Renovação da CNH: Conteúdo e Provas
Renovação da CNH: Conteúdo e Provas
2005
Rosinha Garotinho
Governadora do Estado do Rio de Janeiro
Hugo Leal
Presidente do DETRAN-RJ
Gilberto Cytrin
Coordenador de Educação do DETRAN-RJ
Designer Gráfico:
Edmilson Sartori
Impressão:
Imprint 2001 Gráfica e Editora Ltda
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APRESENTAÇÃO
Hugo Leal
Presidente do Detran-RJ
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DIREÇÃO DEFENSIVA
CONCEITO
É o conjunto de técnicas cuja finalidade é capacitar o condutor a
dirigir de modo a evitar acidentes, apesar das condições adversas
ou da ação incorreta dos outros condutores ou pedestres.
Existem estudos que demonstram que nós somos capazes de dirigir
com o dobro de segurança do que temos atualmente. Basta
desenvolver a capacidade de conduzir um veículo, por meio de
um aperfeiçoamento.
Uma única falha de julgamento poderá resultar na perda de vidas
e de equipamentos de altíssimo custo.
O condutor, que ganha a vida dirigindo como profissional também
precisa evitar as INFRAÇÕES DE TRÂNSITO, cuja reincidência pode
resultar em limitações mais severas para as empresas de transporte.
Desrespeitando limites de velocidade, manobrando precipi-
tadamente, ocupando mais de uma faixa, abusando da buzina, estará
criando uma imagem negativa de sua empresa cujo nome poderá
estar estampado em letreiros ao longo da carroceria.
Uma VIAGEM PERFEITA é, então, aquela em que o motorista não
comete nenhum erro. Analise a questão e veja que se pode aplicar o
mesmo ao “motorista amador”. Não praticar erros deve estar na
visão de todos os condutores. Assim, as técnicas de Direção Defensiva
devem ser estudadas para a contribuição de um trânsito seguro.
ESTATÍSTICA
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% dos acidentes
de trânsito são causados por falhas humanas, 6% são causados pela
via e 4% são causados por falhas mecânicas.
Condições Adversas
São SEIS as condições adversas, que devemos levar em consideração
com o objetivo de nos prevenirmos de qualquer acidente de trânsito.
• LUZ: Deficiente ou em excesso, afeta a nossa capacidade de
ver ou sermos vistos. O condutor deve tomar cuidado com o
uso indevido dos faróis. Durante a noite, o motorista deve
manter a luz baixa.
• TEMPO: Chuva, granizo, vento forte, neblina, etc, afetam a
percepção e o controle do veículo.
- Neblina ou forte chuva: O motorista deve redobrar a
atenção tomando as seguintes precauções: reduzir a
velocidade, acender os faróis baixos, parar somente em
locais com acostamento e, ao parar, sinalizar a pista
mantendo o pisca alerta ligado.
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- Ventos fortes: Se os ventos forem transversais, o condutor
deverá abrir os vidros e reduzir a velocidade. Se os ventos
forem frontais, deverá reduzir a velocidade, segurando
com firmeza o volante.
- Chuva: Nesta situação, os pneus ficam menos aderentes
e a visão do motorista diminui. Assim, deve-se manter
distância do veículo da frente e reduzir a velocidade.
Pode ocorrer o que chamamos de AQUAPLANAGEM
ou HIDROPLANAGEM, que consiste na diminuição do
atrito entre os pneus e o solo molhado com diminuição
da aderência dos pneus ao solo.
• ESTRADA - Seu desenho geométrico, largura, tipo e estado
da pavimentação é que define as velocidades máximas. As vias
nem sempre estão em bom estado de conservação ou
sinalizadas adequadamente, por isso o condutor deve estar
sempre atento a fim de evitar acidentes.
• TRÁFEGO - Envolvendo a presença de outros usuários na via.
O motorista precisa conhecer bem as leis de trânsito contidas
no Código de Trânsito Brasileiro.
• VEÍCULO - Compreendendo a tecnologia de sua construção e
observando os cuidados recomendados na manutenção. Manter
o veículo em bom estado de conservação é dever do motorista.
Este deve verificar, periodicamente, pneus e estepes (mantendo
os sulcos dos pneus) e calibrá-los; além de revisar motores, para-
brisas e limpadores, combustível e radiadores entre outros.
• MOTORISTA - As condições físicas e mentais são muito
importantes, pois são elas que alteram o modo de dirigir do
condutor e sua “performance”. Existem fatores físicos como:
fadiga, capacidade de atenção, audição e visão. E fatores
mentais e emocionais, como a inexperiência, a familiaridade
com a via, a excitação ou a depressão, além das pressões diárias
que levam o motorista a dirigir com pressa ou sem atenção,
com fome, raiva, ira , calor, frustação e insegurança.
TIPOS DE ACIDENTES
• COLISÃO - É o acidente envolvendo dois veículos em
movimento. Acontece em várias situações: com o veículo da
frente, com o de trás, em cruzamentos, entre outros.
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Relativamente a outro carro, o seu veículo poderá estar em 6
posições básicas em que se produz um acidente entre ambos.
Em qualquer situação você pode colidir com: o carro da fren-
te, o carro de trás, o que vem em sentido contrário, o veículo
que cruza a nossa frente, o veículo que ultrapassa o seu, o
veículo que você está ultrapassando.
• ABALROAMENTO - É o acidente em que o veículo é atingi-
do lateralmente. Mais comum em cruzamentos devido a falta
de observância das normas de circulação e conduta.
• CHOQUE - É o acidente em que um veículo em movi-
mento bate em um objeto fixo, como um poste, um muro,
ou uma árvore.
• ATROPELAMENTO - É o acidente em que o veículo em
movimento atinge uma pessoa ou a um animal.
• CAPOTAGEM - É o acidente em que o veículo gira sobre si
mesmo em 360 graus.
• TOMBAMENTO - É o acidente em que o veículo em
movimento tomba lateralmente, girando sobre si mesmo em
ângulo menor que 360 graus.
Colisão Frontal
IMPORTANTE - Como proceder para evitar a Colisão Frontal?
• Ler a estrada à frente, prevendo os problemas que poderão se
apresentar ao motorista que vem em nossa direção e a
possibilidade de fuga da situação de perigo.
• Dirigir sempre à direita, mesmo havendo duas faixas no mesmo
sentido.
• Reduzir a marcha a qualquer sinal de perigo. Procure advertir
o outro motorista de todas as maneiras possíveis.
• Em último caso, sair da estrada pela direita. Quase tudo é
melhor do que a colisão frontal.
Colisão em Cruzamento
O assunto Colisão em Cruzamento está relacionado com um conceito
jurídico chamado Direito de Via, que se apresenta em cinco graus,
conforme a sinalização instalada no local:
Cruzamento não sinalizado: o veículo da direita tem a preferência.
Placa do Triângulo Invertido (R-2): indica a obrigação de ceder
passagem aos veículos do outro acesso, sem obrigação de parada.
Placa octogonal de “PARE” (R-1): obriga o motorista a parar o seu
veículo antes da linha de retenção, e aguardar a sua vez de passar.
Semáforo Luminoso: distribui o direito de passagem a diversos
acessos, concedendo-lhes tempos correspondentes aos respectivos
volumes de demanda.
É evidente que, se existir um policial orientando o tráfego, suas ordens
terão preferência sobre os demais dispositivos.
As conversões nos cruzamentos devem ser realizadas com cuidado,
sinalizando convenientemente e posicionando-se na faixa correta a,
pelo menos, 30 (trinta) metros antes da esquina.
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Quatro dicas para cruzamentos
• Respeitar os dispositivos da lei.
• Diminuir gradualmente a velocidade.
• Indicar aos outros motoristas o que vai fazer.
• Avançar sem hesitação ou excesso de precaução. Sua indecisão
em um cruzamento pode confundir os outros motoristas e ser
a causa de um acidente.
Acidente Misterioso
Às vezes, o motorista, por algum motivo que ele mesmo não
sabe explicar, perde o controle de seu veículo, sai da pista e
choca-se com algum objeto fixo, como um poste, um muro, um
carro parado, um portão, etc... Geralmente é a inobservância
das condições adversas que nos leva a acidentes misteriosos
bem graves.
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NORMAS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
• Determinam o comportamento do condutor no trânsito.
• Desrespeitá-las implica em multas, penalidades e medidas
administrativas.
• Os pedestres também as possuem, como evitar andar pelo
acostamento e beira das calçadas, e em vias rurais evitar andar
em sentido contrário aos veículos. Também devem atravessar
sempre sobre a faixa de segurança ou, se não houver, na menor
distância possível.
• Diante de acidentes o pedestre também deve proporcionar
socorro, sinalizar e acatar a ação policial.
Trafegando
• Utilizar sempre as duas mãos no volante ou no guidom nas
posições corretas;
• Evitar arrancadas bruscas;
• Manter distância regulamentar dos outros veículos e
velocidade compatível;
• Conduzir o veículo do lado direito das vias, salvo em
emergências sinalizadas.
Manobras
Pequenas colisões em manobras podem dar origem a grandes
tragédias, principalmente se envolvendo crianças. Este tipo de
acidente é muito freqüente em manobras de marcha a ré.
Nas manobras de marcha a ré, aconselha-se:
• Dar-se conta da situação, mesmo que se tenha de sair do veículo;
• Retroceder lentamente;
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• Olhar as duas laterais, à medida que for recuando;
• Evitar esta manobra, tanto quanto possível.
Ultrapassagem
As duas últimas classes de acidentes envolvendo dois veículos
estão ligadas à manobra de Ultrapassagem.
Que problemas pode nos trazer o veículo que nos ultrapassa?
Ele pode esbarrar no nosso carro, cortar-nos a frente ou fazer
que saiamos da estrada. Ao sermos ultrapassados devemos
manter a velocidade e a posição na pista do momento do início
da ultrapassagem, permitindo a manobra do outro veículo.
A ultrapassagem constitui infração em lombadas, curvas, passa-
gens de nível, cruzamentos e onde houver sinalização de regu-
lamentação neste sentido. Mas não há contra-indicação em ou-
tras situações em que se possa realizá-la com segurança.
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IMPORTANTE - A REGRA DOS DOIS SEGUNDOS
Essa regra é um bom método para se avaliar a distância correta de
segurança: Primeiro, observa-se quando o carro que segue à nossa
frente passa por um ponto fixo qualquer (um poste, um viaduto,
uma árvore...). Conta-se “dois mil e um, dois mil e dois”. Passaram-
se dois segundos. Se o nosso carro passar pelo mesmo ponto antes
que se acabe a contagem, estará muito próximo do carro da frente.
Orientamos que esta regra pode ser aplicada a qualquer velocidade.
Dois segundos correspondem aproximadamente ao tempo médio
de percepção e reação (PIEV), nas suas quatro fases: percepção,
identificação, elaboração e vontade, que, medido em laboratório,
varia entre meio e quatro segundos.
Tipos de Distância
• A DISTÂNCIA DE PERCEPÇÃO E REAÇÃO é aquela que o
veículo percorre desde o momento em que o motorista vê um
obstáculo à sua frente até aquele em que pisa no pedal de freio.
• A DISTÂNCIA DE FRENAGEM é aquela que o veículo
percorre desde o momento em que o motorista pisa no pedal
de freio até a sua imobilização completa.
• A DISTÂNCIA TOTAL DE PARADA é aquela que o veículo
percorre desde o momento em que o motorista vê um obstáculo
até conseguir parar totalmente o veículo, ou seja, é igual à
SOMA da distância de percepção com a distância de frenagem
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Normas de Circulação para Ciclistas
• Transitar por ciclovias ou pelo lado direito das vias;
• Não circular sobre as calçadas.
CUIDADOS DIVERSOS
• PASSAGEM DE NÍVEL - Devemos parar a distância não inferior a
5 (cinco) metros e não superior a 15 (quinze) metros da linha do
trem e aguardar a sua passagem. Em movimento, deixe ultrapassar
toda a área o veículo que está à sua frente e cuidado com as linhas
duplas, além de não mudar de marcha sobre os trilhos.
• BICICLETAS - São conduzidas por pessoas que, em geral,
desconhecem as regras de trânsito. Evite assustá-las e cuidado
ao fazer uma conversão à direita.
• MOTOCICLETAS - Dê-lhes bastante espaço nas curvas. Procure
perceber sua presença, pelos faróis acesos, mesmo de dia.
• ANIMAIS NA PISTA - Diminua a velocidade, não buzine e
evite assustá-los, pois podem fazer movimentos imprevistos e
colocar-se à frente de seu veículo.
• DERRAPAGENS - Tire o pé do acelerador e vire a direção para
o lado que está indo a parte de trás do seu carro. Você sentirá
o momento em que ele deixa de derrapar. Endireite então as
rodas. Nunca pise no freio, quando a parte traseira do carro
está começando a deslizar.
• CHUVA - Mantenha limpas todas as janelas, pois o perigo pode
vir de qualquer lado. Verifique o esguicho, e, à noite, pare e
limpe os faróis, cuja eficiência se reduz até a metade com a
sujeira. Não use faróis altos no nevoeiro ou na neblina, que
são menos densos próximos ao solo.
Apesar de todos os cuidados, houve um acidente cujas conseqüências
você, usando os recursos da Direção Defensiva, conseguiu amenizar.
Mas a tecnologia lhe oferece ainda, mais uma chance de evitar o
pior. Resultado de testes realizados desde 1960, o Cinto de Seguran-
ça, item de uso obrigatório, determinou as condições de segurança
na construção dos veículos modernos. O Motorista defensivo nun-
ca deixa de usá-lo.
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INFRAÇÕES E PENALIDADES
Algumas infrações e penalidades estão listadas abaixo, orientamos
a complementação com a leitura do Código de Trânsito Brasileiro.
PENALIDADE MEDIDA
INFRAÇÃO (multa) ADMINISTRATIVA
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Dirigir pondo em risco os pe- 180 Ufirs Retenção do veículo e
destres que estão atravessando Suspensão do recolhimento do
direito de dirigir documento de habilitação
a rua ou outros veículos
540 Ufirs
Suspensão do Remoção do veículo
Participar de rachas direito de e recolhimento do
dirigir, documento de
apreensão do habilitação
veículo
Confiar o volante a quem, mes-
mo habilitado, não esteja em 180 Ufirs
condições de dirigir
Carro sem placa ou 180 Ufirs
sem licenciamento apreensão do Remoção do veículo
veículo
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Ultrapassar veículo parado em
fila, em um sinal, ou esperando
uma cancela abrir 120 Ufirs
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Estacionar nas esquinas a
80 Ufirs Remoção do veículo
menos de 5 metros
Deixar de fazer o registro de trans- Retenção do veículo
ferência no prazo de trinta dias
80 Ufirs para regularização
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MEIO AMBIENTE e CONVÍVIO
SOCIAL no TRÂNSITO
Lei da Natureza
A natureza é sábia.
Sábia, abundante e paciente.
Sábia porque traz em si o mistério da vida, da reprodução, da
interação perfeita e equilibrada entre seus elementos. Abundante
em sua diversidade, em sua riqueza genética, em sua maravilha e
em seus encantos. E é paciente. Não conta seus ciclos em horas,
minutos e segundos, nem no calendário gregoriano com o qual nos
acostumamos a fazer planos, cálculos e contagens. Sobretudo é
generosa, está no mundo acolhendo o homem com sua inteligência,
seu significado divino, desbravador, conquistador e insaciável. Às
vezes, nesse confronto, o homem extrapola seus poderes e ela cala.
Noutras, se volta, numa autodefesa, e remonta seu império sobre a
obra humana, tornando a ocupar seu espaço e sua importância. O
convívio e a consciência de gerações na utilização de recursos naturais
necessitam seguir regras claras que considerem e respeitem a sua
disponibilidade e vulnerabilidade.
E, assim, chegamos ao que as sociedades adotaram como regras de
convivência, as práticas que definam padrões e comportamentos,
aliadas a sanções aplicáveis para o seu eventual descumprimento:
as leis.
Meio Ambiente
É tudo que está a nossa volta. Isso abrange o ar, a água, todas as
formas de vida, bem como tudo mais que nos cerca. Atmosfera, água
dos rios, mares, lagos, chuva, solo e subsolo; montanhas, vales,
campos, florestas, cidades, edifícios, pontes, estradas, objetos,
microorganismos, todos os vegetais, todos os animais e o homem.
Qual será, de todos estes elementos, o mais importante, o mais
precioso?
Sem dúvida, a vida.
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Ecologia – É a ciência que estuda as relações entre os elementos do
meio ambiente. O equilíbrio entre os diversos grupos de seres vivos
e deles com o meio ambiente chama-se Equilíbrio Ecológico.
Recentemente o homem descobriu que a Terra é um grande ecossis-
tema, e que as alterações ambientais produzidas pelo homem acabam
refletindo em todo o planeta. Diariamente, poluímos o ar que ainda
vamos respirar, comprometendo a nossa própria qualidade de vida.
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Fatores que compôe, o inter-relacionamento
TRÂNSITO-VEÍCULO
São vários os fatores que compõe inter-relacionamento entre o trânsito
e o meio ambiente, dentre os quais destacamos:
• O veículo como agente poluidor do meio ambiente;
• Emissão de gases;
• Emissão sonora;
• Manutenção preventiva do veículo para a preservação do meio
ambiente;
• Os malefícios do trânsito para o meio ambiente;
• Educação: Uma proposta de melhoria da qualidade de vida
no trânsito.
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Contudo, devemos salientar que todas essas medidas serão em vão
se não forem adotadas em conjunto com toda a sociedade visando
uma melhoria na qualidade do meio ambiente.
O INDIVÍDUO E A SOCIEDADE
O homem não consegue produzir todas as coisas que consome. Para
consegui-las, deve produzir bens ou serviços úteis que acabará
trocando pelo que deseja e necessita.
Cidadão - É o indivíduo consciente de seu papel na sociedade.
Sociedade - Grupos de diferentes características, com os mesmos
direitos e deveres, reunidos por laços maiores como: Idioma - Cultura
- Religião - Valores - Aspectos Geográficos.
Diferenças Individuais
Cada um de nós tende a ver as coisas diferentemente. Isso devido à
nossa formação, vivência, cultura e personalidade, que se constituem
nas diferenças individuais.
As diferenças individuais são nossa marca registrada e a imprimimos
em tudo que fazemos: na maneira de elogiar ou criticar, no modo
como avaliamos as outras pessoas, no trabalho, nos relacionamentos
com a família, amigos, etc. Nós temos um conceito a respeito de nós
mesmos, mas como será que as outras pessoas nos vêem? Calmos
ou agitados? Egoístas ou altruístas? Pacíficos ou agressivos?
Indiferentes ou cooperativos? São essas diferenças que ditarão como
nos relacionaremos no trânsito.
Relacionamento Interpessoal
O relacionamento interpessoal é a mola propulsora da sociedade. A
qualidade dos nossos relacionamentos e a capacidade de mantê-los
são fatores determinantes do nosso posicionamento e da nossa
qualidade de vida.
O cidadão é, então, o indivíduo consciente dos seus papéis na soci-
edade. Com direitos e deveres determinados pelas leis e códigos,
formando grupos, sendo o trânsito o maior ponto de junção entre
os diversos grupos, segmentos e indivíduos de uma sociedade.
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É um complexo sistema, do qual todos precisamos:
• Para nos deslocarmos, quer como motoristas, passageiros ou
pedestres;
• Para enviarmos as mercadorias que produzimos;
• Para recebermos as mercadorias e produtos que consumimos;
• O bom cidadão geralmente também é bom motorista, pois as
qualidades para ambos são as mesmas.
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PRIMEIROS SOCORROS
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OMISSÃO DE SOCORRO
Deixar de prestar socorro, ou seja, não dar nenhuma assistência a
vítima de acidente ou a pessoa em perigo iminente podendo fazê-
lo, é crime segundo o artigo 135 do Código Penal Brasileiro.
A omissão ou a falta de um pronto atendimento eficiente são os prin-
cipais motivos de mortes ou danos irreversíveis em vítimas de aciden-
tes de trânsito.
Primeiros Socorros são os procedimentos de emergência que devem
ser aplicados a uma pessoa em perigo de vida, visando manter os
sinais vitais e evitando o agravamento do seu estado, até que receba
assistência especializada.
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Importante
Detalhes a serem informados nas chamadas de socorro:
• Local exato e tipo de acidente;
• Descrição das vítimas (número, sexo, idade aproximada);
• Grau de consciência da vítima;
• Gravidade dos ferimentos;
• Condições de trânsito no local.
Quando o socorro chegar procure:
• Descrever a ocorrência;
• Informar os primeiros socorros que foram aplicados;
• Fornecer ajuda se necessário.
Ao ajudar em um acidente, procure se proteger de doenças infecto-
contagiosas usando luvas ou pedaços de pano. Essas doenças,
inclusive a AIDS e a hepatite, podem ser transmitidas através do
contato direto com fluidos corporais como sangue e saliva.
TIPOS DE ACIDENTE
Colisão
Se um automóvel colide a 60 km/h contra um elemento fixo, haverá
uma desaceleração quase instantânea de 60 km /h para zero. Existe
uma tendência física dos corpos do interior do veículo continuarem na
mesma velocidade em que o veículo estava. Assim, os ocupantes irão
sofrer um forte impacto contra as partes internas do veículo, proporcional
à velocidade do veículo.
Mesmo se o ocupante estiver utilizando um cinto de segurança, seus
órgãos internos sofrerão com o impacto na mesma direção da colisão.
Quando o veículo tem uma deformação dianteira, normalmente os
ocupantes sofreram o seguinte tipo de colisão:
Cabeça: impacto contra o pára brisa, painel, volante, banco... Gerando
lesões na face, couro cabeludo , crânio e no cérebro .
Pescoço: o arremesso violento da cabeça pode resultar em fratura ou
deslocamento das vértebras e lesões em outros tecidos.
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Tórax: o impacto contra o volante pode resultar em fratura do osso
esterno e de costelas, bem como lesões em órgãos internos como
coração e pulmões.
Abdome: o deslocamento dos órgãos para frente, gerado pelo
impacto, pode resultar em desligamento e rompimento de órgãos
como rins, baço e intestinos.
Membros: são comuns contusões e lesões múltiplas , como fraturas
esmagamento e até amputações.
As lesões são agravadas proporcionalmente pela velocidade;
atenuadas e até mesmo evitadas, com a utilização de equipamentos
como o air bag e o cinto de segurança.
Nas colisões com deformidade traseira, o impacto sofrido pelo veículo
gera uma aceleração repentina seguida de uma desaceleração. Nesses
casos, é comum ocorrer o efeito chicote na cabeça e no pescoço. A cabeça
é, inicialmente, atirada para trás e em seguida, para frente. As
conseqüências são muito mais graves quando não há apoio para a cabeça,
item que, na maioria dos veículos, não está presente nos bancos traseiros.
Numa colisão frontal, o motociclista é instantaneamente jogado para
frente. Nesse caso, pode-se prever traumatismos na cabeça, no tórax
e no abdome, além de fratura nas pernas.
Atropelamento
Normalmente é dividido em três fases:
• Impacto do veículo contra as pernas e quadril da pessoa;
• Impacto do tronco da vítima contra o capô e pára–brisa
do veículo;
• Impacto da vítima contra o solo.
Como ocorrem três impactos, o número de lesões que se deve esperar
é grande (politraumatismos), principalmente no caso de crianças.
Quedas
Quanto maior a altura e a velocidade da queda, maior será o impacto
sofrido. Os efeitos da queda da vítima dependem:
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• da altura da queda;
• do tipo de superfície (piso de concreto, asfalto, grama, areia,
neve, água, etc.);
• da parte do corpo da vítima que sofreu o impacto.
Se a vítima caiu em pé, pode-se esperar fratura nos pés, nos torno-
zelos, nas pernas e, quando mais graves, no quadril e na coluna.
Dependendo da altura devemos suspeitar também de lesões em
órgãos internos.
ATENDIMENTO ÀS VÍTIMAS
Existem critérios internacionalmente aceitos no que se refere a
abordagem de uma vítima.
Principais Etapas
Avaliação Primária
Na avaliação Primária será feito um rápido exame da vítima ,
obedecendo a uma seqüência padronizada e corrigindo
imediatamente os problemas encontrados.
O exame deverá ser feito rigorosamente nessa seqüência:
O “ABCDE” da vida
• Vias aéreas e coluna cervical;
• Respiração;
• Circulação, hemorragia e controle do choque;
• Nível de consciência;
• Exposição e proteção da vítima.
Circulação:
1. Verifique se o coração da vítima está batendo.
2. Utilize os dedos indicador e médio e apalpe a artéria carótida no
pescoço ou a artéria femural ( na virilha).
3. Se ausentes os batimentos, proceda a ressuscitação cárdio pulmonar
(RCP).
4. Verifique se há hemorragias ou presença de sinais e sintomas que
indiquem uma hemorragia interna..
Avaliação Secundária
Em seguida, é preciso verificar a extensão dos ferimentos, a
quantidade de sangue perdido, as fraturas e as outras lesões,
iniciando os procedimentos adequados para cada caso, de
acordo com as prioridades, cuidando sempre da manutenção
dos sinais vitais. Lembrar sempre que as lesões aparentes nem
sempre são as mais graves.
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Parada Cardio-Respiratória (PCR)
A parada cardíaca constitui-se numa situação na qual se constata
a ausência de batimentos do coração. Essa é a maior e mais
perigosa situação com a qual podemos nos deparar.
A parada cardíaca é estudada em conjunto com a parada
respiratória porque a presença de uma situação leva rapidamente
a outra, exigindo um procedimento conjunto para manter os
dois principais sinais vitais: a respiração e os batimentos
cardíacos.
A parada cardíaca possui várias causas e, dentre as mais comuns,
citam-se o infarto, o choque elétrico, a overdose de drogas, a inalação
de gases venenosos, o afogamento ou a asfixia e a reação a
medicamentos. Caso o socorrista NÃO constate presença de pulso
na vítima ou falta de batimentos cardíacos, ele deve suspeitar de
parada cardíaca.
• Ausência de pulso = parada cardíaca.
O pulso a ser tomado é o carotídeo, que é checado a altura
do pescoço.
Massagem cardíaca:
Verifica-se o pulso da vítima através da palpação digital do pulso
carotídeo. Estando esse ausente deve-se realizar a massagem,
que consiste na aplicação de uma pressão sobre o tórax da vítima
contra uma superfície rígida e resistente, o que provocará uma
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compressão do coração entre o esterno e a coluna dorsal e um
aumento da pressão intra-torácica, provocando o esvaziamento
ativo e enchimento passivo das cavidades do coração fazendo o
sangue circular por todo o organismo.
O TEMPO DE DESCOMPRESSÃO E DE
COMPRESSÃO É O MESMO!!
Cuidados Especiais
Com crianças: use apenas uma das mãos, procure realizar a
manobra exercendo menor força que na massagem cardíaca para
adultos.
Com bebês: Utilize apenas a ponta dos dedos para realizar a
manobra, ao invés das duas mãos. A compressão deve ser feita
na região intermamilar.
Com pessoas idosas: segue as mesmas normas que a massagem
cardíaca para adultos, porém vale a ressalva que deve-se fazer
menos força, a fim de não fraturar nenhuma costela.
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Vias Aéreas
Ao encontrar a vítima, avalie o nível de consciência em que
se encontra. Se não conseguir despertá-la, posicione-a
adequadamente (decúbito dorsal), atentando para possíveis
lesões cervicais.
Estando inconsciente, há falta do tônus muscular e a língua
juntamente com a epiglote caem para trás, obstruindo a faringe
e a laringe. Faz-se então, a extensão da região cervical. Assim,
consegue-se abrir as vias aéreas. No bebê de menos de um ano,
esta extensão deve ser bastante discreta.
Caso a vítima apresente lesões no pescoço ou haja suspeita de
trauma cervical, puxe a mandíbula para a frente, mantendo seus
cotovelos apoiados na superfície em que a vítima deve estar deitada.
Verifique se há respiração. Inspecione a boca e a garganta da
vítima e verifique se há material estranho (vômito, outros
líquidos, alimentos, brinquedos, etc) obstruindo as vias aéreas.
Deve-se retirar o que se encontrar com o dedo indicador e médio
ou, caso o material estranho seja líquido, pode-se envolver o
dedo indicador com um lenço, para efetuar o procedimento.
Segure a língua e o queixo da vítima entre o seu polegar e os
outros dedos, levantando a mandíbula. Com a outra mão, retira-
se o corpo estranho.
Respiração
Deve-se verificar se houve retorno da respiração. O socorrista deve
se aproximar do rosto da vítima com o olhar voltado para o seu
tórax. Desta forma, tenta-se ver, ouvir e sentir a respiração. Observe
se existem os movimentos respiratórios.
Muitas vezes, após a desobstrução das vias aéreas, a vítima volta
a respirar espontaneamente, não havendo necessidade da
realização de outras manobras. Nestes casos, é imprescindível
que se mantenha uma observação cuidadosa até a chegada do
serviço de emergência ou até a recuperação total.
Caso a vítima não recupere sua respiração espontaneamente, deve-
se iniciar a respiração artificial.
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A Respiração Artificial
O ar atmosférico é uma mistura gasosa que apresenta 21% de
oxigênio em sua composição. Em cada movimento respiratório,
gastamos cerca de 4% desse total, restando, portanto, 17%, que
são suficientes para suprir as necessidades momentâneas da
vítima, se insuflado em seus pulmões. Ao realizar a respiração
artificial, deve-se observar se há expansão do tórax, e só se deve
reinsuflar caso haja expiração do ar.
Há três tipos de respiração artificial:
Respiração Boca-a-Boca.
É a mais eficiente, usada em adulto ou criança grande. Deve-se
fazer obstrução digital do nariz para não haver escape de ar.
Respiração Boca-Nariz
Técnica recomendada quando não se consegue praticar a anterior,
como por exemplo, em casos de traumas de mandíbula.
Respiração Boca-a-Boca-Nariz
Utilizada em bebês. Para que a respiração artificial tenha
sucesso, deve-se observar a quantidade de ar expirado, que
deve ser suficiente para expandir o tórax. Em bebês, insufla-se
apenas com o ar contido nas bochechas. Caso contrário, o
socorrista pode causar um barotrauma.
O tempo da insuflação é rápido, um e meio a dois segundos
em adultos e cerca de um e meio segundo em crianças
LEMBRE-SE:
Existem outros tipos de socorro e cuidados, mas só alguém
muito experiente pode fazê-lo. Você motorista deve avaliar a
vítima, deixá-la o mais confortável possível, não dar água, suco
ou bebidas e chamar o socorro rapidamente.
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PEQUENO VOCABULÁRIO DO TRÂNSITO
36
DICAS PARA O EXAME
“
Ao fazer uma prova, é muito importante estar tranquilo e
concentrado.
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Neste caso, se você tiver alguma dúvida de como ma-
nusear o computador, peça orientação ao funcionário do
Detran que estará acompanhando a sua prova, antes de co-
meçar a realizá-la. Para evitar qualquer dificuldade, é muito
importante você treinar bastante.
”
preparado. BOA SORTE!
Gilberto Cytrin
Coordenador de Educação do Detran-RJ
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