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Manual de Instruções PVH - (2012-2014) PDF

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FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

Sumário
1.0 OBRIGAÇÕES DO CLIENTE / USUÁRIO. ............................................................................................................. 3

2.0 INTRODUÇÃO. .................................................................................................................................................. 4

3.0 PRENSA VIRADEIRA HIDRÁULICA - PVH ........................................................................................................... 5

5.0 DADOS PARA INSTALAÇÃO............................................................................................................................... 8

6.0 DADOS PARA FIXAÇÃO. .................................................................................................................................... 9

7.0 DISTRIBUIÇÃO DAS SAPATAS NO PISO. .......................................................................................................... 10

8.0 LUBRIFICAÇÃO................................................................................................................................................ 11

8.1 ÓLEOS HIDRÁULICOS. ................................................................................................................................. 11

8.2 Tipos de óleos hidráulicos: ......................................................................................................................... 11

8.3 VISCOSIDADE DO ÓLEO HIDRÁULICO. ........................................................................................................ 13

8.4 Cuidados no abastecimento de óleo.......................................................................................................... 14

9.0 SEGURANÇA. .................................................................................................................................................. 16

10.0 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS. ................................................................................................................................ 18

11.0 DADOS TÉCNICOS DO EQUIPAMENTO. ........................................................................................................ 19

12.0 LIGANDO O EQUIPAMENTO. ........................................................................................................................ 17

13.0 PEDESTAL DE ACIONAMENTO. ..................................................................................................................... 19

14.0 REGULAGEM GERAL. .................................................................................................................................... 20

14.1 REGULAGEM DA POSIÇÃO DE RECUO DO AVENTAL SUPERIOR............................................................... 20

14.2 REGULAGEM DE PRESSÃO DE TRABALHO. ............................................................................................... 21

14.3 REGULAGEM DO ÂNGULO DE DOBRA. .................................................................................................... 22

14.4 REGULAGEM DE VELOCIDADE DE DESCIDA (LENTO). .............................................................................. 23

15.0 PREPARANDO O EQUIPAMENTO. ................................................................................................................ 24

16.0 ESCOLHA DA FERRAMENTA. ........................................................................................................................ 25

17.0 PERFIS DE FERRAMENTAS ESPECIAIS PARA DOBRAS DE CHAPAS. ............................................................... 27


FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

18.0 DISPOSITIVO DE ELEVAÇÃO DA MATRIZ. ..................................................................................................... 28

19.0 COMPACTAÇÃO............................................................................................................................................ 31

20.0 FORÇA NECESSÁRIA PARA DOBRA. .............................................................................................................. 32

21.0 MICRO REGULAGEM DE COMPENSAÇÃO DO ÂNGULO DE DOBRA. ............................................................ 33

22.0 ENCOSTO TRASEIRO. .................................................................................................................................... 34

23.0 DOBRAS COM ÂNGULO NOVENTA GRAUS. ................................................................................................. 36

24.0 KIT DE VEDAÇÕES PARA OS CILINDROS. ...................................................................................................... 40

25.0 CHECK LIST. .................................................................................................................................................. 41


FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

1.0 OBRIGAÇÕES DO CLIENTE / USUÁRIO.

A LEITURA TOTAL DESTE MANUAL É OBRIGATÓRIA E DEVE SER REALIZADA ANTERIORMENTE Á


ENTREGA TÉCNICA DO EQUIPAMENTO.
ESTA LEITURA DEVERÁ SER REALIZADA PELO FUTURO OPERADOR, SUPERVISOR, MECÂNICO,
ELETRECISTA E DEMAIS ENVOLVIDOS NA OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DESTE EQUIPAMENTO.
ESTE MANUAL É GENÉRICO DA FAMÍLIA DE MÁQUINAS PRENSA VIRADEIRA, OBRIGATÓRIO PARA
TODOS OS MODELOS, QUANDO NA MÁQUINA SÃO INSTALADOS DISPOSITIVOS OPCIONAIS ALÉM
DESTE MANUAL, EXISTIRÁ OUTROS PARA OS DISPOSITIVOS OPCIONAIS.
OBS: A LEITURA E CONHECIMENTO DESTE MANUAL É MUITO IMPORTANTE PARA O
OPERADOR, EXECUTAR DIVERSAS OPERAÇÕES NESTA MÁQUINA, PORQUE ELE SERVIRÁ DE
ROTEIRO, NA HORA DA ENTREGA TÉCNICA, O TÉCNICO IRÁ FAZER UM ACOMPANHAMENTO NOS
TEXTOS, QUANDO EXPLICA AS FUNÇÕES DA MÁQUINA, NAS ÚLTIMAS FOLHAS TEMOS UMA LISTA
COM OS ÍTENS CITADOS E DEMONSTRADOS, ESTA FOLHA JUNTO COM UMA OUTRA FOLHA QUE É
A FICHA ONDE O TÉCNICO PREENCHERÁ ALGUNS DADOS DO OPERADOR, APÓS PREENCHIDAS E
CARIMBADA, SERÃO DESTACADAS E ENVIADAS PARA O FABRICANTE NO SETOR DE ENTREGA
TÉCNICA PARA ENTRAR EM VIGOR A GARANTIA DE FÁBRICA DA MÁQUINA, AMBAS AS DUAS
CONTÉM OUTRA VIA QUE FICARÁ ANEXADA NO MANUAL.
FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

2.0 INTRODUÇÃO.

A empresa BRAFFEMAM - Fábrica Brasileira de Máquinas e Artefatos Metalúrgicos LTDA, é uma


empresa brasileira que atua no mercado a mais de 20 anos, localizada em Campo Largo - PR.

PREZADO CLIENTE.
É uma enorme satisfação estar entregando mais uma máquina de nossa linha de fabricação,
recomendamos, o conhecimento e leitura deste manual de instrução à todos os envolvidos na utilização
desta máquina, às informações contidas nele influenciará na aplicação, desempenho e conservação, que
julgamos ser muito importante no seu processo produtivo.

ATENÇÃO: É OBRIGATÓRIO LER ESTE MANUAL ANTES DE QUALQUER AÇÃO REFERENTE À


PRENSA VIRADEIRA HIDRÁULICA.

Os direitos contidos neste manual, incluindo os de duplicação e distribuição, são de propriedade da


BRAFFEMAM – Fábrica Brasileira de Máquinas e Artefatos Metalúrgicos LTDA, a qual tem o direito de agir
legalmente contra qualquer ação imprópria.
FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

3.0 PRENSA VIRADEIRA HIDRÁULICA - PVH


Equipamento que faz uso de energia hidráulica para produzir dobras em chapas de materiais metálicos.

Alça de elevação.

Avental superior
Quadro de comando.

IHM de comando

Grade de proteção lateral

Encosto traseiro
Ferramenta superior ou punção

Avental inferior. Ferramenta inferior ou matriz.

Sapata de fixação.

Pedestal

Pedal de acionamento
FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

DADOS DE TRANSPORTE
Como as prensas viradeiras possuem o centro de gravidade muito alto em relação à base, os riscos de
tombamento durante o transporte são elevados. Por esta razão alguns cuidados devem ser tomados no momento
de transportar o equipamento, mesmo para movimentações internas, ou nos casos de mudanças de layout, e
transportes externos, em caminhões.
No transporte com caminhões a fixação do equipamento deve ser realizada com fitas apropriadas para a
carga, o ponto de ancoragem das fitas deve ser na estrutura da carroceria e não nas grades da carroceria.
Devem ser evitados terrenos com inclinação lateral, pois o risco de tombamento do equipamento
juntamente com o caminhão nessa condição é muito grande devido ao centro de gravidade ser elevado neste
tipo de equipamento.

O transporte pode ser realizado por guindastes ou pórtico com talhas, desde que apresentem capacidade
de carga maior do que o peso do equipamento. O peso do equipamento está especificado na tabela de
características técnicas ou também na placa de identificação da máquina.
No caso de transporte dentro de barracões podem ser utilizados equipamentos com rodas (tartarugas,
roletes) para serem instalados sob o equipamento, mas verifique a capacidade de carga e respeite as normas
do fabricante das mesmas, pois há o risco de um travamento das rodas do mesmo em imperfeições do piso ou
até mesmo falhas na estrutura do piso de maneira que o piso quebre, e o equipamento tombe. No caso de um
tombamento o risco é muito grande devido à massa envolvida. Nestes casos aconselhamos que a torre ou lança
do guindaste, acompanhe dando apoio segurando nas alças de suspensão, nas manobras enquanto a
máquina desliza sobre as rodas, aumentando a segurança nas operações de remoção.
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Ao transportar tomar cuidado com a tubulação e conexões, não amarrar cordas ou ganchos.
O transporte ou similar deve dispor para viagem lonas à prova de água, para possíveis chuvas no
trajeto.

O caminhão ou similar não poderá fazer nenhum tipo de manobra com a máquina desamarrada,
mesmo que seja no local de entrega.

Alças de fixação para elevação.


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5.0 DADOS PARA INSTALAÇÃO.

A precisão da prensa viradeira hidráulica modelo PVH é dependente de sua instalação. As tolerâncias
de fabricação somente poderão ser garantidas se a máquina estiver instalada corretamente.
Quando a máquina for instalada, sua fiação deve ser levada em consideração o comprimento e
diâmetro do cabo e sua possível perda de tensão conforme normativa NR10.
As especificações da instalação elétrica devem respeitar a norma NR10.
A fiação elétrica deve ser dimensionada de maneira a suportar a corrente e tensão máximas do
equipamento.
É obrigatório aterrar a máquina com haste de cobre instalado nas proximidades da máquina conforme
NR10.
A tensão da rede elétrica no local de instalação deve ser a mesma indicada no selo plotado no painel
de comando na lateral da máquina.
No motor elétrico, no seu corpo próximo a caixa de fiação, a plaqueta informativa do consumo em amperes
e outras informações importantes sobre o motor do próprio fabricante, é muito importante que o eletricista
instalador tenha conhecimento desta plaqueta, para ajudar a dimensionar a rede elétrica no local de instalação
da máquina.
Não ligar a máquina sem por óleo no reservatório conforme instruções do manual. Observe no motor
principal a seta de identificação de giro do motor.
Não deixe o motor girar no sentido contrário da seta de identificação de giro por mais de três segundos.
Quando o motor girar no sentido contrário por mais de três segundos, pode romper o retentor do eixo
principal, fundir os mancais da bomba e jogar partículas de metais no circuito hidráulico.
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6.0 DADOS PARA FIXAÇÃO.


O piso no qual será instalada a prensa viradeira deverá ser de concreto de boa qualidade e ter no mínimo
50 cm de profundidade, com 50 cm de largura com o parafuso de fixação no centro deste bloco, de maneira que
suporte o peso da máquina através dos pontos de fixação.
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7.0 DISTRIBUIÇÃO DAS SAPATAS NO PISO.

MEDIDA A: MEDIDA B: _

NOTA: Outro dado importante para levarmos em consideração, é o espaço físico de circulação ao
redor da máquina, de modo que possibilite o acesso na parte inferior traseira da máquina e
abertura dos portões de segurança instalados nas laterais da máquina.

O local deve ser ambiente livre da ação do tempo, mas ventilado e iluminado.
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8.0 LUBRIFICAÇÃO.
A correta lubrificação é fundamental para a conservação das características de desempenho da prensa
viradeira hidráulica BRAFFEMAM. Uma lubrificação eficiente garante uma vida útil das partes móveis, de
maneira a diminuir as intervenções de manutenção. As informações apresentadas neste plano de lubrificação
devem ser seguidas rigorosamente.

8.1 ÓLEOS HIDRÁULICOS.

O óleo hidráulico tem além da função de transferência de energia da bomba até a haste do atuador, a
lubrificação dos componentes hidráulicos, a condução dos contaminantes do sistema até o filtro ou reservatório, a
troca térmica com o ambiente, vedação nas folgas das partes móveis do sistema. Portanto, para que estas
funções sejam cumpridas com eficiência algumas regras devem ser respeitadas.
Sempre utilizar óleo dentro das especificações do fabricante. Nunca misturar óleos de viscosidades
diferentes.
Nunca misturar óleos de fabricantes diferentes.
A temperatura ideal de trabalho para sistemas hidráulicos é entre 45 e 65ºC. Requisitos básicos que um
óleo hidráulico deve atender:
Resistente a contaminação por água (emulsificação) Resistência à oxidação.
Bom desempenho contra desgaste.
Bom comportamento antiespumante.
Não pode atacar vedações do sistema hidráulico
Boa aditivação anticorrosiva.

8.2 Tipos de óleos hidráulicos:


Óleos minerais: A grande maioria dos óleos hidráulicos é fabricada a base de óleos minerais (refinado
de solventes parafínicos). Para melhorar o desempenho adiciona-se melhoradores de índice de viscosidade,
aditivos anticorrosivos, antioxidantes, aditivos EP (extrema pressão), inibidores de espuma e demulgadores.
Óleos minerais tratados São óleos minerais fabricados através de um processo especial de hidro-
craqueamento. A diferença destes óleos perante óleos minerais convencionais é a alta resistência à oxidação e a
envelhecimento. Eles são livres de hidrocarbonetos não saturados. Sendo assim, eles não absorvem o oxigênio
do ar.
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Óleos sintéticos e m geral são óleos a base de Polialfaoleofina (PAO). Estes óleos não tóxicos podem
ser usados em sistemas hidráulicos que solicitam baixa fluidez e alto ponto de fulgor. A vida útil longa destes
lubrificantes reduz o consumo e o custo de manutenção. Estes óleos sintéticos tem cada vez mais importância na
indústria alimentícia e farmacêutica.
Obs.: O óleo não acompanha a máquina e é de responsabilidade do cliente o fornecimento do mesmo.

Deve ser utilizado óleo hidráulico


ISO 68.
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8.3 VISCOSIDADE DO ÓLEO HIDRÁULICO.

A maioria dos óleos hidráulicos são formulados com viscosidades de ISO 32, 46 ou 68. Com o tempo de
uso e a influência de umidade a viscosidade do óleo tende a aumentar devido à emulsificação de água no óleo,
fato que ocorre muito nas indústrias de alimentos aonde ocorre à limpeza dos equipamentos diariamente com
água pressurizada e detergentes, contaminando assim o óleo hidráulico.

Bocal de enchimento, localizado na parte superior do


reservatório de óleo.
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8.4 Cuidados no abastecimento de óleo.

Colocar via bocal de enchimento, localizado na parte superior do tanque, o bocal de enchimento tem como
proteção de corpos estranhos uma peneira no seu interior.
Quando na colocação de óleo, usar moto bomba para sugar o óleo do tambor até o tanque, antes verifique
a possibilidade de contaminação, devido a resíduos que podem estar nas mangueiras restante da última
aplicação deste equipamento.
Quando o tambor de óleo for de 200 litros, o óleo não for bombeado (injetado) dentro do tanque,
deve-se usar funil e recipiente (balde) para colocar manualmente, mas, ambos devem ser esterilizados e bem
limpos para evitar a contaminação.
A quantidade de óleo indicada pelo fabricante pode variar um pouco, porque na fábrica é colocado
óleo nas máquinas para testá-las, depois ele é retirado, mas sempre fica um pouco no interior do tanque, dentro
dos cilindros e unidade hidráulica.
Para facilitar o processo use uma escada do tipo independente aquelas de duas pernas de apoio de modo
a não se encostar-se à máquina, mas que tenha altura suficiente e fique bem próximo da máquina.
Em caso de derramar acidentalmente o óleo em cima do tanque, limpe imediatamente, mesmo quando for
bastante quantidade não tente reaproveitar, pois o mesmo no processo pode se contaminar.
A quantidade de óleo é medida pelo visor instalado na lateral da máquina, quando a máquina estiver com
seu avental superior com todo o recuo para cima a leitura do nível de óleo no visor deve ser ao meio.
O nivelamento do piso de ancoragem da máquina deve ser de boa qualidade porque pode influenciar no
nível de leitura do visor.
É normal quando efetuar o movimento desce do avental superior no fim deste percurso pode alterar um
pouco o nível de óleo para menos do meio no visor de óleo.
Quando não respeitado o nível de óleo, colocando apenas um pouco de óleo no reservatório, não
chegando se quer a marcar o nível de óleo no visor e ligar o motor principal, pode trazer sérios danos na máquina
como: danificar a bomba hidráulica e a mesma neste processo depositar partículas de metal no sistema
hidráulico afetando funcionamento da máquina.
O excesso de óleo, neste caso o nível de leitura do visor fica cheio completo bem acima do ponto de
leitura, o sintoma aparecerá quando movimentar o avental superior, o óleo pode transbordar, vazar e escorrer
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pelas tampas de inspeção do tanque, bocal de enchimento e base do bloco, neste caso de super abastecimento
pode acontecer da mangueira do dreno de ar do cilindro principal que está ligado dentro do tanque sugar
parte deste excesso de óleo e aparentar um falso vazamento pela haste do cilindro.

Visor de óleo sextavado.


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9.0 SEGURANÇA.
As prensas viradeiras produzidas pela BRAFFEMAM atendem às normas de segurança vigentes.
Medidas de segurança que devem ser respeitadas durante a operação:
Usar somente chapas com espessura abaixo ou igual à espessura máxima especificada para o
modelo de máquina adquirido conforme tabela exposta na lateral da máquina.
Na seleção de espessura levar em consideração a espessura máxima para cada tipo de material
específico, pois dependendo da liga ou do material, as chapas apresentam diferentes durezas.
Nunca dobrar vários pedaços de chapa ao mesmo tempo, pois os mesmos podem se sobrepor,
resultando num desgaste prematuro da ferramenta ou amassamento e quebra das mesmas.
Nunca operar o equipamento sem seus dispositivos de segurança ou com os mesmos desativados ou
desabilitados.
As grades de segurança estão presentes em dois pontos, a primeira protege a parte traseira da máquina,
isolando totalmente a área de movimentação do encosto, evitando a entrada de pessoas. Esta grade está
equipada com sensor de fechamento da mesma, de maneira a não permitir qualquer movimento das partes
móveis da prensa enquanto a grade de segurança traseira estiver aberta. Não é permitido que seja fechada a
grade com pessoas na parte interna da máquina. A eliminação desse sensor de segurança da grade traseira ou o
desligamento do mesmo implica em alteração no projeto original da máquina, o que não é permitido. Qualquer
alteração na máquina isenta o fabricante de responsabilidades sobre o projeto e o bom funcionamento do
equipamento.

Grade de proteção traseira do


equipamento.
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NOTA: A segurança ao operar a prensa viradeira está ligada diretamente com o processo produtivo.
Pensando desta forma devem ser analisadas as condições de risco de cada peça, de cada dobra, do
ambiente de trabalho da organização dos materiais das chapas que vão ser dobradas e a estocagem
das peças dobradas que podem contribuir para um acidente.

Nas duas laterais da máquina existem grades móveis. Essas grades são móveis para facilitar a
troca de ferramenta, mas não devem ser removidas.
A dobradeira hidráulica utiliza dispositivos detectores de presença optoeletrônico laser para proteção da
zona de trabalho com tarefas de múltiplas dobras, condicionada a características e limitações da máquina em
função da disponibilidade de baixa velocidade, inferior ou igual a 10 mm/s.
Para mais informações referente ao dispositivo de proteção optoeletrônico, verificar manual específico
enviado a parte.

Grade de proteção lateral do equipamento.


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10.0 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS.

As prensas viradeiras fabricadas pela BRAFFEMAM são dotadas de algumas características que as
diferenciam em qualidade e produtividade em relação a outros produtos disponíveis no mercado.
Entre estas características estão: Velocidade;
Recuo do avental superior regulável;
Interface de fácil compreensão do operador;
Entre outras vantagens.
Quanto à velocidade, disponibilizam três velocidades diferentes sendo: Velocidade de aproximação;
Velocidade de trabalho;
Velocidade de retorno;
A velocidade de aproximação é a velocidade de descida do avental superior, desde o início do curso,
até a ferramenta punção encostar-se à chapa a ser dobrada.
A velocidade de trabalho é a velocidade que ocorre durante a execução da dobra.
A velocidade de retorno é a velocidade que ocorre durante o recuo do avental superior, logo após o
término da dobra. Esta é a maior de todas as três velocidades citadas.
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11.0 DADOS TÉCNICOS DO EQUIPAMENTO.


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12.0 LIGANDO O EQUIPAMENTO.


Para ligar a prensa viradeira PVH devem-se verificar os seguintes itens: Fixação da máquina.
O visor do tanque de óleo deve estar com a marcação de nível do óleo ao meio. Alimentação elétrica.
Rotação do motor. Instalação da ferramenta. Condições de segurança.
Material está correto e dentro das especificações para o equipamento utilizado.

Painel móvel.

Botão duplo iluminado, situado no painel


elétrico fixo.
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Botão de seleção – modos de comando.

Botão de rearme.
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13.0 PEDESTAL DE ACIONAMENTO.

As PVH’s também são equipadas com pedestal de comando. Nesse pedestal estão montados o pedal de
acionamento, a botoeira de emergência.
O pedal de acionamento está localizado na parte inferior do pedestal e possibilita três funções diferentes:
Na posição de descanso (sem ser acionado) manda sinal para o painel elétrico comandar a subida do
avental superior, deixando-o na posição todo recuado ou no ponto regulado como posição de parada superior.
Regulado pela manopla de regulagem do ponto de parada superior.
Acionando a plataforma do pedal de maneira a atingir o final do curso da mesma, tem-se o sinal
elétrico para o painel comandar a descida do avental até o limite regulado no CLP.
Quando a plataforma do pedal é retornada de maneira a atingir uma posição intermediária (horizontal) o
sinal de descida é interrompido o de subida não é enviado, de maneira a possibilitar paradas intermediárias em
qualquer ponto do curso de descida ou subida.

NOTA: A plataforma do pedal por motivo de segurança não oferece condições de acionamento
acidental não intencional por vias laterais de seu corpo, por que a forma construtiva de sua
carenagem impossibilita esta ação e valida o acionamento intencional sempre frontal do pedestal
tornando, a ação mais segura. O pedal de comando oferece como segurança em uma ação de
descida quando a plataforma deixa de ser acionada, o recuo do avental é automático.
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Botão de emergência

Botão – Ponto neutro.

Pedal de comando.
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14.0 REGULAGEM GERAL.

14.1 REGULAGEM DA POSIÇÃO DE RECUO DO AVENTAL SUPERIOR.

Esta pode ser regulada através de uma manopla, que regula a posição de fim de curso superior do avental
superior, e está localizada na parte lateral direita próxima a carenagem superior da máquina. A razão desta
regulagem é para diminuir a abertura “A” entre o punção e a matriz. Esta abertura é regulada de acordo com a
aba do perfil a ser dobrado, de maneira a permitir o manuseio da peça dobrada e diminuir o tempo de
confecção das peças, ganhando em produtividade.

Conjunto de regulagem do curso do avental.

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14.2 REGULAGEM DE PRESSÃO DE TRABALHO.


Todas as prensas viradeiras BRAFFEMAM convencional permitem a regulagem de pressão máxima de trabalho
(pressão principal). Entre alguns dos benefícios que o procedimento correto de regulagem da pressão de
trabalho oferece, estão: A economia de energia elétrica e vida útil dos componentes hidráulicos prolongada.
Todos os modelos acima de 100 Tons de força de dobra estão equipados com manômetro com glicerina e
válvula isoladora de manômetro, para leitura da pressão regulada no sistema hidráulico, conforme mostra a
figura.
As máquinas saem da fábrica com um valor de pressão máxima regulada, isto não impede que a mesma seja
ajustada para um valor menor do que o regulado em fábrica, desde que respeite o valor máximo em toneladas
de força em ação para efetuar a dobra na chapa conforme citado na Tabela e um valor mínimo necessário para
a execução da dobra.

Manometro para leitura de pressão

Girar a manopla para possibilitar a leitura do manometro

Girar a manopla para fazer ajuste de pressão

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FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

14.3 REGULAGEM DO ÂNGULO DE DOBRA.

O ângulo da dobra é determinado pelo curso de deslocamento do avental superior, seu limite de descida
pode ser regulado alterando os ângulos de dobra.
O limitador fica instalado dentro do cilindro e seu deslocamento pode ser efetuado via botoeira de
comando situado na IHM. O deslocamento é efetuado simultaneamente nos dois cilindros por meio de eixo cardã.
No eixo está instalado um dispositivo que possibilita a micro regulagem individual para correção do ângulo
na comparação da dobra do lado esquerdo com o direito da peça dobrada.

Dispositivo de micro regulagem.

NOTA: Maiores explicações da regulagem do dispositivo nas páginas seguintes em operando


o equipamento.

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FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

14.4 REGULAGEM DE VELOCIDADE DE DESCIDA (LENTO).


Todas as prensas viradeira BRAFFEMAM possuem duas velocidade de descida, velocidade de
aproximação (rápido) e velocidade de trabalho (lento) como já mencionamos anteriormente, mas em certas
ocasiões em algumas dobras é necessário fazermos todo o percurso de descida do avental superior em
velocidade de movimento lento com se fosse a velocidade de trabalho desde o inicio do percurso do curso de
descida como por exemplo : quando vamos preparar a máquina e analisar uma possível colisão da aba do perfil
com o ferramental, suavizar o efeito basculante da chapa, quando executamos dobras estreitas em chapas
compridas, na centralização de dobra por traçagens, entre outras situações.
Esta velocidade intermediaria chamamos de movimento lento, o acionamento desta velocidade lenta são
executado manualmente via manopla instalada no conjunto de regulagem de curso do avental situado na lateral
da máquina.

Manopla de regulagem do momento de regulagem do lento.

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FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

15.0 PREPARANDO O EQUIPAMENTO.


A prensa viradeira hidráulica- PVH, tem como principal finalidade realizar dobras em chapas
metálicas, através do movimento vertical do avental superior (martelo). No avental superior em sua extremidade
inferior, está localizado o alojamento da ferramenta, o qual fixa a parte superior da ferramenta de dobra no avental
superior, de maneira a transmitir toda a força aplicada no avental superior pelos cilindros hidráulicos à
ferramenta de dobra durante a execução das dobras.
A ferramenta superior é conhecida como punção ou ferramenta macho a qual é fixada no avental superior
da máquina e ferramenta inferior é conhecida como prisma, matriz ou ferramenta fêmea e é instalada no avental
inferior, de maneira a servir como suporte ao material durante a operação de dobra.
Ao realizar uma operação de dobra, alguns parâmetros devem ser considerados no ajuste do
equipamento
PVH, de modo que a dobra seja realizada com qualidade e segurança do operador e do equipamento.
Parâmetros a serem verificados e ajustados antes de realizar uma dobra:
Escolha da ferramenta (punção e matriz), instalação e preparação da ferramenta, pressão de dobra,
ângulo de dobra.

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FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

16.0 ESCOLHA DA FERRAMENTA.


A escolha da ferramenta deve ser realizada de modo que a geometria da peça a ser dobrada não colida
com a ferramenta, impossibilitando a execução das dobras necessárias para a confecção da peça desejada. A
figura abaixo mostra um exemplo de colisão entre a peça e a ferramenta durante a operação de dobra, e também
um exemplo de um punção, o qual possibilita a execução da peça em questão.

ERRADO: PONTO COLISÃO CORRETO: FERRAMENTA COM CAVA

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FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

EXEMPLO DE PERFIL DO PUNÇÃO QUE PERMITE A DOBRA SEM COLISÃO.

A ferramenta superior (punção) pode ser confeccionada de diferentes formatos, conforme a necessidade da
dobra a ser executada. A ferramenta inferior (matriz) é confeccionada com vários V, canais para dobras.

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17.0 PERFIS DE FERRAMENTAS ESPECIAIS PARA DOBRAS DE


CHAPAS.
A ferramenta inferior geralmente é construída em perfil quadrado ou retangular, de modo a possibilitar a
construção de canais em todos os lados para a execução da dobra. Estes canais estão dispostos na grande
maioria das vezes no formato de “V”, com diferentes ângulos e aberturas destes “V”.

NOTA: O punção e a matriz sempre devem ser aplicados respeitando a montagem em

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FÁBRICA BRASILEIRA DE MÁQUINAS E ARTEFATOS METALÚRGICOS LTDA.

18.0 DISPOSITIVO DE ELEVAÇÃO DA MATRIZ.


As prensas viradeiras hidráulicas com força de dobra igual ou superior a 100 toneladas possibilitam
o manuseio da matriz (ferramenta inferior) através do movimento de subida do avental superior, suspendendo a
matriz com o auxilio de um dispositivo presente nas laterais do avental superior e também na matriz ( em todas
as ferramentas produzida pela BRAFFEMAM ). Para esta operação acionamos o movimento lento, efetuamos
o movimento desce aproximadamente uns dez milímetros da face do V da matriz acionamos a botoeira de
parada, neste ponto engatamos a correte de elevação acionamos a botoeira para liberar a subida. Após a
suspensão da matriz a mesma deve ser girada em torno de seu eixo longitudinal para permitir a escolha da face
que ficará virada para cima. Escolhida a face superior da matriz, aciona-se o pedal de maneira a descer o
avental superior até que a matriz esteja inteiramente apoiada na mesa de apoio do avental inferior. Aciona-
se a botoeira de parada e retiram-se as correntes de elevação . Para prensas viradeiras de capacidade menor do
que 100 Tons este procedimento é realizado manualmente.

NOTA: Realizar esta operação para suspender a ferramenta sempre na velocidade lenta na operação
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de descida.
A mesa de apoio da matriz montada sobre o avental inferior possui instalada em si as manoplas reguladoras,
que possibilitam a regulagem do alinhamento entre o centro do punção e o centro do canal “V” presente na matriz.
Também acompanha a máquina o conjunto de mesa compensadora ajustada por cunhas, onde além de poder
compensar a deflexão natural que ocorre durante o ciclo de dobra, também é utilizada para realizar o ajuste fino
do ângulo desejado.

Manoplas de regulagem.

Parafuso de regulagem da mesa compensadora.

As figuras abaixo apresentam a maneira correta de como devem estar as ferramentas após este
alinhamento e a apresenta um exemplo da maneira incorreta.

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FERRAMENTA FORA DE CENTRALIZAÇÃO FERRAMENTA CENTRALIZADA

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Para proceder a montagem do punção no avental superior deve-se respeitar o seguinte procedimento:
coloca- se o punção no seu alojamento pela lateral da máquina, com movimento horizontal. Para realizar este
procedimento de colocação da ferramenta é necessário descer o avental superior até uma posição tal, que a
folga entre o fundo do V da matriz em relação ao fundo do alojamento da ferramenta no avental seja,
aproximadamente 8mm de folga maior que a altura da ferramenta superior, a intenção é colocar inicializando o
movimento de colocação pelo topo, em uma das extremidades e introduzindo o resto como se fosse fechar uma
gaveta, na hora de sua retirada realizamos a operação inversa. Após a colocação do punção no alojamento é
necessário o aperto dos parafusos dos pendentes (dispositivos que servem de suporte da ferramenta superior)
distribuídos na régua de fixação da ferramenta. Após a fixação dos parafusos sobe-se o avental superior e logo
após inicia-se a descida do mesmo para um ponto próximo do fundo do V da matriz, de maneira a verificar a
centralização do centro do punção com o centro do fundo do “V”.
Depois de concluída a centralização, faz-se a compactação da ferramenta no alojamento, para eliminar
folgas entre a base de apoio e alojamento de fixação da ferramenta superior.

Pendentes.

Parafusos de fixação da ferramenta nos pendentes.

Ferramenta superior.
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19.0 COMPACTAÇÃO.

A compactação só pode ser executada após a centralização da ponta da ferramenta superior em relação
ao fundo da ferramenta inferior do V de dobra, a compactação é feita para compactar, unir eliminar as possíveis
folgas em toda a área de apoio entre o alojamento da ferramenta e a base superior da ferramenta superior,
que ficará enclausurada no alojamento, este procedimento de eliminação das folgas é importante porque a
presença de folga pode interferir na qualidade da dobra, transmitindo esta imperfeição para peças dobradas,
principalmente quando a chapa a ser dobrada for espessura bem fina, ondulações ficam mais visíveis.
Girando o volante manual situado na lateral da máquina ou via botoeira conforme o modelo de máquina,
executamos o movimento desce no curso mecânico da regulagem da profundidade aproximadamente 30
voltas, em seguida acionamos o pedal de comando no movimento desce, pressurizando a ferramenta superior
contra a inferior ainda com a máquina pressurizada acionamos a botoeira B3 que desliga o comando de decida
sem desligar o motor, esta botoeira está presente nas máquinas com a capacidade igual ou superior a 100
toneladas, nos modelos de capacidade inferior é necessário desligar o motor no ato da pressurização, em
seguida aperte todos os parafusos da régua do alojamento, ligue a máquina e deixe na posição de recuo para
cima, desligue e análise o próximo passo.

Sem folga

NOTA: É necessário que o alojamento e a ferramenta estejam limpos, ou seja, sem a presença de
corpos estranhos, sujeiras que possam interferir na compactação de ambos. Este procedimento de
compactação deve ser executado com muito cuidado e nunca deve ser realizado com ferramentas
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menores do que 2/3 do comprimento do avental superior ou com ferramentas especiais.

20.0 FORÇA NECESSÁRIA PARA DOBRA.

Para selecionar a força de dobra na tabela, são necessários alguns dados da peça a ser dobrada.
Estes dados são:
Espessura da chapa = E em mm
Dimensão (V da abertura do canal V da matriz) = V em mm. Raio de dobra = R
Comprimento de dobra (Aba da peça) = B
Resistência do material da chapa a ser dobrada em kg/mm2
A largura do “V” deve ser entre 8 à 12 vezes a espessura da chapa.
Dobras com canto vivo somente devem ser executadas com chapas de espessuras até 2mm, a força
de dobra deve ser 30% maior do que a força expressa na tabela.
Quando executada em uma única operação duas dobras, a força de dobra deve ser 60% maior do que a
força expressa na tabela.
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21.0 MICRO REGULAGEM DE COMPENSAÇÃO DO ÂNGULO DE


DOBRA.

É necessária para corrigir e igualar o grau da dobra do lado esquerdo e do lado direito. O ângulo de
dobra vem aferido de fábrica, mas sabemos que vários fatores podem influenciar, como por exemplo: pequenas
variações na bitola (espessura) oxicortada, desengate do ferramental, quando inicia outro lote de peças cujo
comprimento (extensão) espessura, e material não sejam diferentes do lote anterior, entre outros fatores.
A micro regulagem é realizada por meio de um dispositivo instalado no eixo cardã, situado na parte superior
da máquina e no interior da mesma, próximo à carcaça do cilindro, a sua finalidade é possibilitar a regulagem do
ângulo independente, mas nunca deve exagerar no número de voltas com o dispositivo acionado, no máximo
cinco voltas por vez a cada teste de dobra, veja mais alguns detalhes do acionamento do desengate do
dispositivo, na plaqueta fixada ao lado do dispositivo.

DISPOSITIVO MICRO REGULAGEM PLAQUETA DE REGULAGEM


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22.0 ENCOSTO TRASEIRO.

Antes de efetuarmos uma dobra devemos estar ciente do ponto onde queremos a dobra, este ponto
definirá o tamanho da aba da peça (perfil).
Basicamente o ponto de dobra deve ser alinhado com a ponta da ferramenta superior de duas formas:
Alinhamento referindo-se por risco traçado.
Alinhamento do ponto de dobra usando o encosto traseiro.
Alinhamento referindo-se por risco traçado acontece geralmente quando desejamos fazer uma única peça
ou um lote muito pequeno, o operador risca com o riscador para chapas metálicas a medida desejada e desce a
máquina no movimento de descida lenta para facilitar a centralização no traço riscado executa a dobra, neste
caso a medida pode sofrer pequenas alterações depende muito da centralização e tolerâncias nas medidas
permitidas na peça a ser dobrada, não é aconselhado para produção em série de dobras.

O segundo modo, alinhando o ponto de dobra usando o encosto traseiro.

O deslocamento é motorizado e acionado via botoeira na IHM. O encosto traseiro tem instalado na sua
parte superior uma régua guia (tipo rabo de andorinha) que trabalha em conjunto com o batente da chapa que é
o ponto de encosto da aba do perfil (chapa antes da dobra) ele pode deslizar paralelamente à ferramenta
inferior sobre a guia e facilmente mudar de posição em toda a extensão da régua guia. Para garantir sua
fixação, basta girar a manopla no sentido horário.
Todos os modelos são equipados com dois batentes de chapas, que também poderão ser chamados
de dedos ou topes. Além destes recursos eles oferecem regulagens de altura, também proporcionam um pequeno
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curso no sentido longitudinal com possibilidade de regulagem fina, ótimo para correção de paralelismo de dobra e
ação basculante, na extremidade da ponta do batente existe um furo que permite a fixação de uma régua de
apoio ou se necessário poderá alongar o mesmo.
O encosto traseiro é recomendado para fabricação de peças em série.
Para executar uma dobra lembre-se que o ponto zero do batente da chapa deve ser referenciado pela
ponta da ferramenta superior ou pelo meio do V de dobras.
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23.0 DOBRAS COM ÂNGULO NOVENTA GRAUS.

Na maioria das vezes as dobras nas chapas metálicas são de noventa graus, o ferramental standard que
acompanham as máquinas tem ferramenta superior com cava lateral e ferramenta inferior com diversas
medidas da abertura do V de dobra, possibilitam executar dobras em vários bitolas de chapas, desde que se
respeitem sempre as regras da tabela de dobra, mas até noventa graus, dobras com os ângulos mais abertos que
noventa graus podem ser executado com este ferramental, neste caso às vezes dependendo da bitola da
chapa pode ocorrer imperfeições no perfil da chapa dobrada porque graus com abertura maior que noventa graus
ficam mais distantes do grau na ponta da ferramenta superior e inferior no V de dobra, no curso final da
dobra.
Depois de concretizados os passos anteriores, vamos citar uma medida de segurança importantíssima
para não danificar o ferramental, é nunca depositar material na área de prensagem sem antes descer a
máquina em vazio até o fim do curso, sem material para dobrar na área de prensagem e analisar a folga entre a
ferramenta superior e inferior, deve ser pelo menos de duas espessura e meia em relação à chapa a ser
dobrada. Desta forma evita o esmagamento que podem danificar o ferramental, quando esta medida da folga for
menor, faça o movimento de subida do avental superior e use o volante ou botoeira conforme o modelo da
máquina, e regule o final do curso da descida do avental superior conforme a folga desejada.
Vamos recapitular os passos anteriores antes de efetuarmos a dobra certificando-se de que houve:
Verificar a força necessária para dobra.
A escolha da ferramenta adequada, para não colidir com aba do perfil no avental superior da máquina.
A escolha do V conforme espessura da chapa, utilizando informações da tabela. A centralização da
ferramenta superior com a inferior.
A compactação do ferramental.
Saber o grau da chapa a ser dobrada. Deixar a folga mínima necessária.
Saber onde vai ser o ponto de início da dobra usando o encosto traseiro ou traçagens.
Depois de checadas as informações acima citadas vamos dar inicio à dobra, o material a ser testado nesta
entrega técnica seria ideal que fosse no comprimento da ferramenta superior ou bem próximo do comprimento
para aferirmos com mais precisão o lado direito e esquerdo da dobra , com a chapa depositada na área de
prensagem acionamos o movimento de descida do avental superior até seu limite de curso, como havíamos
predestinado antes, a folga entre as ferramentas deve ter duas espessura e meia da chapa a ser dobrada. O
ângulo da dobra não chegou aos noventa graus o que já era previsto, neste momento deve-se puxar o perfil para
a direita, um pouco para fora da matriz, mas sem retirá-lo do V somente a ponta para fora, Utilize o goneômetro
(instrumento que se usa para verificar ângulos) para fazer a medição do grau da dobra do lado direito e
compare com o lado esquerdo, caso estiverem diferentes use o dispositivo da micro regulagem independente
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dos cilindros conforme já explicamos anteriormente aumentado o curso de descida no lado em que a dobra
estiver mais aberta, de mais duas voltas no volante, (sem acionar o dispositivo) para aumentar um pouco mais o
curso, efetue a dobra novamente, verifique o grau nas duas extremidade do perfil mais uma vez, se necessário
repita a operação.

NOTA: Quando mudar o tipo de material galvanizado, chapa fina quente, chapa fina fria, chapa
minimizada chapa de alumínio, latão, cobre, bronze etc mesmo sendo da mesma espessura ou
procedência de outro fornecedor poderá sofre alterações nos graus e medidas, mudanças no
comprimento do perfil também podem dar pequena alteração no grau da dobra.
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Folga mínima de Goneômetro


segurança duas comparar lado
espessura e meia esquerdo com o
direito

NOTA: O procedimento citado acima faz parte da preparação da máquina para executar lotes de
peças. O não comprimento destas regras pode comprometer o lote de peças dobradas, também
é necessário conferência por amostragem varias vezes por dia, dependendo do número de peças
do lote e quantidade de dobra por peças.
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Diagramas elétricos impressos a parte.


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24.0 KIT DE VEDAÇÕES PARA OS CILINDROS.

MÁQUINA CILINDROS KIT VEDAÇÃO DATA OBSERVAÇÃO

PVH 2050 CL 25

PVH 3080 CL 40

PVH 30130 CL 75

PVH 40130 CL 75

PVH 30150 CL 75

PVH 40150 CL 75

PVH 30220 CL
150
PVH 40220 CL 150

PVH 30300 CL 150

PVH 40300 CL 150


PVH 40400 CL 200
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25.0 CHECK LIST.


Resumo dos itens e temas abordados desta máquina, contido neste manual para o operador:

EMPRES MODELO DA MÁQUINA Nº OPCIONAL DATA


A

ITENS ITENS DEMONSTRADOS PELO TÉCNICO NA SIM NÃO VISTO DO


ENTREGA DA MÁQUINA, CONFORME O OPERADO
OK RESTRIÇOES
MANUAL R
01 Instalação elétrica / fiação

02 Fixação e nivelamento

03 Óleo / lubrificação

04 Segurança

05 Ligando à máquina

06 Pedestal de acionamento

07 Regulagem da posição de recuo do avental superior

08 Procedimento da regulagem pressão de trabalho

09 Regulagem do ângulo da dobra

10 Regulagem de velocidade de descida no lento

11 Preparando o equipamento

12 Escolha da ferramenta colocação das mesmas

13 Dispositivo de elevação da matriz

14 Compactação

15 Tabela de pressão de dobra

16 Micro regulagem de compensação do ângulo

17 Encosto traseiro

18 Dobra em noventa graus

OBSERVAÇÃO:

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