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Estrutura e Função dos Verbos na Língua Portuguesa

1) A aula discute as classes gramaticais de verbos, substantivos, adjetivos e advérbios e como eles se relacionam para formar orações. 2) O verbo é a palavra central da oração e indica a ação, estado ou ocorrência. Ele flexiona em tempo, modo, número e pessoa. 3) Substantivos nomeiam seres, adjetivos os caracterizam e advérbios modificam verbos, adjetivos ou outros advérbios.

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Estrutura e Função dos Verbos na Língua Portuguesa

1) A aula discute as classes gramaticais de verbos, substantivos, adjetivos e advérbios e como eles se relacionam para formar orações. 2) O verbo é a palavra central da oração e indica a ação, estado ou ocorrência. Ele flexiona em tempo, modo, número e pessoa. 3) Substantivos nomeiam seres, adjetivos os caracterizam e advérbios modificam verbos, adjetivos ou outros advérbios.

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LÍNGUA PORTUGUESA

AULA 3

Profª Zuleica Aparecida Michalkiewicz


CONVERSA INICIAL

Onde começam as orações? Essa é uma pergunta que faz todo sentido
para que possamos compreender a estrutura da oração, tendo, como ponto de
partida, o verbo como elemento central e inicial na construção de enunciados.
O verbo é uma classe gramatical que tem um estatuto muito importante
dentro do estudo da gramática, visto que possui características morfológicas e
sintáticas; no entanto, elas não se excluem. O conhecimento desses estatutos
do verbo nos auxilia a compreender a sua relevância para além da sua
conjugação.
No que tange à morfologia, os verbos pertencem à classe gramatical que
possui um radical e morfemas que são flexionados (os morfemas sufixais,
especificamente). Por exemplo: cantássemos. Aqui, temos a seguinte descrição:
CANT: raiz; A: morfema que indica a conjugação do verbo (1ª, 2ª, 3ª); SSE:
morfema de tempo e modo, isto é, pretérito imperfeito do modo subjuntivo; MOS:
morfema de pessoa e número, ou seja, 1ª pessoa (nós) plural. Com base nessa
descrição, temos as conjugações e modos, já conhecidos de todos nós.
Na sintaxe, é a palavra que articula seus argumentos (Castilho, 2016). A
sintaxe do verbo define a tipologia dos predicados (verbal, nominal e verbo-
nominal). Dentro da tipologia dos predicados, o verbo será classificado como
transitivo (que necessita de complemento), intransitivo (que não necessita de
complemento) e de ligação (verbos funcionais, que atribuem características).
Além disso, o verbo tem características semânticas, isto é, que expressam
as características das coisas, assim como características discursivas, quando o
verbo introduz os participantes no texto. Diante disso, é possível compreender
onde começa a oração. Sim, começa pelo verbo. É ele que articula todo o sentido
para que o interlocutor compreenda o enunciado. Veja o exemplo a seguir:

Todo mês nós jantamos fora.

Se o verbo jantar for suprimido da oração, ela perde todo o sentido.


Teremos, assim, a seguinte articulação de palavras:

*Todo mês nós fora.

Nesse caso, não é possível estabelecer uma relação de sentido nesse


aglomerado de palavras, porque falta um elemento que vai articular os

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argumentos (o verbo jantar). Portanto, nesta aula, vamos falar sobre essa classe
gramatical e suas relações.

TEMA 1 – VERBO COMO CLASSE GRAMATICAL

Conjugar verbos faz parte da vida de qualquer sujeito. Todavia, o que não
se percebe é que isso é o modo de organização interna do sistema. Em outras
palavras, os verbos desempenham função primordial na língua. É em torno dos
verbos que as orações e os períodos se organizam e, por conseguinte, o
pensamento se estrutura. Embora nosso trabalho se desenvolva com base em
uma concepção dialógica, vale ressaltar que essa é uma concepção de língua
como sistema. Porém, é necessário trazer essa perspectiva e definição para
compreender o funcionamento e a relevância da classe gramatical verbo, de
modo a usá-lo dentro das nossas interações.
Verbo significa “palavra”. Segundo Pasquale Cipro Neto e Infante (2008,
p. 127), “Conjugar verbo é, portanto, exercer o pleno direito de empregar a
palavra. O estudo de uma classe gramatical tão importante representa,
obviamente, um passo decisivo para a obtenção de um desempenho linguístico
mais satisfatório”.
O verbo é a palavra que se flexiona em número (singular e plural), pessoa
(primeira, segunda e terceira), modo (indicativo, subjuntivo, imperativo), tempo
(presente, pretérito e futuro) e voz (ativa, passiva e reflexiva). Indica ação,
caráter de estado, fenômenos da natureza, ocorrência, desejos, entre outras
circunstâncias. O que caracteriza o verbo são suas flexões.
Quanto à estrutura, os verbos são divididos em: radical (o morfema que
concentra o significado essencial); vogal temática (que estabelece a ligação
entre o radical e as desinências, caracterizando suas conjugações – a, de
primeira conjugação; e, de segunda conjugação); i, de terceira conjugação). As
desinências indicam o tempo (presente, pretérito ou futuro), o modo (indicativo,
subjuntivo ou imperativo), a pessoa (1ª, 2ª, 3ª) e o número (singular ou plural).
Em relação à voz verbal, a voz ativa indica a ordem direta da oração. O
ser ao qual o verbo se refere é o agente da oração. Veja o seguinte exemplo:
João pintou a casa. João é o sujeito agente da oração, de forma direta. É ele
quem excuta a ação de pintar a casa. Já na voz passiva, há uma inversão na
ordem da oração e o sujeito da oração passa a ser o paciente do processo verbal.
Exemplo: A casa foi pintada por João. Observe que a casa torna-se o agente
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paciente, pois sofreu a ação de ser pintada por João. Também pode ocorrer a
voz reflexiva em uma oração. A voz reflexiva indica que o ser ao qual o verbo se
refere é, ao mesmo tempo, agente e paciente no processo verbal. Exemplo: O
rapaz cortou-se com a faca. Note que o rapaz pratica a ação de cortar e ele
mesmo recebe o retorno da ação (ele corta a si mesmo).
No que tange à conjugação, os verbos podem ser classificados como
regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes. Os regulares são
aqueles que apresentam o mesmo paradigma (modelo) de conjugação, tais
como os verbos amar e cantar. Os irregulares são os verbos que sofrem
alteração no seu modelo de conjugação, seja na raiz ou nas desinências. Os
anômalos apresentam profundas alterações na sua conjugação, como o verbo
ir. Na primeira pessoa do singular no tempo presente, por exemplo, o verbo é
conjugado como eu vou. Os verbos defectivos são aqueles que não têm
conjugação em determinadas pessoas, tempos ou modos, e os abundantes são
os que apresentam mais de uma forma para determinada flexão.
Por fim, destacamos as formas nominais dos verbos: o infinitivo (verbos
com terminação em -R: beber, sorrir, andar, pôr); o gerúndio (verbos com
terminação em -NDO: amando, cantando) e particípio (são os verbos com
terminação -ADO ou -IDO: avisado, imprimido). São chamadas de formas
nominais porque podem ter comportamento de nomes, isto é, podem ser
substantivos, adjetivos e advérbios em certas situações.

TEMA 2 – SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS E ADVÉRBIOS: CLASSES NOMINAIS

As classes nominais têm uma categoria específica no que se refere à


morfologia. Elas variam em gênero (masculino e feminino), número (singular e
plural) e grau. Essas categorias se articulam em torno do verbo e também
recebem atenção especial na sintaxe, isto é, servem como núcleos e
complementos necessários para a construção dos enunciados. Além disso, é
com essas classes que se faz a concordância nominal. Anteriormente vimos que
alguns verbos, em determinados contextos, podem se comportar como esses
nomes. Por isso, é necessário fazermos uma retomada dessas três classes. Vale
ressalvar que os nomes também serão vistos futuramente, quando tratarmos da
regência nominal.
O substantivo é a classe que nomeia os seres no mundo. Podem ser
simples e compostos; primitivos e derivados; concretos e abstratos; comuns e
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próprios e também coletivos. O substantivo sofre flexão de gênero, podendo ser
biformes (masculino e feminino) ou uniformes (comum de dois gêneros,
sobrecomum e epicenos). Além disso, há substantivos que têm um gênero
vacilante, por exemplo, a palavra dó, que é masculina. O substantivo também
possui flexão de número (singular e plural) e de grau (aumentativo e diminuitivo).
O adjetivo é a classe que caracteriza o substantivo, atribuindo-lhe
qualidades ou defeitos e modos de ser, indicando o aspecto ou o estado. São
classificados em primitivos, derivados, simples, compostos e pátrios. Eles sofrem
flexão de gênero, número e grau (comparativo e superlativo).
Juntamente com o substantivo, o adjetivo nos causa dúvida quanto à
concordância. A regência também exige determinadas preposições para que os
termos ligados a ele expressem o sentido proposto pelo texto.
O advérbio é a classe que caracteriza o processo verbal, indicando
determinada circunstância. Muito embora a definição tradicional informe que o
advérbio modifica o verbo, não é algo exclusivo ao verbo. Quando expressa o
modo ou a intensidade, o advérbio pode se referir a adjetivos ou a ele próprio. O
advérbio é considerado uma categoria invariável por não ter flexão de número e
gênero, mas pode apresentar variação de grau (comparativo e superlativo).
Vamos, então, recapitular o que vimos até agora. Em se tratando de
verbos que se comportam como nomes, fique atento! O particípio pode assumir
a função de adjetivo quando caracteriza substantivos. Veja o exemplo: Tem
atuação destacada no dia a dia do Congresso. Atuação é o substantivo e
destacada é o adjetivo que caracteriza o substantivo atuação. Já o advérbio
pode se confundir com o verbo no gerúndio quando ele indica circunstância de
modo. Exemplo: O atleta cruzou sorrindo a linha de chegada. Apesar da
terminação -NDO, de gerúndio, neste caso, sorrindo indica o modo como o atleta
estava. Ou seja, sorrindo tem a função de advérbio e acompanha o verbo cruzar.

TEMA 3 – ESTRUTURA DE FRASES POR MEIO DE VERBOS

De acordo com Nicola (2009, p. 370), “enunciado é uma unidade


semântico-pragmática, isto é, uma unidade linguística que tem sentido e que
constitui um ato comunicativo”. Portanto, dentro de todo enunciado, há um
conjunto de palavras que se articulam estabelecendo relações entre si. Assim,
podemos reconhecer que existe um enunciado quando é possível estabelecer a
relação de sentido no seu interior.
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Um enunciado com sentido completo pode ser formado por apenas uma
palavra ou um conjunto delas. Além disso, pode ter verbos ou não. Por exemplo,
em um cartaz escrito “Silêncio” é totalmente compreensível o enunciado, o qual
ganha ainda mais sentido se for levado em consideração o seu contexto, como
um cartaz com essa palavra que esteja em um corredor de hospital. É um
enunciado dotado de sentido, pois não há necessidade de um verbo para
estruturar essa frase. No entanto, há outras frases que têm verbos, por exemplo:
Já começou a assembleia. Porém, a estrutura toda da oração nem sempre
depende do verbo para ter sentido; é uma declaração em que somente o próprio
verbo poderia ser enunciado: Começou. As frases também podem ser
classificadas em declarativas (as que informam ou declaram alguma coisa), as
interrogativas (quando se quer obter alguma informação), as imperativas
(quando se quer agir diretamente sobre a ação), exclamativas (para expressar
um estado emotivo) e as optativas (que exprimem desejo).
Por meio da frase, temos a oração. Ela é constituída, no mínimo, por dois
elementos essenciais – o sujeito e o predicado. Obrigatoriamente, a oração
precisa de um verbo; ela se estrutura por meio dos verbos para que possamos
identificar os elementos linguísticos que a compõem. O sujeito é o termo que
combina com o verbo em número e pessoa, ao passo que o predicado é o
conjunto de palavras que contém a informação o ouvinte. Observe os exemplos:

1. O amor é eterno.
2. As crianças brincam na sala.

Se retiramos o verbo ser da primeira oração, ela perde o sentido. Resta


apenas o seguinte conjunto de palavras: O amor eterno. No segundo exemplo,
ao retirarmos o verbo brincar, resta: As crianças na sala. Em ambos os casos,
os enunciados perdem o sentido.
Também é por meio do verbo que identificamos os elementos sintáticos
do enunciado. Ao perguntar para o verbo quem é eterno?, no primeiro caso,
obteremos a resposta o amor. Este é, pois, o sujeito da oração. No segundo
caso, ao se perguntar quem brincam na sala?, tem-se como resposta as
crianças. Observe que, em ambos os sujeitos, há concordância em número e
pessoa com o verbo.
Vejamos agora a classificação do predicado. No primeiro caso, temos o
verbo de ligação ser, que tem a função de ligar a palavra eterno ao seu sujeito.
Por exercer a função de verbo de ligação, nesse caso, o predicado é classificado
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como nominal. No segundo exemplo, temos um verbo de ação, brincar; verbos
de ação dão origem aos predicados verbais. Além disso, se a oração fosse
apenas as crianças brincam, o verbo seria classificado como intransitivo,
porque não necessita de um complemento para completar a informação.
Em breve veremos esses elementos com mais detalhes.

TEMA 4 – REGÊNCIA NOMINAL

Regência é a relação existente entre um termo e outro. Na regência


nominal, temos substantivo, adjetivo ou advérbio como termo regente. Os
termos regidos por esses nomes são intermediados por uma preposição. Por
exemplo: Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei. Nesse verso de uma
canção, temos o substantivo certeza como termo regente, pois quem tem
certeza, tem certeza de alguma coisa. Assim, a preposição de intermedeia o
termo regente ao seu termo regido (muito pouco eu sei).
Na língua portuguesa, de acordo com a gramática normativa, há uma
tabela que indica a preposição adequada para cada termo regente, apesar de a
linguagem popular admitir os usos espontâneos da regência nominal. O falante
pode se expressar sem observar o emprego correto dessa regência. Entretanto,
é preciso conhecer as duas variedades linguísticas: a popular e a padrão (norma
culta), uma vez que nos contextos formais deve ser evitado o uso coloquial. Vale
ainda destacar que conhecer a regência nominal é importantíssimo para
construção do texto.
A seguir, são apresentados alguns exemplos de regência nominal.
Entretanto, é importante ressaltar que as consultas às gramáticas, aos
dicionários e a dicionários de regência devem e precisam ser feitas, já que a
prática de uso traz uma melhor compreensão dessas relações.

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Quadro 1 – Regência nominal: exemplos para substantivos e adjetivos

 Admiração (a, por):


Tenho admiração por meu pai.
Regência de alguns substantivos

 Devoção (a, para, com, por):


Tenho devoção por Nossa Senhora Aparecida.
 Receio (de):
O aluno tem receio de não passar no vestibular.

 Respeito (a com, para com, por):


Devemos ter respeito por/ para com nossos pais.
 Conciliação (entre):
O juiz participou da conciliação entre os políticos de oposição.
 Amor (a, por):
Tenho amor a/por minha profissão.

 Aflito (com, por):


Regência de alguns adjetivos

Estava aflito com/por sua chegada.

 Generoso (com):
O pai foi generoso com o filho.

 Bondoso (com, para, para com):


A mãe foi bondosa com/ para com a filha desobediente.

TEMA 5 – REGÊNCIA VERBAL

A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e


os termos que os complementam (objetos diretos e indiretos) ou que
caracterizam o complemento adverbial.
Um aspecto que deve ser considerado no uso adequado de regência é
que a mudança da preposição que rege o termo regido pode alterar o significado
do verbo e, por consequência, da oração e do período. Veja o exemplo a seguir:

1. Você está rindo de mim.


2. Você está rindo para mim.

O verbo rir é transitivo indireto. Porém, no primeiro caso, esse verbo é


regido pela preposição de e apresenta a ideia de “fazer de algo ou alguém motivo
de riso, diversão, menosprezo, zombaria”. Porém, se usarmos a preposição
para, a ideia é de “ser ou tornar-se agradável”.

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Não esqueça que, devido à dinamicidade da língua, as práticas de usos
menos formais permitem o uso de uma regência em detrimento de outra, mas
isso dependerá do contexto em que se está inserido. Por exemplo, em Ele
preferiu mais partir do que ficar aqui, temos um exemplo de variedade popular,
comum em diferentes situações comunicativas do dia a dia. Porém, a norma
culta preconiza que a oração seja escrita da seguinte forma: ele preferiu partir a
ficar aqui. Segundo Possenti (2001, p. 150):

num texto de Maria Victória Benevides, pode-se ler: “A faxineira, mãe


de quatro filhos, preferia fazer suas compras no Pão de Açúcar aqui ao
lado [...] do que pertinho de sua casa, na zona sul da cidade”. [...]. O
erro de regência poderia ser explicado pela distância entre os
elementos comparados por meio do verbo preferir. Seria uma boa
explicação se a regência recomendada pelas gramáticas ainda fosse
utilizada. Nesse caso, prefiro dizer que a grande Maria Victória está
nos mostrando um sintoma claro: “preferir x a y” é simplesmente um
arcaísmo. Todos “preferem x do que y”.

A seguir, são apresentadas algumas regências, mas não esqueça:


consulte uma boa gramática sempre que necessário.

Quadro 2 – Regência verbal: uma amostra

 abdicar: abdicar de.


Regência de alguns verbos

 advertir: advertir a.
 agradar: agradar a.
 agradecer: agradecer a.
 aspirar: aspirar a.
 assistir: assistir a; assistir em.
 avisar: avisar a; avisar de.
 chegar: chegar a, chegar de; chegar para.
 comparecer: comparecer a; comparecer em.
 comunicar: comunicar a.
 verbo dedicar: dedicar a.

NA PRÁTICA

Que tal explicar as regências a seguir? Observe os verbos com atenção


e verifique se é possível usar uma ou outra regência, bem como se a mudança
de preposição altera o sentido do enunciado.

1. A aurora antecede o dia.


2. Ele não precisou a quantia.
3. Aspirei o aroma das flores.
4. A aurora antecede ao dia.
5. José não tarda a chegar.

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6. Eu já estou acostumado com este clima frio.
7. Aspirei ao sacerdócio.
8. José não tarda em chegar.
9. Ele não precisou da quantia.
10. Desfrutemos os bens da vida.

Leia o texto a seguir e observe a regência das palavras. Na sequência,


empregue elementos adequados, em substituição ao *.

Sem sujeira. Depois * suarem * tirar a sujeira * obra Davi, de Michelangelo, acumulada * décadas,
os especialistas querem evitar tanto trabalho * futuro. Eles afirmam que o pó e a umidade trazidos
* roupas e sapatos * turistas já estão começando * sujar novamente a escultura * 500 anos. *
isso, estudam algumas alternativas * manter a obra intacta * ter * fechá-la * vidro. * elas, fazer o
visitante passar * uma sala esterilizada * se limpar. A outra seria jogar um jato * ar constante * a
obra, * evitar que o pó grude * mármore * escultura.
IstoÉ, São Paulo, 12 jan. 2002.

FINALIZANDO

Essas categorias se articulam em torno do verbo.

“Enunciado é uma unidade semântico-pragmática, isto é, uma unidade


linguística que tem sentido e que constitui um ato comunicativo.” (Nicola,
2009, p. 370)

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REFERÊNCIAS

BORTONI-RICARDO, S. M. et al. (Org.). Por que a escola não ensina gramática


assim? São Paulo: Parábola, 2014.

CASTILHO, A. de. Nova Gramática do Português Brasileiro. São Paulo:


contexto, 2016.

CIPRO NETO, P.; INFANTE, U. Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo:


Scipione, 2008.

NICOLA, J. de. Gramática: palavra, frase, texto. São Paulo: Scipione, 2009.

POSSENTI, S. A cor da língua e outras croniquinhas de linguística. Campinas:


Mercado de Letras, 2001. p. 150-151.

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