Universidade José Eduardo dos Santos
Instituto Politécnico
Departamento de Construção Civil
Curso: Licenciatura em Engenharia de Construção Civil
TRABALHO DE ELEMENTOS DE ARQUITETURA
Tema: As Sete Maravilhas do Mundo Antigo
Orientadora:
____________________
Arq. Maria Teresa, Lic.
Huambo/2024
Universidade José Eduardo dos Santos
Instituto Politécnico
Departamento de Construção Civil
Tema: As Sete Maravilhas do Mundo Antigo
Autores:
1. Agnaldo Antunes
2. Agostinho Sevo
3. Armando Domingos
4. Bernarda Calanja
5. Carlos Castelo Rodrigues
Trabalho apresentado pelos estudantes do
3º ano do curso de Construção Civil,para
obtenção de 25% da nota de primeira
prova parcelar.
Orientadora:
__________________
Arq. Maria Teresa, Lic.
Huambo/2024
Índice
0. INTRODUÇÃO ................................................................................................. 4
0.1. PROBLEMÁTICA .......................................................................................... 4
0.2. HIPÓTESES .................................................................................................. 4
0.3. OBJECTIVOS................................................................................................ 4
1. Breve História ................................................................................................... 5
2. As Pirâmides de Gizé ....................................................................................... 5
2.1.1. Processo construtivo .............................................................................. 7
3. Os Jardins Suspensos da Babilônia ................................................................. 8
4. O Templo de Ártemis ...................................................................................... 11
5. Mausoléu de Halicarnasso. ............................................................................ 13
6. Conclusões ..................................................................................................... 16
7. Referências .................................................................................................... 17
0. INTRODUÇÃO
As sete maravilhas do mundo antigo são uma famosa lista de majestosas obras
artísticas e arquitetónicas erguidas durante a Antiguidade Clássica, cuja origem
atribui-se a um pequeno poema do poeta grego Antípatro de Sídon. Das sete
maravilhas, a única que resiste até hoje praticamente intacta é a Pirâmide de
Quéops, construída há quase cinco mil anos. Ao contrário do que muitos pensam,
é apenas a Pirâmide de Quéops (e não todas as três grandes Pirâmides de Gizé)
que faz parte da lista original das Sete Maravilhas do Mundo.
0.1. PROBLEMÁTICA
Terá importância o estudo das sete maravilhas do mundo antigo para o
entendimento das construções do mundo antigo?
0.2. HIPÓTESES
Talvez tenha importância pois o estudo das sete maravilhas do mundo antigo nos
permitiria perceber como as técnicas construtivas foram evoluindo em cada
civilização.
0.3. OBJECTIVOS
a) Geral
Contribuir para o aumento do conhecimento das sete maravilhas do mundo antigo.
b) Especificos
- Conhecer a história, os materiais e as técnicas empregadas para a construção da
Pirâmide de Gizé, os Jardins Suspensos da Babilônia, do Templo de Ártemis e do
Mausoléu de Halicarnasso
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1. Breve História
A conquista grega de grande parte do mundo ocidental conhecido no século
IV a.C. deu aos viajantes helenísticos acesso às civilizações dos egípcios, persas
e babilônios. Impressionados e cativados pelos marcos e maravilhas das várias
terras, esses viajantes começaram a listar o que viram para se lembrar deles.
Em vez de “maravilhas”, os antigos gregos falavam de theamata (θεάματα),
que significa “vistas”, ou seja, “coisas a serem vistas” (Τὰ ἑπτὰ θεάματα τῆς
οἰκουμένης [γῆς] Tà heptà theámata tēs oikoumenēs [gēs]). Mais tarde, a palavra
para “maravilha” (“thaumata” θαύματα, “maravilhas”) passou a ser usada. Assim, a
lista foi concebida para ser a contrapartida de um guia de viagem do Mundo Antigo.
A primeira referência a uma lista de sete tais monumentos foi dada por
Diodoro Sículo. O epigramista Antípatro de Sídon que viveu em torno ou antes de
100 a.C., criou uma lista de sete destes monumentos, incluindo seis dos da lista
atual (substituindo os Muros da Babilônia pelo Farol de Alexandria):
Outro observador do século II a.C., que afirmou ser o matemático Filão de
Bizâncio, escreveu um breve relato intitulado As Sete Vistas do Mundo. No entanto,
um manuscrito incompleto sobrevivente apenas cobriu seis dos sete lugares, que
concordaram com a lista de Antípatro.
2. As Pirâmides de Gizé
O Egipto é um país que fica ao nordeste da África. Aí foi elevada a primeira
maravilha da antiguidade: as Pirâmides que foram construídas com o objectivo de
abrigar os túmulos dos reis, pois os egípcios acreditavam numa vida após a morte
e essa vida dependia da conservação do corpo morto. Embalsamavam-se os
corpos, e os objectos de valor do dia-a-dia eram colocados no túmulo para uso após
morte.
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Figura 01: Pirâmides de Gizé.
2.1. A Grande Pirâmide de Gizé (Egipto):
A Grande Pirâmide de Gizé, construída por volta de 2580-2560 a.C., é a
única das sete maravilhas que ainda sobrevive hoje. Ela foi construída como um
túmulo para o faraó Quéops e é a maior das três pirâmides de Gizé. A Pirâmide de
Quéops foi a estrutura mais alta do mundo por mais de 3.800 anos.
Com aproximadamente146,5 metros, ela era considerada a estrutura mais
alta do mundo construída pelo homem até o século XIV, quando a catedral de
Lincoln foi erguida na Inglaterra. Estimativas recentes apontam que a construção
da pirâmide durou 14 anos, quando 2,3 milhões de pedras foram levados até o
local.
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Figura 02: Grande Pirâmide de Gizé.
2.1.1. Processo construtivo
O processo construtivo envolveu a mobilização de uma grande força de
trabalho, composta principalmente por camponeses e trabalhadores
especializados.
A maior de todas as pirâmides é a grande pirâmide de Gizé, cuja construção
envolveu processos muito desafiadores, tanto na área da matemática quanto da
engenharia. Sua estrutura, por exemplo, contém mais de 2 milhões de blocos de
pedra, cada um com cerca de 2,5 toneladas de peso. Os tetos de certas estruturas
internas da pirâmide são feitos de blocos de granito de 54 toneladas, medindo 8,2
m de comprimento por 1,2 m de largura, trazidos de uma pedreira situada a 960
quilômetros de distância e colocados a 60 m do solo.
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Figura 03: Ilustração sobre o processo de transporte de blocos para construção das
pirâmides.
Como trazer de tão longe e elevar pedras tão grandes e pesadas parece, a
princípio, humanamente impossível, existem várias teorias de que a construção das
pirâmides do Egito foi feita por - e seria prova da existência de - seres de outro
planeta. A mesma argumentação se aplica aos monólitos de Stonehenge, na
Inglaterra.
A construção começou com a preparação da base, que foi nivelada e
alinhada com o uso de prumos e linhas de referência. Em seguida, blocos de
calcário e granito foram extraídos de pedreiras próximas e transportados até o local
da pirâmide. Os blocos eram então esculpidos e colocados em camadas, com cada
camada gradualmente diminuindo em tamanho em direção ao topo.
Para erguer as pedras, os trabalhadores usavam rampas de terra ou madeira
para rolar os blocos para cima. À medida que a pirâmide crescia, as rampas eram
estendidas ou reconstruídas para acompanhar a altura. Uma vez que a estrutura
estivesse concluída, a superfície externa era revestida com pedra calcária polida.
3. Os Jardins Suspensos da Babilônia
A antiga cidade da Babilônia na Mesopotâmia, era uma maravilha para os
olhos dos viajantes.
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Figura 04: Ilustração dos Jardins Suspensos da Babilônia.
Relatos indicam que os jardins Suspensos foram construídas pelo rei
Nabucodonosor, que reinou por 43 anos, a partir do ano 605 antes da nossa era.
Sabe-se que os Jardins foram construídos para alegrar a amada esposa de
Nabucodonosora Rainha Amyitis, que sentia saudades das montanhas verdejantes
de sua terranatal. A rainha Amyitis, filha do rei de Medes, casou-se com
Nabucodonosor a fim de estabelecer uma aliança entre as duas nações. Medes era
uma terra montanhosa e cheia de pastagens, de forma que a jovem rainha achou
extremamente deprimente o solo plano e arenoso da Babilônia. Seu esposo, então
decidiu recriar a paisagem natal de Amyitis com da construção de uma montanha
artificial e um jardim na parte superior.
Os jardins Suspensos, provavelmente, não eram suspensos propriamente ditos por
cabos ou [Link] nome vem de uma tradução incorreta da palavra grega
kremastos ou da palavra latina pensilis, que significam não apenaas suspensos,
mas superpostos, como no caso de terraço ou balcão.
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Figura 05: Ilustração dos Jardins Suspensos da Babilônia.
O geógrafo grego Strabo, que descreu os jardins no primeiro século antes
da nossa era, escreveu:
“Eles consistem de terraços superpostos, erguidos sobre pilares em forma de cubo.
Estes pilares são ocos e preenchidos com terra para que ali sejam plantadas as
árvores de maior porte. Os pilares e terraços são construídas de tijolos de barro
cozidos e asfalto. A subida até o andar mais elevado era feita por escadas, e na
lateral, estavam os motores de água, que sem cessar levavam a água do rio
Eufrates até os jardins”.
A região da Babilônia raramente recebia chuvas e para os jardins
sobreviverem, deveriam ser irrigados com água do rio Eufrates, que situava-se nas
proximidades. Isto quer dizer que a água deveria ser elevada de forma a fluir
através de terraços, milhando as plantas de cada andar. Provavelmente, a tarefa
aérea executada por meio de um sistema de bombeamento por corrente. Na
imagem temos duas grandes roldanas, uma em cima da outra, ligadas por uma
corrente. Ao longo da corrente, são conectados baldes. Na parte de baixo da
roldana inferior, temos uma piscina com a água da fonte. À medida que as roldanas
se moviam, os baldes mergulhavam na fonte e eram erguidos até a piscina
localizada no andar superior dos jardins, onde os baldes eram derramados,
descendo então vazios até a piscina inferior. Veja a ilustração.
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Figura 06: Ilustração do sistema de captação de água.
4. O Templo de Ártemis
O Templo de Artemis contém dois quartos. Um é um vestíbulo e o outro é
uma antecâmara.
Os gregos acreditavam que sua deusa da caça e proteção animal era a
protetora da natureza. Seu nome era Artemis, e ela era adorada em um enorme
templo em Éfeso, na Turquia.
Foi construído em 550 aC; o segundo maior templo construído durante esse
tempo.
A estátua tem 90 metros de altura e 45 metros de largura; foi projetado pelo
arquiteto cretense Quersiphron e seu filho Metagenes, que empregou o mesmo
estilo artístico da Estátua da Liberdade em Nova Iorque.
O templo foi construído com pedra negra, prata e ouro e ébano; também
tinha 90 metros de altura.
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Figura 07: Maquete do Templo de Ártemis feita pelo Miniaturk.
Em 356 aC, o templo foi destruído por Erostratus, que pensou que a
destruição do templo de Ártemis tornaria seu nome famoso em todo o mundo.
Por causa disso, os cidadãos da cidade onde existia o templo não contaram
a ninguém sobre o nome dela; apenas o historiador Strabo sabia. Alexandre, o
Grande, restaurou o templo em 303 aC. No entanto, o edifício foi reconstruído
apenas em 323 aC, um ano após a morte de Alexandre.
Apesar disso, a estrutura ainda foi destruída em 262 d.C. pelos godos.
Depois que os cristãos convertidos na área ganharam influência, o templo perdeu
importância e caiu em 401 d.C. Atualmente, apenas um pilar da estrutura original
permanece em ruínas.
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Figura 08: Ruínas do templo de Ártemis.
5. Mausoléu de Halicarnasso.
O mausoléu de Halicarnasso ou mausoléu de Mausolo foi uma tumba construída
entre 353 e 350 a.C. em Halicarnasso (atual Bodrum, Turquia) para Mausolo (em
grego, Μαύσωλος, um rei provinciano do império persa, e Artemísia II de Cária, sua
irmã e esposa. A estrutura foi desenhada pelos arquitetos gregos Sátiro e Pítis. Ela
tinha aproximadamente 45 metros de altura, e cada um de seus quatro lados foi
adornado com relevos criados por cada um dos quatro escultores gregos — Briáxis,
Escopas de Paros, Leocarés e Timóteo. A estrutura finalizada foi considerada como
sendo um triunfo estético por Antípatro de Sídon, que a identificou como uma de
suas sete maravilhas do mundo antigo. O termo mausoléu veio a ser usado
genericamente para qualquer grande tumba.
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Figura 09: Ilustração do Mausoléu de Halicarnasso
A construção do mausoléu envolvia o uso de blocos de mármore e outros materiais
de construção, como pedras e madeira. A estrutura consistia em uma base
retangular com esculturas em relevo, um pórtico com colunas, um telhado piramidal
e uma plataforma superior com uma estátua de Mausolo e Artemísia.
Artemísia decidiu não poupar na edificação da tumba. Enviou mensageiros à Grécia
para encontrar os artistas mais talentosos da época, incluindo Escopas, que
supervisionara a reconstrução do templo de Artemis em Éfeso. Outros escultores
famosos como Briáxis, Leocarés e Timóteo juntaram-se-lhe, bem como centenas
de outros artesãos.
A tumba foi erigida em uma colina tendo uma vista panorâmica da cidade. A
estrutura ficava em um pátio fechado, em cujo centro estava uma plataforma com
a tumba. Uma escada, ladeada por estátuas de leões de pedra, levava ao topo da
plataforma. Ao longo da parede exterior desta ficavam muitas estátuas
descrevendo deuses e deusas. Em cada canto, guerreiros de pedra cavalgando
guardavam a tumba. No centro da plataforma estava a tumba propriamente dita.
Feita principalmente de mármore, era um bloco quadrado de um terço da altura de
45 metros do mausoléu. Esta seção era coberta de esculturas em relevo exibindo
cenas de ação da mitologia e história grega. Uma parte exibia a Centauromaquia,
batalha dos centauros com os Lápitas; outra, gregos em luta com as Amazonas,
uma raça de mulheres guerreiras.
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No topo desta seção da tumba, trinta e seis colunas delgadas, nove por lado,
erguiam-se por outro terço da altura. Ereta entre cada coluna estava outra estátua.
Atrás das colunas estava um objeto resistente que carregava o peso do maciço
telhado da tumba. O telhado, que englobava mais do terço final da altura, era uma
pirâmide. De pé no topo ficava uma quadriga: quatro maciços cavalos puxando uma
biga em que imagens de Mausolo e Artemísia passeiam.
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6. Conclusões
As Sete Maravilhas do Mundo Antigo são o auge da engenharia, da
arquitetura e da beleza artística quando se fala em Antiguidade. Cada umas das
maravilhas aqui citadas pode ser considerada individualmente um feito
surpreendente da imaginação e da engenharia humana.
Apesar de haver uma infinidade de estruturas e estátuas no Mundo Antigo
dignas de serem incluídas, os gregos escolheram este número por acreditar que
tinha um significado espiritual e representava a perfeição, talvez por ser a soma
dos cinco planetas conhecidos na época, mais o Sol e a Lua.
Atualmente, apenas uma maravilha resiste praticamente intacta: a grande
Pirâmide de Gizé. E os Jardins Suspensos da Babilônia possivelmente nunca
existiram.
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7. Referências
(s.d.). Obtido de [Link]
Mundo-Antigo.
Clayton, P., & Price, M. J. (1990). The Seven Wonders of the Ancient World
Routledge. ISBN 978-0415050364.
[Link]
[Link]. (s.d.).
SIMÕES, M. L. (1945). As Sete Maravilhas do Mundo Antigo. SÃO PAULO:
ANCHIETA S.A. Obtido de http:// [Link]/Simões, Marques
As_sete_maravilhas_do_mundo_antigo
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