NEUROLOGIA
Homeostase: é preciso manter as condições do meio interno para garantir a sobrevivência das células. O meio
interno constante é chamado de homeostase. Ocorre gasto de energia.
Ambiente Celular: composto por líquido intracelular (LIC) e extracelular (LEC) ao redor do primeiro. O
LEC pode sair pela pele (suor), pulmões (respiração) e rim (urina). A perda pelo rim é controlada, porém, pela
pele e pulmão não, porque depende das condições abióticas (=do ambiente, ex: temperatura, pressão,
humidade, luz). O LEC é formado pelo líquido intersticial e pelo plasma.
Líquido intersticial: é o líquido entre as células, de onde elas retiram os nutrientes fornecidos pelo sangue e
onde elas colocam os resíduos de sua digestão e do metabolismo celular.
Distribuição do Fluído Corporal: o fluído corporal é formado por água e solutos dissolvidos. A água vai
para o lado que tem mais soluto e quem determina a solubilidade é o soluto. Normalmente se tem mais água
no LIC (2/3) do que no LEC (1/3), porém, se aumentarmos a qtde de soluto no LEC, a água vai sair do LIC e
vai pro LEC, equiparando a qtde de água. Isto ocorre qdo comemos algo muito salgado ou muito doce – vai
dar sede e então beberemos mais água para manter o equilíbrio.
Composição corporal: 40% de carboidrato e 60% água. A qtde de água varia de acordo com a idade (qto
mais idoso, menos água), o peso (qto mais gordo, menos água) e o sexo (mulher tem menos água). Como água
e gordura são imiscíveis, qto mais gordura, menos água se tem. Logo, o gordo tem mais gordura e
consequentemente menos água. A mulher tem mais gordura que o homem, logo, menos água que ele. E a
pessoa malhada tem mais água do que a sedentária com mesma idade, porque ela terá substituído a gordura
por massa magra, que é uma massa muscular livre de gordura e rica em água.
Pressão hidrostática: O plasma é rico em proteína, que são osmoticamente ativas, ou seja, puxam água.
Assim, quanto mais eu comer proteína, mais água vai para o vaso sanguíneo. A pressão hidrostática é a
pressão do sangue, que ocorre no plasma e é a responsável por deixar a situação em equilíbrio. Esta pressão é
maior na luz do vaso sanguíneo. A troca de água do LIC e do LEC é igual a do LEC e do plasma. O indivíduo
hipertenso tem que comer menos sal para diminuir a pressão hidrostática.
Pressão oncótica: é a pressão osmótica gerada pelas proteínas no plasma sanguíneo.
Hipótese de Starling: o sangue vai da arteríola para a vênula e há 3 pressões existentes. A pressão oncótica é
igual em ambos lados (arterial e venoso) porque a qtde de proteína neles é igual. A pressão intersticial em
condições normais é menor que a oncótica, fixa e igual no lado arterial e venoso. A pressão hidrostática no
lado arterial é maior.
Como entra mais água do que sai (pressão hidrostática), formaria edema (=água no interstício). Isto não ocorre
porque a drenagem linfática drena, filtra e devolve a água para o ducto torácico. Se o vaso linfático é
bloqueado, forma edema e pode causar elefantíase. Criança desnutrida é barriguda porque há pouca proteína
no sangue, logo, mais água fora, o que forma o edema.
Célula nervosa: o neurônio é formado por corpo celular (ou soma - tem núcleo e citplasma), dendrito e axônio
(ambos com função de comunicação). O dendrito tem espículas dendríticas, que é onde o outro neurônio se
encaixa. Há um espaço entre este contato, chamado de fenda sináptica. Quando alguém nasce com menos
espículas dendríticas pode levar ao retardamento mental. Isto é comum em grávidas alcoólatras.
A mitocôndria normal gera energia a partir de gordura, açúcar e proteína. Já a mitocôndria do neurônio só
utiliza açúcar para gerar ATP. A DA decorre do processo de má construção de proteínas (TAU), que faz com
que as células percam a capacidade de se exercitar, deixando de ser funcionais.
Retardo mental: pode ocorrer por diversos motivos, como a trissomia do cromossomo 21, asfixia ou rubéola
na gravidez, gravidas alcoólatras, subnutrição grave, fenilcetonúria.
Membrana celular: tem bicamada fosfolipídica e tem colesterol, logo, é lipoproteica. Este colesterol é bom,
só é ruim quando presente no sangue, e ele produz os hormônios sexuais. A cabeça é polar e o corpo apolar.
Assim, as substâncias só entram se forem lipossolúveis ou por um canal. Os canais possuem proteínas. O
citoesqueleto da membrana celular é um alamado proteico onde se descansa a membrana celular e permite a
preservação da forma da célula.
Canal iônico: qdo o canal iônico está fechado, não entra Na+ e não sai K+. Na presença do neurotransmissor o
canal iônico abre e permite entrada e saída dos íons.
Canal voltagem dependente: só abre segundo a voltagem da membrana, que em cima é neg e embaixo é pos.
Canais específicos: alguns canais são específicos para determinados íons, ex: sódio.
Bomba de sódio e potássio: é formado por proteínas móveis que trocam sódio por potássio, jogando sódio pra
fora e puxando o potássio para dentro, com gasto de energia.
Potencial de membrana: Toda célula apresenta um diferencial de potencial elétrico entra a face interna e
externa. Este diferencial é gerado pela diferença de concentração de íons dentro e fora da célula. O potencial
de membrana serve para ocorrer o movimento de carga no neurônio ou para propiciar a contração do músculo
por meio da encurtação da célula numa célula motora. Ou seja, o potencial de membrana serve para ser
alterado, ocorrendo a despolarização e o movimento da carga.
Potencial de repouso: quando tem menos carga positiva dentro da célula e mais carga positiva fora da célula,
ou seja, o interior é negativo em relação ao exterior. Isto ocorre com o neurônio em repouso. A proteína em
repouso vira ânion e propicia a menor qtde de carga positiva dentro. Outra coisa que propicia é a grande qtde
de Na+ e Cl- fora e K+ dentro da célula. Como carga igual se repele e carga oposta se atrai, devido a carga da
célula, o K+ não sai e o Cl- não entra. Já o Na+ não entra porque a porta está fechada para ele. O K + é essencial
para manter o potencial de repouso. O Cl- tá fora, portanto é irrelevante. Pot. Rep. Cél Nerv.: -70mV. Pot.
Rep. Cél. Musc.: -85mV.
Permeabilidade da membrana celular: PNa+ < PK+ < PCl-
Potencial de equilíbrio: ENa+:62mV; EK+:-80mV; ECl-:-65mV
Potencial de ação: a célula nervosa tava em -70mV no seu potencial de repouso, então inicia a sua
despolarização, atinge seu nível crítico e então a curva fica íngreme porque aumenta a velocidade, sofre
inversão de carga e fica positiva, até atingir o pico do potencial de ação, que é o pico da despolarização.
Durante esta subida que é o percurso de despolarização, o sódio entra na célula porque os canais de sódio se
abrem diante o estímulo da célula. Quando passou do 0 o potencial da célula se inverteu, logo, houve estímulo,
a partir de então abriu os canais de sódio e o sódio entrou. Além disto, a força elétrica atrai o sódio, visto que
ele é positivo e dentro da célula é negativo. Mas os canais se abrem e se fecham rapidamente, então não entra
mais sódio e a célula se repolariza após o pico do potencial de ação, chegando a se hiperpolarizar (vai a menos
que -70mV). Então os canais se fecham e as cargas voltam a se equilibrar, voltando para o potencial de
repouso em seguida, mantendo o -70mV. Agora ele pode receber um novo estímulo. Na fase de repolarização
os canais de potássio abrem e o potássio sai, mas o sódio não sai porque o canal tá fechado pra ele.
Permeabilidade ao sódio: enquanto os valores estão negativos a permeabilidade ao sódio é baixa porque o
canal está fechado. Quando há o estímulo, o mV fica acima de 0 e os canais se abrem, então o sódio entra e
despolariza a célula. Logo o canal de fecha e para de entrar sódio.
Permeabilidade ao potássio: esta é maior que a permeabilidade do sódio, mas é estável. Na metade da curva
os canais de potássio se abrem no pico do potencial de ação, então o potássio sai. A curva cai quando começa
a fechar os canais de potássio.
Potencial de ação no nervo e no músculo: primeiro o fenômeno elétrico (estímulo) ocorre e somente depois
há o fenômeno mecânico (contração), já que este é mais lento, embora, decorrente do elétrico. No nervo um
fenômeno elétrico pode ocorrer logo em seguida de outro e se forem muitos em seguida ocorre a tetanização,
que é a manutenção do estímulo (ex: manter um aperto de mão por um longo tempo). No músculo isto só é
possível se for célula muscular esquelética. O músculo cardíaco não se tetaniza porque a contração (sístole) e
o relaxamento (diástole) do músculo cardíaco ocorre em concomitância ao fenômeno elétrico, por este ser
longo. A nova onda elétrica só pode ocorrer com o relaxamento total da mecânica. Isto é bom para o
bombeamento (ejeta na contração e enche no relaxamento). Se ele tetanizasse, não iria ter diástole e assim não
receberia mais sangue para bombear. Ele não para na sístole, porque quando ela ocorre, já ocorre a
despolarização. Durante praticamente todo o fenômeno mecânico ocorre o período refratário absoluto (PRA),
onde não ocorre um novo estímulo (não excitável). No finalzinho do fenômeno mecânico há o período
relativamente refratário (PRR), que pode talvez responder a um novo estímulo, maior que o normal. O PRA
ocorre no nervo e no músculo esquelético.
Características do coração: automatização, condutibilidade, excitabilidade e contratibilidade.
Geração de um potencial de ação na célula nervosa: após o estímulo passa do 0 e logo em seguida é o auge
do potencial de ação, que vai diminuindo até o 0. Qto mais perto a zona de disparo (qdo o neurônio se ativa)
for do estímulo maior é a chance de chegar no potencial de ação.
Eletrotônica: uma célula em repouso tem a parte externa positiva e a interna negativa. Quando ocorre um
estímulo, uma das cargas de fora fica negativa e uma das de dentro positiva. Se existir canal voltagem-
dependente ao lado, abre-se o canal de Na + e despolariza as de ambos lados do estímulo também porque a
condução eletrotônica é bidimensional (ocorre p/ ambos lados - lateralmente, a cada 1 milisegundo), assim,
ficarão mais negativas fora e mais positivas dentro. Potencial elétrico é a transferência da energia vital da
célula, é a capacidade de atrair ou repelir outras cargas.
Bainha de mielina: isola o neurônio, é feita de lipídeo e são de células oligodendróglia. Como a bainha não
passa no nódulo de Ranvier, a condução é saltatória. A onda elétrica é observada apenas no nódulo de Ranvier,
porque embora ocorra em todo o axônio, ela é mais fraca nele e ganha força a cada nódulo, aumentando a
velocidade de condução. Assim, a condução saltatória, que ocorre apenas no axônio mielinizado, envia o
impulso mais rápido que a condução eletrotônica, que ocorre no corpo celular e nos dendritos. O A-delta é
responsável pela dor rápida; B é SNA; e C é amielínico e mais lento, responsável pela dor lenta.
Transmissão sináptica: a sinapse química é o contato entre uma terminação nervosa e outro neurônio, célula
muscular ou célula glandular, e envolve a membrana pré-sináptica (com formação de vesículas sinápticas), a
fenda sináptica e a membrana pós-sináptica.
Neurotransmissor: Uma célula neural só é capaz de produzir um único tipo de neurotransmissor (acetil
colina), embora possa receber vários tipos de neurotransmissores no corpo celular (acetil colina+, gaba-,
glutamato+). Quando um neurônio recebe estes diferentes tipos de neurotransmissores, ocorre uma somação
espacial (somação de potenciais pós-sinápticos causados por diferentes neurônios pré-sinápticos) e
dependendo de quem predominar (+ ou -), ocorre ou não a condução, que tem que atingir o nível crítico. O
nível crítico ocorre pela somatória de PEPS (potencial excitatório pós sináptico) que são gerados pelos
neurotransmissores excitatórios, ou seja, os neurotransmissores causam despolarização na membrana pós-
sináptica. Os neurotransmissores inibitórios geram um PIPS (potencial inibitório pós sináptico) e causam a
hiperpolarização. A sinapse neuro-muscular ocorre igual neuro-neuro, porém é sempre de acetil colina, logo,
sempre é uma sinapse excitatória, ou seja, sempre desmielina. Na sinapse excitatória sempre entra Na +, e na
sinapse inibitória (que inibe células neurais) sempre sai cloro.
Circuito de inibição dos antagonistas: a flexão e a extensão tem neurônio inibitório e excitatório, porém, na
flexão predomina a excitação do bíceps (agonista) e a inibição do tríceps (antagonista); na extensão predomina
a excitação do tríceps (agonista) e a inibição do biceps (antagonista).
6 fases do mediador químico (=neurotransmissor): A transmissão química é importante para o mecanismo
de diversas patologias e para a ação de fármacos. A conversão de energia elétrica para energia química (que
ocorre na sinapse, implica na necessidade da síntese do neurotransmissor (no interior da terminação nervosa),
do armazenamento (dentro da vesícula sináptica), da liberação (exocitose na fenda sináptica, que depende do
Ca+). Os transmissores então atuam (nos receptores da membrana pós-sináptica), são degradados (quebra do
neurotransmissor por uma enzima) e recaptados (para a terminação nervosa). O efeito é observado na alteração
da membrana pós-sináptica e após isto. Todas as etapas podem ser alteradas por medicamentos.
Explicar limiar de excitação e seus valores: todas as células excitáveis, como por exemplo o neurônio,
mantém uma diferença de potencial de um lado a outro de sua membrana, chamado potencial de repouso de
membrana. As células no seu interior se encontram carregadas negativamente por íons K+, enquanto que seu
exterior é carregado positivamente por íons Na+, e o valor da diferença do potencial de repouso da membrana é
de -70mV. Quando uma estimulação adequada fizer com que cargas positivas vão para o interior das células,
ocorrendo a despolarização, o limiar de excitação será atingido no valor de -50mV para que o neurônio
efetivamente responda ao estímulo. Na região despolarizada, a diferença de potencial de membrana passa de
-70mV a +30mv.
CARDIOLOGIA
Caminho do sangue no coração: o sangue sai do corpo e vai pro átrio direito pelas veias cavas sup e inf, este
sangue é pobre em oxigênio. Então vai pro ventrículo direito, e desemboca no pulmão pelas artérias
pulmonares, onde ocorre a hematose, que é a oxigenação do sangue. Então o sangue retorna no átrio esquerdo
pelas veias pulmonares e vai pro ventrículo esquerdo, depois pra aorta e vai pro corpo novamente e pro
encéfalo. Sempre que o sangue sai do ventrículo para outra parte (pulmão ou corpo e cabeça) ele é bombeado
(pela artéria pulmonar ou aorta), e isto chama pressão propulsora.
vasos elásticos vasos musculares anastomose arteríolas (que dá resistência periférica)
metaarteríola vasosintercomunicantes vênulas (com oxigênio) vasos maiores vasos de
capacitância (grandes vasos) . O sistema linfático filtra o sangue e vai pro sist. venoso, pulmão e
coração.
Propriedades do músculo cardíaco: na diástole o fluxo sanguíneo no coração é maior (tem mais sangue)
porque ele tá relaxado. Na sístole o coração recebe menos sangue por causa da resistência mecânica. Por este
mesmo motivo um músculo não fica muito tempo contraído, porque consome muita energia, causa dor e
fadiga pela produção de ácido lático. No caso do coração não há fadiga nem produção de ácido lático porque o
músculo cardíaco é 100% aeróbico (não produz lactato). A fibra cardíaca é mononuclear, tem proteínas (actina
e miosina), discos intercalares (junção de 2 células musculares cardíacas) e túbulo T, que armazena o cálcio.
Débito cardíaco do sistema cardiovascular: é a qtde de sangue que passa por minuto nos sistemas. Um
indivíduo em repouso tem a maior parte do débito no fígado e gastro intestinal, depois músculo esquelético,
seguido do rim, da pele e outros órgão, do encéfalo e por último da circulação coronariana. No atleta, ou seja,
não em repouso, aumenta a qtde de sangue no músculo esquelético e há vasoconstrição das outras partes. As
grandes artérias são as que fazem a condução. O sistema venoso é uma espécie de reserva sanguínea já que a
maior parte da qtde de sangue está no lado venoso.
Atividade elétrica da fibra cardíaca: o nódulo sinoatrial tem atividade elétrica espontânea, capaz de produzir
seu próprio estímulo elétrico, ou seja, um potencial de ação que é distribuído a toda fibra cardíaca. A
condutibilidade do coração depende de 2 fatores: discos intercalares que unem as estruturas do coração e
permite que os estímulos se propaguem; sistema de condução do estímulo elétrico, que fica próximo do septo
interatrial e interventricular. Percurso: o estímulo sai do nódulo sinoatrial, vai para o nódulo atrioventricular,
que passa por todo o coração pelo feixe de His e então chega nas fibras de purkinge. A isquemia é o mau
funcionamento do coração por diminuição do fluxo cardíaco (bloqueio de algum ramo do coração).
Concentrações iônicas: o K+ está predominantemente no LIC enquanto o Na+ e o Ca++ estão no LEC.
Potencial de ação da célula ventricular: ocorre 5 fases – a célula estava em repouso e sofre uma
despolarização rápida (1), repolarização rápida e curta (2), fase de plateau (3), repolarização rápida e longa (4)
e volta para a retomada do repouso (5).
Condutância ao sódio, cálcio e potássio: Na fase 1 entra Na+, na fase 2 sai K +, na fase 3 ocorre a
estabilização entrando Ca++ e Na+ e o K+ tá estável, na fase 4 Ca++ e Na+ para de entrar e o K+ sai da célula, e na
fase 5 o K+ voltou para dentro da célula, o Na+ tá fora e em equilíbrio e o Ca++ foi recaptado no retículo
endoplasmático. O cálcio vem do LEC e entra no LIC quando o sarcolema ativa mecanismos de entrada do
cálcio por canais voltagem-dependente. Então o cálcio entra no citoplasma a favor do gradiente de
concentração e fica ativo. Nesta fase a célula está despolarizada (plateau) e desencadeia eventos para ocorrer a
contração cardíaca. Então o cálcio é removido por dois processos: transporte ativo e usando a força do sódio.
Potencial de ação de uma célula nodal: a célula estava em repouso e sofre uma despolarização, chega no
pico do potencial de ação e então se repolariza. Ou seja, não ocorre a fase de plateau, logo, não há entrada de
cálcio. O processo de sódio e potássio é igual (abre o canal de sódio e ele entra, fecha canal de sódio, abre
canal de potássio e ele entra). O músculo cardíaco é miogênico, ou seja, se auto estimula.
É mais fácil despolarizar uma célula nodal do que uma célula ventricular porque o potencial do nodo é mais
lento que o potencial ventricular, devido a ausência do canal rápido de sódio que dão o pico da despolarização.
Excitação cardíaca: inicia pela excitação atrial (nódulo sinoatrial), que se autoestimula pela saída de sódio.
Esta é a fase de pré-potencial. Se ela ocorrer lentamente o ritmo cardíaco ocorrerá lentamente. Se for rápida,
haverá aumento da frequência cardíaca. Isto porque quem determina o ritmo cardíaco é o nódulo sinoatrial. A
noradrenalina acelera a fase de pré-potencial, enquanto a acetil colina atrasa esta fase. A onda elétrica sai do
nódulo sinoatrial e vai para o atrioventricular, depois para o feixe de His e depois fibras de purkinge.
Mecanismo de Frank-Starling: conforme aumenta o volume diastólico, aumenta a qtde de sangue dentro do
ventrículo, aumenta o tamanho do sarcômero e melhora o desempenho ventricular, porque o coração tem mais
força ventricular para ejetar o sangue adicional que tá voltando, ou seja, o volume residual do final da sístole.
Qto mais sangue ele tem, melhor ele trabalha. Com o envelhecimento, diminui o desempenho, aumenta o
volume residual e o coração fica dilatado.
Ciclo cardíaco: a pressão no ventrículo inicia em 0 porque o coração tá vazio ou em volume residual, por isto
a pressão tá baixa. A pressão vai aumentando porque o coração vai enchendo e assim aumenta a pressão do
ventrículo. A pressão ventricular aumenta conforme aumenta a qtde de sangue. O coração está com volume
máximo quando o sangue dos átrios desceu completamente para os ventrículos. Então ocorre a contração
elétrica e a atrial. Enquanto tudo isto ocorreu, o eletrocardiograma apresenta um aumento, que representa a
despolarização atrial. A pressão ventricular aumenta por causa da contração do átrio, que resulta no transporte
do sangue do átrio para o ventrículo.
A pressão aórtica está com valores baixos (a mínima é 80), que representa a pressão diastólica (pressão do
ventrículo), que é a que ocorre no final da diástole. A pressão da aorta aumenta quando o coração ejeta sangue
para a aorta, ou seja, quando o sangue sai do coração e vai para a circulação sistêmica. Isto só ocorre se a
pressão do ventrículo for superior a da aorta, ou seja, maior que 80.
A pressão atrial e ventricular cai um pouco e há o fechamento da válvula atrioventricular dir e esq (tricúspide e
mitral). Isto precede a ejeção do sangue para as artérias pulmonar e aorta. Para tal abre-se a válvula aórtica que
estava fechada para impedir o refluxo do sangue. Ela abre qdo a pressão do ventrículo supera a da aorta.
A válvula átrio-ventricular fecha para evitar refluxo e a aórtica ainda não abriu. Isto representa a contração
isovolumétrica, ou seja, não entra, nem sai sangue, assim o volume de sangue se mantém o mesmo,
aumentando a pressão do ventrículo rapidamente. No eletrocardiograma tem uma onda elevada, que é a
atividade elétrica, refletindo a contração do ventrículo (a isovolumétrica).
A válvula aórtica se abre e inicia a fase de ejeção de sangue do coração para os vasos. A pressão aórtica tá
abaixo da pressão ventricular. O coração tá se esvaziando, então o volume ventricular diminui. Então a pressão
ventricular fica abaixo da pressão aórtica, logo, se fecha a válvula aórtica, e isto tende a aumentar um pouco a
pressão da aorta, mas depois ela cai até o próximo ciclo.
Na pressão do átrio a válvula átrio-ventricular se fecha devido o aumento da pressão do ventrículo. Isto
provoca o aumento da pressão do átrio rapidamente, que cai em seguida por causa da diminuição do volume
de sangue do ventrículo.
A válvula aórtica fecha quando o sangue tenta refluir. Enquanto isto a válvula átrio-ventricular está fechada e
só abre na fase de relaxamento isovolumétrico do ventrículo. A válvula átrio-ventricular abre quando a pressão
do átrio tá maior que a pressão do ventrículo. Neste período, não há mudança no volume ventricular.
Quando abriu a válvula átrio-ventricular a pressão atriau diminuiu e depois se manteve estável. Ela só volta
aumentar na contração do átrio, que é onde tudo começou. Neste período o volume do ventrículo tá
aumentando porque tá descendo sangue do átrio para o ventrículo.
No fonocardiograma o 1° som (bulha) é o fechamento da válvula átrio-ventricular, que separa as câmaras sup
das inf. O 2° é o fechamento da semilunar. O 3° é a vibração cardíaca (comum em altos-magros).
Ex.: pressão 120/100mmHg: significa aumento do volume residual, que gera insuficiência cardíaca.
Válvula átrio-ventricular: sai do átrio e fica presa pelas cordoalhas cardíacas no músculo papilar. Isto
favorece a decida do sangue. Quando a pressão do ventrículo é maior que a do átrio a válvula átrio-ventricular
(que é elástica) se fecha a impede o refluxo para o átrio. O lado esquerdo do coração é mais grosso e forte
porque manda sangue para todo o corpo. Trabalha em regime presálico maior e por isto gera muita patologia.
Válvula semilunar: separa o ventrículo de um tubo. A válvula é elástica para evitar o refluxo e não gerar
problemas na circulação. Trabalha em regime presálico menor e por isto patologias são raras.
Focos de ausculta das bolhas cardíacas: semilunar aórtica (2° espaço intercostal, junto com o esterno, do
lado esq), semilunas pulmonar (2° espaço intercostal, junto com o esterno, do lado dir), tricúspide (5° espaço
intercostal no lado esq), bicúspide ou mitral (5° espaço intercostal no lado dir). Estes dois últimos é na linha
do mamilo no homem e na linha hemiclavicular na mulher.
Volume diastólico final (VDF) ou pré-carga: é o volume de sangue contido no ventrículo imediatamente
antes da sístole ventricular.
Volume sistólico final (VSF) ou residual: é o volume de sangue contido no ventrículo no final da sístole
ventricular.
Descarga sistólica (DS) ou ejeção: volume de sangue que o ventrículo lança na circulação arterial em cada
batimento.
Fração de ejeção (FE): fração do VDF que é ejetado num batimento cardíaco.
Pós-carga: valor da pressão arterial que deve ser vencida pela contração ventricular.
Frequência cardíaca (FC): número de batimento por minuto.
Descarga sistólica (DS) ou de ejeção: volume de sangue que o ventrículo lança na circulação arterial a cada
batimento.
Débito cardíaco (DC) ou volume minuto cardíaco (VMC): volume de sangue bombeado pelo ventrículo
para a circulação em um minuto.
Pulso: é a onda mecânica que é um resultado da ejeção do sangue.
DC=DS x FC (ml/min)
Interelação dos fatores que determinam descarga sistólica, débito cardíaco (VMC) e PA: VCM=DS.FC
DS depende do enchimento e do esvaziamento. O enchimento depende do retorno venoso, o qual depende de 4
fatores: volume de sangue venoso (situação de estresse aumenta a qtde de sangue circulante, pego dos
resíduos), da bomba respiratória (qdo o tórax se expande, o pulmão e a veia cava inferior se expandem e
puxam mais sangue dos MMII), da bomba muscular (no esforço muscular, o músculo pressiona o vaso
sanguíneo e o sangue sobe, porém, no repouso prolongado, o retorno venoso não ocorre e incha os pés), da
pressão sistólica e diastólica (qto maior o retorno venoso, maior o enchimento dos ventrículos, logo, maior a
descarga sistólica, logo, aumenta o débito e a PA). O enchimento depende também da distensibilidade
(elasticidade) do coração, e quanto menos elástico, menos se adapta ao aumento do volume cardíaco, deixando
a bomba cardíaca menos eficiente. A distensibilidade depende da complacência e da pressão do pericárdio.
O esvaziamento depende da força de contração e da resistência periférica. A força de contração depende dos
fatores torácicos e do trabalho cardíaco, que qdo é satisfatório aumenta a curva da função ventricular e da
contratividade. Quanto maior a força de contração, menor é a qtde de sangue no resíduo. Já a resistência
periférica depende do diâmetro dos vasos (SNA), do comprimento do vaso, da viscosidade do sangue e dos
metabólitos (CO2, pH). O débito cardíaco em atletas é 4x maior que o de uma pessoa em repouso (que é de
5600ml/min).
Lei da Velocidade: a velocidade do sangue depende da amplitude do leito vascular. A polibifurcação dos
vasos se realiza de tal modo que a soma das superfícies de secção dos vasos resultantes é sempre algo maior
que a superfície do tronco do qual se originam. Disto resulta que a velocidade do sangue diminui à medida que
se afasta do coração, sendo mínima nos capilares. Quando menor a área, maior a velocidade. À medida que
aumenta o leito vascular, a velocidade diminui porque o sangue se distribui nos vasos. Na anastomose
aumenta muito a área e a velocidade cai muito. À medida que o sangue vai para as vênulas e veias, a
velocidade se aumenta no lado venoso até chegar no coração. Além disto, qto menor o calibre da arteríola,
maior a pressão.
Característica do fluxo: segue padrão lamelar (=perfilado=laminar). Ou seja, o sangue que passa próximo a
parede do vaso tem menor velocidade, enquanto o que passa no meio do capilar tem maior velocidade porque
tem menos resistência a parede e de possíveis ateromas. O fluxo se torna audível quando a resistência é alta
devido ateromas, por causa do atrito gerado quando o sangue bate na parede do vaso.
Lei de Poiseuille-Hagen: O fluxo de um vaso é igual e proporcional a diferença de pressão, vezes o Pi, vezes
a 4° potência do raio. Pequenas alterações de raio geram grande alteração de fluxo. O fluxo é inversamente
proporcional a viscosidade do fluxo e ao tamanho do vaso.
Controle Cardiovascular: no lado direito do coração tem nódulo sinoatrial e o atrioventricular, que são
inervados pelo neurônio de gânglio estrelado, chamada de fibra pós ganglionar. Antes desta tem a fibra pré
ganglionar, localizada na medula espinhal. A pré ganglionar é colinérgica (libera acetilcolina) e a pós
ganglionar é adrenérgica (libera adrenalina). No nódulo sinoatrial tem a fibra nodal que sofre o pré potencial.
A fibra pré ganglionar, com liberação adrenérgica, acelera o pré potencial, aumentando a frequência cardíaca.
E fibra pós ganglionar, com liberação colinérgica, pode atrasar o pré potencial, diminuindo a frequência
cardíaca. A adrenérgica vem do simpático, que diminui a qtde de potássio que sai, acelerando a FC; enquanto
a colinérgica vem do parassimpático, que aumenta a qtde de potássio que sai, retardando a FC.
Stress, fortes emoções e exercício físico induzem o simpático, que aumentam a FC e a atividade da glândula
adrenal, que tem parte cortical e parte medular. A cortical libera 3 hormônios (sexual, glicocorticoide e outro).
A medular tem a adrenalina, que vai para o corpo todo pelo sangue. Assim, o efeito simpático vai para o corpo
todo , tendo função de casoconstrição, aumentando a pressão.
No lado esquerdo do coração tem o gânglio estrelado esquerdo do simpático, que vai para a fibra pós
ganglionar esquerda, que atua na musculatura cardíaca e tem função de melhorar a eficiência da contratividade
cardíaca, diminuir o volume sistólico final (=volume residual), aumentando a descarga sistólica (sangue que
vai sair). O parassimpático promove efeitos diferentes. O predominante é sobre a ritmidade cardíaca. Ele
retarda a fase de pré potencial e diminui a FC devido a ativação dos canais de potássio. O receptor mediado
por ações parassimpáticas (como sono, descanso pós prandial, e atletas muito bem condicionados) sofre ação
da acetilcolina, diminuindo a FC. Ou seja, o simpático acelera e o parassimpático freia o coração. A atropina
aumenta a FC, que remove a ação do parassimpático. Se não for suficiente, associa com a adrenalina para
aumentar a FC. Assim, o débito cardíaco depende do volume sistólico e da frequência cardíaca, que qdo
aumentam, aumentam o DC. Assim: DC=VS.FC. E a pressão arterial média PAM=DC.RP (resist. periférica).
Ou seja, a PA é aumentada qdo aumenta: VS, FC, DC, RP, diâmetro ou comp do vaso e viscosidade do
sangue.
Pressão sanguínea: inicia pulsátil na aorta, em torno de 90x120. A PA diminui conforme o sangue se
distancia do coração e é pulsátil até as arteríolas, depois não. Neste momento a PA cai drasticamente. O fluxo
só existe por causa desta diferença de pressão. O leito vascular é pequeno nas grandes artérias, logo, a
velocidade é alta. À medida que a artéria se divide em ramos a velocidade diminui e o volume de sangue
aumenta. Na anastomose a velocidade é mínima e o volume é máximo. Nas veias o volume diminui e a
velocidade aumenta.
Reflexo dos barorreceptores: na homeostase a pressão é normal. Se por alguma razão a PA aumentar, este
aumento é percebido pelos barorreceptores na a. carótida interna, exatamente no seio carotídeo. O
barorreceptor encaminha a informação de alteração de pressão para o sistema nervoso central, no centro
vasomotor e no centro cardioregulador. O impulso então vai diminuir a função cardíaca, que diminui a FC,
que diminui a força de contração, que diminui o débito e consequentemente a PA. O centro cardioregulador
por meio de fibras do simpático diminui o VS e a FC, ou seja, o DC, diminui também a resistência periférica,
diminuindo a PA. Se por alguma razão a PA diminuir, os barorreceptores vão detectar a queda da PA e mandar
a informação para o sistema nervoso central, que aumentará o DC e a RP, aumentando assim a PA. São as
fibras do simpático que detectam o aumento ou diminuição da PA. No exercício físico ocorre alteração de PA
e de FC e o barorreceptor é alterado para um elevado ponto de controle pressórico e a atividade do nervo
simpático é aumentada. Depois do exercício os reflexos são alterados para baixo e operam em um ponto de
baixa atividade simpática
Sistema Renina-angiotensina-aldosterona: o rim tem a glândula adrenal, que detecta, por exemplo, a
diminuição da PA, já que a artéria renal desemboca nele. Quando isto ocorre o rim libera uma substância
chamada renina, a qual catalisa a angiotensinogênio em angiotensina 1. Esta 2° via vai para os pulmões, que
tem a Enzima Conversora de Antiotensina (ECA), a qual converte a angiotensina 1 em angiotensina 2, que
aumenta a PA de 4 formas: Como é vasoconstritora, atua nos vasos e faz a vasoconstrição, aumentando a
resistência periférica e consequentemente aumentando a PA; a angiotensina 2 aumenta a sede, assim o
indivíduo bebe mais água, aumentando o volume sanguíneo, logo, aumentando a PA; a angiotensina 2
aumenta o hormônio diurético (ADH) que vai para o rim e diminui a excreção de água, aumentando o volume
sanguíneo e a PA; a angiotensina 2 no rim estimula a aldosterona, que tá na adrenal, que diminui a excreção de
Na+, que aumenta o volume de sangue e aumenta a PA.
O veneno da cobra inibe a ECA, assim a angiotensina 1 não vira angiotensina 2, diminuindo a PA. Este
veneno está no princípio dos medicamentos para hipertensos.
Pressão Arterial Média: determinada pelo débito cardíaco (frequência e volume) e pela resistência periférica
(viscosidade do sangue e diâmetro do vaso). 1) Se aumentar a PAM, aumenta o DC, aumenta retorno venoso,
aumenta bomba respiratória e bomba muscular, aumenta volume sanguíneo, aumenta conservação de sódio e
água, então a atividade renal libera renina, que diminui o volume sanguíneo e diminui a PA. 2) Se aumentar a
RP, é pq aumentou a viscosidade (devido desidratação), aumentou o diâmetro do vaso (devido ADH e
angiotensina 2) e aumentou o comprimento do vaso (devido aumento corporal e obesidade). Estas ações de
curto prazo ocorrem pelos barorreceptores, que estão no seio carotídeo, detectam a alteração de pressão e
fazem todas as ações para consertar. As alterações também são detectadas pelos quimiorreceptores, que
percebem diminuição de pH, de O2 e de CO2.
Hemorragia, sudorese e inflamação aumentam o volume do sangue e aumentam a PA. Exercício físico,
estresse emocional, aumento da temperatura corporal leva a alterações do sangue de pH, de O2 e de CO2.
Processo aterosclerótico: aumenta a PA por 2 fatores: 1) aterosclerose gera ateroma, que diminui a luz do
vaso e do continente vascular, aumentando a resistência periférica e a PA. 2) causa perda da camada elástica,
que deixa o tubo rígido, aumentando a PA.
Como medir a PA: localizar artéria braquial por palpação; colocar o manguito firmemente cerca de 2 cm a 3
cm acima da fossa antecubital, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria braquial; manter o braço da
pessoa na altura do coração; palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento, para a
estimativa do nível da pressão sistólica, desinflar rapidamente e aguardar de 15 a 30 segundos antes de inflar
novamente. Colocar o estetoscópio nos ouvidos, com a curvatura voltada para frente; posicionar a campânula
do estetoscópio sobre a artéria braquial, na fossa antecubital, evitando compressão excessiva. Solicitar a
pessoa que não fale durante o procedimento de medição. Inflar até o nível estimado da pressão arterial.
Desinflar com velocidade constante e devagar. Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do
primeiro som e a pressão diastólica no desaparecimento do som. Depois desinflar completamente.
Mensuração do pulso: é medido é qualquer artéria, como carótida, femural ou radial. Conta-se quantos
pulsos com os dedos indicador e mediano na artéria ocorreu durante 1 minuto no relógio.