Plano de Trabalho
Nome do Preponente: MAYARA CRISTINA ASTEGHER
Modalidade: Aulas de desenho
Descrição do curso
Fundamentos Básicos do Desenho, estrutura e proporção, luz e sombra, passando pela
anatomia humana e animal até chegar à perspectiva artística.
Alguns exemplos de desenhos a serem tratados em aula.
1. Caricatura: é o desenhista que ao representar o seu personagem exagera ou
simplifica alguns traços da pessoa, como o formato do rosto, do bigode, da orelha, do
topete, etc.
2. Cartoon: é o desenhista que lança mão de caricaturas ou desenhos estilizados para
representar uma cena ou situação humorística, com legenda ou não.
3. Ele, normalmente, usa os mesmos recursos gráficos que existem nas cenas de um
gibi.
4. Ilustrador: é o desenhista que dá, através das imagens que produz e cria vida,
alegria e sentido aos cartazes, capas, textos de livros, folhetos, revistas, poesias e
crônicas.
5. História em quadrinhos ou HQ: é o nome dado à arte de narrar histórias através de
desenhos e textos em sequência, normalmente na horizontal.
6. Chibi: um estilo de desenho para quem gosta de uma boa dose de fofura, mas não
abre mão de uma pitada clássica. A “regra” principal é misturar traços de adultos com
formas mais infantis. Os olhos exagerados e cabeças grandes das crianças recebem
expressões faciais e poses de pessoas já crescidas. No chibi, o que vale é a
estilização dos personagens para criar uma atmosfera sentimental e fofa. O nariz
raramente aparece e a boca é quase inexistente, enquanto as cabeças costumam ser
maiores que os corpos.
7. Realismo: como o nome já indica o desenho realista é um tipo de estilo que busca se
aproximar o máximo possível da realidade. Seja desenhando um rosto ou retratando
uma paisagem, esse estilo exige muita atenção aos detalhes e a aplicação de
técnicas como luz, sombra e degradê.
8. Doodle Art: são desenhos simples, feitos de modo livre, abstratos ou não, com
grande representatividade do autor. Expressões faciais, objetos domésticos,
transportes ou o que vier à mente: tudo pode se tornar um doodle.
9. Pontilhado ou pontilhismo: é uma técnica de desenho de vários pontinhos – ou
manchas – feitos bem próximos uns dos outros que formam uma imagem completa.
10. Mangá: é o nome dado às histórias em quadrinhos japonesas. Ele possui
características marcantes que o difere das demais revistas em quadrinhos, como a
forma de leitura, publicação, diagramação e traços nos desenhos dos personagens.
Muitos mangás originaram séries de desenhos para a televisão, os chamados
animes.
1. Objetivo
Este plano de aula tem como objetivos desenvolver a atenção estimulando a
criatividade e aperfeiçoar habilidades de observação: Os alunos serão incentivados a
observar detalhes em sua percepção visual e a transformá-los em desenhos. Isso será
feito através de exercícios práticos e discussões sobre como a observação detalhada pode
melhorar suas habilidades de desenho.
Desenvolver habilidades técnicas em desenho: Os alunos serão orientados a
praticar técnicas básicas de desenho, como sombreamento, traços e texturas. Eles
serão incentivados a experimentar diferentes estilos e técnicas para encontrar aqueles
com os quais se sentem mais à vontade.
Promover a confiança no desenho: Muitos alunos podem se sentir inseguros sobre
suas habilidades de desenho. O objetivo é criar um ambiente de aprendizado positivo e
encorajador, onde os alunos se sintam confortáveis para expressar sua criatividade e
aprender com seus erros.
2. Objetivos Secundários
a. Introduzir os alunos ao mundo do desenho: Além de desenvolver habilidades
específicas de desenho, a aula também tem como objetivo introduzir os alunos à
vasta gama de estilos, técnicas e aplicações do desenho.
b. Promover a apreciação pelo desenho: Ao final da aula, os alunos devem ser
capazes de apreciar o valor e a beleza do desenho como uma forma de arte e
expressão.
Justificativa
Desenvolver habilidades motoras e de visão/observação do aluno por meio das
técnicas obtidas em aula. Considerando a cópia e a observação um dos principais
meios para entender e desenvolver o desenho.
Quem aprende a desenhar, aprende sobre equilíbrio, enquadramento, proporção,
planejamento, limpeza, apresentação estratégia, isso serve tanto para crianças,
jovens e adultos.
Desenhar aprimora a visão espacial de um engenheiro, a coordenação motora de
um cirurgião, o enquadramento de um cineasta e a organização de um
administrador. Além disso, estimula o autoconhecimento necessário para usar todo
o seu potencial e o convívio social com outras pessoas ligadas ao mundo das artes,
cultura e informação.
Também estimula a paciência, a perseverança e a disciplina, qualidades tão
essenciais para se fazer um bom desenho, quanto para se destacar, para ser um
bom profissional em qualquer profissão.
Público alvo
Para crianças com idade igual ou superior a 8 (oito) anos , jovens e
adultos interessados em aprender ou aprimorar seus estudos
fundamentais sobre desenho, não havendo exigência de pré-requisito de
habilidades ou qualquer conhecimento da técnica.
Metodologia
a. Desenho cego de observação: o desenho cego é uma técnica explorada por muitos
artistas ao longo da história do desenho e trabalha especificamente a relação entre
visão e a mão, a mão que vê e desenha. A técnica original consiste em o artista
observar um objeto e desenhá-lo sem olhar para o papel. O objetivo não é fazer um
traço perfeito. Ao contrário, a graça é justamente a imperfeição dos traços.
b. Desenho com os olhos vendados: sem ver o que estão fazendo, os alunos devem fazer
seu autorretrato duas vezes, primeiro com a mão direita e depois com a mão esquerda.
Em seguida, ao verem o resultado, devem transferir os elementos mais "estranhos" dos
dois desenhos para um produto final.
c. Retrato falado: o professor, ou um aluno, descreve alguém e os outros devem fazer seu
retrato.
d. Desenho do vazio: observar o espaço vazio entre os objetos da sala ou entre as casas
e desenhar estes espaços e não os objetos.
Pasta de bordo:
É proposto uma pasta de bordo que retrate o processo de trabalho do estudante,
pesquisa e experimentação em desenho.
O mesmo deverá conter: as técnicas, registro escrito das proposições de cada aula,
estudos para realização das propostas, trabalhos realizados, sempre registrando-se a
data.
É importante que o caderno contenha: anotações de aula; esboços, estudos, ideias
gráficas.
Critérios: O caderno é reflexo do percurso de estudos, pesquisa e experimentação em
desenho;
Contemplam as atividades propostas ao longo das aulas;
Organização cronológica dos trabalhos;
Cuidado, acabamento e apresentação.
Conteúdo programático
1. Desenho cego;
2. Experimentação de técnicas e meios do desenho;
3. Texturas visuais e gráficas, hachura, gestos gráficos, grafismos;
4. Linha, superfície e perspectiva;
5. Volume, textura, luz e sombra;
6. Anatomia do desenho em geral;
7. Composição, tensão, forças, equilíbrio;
8. O desenho informal, o acaso, o gestual;
9. Expressão e representação gráfica;
10. Abordagem teórica e crítica do desenho.
Descrição das atividades
A observação visual é uma competência que pode ser bastante desenvolvida por
meio dos exercícios de observação. Convidar a observar e olhar com cuidado,
meticulosamente, ver as partes, ver o todo, ver em cima, ver embaixo, dentro, fora, são
estratégias que atendem a curiosidade que os alunos de desenho têm acerca de tudo.
Ao serem incentivados por meio de atividades de desenho que os façam observar o real, o
imaginário e todas as coisas, eles encontram um caminho de aprendizado.
Ao tomarmos uma das definições de observar que é acompanhar com os olhos
atentamente ele já nos dá o primeiro sinal do que é um desenho de observação.
Este estado atento desenvolve no observador tanto sua capacidade de ver os detalhes
como o de captar todo o espaço em que o objeto observado se encontra e as suas
relações com esse mesmo espaço. A transposição desse estado de atenção máxima para
a ação de desenhar se realiza ao transferir para o suporte seja ele qual for, aqui será o
papel, através do instrumento (o dedo, o lápis, a borracha, etc.). O conjunto de percepções
que se observou no foco de atenção escolhido.
Nem sempre o resultado é a cópia fiel daquele objeto, mas se o autor do desenho olhar
bem vai reconhecer cada passo do caminho percorrido pelo olhar no momento em que
desenhava.
Nesses exercícios o que importa é o desenvolvimento da observação e o registro deste
percurso, seja qual for o resultado.
Uma forma de aprendizagem também inclui o improviso, esta atividade propõe que
os alunos façam desenhos aleatórios combinando lugares e objetos sorteados de potes,
para abordar a criatividade de forma lúdica, como regulação emocional e assertividade. Os
alunos apresentam e discutem seus desenhos.
Cronograma de aula
Conhecendo os materiais;
Posição para segurar o lápis;
Graduação dos Lápis;
Conhecendo a aplicação de forças aos traços;
Formas geométricas básicas, tridimensionais e proporção;
Primeiros traços para a formação de desenho simples;
Partes do corpo individualmente;
Rosto completo;
Estudo com Boneco Articulado;
Anatomia humana (feminina)
Anatomia humana (masculina)
Músculos;
Sombreamento e luz;
Contorno e sombreamento a caneta;
Hachuras;
Pontilhismo;
Ponto de fuga;
Desenho de observação;
Nanquim.
Aprendendo sobre as características de cada desenho:
Chibi;
Caricatura;
Cartoon;
Realista;
Mangá;
Ilustrador;
HQ;
Doodle art.
Observações gerais
‘Este plano de ensino poderá ser alterado no decorrer das aulas, de acordo com o ritmo
individual de cada aluno. ’
Tibagi, _____ de ___________________ de 2024.
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Assinatura do candidato