma parede composta e a analogia elétrica.para este fluxo de calor.

C e D forem muito diferentes. Um problema típico e o seu circuito análogo estão mostrados na. A equação do fluxo de calor unidimensional para este tipo de problema pode ser escrita onde Rt são as resistências térmicas dos vários materiais. Nesses casos outras técnicas devem ser empregadas para a obtenção de uma solução. 2.22 problemas mais complexos envolvendo resistências térmicas em série e em paralelo.2 .CONDUÇÃO DE CALOR EM REGIME TRANSIENTE . É interessante mencionar que em alguns sistemas como o da pode resultar um fluxo de calor bidimensional se as condutividades térmicas dos materiais B.

Balanço de energia no sólido Taxa de perda de calor do sólido = Taxa de variação da energia interna   − E sai = E ac .líquida Considerando: 1) Temperatura do sólido é espacialmente uniforme em qualquer instante durante o processo. ex: placas finas e fios.23 Condições variam com o tempo . só variação com o tempo 2) Variação da temperatura com a posição e o tempo. o que implica que o gradiente de temperatura dentro do sólido é desprezível 2) da Lei de Fourier um gradiente desprezível implica a existência de um k infinito. a temperatura no interior começa a variar . Admite-se que a resistência interna a transferência de calor por condução dentro do sólido é muito pequena comparada à resistência externa entre a superfície e o meio (convecção) Esta aproximação é mais exata quanto maior for a relação entre a área superficial e o volume.Temperatura na superfície de um sólido á alterada. 1) Método da capacitância global (sólido com resistência interna desprezível) Sólido que é submetido a variação térmica repentina.Pode-se solucionar este problema através de duas análises: 1) Variação de temperatura no interior do sólido é desprezível (variação com a posição).Passa-se algum tempo antes que seja atingida a distribuição de temperatura estacionária .Energia é transferida por convecção e radiação na superfície e condução no interior do sistema . Ex: Metal quente a temperatura Ti é imerso em um líquido a T∞ (Ti>T∞) em t=0 Para t>0 a temperatura do metal decresce até alcançar T∞.O comportamento dependente do tempo e da posição ocorre em muitos processos industriais de aquecimento e resfriamento . Isto se deve a convecção na interface sólida .

por convecção e .24 − hA (T( t ) − T∞) = ρVc dT ( t ) dt Por conveniência se define: θ t ) = T ( t ) −T∞ ( Substituindo resulta: ρVc θi ln = t hA θ Esta equação pode ser usada para determinar o tempo em que um sólido leva para atingir a temperatura T ou  θ T ( t ) − T∞ hA  = = exp − t  θi Ti − T∞  ρVc  Esta equação pode ser usada para calcular a temperatura do sólido no tempo t. τ as curvas são mais inclinadas e qualquer diminuição no τ fará com que o Por analogia: 1 =R hA Resistência à T. O termo ρVc = τ onde τ é denominada de constante de tempo térmica hA 1 θ T ( t ) − T∞  1 = = exp − t  θi Ti − T∞  τ A temperatura cai exponencialmente com o tempo e a forma da curva é determinada pelo valor do expoente Quanto > 1 τ 1 (s-1). sólido responda mais rapidamente à variação da temperatura ambiente.C.

dt = hA ∫0 θdt substituindo θ t Q = hA ∫0 θi exp( − hA t )dt ρVc   hA Q = ρVc θi 1 − exp  −  ρVc    t    ou –Q=Eac Q é + se o sólido experimenta um decréscimo na energia interna Q é – se a energia interna aumenta (sólido é aquecido) Validade do método – para que condições pode ser aplicado . A energia total transferida Q é: t t Q = ∫0 Q.25 ρ c =C V Capacitância térmica do sólido então τ =R C aumentando o R ou o C o sólido responderá mais lentamente às mudanças térmicas do meio e aumentará o tempo para alcançar o equilíbrio térmico.

t).Bi<<1 é razoável assumir uma distribuição de temperatura uniforme no sólido em qualquer tempo durante o processo transiente.1 Onde Lc é o comprimento característico que é definido para considerar outras formas geométricas. Fazendo um balanço: kA (T1 − T2 ) = hA (T2 − T∞) L T1 − T2 L / kA R cond hL = = = = Bi T2 − T∞ 1 / hA R conv k Número de Biot – Bi razão entre as resistências interna e externa.26 Para uma placa com uma superfície mantida à T1 e de temperatura T2 outra exposta a um fluido com T∞.Bi>>1 o gradiente de temperatura no sólido é muito maior que entre a superfície e o fluido.Aumentando o Bi o gradiente de temperatura dentro do sólido é significativo T(x.t)≈ T(t)) . . Para aplicá-lo testar se Bi=hLc/k < 0. Lc=V/A para Parede plana Lc=L (espessura 2L) Cilindro longo Lc=r/2 . Dá a medida do decréscimo de temperatura no sólido relativo à diferença de temperatura entre a superfície e o fluido. Bi=hL/k Se . (T(x.

k.métodos analíticos (separação de variáveis) .h) Resolução: .0)=Ti ∂T =0 ∂x −k dT = h (T ( L. k constante e sem geração ∂2 T ∂x 2 = 1 ∂T ( x.Ti.t.Determinação da distribuição de temperatura no interior do sólido como uma função do tempo e da posição Para unidimensional.métodos numéricos . t ) α ∂t Especificar as condições inicial e de contorno .α . Os números de Bi e Fo caracterizam a análise transiente.T∞.L.Fo ] θi Ti − T∞ onde Bi=hLc/k e Fo = αt Lc 2 Fo é o número de Fourier ou tempo relativo. A equação escrita com estes dois números generalizam a equação para diversos tipos geométricos.Para parede plana de espessura 2L (simetria geométrica e térmica na linha de centro) Condição inicial Condições de contorno t=0 x=0 x=L T(x. Gradientes de temperatura no interior do meio não são desprezíveis . t ) −T∞) dx T=T(x.27 Esfera Lc=r/3 θ T ( t ) − T∞ = = exp [ − Bi .

B ) o i Para uma dada geometria a distribuição transiente de temperatura é uma função de x*. t * ) * θ =f ( x * . A solução não depende de valores particulares.28 Adimensionalização das equações e condições diminui a dependência da temperatura arranjo de variáveis em grupos θ* = θ T − T∞ = θi Ti − T∞ Temperatura Coordenada espacial x * = Tempo t* = x L αt L2 = Fo L = semi espessura da parede plana Equação torna-se: ∂2 θ* ∂x *2 = ∂θ* ∂Fo Condições: * θ ( x * . 1) Soluções analíticas aproximadas A) Parede plana .0) =1 ∂θ* ∂x * =0 ∂θ* ∂x * = −Bi θ* (1. F . Fo e Bi.

29 .Quantidade total de energia que deixou a parede até um dado instante de tempo t Q o = ρcV (Ti − T∞) Energia interna inicial da parede em relação à temperatura do fluido ou quantidade máxima de transferência de calor para tempo infinito. θ* = C1 exp( −ξ12 Fo)Jo (ξ1r * ) onde Jo= função de Bessel tabelada . Razoável para L/ro>=10. . Q/Qo=qde total de energia transferida ao longo do intervalo de tempo/transferência máxima Ou B) Cilindro infinito – raio ro sen ξ1 * Q = 1− θo Qo ξ1 Idealização que permite utilizar a hipótese de condução unidimensional na direção radial.Temperatura θ* = C1 exp(−ξ12 Fo) cos(ξ1x * ) ou C1 e ξ 1 onde θ* = C1 exp( −ξ12 Fo ) = o To − T∞ Ti − T∞ (em rad) são tabelados para cada geometria em função de Bi.

3 TRANSFERÊNCIAS DE CALOR POR CONVECÇÃO Convecção é a transferência de calor pelo movimento de massa de um fluido como o ar ou a água quando o fluido aquecido é levado a se afastar da fonte de calor.30 ou * * θ = θo Jo (ξ r * ) 1 onde θ* = C1 exp( −ξ12 Fo ) = o To − T∞ Ti − T∞ 2θ* Q = 1 − o J1 (ξ1 ) Qo ξ1 onde J1= função de Bessel tabelada C) Esfera – raio ro θ* = C1 exp( −ξ12 Fo ) 1 ξ1r * 1 ξ1r * sen( ξ1r* ) ou θ* = θ* o sen( ξ1r * ) onde θ* = C1 exp( −ξ12 Fo ) = o To − T∞ Ti − T∞ 3θ* Q = 1 − o [ sen( ξ1 ) − ξ1 cos( ξ1 )] Qo ξ13 Representações gráficas para as soluções aproximadas analíticas (Cartas) Meio conveniente para resolução dos problemas unidimensionais de condução transiente para Fo>0.2 Soluções analíticas têm maior precisão. Convecção acima de uma superfície quente ocorre porque o ar quente . 2. levando energia com ele.

a parede-como estruturas visíveis são as fronteiras entre os padrões de circulação. Figura 01. figura 01. Água quente é também menos denso que a água fria e se eleva.16 Células de convecção são visíveis no óleo de cozinha na panela aquecida à esquerda. como no aquecimento de uma panela de água sobre uma chama. presumivelmente. tornando os limites da célula visível. torna-se menos densa . Aquecimento do óleo produz mudanças no índice de refração do óleo. Águas mais frias. e sobe (ver Lei do Gás Ideal ). provocando correntes de convecção. embora eles não sejam tão regulares como sugerido no desenho.31 se expande. mais densas perto da superfície desce e padrões de circulação podem ser formados. Água aquecida se expande e se torna mais dinâmico. Padrões de circulação formulário e.15 Convecção também pode levar a circulação em um líquido. Figura 01.17 . que o transporte de energia.

é difícil quantificar os efeitos de convecção.32 Convecção é pensada para jogar um papel importante no transporte de energia a partir do centro do Sol até a superfície. A imagem à direita é do site da NASA Física Solar e é creditado a G. Os grânulos são descritos como células de convecção que transportam calor do interior do Sol para a superfície. que geralmente apenas fixo-lo com a condução. Em coisas de modelagem como o resfriamento do corpo humano. . Figura 01.18 Na transferência de calor comum na Terra. A superfície visível do Sol (fotosfera) tem uma aparência granular com uma dimensão típica de um grânulo sendo 1000 km. uma vez que dependem intrinsecamente não uniformidades pequenas em meio de outra forma bastante homogênea. Scharmer e o Telescópio Solar Sueco de vácuo. e em movimentos do magma quente debaixo da superfície da terra.

hipóteses da CL Válidas . ρ cai com T Figura 01.20 Equações que governam o problema .regime permanente.ex.1 Convecção Natural • Movimento do fluído ocorre quando a força de corpo age num fluido com gradiente de densidade (causado por ΔT. 2-D. propriedades ctes (exceto densidade). p.) →força de empuxo • Velocidades são menores do que na Convecção forçada (⇒h menores) Para gases e líquidos.33 Capítulo III – Correlações da convecção 3.19 Em escoamentos não confinados Figura 01.

34 Equação de momentum na dir x: Figura 01.21 Equação de momentum na dir y .

35 Se a densidade varia apenas com a temperatura: As equações devem ser resolvidas de forma acoplada Obs.Pr) Se GrL/ReL2>>1: efeitos da convecção forçada são desprezíveis NuL=f(GrL.Parâmetros adimensionais: Equações adimensionais: Número de Grashof: razão entre forças de empuxo e forças viscosas Efeitos combinados de convecção forçada e natural devem ser considerados quando Se GrL/ReL2<<1: efeitos da convecção natural são desprezíveis NuL=f(ReL.Pr) .: Para gases ideais: Similaridade .

36 3. ar condicionado. . por exemplo). e que determina a contribuição da convecção natural. Quando a convecção natural não é desprezível. esses fluxos são geralmente referidos como convecção mista. a convecção natural domina. as razões muito menores indicam uma maior taxa de difusão em relação à advecção. No entanto. Quando a convecção natural não é um fator significativo. a análise matemática com teorias de convecção forçada normalmente produz resultados precisos. Quando se analisa convecção potencialmente mista. Deve ser considerada como um dos principais métodos de transferência de calor útil como quantidades significativas de energia térmica calor podem ser transportadas de forma muito eficiente e este mecanismo é muito comumente encontrado na vida cotidiana. o domínio é da convecção forçada. e quando Ar << 1. etc. o fluxo sobre uma placa apresentando uma diferença de temperatura com o fluxo (no caso de uma asa de ônibus espacial durante a sua reentrada.2 Convecção forçada É um mecanismo ou tipo de transporte de calor no qual o movimento do fluido é gerado por uma fonte externa (como uma bomba. dispositivo de sucção. certa quantidade de convecção natural está sempre presente. incluindo aquecimento central. menos que o sistema está em queda livre). Quando a Ar >> 1. fluxos em tubulações. um parâmetro denominado número de Arquimedes (Ar) parametriza a força relativa da convecção livre e forçada. sempre que houver forças G presentes (ou seja. Quando o número de Peclet é muito maior do que a unidade (1) domina a advecção difusão. que é a razão de advecção (movimento por correntes) e difusão (movimento de alta a baixas concentrações) de calor. turbinas a vapor e em muitas outras máquinas. Similarmente. Convecção forçada é freqüentemente encontrada por engenheiros projetando ou analisando trocadores de calor. O parâmetro de importância na convecção forçada é o número de Peclet. O número de Arquimedes é a razão entre o número de Grashof e o quadrado do número de Reynolds. em qualquer situação de convecção forçada. que representa a razão da força empuxo e força de inércia.). ventilador.

Informações sobre a elevação do ponto de ebulição de soluções são fundamentais para o projeto e resolução de equações de balanço de diversos tipos de equipamentos da indústria química. que não podem ser admitidas como soluções ideais. . é necessário que a solução seja aquecida até uma temperatura superior à temperatura de ebulição da água pura. observa-se que a temperatura de ebulição da solução formada é superior ao valor da temperatura de ebulição da água pura. Quando um soluto não volátil é dissolvido em água. deseja-se aumentar o teor de sólidos de um determinado licor até valores onde uma solução nunca poderia ser considera diluída. Este trabalho apresenta um procedimento. Tais hipóteses não podem ser aceitas na grande maioria dos processos de interesse industrial. menor será a fração molar da água na solução e. Entretanto.0°C. para calcular a elevação do ponto de ebulição de soluções a partir de dados de pressão parcial da água. Para que isto ocorra. Algumas equações podem ser encontradas na literatura para predição deste parâmetro. em função da concentração de sólidos e pressão. dados de pressão parcial da água sobre soluções aquosas são encontrados com maior facilidade nos livros usualmente consultados por estudantes de engenharia química. No caso de evaporadores. a pressão parcial de um componente numa solução é dada pelo produto de sua fração molar e sua pressão de vapor na temperatura da solução. Assim. Além disto. a solução entrará em ebulição quando a pressão parcial da água se igualar com a pressão do sistema. conseqüentemente. Informações sobre a elevação do ponto de ebulição de soluções aquosas são fundamentais no estudo de diversas operações unitárias da indústria química. baseado em princípios de termodinâmica. porém sua validade é restrita a soluções diluídas ou soluções ideais. Desta forma. em particular evaporado res de múltiplo efeito.37 Capítulo IV – Transferência de calor com mudança de fase 4. A Lei de Raoult estabelece que em soluções ideais. cita-se o exemplo da concentração de soluções de sais. O ponto de ebulição da água no nível do mar é de 100.1 Ebulição O fenômeno da ebulição ocorre quando uma substância passa do estado líquido para o estado gasoso. quanto maior for a concentração de um determinado soluto dissolvido em água. Nota-se. e é constante para uma mesma substância. menor será o valor da pressão parcial da água. entretanto que estes dados não são encontrados facilmente na literatura. Admitindo que o soluto seja não-volátil. nas mesmas condições de pressão. Este fenômeno é denominado efeito ebulioscópico. torna-se necessário o uso de dados experimentais da elevação do ponto de ebulição.

Os sistemas de condensação são explorados nas refinarias em destilação e usados na transformação de energia em turbinas termoelétricas e na produção de frio criogenia . ao serem resfriadas pela superfície gelada do copo.22 . condensaram. Essas gotículas eram vapor de água que estavam no ar e que. Esse fenômeno pode ser observado também no dia-a-dia quando um copo de água gelado é cercado externamente por gotículas de água. do estado gasoso para o estado líquido. A condensação que normalmente ocorre quando o vapor é resfriado pode ocorrer em sistemas fechados com o vapor comprimido sendo que ambas as situações dependem somente do equilíbrio entre a pressão e temperatura. Figura 01.2 Condensação É uma das fases em que ocorre a transformação da matéria.38 4.

é um volume de controle. A eficiência de um trocador de calor depende principalmente:  Do material utilizado para construção. plantas petroquímicas. O material usado na fabricação de trocadores de calor. condicionamento de ar. Estas aletas fazem com que o fluido se disperse em áreas menores. Os meios podem ser separados por uma parede sólida. O fluido a ser refrigerado circula ao redor da área do tubo. onde as propriedades da seção de um fluido não se alteram com o tempo. São amplamente usados em aquecedores. Genericamente. e tratamento de águas residuais. São construídas em materiais de excelente condutibilidade térmica. óleo e água e são construídos em tubos. no qual a fonte de calor. sendo um fluido quente de refrigeração do motor. onde internamente. plantas químicas. Aletas consistem em células interligadas entre si. refinaria de petróleo. Noutras aplicações são usados para refrigeração de fluidos. transfere calor para o ar fluindo através do radiador (i.39 4. refrigeração. sendo os mais comuns. Tem a finalidade de transferir calor de um fluido para o outro. . são amplamente utilizados o cobre e o alumínio e suas ligas. ou podem estar em contato direto. Dentro da teoria em engenharia. A maioria dos trocadores de calor utiliza tubos com geometrias que favorecem a troca de calor. a água. Sendo assim. são colocados aletas em toda a área da tubulação. pois reduzem drasticamente a pressão com relação a entrada e saída.3 Trocadores de Calor Um trocador de calor ou permutador de calor é dispositivo para transferência de calor eficiente de um meio para outro. onde circula fluido. Um permutador de calor é normalmente inserido num processo com a finalidade de arrefecer (resfriar) ou aquecer um determinado fluido. Em muitos textos em inglês é abreviado para HX (heat exchanger). temperatura e coeficiente de condutibilidade térmica dos fluidos em evidência. Um exemplo comum de trocador de calor é o radiador em um carro. facilitando a troca de calor. assim. usinas de geração de energia. sendo que este equipamento normalmente opera em regime permanente. Seu uso. isolado por outro sistema de tubos (similar a uma Serpentina (duto)) que possui uma ampla área geometricamente favorecida para troca de calor. para melhorar a troca de calor. há em sua área aletas. a carreta uma grande desvantagem em um sistema termodinâmico. processamento de gás natural. normalmente circula o fluido refrigerante (no caso de um trocador para refrigeração). encontrando-se estes a temperaturas diferentes. o meio de transferência de calor).  Da característica geométrica e  Do fluxo. onde. geralmente possui um coeficiente de condutibilidade térmica elevado.e. tanto que eles nunca se misturam.

.40 Figura 01. Exemplo de trocadores de calor multifase: Condensador e evaporadores. onde não há mudança de fase no fluido a ser refrigerado ou aquecido e  Multifase. onde há mudança de estado físico do fluido.23 Um trocador de calor de placas intercambiáveis. existem 2 tipos de trocadores de calor:  Monofásico. sendo as principais:  Permutador de calor de carcaça e tubos (em inglês shell and tube heat exchanger)  Permutador de calor de placas (plate heat exchanger)  Permutador de calor de placas brasa das com aletas (brazed plate fin heat exchanger) Quanto as fases. Os permutadores de calor existem em várias formas construtivas consoantes a aplicação a que se destinam. Exemplo de trocadores de calor monofásicos: Radiador de água e intercooler (ou radiadores a ar).

incrustação bem como a natureza dos fluidos deve ser considerada. existem muitas limitações para isso. Estas incluem:  Diâmetro dos tubos: Usar-se tubos de pequeno diâmetro faz o trocador de calor tanto econômico como compacto. custos. Um conjunto destes tubos contém o fluido que deve ser ou aquecido ou esfriado. normalmente há um objetivo de tornar o trocador de calor.23 Um trocador de calor casco e tubo Trocadores de calor casco e tubo consistem de uma série de tubos. No entanto. O conjunto de tubos é chamado feixe de tubos e pode ser feita de vários tipos de tubos: simples. não excedendo as capacidades de produção. enquanto ao mesmo tempo fisicamente possível. para determinar o diâmetro de tubos. devido à sua forma. Ao prevalecer a incrustação e os problemas de limpeza.41 4. inclusive o espaço disponível no local onde vai ser utilizado e a necessidade de assegurar que não haja tubos disponíveis em comprimentos que são o dobro do comprimento necessário (para . Trocadores de calor casco e tubos são normalmente utilizados para aplicações de alta pressão (com pressões superiores a 30 bar e temperaturas superiores a 260°C). é mais provável o trocador de calor incrustam mais rapidamente e pequeno tamanho faz a limpeza mecânica das incrustações difícil.[2] Isso ocorre porque os trocadores de calor casco e tubo são robustos. etc. No entanto. Assim. que devem ser tidas em conta quando projeta-se os tubos na nos trocadores de calor de casco e tubo. Existem várias características de projeto térmico. o espaço disponível.  Espessura de parede de tubo: A espessura das paredes dos tubos é normalmente determinada de maneira a garantir:  Existir espaço suficiente para a corrosão  Que a vibração induzida por fluxo tenha resistência  Resistência axial  Disponibilidade de peças sobressalentes  Resistência de contenção ou "de cintura" (para suportar a pressão do tubo interno)  Resistência à flambagem (para suportar sobrepressão no casco)  Comprimentos dos tubos: trocadores de calor são normalmente mais baratos quando ten um menor diâmetro de casco e um longo comprimento de tubo.4 TIPOS DE TROCADORES DE CALOR Trocador de calor casco e tubo Figura 01. O segundo fluido corre sobre os tubos que estão sendo aquecidos ou esfriados de modo que ele pode fornecer o calor ou absorver o calor necessário. longitudinalmente aletados. Assim. tubos de diâmetros maiores devem ser utilizados.

o que tem que ser lembrado. utilizados principalmente para os tubos internos. Chicanas de espaçamento são de grande importância termodinâmica no projeto de trocadores de calor de casco e tubo. Tendo-se chicanas espaçadas muito próximas provoca-se uma maior queda de pressão por causa do redirecionamento de fluxo. Passo (pitch) dos tubos: quando se projeta os tubos.25 vezes o diâmetro dos tubos externos. Existem quatro tipos principais de configuração dos tubos. Eles correm perpendicularmente ao caso e mantém coeso e fixo o feixe de tubos. em seguida. O tipo mais comum de chicana é a chicana segmentar.42 que os tubos possam ser retirados e substituídos). embora o defletor interno é em forma de disco. As chicanas segmentares semicirculares são orientadas a 180 graus para as chicanas adjacentes forçando o líquido a fluir para cima e para baixo entre o feixe de tubos. Eles também podem impedir que os tubos vibrem excessivamente. tubos corrugdos. os quais são triangulares (30°). triangular "girado" (60°). a distância do centro do tubo ao centro de tubos adjacentes) não seja inferior a 1. é prático para garantir que o passo (pitch) dos tubos (i. Chicanas devem ser espaçadas. Projeto das chicanas: chicanas ou defletores são usados em trocadores de calor casco e tubo para direcionar o fluido através do feixe de tubos. Conseqüentemente com as chicanas espaçadas significa que pode haver regiões mais frias nos cantos entre as chicanas. evitando que os tubos de vergarem ao longo de um comprimento longo. tendo em consideração para a conversão da queda de pressão e transferência de calor. Um passo maior dos tubos leva a um maior diâmetro global do casco que leva a um trocador de calor mais caro. aumenta a turbulência dos fluidos e o efeito é muito importante na transferência de calor dando um melhor desempenho. Para a otimização térmica e econômica é sugerido que as chicanas sejam espaçadas não mais de 20% do diâmetro interno do casco. Corrugação dos tubos: este tipo de tubos. quadrado (90°) ou quadrado girado (45°). Distribuição ou configuração (layout) dos tubos: refere-se a como os tubos são posicionados dentro do casco. Os padrões triangulares são empregados para produzir maior transferência de calor em que força-se o fluido a fluir de uma forma mais turbulenta ao redor da tubulação. Este tipo de defletores força o fluido a passar em torno de cada lado do disco. que consiste de dois defletores concêntricos.e. os tubos finos são difíceis de remover e substituir. Também é importante para garantir que as chicanas sejam espaçadas perto o suficiente para que os tubos não cedam.     . através do defletor donut gerando um tipo diferente de fluxo de fluido.. Além disso. o defletor exterior mais amplo parece uma rosquinha (donut). O outro tipo principal de defletor é o disco e defletor de rosca. Padrões quadrados são empregados onde alta incrustação é experimentada e operações de limpeza são mais regulares.

que é então transferido para o outro lado do trocador de calor a ser . onde outros possam ter aletas e/ou ranhuras usinadas. Trocador de calor circular adiabático Um quarto tipo de trocador de calor utiliza um fluido intermediário ou armazena sólidos para manter o calor. e nas configurações das placas. Um deles é composto por placas múltiplas. Avanços na tecnologia de vedação e brasagem fizeram o permutador de calor do tipo placa cada vez mais prático. grandes trocadores de calor deste tipo são chamados placas-e-quadros. Este arranjo empilhado de placas pode ser mais eficaz.25 Um trocador de calor de placa única Trocador de calor de placas Outro tipo de trocador de calor é o trocador de calor de placas. quando utilizados em circuitos abertos. estes trocadores de calor são normalmente do tipo vedado permitindo desmontagem.43 Figura 01. limpeza e inspeção periódica. Trocadores de calor de placas também diferem no tipo de placas que são utilizadas. finos. em um determinado espaço.24 Diagrama conceitual de um trocador de calor placa e quadro Figura 01. levemente separados que têm áreas de superfície muito grande e as passagens de fluxo de fluido de transferência de calor. ou outros padrões. Em aplicações HVAC. e muitas vezes são especificadas para aplicações de circuito fechado. tais como variedades de placa brasa das por imersão e brasadas a vácuo. que o trocador de calor de casco e tubos. Existem muitos tipos de trocadores de calor de placa permanentemente ligadas. Algumas placas podem ser carimbadas com o “chevron” (forma de insígnia). como refrigeração.

e o fluido é. Dois exemplos disso são rodas adiabáticas. O material permite que o sistema funcione a baixa temperatura e reduzem o peso do equipamento. levado para outro lugar antes de ser . então. hélio e oxigênio. como plantas de liquefação de gás natural. que consistem em uma grande roda com linhas finas em rotação através dos quais fluem os fluidos quentes e frios.26 Um trocador de calor de placas intercambiáveis aplicado ao sistema de uma piscina de natação. aletas deslocadas e as aletas onduladas. Vantagens de trocadores de calor de placas e aletas:  Alta eficiência de transferência de calor especialmente em tratamento de gás  Maior área de transferência de calor  Aproximadamente 5 vezes mais leves em peso que os de correspondentes em capacidade trocadores de calor de casco e tubos  Capaz de suportar a alta pressão Desvantagens de trocadores de calor de placas e aletas:  Pode ocorrer entupimento das vias que são muito estreitas  Dificuldade de limpar as vias Trocadores de calor fluidos Este é um trocador de calor com um gás que passa para cima através de um banho de líquido (freqüentemente água). Trocadores de calor de placas aletadas são usados principalmente para serviços de baixa temperatura.44 liberado. Os projetos incluem fluxo transversal e contrafluxo com diversas configurações de aletas tais como aletas retas. Trocador de calor de placas aletadas Este tipo de trocador de calor utiliza com passagens em "sanduíche" para aumentar a efetividade da unidade. Figura 01. Trocadores de calor de placas aletadas são normalmente feitos de ligas de alumínio. as plantas de separação de ar e na indústria de transportes como motores e motores de aeronaves. que proporcionam maior eficiência de transferência de calor. e trocadores de calor fluido.

aplicações de evaporação e alta incrustação. geralmente água ou óleo. É amplamente utilizado em máquinas de café expresso como um método de poupar-se energia de resfriamento de água superaquecida para ser utilizada na extração do expresso. Longos tempos de atividade são alcançados devido à raspagem contínua da superfície. O fluxo de gás quente pode ser o gás de exaustão de uma turbina a gás ou um motor a diesel ou a gás de resíduos provenientes da indústria ou da refinaria.27 Típico refervedor de caldeira usado para torres de destilação industrial Figura 01. Waste Heat Recovery Unit) é um trocador de calor que recupera o calor de um fluxo de gás quente durante sua transferência para um meio de trabalho.LMTD. Trocadores de calor de mudança de fase Figura 01. processos de cristalização. assim. onde Q é a taxa de transferência de calor. Isto é comumente utilizado para o resfriamento de gases ao mesmo tempo em que se removem certas impurezas. Unidades de recuperação de calor de resíduos Uma unidade de recuperação de calor (WHRU.28 Típico condensador de superfície refrigerado a água .U. A fórmula usada para isto será Q = A. resolve-se dois problemas de uma vez. Trocador de calor de superfície raspada dinâmico Outro tipo de trocador de calor é chamado "trocador de calor de superfície raspada (dinâmico)”. evitando assim incrustação e alcançando uma taxa de transferência de calor sustentável durante o processo.45 refrigerado. São principalmente usados em aquecimento ou resfriamento com produtos altamente viscosos.

Em plantas químicas e refinarias. devido à pequena diferença de volume entre estes estados. Fase Força Mudança Fases Exemplos contínua condutora de fase Gás – Gás Líquido Gravidade Não Sim Colunas spray. Este termo pode também referir-se trocadores de calor que contêm um material dentro de sua estrutura que tem uma mudança de fase. Esta mudança de fase efetivamente atua como um "amortecedor" (buffer). onde o calor é transferido entre gás e líquido na forma de gotas. mas ainda permite que o trocador de calor receba o calor adicional. trocadores de calor regenerativos podem ser usados para a transferência de calor de uma corrente (fluxo) que precisa ser resfriado a outra corrente que precisa ser aquecida. Em plantas de usinas nucleares chamadas reatores de água pressurizada (PWR. trocadores de calor podem ser utilizados para aquecer um líquido para evaporá-lo (ou fervê-lo) ou são utilizados como condensadores arrefecendo um vapor e condensandoo em um líquido. tal como um destilado de arrefecimento e alimentação do refervedor de préaquecimento. colunas rechedas Torres de resfriamento. Tais tipos de trocadores de calor são usados predominantemente em ar condicionado. trocadores de calor especialmente grandes os quais passam o calor do reator do sistema primário (planta do reator nuclear) para o secundário (planta de vapor). Um exemplo onde isto tem sido investigado é para o uso em eletrônicos de aeronaves de alta potência. resfriamento de água e plantas de condensação.46 Em adição a aquecimento ou resfriamento de fluidos em apenas uma única fase. Para conservar a energia e capacidade de resfriamento em indústrias químicas e outras plantas. Usinas que tenham turbinas movidas a vapor comumente utilizam trocadores de calor para ferver água em vapor. Instalações de destilação normalmente utilizam condensadores para condensar os vapores destilados novamente em líquido. são chamados geradores de vapor. evaporadores por gotejamento . Assim tais trocadores de calor podem ser classificados como:  Gá – líquido  Líquido imiscível – líquido  Sólido-líquido ou sólido-gás A maioria dos trocadores de calor contacto directo cai sob a categoria Gás-Líquido. Trocadores de calor ou unidades similares para a produção de vapor de água são freqüentemente chamados caldeiras ou geradores de vapor. produzindo vapor da água no processo. referve dores utilizados para aquecer alimentos de entrada para torres de destilação são freqüentemente trocadores de calor. pois ocorre a uma temperatura constante. Trocadores de calor de contato direto Trocadores de calor de contato direto envolvem transferência de calor entre correntes quentes e frias de duas fases na ausência de uma parede de separação.Pressurized Water Reactor). Isso geralmente é uma fase sólida para uma líquida. Toda a usina de energia fóssil e nuclear usando turbinas impulsionadas a vapor tem condensadores para converter o vapor de exaustão das turbinas em condensado (água) para reutilização. filmes ou sprays. umidificarão de ambientes.

Devido a psicrometria. Serpentinas HVAC que usam essa expansão direta de refrigerantes são comumente chamados serpentinas DX. água resfriada e refrigerante é mais comum. Quando um refrigerante é utilizado. ou um refrigerante. água quente e vapor são mais comuns. instaladores e operadores de HVAC. Para serpentinas de resfriamento. típicos em muitas resistências. trocadores de calor gás-ar que são tipicamente feitos de metal estampado em chapa de aço. uma solução de água-glicol. Para muitos climas. vapor. Um permutador de calor rachado é. permitindo que as moléculas de água permaneçam no ar refrigerado. Aquecimento de algum ar a capacidade deste fluxo de ar de reter água. e este fluido de aquecimento é suprido por caldeiras. mas refrigerante deve ser proveniente de uma unidade de condensação nas proximidades. por exemplo. Para serpentinas de aquecimento. serpentinas de calor são freqüentemente chamadas aquecedores centrais. Dado que água expande-se sob congelamento. proteção contra o congelamento das serpentinas é uma das principais preocupações dos projetistas. estes um tanto caros e difíceis de substituir trocadores de calor de paredes finas podem ser facilmente danificados ou destruídos por apenas um congelamento. mas serpentinas de resfriamento devem ser adequadamente projetadas e selecionadas para lidar com a sua particular umidade latente. ou ar-líquido são tipicamente de arranjo de fluxo cruzado. Esta invenção permitiu a formação de gelo sem refrigeração do mecanismo de refrigeração.47 Forçada Fluxo líquido Líquido Gravidade Não Sim Não Sim Forçada Não Resfriadores spray/supressores Condensadores spray/Condensadores evaporadores por jato e Coluna de bolhas. e as de refrigeração. os fluidos comuns são água. No lado do ar de serpentinas HVAC existe uma diferença significativa entre aquelas utilizadas para o aquecimento. pelo contrário. Fluxo de gás Sim Serpentinas de ar HVAC Uma das maiores utilizações de trocadores de calor é para ar condicionado das edificações e veículos. A água que é removida é chamada condensada. A introdução de recortes colocados dentro das aletas do trocador de calor controla a condensação. o ar que é esfriado freqüentemente tem condensação de umidade fora dela. a serpentina de resfriamento é o evaporador no ciclo de refrigeração por compressão de vapor. Serpentinas HVAC líquido-ar. Água resfriada é suprida a partir de uma máquina frigorífica que é potencialmente localizado muito longe. portanto. em serpentinas de aquecimento não é necessário considerar a condensação da umidade em seu lado ar. uma situação perigosa que exige atenção . Eles são. Então. exceto com fluxos de ar extremamente seco. ou apenas serpentinas devido à sua tubulação interna freqüentemente em serpentina. [ Os trocadores de calor em combustão direta de caldeiras. Esta classe de trocadores de calor é comumente chamada serpentinas ou bobinas de ar. não são 'serpentinas'. serpentinas HVAC de água ou vapor podem ser expostos a condições de congelamento. colunas de bandejas perfuradas Condensadores de coluna de bolhas Espargidores de gás Evaporadores de combustão submersa contato direto. Nos veículos. Os produtos da combustão passam de um lado destes trocadores de calor e ar a ser condicionado pelo outro. Assim. No lado líquido destes trocadores de calor. assim como as cargas de resfriamento sensível.

(Uma metodologia destacada é a comparação do custo de capital versus o custo operacional. Autolimpeza . Uma vez que o pacote espiral principal foi enrolado. A principal vantagem dos trocadores SHE é seu uso do espaço altamente eficiente. será da cobertura de periferia para a atmosfera. e. spiral heat exchanger). Isso assegura que a mistura dos dois líquidos não irá ocorrer. ou um sobre dimensionado SHE pode ser usado para ter-se menor queda de pressão. pode referir-se a uma configuração de tubos helicoidal (espiralada).48 imediata.29 Desenho esquemático de um trocador de calor espiral. Construção As distâncias entre as folhas dos canais em espiral são mantidas usando pinos espaçadores que foram soldados antes de serem rolados. o termo refere-se a um par de superfícies planas que são espiraladas de forma a formar os dois canais em um arranjo de fluxo contracorrente. menor energia de bombeamento. mas opcionais. portanto reduz todos os custos de capital relacionados.) Um SHE compacto pode ser usado para ter uma menor ocupação nas instalações. mais genericamente. Trocadores de calor espirais Figura 01. e mais baixos custos de energia. mais alta eficiência térmicos. Um par de entradas de fluido é conectado tangencialmente a outros braços da espiral. e as entradas axiais são comuns. pois os produtos de combustão são então susceptíveis de entrar na edificação ou instalações. ou para uma passagem que contém a mesmo fluido. bordas suplentes superiores e inferiores são soldadas e cada extremidade fechada por um plano cone de cobertura cobrir aparafusado ao corpo. Um trocador de calor espiral (SHE. de acordo com metodologias conhecidas em projeto de trocadores de calor. Esse atributo é muitas vezes alavancado e parcialmente realocado para ganhar outras melhorias no desempenho. Se um vazamento acontecer. Cada um dos dois canais tem dois longos trajetos curvos.

Aplicações Os trocadores SHE são bons para aplicações tais como pasteurização. . pré-aquecimento (ver: recuperador). recuperação de calor. portanto. Gases quentes que entram deixam condensado que sai através da saída inferior. Disposição dos fluxos Figura 01. Ele pode ser usado para aplicações líquido-líquido se um líquido tem uma vazão consideravelmente maior do que o outro. O resfriante move-se em uma espiral e sai através do topo. A baixa queda de pressão dá ao trocador SHE sua capacidade de lidar com incrustações mais facilmente. tem uma tendência a incrustação no interior do trocador de calor. As unidades são geralmente montadas verticalmente quando condensação de vapor e montadas horizontalmente ao manusear altas concentrações de sólidos. aquecimentos de digestores. Esse tipo de escoamento é adequado para lidar com gases de baixa densidade. Existem três tipos principais de fluxos em um trocador de calor espiral: 1. aumentando assim a arraste (ou atrito fluido) sobre a superfície incrustada. é utilizado para aplicações líquido-líquido. 3. 2.30 Fluxos concorrente e contracorrente. e capaz de durar muito tempo em ambientes exigentes. trocadores SHE são geralmente menores que outros tipos de trocadores de calor. abrindo-se como um forno onde qualquer acumulação de incrustação pode ser removidos por lavagem à pressão. que passam pelo fluxo cruzado. O trocador SHE usa um mecanismo de "autolimpeza" pelo qual as superfícies sujas causam um aumento localizado da velocidade do fluido. As passagens do fluxo em espiral são soldados de cada lado para este tipo de trocador de calor em espiral. Ele é projetado para atender a subresfriamento tanto de condensado e não condensáveis. e é geralmente montado verticalmente." Eles também são facilmente limpos. Fluxo em Espiral/fluxo cruzado: Um fluido está em fluxo em espiral e outro em um fluxo cruzado.49 Trocadores SHE são freqüentemente usados no aquecimento de fluidos que contenham sólidos e. Vapor distribuido/fluxo em espiral: Este projeto é um condensador. evitando a perda de pressão. "As paredes internas que compõem a superfície de transferência de calor são muitas vezes bastante grossas. Para tratamento de lamas. e esfriamento de efluentes. condensação e arrefecimento de gás. contribuindo assim para retirar o bloqueio e manter limpo o trocador de calor. o que torna o trocador SHE muito robusto. Fluxo em contracorrente: Ambos os fluxo de fluidos em direções opostas.

o que resulta em detritos biológicos entrando no trocador de calor e produzindo camadas. Assim. De maneira a selecionar um trocador de calor apropriado.50 Seleção Devido às muitas variáveis envolvidas. relacionados com a dureza da água. a seleção ótima de um trocador de calor é desafiante. Cálculos manuais são possíveis. Por exemplo. assim como o ambiente no qual a unidade irá operar. Outro problema comum é o "tártaro". diversos tipos diferentes de trocadores de calor são usados para apenas um processo ou sistema para obter-se o produto final. . computacional fluid dynamics). Estes métodos confirmam a integridade das placas ou tubos para prevenir qualquer contaminação cruzada e as condições das juntas. Embora o custo seja muitas vezes o primeiro critério avaliado. Os mecanismos de fluxo de água e depósitos são freqüentemente simulados por fluidodinâmica computacional (CFD. ou incrustação calcárea. os projetistas de sistemas (ou fornecedores dos equipamentos) em primeiro lugar consideram as limitações de projeto para cada tipo de trocador de calor. Com suficiente conhecimento de tipos de trocadores de calor e requerimentos de operação. que são tipicamente engenheiros. que é composto de camadas depositadas de compostos químicos. diminuindo o coeficiente de transferência térmica. Monitoração das condições dos tubos de trocadores de calor pode ser conduzida através de ensaios não destrutivos como os ensaios não destrutivos de tubos (Tubular NDT. Tipicamente na indústria de manufatura. A incrustação é um problema sério em alguns trocadores de calor. Águas doces pouco tratadas são freqüentemente usadas como água de resfriamento. que por projetistas de sistemas. Monitoração e manutenção A inspeção de integridade de trocadores de calor tubular e de placas podem ser testados in situ por métodos de condutividade ou por gás hélio. há vários outros importantes critérios de seleção que incluem:  Limite de alta e baixa pressão  Performance térmica  Faixas de temperatura  O conjunto de produtos (líquido/líquido líquidos com particulado ou alto teor de sólidos)  Queda de pressão ao longo do trocador  Capacidade de fluxo de fluido  Características de limpeza. de tubular nondestructive testing) e ensaios baseados em correntes parasitas. um trocador de tubo duplo para o fluido transportador e um trocador placa e quadro para resfriamento. manutenção e reparo  Materiais requeridos para construção  Capacidade e facilidade de futura expansão A escolha do trocador de calor correto requer algum conhecimento de diferentes tipos de trocadores de calor. trocadores de calor são mais freqüentemente selecionados através de programas de computador. ou pelos fornecedores de equipamentos. um trocador de calor kettle para pré-aquecimento. mas muitas interações são tipicamente necessárias. comocarbonato de cálcio ou carbonato de magnésio. uma seleção apropriada pode ser feita para otimizar-se o processo.

Incrustação ocorre quando um fluido passa por um trocador de calor. A abordagem convencional para o controle de incrustação combina a aplicação “cega” de biocidas e produtos químicos antitártaro com testes de laboratório. Isto freqüentemente resulta em uso excessivo de produtos químicos com o inerente efeito colateral de acelerar o sistema de corrosão e aumentar os resíduos tóxicos . Isto reduz o coeficiente de transferência térmica global e a eficiência do trocador de calor. Ocorrendo isto. A precipitação destas impurezas pode ser causada por:  Uso freqüente do trocador de calor  Ausência de limpeza regular do trocador de calor  Redução da velocidade dos fluidos movendo-se através do trocador de calor  Superdimensionamento do trocador de calor Efeitos de incrustação são mais abundantes nos tubos frios dos trocadores de calor que em tubos quentes. O superdimensionamento dos trocadores causa o aumento da incrustação pela diminuição do arraste tanto de sólidos particulados quanto de impurezas que se solidificam e se precipitam ao longo do trocador. medindo tanto a espessura de incrustação e temperatura. Isto é porque a condutividade térmica da cama de de incrustação é baixa. Isto é causado porque impurezas são menos facilmente dissolvidas num fluido frio. a solubilidade aumenta quando a temperatura aumenta. para a maioria das substâncias. e as impurezas no fluido precipitam-se sobre a superfície dos tubos. . existem soluções para monitoramento contínuo incrustantes em ambientes líquidos. permitindo otimizar a utilização de produtos químicos e controlar a eficiência de limpeza. Isto é porque. não sendo removidos continuamente pela ação do próprio movimento em suficiente velocidade do fluido. pode conduzir a um aumento nos custos de bombeamento e manutenção.sem mencionar o incremento de custos de tratamentos desnecessários. Uma notável exceção é água dura e seus sais de metais alcalinam-terrosos onde o oposto é verdadeiro. No entanto. tais como o sensor Neosens FS.31 Um trocador de calor em uma usina de energia a vapor contaminada com macroincrustação. A incrustação aumenta a área da seção transversal para o calor ser transferido e causa um aumento na resistência à transferência de calor através do trocador de calor.51 Incrustação Figura 01.

Trocadores de calor são usados em muitas indústrias. bem como os trocadores de calor de placa e quadro.52 Manutenção Trocadores de calor de placas precisam ser desmontados e limpos periodicamente. pressões. Um modelo para um trocador de calor simples . a adição de produtos químicos e testes. são usados para minimizar o sujar de equipamento de troca de calor. Outros tratamentos de água também são usado em sistemas de vapor para usinas de energia. Em aeronaves Em aeronaves comerciais. um Boeing 777 voando como British Airways Flight 38 acidentou-se pouco após a pista. Sem o uso de produtos químicos. jateamento. trocadores de calor são usados para tomar calor do suistema de óleo do motor a aquecer combustível frio. jato de água de alta pressão. sua fase. para minimizar a incrustação e corrosão da troca de calor e outros equipamentos. temperatura. No início de 2009 Boeing atualizou informações para os operadores de aeronaves. Trocadores de calor tubulares podem ser limpos por métodos tais como a limpeza ácida. Uma variedade de empresas começaram a utilizar a água ter tecnologia de oscilações para evitar bioincrustação. Os tipos mais comuns de trocadores de calor utilizados nesta aplicação são os trocadores de calor de duplo tubo. densidade. algumas das quais incluem:  Tratamento de águas residuais  Sistemas de refrigeração  Indústria de vinhos e cervejarias  Indústria do petróleo.  Indústria química pesada Na indústria de tratamento de águas residuais. este tipo de tecnologia tem ajudado na provisão de uma baixa queda de pressão em trocadores de calor. viscosidade. assim como reduz a possibilidade de água aprisionada no combustível congelado em componentes. Esta prática poupa uma quantidade de dinheiro na indústria como o calor fornecido a outras correntes dos trocadores de calor que de outra dorma viria de fonte externa a qual é mais custosa e mais nociva ao ambiente. etc.[ Na indústria Trocadores de calor são largamente usados na indústria tanto para resfriamento e aquecimento em larga escala em processos industriais. tratamento de água tal como a purificação. limpeza por bala ou por hastes. trocadores de calor podem ser usados para recuperar este calor e colocá-lo em uso pelo aquecimento de outra corrente no processo. No início de 2008. Em muitos processos industriais existe desperdício de energia ou uma corrente de calor que está sendo exaurida. trocadores de calor desempenham um papel vital na manutenção ótima de temperaturas internamente a digestores anaeróbicos a fim de promover o crescimento de microorganismos que removem os poluentes das águas residuais. Em grande escala os sistemas de refrigeração de água para trocadores de calor. composição química e várias outras propriedades termodinâmicas. O tipo de tamanho de trocadores de calor usados pode ser adaptado a um processo dependendo do tipo de fluido. o problema foi identificado como específico dos trocadores de calor do fluxo de óleo do motor Rolls-Royce. Isto melhora a eficiência do combustível.

Considere-se também que somente transferência de calor de um pequeno volume de fluido em um tubo está para o elemento de fluido no outro tubo na mesma posição. onde o subscrito i aplica-se ao tubo 1 ou tubo 2. Os perfis de temperatura para os tubos são T1(x) and T2(x) onde x é a distância ao longo do tubo. Fazendo-se T10 and T20serem as temperaturas a x=0 e fazendose T1L e T2L serem as temperaturas no final do tubo em x=L. não há derivadas segundas em x como é encontrado na equação do calor. k = k1 + k2 e A e B são duas ainda indeterminadas constantes de integração. Considera-se os tubos como de igual comprimento L. Estas duas equações diferenciais de primeira ordem acopladas podem ser resolvidas resultando: onde k1 = γ / J1. Define-se as temperaturas médias em cada tubo como: . A taxa no tempo de alteração para o elemento de fluido sendo transportado ao longo do fluido é: onde Ji = Ciji é a "taxa de fluxo de massa térmica". conduzindo fluidos com capacidade térmica Ci (energis por unidade de massa por unidade por alteração na temperatura) e considere-se a taxa de fluxo de massa dos fluidos através dos tubos sendo ji (massa por unidade de tempo). k2 = γ / J2. não há derivadas parciais de temperatura em relação ao tempo. de modo que os perfis de temperatura não são funções de tempo. e já que não há transferência de calor ao longo do tubo. Esta alteração na energia interna resulta em uma alteração na temperatura do elemento de fluido. Suponha-se um estado estacionário.53 Um trocador de calor simples pode ser entendido como dois tubos retos com fluxo de fluido. dado que o sistema é um estado estacionário. As equações diferenciais governando o trocador de calor podem agora ser escritas como: Note-se que. os quais são termicamente conectados. Não haverá transferência de calor ao longo de um tubo devido a diferenças de temperatura naquele tubo. Pela lei de Newton do resfriamento a taxa de alteração da energia de um pequeno volume de fluido é proporcional à diferença de temperatura entre ele e o elemento correspondente no outro tubo: onde ui(x) é a energia térmica por unidade de comprimento e γ é a constante de conecção térmica por unidade de comprimento entre os dois tubos.

especialmente quando abanam as orelhas. estas temperaturas são: Escolhendo-se quaisquer duas das temperaturas aima irá permitir que as constantes de integração sejam eliminadas. assim como os de diversas espécies homeotermas como outros mamíferos e as aves. Estas diversas estruturas desenvolveram-se em forma e características no processo evolutivo com crescentes eficiências nos processos térmicos que controlam e nas trocas térmicas adequadas ao meio que promovem Humanos Os pulmões humanos.54 Usando-se as soluções acima. a soma das duas energias é zero. peixes. da corrente sanguínea. Trocadores de calor estão presentes também na língua de baleias como grandes volumes de fluxo de água através de suas bocas. Na natureza Diversas estruturas dos seres vivos comportam-se como trocadores de calor. Em espécies que tem testículos externos (tais como os humanos e diversos mamíferos). enquanto reaquece o sangue retornando ao corpo. [Elefantes As orelhas dos elefantes africanos são um exemplo de estrutura desenvolvida pelo processo evolutivo com vistas à refrigeração pela convecção forçada. trocando calor com o ar. Isto esfria o sangue que se dirige aos testículos. Isto induz a perda de calor global em águas frias. baleias Trocadores de calor em "contracorrente" ocorrem naturalmente no sistema circulatório de peixes e baleias. Aves limícolas usam um sistema similar para limitar as perdas de calor de seus corpos através de suas pernas na água. causando a troca de calor do sangue arterial quente com o sangue venoso frio. servem como um trocador de calor extremamente eficiente devido a sua grande razão de área de superfície por volume. A energia total transferida é encontrada por integração das expressões para a taxa no tempo da alteração de energia interna por unidade de comprimento: Pela conservação da energia. . o que permitirá que as outras quatro temperaturas sejam encontradas. A quantidade é conhecida como a diferença de temperatura média logarítmica é é uma medida da eficiência do trocador de calor em transferir energia térmica. Aves. Artérias da pele transportando sangue quente são interligadas com as veias da pele transportando sangue frio. operando como trocador de calor líquido-ar em resfriamento do líquido. como as artérias dos testículos são cercadas por uma malha de veias chamada de plexo pampiniforme.

Qual a diferença entre as taxas de radiação da pele a 34 oC (307 K) e a 35 oC (308 K)? (Resposta: 1.5 Transferências de calor por radiação Neste processo a energia á conduzida pelas ondas eletromagnéticas que emite o objeto. Physics. o aparelho deteta a radiação emitida pela pele de uma pessõa. Estas ondas não precissam de médio material para sua passagem. os aparelhos de termografia conseguem deteta-los.55 Animais pré-históricos O animais pré-históricos sinapsidas. 4. Brooks & Cole. 1994 . Como as lesões (infeções e tumores) tem temperaturas mais elevadas que os tecidos que a circundam. A taxa de emissão de uma superfície de área A e emissividade ε. Esta técnica é utilizada em medicina para detectar qualquer alteração no fluxo sanguineo ou a presença de infeções Aplicação Figura 01. como o Dimetrodon e o Edaphosaurus.3%) E.30 Na operação de um termograma. é onde T é a temperatura da superfície (em graus Kelvin) e s = 5.67´10-8 W/m2-K4 Fotografia de uma mão feita com um filme sensível a radiação infravermelha mostrando a distribuição de temperaturas. Hecht. possuiam "velas" nas costas que são hipoteticamente consideradas como tendo função de regulagem térmica.

56 .

Qm = 1. Respostas: (a) DQ/Dt = eAs(T4-To 4) = 125 W. a energia radiante pode ser sentida por uma pessõa situada próxima de um muro de tijolos. Estes muros tem uma temperatura de aprox. Qual o calor emitido para o ambiente por 1 m2 de muro de tijolos a essa temperatura ? Resposta: DQ/ Dt = 133 W . Considerando que esta pessõa esta numa sala a 20 oC (293 K).7´107 J Após o crepúsculo.35´107 J.9. Considerando que os seres humanos liberam calor nessa taxa metabolica. A temperatura da pele 36 oC ( T = 309 K) e a emissividade é e ~ 0. qual a taxa de transferência de calor numa sala de aula com 30 estudantes? Quanto calor os estudantes transferem para a sala de aula em 1 hora? Compare seu resultado com a energia necessária para elevar a temperatura de tonelada de água em 4o C.9. onde C = 4190 J/kg-oC é a capacidade calorífica da água.4 m2. qual a perda de calor da pessõa? Compare seu resultado com a taxa de metabolismo basal de uma pessoa sentada ( ~ 120 W). 43 oC (316 K) e emissividade e ~ 0.8 kW (c) Q = 1. Qm = mC DT.57 Uma pessõa nua tem uma área superficial de 1. (b) 3.