Gabarito: letra D
O enunciado da questão afirma que não existe correspondência
perfeita entre letras e sons. O que seria essa correspondência perfeita
entre letras e sons? Ora, se cada letra representasse um único som. Uma
letra, um som, sem possibilidades de mudanças. Então, a questão nos
pede a alternativa que não comprova essa falta de correspondência (ou
correspondência imperfeita). Vamos lá?
A falta de correspondência perfeita entre os sons e as letras
aparece em nossa língua numa série de pontos.
Assinale a opção em que isso não aparece comprovado nos
exemplos.
a) a presença do H mudo em alguns vocábulos: honra, herói. - ERRADO
Esta alternativa comprova o que o enunciado disse. Por quê? Ora, se a
letra H em alguns vocábulos não tem som, não podemos dizer que houve
correspondência entre letra e som. Houve a letra, mas não houve o
som. Assim, a letra A concorda com o enunciado. Lembre-se de que
estamos procurando a alternativa que não comprova a falta de
correspondência perfeita entre letras e sons. Seta alternativa está
mostrando que a correspondência entre letras e sons é falha, pois, em
alguns casos, uma letra pode não ter som. Logo, errada a letra A.
b) a possibilidade de duas letras representarem o mesmo som: asa,
azar. - ERRADO
Também mostra que é uma correspondência falha. Veja, se duas letras
podem ter o mesmo som (no caso, o S e o Z), a correspondência entre
letras e sons é imperfeita. Para que tivéssemos uma correspondência
perfeita, cada letra seria a representação de apenas um som. Mas aqui,
temos duas letras com o mesmo som. Portanto, a letra
B comprova a falta de correspondência entre letras e sons e
está errada.
c) a existência de sons que podem ser representados de formas
diferentes: roupa, carro. - ERRADO
Alternativa idêntica à anterior. Aqui temos o mesmo som com
diferentes representações (R e RR). Isso comprova que a
correspondência entre letras e sons é falha. Deveria, como sabemos,
haver uma representação (ou letra) para cada som para que tal
correspondência fosse perfeita. Logo, errada a letra C.
d) a dupla grafia de uma mesma palavra: alevantar/levantar. - CERTO
Nosso gabarito. Gente, o fato de uma mesma palavra ter duas grafias
diferentes não comprova a falha na correspondência entre letras e
sons. Vejam, estamos falando de letras e SONS. Observem que, na
primeira palavra, a gente pronuncia a som da letra "a". Haveria
problema se essas duas palavras tivessem o mesmo som. Se elas tivesse
o mesmo som, a letra "a" no início de "alevantar" não teria som
algum. Assim, haveria uma letra sem o seu respectivo som. Mas não é
isso que acontece.
Sabe o que comprova a falta de correspondência entre letras e sons
nessas palavras? O dígrafo AN. Um dígrafo consiste em duas (ou mais)
letras com um único som. Perceba que as duas letras (A e N)
formam um único som nasal. Mas a alternativa não falou disso.
Portanto, a letra D é o nosso gabarito.
e) a presença de uma grafia única para diferentes pronúncias como nas
de Brasil e Portugal; fazê (BR), fazeire (PT). - ERRADO
Aqui, a pronúncia foi citada. O que está sendo dito é que o
verbo fazer é pronunciado de formas diferentes. No Brasil, no geral, a
gente não pronuncia o R final. Logo, essa letra, para a maioria dos
brasileiros, não tem som (nessa palavra e em verbos no infinitivo não
flexionado no geral). Já em Portugal, a letra R é pronunciada, sim, mas
como se fosse mais de uma letra. É como se o "r" em fazer tivesse "mais
de um som" para os portugueses. Isso comprova que a correspondência
entre letras e sons é falha, pois a mesma palavra é pronunciada de
formas diferentes. Se cada letra tivesse realmente um único som, isso
não aconteceria. Logo, errada a letra E.
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Gente, as fábulas são pequenas narrativas cujos personagens são
geralmente animais personificados. Uma característica das fábulas é
que elas são finalizadas com um ensinamento moral. Por isso, não há
datação, pois a mensagem transmitida na fábula não se restringe a uma
determinada época. Existem fábulas muito antigas, de séculos atrás,
mas também há fábulas mais contemporâneas. No entanto,
independentemente da data de publicação da fábula, o ensinamento
transmitido por ela continua válido.
a mensagem do texto é atemporal. – CERTO
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A frase em que a substituição do segmento sublinhado por um
particípio de valor equivalente foi feita de forma adequada é:
a) O terreno que está sob as águas do rio / submetido às; - ERRADO
Se o terreno está sob as águas do rio, ele está submerso (ou
submergido) nas águas desse rio.
b) Um edifício que está sobre duas rochas / construído; - CERTO
Nosso gabarito. Se um edifício, que é uma construção, está sobre (em
cima) de duas rochas, ele foi construído sobre essas rochas.
c) Os restos que estão na lata do lixo / acolhidos; - ERRADO
Vamos ver o significado de acolher no dicionário Houaiss da língua
portuguesa:
oferecer ou obter refúgio, proteção ou conforto físico; abrigar(-se),
amparar(-se).
Portanto, gente, não acolham lixo. O certo seria "os restos que
estão recolhidos na lata do lixo".
d) O estado que está entre Amazonas e Maranhão / posto; - ERRADO
Posto é colocado. Ninguém coloca um estado entre dois outros.
Podemos dizer "o estado que está localizado entre Amazonas e
Maranhão".
e) Um carro que está na garagem / paralisado. - ERRADO
Paralisado é parado, mas com uma ideia de suspensão, de interrupção.
Por exemplo:
O serviço de energia elétrica foi paralisado durante as fortes chuvas.
Observem que o serviço estava sendo prestado, mas foi paralisado,
suspenso, interrompido temporariamente.
Nesta alternativa, o melhor seria dizer que o carro está parado (ou
estacionado) na garagem.
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Todo cidadão, numa sociedade democrática, tem o direito às mesmas
oportunidades. Não podemos admitir que alguém que passou por uma
escola sinta-se barrado no baile. (Ana Maria Machado)
A crítica que o fragmento acima faz é à falta de inserção social. Todos
os cidadãos devem ter direito às mesmas oportunidades. Ora, se todos
nós passamos pela escola, nós temos direito ao baile de formatura,
correto? Por isso, não é permitido que alguém seja barrado, ou
seja, excluído do baile, já que é um direito de quem passou pela
escola. Assim, ao fazer essa analogia da escola com a vida, a
autora critica a exclusão social.
Nesse fragmento textual, critica-se sobretudo:
a) a desigualdade social; - ERRADO
Acho que essa alternativa poderia gerar dúvida, pois desigualdade social
e exclusão social andam de mãos dadas. Mas, ainda assim, acredito
que a falta de inserção social está mais adequada, pois "passamos pela
escola, mas alguns são excluídos do baile." A desigualdade social é
uma consequência da exclusão social. A exclusão gera a desigualdade.
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Questão extremamente maliciosa. O candidato deve interpretar
exatamente o enunciado, sobretudo quanto ao emprego do vocábulo
"aparente". Ou seja, não há efetiva mudança de gênero. O substantivo
"caixa" geralmente é feminino. Todavia, quando diz respeito ao
funcionário cuja responsabilidade reside no campo financeiro, tanto
pode assumir o gênero masculino (O CAIXA - se o funcionário for
homem), como pode assumir a forma feminina (A CAIXA - se a
funcionária for mulher). Logo, quando o autor expressa "o caixa", já
está subentendido que se trata de um homem, não havendo, pois,
mudança de gênero. Sem a elipse, o termo O CAIXA já era masculino, e
o mesmo ocorre com a elipse do termo "funcionário" que também é
masculino. Por conta disso, a mudança de gênero aparenta ser por
conta da elipse, mas não é necessariamente. Analisando as alternativas,
temos que:
A - o celular / o telefone celular.
Errada: O adjetivo "celular" é comum de dois gêneros e acaba por
assumir a forma masculina por conta da efetiva concordância com o
substantivo elíptico "telefone".
B - o Municipal / o teatro Municipal.
Errada: O adjetivo "municipal" é comum de dois gêneros e acaba por
assumir a forma masculina em face da efetiva concordância com o
substantivo elíptico "teatro".
C - a capital / a cidade capital.
Errada: O vocábulo "capital", no sentido de sede administrativa de um
país ou de um estado, é substantivo feminino. Dessa forma, nem há a
suposta ou aparente mudança de gênero, tendo em vista que a natureza
do termo já é ser feminino.
D - o Palmeiras / o time do Palmeiras.
Certa: O substantivo "palmeira" é feminino. No entanto, quando se
refere ao clube, transforma-se em substantivo masculino. Logo, o
emprego do artigo "o" a anteceder "Palmeiras" passa a sensação de que
se deve à elipse do termo "time", todavia o artigo também pode assumir
a forma masculina para concordar com o substantivo próprio
"Palmeiras". Por conseguinteo, a mudança de gênero aparenta ser
motivada pela elipse, entretanto tal formação não necessariamente
ocorre, porquanto "Palmeiras" já é substantivo masculino.
E - a lava-jato / a operação lava-jato.
Errada: O substantivo composto "lava-jato" é masculino - "o lava-jato",
local onde se lavam automóveis. Todavia, quando se refere ao trabalho
judicial com objetivo de prender políticos, assume a forma feminina em
face da efetiva concordância com o termo elíptico "operação".
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GABARITO DA BANCA: LETRA A.
GABARITO DA PROFESSORA: ANULADA.
Trecho a ser comentado:
“Tive professores ruins. Foi uma boa escola”.
Queridos alunos, discordo completamente do gabarito da banca, já que
ninguém pode afirmar qual é o sentido pretendido pelo autor de uma
frase, a menos que haja obtido tal informação diretamente desse autor.
Esse pensamento de um poeta alemão apresenta períodos que
expressam ideias opostas. A ideia de oposição está representada pelo
binômio ruins/boa. Alguém pode ter tido professores ruins, mas ter
considerado a escola boa em outros aspectos.
A conjunção que pode ligar esses períodos de forma lógica (e não
de forma adequada ao sentido pretendido por seu autor) é aquela que
expressa ideia de oposição. Nas alternativas, expressam ideia de
oposição a conjunção coordenativa adversativa "porém" e a locução
prepositiva "apesar de". Como a banca se refere especificamente a
uma "conjunção", nesse caso, diríamos que apenas a conjunção
"porém" poderia ligar esses períodos de forma lógica.
As demais conjunções - por isso, à medida que e caso - expressam,
respectivamente, ideia de conclusão, proporção e condição, logo não
são adequadas para ligar os períodos em questão de forma lógica.
O ponto vulnerável dessa questão, na minha opinião, é o
condicionamento da resposta a algo que não é passível de avaliação: o
sentido pretendido pelo autor. Se alguém da banca sabe, de fato, qual é
esse sentido, é porque já leu alguma explicação do autor a respeito da
própria frase. Como nem eu nem vocês conhecemos esta explicação,
precisamos nos basear nos elementos textualmente apresentados, os
quais, nesse caso, transmitem clara ideia de oposição.
LETRA "A"-CORRETA. Tive professores ruins, por isso foi uma boa
escola;
LETRA "B"-ERRADA. Tive professores ruins, apesar disso foi uma boa
escola;
LETRA "C"-ERRADA. Tive professores ruins, foi, porém, uma boa
escola;
LETRA "D"-ERRADA. Tive professores ruins, à medida que foi uma boa
escola;
LETRA "E"-ERRADA. Tive professores ruins, caso tenha sido uma boa
escola.
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A frase abaixo em que a palavra religião é empregada em
sentido figurado, é:
Linguagem Conotativa e Denotativa ⇒ esquematizada
Sentido Conotativo Sentido Denotativo/Próprio
possui um significado mais é mais objetivo;
subjetivo; é quase igual para todas as
depende de cada pessoa, época, pessoas;
lugar; sentido literal das palavras;
relaciona-se com as experiências “é o que tá no dicionário”;
de cada indivíduo;
sentido figurado; denotativo = de verdade
conotativo = “faz de conta”
1. Linguagem conotativa = linguagem figurada
2. A linguagem figurada utiliza-se da figura de linguagem
metáfora
3. Na metáfora existe comparação implícita.
“Fez da obediência ao coronel da fazenda (COMO) a sua religião – o ato
de fazer da obediência como a sua religião caracteriza-se por metáfora,
que é uma figura de linguagem a qual utiliza de linguagem conotativa.
Professor, e por que não é letre E)?
A comparação existente na letra E) é explícita. Não há metáfora.
há comparação implícita entre os - A vida do concurseiro é
termos. Existe um mar de aflições
ligação subjetiva entre eles. - O TEC é a Ferrari dos
Metáfora
É uma comparação sem ‘elementos sites de questões. A
conectivos’ (assim, como, tal concorrência, um Corsa
qual...) rebaixado.
é a relação entre termos utilizando - Ela é bonita como a
Comparação
conectores. Nem toda comparação irmã.
(símile)
apresenta efeito figurado.
A) Fez da obediência ao coronel da fazenda a sua religião; Certo
E) As crianças não devem receber a religião; têm de pegá-la no meio
ambiente, como se pega o sarampo. Incorreto
Aaaah, Prof., a letra E) tem pitadinhas de conotação.
Sim, sim! Tem mesmo. O grande detalhe é entender o mundo da FGV: a
comparação da letra E) é explícita, enquanto a da letra A) é implícita.
Letra A) – metáfora
Letra E) – comparação.
É assim que o mundo FGV funciona.
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Todas as frases abaixo mostram uma forma sublinhada, composta
de não + verbo; substituindo essa forma por um só verbo, de sentido
equivalente, a opção INADEQUADA é:
OBS: marcar incorreta.
Treinando...:
“Para quem não conhece” = “para quem desconhece”
“os folgados não concordaram” = “os folgados discordaram”
A) Para quem não sabe, uma babá é alguém que ganha bom dinheiro só
para assistir TV e ler revistas / desconhece, ignora; Certo
para que não sabe = para quem desconhece ou para quem
ignora.
“Para quem não sabe” - para negar e manter o sentido precisamos
substituir por uma palavra equivalente.
“Para quem não sabe,” = para quem desconhece, ou para quem ignora
C) Os juízes do STF não concordaram a respeito do tema /
discordaram; Certo
“juízes do STF não concordaram” = juízes do STF discordaram : o
sentido é mantido.
D) A imprensa em geral não aplaudiu a sentença aplicada /
reprovou; Certo
“imprensa em geral não aplaudiu” = “A imprensa em geral reprovou” :
o sentido de “reprovação” ou de ‘não aceitação’ é mantido.
E) Os proprietários decidiram não vender a fazenda / conservar. Certo
“decidiram não vender a fazenda” equivale a “decidiram conservar
ou decidiram manter a fazenda”
B) Todos esperavam ver a chuva de meteoros, mas
eles não apareceram / desapareceram; Incorreto
“mas eles não apareceram” : Reescrita - os meteoros não
apareceram.
Para algo DESAPARECER necessita primeiramente que ele
apareça.
“Todos esperavam ver a chuva de meteoros, mas eles despareceram”
– como desapareceram se eles ainda não tinham aparecido?
A frase perde a lógica.
Por isso, a proposta da letra B) está errada.
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A questão nos pede a alternativa em que a substituição da oração
adjetiva tenha sido feita, adequadamente, por um único adjetivo.
Vamos às alternativas.
Todos os pensamentos abaixo trazem orações adjetivas destacadas; a
opção em que essa oração foi substituída por um adjetivo de forma
adequada, é:
a) Uma ideia medíocre que desperta entusiasmo irá mais longe que
uma grande ideia que não inspira entusiasmo algum / motivadora;
- CERTO
Já achamos o gabarito da questão. Entusiasmo é um sentimento de
alegria, de dedicação ardente para fazer algo. A depender do
contexto, entusiasmo pode ser sinônimo de motivação. Se uma pessoa
está entusiasmada para fazer um determinado trabalho, ela está
motivada para tal. Portanto, no contexto, dizer que uma ideia
medíocre que desperta entusiasmo irá mais longe do que uma grande
ideia equivale a dizer que uma ideia medíocre motivadora irá mais
longe que uma grande ideia. Dessa forma, correta a letra A.
b) Nosso grande erro é tentar obter de cada um as virtudes que não
possuem e desdenhar o aprimoramento das que possuem /
encarecedoras; - ERRADO
Encarecer significa aumentar o preço, o valor, enaltecer. Logo,
virtudes encarecedoras são virtudes que enaltecem (algo ou alguém).
Não se trata de ausência de virtudes. Provavelmente, o examinador
quis tentar confundir encarecedor com carecido (que sente carência de
algo; necessitado). Errada a letra B.
c) A única coisa que vem sem esforço é a idade /
inevitável; - ERRADO
Algo inevitável é algo que vai acontecer de todo jeito, com ou sem
esforço. Eu diria que algo que vem sem esforço é algo que bem
facilmente. Incorreta a letra C.
d) Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam /
desestimuladas; - ERRADO
Pessoas que desistem são pessoas desistentes, e não
necessariamente desestimuladas. Errada a letra D.
e) Não se pode confiar em quem não confia em ninguém / nos
confiantes. - ERRADO
Pessoas confiantes são pessoas que confiam em si mesmas,
pessoas seguras. É possível também que uma pessoa esteja confiante
em algo. Nesse caso, ela está crédula, esperançosa.
Algo mais próximo (mas não exatamente com o mesmo sentido) é
"desconfiados". Errada a letra E.
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Gabarito: letra B
A questão nos pede a alternativa em que a expressão é que não seja
uma partícula de realce. Uma partícula de realce é aquela que, como o
próprio nome sugere, serve para realçar, para enfatizar. Ela pode ser
retirada da frase sem prejuízo sintático algum. Vejamos um exemplos:
Eu é que gosto de português → Eu gosto de português
Dessa forma, a estratégia que vamos utilizar é retirar a expressão é
que é observar se sua retirada prejudicará a sintaxe da oração. Caso
não prejudique, estaremos diante de uma partícula de realce. Vamos lá?
Observação
No final do comentário, deixarei um resumo com as principais "funções"
do quê.
A frase abaixo em que essa expressão tem valor gramatical,
fazendo parte da estrutura sintática da frase, é:
a) Os autores é que sabem o que escrever em seus livros; - ERRADO
Vamos comparar (com e sem a expressão é que):
• Os autores é que sabem o que escrever em seus livros.
• Os autores sabem o que escrever em seus livros.
Veja que a retirada da expressão é que não prejudica a sintaxe do
período. Logo, trata-se de uma partícula de realce. Como estamos
procurando a alternativa que não contenha a partícula de
realce, errada a letra A.
b) A verdade é que os escritores se preocupam com o social; - CERTO
Comparando:
• A verdade é que os escritores se preocupam com o social.
• A verdade os escritores se preocupam com o social.
Note que não podemos retirar a expressão é que. Então, já sabemos que
ela não é uma partícula de realce. Estamos diante de um verbo de
ligação ("é") e de uma conjunção integrante ("que"). Uma conjunção
integrante é aquela que introduz uma oração subordinada substantiva.
No caso, a oração que os escritores se preocupam com o social é uma
oração subordinada substantiva predicativa.
Assim, a letra B é o nosso gabarito.
c) As preocupações sociais é que valorizam uma obra; - ERRADO
Comparando as duas formas:
• As preocupações sociais é que valorizam uma obra.
• As preocupações sociais valorizam uma obra.
Note que, na segunda opção, não há prejuízo sintático algum, razão
pela qual a expressão é que é uma partícula de realce. Errada a letra
C.
d) Autores como Clarice é que escrevem bem; - ERRADO
Comparando as duas formas:
• Autores como Clarice é que escrevem bem.
• Autores como Clarice escrevem bem.
Novamente, não houve prejuízo à sintaxe do período. Assim, estamos
diante de uma partícula de realce. Incorreta a letra D.
e) Um texto escrito é que pode envergonhar seu autor. - ERRADO
Comparando:
• Um texto escrito é que pode envergonhar seu autor.
• Um texto escrito pode envergonhar seu autor.
Não houve, aqui também, prejuízo sintático devido à retirada da
expressão é que, o que indica que tal expressão é uma partícula de
realce.
Conforme o prometido, segue um resumo com as principais "funções"
do quê:
1. Interjeição
Ex: Quê!! Não acredito que você gastou todo o seu salário em dois dias!
2. Advérbio de intensidade
Ex: Que fácil essa questão.
Obs: percebam que o "que" tem sentido de "muito" (= muito fácil essa
questão)
3. Substantivo
Ex: Nas cinco alternativas, precisamos encontrar o quê que exerce
função de pronome relativo
Obs: quando o "que" é substantivo, ele vem acentuado e antecedido por
um determinante, que no nosso exemplo foi um artigo.
4. Pronome interrogativo
Ex: Que aconteceu com você? (= o que aconteceu com você?)
Ela não me disse que havia acontecido com ela (= o que havia
acontecido com ela)
5. Pronome indefinido
Ex: Que beleza, hein?
Obs: observem que o "que" tem uma ideia vaga.
6. Pronome relativo (se refere a um antecedente)
Ex: A internet que conhecemos hoje já foi muito diferente daquela de
20 anos atrás.
Obs: O que se refere à internet.
7. Conjunção subordinada consecutiva
Se é uma conjunção, une orações (esse é o papel das conjunções).
Ex: Eles estudaram tanto que foram aprovados dentro do número de
vagas no concurso do TCU.
Causa = estudar muito
Consequência = serem aprovados no concurso do TCU
8. Conjunção coordenativa explicativa
Ex: Não demore, que estou te esperando
Obs: equivale a pois ou porque
9. Conjunção coordenativa aditiva
Ex: Minha prima fala que fala (= fala e fala de novo)
10. Conjunção integrante
De acordo com a professora Flávia Rita, conjunção integrante é aquela
que
Une orações, sem retomar termos. Introduz oração subordinada
substantiva.
Ex: É fato que o governo brasileiro não estava preparado.
(SARMENTO, Flávia Rita. Português Descomplicado, 2019, p. 221)
11. Partícula expletiva (ou partícula de realce)
Ex: Estava mexendo no celular enquanto andava e quase que caí. (= e
quase caí)
Também pode vir seguido do verbo ser, formando uma locução "é que".
Ex: É você que eu amo.
Obs: as partículas de realce podem ser retiradas da frase sem prejuízo
ao sentido.
12. Preposição acidental
Flávia Rita, sobre preposição acidental:
Ocorre entre o verbo ter + infinitivo. Nesse tipo de locução, pode-se
usar que ou de.
Ex: O governo tem que resolver a situação.
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***
A questão nos pede a alternativa em que uma característica da
narração esteja corretamente exemplificada.
O texto narrativo "conta uma história". Mostra uma evolução
cronológica, apresentando, geralmente, alguns advérbios temporais,
tais como "então", "depois disso" etc.
Normalmente os tempos verbais utilizados são o presente ou o pretérito
perfeito.
No texto narrativo, há personagens e, também, um enredo. O tempo
pode ser cronológico ou psicológico.
Sabendo disso, vamos lá procurar a alternativa correta.
Como sabemos, a narração é caracterizada basicamente pela
sucessão cronológica de ações ou acontecimentos e essa passagem
de tempo é obtida por meio de vários fatores; a opção abaixo em
que o fator indicado está exemplificado adequadamente, é:
a) uma localização temporal específica: “Uma noite destas...”;
- ERRADO
De fato, trata-se de uma localização temporal, mas ela não é
específica. Veja que não sabemos exatamente qual foi a noite em que o
fato aconteceu, apenas sabemos que foi em "uma noite destas".
Podemos concluir que foi em uma noite razoavelmente recente, mas
não sabemos quando exatamente. Logo, errada a letra A.
b) uma sucessão de tempos verbais que mostram causa/consequência:
“encontrei no trem da Central” e “Cumprimentou-me”; - ERRADO
O texto mostra realmente uma sucessão de acontecimentos neste
trecho:
Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no
trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de
chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da Lua e
dos ministros, e acabou recitando-me versos.
Contudo, não existe uma relação de causa e
consequência entre “encontrei no trem da Central” e “Cumprimentou-
me”. São dois fatos que acontecem um após o outro, mas um não é
a consequência lógica do outro (a FGV tem a tendência de considerar a
relação de causa e consequência como uma relação lógica). O fato de
ter encontrado um conhecido não gera, necessariamente, a
consequência de cumprimentá-lo. Portanto, a letra B está incorreta.
c) um verbo que mostra, em sua significação, passagem de tempo: “e
acabou recitando-me versos”; - CERTO
Sim. Perceba que o verbo auxiliar "acabou", na locução acabou
recitando, tem o sentido de finalizar uma sequência de
ações. Novamente:
Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no
trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de
chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da Lua e
dos ministros, e acabou recitando-me versos.
Veja que as ações estão em ordem cronológica. Primeiro o o rapaz
cumprimentou o narrador, sentou-se, depois falou da lua e ministros e,
por fim, recitou-lhe versos. Perceba que o "acabou recitando-me versos"
indica a última ação de uma sequência. Portanto, nós temos uma ideia
de passagem de tempo, o que faz da letra C o nosso gabarito.
d) elementos em adição, que indicam passagem de tempo: “falou da
Lua e dos ministros”; - ERRADO
Somente elementos de adição, sem a indicação de passagem de tempo.
O rapaz falou das duas coisas: lua e ministros. Logo, errada a letra D.
e) expressão que mostra simultaneidade de tempo: “No dia
seguinte”. - ERRADO
Simultaneidade de tempo seria as duas coisas aconteceram no mesmo
momento, ao mesmo tempo. Mas a expressão "no dia seguinte" mostra
que algo aconteceu, evidentemente, no dia seguinte. Assim, temos uma
indicação de passagem de tempo, e não de simultaneidade de
tempo. Dessa forma, errada a letra E.
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GABARITO: LETRA E
a) Depois de algumas hesitações, ele acabou por dizer a verdade /
anunciar; ERRADA
Observem o sentido equivalente:
Depois de algumas hesitações, ele acabou por revelar a verdade.
b) Eu vou te dizer um segredo, mas não espalhe / declarar; ERRADA
Observem o sentido equivalente:
Eu vou te confidenciar um segredo, mas não espalhe.
c) Ele disse esse poema de Gonçalves Dias com muita sensibilidade /
discursou; ERRADA
Observem o sentido equivalente:
Ele declamou esse poema de Gonçalves Dias com muita sensibilidade.
d) Diga-me quando você quer vir para cá / Explique-me; ERRADA
Observem o sentido equivalente:
Comunique-me quando você quer vir para cá.
e) Finalmente ele disse a origem de sua fortuna / explicou. CERTA
O verbo "dizer" tem o mesmo sentido de "explicar" na frase.
Dizer a origem da fortuna significa elucidar a origem dela.
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“Programas de TV ensinam a comer bem para manter o corpo magro e
saudável, livros oferecem cardápios de populações com alto índice de
longevidade”.
Sobre o período e as orações que o constituem (texto), é correto
afirmar que:
A
o período é composto por duas orações;
B
o período apresenta orações do tipo coordenado e subordinado;
C
todas as orações do período são subordinadas;
D
todas as orações do período são coordenadas;
E
o período mostra mais orações coordenadas que subordinadas.
Parabéns, você selecionou: B, alternativa [Link]ê acertou!
Analisando as alternativas, temos que:
Letra A - o período é composto por duas orações;
Errada: São quatro orações, devido à presença de quatro verbos:
"ensinam", "comer", "manter" e "oferecem". É importante mencionar
que, no fragmento "ensinam a comer", não há locução verbal, visto que
os sujeitos são distintos: "Programas de TV" é sujeito de "ensinam" e "as
pessoas" (subentendido), de "comer".
Letra B - o período apresenta orações do tipo coordenado e
subordinado;
Certa: Perfeito. As orações "a comer bem" e "para manter o corpo
saudável" são subordinadas, sendo a primeira substantiva objetiva
indireta, e a segunda, subordinada adverbial final. A oração "livros
oferecem cardápios de populações com alto índice de longevidade” é
coordenada assindética. A primeira oração "Programas de TV ensinam" é
a principal da segunda e está coordenada à última.
Letra C - todas as orações do período são subordinadas;
Errada: A primeira e a última são coordenadas assindéticas.
Letra D - todas as orações do período são coordenadas;
Errada: A oração "a comer bem" é subordinada substantiva objetiva
indireta; e "para manter o corpo magro e saudável" é subordinada
adverbial final.
Letra E - o período mostra mais orações coordenadas que subordinadas.
Errada: Há o mesmo número de orações coordenadas e subordinadas. A
primeira oração (Programas de TV ensinam) é ao mesmo tempo
coordenada assindética - ligada à quarta oração - e é a principal da
segunda. A segunda oração (a comer bem) é subordinada substantiva
objetiva indireta. A terceira oração (para manter o corpo magro e
saudável) é subordinada adverbial final. E a última oração (livros
oferecem cardápios de populações com alto índice de longevidade) é
coordenada à primeira. Portanto, há duas orações coordenadas e duas
subordinadas.
Assim sendo, A RESPOSTA É A LETRA B.
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a) Se escrevo quatro palavras, risco três / Se quatro palavras são escritas por
mim, três são riscadas;
Certa.
Se escrevo quatro palavras, risco três
Verbo Objeto Direto Verbo Objeto Direto
Observe que o sujeito dos verbos é oculto "eu". Na transformação, tomarão a
forma "por mim".
Teremos:
Se quatro palavras são escritas por mim, três são riscadas.
b) Um bom discurso devia esgotar o tema / O tema deveria ser esgotado por um
bom discurso;
Errada. Na frase original, o verbo devia está no pretérito imperfeito do
indicativo, o que deve ser respeitado na transformação para voz passiva.
Portanto, na voz passiva deve-se empregar "devia ser esgotado". A forma
"deveria" é futuro do pretérito, o que não respeita o tempo verbal.
c) Se você mudar seus pensamentos, você mudará o mundo / O mundo será
mudado por você, se seus pensamentos são mudados;
Errada. A expressão original está na forma condicional: "se você mudar...", o
que ressalta uma possibilidade, uma hipótese, comum do modo subjuntivo.
Lembre-se que para a transposição da frase para a voz passiva, é preciso
respeitar o tempo e modo verbais. Logo, a incorreção está em utilizar o futuro
do modo indicativo: "será mudado".
d) Um corpo débil debilita o espírito / O espírito foi debilitado por um corpo
débil;
Errada. Nem precisamos tentar transformar toda a frase. Observe que o verbo
da frase original está no presente do indicativo "debilita". Já o da sugestão de
transformação em voz passiva está com o verbo auxiliar orientado para o
pretérito "foi".
e) Para evitar o estresse, evite excitação / A excitação deve ser evitada, para que
o estresse seja evitado.
Errada. Anote aí o "bizu": Frases imperativas não admitem transposição para
voz passiva. Lembre-se que o modo imperativo é utilizada para designar
uma ordem, pedido, solicitação, etc.
************************************
1) As orações justapostas apõem-se a outras sem o auxílio de conectivos
para esse fim (conjunções ou pronomes relativos); mas podem ser
introduzidas por: “quem”, “quanto”, “onde”, “como”, “qual”, "quem",
"por que", etc. As orações justapostas podem ser INDEPENDENTES e
estar COORDENADAS entre si. É o caso das assindéticas:
i) Entrou, roubou, saiu, ninguém viu.
ii) Morreu. O silêncio sufocava o velório. O enterro se deu em minutos.
As justapostas também podem ser DEPENDENTES, caso em que serão
SUBORDINADAS:
a) Adverbiais:
i) Há muitos meses não vou à praia.
ii) Estivemos em Salvador faz dois anos.
b) Adjetivas (introduzidas por pronomes indefinidos; nesse caso, não há
referência a antecedente algum):
i) "Não vemos os defeitos de quem amamos..." (MARQUÊS DE MARICÁ)
ii) Nem sempre conhecemos os segredos de QUANTOS nos cercam.
c) Substantivas (introduzidas por pronome indefinido, pronome ou
advérbio interrogativo ou exclamativo, segundo Adriano Gama Kury):
i) QUEM tudo quer tudo perde (oração subordinada substantiva
subjetiva).
ii) A polícia descobriu QUANDO foi roubo (oração subordinada
substantiva objetiva direta).
iii) Ele é QUEM me avisa (oração subordinada substantiva predicativa).
iv) Falava a QUEM lhe pedia conselhos (oração subordinada substantiva
objetiva indireta).
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Gabarito: letra B
A questão nos pede, basicamente, a alternativa que respeite as regras
lógicas de conhecimento, ou seja, a alternativa que seja coerente.
Vamos lá?
“Lógica: a arte de pensar de acordo com as limitações e as
incapacidades da falta de compreensão humana.”
A frase abaixo que respeita as regras lógicas do conhecimento é:
a) Você tem de prestar muita atenção se não souber para onde está
indo, porque você pode não chegar lá; - ERRADO
Pessoas, se não sabemos para onde estamos indo, não temos como dizer
que não vamos chegar lá. "Lá" onde? Nós vamos chegar a algum
lugar, certamente. Mas já que não sabemos para onde vamos, não
temos como concluir que podemos ou não podemos chegar lá, afinal,
não sabemos onde é o "lá". Incoerente a letra A.
b) É melhor chegar três horas mais cedo do que atrasado um minuto;
- CERTO
Nosso gabarito. Temos, aqui, uma pessoa extremamente pontual (eu
na vida). De acordo com ela, é melhor você chegar 3 horas mais cedo do
que chegar apenas um minuto atrasado. Note que a pessoa abomina o
atraso. Ela prefere ficar esperando 3 horas (mas não se atrasar) a
chegar atrasada. Está certa e coerente a letra B. Trata-se de
um enunciado lógico.
c) Não tenho preconceito. Odeio todo mundo igualmente; - ERRADO
Se você odeia todo mundo, você tem preconceito. O preconceito é
uma generalização apressada, uma formação de opinião antes de se
conhecer adequadamente algo ou alguém. Ora,
é impossível conhecer todo mundo. Então, se você já odeia todo
mundo sem nem conhecer as pessoas, isso é um preconceito. Portanto,
há uma incoerência no enunciado.
d) Aborrecemo-nos porque nos divertimos em demasia; - ERRADO
Se nós nos divertimos em demasia (muito), não faz sentido dizer que
nos aborrecemos. A gente teria se aborrecido se não tivéssemos nos
divertido. Logo, errada a letra D.
e) Consenso é quando nós temos uma discussão e eu decido. - ERRADO
Se só eu decido, não podemos falar em consenso, mas sim em
autoritarismo. Consenso é quando há uma concordância da totalidade
ou da maioria dos membros de uma coletividade. Portanto, errada a
letra E.
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Em um documento para motoristas que se preparavam para uma longa
viagem pela estrada, destacavam-se os seguintes pontos:
- Revise as partes vitais de seu veículo.
- Use sempre o cinto de segurança.
- Respeite os limites de velocidade.
- Mantenha distância do carro da frente.
Esse tipo de texto se enquadra entre os textos:
A
injuntivos;
B
injuntivo-argumentativos;
C
narrativos;
D
descritivo-narrativos;
E
argumentativos.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: A...Você
errou! Gabarito: A.
O tipo textual narrativo tem como finalidade nuclear contar uma
história, seja real, seja fictícia. Uma narrativa tem como elementos
básicos estruturantes: enredo (elemento ontológico ou essencial),
personagens, narrador, tempo e espaço.
Assim, a desenvoltura de uma narrativa consiste no fluxo de fatos e
acontecimentos, concretos ou imaginários, em progressão temporal e
delimitados quanto aos lugares em que situados, contados de forma
coerente por um narrador. Este, por sua vez, pode participar do enredo
também como personagem (narrador-personagem) ou manter-se à
distância, na posição de espectador qualificado (narrador-observador).
O tipo textual descritivo tem como finalidade a pormenorização do
objeto-alvo. Uma descrição encarrega-se de detalhar o elemento
focalizado, a fim de permitir uma visualização imagética mental ao
leitor.
Abundância de adjetivação (emprego abundante de adjetivos) e de
adverbialização (emprego abundante de advérbios), construções
perifrásicas e a utilização de figuras de linguagem com efeito imagético
ou alegórico (como as metáforas) são indícios típicos de caráter
descritivo de uma passagem textual.
Uma descrição, a depender de seu grau de detalhamento, pode ser uma
pintura por palavras. A formação de um mosaico rico em peças
construído com vocábulos para minudenciar a ideia selecionada.
O tipo textual dissertativo tem como finalidade a transmissão de
informações e de ideias de forma estruturada e clara.
Subdivide-se em: (1) expositivo e (2) argumentativo
(1) O texto dissertativo-expositivo tem por objetivo a mera exposição
de ideias por parte do autor, que até pode sustentar seu ponto de vista,
mas sem intenção específica de produzir convencimento.
(2) O texto dissertativo-argumentativo tem por objetivo a fixação e a
defesa de uma tese. Pretende convencer o leitor, construindo raciocínio
e fundamentando-o com argumentos.
O tipo textual explicativo tem como finalidade dar instruções ao leitor
para que proceda de determinada forma.
Subdivide-se em (1) injuntivo e (2) prescritivo
(1) O texto explicativo-injuntivo destina-se a dar instruções ao leitor,
mas concede a ele alguma margem de liberdade de atuação diante das
instruções dadas. Resta ainda um reduto de autonomia decisória ao
leitor.
Por exemplo, receitas culinárias, bulas com posologia de medicamentos
ou manuais técnicos de instrução.
(2) O texto explicativo-prescritivo destinada a dar instruções
terminantes e categóricas, incontornáveis e inarredáveis. Ao
destinatário, resta apenas a sujeição.
Por exemplo, leis, decretos, regulamentos, cláusulas contratuais,
normas jurídicas em geral.
O uso de verbos no modo imperativo ou de valor imperativo, denotando
sugestão, orientação, aconselhamento ou ainda ordem ou comando, é
indício típico de texto explicativo.
Destaca-se a função apelativa ou conativa da linguagem.
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“O tempo passa e a polêmica reforma política que tenta tramitar na
Câmara continua a desafiar a capacidade de os políticos construírem
consensos mínimos”.
Sobre a estruturação desse segmento do texto, é correto observar que:
A
deveria empregar-se uma vírgula após a forma verbal “passa”
porque o sujeito da oração seguinte é diferente do da anterior;
B
deveria empregar-se uma vírgula após o termo “reforma política”
por tratar-se de termo restritivo;
C
no termo “de os políticos” não ocorre a combinação da
preposição com o artigo, em virtude de o artigo preceder um
termo que é o sujeito da oração;
D
a forma verbal “construírem” aparece no plural por dever
concordar com “consensos mínimos”;
E
o adjetivo “polêmica” deveria aparecer após o adjetivo “política”
para evitar ambiguidade textual.
Você selecionou: A, alternativa incorreta, a correta é: C...Você
errou! Gabarito: C.
Analisando as alternativas, temos que:
Letra A - deveria empregar-se uma vírgula após a forma verbal “passa”
porque o sujeito da oração seguinte é diferente do da anterior;
Errada: O emprego da vírgula é OPCIONAL antes da conjunção "e"
quando liga orações com sujeito distintos.
Letra B - deveria empregar-se uma vírgula após o termo “reforma
política” por tratar-se de termo restritivo;
Errada: Justamente por passar uma ideia de restrição, é que não se
deve inserir a vírgula. Se a intenção linguística fosse expressar a ideia
de explicação, aí sim que deveria ser inserida.
Letra C - no termo “de os políticos” não ocorre a combinação da
preposição com o artigo, em virtude de o artigo preceder um termo que
é o sujeito da oração;
Certa: O termo "os políticos" desempenha a função de sujeito da forma
verbal "construírem". Como sujeito não pode ser preposicionado e o
artigo "os" faz parte do sujeito", há a obrigação de NÃO se realizar a
contração dos dois vocábulos.
Letra D - a forma verbal “construírem” aparece no plural por dever
concordar com “consensos mínimos”;
Errada: O sujeito de "construírem" é "os políticos". Na realidade, o
termo "consensos políticos", por complementar o sentido do verbo sem
preposição, exerce a função de objeto direto.
Letra E - o adjetivo “polêmica” deveria aparecer após o adjetivo
“política” para evitar ambiguidade textual.
Errada: O texto original não está ambíguo, não havendo necessidade de
deslocamento do adjetivo.
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Leia com atenção o texto a seguir.
Antes de mais nada, defendendo a natureza, o homem defende o
homem: satisfaz, assim, o instinto de conservação da espécie. As
numerosas agressões pelas quais se sente culpado em relação ao meio
natural (em relação ao meio ambiente, como se tem o costume de
dizer) não passam sem consequências funestas para a saúde e para a
integridade de seu patrimônio hereditário. Lembremos que, por causa
da poluição radioativa em função das explosões de bombas nucleares,
todos os habitantes do planeta, sobretudo os jovens, trazem em seus
esqueletos átomos de metal radioativo; por causa do uso abusivo de
inseticidas, o leite de todas as mães contém certa dose do pernicioso
DDT! Proteger a natureza é, portanto, em primeiro lugar realizar uma
tarefa de higiene planetária.
A respeito da estruturação e do significado desse texto,
é correto afirmar que:
A
o termo “antes de mais nada” mostra que o autor do texto vai
apresentar inicialmente um argumento de menor importância;
B
o advérbio “assim”, na linha 2, indica uma conclusão do que é
dito anteriormente;
C
os exemplos citados servem de argumentos para comprovar a tese
do autor do texto;
D
o termo “por causa de” é seguido por uma consequência de um
fato antes de sua causa;
E
o termo “portanto”, na penúltima linha, introduz uma explicação
de uma informação anterior.
Parabéns, você selecionou: C, alternativa [Link]ê acertou!
A questão trata especialmente do sentido (semântica) de certos termos
e expressões. Logo, é essencial voltar ao texto e analisar a
contextualização. Lembre-se sempre: NÃO se recomenda responder a
questões que abordam sentido sem antes fazer uma releitura atenta.
Analisando item a item para encontrar o CORRETO:
a) o termo “antes de mais nada” mostra que o autor do texto vai
apresentar inicialmente um argumento de menor importância;
Incorreto. O contrário: indica que ele introduzirá algo muito relevante,
por isso mesmo vem antes de tudo.
b) o advérbio “assim”, na linha 2, indica uma conclusão do que é
dito anteriormente;
Incorreto. O sentido é: desse jeito, dessa maneira. Veja:
"Antes de mais nada, defendendo a natureza, o homem defende o
homem: satisfaz, assim, o instinto de conservação da espécie."
c) os exemplos citados servem de argumentos para comprovar a tese
do autor do texto;
Correto. O autor afiança:
"As numerosas agressões pelas quais se sente culpado em relação ao
meio natural (em relação ao meio ambiente, como se tem o costume de
dizer) não passam sem consequências funestas para a saúde e para a
integridade de seu patrimônio hereditário."
Depois, cita alguns exemplos para corroborar:
"Lembremos que, por causa da poluição radioativa em função das
explosões de bombas nucleares, todos os habitantes do planeta,
sobretudo os jovens, trazem em seus esqueletos átomos de metal
radioativo; por causa do uso abusivo de inseticidas, o leite de todas as
mães contém certa dose do pernicioso DDT."
d) o termo “por causa de” é seguido por uma consequência de um
fato antes de sua causa;
Incorreto. A locução tem valor causal. Equivale a visto que, como (no
início da oração), uma vez que, etc.
e) o termo “portanto”, na penúltima linha, introduz uma explicação
de uma informação anterior.
Incorreto. "Portanto" tem sentido conclusivo, e não explicativo.
Gabarito: letra C.
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A inferência é uma dedução, uma conclusão a que se chega a partir de
proposições aceitas como verdadeiras.
A redundância é a repetição exagerada.
A metonímia é o recurso em que o autor substitui um termo por outro.
Vale destacar que entre os termos (substituidor e substituído) deve
haver relação de sentido ou extrema afinidade semântica.
Exemplo: Escuto Chico Buarque. (no lugar de "Escuto a música de Chico
Buarque.")
Exemplo: Ele coleciona Salvador Dalí. (no lugar de "Ele coleciona
quadros de Salvador Dalí.")
Exemplo: Joana bebeu todo o copo de um só gole. (no lugar de "todo o
líquido que havia no copo")
********************************************
A linguagem tem múltiplas funções; a frase abaixo em que a função da
linguagem empregada é a de abordar a própria linguagem
(metalinguagem) é:
A
Para salvar seu crédito, você deve esconder a sua ruína;
B
Colhe as rosas enquanto estão vivas; amanhã, já não estarão
como hoje;
C
Em geral, logo que uma coisa se torna útil deixa de ser bela;
D
Se você tiver que ser atropelado por um carro, é melhor que seja
por uma Ferrari;
E
O não produz inimigos; o sim, falsos amigos.
Parabéns, você selecionou: E, alternativa [Link]ê acertou!
Gabarito: Letra "E".
Esta questão trata da metalinguagem. A função da linguagem que tem
foco na própria linguagem (no código) é a metalinguística, em que se
utiliza o código para explicar o próprio código. Temos metalinguagem,
por exemplo, num poema que fala sobre o próprio poema ou num
dicionário, que utiliza a língua para explicar palavras da própria língua.
Precisamos indicar a frase em que há metalinguagem, e ela está
na alternativa "E" (correta): O não produz inimigos; o sim, falsos
amigos.
As expressões "O não" e "o sim" referem-se ao ato de dizer "não" e "sim".
A frase utiliza palavras para explicar algo sobre as próprias palavras. É o
código explicando ele mesmo. Assim, há metalinguagem.
As demais alternativas estão incorretas porque não apresentam
metalinguagem:
a) Para salvar seu crédito, você deve esconder a sua ruína;
A frase não possui função metalinguística, mas sim apelativa
ou conativa. A função apelativa ou conativa é aquela que tem o
objetivo de convencer o destinatário, sendo comum o uso de vocativos e
de verbos no imperativo ("você deve esconder" - ideia de ordem, de
comando). O foco é no interlocutor, no destinatário da mensagem.
Vemos esse tipo de função nas propagandas publicitárias, por exemplo.
b) Colhe as rosas enquanto estão vivas; amanhã, já não estarão como
hoje;
Mais uma frase com função conativa ("Colhe" - imperativo).
c) Em geral, logo que uma coisa se torna útil deixa de ser bela;
A frase possui função referencial. A função referencial ou denotativa é
aquela que se preocupa em transmitir a informação sobre a realidade,
com objetividade e clareza. Prevalece o sentido denotativo. O foco é o
referente (o contexto). Essa função é comum nas notícias de jornal e
nos artigos científicos, por exemplo.
d) Se você tiver que ser atropelado por um carro, é melhor que seja
por uma Ferrari;
A função também é conativa ou apelativa, pois o foco está no
interlocutor ("você").
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Gabarito: Letra "E".
Precisamos indicar a expressão destacada que foi
utilizada incorretamente. Vamos lá?
a) Aos 40 anos, o homem já não sabe mais que trabalhar. Trabalhar é
caminhar de encontro a nós mesmos.
Correta. Vejamos a diferença entre as expressões "de encontro a" e "ao
encontro de":
IR AO ENCONTRO DE IR DE ENCONTRO A
discordar; ir contra alguma coisa; chocar-se
concordar; ir em direção a alguma coisa.
com algo
Ex: Essa decisão vai ao encontro dos Ex: A proposta vai de encontro a tudo que
princípios da empresa. (concorda com os defendo, por isso não posso concordar com
princípios da empresa) ela. (vai contra tudo que defendo)
Ex: Iremos em breve ao encontro da Ex: O jarro foi jogado de encontro à parede.
nossa família. (sentido de "para chocar-se com")
A frase afirma que, aos 40 anos, trabalhar significa caminhar de modo
contrário a nós mesmos, ou seja, é um desafio a ser
vencido. Considerando o contexto, essa ideia está correta.
b) Havia cerca de 200 candidatos à vaga de porteiro.
Correta. A expressão "cerca de" indica quantidade aproximada, ideia
coerente com o sentido da frase.
c) Somos felizes graças à esperança de ganhar na loteria.
Correta. A expressão "graças a" significa "por causa de", "devido a", e é
utilizada para referir-se a algo positivo (uma coisa boa). Vejam que a
ideia "a esperança de ganhar na loteria" possui sentido positivo, por isso
é adequado usarmos a expressão "graças a".
d) Comemos saladas em vez de carne.
Correta. Vejamos a diferença entre "em vez de" e "ao invés de":
ao invés de: indica oposição, ideias contrárias. Ex: Ao invés do
calor previsto, fez muito frio durante a noite.
em vez de: indica substituição, mas não necessariamente conecta
elementos opostos. Ex: Em vez de comprar o livro, João gastou
todo o dinheiro em lanches.
Observem que os elementos "carne" e "saladas" não são opostos, por isso
não seria adequado usarmos a expressão "ao invés de".
e) Fiquei a baixo dela na ordem de chegada.
Incorreta. Considerando o contexto, devemos usar o advérbio "abaixo",
que indica posição subsequente, parte inferior ou local menos
elevado.
Correção: Fiquei abaixo dela na ordem de chegada.
Vejam que, na expressão "a baixo", o termo "a" é uma preposição.
vamos ver como essa expressão pode ser utilizada adequadamente?
Ex: A cortina rasgou-se de alto a baixo.
Ex: Aquela loja vende móveis planejados a baixo custo.
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“Preocupados que os mais afoitos pelos cromos possam até roubá-los,
muitos jornaleiros estão levando seus estoques para casa quando
termina o expediente”.
Nesse segundo período do texto, o termo destacado que tem seu valor
semântico corretamente indicado é:
A
“para casa” indica finalidade;
B
“quando termina o expediente” indica local e tempo da ação;
C
“preocupados” indica consequência das orações seguintes;
D
“que os mais afoitos pelos cromos possam até roubá-los” indica a
razão da preocupação dos colecionadores;
E
“muitos jornaleiros estão levando seus estoques para casa” indica
o resultado da preocupação citada anteriormente.
Parabéns, você selecionou: E, alternativa [Link]ê acertou!
GABARITO LETRA E
“Preocupados que os mais afoitos pelos cromos possam até roubá-los,
muitos jornaleiros estão levando seus estoques para casa quando
termina o expediente”.
LETRA "A"-ERRADA: “para casa” indica finalidade;
No trecho acima, "para casa" é o lugar para onde muitos jornaleiros
estão levando seus estoques quando termina o expediente. Trata-se de
um adjunto adverbial de lugar. Isso é indicado pela preposição "para"
que, nesse caso, indica lugar, e não finalidade.
LETRA "B"-ERRADA: “quando termina o expediente” indica local e
tempo da ação;
No trecho em questão, “quando termina o expediente” é o momento
em que muitos jornaleiros estão levando seus estoques para casa. Trata-
se de uma oração subordinada adverbial temporal. Isso é indicado pela
conjunção "quando" que, nesse caso, indica apenas tempo, e não local e
tempo.
LETRA "C"-ERRADA: “preocupados” indica consequência das orações
seguintes;
No trecho comentado, "preocupados" caracteriza "muitos jornaleiros".
Trata-se de um predicativo de "muitos jornaleiros", sujeito de "estão
levando". Esse termo indica um atributo de "muitos jornaleiros", e não
uma consequência das orações seguintes.
LETRA "D"-ERRADA: “que os mais afoitos pelos cromos possam até
roubá-los” indica a razão da preocupação dos colecionadores;
No trecho em questão, “que os mais afoitos pelos cromos possam até
roubá-los” indica a causa da preocupação de muitos jornaleiros, e não
a causa da preocupação dos colecionadores.
LETRA "E"-CORRETA: “muitos jornaleiros estão levando seus estoques
para casa” indica o resultado da preocupação citada anteriormente.
No trecho analisado, a preocupação de serem roubados pelos mais
afoitos pelos cromos é a causa cuja consequência (cujo resultado) é o
fato de muitos jornaleiros estarem levando seus estoques de cromos
para casa.
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Atribuições do oficial de justiça: “Cumprir mandados judiciais; preparar
salas com livros e materiais necessários ao funcionamento das sessões
de julgamento; buscar, na Secretaria e nos Gabinetes, os processos de
cada Relator, separando-os e ordenando-os, colhendo assinaturas,
quando for o caso; atender e dar informações aos advogados, partes e
estagiários presentes na sessão, anotando os pedidos de preferência
pela ordem de chegada dos interessados; auxiliar na manutenção da
ordem e efetuar prisões, quando determinado; auxiliar o Secretário de
Câmara, quando solicitado o auxílio; cumprir as
demais atribuições previstas em lei ou regulamento”.
Em cada opção a seguir foi destacado um substantivo do texto acima; a
opção em que o adjetivo referente ao substantivo destacado
está INCORRETO é:
A
livros e materiais / necessários;
B
advogados, partes e estagiários / presentes;
C
pedidos / interessados;
D
auxílio / solicitado;
E
atribuições / previstas
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: C...Você
errou! Gabarito: C.
GABARITO: LETRA C
Atribuições do oficial de justiça: “Cumprir mandados judiciais; preparar
salas com livros e materiais necessários ao funcionamento das sessões
de julgamento; buscar, na Secretaria e nos Gabinetes, os processos de
cada Relator, separando-os e ordenando-os, colhendo assinaturas,
quando for o caso; atender e dar informações aos advogados, partes e
estagiários presentes na sessão, anotando os pedidos de preferência
pela ordem de chegada dos interessados; auxiliar na manutenção da
ordem e efetuar prisões, quando determinado; auxiliar o Secretário de
Câmara, quando solicitado o auxílio; cumprir as
demais atribuições previstas em lei ou regulamento”.
Em cada opção a seguir foi destacado um substantivo do texto acima; a
opção em que o adjetivo referente ao substantivo destacado
está INCORRETO é:
a) livros e materiais / necessários; - CERTO
Sim, o adjetivo "necessários" se refere a "livros e materiais". Vamos
rever esse trechinho no texto:
(...) preparar salas com livros e materiais necessários ao
funcionamento das sessões de julgamento;
Tanto os livros quanto os materiais são necessários. Assim, correto o uso
do adjetivo no plural e masculino para concordar com dois substantivos
no plural e masculinos.
b) advogados, partes e estagiários / presentes; - CERTO
Sim, os três "elementos", advogados, partes e estagiários, estão
presentes na sessão:
atender e dar informações aos advogados, partes e
estagiários presentes na sessão
Portanto, alternativa correta.
c) pedidos / interessados; - ERRADO
Achamos nosso gabarito, pois "interessados" não se refere a "pedidos",
mas sim a "ordem de chegada". Vamos ver:
atender e dar informações aos advogados, partes e
estagiários presentes na sessão, anotando os pedidos de preferência
pela ordem de chegada dos interessados;
Portanto, temos a ordem de chegada dos interessados. Mas, Sthefanny,
eu tive a impressão que era os pedidos dos interessados. Sim, mas, no
texto, "interessados" está se referindo a "ordem de chegada". Para
ilustrar, vejam os exemplos abaixo:
1. anotando os pedidos de preferência pela ordem de chegada dos
interessados.
2. anotando os pedidos de preferência dos interessados pela ordem de
chegada
Gente, as duas frases dizem basicamente a mesma coisa. No entanto,
na primeira, "dos interessados" está se referindo a "ordem de chegada".
Já na segunda, "dos interessados" refere-se a "pedidos de preferência".
Assim, a diferença foi na forma como a frase foi escrita.
d) auxílio / solicitado; - CERTO
Sim, o auxílio foi solicitado. Correta a relação entre eles.
auxiliar o Secretário de Câmara, quando solicitado o auxílio;
e) atribuições / previstas - CERTO
Sim, as demais atribuições estão previstas em lei ou regulamento. Logo,
"previstas" se refere a "atribuições":
cumprir as demais atribuições previstas em lei ou regulamento
******************************************************
Devemos indicar a opção em que o segmento destacado em negrito mostra em
seguida um argumento que a defende. Vamos lá?
a) Os automóveis brasileiros são muito ruins, foi o que disse o ex-presidente
Collor, impedido durante seu mandato.
INCORRETA. A segunda parte da frase apenas informa que aquela foi uma
afirmação do ex-presidente Collor. Não se trata de um argumento que defende a
ideia inicial.
b) A automedicação é um hábito perigoso, e é o que fazem milhares de
brasileiros irresponsáveis.
INCORRETA. A segunda parte da frase é uma informação adicional, que
acrescenta a ideia de que aquilo é feito por milhares de brasileiros. Veja o uso da
conjunção "e", indicando adição.
c) A venda de computadores de mesa está caindo, as empresas passaram a dar
mais atenção à venda de portáteis.
INCORRETA. A segunda parte da frase mostra uma consequência da ideia
inicial, e não uma defesa. Já que a venda dos computadores de mesa está caindo,
as empresas passaram a focar mais na venda dos portáteis.
d) As provas de concursos públicos reduziram em número este ano, embora
o desemprego tenha aumentado.
INCORRETA. O termo "embora" expressa ideia de concessão, de oposição.
Não há uma defesa da ideia inicial, mas sim uma contraposição, um fato
contrário.
e) Mesmo os restaurantes de luxo passaram a oferecer pratos executivos
mais baratos; a crise atingiu também a mesa.
CORRETA. Os restaurantes de luxo incluíram pratos executivos mais baratos
porque a crise atingiu também esse segmento comercial. Com a crise, as pessoas
precisam cortar gastos e acabam deixando de frequentar restaurantes. Uma forma
de incentivar a ida aos restaurantes seria a oferta de pratos mais baratos. A
segunda parte da frase defende a ideia inicial.
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Festa que vira atração de 460 mil turistas,
Que vira 98% de ocupação hoteleira,
Que vira milhares de empregos,
Que vira 500 milhões de reais na economia.
Que virada!
Obrigado, Salvador!
A estruturação do texto só NÃO compreende:
A
paralelismo sintático entre as frases;
B
jogo de palavras virar/virada;
C
quantificação dos benefícios do festival;
D
ambiguidade do substantivo “virada”;
E
atribuição de voz à população de Salvador.
Você selecionou: D, alternativa incorreta, a correta é: E...Você
errou! Gabarito: E
Analisando as alternativas, temos que:
A - paralelismo sintático entre as frases;
Certa: O paralelismo sintática consiste no emprego de dois ou mais
termos desempenhando o mesmo papel sintático. E é justamente o que
ocorre no texto, em que o pronome relativo "que", em suas
quatro ocorrências (a última ocorrência do "que" não representa um
pronome relativo, mas sim um pronome indefinido), remete ao termo
"festa", introduzindo orações adjetivas.
B - jogo de palavras virar/virada;
Certa: O emprego do par vira/virada efetivamente apresenta um jogo
de palavras, visto que a sonoridade parecida confere ao texto um
caráter lúdico, um gracejo.
C - quantificação dos benefícios do festival;
Certa: As orações adjetivas apresentam aspectos positivos relacionados
ao festival: o fato de virar atração de 460 mil turistas, de ter 98% de
ocupação hoteleira, de fomentar milhares de empregos, de gerar 500
milhões de reais na economia.
D - ambiguidade do substantivo “virada”;
Certa: A palavra "virada" possui dois sentidos: o de representar a
nomenclatura do festival; e o sentido de "transformação". É um festival
que se transforma em vários pontos benéficos para a cidade de
Salvador.
E - atribuição de voz à população de Salvador.
Errada: No último segmento "Obrigado, Salvador", há um agradecimento
direcionado à cidade, à população de Salvador. Todavia, no texto, não
há nenhuma fala que possa ser atribuída à população de Salvador.
Assim sendo, A RESPOSTA É A LETRA E.
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A revista Época de 14/01/2019 fez uma reportagem sobre o presidente
americano Donald Trump e redigiu a chamada para a leitura do texto do
seguinte modo:
“O presidente americano vai à TV defender a construção do muro entre
os EUA e o México e prolonga o que está próximo de ser a mais extensa
paralisação do governo na história”.
Sobre a estruturação gramatical desse texto, é correto afirmar que:
A
em lugar de “vai à TV” deveria estar “vai na TV”;
B
antes do infinitivo “defender” poderia ser colocado o conectivo
“para que”, sem alteração das demais palavras do texto;
C
em “a construção do muro” e “paralisação do governo”, o
emprego da preposição “de” é exigido por termo anterior;
D
após a palavra “México” deveria haver uma vírgula;
E
o vocábulo “paralisação” deveria estar grafado “paralização”.
Você selecionou: E, alternativa incorreta, a correta é: C...Você
errou! Gabarito: C.
Analisando as alternativas, temos que:
A - em lugar de “vai à TV” deveria estar “vai na TV”;
Errada: O verbo "ir" (representado pela forma verbal "vai"), por indicar
ideia de movimento, locomoção, rege a preposição "a", e não a
preposição "em". Logo, a frase original é que estava adequada.
B - antes do infinitivo “defender” poderia ser colocado o conectivo
“para que”, sem alteração das demais palavras do texto;
Errada: Como o verbo "defender" está flexionado no infinitivo, a
inserção somente da preposição "para" se faz com correção. Mas, o
emprego da locução "para que" é inadequado, já que a coerência do
texto fica claramente prejudicada: "O presidente americano vai à TV
para que defender a construção...".
C - em “a construção do muro” e “paralisação do governo”, o emprego
da preposição “de” é exigido por termo anterior;
Certa: Nas duas construções, os termos "do muro" e "do governo"
desempenham a função de complemento nominal, dado que assumem
função passiva em relação aos substantivos "construção" e "paralisação".
As ideias são respectivamente de "o muro é construído" e "o governo é
paralisado". Nessas situações, pode-se afirmar que as ocorrências da
preposição provêm da regência dos substantivos abstratos "construção" e
"paralisação".
D - após a palavra “México” deveria haver uma vírgula;
Errada: Na realidade, poderia haver a vírgula, mas não é obrigatória.
Esclarece-se: há duas conjunções "e" muita próximas, sendo que a
primeira liga simplesmente dois termos "EUA e México", e a segunda liga
duas orações. Portanto, visto que a segunda conjunção "e" coordenada
elementos mais representativos (orações) sintaticamente, a vírgula
pode ser inserida.
E - o vocábulo “paralisação” deveria estar grafado “paralização”.
Errada: Como a palavra "paralisação" provém de "paralisia", a sua grafia
correta se realiza com "z".
Assim sendo, A RESPOSTA É A LETRA C.
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GABARITO: LETRA B
Abaixo aparecem indicados tipos diversos de textos; entre eles, o tipo
que apresenta um modelo adequado é:
a) tipo informativo: livros escolares; - ERRADO
Eu diria que os livros escolares são, sim, informativos. No entanto,
como a banca separou os tipos informativo e didático, os livros
escolares se encaixam melhor no tipo didático. Vejam o significado
de didático de acordo com o Dicionário da Academia Brasileira de
Letras:
didático (di.dá.[Link]) adj. 1. Próprio para o ensino, cuja finalidade é o
ensino: Os livros didáticos ainda não chegaram às escolas
públicas. 2. Que é pedagogicamente eficiente: Seus exemplos, muito
didáticos, fizeram com que todos logo compreendessem a situação.
b) tipo normativo: regulamentos de prédios; - CERTO
O regulamento de um prédio é o documento no qual constam as
normas, as regras daquele prédio. Portanto, trata-se de um tipo
normativo.
c) tipo publicitário: bulas de remédios; - ERRADO
A bula de remédio é do tipo informativo. Textos informativos são
aqueles cujo objetivo é aumentar o conhecimento do seu leitor. Um
outro exemplo de textos informativos é o jornal.
d) tipo didático: requerimentos; - ERRADO
Requerimentos são textos mais técnicos no qual a pessoa que escreve
(o requerente) faz um pedido a alguma autoridade, órgão público etc.
Portanto, eles não têm o objetivo de ensinar (como os textos didáticos),
mas sim de requerer, solicitar, pedir.
e) tipo instrucional: orações religiosas. - ERRADO
O tipo instrucional (ou injuntivo) é aquele que fornece o passo a passo,
as instruções para que o leitor realize uma ação. Exemplos: manuais de
instruções e receitas culinárias.
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A alternativa "B" é a CORRETA.
A questão basicamente pede que identifiquemos a assertiva cujo verbo
de ligação indique mudança de estado, ou seja, transformação, vamos
lá?
a) “áreas que antes eram baratas e de fácil acesso”;
INCORRETA. Temos apenas o verbo "ser", que não indica transformação,
mas um estado que era permanente em tempo passado.
b) “tornam-se mais caras”;
CORRETA. O verbo de ligação "tornar-se" indica justamente
transformação, mudança de estado.
Também podemos expressar esse sentido por meio dos verbos: ficar,
virar (com sentido de tornar-se) .
c) “habitantes que sofrem com esse processo são trabalhadores com
baixos salários”;
INCORRETA. O verbo "sofrer" é intransitivo (não é de ligação) e o verbo
"ser" indica estado permanente.
d) “Além disso, à medida que as cidades crescem”;
INCORRETA. O verbo "crescer" é intransitivo.
e) “a grande maioria da população pobre busque por moradias em
regiões ainda mais distantes”.
INCORRETA. O verbo "buscar", na frase acima, é transitivo indireto
(buscar por algo). Vale destacar que essa regência é bem incomum, mas
o que importa para esta é questão é: o verbo buscar não é de ligação.
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Sabemos que as vírgulas são utilizadas na língua escrita com finalidades
diversas, mas fundamentalmente para facilitar a leitura.
Na frase de William Cowper “Deus fez o campo, e o homem, a cidade”,
há duas vírgulas que se justificam, respectivamente, para:
A
evitar ambiguidade / indicar elipse do verbo;
B
separar elementos de mesma função sintática / marcar uma
pausa;
C
distinguir elementos coordenados / dar realce a certos termos;
D
isolar elemento de valor explicativo / separar um aposto;
E
destacar elementos repetidos / marcar um adjunto antecipado.
Você selecionou: C, alternativa incorreta, a correta é: A...Você
errou! Gabarito: A.
Questão muito bonita de pontuação. A primeira vírgula não é
obrigatória, visto que separa duas orações com sujeito diferentes.
Todavia, o seu emprego evita uma ambiguidade. A ideia original é que
"Deus fez o campo; o homem fez a cidade". Se a primeira vírgula não
fosse empregada, uma leitura possível seria que Deus fez o campo e o
homem. Então, o seu emprego acaba por evitar uma possível dupla
interpretação. A segunda vírgula se justifica pelo fato de indicar a
elipse da forma verbal "fez" - "o homem fez a cidade".
Assim sendo, A RESPOSTA É A LETRA A.
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O argumento de autoridade consiste na apresentação do ponto de vista
de um especialista no assunto, uma entidade de credibilidade, etc. Há
falha nessa argumentação quando o raciocínio baseia-se única e
exclusivamente na credibilidade daquela pessoa, sem que tenham sido
apresentados fatos ou dados que comprovem o argumento. Espera-se
que o público "compre" aquela ideia apenas por vir de alguém "de
confiança".
Ex: um médico afirma que nunca se deve comer maçã em jejum, mas
não apresenta estudos que comprovem essa ideia, não indica causas. Ele
apenas faz a afirmação e argumenta que, como ele é médico, você deve
confiar nele.
Ex: um anúncio publicitário que, em vez de apresentar vantagens de se
adquirir determinado produto, apenas apela para celebridades que
fazem uso dele. Espera-se que o público pense: "se fulana(o) recomenda
esse produto, então ele com certeza é o melhor".
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Precisamos indicar a afirmativa correta sobre a definição do vocábulo
"necropsia", extraído de um dicionário:
“Exame minucioso que, sendo realizado por um especialista, é feito no
corpo de uma pessoa morta, buscando encontrar o momento e a causa
de sua morte; exame médico realizado num cadáver; autópsia.”
O dicionário usa o sinal de ponto e vírgula para separar as definições do
vocábulo. Vamos ver?
Exame minucioso que, sendo realizado por um especialista, é
feito no corpo de uma pessoa morta, buscando encontrar o
momento e a causa de sua morte;
exame médico realizado num cadáver;
autópsia.
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Só para relembrar:
Explicitação – ato ou ação de revelar algo, torná-lo conhecido ou
interlocutor.
Explicação - ação de fazer entender algo já apresentado, ou seja,
explicar algo que já foi dito.
Exemplificação - ilustrar, representar ou confirmar aquilo que fora
afirmado/ dito ou enunciado.
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valor de ação passada dentro da qual ocorre outra é:
A
Minha filha tinha uma postura muito elegante;
B
Enquanto dormia, roubaram o relógio dela;
C
Eles pensavam visitar o centro na segunda-feira;
D
Se tivesse dinheiro, comprava esse carro;
E
Olha só onde estava o meu relógio.
Você selecionou: C, alternativa incorreta, a correta é: B...Você
errou! Gabarito: B.
Gabarito: letra B
A questão nos pede a alternativa em que o pretérito imperfeito tenha
sido empregado para indicar uma ação que ocorre "dentro da outra".
Isso já indica que deve haver, ao menos, duas ações. Vamos lá?
Em todas as frases abaixo foram empregadas formas do tempo
verbal do imperfeito (indicativo ou subjuntivo); a frase em que essa
forma verbal tem o valor de ação passada dentro da qual ocorre
outra é:
a) Minha filha tinha uma postura muito elegante; - ERRADO
Aqui, há apenas uma ação (se é que podemos chamar isso de ação): a
"ação" de ter uma postura elegante. Só há um verbo (o verbo "ter").
Portanto, não temos uma ação ocorrendo dentro da outra. Na verdade,
estamos mais para um fato no passado. Errada a letra A.
b) Enquanto dormia, roubaram o relógio dela; - CERTO
Agora, sim. Temos duas ações: a ação de dormir e a ação de roubar o
relógio. Note que a ação de dormir é mais longa. Ela começou primeiro
e ainda se prolongou após o roubo do relógio. Vamos supor que ela
dormiu das 2h às 8h e o roubo ocorreu por volta das 6h. Vamos colocar
as ações numa linha do tempo?
Você consegue enxergar, na imagem, que uma ação ocorreu "dentro" da
outra? A ação do roubo ocorreu dentro da ação de dormir, ou
seja, enquanto a ação de dormir estava em progresso, estava
acontecendo. Esse é, justamente, um dos usos do pretérito imperfeito
do indicativo. Vou deixar a seguir, caso você tenha interesse:
Pretérito imperfeito do indicativo. Sua terminação para verbos de
primeira conjugação (terminados em AR) é -va para a primeira pessoa
do singular (eu cantava, eu dançava, eu pulava, eu estudava etc). Para
verbos de segunda e terceira conjugações (verbos terminados em ER e
IR), a terminação para "eu" é -ia (eu bebia, eu dormia, eu comia, eu
dirigia etc).
O pretérito imperfeito é utilizado para:
1. Indicar uma ação em progresso quando foi interrompida por outra.
Ex: A torcida já comemorava a vitória quando o time levou um gol.
Percebam que a comemoração da torcida foi interrompida pelo gol do
time adversário.
2. Indicar uma ação que começou no passado e se prolongou também no
passado.
Ex: Quando era criança, brincava de esconde-esconde.
Notem que a pessoa não brincou de esconde-esconde apenas uma vez.
Era uma ação que se prolongava no passado, mas hoje não acontece
mais.
3. Descrever uma ação planejada que, no entanto, não se realizou.
Ex: Eu ia viajar para a Europa, mas resolvi ir ao Rio de Janeiro.
c) Eles pensavam visitar o centro na segunda-feira; - ERRADO
Aqui nós temos dois verbos que podem ser entendidos como
uma locução verbal. Vejam que eles estavam cogitando a visita ao
centro. Não temos uma ação que acontece (inicia e termina) enquanto
outra estava acontecendo. Quando a alternativa diz que eles "pensavam
(em) visitar", estamos diante de um único pensamento. Assim, a letra C
está errada.
d) Se tivesse dinheiro, comprava esse carro; - ERRADO
A forma verbal "tivesse" está no pretérito imperfeito do indicativo. Não
temos uma ação dentro da outra, mas sim uma ação
que condiciona outra em uma situação hipotética. Eu só compraria esse
carro se eu tivesse dinheiro. Mas como não tenho...
Errada a letra D.
e) Olha só onde estava o meu relógio. - ERRADO
Aqui, a forma verbal "olha" está mais para uma certa interjeição do que
para a ação de olhar propriamente dita. Imagine que eu e você
combinamos de comer um hambúrguer (adoro hambúrguer!). Então, já
passa meia hora do horário combinado e nada de você aparecer. Depois
de 1 hora, quando eu já estava me preparando para ir embora, você
aparece. Então eu digo "olha só quem chegou!". Eu não estou mandando
você olhar para coisa alguma. Foi só um modo de falar.
Quanto ao relógio, ele realmente estava em algum lugar. Trata-se
da ação de estar, de encontrar-se em algum lugar. Mas, novamente,
não temos uma ação que ocorre dentro da outra aqui. Incorreta a letra
B.
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Somente/apenas
o governo aprovou só (apenas) parte do
texto
“SÓ” poderá indicar é advérbio. Invariável
valor de
Sozinho/sozinha
ele carregou o time só (sozinho)
flexiona para concordar por ser adjetivo
Todas as frases abaixo foram reescritas, com o deslocamento do
vocábulo só; a opção em que as duas frases mostram o mesmo
significado é:
A
Só as árvores balançam quando tem vento / As árvores só
balançam quando tem vento;
B
A loteria só contemplou um cidadão de Tiradentes-MG / A loteria
contemplou só um cidadão de Tiradentes-MG;
C
Um homem que só trabalha e não se diverte, leva uma vida
infeliz / Um homem que trabalha só e não se diverte, leva uma
vida infeliz;
D
Só um cliente deixou o guardanapo sobre a mesa / Um cliente
deixou só o guardanapo sobre a mesa;
E
Só ele viu o carro ao longe / Ele só viu o carro ao longe.
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A frase em que os termos destacados podem ser compreendidos com um
só significado, sem possibilidade de polissemia ou ambiguidade, é:
A
Estes dois livros custaram vinte reais;
B
Marcos é como um filho meu;
C
Anunciaram a criação do novo ministério;
D
A viagem para a Europa é muito cara;
E
Fátima cuida hoje ainda de sua mãe.
GABARITO: LETRA D
a) Estes dois livros custaram vinte reais; ERRADA
Observem a ambiguidade: o preço de cada um dos dois livros foi 20 reais
ou o preço de ambos, no total, foi de 20 reais?
b) Marcos é como um filho meu; ERRADA
O segmento destacado pode ter o sentido afetuoso em que o
emissor declara que considera Marcos como se fosse um filho seu, ou
pode ter o sentido comparativo, em que Marcos é comparado a um filho
do emissor.
c) Anunciaram a criação do novo ministério; ERRADA
A criação pode indicar a instituição do novo ministério ou a sua
elaboração, formulação, projeção.
d) A viagem para a Europa é muito cara; CERTA
O segmento destacado tem o sentido de destino, indicando o respectivo
local destinatário. Não há duplicidade de sentidos possíveis.
e) Fátima cuida hoje ainda de sua mãe. ERRADA
O termo destacado pode significar que Fátima cuida de sua
mãe ainda no respectivo dia em curso, ou que Fátima cuida de sua mãe
ainda no tempo presente, não apenas no respectivo dia.
***********************************************
Em todas as frases abaixo ocorre o emprego do verbo haver; a frase em
que esse verbo foi substituído por outro de sentido equivalente, de
forma adequada, é:
A
Sobre o banco havia três meninas, próximas umas das outras /
aboletavam-se;
B
Houve um acidente grave na porta do supermercado /
Transcorreu;
C
No dia seguinte, havia ainda cinzas na lareira / acomodavam-se;
D
Em quinze dias haverá uma nova churrascaria no bairro / será
erguida;
E
Há um ninho no galho mais alto da jaqueira / Instalou-se.
GABARITO: LETRA A
a) Sobre o banco havia três meninas, próximas umas das outras /
aboletavam-se; CERTA
O verbo "aboletar" tem o sentido de instalar, acomodar. Trata-se de
verbo pessoal, que concorda normalmente com o sujeito.
O verbo "havia" com sentido de existência é impessoal. Logo,
permanece invariável no singular.
Mantendo o modo e o tempo verbais originais, a forma verbal
"aboletavam-se" está no pretérito imperfeito do indicativo. Na terceira
pessoa do plural, ela passa a concordar com o sujeito simples posposto
"três meninas".
b) Houve um acidente grave na porta do supermercado /
Transcorreu; ERRADA
Embora ambos os verbos estejam no pretérito perfeito do indicativo,
não há equivalência de sentido.
O verbo "transcorrer" envolve noção de fluxo temporal.
c) No dia seguinte, havia ainda cinzas na lareira / acomodavam-
se; ERRADA
Embora ambos os verbos estejam no pretérito imperfeito do indicativo,
não há equivalência de sentido.
As cinzas não se acomodavam; elas se situavam.
d) Em quinze dias haverá uma nova churrascaria no bairro / será
erguida; ERRADA
Embora ambas as formas verbais estejam no futuro do presente do
indicativo, não há equivalência de sentido.
"Haverá" tem o sentido de "existirá", não necessariamente de "será
erguida". O sentido mais próximo é de inauguração, abertura.
e) Há um ninho no galho mais alto da jaqueira / Instalou-se. ERRADA
Os verbos estão em tempos verbais diferentes. O verbo "há" está no
presente do indicativo. A forma verbal "instalou-se" está no pretérito
perfeito do indicativo.
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