Homeostase e Membrana Celular
A homeostase é a capacidade dos organismos de manter um ambiente
interno relativamente estável, mesmo quando ocorre mudanças externas.
Dentro das células, essa estabilidade é essencial para que tudo funcione
direito e, assim, o organismo como um todo também funcione bem. A
membrana celular, ou membrana plasmática, é uma parte fundamental
desse processo. Ela é feita de uma bicamada de lipídios e tem proteínas,
colesterol e carboidratos misturados. Essa membrana age como uma
barreira que controla o que entra e sai, permitindo a passagem de íons,
moléculas e nutrientes entre o interior e o exterior da célula.
Constância do meio interno:
A maioria das células não suporta muitas mudanças no ambiente, e elas são
parecidas com os primeiros seres que viveram nos mares tropicais, onde
tudo era bem estável. Esses organismos precisavam de um ambiente
tranquilo para funcionar direito. Conforme os seres vivos foram evoluindo
e saindo dos mares para lugares mais variados, como estuários e terra
firme, eles tiveram que lidar com novos desafios, por exemplo a
desidratação. Para manter tudo em ordem, é preciso equilibrar a água que
se perde e a que se ganha. O meio interno do corpo é o líquido extracelular
(LEC), que fica ao redor das células, funcionando como um “mar interno”
e o líquido intracelular (LIC) é encontrado no interior das células. Quando
a composição do LEC muda muito, o corpo ativa mecanismos para corrigir
isso.
Na homeostasia, a composição dos dois compartimentos (LEC e LIC) é
estável, mas isso não significa que estão em equilíbrio. As substâncias se
movem constantemente entre eles, criando uma "estabilidade dinâmica". As
concentrações de sódio e cloreto são maiores no LEC, enquanto o potássio
predomina no LIC, resultando em um desequilíbrio estável. O objetivo da
homeostasia é manter essa dinâmica entre os compartimentos, sem torná-
los iguais.
Difusão
A difusão é um processo que as moléculas e íons têm de se mover dentro e
fora das células. Ocorrendo do local de alta concentração para o de baixa
concentração, até tudo ficar equilibrado. A velocidade desse movimento
pode mudar dependendo de algumas coisas, como a temperatura, a área
disponível e o tipo de moléculas. Dentro da célula, a difusão é super
importante para várias funções, como na troca de gases durante a
respiração celular. O oxigênio entra na célula enquanto o dióxido de
carbono sai, ajudando nas reações que mantêm tudo funcionando direito.
Enzimas
As enzimas da membrana ajudam nas reações químicas que acontecem nas
células, como na digestão e na passagem de sinais.
Proteínas
Já as proteínas receptoras são tipo os mensageiros, recebendo ligantes e
gerando respostas dentro da célula.
Proteína de transporte
As proteínas de transporte são as responsáveis por mover as moléculas pela
membrana. Elas se dividem em duas famílias: a ABC, que usa ATP para o
transporte. Tem dois tipos principais: os canais, que são rápidos e passam
íons e água, e as carreadoras, que são mais lentas, mas conseguem carregar
moléculas maiores e diferenciadas
Desenho dos tipos de transporte
Difusão Simples e Facilitada
A difusão simples é quando pequenas moléculas e íons, como oxigênio e
dióxido de carbono, passam pela membrana da célula sem precisar de
ajuda. Elas são pequenas e não polares, então conseguem fazer isso
facilmente.
Já a difusão facilitada acontece com moléculas maiores ou carregadas que
não conseguem passar sozinhas, precisando de proteínas na membrana para
ajudar, como a glicose. Esses processos são de suma importância para
manter a célula em equilíbrio, garantindo que os nutrientes entrem e os
resíduos saiam.
Osmose
A distribuição de solutos no corpo depende de eles conseguirem passar
pelas membranas das células. A água, por outro lado, consegue se mover
livremente dentro e fora das células através de canais especiais chamados
aquaporinas. A água se espalha até que as concentrações fiquem iguais,
num processo chamado osmose, onde ela se move para diluir a parte mais
concentrada. Quando as concentrações de água estão equilibradas, o
movimento dela para.
Transporte Ativo e Passivo
O transporte de substâncias pela membrana celular se divide em duas
partes: passivo e ativo.
O transporte passivo não gasta energia e faz as substâncias se moverem de
áreas com muita concentração para áreas com menos concentração.
Já o transporte ativo precisa de energia, que vem do ATP, para mover coisas
contra o gradiente de concentração. Ele é dividido em primário, como a
bomba de sódio e potássio, que manda o sódio para fora e manda o potássio
pra dentro da célula, e secundário, que aproveita a energia do transporte
primário para levar outras substâncias.
Molécula de ATP
O ATP é a principal fonte de energia das células. Ele é feito de adenina,
ribose e três fosfatos e é produzido durante a respiração celular. Quando o
ATP se quebra em ADP e um fosfato, sendo essencial para funções como
transporte ativo e concentração molecular, como transportar substâncias e
fazer os músculos se contraírem.
potencial de membrana em repouso
O corpo humano é cheio de íons, como por exemplo o potássio (K⁺) que
fica dentro das células e o sódio (Na⁺) no líquido extracelular. Mesmo
sendo eletricamente neutro, as cargas não ficam bem distribuídas. Isso faz
com que as células fiquem com uma carga negativa e o líquido fora delas
com carga positiva, criando um desequilíbrio elétrico.
Esse desequilíbrio é super importante para as funções nervosas e
musculares, que geram sinais elétricos. A membrana das células ajuda
nisso, pois funciona como um isolante e mantém as cargas separadas. A
energia do ATP é essencial para mantê-la.
Organização do sistema nervoso
O sistema nervoso é um grande controlador do nosso corpo e se divide em
duas partes principais: o sistema nervoso central (SNC), aonde fica o
cérebro e a medula espinal, e o sistema nervoso periférico (SNP), que
inclui os neurônios que levam informações para fora e para dentro.
O funcionamento dele é quando algo acontece (um estímulo), nossos
receptores sensoriais captam isso e mandam um sinal pro SNC. Então, o
cérebro decide se precisa fazer algo ou não. Se precisar, ele manda um sinal
de volta pelos neurônios eferentes, que vão até os músculos ou glândulas
pra agir. Os neurônios eferentes têm duas divisões: a motora, que controla
os músculos que a gente consegue mover de forma consciente, e a
autônoma, que cuida dos órgãos internos. Essa parte autônoma ainda se
divide em simpático e parassimpático, que trabalham juntos, mas às vezes
têm funções opostas.
Sinapses
As sinapses são como as conexões entre os neurônios, onde um transmite
sinais químicas para o outro. Quando os neurônios estão se formando, eles
usam esses sinais químicos pra encontrar onde precisam ir. Se não ocorrer
atividade elétrica e química, essas conexões podem desaparecer. No
cérebro das crianças, a estimulação sensorial é super importante pra ajudar
a formar essas sinapses.
Celulas da glia dão suporte aos neuronios
As células da glia são de suma importância no sistema nervoso, superando
os neurônios em número Antes, pensavam que elas só davam suporte, mas
agora sabemos que também se comunicam com os neurônios e ajudam
bastante. No sistema nervoso periférico, temos as células de Schwann e
satélites; já no central, tem os oligodendrócitos, microglia, astrócitos e
células ependimárias. Elas são essenciais para funcionar tudo direito.
Glia produtora de mielina
Fazem a mielina que envolve os axônios e ajuda a transmitir os sinais mais
rápido. A mielina é feita quando a célula se enrola em volta do axônio,
formando várias camadas de membrana que isolam tudo. Os
oligodendrócitos conseguem envolver vários axônios, enquanto cada célula
de Schwann cuida de só um. E tem junções que permitem a troca de
nutrientes e informações entre as camadas. Alguns neurônios chegam a ter
até 150 camadas de mielina.
Células de Schwann
Um axônio pode ter mais de 500 células de Schwann, que cobrem pedaços
de 1 a 1,5 mm e deixam uns espaços chamados nódulos de Ranvier. Esses
nódulos são importantes pois ajudam na transmissão dos sinais elétricos,
permitindo que parte da membrana do axônio fique em contato com o LEC.
O nódulo de Ranvier é uma porção não mielinizada da membrana do
axônio entre duas células de Schwann.
O potencial de ação
O potencial de ação acontece por causa de um ciclo de feedback positivo.
Quando algo mexe com o potencial da membrana, os canais de sódio se
abrem´ e deixam os íons sódio entrarem, deixando a célula mais positiva.
Isso faz mais canais se abrirem, e assim vai até que todos os canais de
sódio estejam abertos. Depois disso, começa a repolarização, com os canais
de sódio fechando e os de potássio abrindo. Para tudo isso acontecer,
precisa atingir um limite chamado Limiar de Excitabilidade. Se esse limite
for alcançado, o potencial se espalha pela membrana seguindo o princípio
do Tudo ou Nada. Depois que isso acontece, a bomba de sódio e potássio
restabelece o equilíbrio entre o que está dentro e fora da célula usando
energia do ATP. E quanto mais sódio tiver dentro da célula, maior é o
estímulo para essa bomba trabalhar.
Como o potencial de ação funciona: