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O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre. “O poder da força de in vocação sempre

“O poder da força de invocação sempre estará no coração daquele que oferta”.

Nenhuma oferta ou pedido estará ao alcance de qualquer sacerdote se não realizada com a pura intenção da realização e o crescimento daquele Ser. Engana-se aquele que pensa que bastando ofertar Èsù, Njila ou Elegbara estarão satisfeitos e realizando a tudo que se pede, NÃO.

O compromisso maior de uma oferenda é o pacto de fidelidade, o pacto da verdade, o pacto da moral, o pacto da partilha.

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Nenhum Òrìsà, Vodun ou Nkisi abrirá mão dessa premissa, pois não arcará ele com os defeitos amorais que os Seres Humanos carregam. Sua missão maior está na orientação para o bom caminho, para a felicidade e para o crescimento. Èsù, Njila e Elegbara estarão sempre a frente para receber e aprovar ou não tais oferendas para encaminhamento, assim também se faz em caso de sacrifício a observação e a licença de Ògún, Nkosi e Gù, estes irão observar se tudo é feito dentro do respeito, da ordem, do encaminhamento e principalmente da necessidade. Somente eles têm o poder na decisão do sacrifício e somente eles são os que poderão dar autorização do Sacro Ofício. O poder da vida a eles pertence. (KAMBAMI)

e somente eles são os que poderão dar autorização do Sacro Ofício. O poder da vida

O

Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

O

Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

OS PROCEDIMENTOS RELACIONADOS COM OS SACRIFICIOS RITUAIS

I. Vestir-se de maneira apropriada.

- Levar roupas rituais, ou roupas destinadas de antemão para estas ocasiões.

- Sempre cobrirás tua cabeça, e levarás em seu corpo os atributos que dão fé de seu juramento sagrado.

II. Preparar o local do ritual.

- Limparás, ordenarás e retirarás do lugar do sacrifício, todo elemento alheio ao Sacrifício que se vai oficiar. - Garanta medidas para fechar o círculo do local do ritual, de maneira que possa impedir invasões e interrupções externas. - Demonstrarás dedicação e profissionalismo, garantindo as condições adequadas para o ritual

- Podemos usar a faca de sacrifício, e depois utilizar facas auxiliares, desde

que previamente consagradas para esta finalidade, tomando a precaução de dispor de uma faca de sacrifício apropriada, e de algumas facas auxiliares para eleger a mais adequada, segundo a operação específica que estiver realizando.

III. Demonstrarás devoção e profissionalismo, garantindo condições adequadas para o ritual.

O Sagrado Sacrifício

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Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Podes utilizar faca de sacrifício e usar também como facas auxiliares, facas de serra, ou outras com laminas apropriadas para cortar estruturas de corte difícil, desde que estas sejam de antemão consagrados para este mister. Desta maneira, tomarás a precaução de dispor de uma faca de sacrifício adequada, ou várias facas para escolher a mais adequada, sempre que o sacrifício exigir.

Para substituir uma faca, o Asògún deve limpá-la no couro do animal, passar um pouco de mel e colocá-la em repouso, recostada no alguidar (Oberó) que apara o Ejè com o cabo no chão. Dali somente será retirada quando suspender a obrigação.

Outra faca lhe deverá ser entregue enrolada num pano branco apropriado, segura com as duas mãos e em reverencia. O Asògún a receberá desenrolará e saudará novamente o dono de todas as facas (b) Ògún e continuará o sacrifício.

IV. Demonstrarás dedicação e conhecimento, assegurando-se que tudo está pronto para dar início ao ritual. Pois não se concebe que no último momento, mandes buscar a faca de sacrifício que se esqueceu em outro local, ou algum outro elemento necessário ao ritual.

V. Oferecerás água fresca ao céu e a terra.

- Farás libações de água fresca em oferecimento ao céu.

- Fará libações de água fresca em oferecimento a terra.

VI. Interrogarás as divindades que vão receber o Sacrifício Ritual.

- Antes do sacrifício, as interrogará sobre o recebimento de seu oferecimento, mediante o recurso divinatório do Oráculo do Obí.

VII. Sacrificarás sempre em nome de Ògún.

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Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

- Antes de proceder ao sacrifício, renderás homenagem a Ògún, o Espírito da

Força, louvando-o, ou oferecendo-lhe a mais humilde e simples de tuas rezas,

mas sempre agradecendo e pedindo sua presença para observar.

VIII. Utilizarás a faca de sacrifício apropriada.

- Tomarás a precaução de dispor de uma faca de sacrifício apropriada.

- Apropriada, quero dizer “apropriada para você”. Que a sinta cômoda em suas mãos, que não te cause incômodo, e que te sintas seguro ao empunhá-la.

- Apropriada, significa que seja apropriada para o animal destinado ao

sacrifício. Que sua lamina brilhe devido ao seu poder de corte, bem afiada. Para cortar sem dor, para secionar as veias com rapidez.

- Apropriada, significa ótima, eficiente, que não tenhas a necessidade de

improvisar, auxiliando-se de outra coisa que não seja uma faca de sacrifício, porque isso seria uma profanação.

IX. Não descuidarás dos movimentos de suas mãos.

- Quando suas mãos se movem, suas mãos falam, mesmo que não tenhas se proposto falar com elas

- Quando suas mãos se movem, seus movimentos desenham e escrevem no

espaço em que cruzam, uma linguagem remota e poderosa, segundo o revelado por Ifá no Ódu ÓgbeBára (Ejíogbe - Obára).

X. Não se moverá a mão que sustenta a faca sem um propósito!

- Quando sustentas na mão uma faca, não moverás esta mão se não tens um

propósito que o justifique fazer, porque a importância da linguagem de suas

mãos ao mover-se de potencia,e suas conseqüências se multiplicam, quando a mão que se move no ar sustenta uma faca desembainhada.

XI. A chegada da faca de sacrifício começa a transformar o astral.

O Sagrado Sacrifício

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Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

- A faca de sacrifício é só isso: faca de sacrifício, porém somente isso, já é o bastante. Porque quando uma faca é consagrada para esta finalidade e aparece em cena, mesmo que esteja descansando imóvel sobre o solo, começa a gerar em torno dela uma força que não se vê, estas passam a convocar a aproximar- se do lugar, energias e evoluções relacionadas.

XII. Quando uma faca aparece na mão, só fala a faca

- Não sustentarás em suas mãos, uma faca de sacrifício, se na continuidade não vais executar o sacrifício ritual. Ao menos, não sustentarás esta faca desembainhada

- Quando tomar em suas mãos a faca de sacrifício, que seja porque já vais executar o sacrifício ritual.

XIII. Faca de sacrifício não sabe indicar ou apontar, sem causar dano.

- Não apontaras para pessoa alguma com a faca de sacrifício. Ao menos com a faca de sacrifício desembainhada. Porque uma faca de sacrifício não sabe indicar ou apontar, sem causar dano.

- Não apontaras para o céu, nem para a terra, nem para a representação

material da divindade (Igbà), com a faca de sacrifício sustentada em suas

mãos. Ao menos com a faca de sacrifício desembainhada. Porque isso é profanação.

XIV. Faca de sacrifício não é brinquedo, é instrumento de destruição.

- Não tomará em suas mãos faca de sacrifício para brincar com ela, enquanto

rezas a Divindade, ou enquanto falas com outra pessoa, ou enquanto faças alguma outra coisa. Principalmente, com a faca de sacrifício desembainhada.

XV. Agradecerás aos animais destinados ao sacrifício.

- Antes do sacrifício, te aproximarás de cada um dos animais cujas vidas

tomarás, os sustentarás em suas mãos brevemente, os acariciarás se nada o

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impede, lhes falará com voz tranqüila, lhes agradecerá pelo sacrifício que vão fazer por sua pessoa, ou para seus interesses, e lhes abençoará.

- Concluirás entregando-lhe a mensagem que quer fazer chegar ao Òrìsà. E depois de entregar-lhe sua mensagem, agradeça também por isso!

XVI. Lavarás bicos (focinhos), patas e anus dos animais

oferecidos aos deuses.

que serão

- Antes do sacrifício, lavarás as patas dos animais que oferecerás ao Òrìsà,

para que elas estejam limpas quando retornarem à Montanha Sagrada ( e pousem sobre a terra divina do mundo invisível.

- Antes do sacrifício, lavarás o bico das aves, para que esteja limpo e disposto para falar com o mundo espiritual, e transmitir sua mensagem de agradecimento, de solicitação, de compromisso, ou de devoção, ao Òrìsà.

XVII. A morte chega com rapidez e sem alarde.

- Quando for oficiar o sacrifício ritual, tomarás a faca de sacrifício, somente no último momento do ritual de sacrifício.

XVIII. Uma morte piedosa honra a quem a provoca.

- Tomarás a precaução de que o animal destinado ao sacrifício, não veja a faca de sacrifício sobre o solo, nem em sua mão. - Tomará sua vida, porém evitará medos e sofrimentos desnecessários, respeitando sua natureza delicada e temerosa, como sua própria natureza

- Porque tu tomarás sua vida em um ritual que adormecerá suas sensações para

ajudar-lhe a morrer bem, e a visão da faca em sua mão, pode interromper este adormecimento relativo, e despojar-lhe de toda paz.

XIX. Respeitarás o direito de exclusividade de Èsù Elegbára.

- Quando realizar um sacrifício recordarás que o primeiro sacrifício se fará à representação de Èsù Elegbára.

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- Recordarás sempre que nenhuma divindade representada, nem mesmo Òsun, o

vigilante da pessoa, receberá oferecimento antes de Èsù - Elegbára . Porque é

profanação.

XX. Pagarás o tributo da terra por cada sacrifício de vida.

- Quando fizer sacrifício de vida animal, recordará que as primeiras gotas de

sangue devem ser derramadas sobre o solo. Porque cada vida que toma, a podes tomar, graças à terra que alimentou e sustentou esta vida ate o tempo em que chegou até tuas mãos para ser tomada.

E deves retribuir a terra pelo que tomas graças ao seu bom trabalho.

- Não esquecerás este mandamento, para que a adversidade não te seja enviada, bem como aos seus pais, seus filhos, ou de seus parentes, para cobrar

o que não retribuíste, ou o que não compartilhaste.

XXI. Com vida ou sem vida, a CABEÇA sempre se respeita.

- Toda cabeça é sagrada por conter e proteger o Orí, o Espírito Interno, a

forma de consciência de cada forma de vida, em qualquer nível de evolução.

- Por isto, não maltratarás aos animais em vida, e jamais lhes golpearás na cabeça, se isso não for parte de um ritual de sacrifício.

- Também por isto, as cabeças dos animais não devem ser lançadas ao chão, ou se deixar cair por negligência. Porque fazer isso, é uma manifestação de desapreço.

- E o desapreço à cabeça, é profanação.

- Por esta profanação, os profanadores poderiam ser chamados a responder, perante aquele que garante e aplica a justiça do Odù Babá Ejíogbe.

XXII. Sacrificarás seguindo o caminho desde a terra até o céu

- Quando oficiar cerimônias de sacrifício de animais quadrúpedes e de aves imolarás primeiro os quadrúpedes, e imolarás por último as aves.

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- Porque o sangue dos animais que só se movem na terra não devem cobrir o

sangue dos animais que foram dotados de Asé para deslocar-se entre a terra e

o céu.

- Porque toda ave é uma forma que representa o Espírito do Pássaro, que é uma

manifestação especial de Ódù, o Segundo Mistério e a Mãe Primordial, e só o poder do Espírito do Pássaro pode alimentar-se de tudo, inclusive das más obras, e pode cobrir tudo e redimir tudo.

XXIII. Nenhum sangue cobrirá as penas.

- Porque as penas ensangüentadas representam uma ave que não pode voar, que

não pode escapar, que já não tem oportunidade.

- Porque as penas ensangüentadas representam uma ave que esta morta, ou uma ave ferida de morte.

XXIV. As penas cobrirão o sangue.

- Porque no corpo da ave que estava viva, antes do sacrifício, sua plumagem lhe

veste por fora e seu sangue circula oculto em seu interior. - E assim sendo, com as penas limpas e secas, cobrindo o sangue, reproduzimos a disposição das penas e do sangue da mesma forma que no corpo da ave

- Desta maneira, as penas secas e limpas cobrindo o sangue, representa uma alegoria a vida, simbolizando:

- a morte com esperança de vida

- o triunfo da vida sobre a morte

- E este rito tem a virtude de escrever esta promessa no Astral.

XXV. Se entregar a faca, entregas o poder.

- Recordarás que o que se faz durante o ritual se escreve no Céu, e quando

fizer uma pausa momentânea no uso da faca de sacrifício, não a entregarás a

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outra pessoa com a intenção de que a segure um pouco para ti, para tomá-la de novo depois.

- Porque isso significa que estás transferindo a esta pessoa a responsabilidade de continuar com o ofício do sacrifício, e esta pessoa terá que continuar executando o sacrifício, porque a aceitação da faca de sacrifício desde sua mão significa que prometeu fazê-lo, e desde que o prometeu fazer, é sua missão, não fazer é profanação.

- E se a mão que recebeu a faca não fizer correr o sangue, e se os

sacrificadores divinos reclamam o cumprimento deste compromisso involuntário, algum sangue correrá da maneira que se decidiu no Céu, por causa

de quem descumpriu, para que o escrito no Céu se leia na Terra.

- Por isso, sempre que haja uma pausa, colocarás a faca de sacrifício sobre a

terra firme, e sempre perto de ti. Porque só a terra é sua firmeza, só a terra é

sua confiança.

XXVI. Faca quente esquenta a mão. Faca quente repousa na terra

- Quando terminar de utilizar a faca de sacrifício, momentaneamente, ou

definitivamente, não demorarás em colocá-la sempre sobre o solo firme. Porque

no nível do solo, a terra se encarregará de absorver a energia excedente que esquenta esta lamina, refrescando-a em parte antes de devolver. Porque só a terra é sua firmeza, só a terra é sua confiança.

- Quando oficiar sacrifícios de muitos animais quadrúpedes repousarás a faca

de sacrifício sobre solo firme, e a substituirá por outra, porem a manterá

sempre no local do sacrifício, para que esta testemunhe ate o final, das imolações.

- Quando por qualquer razão que seja, não possas substituir a faca de

sacrifício que se esquentou muito com numerosas imolações continuadas em uma mesma cerimônia, fará pausas entre os sacrifícios, durante as quais a faca laboriosa se refrescará, sempre repousando sobre solo firme, porque só a terra é sua firmeza, só a terra é sua confiança.

XXVII. Faca de sacrifício não é pedra para se lançar

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- Porque as coisas não se atiram as coisas não se lançam principalmente uma

faca, quanto mais uma faca de sacrifício! Sempre a colocarás, nunca a jogarás.

Porque é profanação.

XXVIII. Faca de sacrifício não se deixa cair.

- Porque uma faca na mão significa ataque, ou significa defesa.

Representando também o cair da mão de quem combate, quando quem a leva cai ferido de morte, nunca deixarás cair com negligência de sua mão, uma faca de

sacrifício, para que não chames com seus atos a realidade que teus atos representam.

XXIX. Faca que se moveu e mirou, mirando sentenciou.

- Se houver jogado a faca de sacrifício, ou havendo-a deixado cair com negligência, e a faca girar e apontar para alguém dos presentes, ou a ponta de sua lamina terminar dirigida até você, deves saber que a faca está mirando a quem aponta. E deves saber que a faca de sacrifício mira somente para sentenciar.

- Por isso deves saber que se isto ocorre, um ebó nunca deve demorar a ser feito.

- E o ebó que for feito por esta razão, deve conter uma faca.

Lembre-se, porque se lembrar te salvará a vida ou te poupará lamentos, para você ou parentes.

XXX. (

)

Concluímos esta transcrição, lembrando que o Asògún quando concluir sua função deve descarregar a faca ritual limpando-a no couro dos animais

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sacrificados, primeiro do lado direito passando-se o mesmo pé por cima, depois virando-se os animais e repetindo o ato do lado esquerdo, dizendo-se sempre:

Lopá ki sorò, lo pá

faca, por 3 vezes. Fazendo o mesmo com o otin e a omí.

Mastigando Obi e a atàáre e soprando nos dois lados da

Como podemos observar há uma enorme quantidade de energias sendo manipulado nestes atos, o que nos remete ao fato de que somente um sacerdote qualificado, no caso o "Asògún" auxiliado por seus Otùn e Osí, é quem deve realizar estas cerimônias de restituição. Logo no início deste trabalho afirmamos que os animais eram os "veículos" que levariam as nossas mensagens aos Òrìsàs, então acho apropriado assinalar que eles possuem suas representações específicas, o que também vale para os demais "temperos" utilizados nestes atos:

- ADIE(galinha) - prosperidade, filhos e casamento

- AKIKO (galo) - boa saúde, tirar desgraças, vencer

- KOKÉM (galinha d'angola) - prosperidade

- IGBIN (caracol) - placidez

- EYELE (pombo) - dinheiro, sorte, saúde, vida longa

- OBÌ ABATA - (vegetal, vermelho e branco) - De uso fundamental no ritual,

é considerado o primeiro alimento do imonlè. Busca o seu poder oracular, além de fazer uso de sua finalidade principal. "Obì existe para alimentar todo o ser ". Obì proporciona força e vida longa.

- ÒRÒGBÒ - (vegetal, branco ) - Também utilizado como alimento do imonlè, garante a saúde e a força do ser . "ÀRÙN KÁRÙN KÌ Í WO INÚ ÒRÒGBÒ " -

A doença nunca entra em òrògbò.

- OMI- (água)(mineral, branco ) - A água é a representação da fertilidade feminina, veículo de ligação e comunicação com o imonlè.

É o que garante a harmonia ou a calmaria. Não há oferenda sem água.

- OTIN- (gin)(vegetal, branco ) - Sua representação refere-se a força do sêmen masculino. Transformação da matéria (Egúngun)

O Sagrado Sacrifício

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- EPÒ

representa a fertilidade feminina, o poder de gestação das

- (dendê)(vegetal , vermelho ) - È o elemento apaziguador que

ÌYÁ-ÁGBÀ. A força dinâmica dos descendentes.

- ÒYIN- (mel)(vegetal, vermelho) - Elemento de riqueza, de beleza e de

doçura. Quando mel, sangue das folhas recolhido pelas abelhas, através de um sistema de união e rígida hierarquia. No caso do melado de cana, apesar de ser um elemento de riqueza, e de doçura, está intrinsecamente relacionado a descendência por se tratar de um processo de transformação de matéria original .

- EKÒ- (acaçá)(vegetal,branco)- Pasta branca preparada à base de farinha de

milho branco, simbolizando a fecundidade e a descendência genérica. Sendo reunida para nova formação, representa a matéria original transformada. Como oferenda identifica o SER.

- ÒRI- (vegetal, branco) - Vitex Doniana VERBENACEAE . A madeira é

marrom bem clara. Há flores cabeludas, amareladas ou brancas com corola e lóbulos azul-purpúreos. As frutas maduras se assemelham a ameixas pretas. O le-af fervido é comido como um legume.

- OSÙN- (vegetal , vermelho)- Pó vermelho, extraído da árvore Dracena

Mannii AGAVACEAE através da ação natural dos cupins ou da serragem que representa a fecundidade e a descendência genérica. É uma árvore de abundantes ramos. As flores são cheirosas e de pétalas grandes. Há frutas

vermelhas.

- EFÙN - (mineral , branco)- Giz ou pó de giz freqüentemente usado na

adoração a Òrisàálà. Redondos bolos de giz . Representa a serenidade do amanhecer e a relação do homem com a terra .

- WÁJI, ÈLÚ OU ARO - (vegetal , negro)- Lonchucarpus Cyanescens, tinta

azul em forma de pó petrificado de origem vegetal o qual busca a representação do sangue negro, simbolizando a noite e a relação de ancestrais

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ligados à própria escuridão. As partes frescas são contundidas a uma polpa, fermentada, seca e vendida nesta forma, as folhas somente são secadas ao sol e são usadas em um estado quebradiço.

- ÌYÈRÒSÚN- (vegetal , amarelo/avermelhado )- Pó produzido pelo trabalho

de um tipo de cupim ou da serragem da árvore sagrada BAPHIANÍTIDA, Leguminosae Papilionoideae . É neste pó que são riscados os símbolos dos Odu,

veiculando a sabedoria de Ifà compreendida por Olódumàré.

- ATÀÁRE - Pimenta da Costa. Força/Asè de realização determinante daquilo que se pretende "ATÀÁRE NÍ K'O MÁA TARÍ IBI KÚRÒ L'ÓNÀ " - "Atàáre diz que o mal deve sempre ser afastado para longe do meu caminho "

- EKÒ- (acaçá)(vegetal,branco)- Pasta branca preparada à base de farinha de

milho branco, simbolizando a fecundidade e a descendência genérica. Sendo reunida para nova formação, representa a matéria original transformada. Como oferenda identifica o SER.

Assim, exatamente como nos revela um fragmento do Odù Òságbé:

Isé orí rán mi ni mò nse

I II

I I

I I

I I

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Ònà tí orí là ni mò ntò Isé orí rán mi ngó sá à njé Díá fún Àlàó Omo a gb'ókun là Isé orí rán mi, òkun jé nje.

-Tradução

Eu estou fazendo o que Orí me tinha recomendado fazer Eu ando no caminho que Orí tinha determinado para eu andar As tarefas das quais eu fui encarregado devem ser cumpridas Esta foi à divinação de Ifá feita para Àlàó A criança tem que ter sucesso ao atravessar o oceano da vida As tarefas para as quais eu fui encarregado pelo Orí, devem ser realizadas.

- Obé ti omú gbé kuku ará rè! ( Por mais afiada que seja a faca, ela certamente não conseguirá riscar seu próprio cabo! )

É sempre importante que façamos os OFÓ antes do sol nascer neste dia.

Asè Òrìsà lenu mi o

OFÒ TI ASÈ

Força de Orixá em minha boca

Asè Òrìsà lenu mi

O Sagrado Sacrifício

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Força de Orixá em minha boca

Gbogbo ohun mo tí wi

Toda minha voz é entendida

Níki irun ìmònle oba o

e sentida pelos 400 Espíritos Reais

Asè Òrìsà lenu mi.

Força de Orixá em minha boca.

Asè

OFÒ OLÓOJÓ ÒNÍ

Olóojó òní Ifá, mo júbà rè Olú dáyé, mo júbà rè Mo júbà omodé Mo júbà àgbà

Bí èkòló bá júbà ilè Ilè ó l’énun Kí ìbá mi sé

O Sagrado Sacrifício

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Mo júbà àwon àgbààgbà méérìndílógún

Mo júbà bàbá mi “Ogun “ Mo tum júbà àwon Ìyá mi eléeye Mo júbà Òrúnmìlà, ó gbáayé, ó gbóòrun Òhuntí mo bá wí lóojó òní Kí ó rí béè fún mi

E jòwó, májé kí ònòn mi díì

Níìtorí yìí ònòn kò dí mòn ojó Ònon kò dí mòn oògùn Òhuntí a bá ti wí fú Ògbà, l’Ògbá ngbà

Ti Ìlákòse ni sé láàwújo igbi Ti Ekese ni sé láàwùjo Òwú

Olóojó Òní kí ó gbà òrò mi yèwò

Asè!

Tradução

Senhor e dono do dia Ifá, apresento-vos meus respeitos. Senhor da terra, apresento-vos meus respeitos. Meus respeitos aos mais jovens (novos). Meus respeitos aos mais velhos.

Se a minhoca vai à terra respeitosamente,

A terra abre a boca aceitando-a

Que a bênção me seja dada. Meus respeitos ao dezesseis mais velhos (Odú Àgbà).

Meus respeitos, meu pai “ Ogun “

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

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Eu tomo a benção às minhas mães Senhora dos pássaros. Meus respeitos, Orunmilá, aquele que vive na terra e vive no céu. Qualquer coisa que eu diga no dia de hoje, Que eu possa vê-la acontecer para mim.

Por favor, não permita que meus caminhos se fechem, Porque os caminhos não se fecham para quem entende o dia, Os caminhos não se fecham para quem entende a magia. Qualquer coisa que eu diga para Ògbà, que Ògbà aceite.

Ìlákòse tornou-se o mais importante na assembléia dos caracóis, Ekese tornou-se o mais importante na assembléia do algodão.

Senhor e dono do dia, que você aceite minhas palavras e verifique.

Que assim seja !

OFÒ FÚN BIBÓ ORÍ (Encantamento para propiciar a cabeça).

Òrúnmìlà ní odi èdùn, mo ní odi èdùn. Òrúnmìlà ní odi èdùn okàn, mo ní odi èdùn okàn. Oní ti egbé eni nbá lówó, ní ti egbé eni nbá lówó, t’a aba lòwò, ò ní Orí eni l’àá képè. Oní ti egbé eni bá à nse, ohun rere táàbá ri ohum rere se, ò ní Orí eni l’àá képè. Orí mi, wá se lé gbè léhìn mi. Igba, igba, ní orògbò nso lóko; Igba, ní Obì nso lóko. Igba, igba ní átàárè nso lóko. Igba, ajé kó Wole to mi wá. Oògùn, Àìsàn, Ejó, Wàhálà, Ikú, Àíríje, Àìrímu kó pòórá. Tí efun ba wo inú osùn, Ápòórá. Kí gbogbo wàhálà mi pòórá. Àwíse ní ti Ifá, àfòse ní ti Òrúnmìlà. Àbá ti alágemo bádá ni Òrìsà òkè ngbà. Kon kon ní ewé inón njó, wàrà, wàrà, ni, gbogbo ohun gbogbo ohun ti mo do yìí, ki aro gnogbo, ki aro kó rò mó Asè, asè, asè!

O Sagrado Sacrifício

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Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Tradução: (ÒRÚNMÌLÀ que fortifica os tristes, Fortifique-me, eu estou triste. Òrúnmìlà que fortifica o coração triste fortifique o meu coração triste. Senhor da comunidade, Aquele que é honrado e respeitado, é a cabeça de alguém cansado que invoca tua ajuda. Senhor da comunidade, esteja conosco (me acompanhe), que as coisas boas nos encontrem, e que obtenhamos coisas boas, é a cabeça de alguém cansado que invoca tua a ajuda. Minha cabeça, venha cobrir a casa e minha retaguarda. Duzentos, duzentos, que orògbò cresça na floresta; Duzentos, que obì cresça na floresta. Duzentos, duzentos, que atarê cresça na fazenda. Duzentos, que o poder do dinheiro adentre minha casa. Que as feitiçarias, as doenças, os problemas, as aflições, a morte, a fome, a sede, desapareçam da minha vida. Quando efun entra no osùn, ele desaparece. Que todas as minhas aflições desapareçam. Que a palavra de Ifá se realize, e a de Òrúnmìlà também (como um canto). E ao encontrarem Alágemo realizem-se através dos Òrìsàs, que aceitam do alto. A folha no fogo queima rapidamente (que meus pedidos realizem-se assim). Leite, leite, escorra para as crianças em quantidade, como é na Fazenda Èsìsì. Que minha casa, meus caminhos, meus conhecidos se engrandeçam. Que todos os meus votos façam desabrochar, e transformar-se para mim, afim de que ao nascer do dia eu encontre facilidades. Assim seja!

1.º) No igbá (ou oberó) colocar no mínimo 03 (três) akasa funfun (Ekò), cantando orin para o Òrìsà que vai receber a oferenda;

2.º) Colocar punhados pequenos de Iyó (para os Òrìsà que o aceitam) ao lado de cada akasa enquanto se reza:

KÍKORÒ

WÀYÈ

IYÓ

Que a vida não seja amarga como o sal;

KÍKORÒ

WÀYÈ

IYÓ

Que a vida não seja amarga como o sal;

Ó DÙN

ÀWA

IYÓ

Ela será gostosa para nós, como é o sal;

Ó NÍ AYÉ

FÚN

WA IYÓ

Pois o sal é vida para nós.

3.º) Colocar pouco Epò no Igbá ( para os Òrìsà que o aceitam) rezando:

* Se houver ferramentas em metal ou quartinhas em louça derramar um pouco de epò sobre eles.

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

EPÒ PÚPÀ NÍ ERÓ NÍ O OJÚ OLÒÓJÀ Azeite de dendê é calma, o Senhor do Mercado é testemunha; EPÒ PÚPÀ NÍ ÈRÓ NÍ O OJÚ OLÒÓJÀ Azeite de dendê é calma, o Senhor do Mercado é testemunha.

4.º) Colocar um pouco de oyin (para os Òrìsà que o aceitam) rezando:

* Idem.

Ò DÙN BÁ TÍ OLÀ ÌBÁ Ó TÍ OLÀ

Ela seja doce e com fortuna Abençoe com a fortuna.

5.º) Colocar um pouco de Òtí (para os Òrìsà que o aceitam) e rezar:

ÒTÍ O NÍ O (A Aguardente é para você)

6.º) Colocar um pouco de Omi (para todos os Òrìsà) e rezar:

OMI O NÍ O (A água é para você)

7.º) Para sacrifício de etù, ela deve estar preparada , limpa, com as patas, cabeça e ESÉ lavados. Sempre se deve cobrir seus olhos com saião para o sacrifício;

Para àkùkódìé tomar o mesmo procedimento de limpeza sem a utilização das folhas; deve-se apresentar o animal à pessoa a qual o Òrìsà esta sendo saudado, para que ela, fale no bico do animal, fazendo seus pedidos, a fim de que estes sejam levados pelo animal, e encaminhados ao Òrìsà; (O povo Yorùbá acredita que o animal vai morrer e levará para o Òrun os pedidos da pessoa). Para akó ewúre deve-se lavar o animal, e o enrolar em um Ojá. Deve-lhe ser servido folhas de goiabeira para comer. Quando ele comer, deve-se amarrar sua boca, que deve conter um pouco de folhas, com corda de sisal. Também este animal será apresentado a pessoa na qual o Òrìsà esta

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

sendo ofertado, para que ela encoste seu Orí na cabeça do animal e faça seus pedidos; O animal deve ser saudável, não estar doente, não possuir defeitos físicos, nem penas quebradas, ou ainda estar machucado. O Obé deve sempre ser o melhor afiado possível, para que não se cause dor ao animal. Em um só corte deve-se provocar a morte do animal, que não deve se debater.

8.º) O primeiro èjé deve cair na Terra, como símbolo de agradecimento a Onílé. O Èjé é o maior símbolo de vida que possuímos, e ao derramá-lo sobre a Terra estamos representando nosso agradecimento pela vida que ela nos dá, devolvendo a ela vida, que é o Èjé. Caso no local do sacrifício não tenha terra, o èjé deve ser derramado em uma quartinha ou pequeno oberó, onde já tenha sido colocado os àsé: epo, oyin, iyó, omi e òtí, sempre respeitado aquilo que cada Òrìsà aceita como oferenda. Enquanto o Asògún prepara o animal, o Bàbálòrìsà ou Ìyálòrìsà reza para o èjé, e efetua o sacrifício com um corte seco que causa menor dor:

* Não esquecer de escorrer èjé nas ferramentas e quartinhas.

ÈJÉ A SORÒ, (ÒRÌSÀ) NPA AWO, Com sangue seguimos a tradição, matando para (Òrìsà); ÈJÉ A SORÒ, (ÒRÌSÀ) NPA AWO. Com sangue seguimos a tradição, matando para (Òrìsà).

9.º) quando o èjé parar de escorrer rezar:

ÈJÉ SORÒ, SORÒ, ÈJÉ GBÀLÈ K’ARA N’RÓ! Com sangue seguimos a tradição, o sangue que escorre, é recebido na terra como vida!

*Caso o sacrifício esteja sendo realizado para Èsù, e no Oberó (Alguidá), neste ponto deve-se cobrir todo ele com Padê (de dendê). Caso seja no Igbá, o padé será colocado em um Oberó e deixado ao lado do Igbá, no final do sacrifício. 10.º) quando se inicia o corte dos ÈSÉ (partes do Òrìsà) louva-se a Ògún como ÒLÒÓBÉ (Senhor da faca) rezando:

* ÈSÉ = cabeça, patas, órgão genital e rabo para animal de quatro patas.

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

cabeça, patas, asas, rabo, para animais de dois pés. Todos cortados

nas juntas.

BÍRÍ

IBÍ L’ÒKÈ

ÒGÚN WÁ

Ó,

Aqui em cima, que Ògún venha

supervisionar,

 

BÍRÍ

IBÍ L’ÓKÉ

ÒGÚN WÁ

O.

Aqui em cima, que Ògún venha

supervisionar.

11.º) e depois para o Òrìsà que recebe a oferenda:

BIRÍ IBÍ L’ÒKÈ A GÈ GÈ (ÒRÌSÀ) Ó, Aqui em cima nós cortamos, cortamos para (Òrìsà), BIRÍ IBÍ L’ÒKÈ A GÈ GÈ (ÒRÌSÀ) Ó. Aqui em cima nós cortamos, cortamos para (Òrìsà).

12.º) enquanto se enfeita o Igbá com os ÈSÉ reza-se:

Ó

YÍYÈ

YÈ !

Ele Transforma em vida !

BÒ ORÍ

WA

ÀÀBÒ ODI

Dê proteção e fortifique nossas cabeças,

A

GE

Ó

A nós que cortamos, cortamos para ele.

BÒ ORÍ

WA

ÀÀBÒ ODI

Dê proteção e fortifique nossas cabeças,

A

GÈ GÈ (ÒRÌSÀ)

Ó !

A nós que cortamos, cortamos para você

(Òrìsà).

13.º) ao terminar de enfeitar com os ÈSÉ, deve-se enfeitar com penas que devem ser fixadas onde se derramou epo, oyin e èjé, rezando:

ERON GBOGBO

ERON

felicidade, ÈRON GBOGBO!

GBOGBO

A

YIYÈ

A

RE,

YÈ. Toda carne se torna sobrevivência, Toda a carne nos traga

Toda a carne.

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

O Bàbálòrìsà vai fazendo os pedidos como:

ÈRON GBOGBO ILÉ ÀSÉ

ÈRON GBOGBO FÚN A NIRE Toda carne para sermos felizes, ÈRON GBOGBO FÚN A LAYO Toda carne para sermos alegres, ÈRON GBOGBO FÚN A AGO Toda carne para termos licença, ÈRON GBOGBO ONON RERE Toda carne para os caminhos se abrirem.

Toda carne é força para a casa,

* Quando o sacrifício é para È«ù, costumo neste momento enfeitar o Igbá ,ou Oberó, com pimenta dedo de moça, escolhidas e lavadas anteriormente. Em seguida pede-se ao Ìyàwó que masque Ataarè, fazendo seus pedido, depois dê um pequeno gole de Òtí, sem engolir, misture com o ataarè da boca e cuspa sobre a oferenda. Simboliza que, ao conversarmos com os Òrìsà devemos estar com o hálito purificado. O à«¿ da palavra é fortalecido.

14.º) Fazer os Àdúrà ao Òrìsà que recebeu o sacrifício.

ÀDÚRÀ TI OLOJÓ ÒNÌ

Ijò yí olùwa ìyè ijó yí

Persistente Senhor do Dia e da vida

Ijò yí olùwa ìyè ijó yí

Persistente Senhor do Dia e da vida

Má jé kó bàjé

Não me permita aprender a corromper

Má jé kó aro

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Não me permita aprender tristezas

Má je kó bàjé o

Não me permita aprender a corromper-me

Ìyé ijó yí, ìyè ijò yí

Senhor do Dia e da vida, Senhor do Dia e da vida.

ÀDÚRÀ TI ELÉDA

Àwa Nà Wúre Eléda Wa

Nós Temos Boa Sorte Repartida Pelo Senhor Da Criação

Àwa Nà Wúre Eléda Wa

Nós Temos Boa Sorte Repartida Pelo Senhor Da Criação

Mo Adúpe Wúre Ati Odúnmódún

Eu Agradeço Pedindo Abenção A Muitos Anos

Mo Adúpé Wúre Ati Èsú Mòsu

Eu Agradeço Pedindo Abenção A Essência Do Meu Criador

Mo Adúpé Wúre Iba Gbogbo

Eu Agradeço Pedindo Abenção E Saudando A Todos

Àwa Nà Wùre Eléda Wa.

Nós Temos Boa Sorte Repartida Pelo Senhor Da Criação.

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

ÀDÚRÀ TI ORÍ

Orí ení kini sàka ení

Cabeça que está purificada na esteira

Orí ení kini sàka yan

Cabeça que está purificada na esteira caminha soberbamente

Orí olóore ori jè o

A cabeça do vencedor vencerá

A saka yìn ki ya n'to lo ko

A cabeça limpa que louvamos mãe permita que façam uso dela

A saka yìn ki ègbón mi gbè

A cabeça limpa que louvamos meu mais velho conduzirá

Ìta nù mo bo orí o.

Ar livre e limpo oferendo a cabeça.

ÀDÚRÀ TI ÒRÚNMÌLÀ

Òrúnmìlà Ajànà

Òrúnmìlà Ajànà

Ifá Olókun

Ifá Okókun

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

A sòrò dayò

Que faz o sofrimento tornar-se alegria

Eléri ìpín

O testemunho do destino

Okìtìbíri ti npa ojó ikú dà

O poderoso que protela o dia da morte

Òrúnmìlà jíre lóni.

Òrúnmìlà você acordou bem hoje?

ÀDÚRÀ TI ÒÒSÀÀLÁ

Bàbá esá rè wa

Pai dos ancestrais, venha nos trazer boa sorte

Ewa agba awo a sare wa

Belo ancião do mistério, venha depressa

A je águtan

Comedor de ovelha

A sare wa ewa agba awo

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Venha depressa belo ancião do mistério

Iba Òrìsà yin agba ògìnyòn.

Saudações Orixá escute-me ancião comedor de inhame pilado.

ÀDÚRÀ TI YEMONJA

Yemonja gbé rere ku e sìngbà

Yemonja, traz boa sorte repentinamente retribuindo

Gbà ní a gbè wí

Receba-nos e proteja-nos em vosso rio

To bo sínú odò yin

Cultuamos-vos sufientimente em vosso rio

Òrìsà ògìnyón gbà ní odò yin.

Orixá comedor de inhames novos, receba-nos em vosso rio.

ÀDÚRÀ TI ÒBÀ

ÒBÀ MO PE O O

Ò BÀ EU TE CHAMO

ÒBÀ MO PE O O

Ò BÀ EU TE CHAMO

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

SARE WA JE MI O

VENHA LOGO ME ATENDER

ÒBÀ OJOWU AYA SÀNGÓ SARE

ÒBÀ, MULHER CIUMENTA ESPOSA DE S ÀNGÓ, VENHA CORRENDO

WA GBO ÀDÚRÀ WA O

OUVIR A NOSSA SÚPLICA

ENÌ N WA OWÓ, KI O FÚN NI OWÓ

A QUEM QUER DINHEIRO, DÁ DINHEIRO

ENÌ N WA OMO, KI O FÚN NI OMO

A QUEM QUER FILHOS, DÁ FILHOS

ENÌ N WA ÀLÁFÍÀ, KI O FÚN NI ÀLÁFÍÀ

A QUEM QUER SAÚDE, DÁ SAÚDE

SARE WA JE MI O.

VENHA LOGO ME ATENDER.

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

ÀDÚRÀ TI ÒSÚN

E njì tenú ma mi o

Vós que gentilmente me dá muitos presente

Tenú màmà ya

Calmamente sem aflição

Ìyá Ìbejí di Lógun àyaba omi ro

Mãe dos gêmeos que vem a ser mãe de Lógun, Rainha das águas pingando

Ìbejì kórì ko jo

Os gêmeos adornam vários k'òrì sem queimar

Àyaba ma pákútá màlà ge sá

Rainha me faz guisado em pequenas panelas deslumbrantemente corte com espada

Iya mi yèyé (Òsogbo/Ipondá/Opara/Kare).

Me encaminhe mamãe querida de (Òsogbo/Ipondá/Opara/Kare).

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

ÀDÚRÀ TI OYÁ

E ma odò, e ma odò

Eu vou ao rio, eu vou ao rio

Lagbó lagbó méje

Do seu modo encontrado nos arbustos reparte em sete

O dundun a soro

Vós que fala através do Dundun

Balè hey.

Tocando o solo te saúdo.

ÀDÚRÀ TI SÒNGÓ

Oba ìró l'òkó

Rei do Trovão

Oba ìró l'òkó

Rei do Trovão

Yá ma sé kun ayinra òje

Encaminha o fogo sem errar o alvo, nosso vaidoso Òje

(Aganju/Ogodo/Afonjá) òpó monja le kòn

(Aganju/Ogodo/Afonjá) alcançou o Palácio Real

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Okàn olo l'Oyá

Ùnico que possuiu Oyá

Tobi fori òrìsà

Grande Líder dos Orixás

Oba sorun alá alàgba òje

Rei que conversa no céu e que possui a honra dos Òje

Oba sorun alá alàgba òje

Rei que conversa no céu e que possui a honra dos Òje

ÀDÚRÀ TI ÒSÙMÀRÈ

Òsùmàrè e sé wa dé òjò

Òsùmàrè é quem nos traz a chuva

Àwa gbè ló sìngbà opé wa

Nós a recebemos e retribuímos agradecidos

E kun òjò wa

É o bastante a chuva para nós

Dájú e òjò odò

Certamente vossa chuva é o rio

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Dájú e òjò odò s'àwa

Certamente vossa chuva é o rio, para nós.

ÀDÚRÀ TI NÀNÁ

E kò odò, e kò odò fó

Encontro-lhe no rio, encontro-lhe no leito do rio

E kò odò, e kò odò fó

Encontro-lhe no rio, encontro-lhe no leito do rio

E kò odò, e kò odò fó

Encontro-lhe no rio, encontro-lhe no leito do rio

E kò odò, e kò odò fó

Encontro-lhe no rio, encontro-lhe no leito do rio

Kò odò, kò odò, kò odò e

Encontro no rio, encontro no rio, encontro-lhe no rio

Dura dura ní kò gbèngbè

Esforçando-me para não afundar na travessia do grande rio

Mawun awun a tì jô

Lentamente como uma tartaruga trancada suplicando perdão

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Saluba Nana, saluba Nàná, saluba.

Saluba Nàná, saluba Nàná, saluba.

ÀDÚRÀ TI YÈWÁ

Pèlé 'nbo Yèwá a níre o

Delicadamente cultuamos Yèwá por estarmos felizes

Pèlé 'nbo Yèwá a níre o

Delicadamente cultuamos Yèwá por estarmos felizes

Òrìsà yin a 'nbo Yèwá

Orixá estamos cultuando-vos Yèwá

Yèwá a níre o

Yèwá estamos felizes.

ÀDÚRÀ TI OMOLÚ/OBALUÀIYÉ

Omolú ìgbóná ìgbóná zue

Omolú, Senhor da Quentura

Omolú ìgbóná ìgbóná zue

Sempre febril produz saúde

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Eko omo vodun

Educa o filho Vodun

Eko omo vodun na je

Vodun educa o filho castigando

Ìjòni le o Nàná

Nàná ele é capaz de provocar queimaduras

Ìjòni le o Nàná ki mayò

Ele é capaz de provocar queimaduras, Nana, e se enche de alegria

Nàná ki mayò ki n a lode

Nana ele se enche de alegria do lado de fora

Fèlèfèlè mi igba nlo, ajunsun wale

És capaz de fazer definhar em vida, Ajunsun, até secar

Meré-meré e no ile isin

Habilmente ele enche a nossa casa de escravos

Meré-meré e no ile isin

Habilmente ele enche a nossa casa de escravos

Ensinbe meré-meré osú láyò

Primeiramente o erguemos habilmente osú que cobre a terra

Ensinbe meré-meré osú láyò

Primeiramente o erguemos habilmente osú que cobre a terra

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Oba alá tun zue obi osùn

Rei que nasceu como o sol, Pai do Vermelho

Oba alá tun zue obi osùn

Rei que nasceu como o sol, Pai do Vermelho

Iya lóni

Neste dia

Otù, àkóba, bi ìyá, húkó, káká, beto

Doença, infelicidade, sofrimento, tosse, dificuldades, aflição

Otun zue, obi, osùn

Suplico-lhe diariamente, Pai do Vermelho

Bara ale so ran ale so ran

Rei do corpo suplico-lhe rastejando

Bara otun zue obi osùn

Rei do corpo suplico-lhe diretamente, Pai do vermelho

ÀDÚRÀ TI ODE (ÒSÓÒSÍ)

Pa kó tòrí san gbo dídé, (aja in pa igbó)

Fisga, mata e arrasta ferozmente sua presa, (o cão morto na floresta)

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Ode aróle o

Ele é o caçador herdeiro

Aróle o oni sa gbo olówo

Hoje o herdeiro exibe sua riqueza

Ode aróle o nkú lode

Ele é o caçador herdeiro que tem o poder de atrair a caça para a morte.

ÀDÚRÀ TI ÒGÚN

Ògún dà lé ko

Ògún constrói casa sozinho

Eni adé ran

A mando do Rei

Ògún dà lé ko

Ògún constrói casa sozinho

Eni adé ran

A mando do Rei

Ògún to wa do

Basta Ògún, nas instalação de nosso vilarejo

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Eni adé ran

A mando do Rei

Ògún to wa do

Basta Ògún, na instalação de nosso vilarejo

Eni adé ran

A mando do Rei

ÀDÚRÀ TI ÈSÚ

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Èsú láaróyè, Èsú láaróyè

Èsú láaróyè, È s ú láaróyè

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Èsú Láàlú Ogiri Òkò Ebìtà Okùnrin

Èsú Láàlú Ogiri Òkò E bìtà O kùnrin

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Èsú òta òrìsà

Èsú inimigo de Orixá

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Osétùrá l'oruko bàbá mó ó

Oxeturá é o nome pelo qual é chamado por seu pai

Alágogo ìjà l'oruko ìyá npè o

Alágogo Ìjà, é o nome pelo qual sua mãe o chama

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Èsú Òdàrà, omokùnrin Ìdólófin

Èsú bondoso, filho homem da cidade de Ìdólófìn

O lé sónsó sórí orí esè elésè

Aquele que tem a cabeça pontiaguda fica no pé das pessoas

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Kò jé, kò jé kí eni nje gbe e mì

Não come e não permite que ninguém coma ou engula o alimento

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

A kìì lówó láì mu ti Èsú kúrò

Quem tem riqueza reserva para È s ú a sua parte

A kìì láyò láì mu ti Èsú kúrò

Quem tem felicidade reserva para È s ú a sua parte

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Asòntún se òsì láì ní ítijú

Fica dos dois lados sem constrangimento

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Èsú àpáta somo olómo lénu

Èsú, montanha de pedras que faz o filho falar coisas que não deseja

O fi okúta dípò iyó

Usa pedra em vez de sal

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Lóògemo òrun a nla kálù

Indulgente filho do céu cuja grandeza está em toda a cidade

Pàápa-wàrá, a túká máse sà

Apressadamente fragmenta o que não se junta nunca mais

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

Èsú máse mi, omo elòmíran ni o se

Èsú não me faça mal, manipule o filho do outro

Èsú máse, Èsú máse, Èsú máse

Èsú não faça mal, È s ú não faça mal, È s ú não faça mal

Iyìn o, iyìn o Èsú n má gbò o

Èsú escute o meu louvor à ti

ÀDÚRÀ TI ÌYÁMI ÒSÒRÒNGÁ

Ìyá kéré gbo ìyámi o

Pequeninas mães, ó idosas mães

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Ìyá kéré gbohùn mi

Pequeninas mães, ouçam minha voz

Ìyá kéré gbo ìyámi o

Pequeninas mães, ó idosas mães

Ìyá kéré gbohùn mi

Pequeninas mães, ouçam minha voz

Gbogbo Eléye mo Ìgbàtí

Todas as senhoras dos pássaros quando eu

Ìgbàmú ile

Cumprimo a terra

Ìyá kéré gbohùn mi

Pequeninas mães, ouçam minha voz

Gbogbo Eléye mo Ìgbàtí

Todas as senhoras dos pássaros da noite

Ìgbàmú ile

Todas as vezes que comprimo a terra

Ìyá kéré gbohùn mi

Pequeninas mães, ouçam minha voz

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

ÀDÚRÀ TI EGÚNGÚN

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do m ò nriwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún!

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do m ò nriwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún!

Egúngún a yè, kíì sé bo òrun

Egúngún para nós sobrevive, a ele saudamos e cultuamos

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Mo júbà rè Egúngún mònríwo

Apresento-vos meus respeitos, ó espírito do maríwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do m ò nriwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún!

A kíì dé wa ó, a kíì é Egúngún

Nós vos saudamos quando chegais até nós, vos saudamos Egúngún

Won gbogbo ará asíwájú awo

A todos os ancestrais do culto

Won gbogbo aráalé asíwájú mi

A todos os ancestrais da minha família

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espíritos do m ò nriwo

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún!

Mo pè gbogbo ènyin

Todos os espírito do maríwo

Si fún mi ààbò àti ìrònlówó

Eu chamo a todos vós para virem dar-me proteção e ajuda

Agó, kìì ngbó ekún omo rè

Agó ao ouvir o choro dos filhotes,

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do m ò nriwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún!

Ki o ma ta etí wéré

Responde rapidamente

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Bàbá awa omo re ni a npè o

Ó pai, somos teus filhos e te chamamos

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do mònriwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún!

Ki o sare wá jé wa o

Vem logo nos ouvir

Ki o gbó ìwùre wá

Ouve nossas rezas

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do mònriwo

Ilè mo pè o

Terra, eu vos chamo!

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Egúngún o

Ó Egúngún!

Má jè a ríkú èwe

Livra-nos da mortalidade "infantil"

Má jè a ríjà Èsú

Proteja-nos da ira de Èsú

Má jè a ríjà Ògún

Proteja-nos da ira de Ògún

Má jè a rija omi

Proteja-nos da ira das águas

Má jè a rija Soponná

Proteja-nos da ira de Soponná

Ilè mo pè o

Terra eu vos chamo!

Gbogbo mònríwo

Todos os espírito do mònriwo

Ilè mo pè o

Terra eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

Mo jùbá, bàbá Egúngún

Eu vos peço abenção, Pais Espíritos

Ilè mo pè o

Terra eu vos chamo!

Egúngún o

Ó Egúngún

15.º)

presentes rezando:

Por fim deve-se espargir água sobre o Igbá e sobre as pessoas

* O Povo Yorùbá tem a chuva como sinal de riqueza, pois ela germina a terra.

TÊ OMI

ÒJÒO

N’BO ÒNÍ

PA

Ó,

Senhor, espirrar água é

chuva caindo.

 

TÊ OMI

ÒJÒÒ

N’BO ÒNÍ

PA .

Senhor, espirrar água é

chuva caindo.

16.º) Não esquecer de saudar o Òrìsà, ao final, batendo Pawó.

Caso o sacrifício tenha sido efetuado no Igbá, no máximo em três dias deve-se dar Osé(limpar). Restituindo-se o que é da Natureza em local apropriado. No caso de ter sido feito no oberó, este deve ser despachado em local apropriado, e limpo, junto a Natureza, nunca na rua, ou muito menos no lixo. Não é do meu agrado deixar Oberó no mato, pois ele é de barro queimado e levará muito tempo para ser absorvido pela Mãe Terra,

O Sagrado Sacrifício

(EJÉ FÚN ÒRÌSÀ)

Rírú ebo ni igbeni, aìrú kí ígbe enian

Oferecer sacrifícios traz bênçãos para quem oferece, recusar-se a fazê-lo significa desastre.

para estes casos costumo tirar o que está dentro dele, lavá-lo com sabão de coco, e o que ele continha é que vai ser despachado. Mesmo porque assim não precisaremos estar comprando oberó toda hora. Sempre que se faz sacrifício ao Òrìsà, devemos servir também comidas secas, ficando a escolha delas a cargo do Sacerdote em relação a Odù. Sempre toda obrigação deve ter vela branca. A vela simboliza o elemento mineral, portanto sua cor é secundária, mas usamos o branco pois ele é a mistura de todas as cores, simboliza pureza. No mato não se deve acender a vela. Cultuamos aos Òrìsà, que são os Elementos da Natureza, portanto é muito importante preservá-la.

Obs:

acréscimos e tradução

Matéria

original

por

Oluwò

Oddí

para o português

Matéria original por Oluwò Oddí Ká para o português Ebóin por adaptações, KAMBAMI/ÒGÚNGBAMI. Layé com 48

Ebóin

por

adaptações,

KAMBAMI/ÒGÚNGBAMI.

Layé

com

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