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Romantismo - Livro

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Ossentimentos expressos pelo eu lírico têm alguma

relaçãocom as vivências
pessoais.
do autor? Respostas
o
. paratematizar exílio, o poeta teria que estar longe da sua pátria? TEXTO
Leiaestepoennade Gonçalves Dias, um dos nomes do
Romantismo no Brasil.
Canção do exílio
Conheces o país onde florescem as laranjeiras?
Ardem na escura fronde osfrutos de ouro...
Conhecê-lo? Para lá, para lá, quisera eu ii.' Primores: belezas, encantoo.
(Goethe)*
Cismar: pensar com insistêncta.

Minhaterra tem palmeiras, Minha terra lem primores,


Onde canta o Sabiá;
Que tais não encontro eu cá;
Asaves que aqui gorjeiam,
Em cismar —sozinho à noite —
Nãogorjeiam como lá.
Mais prazer encontro eu lá;
Nossocéu tem mais estrelas, Minha terra tem palmeiras,
Nossasvárzeas têm mais flores, Onde canta o Sabiá.
Nossosbosques têm mais vida,
Nossavida mais amores.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Emcismar, sozinho, à noite,
Maisprazer encontro eu lá; Sem que desfrute os primores
Minhaterra tem palmeiras, Que não encontro por cá;

Onde canta o Sabiá. Sem qu'inda aviste as palmeiras,


Onde canta o Sabiá.
DIAS,Gonçalves. Canção do exílio. In: GARBÚGLIO,José Carlos. (sel.). Melhorespoemas de
Gonçalves Dias. 4. ed. São Paulo: Global, 2000. p. 16.

Quemé o autor?

António Gonçalves Dias (1823-1864) nasceu em Caxias (MA). Estudou Direito


em Coimbra e, ainda em Portugal, escreveu "Canção do exílio"e parte dos
poemas de Primeiros cantos, já mostrando seu pendor romântico-nacionalista.

•A epígrafe desse poema —


1, retirada
Explique a da balada "Mignon",do alemão
epígrafe do poema, Veja sugestão de respostae orientações no MP
2. De Johann Wolfgang von Goethe
quem é a voz De alguém que está no exílio,expat/iado, foi
que fala no poema? traduzida por Manuel Bandeira.
longe de sua terra natal.
Qual é 0 tema do O nacionalismo, que se expressa pela exaltação da natilleza,
poema? 4. A descrição da terraé feita
4. corn o
pela saudade e pela valorização e idealização da pátria. ennprego de substantivos que
Queestratégias notneiat)l
foram empregadas no poema para descrever e exaltar a pátria? elementos da fauna e da flora
brasileira.
Qualé 0 sentido do Foi empregada a estratégia
termo primores, apresentado nos versos da quarta e da da cotnpata-
última çào, opondo o lugar onde
o eu lirico está
estrofe? exilado (cá) à sua tetra natal
(lá).
Qualé o posicionamento 5. No contexto, tern o
social do eu lírico de Gonçalves Dias, expresso pelo rioridade, perfeição cia
sentido de supe-
Poema? terra natal em
relação às outras.
Relacione
o poema "Canção do exílio" (de Gonçalves Dias) à obra Pata Ewa'n, O 6. Veja sugestão de
c resposta no MR
7. Resposta pessoal.
Oraçãodo mundo, Veja sugestão de
as do artista indígena contemporâneo Jaider Esbell, analisa ndo resposta no MP.
semelhançase as
diferenças de abordagem.

147
poema épico é uma narrativa em versos que exalta feitos heroicoss
Os Lusíadas,de Camões (no Classicismo português) e O Uraguai,
TEXTO de José
Basílio da Gama (no Arcadismo brasileiro). Quem seriam os heróiscantados
pela poesia épica romântica? Respostas pessoais.

Leia o "Canto IV",do poema épico /-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias.

1-JucaPirama (Canto IV)


Meu canto de morte, Andei longes terras,
Guerreiros, ouvi: Lidei cruas guerras,
Sou filho das selvas, Vaguei pelas serras
Nas selvas cresci; Dos vis Aimorés;

Guerreiros, descendo Vi lutas de bravos,


Da tribo tupi. Vi fortes —escravos!
De estranhos ignavos
Da tribo pujante, Calcados aos pés.
Que agora anda errante
Por fado inconstante, E os campos talados,
Guerreiros, nasci: E os arcos quebrados,
Sou bravo, sou forte, E os piagas, coitados,
Sou filho do Norte; Já sem maracás;
Meu canto de morte, E os meigos cantores,
Guerreiros, ouvi. Servindo a senhores,
Que vinham traidores
Já vi cruasbrigas, Com mostras de paz.
De tribos imigas,
E as duras fadigas Aos golpes do imigo
Da guerra provei Meu último amigo,
Nas ondas mendaces Sem lar, sem abrigo,
Senti pelas faces Caiu junto a mi!
Os silvos fugaces Com plácido rosto,
Dos ventos que amei. Sereno e composto,
O acerbo desgosto
Comigo sofri.

Meu pai a meu lado


Já cego e quebrado,
De penas ralado,
Firmava-se a mi:
Nós ambos mesquinhos,
Por ínvios caminhos,
Cobertos d'espinhos
Chegamos aqui!

entanto
O velho no
Sofrendo já tanto
quebranto,
De fome e
Só qu'iria morrer!
contenho,
Não mais me
embrenho,
Nas matas me
tenho
Das frechas que
Me quero valer

ROIII,M ti'
Entào, Ao velho coitado
Cat prisioncit\i DCpcnas ralado
DC tmço gucnriro Já cego c quebrado,
C„omque cncontrci: Quc resta? —Morrer.
O cru dessossego Enquanto descreve
Do pai fraco c cego, O giro tão breve
Enquanto não chego, Da vida quc teve,
Qual seja, —dizci! Deixai-me viver!

Eu era o seu guia Não vil nem ignavo,


Na noite sombria, Mas forte, mas bravo,
A só alegria Serei vosso escravo:
Que Deus lhe deixou: Aqui virei ter.
Em mim se apoiava, Guerreiros, não coro,
Em mim se firmava, Do pranto que choro,
Em mim descansava, Se a vida deploro,
Que filho lhe sou. Também sei morrer.
DIAS, Gonçalves. Canto IV de 1-Juca-Pirama. In: BANDEIRA,Manuel (org.).
Poesia.6. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1974. p. 31-35. (Nossos Clássicos).
orientações no MP

I -Juca Pirama: um poema épico do Romantismo


1-Juca Pirama significa, na língua que há de ser morto! Narrado em versos,
inimi-
conta a história de um jovem guerreiro da etnia tupi, aprisionado pelos timbiras,
um povo que ado-
gos de seu povo. No poema, os timbiras são caracterizadoscomo
um guerreiro corajoso
tava o ritual da antropofagia. Para eles, alimentar-se da carne de
das qualidades do inimigo.
e forte os tornaria mais valentes, pois assim se apropriariam
tupi que enaltecesse seus feitos e
No poema, antes do sacrifício, exigiram ao guerreiro
comprovasse sua valentia.

oltCanto IV",justificando com versos do poema.


1. Responda às questões, de acordo com c)
Justifique. !ltn k. kiO pai.
a) De quem é a voz que fala no poema? t' volt sli
objetivo?
b) A quem o eu lírico se dirige e com qual
jovem guerreiro aos Timbiras? Que argumentos ele usa?
c) Qual é a proposta feita pelo Da Viciaque teve.
destacados no final do "Canto IV"? / VOS
Z Como você interpreta os versos vo: / Aqui vitei ter."
2. Resposta pessoal, Espela•
jovem guerreiro revelam?
3. Que valores a atitude e a fala do
-se que os alunos petQbani
que nao se Ikllqa
covarde, vetqonha, pol
choi ar. I le lastilna pela vicia,
Brasil
A luta dos povos originários do 3.
dl' stabet tnortet.
Suqestóes: honr acle,',
de 1988 (no seu capítulo 8, "Dos Índios") estabelecer os
Apesar de a Constituição valentia, het01Mli0,altruistno,
brasileiros,esses povos ainda precisam lutar pela demarcação valores cle utn heroi épico,
direitos dos indígenas
de sua organização social, costumes, línguas e tradições, e
de suas terras, preservação
qualidade de vida.
acesso à saúde, educação e

149
• para expressar sentilààentos como dor, melancolia, medo ou depressão, o
poeta precisaria senti-los? Ou pode "fingir"o que não viveu? ,
TEXTO
Leia esse poema de Álvares de Azevedo, considerado uma referênciada 2à
Geraçãodo Romantismo brasileiro.

Sc eu Inorrcssc aunanhà
Seeu morresse amanhã viria ao menos Que sol! Que céu azul! Que doce n'alva N'alva: no primeiro alvor da manhã,
alvorecer.
Fecharmeus olhos minha triste irmã; Acorda a natureza mais louçã!
Louçã: graciosa, elegante.
Minhamãe de saudades morreria Não me batera tanto amor no peito
Afã: cansaço, fadiga.
Se eu morresse amanhã! Se eu morresse amanhã!

Quantaglória pressinto em meu futuro, Mas essa dor da vida que devora
Que aurora de porvir e que manhã! A ânsia de glória, o dolorido afã.
Eu perdera chorando essas coroas A dor no peito emudecerá ao menos Quem é o autor?
Seeu morresse amanhã! Se eu morresseamanhã! O escritor
Manuel Antó-
AZEVEDO, Álvares de. Se eu morresse amanhã. In: SANTOS, Rubens Pereira. Poetasromânticos
brasileiros. São Paulo: Scipione, 1993. p. 29. nio Álvares
de Azevedo
(1831-1852)
nasceu em
São Paulo (SP).
Aos T7 anos já
I
cursava a Fa-
culdade de Direito e participava de
grupos intelectuais.Sua vida e obra
foram pautadas pelo"mal do século'-
o pessimismo dos poetas românticos
europeus. Tuberculoso, morreu aos
21 anos, no Rio de Janeiro (RJ), sem
concluir os estudos.

O sentimentocoritladitório aiiV10e
anteaideiade
1. Que sentimento é expresso pelo eu lírico? dor
consequênciasda sua morte.
2. O eu lírico faz uma projeção a respeitodas
Explique.
21 anos, no século XIX. Em sua opinião,
3. Álvares de Azevedo morreu jovem, aos peisl tnor te
Geração do Romantismo ainda são experi-
os sentimentos expressos pela 2a
ill I
Como? Resposta Veia
pessoal. no Ititllto.
mentados pelos jovens do século XXI?

Geração romântica - a poesia lírica de Álvares de Azevedo e o "mal


O Romantismo no Brasil: 2a
do século"
como: sofrimento, melancolia, dor, dúvida, solidão e morte.
de Álvares de Azevedo trata de temas
pelos poetas da 2a
Romantismo em geral, mas valorizados principalmente
A poesia lírica
Esses temas são comuns às obras do
"Maldo Século",ultrarromantismoou sentimentalismo.Poe-
brasileira, também chamada de sentimentalismo,
Geração romântica
expressaram grande sentimento de repúdio à razão (inadaptação à realidade);
tas dessa geração além de atitudes autodestrutivas.Seus poemas
preferência por cenários noturnos, sombrios;
exagero; gosto ou como o inglês
de Azevedo foi muito influenciado por autores românticos europeus,
refletem esse mal-estar. Álvares por essa geração (principalmente por Azevedo)
alemão Johann von Goethe. Os poemas produzidos
Lord Byron e o forma contraditória, ora como virgem,
característica: a mulher amada é descrita de
apresentam também a seguinte E o eu lírico expressa ora o"amor platónico", ora o"amor carnal".
angelical, ora como leviana, lasciva, lânguida.
anjo,
• Um poeta da elite branca do século XIX teria legitimidade para se expressar
a respeito da escravidão? Por quê? Comente. Resposta pessoal.
Leia as quatro primeiras estrofes do "Canto V" de "O navio negreiro",poema de
TEXTO
Castro Alves.

O navio negreiro (Canto V) Veja

Senhor Deus dos desgraçados!


Dizei-me vós, Senhor Deus! Vagas: grandes ondas do mar;
Se eu deliro... ou se é verdade vagalhões.
Turba: multidão.
Tanto horror perante os céus?...
Algoz: carrasco.
Ó mar! por que não apagas
Libérrima: extremamente livre.
Co'a esponja de tuas vagas? Esposa: casa; une em casamento.
Do teu manto este borrão? Mosqueados: pintados.
Astros! noites! tempestades! Agar: primeira mulher do profeta
Abraão.
Rolai das imensidades!
Tíbios: fracos, sem vigor.
Varrei os mares, tufão!...
Ismael: atravessoudesertos e sofreua
inclemência do sol, a sede e a fome.
Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós Quem é o autor?
Mais que o rir calmo da turba
Antonio Fre-
Que excita a fúria do algoz? derico de
Quem são? Se a estrela se cala Castro Alves
(1847-1871)
Se a vaga à pressa resvala
foi poeta, tea-
Como um cúmplicefugaz trólogo e tra-
Perante a noite confusa... dutor. Nasceu
Dize-o tu, severa musa,
em Curralinho
(PA) (atual Cas-
Musa libérrima, audaz!... tro Alves) e morreu em Salvador
(BA) aos 24 anos. Cursou Humanida-
São os filhos do deserto, des. Participou ativamente da vida
estudantil, literáriae abolicionista/
Onde a terra esposa a luz, antiescravaqista.
Onde viveem campo aberto
A tribo dos homens nus...

São os guerreiros ousados


Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão. Z,
Ontem simples, fortes, bravos...
Hoje míseros escravos, inh
Sem ar, sem luz, sem razão...

São mulheres desgraçadas


Como Agar o foi também,
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vem..
Trazendo, com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma —lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
pranto
Que nem o leitede
[ I
Tem que dar para Ismael.
poética.
O navio negreiro.In: Antologia
ALVES, Castro. p. 192-193.
Aguilar/MEC, 1971.
Rio de Janeiro: José
Lugar de fala
Esse conceito refere-se à legitimidade e necessidade de dar voz a grupos
historicamente
excluídos dos debates a respeito de temas como: o cotidiano marcado por
opressões,a ne-
gação de direitos fundamentais etc. Trata-se de garantir fala e protagonismo
a esses grupos,
mas não silenciar outras falas. Castro Alves, por exemplo, tem seu "lugar de fala",
ou seja:tem
legitimidade para se expressar artisticamente para denunciar a escravidão, em função de seu
engajamento. Toda a sociedade deve participar das lutas contra o racismo estruturale outras
ações de exclusão social.

1. Explique o título do poema considerando os versos lidos e seus conhecimentos prévios.

2. Que visão de mundo é expressa pelo eu lírico nesses versos?


s
s.
3. Explique o efeito de sentido provocado pelas exclamações e interrogações feitaspeloeu
lírico no poema.
o
os, 4. Explique o efeito das seguintes figuras de linguagem em cada trecho:
a-
m a) Hipérbole: "Astros!noites! tempestades! / Rolai das imensidades! / Varrei os mares,tufão!"
ia b) Prosopopeia ou personificação: "Se a estrela se cala";"Perante a noite confusa..!;"Ondea
terra esposa a luz."
es
c) Apóstrofe: "Senhor Deus dos desgraçados! / Dizei-me vós, Senhor Deus!";"Ó mar,por que
não apagas"; "Astros! noites! tempestades!"
d) Antítese: "Ontem simples, fortes, bravos... / Hoje míseros escravos, / Sem ar, sem luz, sem razão:
de

O Romantismo no Brasil:
3 a Geração romântica —a
do
poesia de Castro Alves
jas Castro Alves é um dos poetas
mais representativosda 3aGeração
do Romantismo brasileiro —tam-
bém conhecidacomo Condorei-
rismo. Além de poemas líricos,ele
abordou, em sua obra, temas so-
ciais e políticos,como a denúncia
da opressão e da escravidão,a de-
fesa da liberdadedos afrodescen-
dentes escravizadose as causas
republicanas. "O navio negreiro",
poema épico cujo tema é o tráfico
de negros escravizados,foi escrito
durante a campanha abolicionista
e faz parte da obra Os escravos.

Os Romantismos no Brasil —Poesia


Enem e vestibulares
1. (FUVEST) Leia: 3. (ENEM) Leia:
Luar de verão Sou negro
t...l Teu romantismo bebo, ó minha lua, Sou negro
A teus raios divinos me abandono, meus avós foramqueimados
Torno-mevaporoso... e só de ver-te pelo sol da África
Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. minh'alma recebeu o batismo dos tambores
(AZEVEDO, Álvares de. "Luar de verão". atabaques, gonguês e agogôs
In: Lira dos vinte anos). Contaram—me que meus avós
vieram de Loanda
Nessetrecho do poema "Luar de verão",o eu lírico
como mercadoria de baixo preço
parece aderir com intensidade aos temas de que fala;
plantaram cana pro senhor do engenho novo
mas revela, de imediato, desinteresse e tédio.
e fundaram o primeiro Maracatu
a) O que essa atitude do eu lírico manifesta? Depois meu avô brigou como um danado
nas terras de Zumbi
l) Ironia romântica. Alternativa
l. Era valente como o quê
II) Tendência romântica ao misticismo. Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
III) Melancolia romântica.
o pau comeu
IV) Aversão dos românticos à natureza. Não foi um pai João
V) Fuga romântica para o sonho. humilde e manso
Mesmo vovó
b) Explique este verso: "Eu sinto os lábios meus se não foi de brincadeira
abrir de sono." Na guerra dos Malês
ela se destacou
2. (ENEM) Leia: Na minh'alma ficou
"Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa o samba
da Mina (Nagô de Nação), de nome Luiza Mahin, pagã, o batuque
que sempre recusou o batismo e a doutrina Crista. Minha o bamboleio
mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um e o desejo de libertação.
como
preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos (TRINDADE, Solano. Sou negro. In: Alda Beraldo. "Trabalhando
ao
a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida. Dava-se com poesia". São Paulo: Ática, 1990, v. 2.)
de uma
comércio —era quitandeira, muito laboriosa e, mais
em O poema resgata a memória de fatos históricos que
vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se
tiveram efeito." fazem parte do patrimônio cultural do povo brasileiro
planos de insurreição de escravos, que não
e faz referência a diversos elementos, entre os quais
contada": capítulos de
AZEVEDO, E. Lá vai verso. "A história Janeiro: incluem-se: Alternativa d.
Brasil. Rio de
história social da literatura no
Nova Fronteira, 1998 (adaptado)
a) as batalhas vividas pelos africanos e o Carnaval.
Luiz Gama ressalta
Nesse trecho de suas memórias, b) a coragem e a valentia dos africanose as suas
b.
a importância dos(as): Alternativa brincadeiras.

a) Laços de solidariedade familiar. c) o legado dos africanos no Brasil e a cerimónia do


cultural. batismo católico.
b) Estratégias de resistência
tribal. d) o espírito guerreiro, os sons e os ritmos africanos.
c) Mecanismos de hierarquização
religiosa. e) o trabalho dos escravosno engenho e a liberta-
d) Instrumentos de dominação
çâo assinada pela coroa.
de alforria. descriçãodo ambiente líricoou trágico,palavrasrela-
e) Limites da concessão
convenção do Romantismo
(o costume de se empregar,na desinteressepor ela.
1. b) O poeta ironiza uma diante da tua e revelando tédio ou total
escuridão, sombras etc.), "bocejando"
Cionadas à noite,

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