Desacoplamento e Desencarnação Espiritual
Desacoplamento e Desencarnação Espiritual
dos Corpos.
Voltamos. Vamos ver outros
desenlaces, narrados pelo
André Luiz. Mas antes
disso vejam o que ele
encontra no cemitério.
No mesmo cemitério, Luiz André encontra uma mulher
desencarnada que chorava, soluçava, em cima de sua cova
“Compreendi, então (após dialogar com ela), que a desventurada sen-
tia todos os fenômenos da decomposição cadavérica e, examinando-a
detidamente, reparei que o fio singular, sem a luz prateada que o ca-
racterizava em Dimas, pendia-lhe da cabeça, penetrando chão adentro.”
Foi informado que... “Jungida aos despojos por conveniência dela pró-
pria, tem primado aqui pela inconformação. Vários amigos visitadores,
em custosa tarefa de benefício aos recém-desencarnados, têm vindo à
necrópole, tentando libertá-la.”
“A pobrezinha, porém, após atravessar existências de sólido materialismo, não sabe assumir
a menor atitude favorável ao estado receptivo do auxilio superior. Exige que o cadáver se re-
avive e supõe-se em atroz pesadelo, quando nada mais faz senão agravar a desesperação. Os
benfeitores, desse modo, inclinam-se à espera da manifestação de melhoras íntimas, porque
seria perigoso forçar a libertação, pela probabilidade de entregar-se a infeliz aos malfeitores
desencarnados.”
“Indiquei, porém o laço fluídico que a ligava ao envoltório sepulto e observei:
– Vê-se, entretanto, que a mísera experimenta a desintegração do corpo grosseiro em terrí-
veis tormentos, conservando a impressão de ligamento com a matéria putrefata.
Não teremos recursos para aliviá-la?” CONTINUA
“– Quem sabe chegou o momento? não será razoável cortar o grilhão?”
“– Que diz? – objetou, surpreso, o interlocutor – não, não pode ser!
Temos ordens.”
“– Porque tamanha exigência – insisti.”
“– Se desatássemos a algema benéfica, ela regressaria, intempestiva, à
residência abandonada, como possessa de revolta, a destruir o que en-
contrasse. Não tem direito, como mãe infiel ao dever, de flagelar com a
sua paixão desvairada o corpinho tenro do filho pequenino (que não
aceitava em tê-lo) e, como esposa desatenta às obrigações, não pode
perturbar o serviço de recomposição psíquica do companheiro honesto
que lhe ofereceu no mundo o que possuía de melhor.”
“É da lei natural que o lavrador colha de conformidade com a semeadura. Quando acalmar
as paixões vulcânicas que lhe consomem a alma, quando humilhar o coração voluntarioso, de
medo a respeitar a paz dos entes amados que deixou no mundo, então será libertada e dor-
mirá sono reparador, em estância de paz que nunca falta ao necessitado reconhecido às bên-
çãos de Deus.”
FIM
2º Desenlace (Fábio)
“Reparei que Jerônimo repetia o processo de libertação praticado em
Dimas, mas com espantosa facilidade. Depois da ação desenvolvida so-
bre o plexo solar, o coração e o cérebro, desatado o nó vital, Fábio fora
completamente afastado do corpo físico. Por fim, brilhava o cordão fluí-
dico-prateado, com formosa luz. Amparado pelo genitor, o recém-liber-
to descansava, sonolento, sem consciência exata da situação.”
“Supus que o caso de Dimas se repetiria, ali, minudência por minu-
dência; porém, uma hora depois da desencarnação, Jerônimo cortou
o apêndice luminoso.”
“– Está completamente livre – declarou meu orientador, satisfeito.”
“Incumbirme-ei (o pai desencarnado de Fábio) de velar pelo cadáver,
inutilizando os derradeiros resíduos vitais contra o abuso de qualquer
entidade inconsciente e perversa.”
FIM
3º Desenlace (Adelaide)
“Adelaide esforçou-se para mostrar satisfação no semblante novamente
abatido e rogou, tímida, lhe fosse concedido o obséquio de tentar, ela
própria, a sós, a desencarnação dos laços mais fortes, em esforço pes-
soal, espontâneo.”
“Jerônimo aquiesceu, satisfeito.”
“E, mantendo-nos de vigilância em câmara próxima, deixamo-la entre-
gue a si mesma, durante as longas horas que consumiu no trabalho
complexo e persistente.”
“Não sabia que alguém pudesse efetuar semelhante tarefa, sem concurso alheio, mas o ori-
entador veio em socorro de minha perplexidade, esclarecendo:”
“– A cooperação de nosso plano é indispensável no ato conclusivo da liberação; todavia, o
serviço preliminar do desenlace, no plexo solar e mesmo no coração, pode, em vários casos,
ser levado a efeito pelo próprio interessado, quando este haja adquirido, durante a experi-
ência terrestre, o preciso treinamento com a vida espiritual mais elevada. Não há, portanto,
motivo para surpresa. Tudo depende de preparo adequado no campo da realização.”
“Meu dirigente explicara-se com muita razão. Efetivamente, só no derradeiro minuto inter-
veio Jerônimo para desatar o apêndice prateado.”
FIM
Durante o sono saímos do nosso
corpo, ou como também podemos
dizer, nos desdobramos.
Vejam o que Sertório, auxiliar do
Instrutor Alexandre, fala sobre o
assunto...
Capítulo 8.
Era considerável o número de amigos encarnados, provisoriamente No Plano dos Sonhos.
libertos do corpo físico através do sono, que se congregavam no vasto
salão. Em primeiro lugar, junto da mesa diretora, onde Alexandre as-
sumiu a chefia, instalaram-se os alunos diretos e permanentes do ge-
neroso e sábio instrutor. Distribuíam-se os demais em turmas suces-
sivas de segundo plano.
FIM
Durante o sono também
acontecem outras situações.
Vejam algumas, a seguir...
Caso 1
– É a residência de Vieira. Vejamos o que se passa.
Acompanhei-o em silêncio. Capítulo 8.
No Plano dos Sonhos.
Em poucos instantes, encontrávamo-nos dentro de quarto confortável,
onde dormia um homem idoso, fazendo ruído singular. Via-se-lhe, perfei-
tamente, o corpo perispirítico unido à forma física, embora parcialmente desligados entre si.
Ao seu lado, permanecia uma entidade singular, trajando vestes absolutamente negras. Notei
que o companheiro adormecido permanecia sob impressões de doloroso pavor. Gritos agudos
escapavam-lhe da garganta. Sufocava-se, angustiadamente, enquanto a entidade escura fazia
gestos que eu não conseguia compreender.
Sertório acercou-se de mim e observou:
– Vieira está sofrendo um pesadelo cruel.
FIM
Caso 2
– Visitemos o Marcondes. Não temos tempo a perder. (Disse Sertório)
Daí a dois minutos, penetrávamos outro apartamento privado; todavia,
o quadro agora era muito mais triste e constrangedor.
Marcondes estava, de fato, ali mesmo, parcialmente desligado do corpo
físico, que descansava com bonita aparência, sob as colchas rendadas.
Não se encontrava ele sob impressões de pavor, como acontecia ao pri-
meiro visitado; entretanto, revelava a posição de relaxamento, caracte-
rística dos viciados do ópio. Ao seu lado, três entidades femininas de ga- Capítulo 8.
lhofeira expressão permaneciam em atitude menos edificante. No Plano dos Sonhos.
FIM
Em algumas situações se faz
necessário por um encarnado em
tratamento, no plano espiritual.
Vejam a situação, a seguir... Este relato é do
Irmão Santarém
Aproximou-se ele da infeliz peixeira do Cais da Ribeira, passou-lhe as mãos ambas à altura
dos joelhos, como laçando-os. A pobre menina cambaleou, amparando-se a uma banca pró-
xima. Quase sem interrupção, o mesmo "passe" repetiu-se à altura do busto e, em seguida,
contornando a fronte, toda a cabeça! Margaridinha caiu estatelada no chão, presa de con-
vulsões impressionantes, levando a mão ao peito e gemendo sentidamente...
CONTINUA
Margarida, com efeito, estrebuchava, parecendo nas vascas da agonia. Ro-
deamo-la, eu e meus dedicados auxiliares, no intuito de beneficiá-la com
os bálsamos de que no momento poderíamos dispor. Convém frisar, no
entanto, que nem eu nem meus adjuntos éramos sequer pressentidos,
quer por ela ou pelos demais circunstantes do plano material, pois nossa
qualidade de Espíritos desencarnados tornava-nos inatingíveis à visão
deles.
No entanto, a moça experimentava a ação nervosa produzida pela rispidez
da descarga magnética necessária ao seu lamentável estado. Aplicamos
bálsamos sedativos, compungidos ante seus sofrimentos. Tornou-se inani- Outra vez Jerônimo
e Família
mada, gradativamente acalmando-se, continuando, porém, estendida so-
bre as lajes do antro, enquanto o taverneiro, apavorado com o acontecimento, providencia-
va socorros médicos e um leito no interior da casa, pois cumpria ocultar a verdade em torno
do caso, por não desejar complicações com a policia, dada a ilegalidade do comércio.
Alguns minutos depois, chegando o facultativo, que a considerou gravemente doente em
virtude de grande intoxicação pelo álcool, providências humanitárias foram tomadas, pois
tecêramos em torno dele corrente harmoniosa de sugestões compassivas...
E assim foi que, tal como desejáramos e tornava-se necessário, passadas que foram as som-
bras dramáticas daquela noite decisiva, a filha do nosso pupilo aqui presente dava entrada
em modesto hospital, caridoso bastante para resguardá-la enquanto providenciássemos
quanto aos seus dias futuros, (...)
CONTINUA
Agora vejam a seguir aonde queremos incluir
esse fato em nosso estudo...
Os serviços ali são variados e constantes como no interior da Colônia. Muitos enfermos en-
carnados são ali curados pela medicina do plano espiritual, muitas criaturas transviadas no
caminho do dever hão recebido sob aqueles hospitaleiros abrigos forças e vigores novos
para a emenda e conseqüente regeneração, enquanto que muitos corações aflitos e choro-
sos têm sido consolados, aconselhados, norteados para Deus, salvos do suicídio, reintegra-
dos no plano das ações para que nasceram e do qual se haviam afastado.
Para aí conduzida em Espírito, Margarida foi submetida a exame rigoroso, observando os
nossos irmãos incumbidos do mandato as precárias condições em que se encontrava sua
organização — fluídica — o perispirito — e que urgente se fazia um tratamento a rigor.
Enquanto isso o corpo carnal também o era pelo cientista terreno — o médico assistente do
hospital para onde fora transportado em estado comatoso.
FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Observem que a paciente ficou desdobrada e
sob tratamento espiritual, além do físico. Isso
nos faz pensar, e também responde, daquelas
pessoas que se encontram hospitalizados, nas
UTI’s, em estado de coma. Mas como já
falamos antes, cada caso é um caso...
Desacoplamento – No estado comatoso, onde se
Senti-me suspenso sobre o corpo físico após alguns minutos de reflexão e preces.
O espírito Joseph Gleber estava ao meu lado, e o vi como se em tudo fosse semelhante a um
encarnado. Vestia-se sobriamente e apresentava-se a mim dando a impressão de que era um
encarnado, tal a realidade e perfeição de detalhes que eu podia observar naquele momento.
(...) ele sempre se apresentou à minha visão espiritual: olhos e cabelos claros, alto e magro e
com uma aura dourada envolvendo-lhe suavemente a personalidade.
Joseph convidou-me a um passeio, uma excursão, de maneira que eu pudesse observar me-
lhor certos fatos e compreender a realidade daquilo que ele escrevia através de minha me-
diunidade. Ele me esclarecia:
CONTINUA
Acho importante colocar o
que Joseph Gleber disse para
Robson Pinheiro. Vale para
todo o nosso estudo também.
Preâmbulo
– Você observará algumas coisas que, de certa forma, não constam nos livros que traduzem
o pensamento ortodoxo de meus irmãos espíritas. Quero que você fique muito atento e re-
late cada detalhe a meus irmãos. Não intento ir contra nenhum pensamento estabelecido,
porém é preciso não ficar restrito aos acanhados relatos que costumam preencher os livros
que fazem sucesso no momento. Precisamos muito mais de cientistas do espírito e pesqui-
sadores sérios do que de médiuns em busca de ibope e projeção.
FIM
É aqui que vamos falar 1. Quando estamos dormindo, por exemplo,
um pouco sobre o nos desdobramos, ou seja, desacoplamos os
assunto do nossos corpos astral e mental do físico.
desdobramento. Também
2. Lembrando que acoplado ao nosso corpo
conhecido como projeção
astral, ou emancipação físico está o nosso duplo etérico. E ligando o
da alma. Vamos ver como nosso corpo físico aos demais corpos está o
ele ocorre. nosso cordão de prata.
3. De acordo com a nossa evolução, poderemos
ficar próximos ao nosso corpo físico, ou então,
4. Poderemos, ou não, entrar em contato fazermos o que chamam geralmente de “viagem
com outros encarnados ou desencarnados astral”, indo para onde o nosso pensamento, ou
no plano astral (plano espiritual). as nossas tendências, irão nos levar.
Cordão
de
Prata
FIM
O desdobramento é relativamente fácil, sendo normal que ocor-
ra uma ou outra vez, e de modo espontâneo (sem volição cons-
ciente), no decurso de uma existência.
FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Como vimos, todos nós nos desdobramos,
mas nem todos temos a capacidade e a
habilidade da projeção. Isso quer dizer que
será de acordo com a nossa evolução e
também com o treinamento.
A essa altura, o dono da casa e a neta de Saldanha (encarnados
e desdobrados), provisoriamente libertos das teias fisiológicas,
já se encontravam ao lado de Gúbio (Instrutor espiritual), que
recebeu Jorge (encarnado e desdobrado tembém) com
desvelado carinho, e, unindo os três como que identificando-os a
uma corrente magnética de forte expressão, emprestou-lhes forças
à mente, por intermédio de operações fluídicas, para que o
ouvissem acordados, em espírito, tanto quanto possível.
Notei, então, que o despertamento não era análogo para os três.
Capítulo 13.
Variava de acordo com a posição evolutiva e condições mentais de Convocação Familiar.
cada um.
FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Como já foi visto, vimos que em algumas situações
recebemos “visitas” de pessoas tanto encarnadas
como também desencarnadas quando estivermos
dormindo e desdobrados. E isso inclui nossos
amigos e familiares que já desencarnaram.
Desacoplamento
dos Corpos.
Observem este trecho da
conversa entre André Luiz e
Lísias...
André Luiz pergunta:
‒ Mas, Lísias, você que tem um amigo encarnado, qual seu pai,
não gostaria de comunicar-se com ele?
‒ Sem dúvida ‒ respondeu bondosamente ‒, quando merece-
mos essa alegria, visitamo-lo em sua nova forma, verificando-
se o mesmo, quando se trata de qualquer expressão de inter-
câmbio entre ele e nós. (...)
Capítulo 23
Saber Ouvir
E mais adiante...
“(...) Acresce notar que, da esfera superior, é possível descer à
inferior com mais facilidade. Existem, contudo, certas leis que
mandam compreender devidamente os que se encontram nas
zonas mais baixas.”
FIM
— Não mediste, ainda — respondeu (para André Luiz),
prestimoso —, a extensão do intercâmbio entre encarnados e
desencarnados.
A determinadas horas da noite, três quartas partes da população
de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre se acham nas zonas
de contato conosco (com os Espíritos desencarnados e
nos planos espirituais) e a maior percentagem desses
semilibertos do corpo, pela influência natural do sono,
permanecem detidos nos círculos de baixa vibração qual este em
que nos movimentamos provisoriamente.
Por aqui, muitas vezes se forjam dolorosos dramas que se desenro- Capítulo 6.
Observações
lam nos campos da carne. Grandes crimes têm nestes sítios as e Novidades.
respectivas nascentes e, não fosse o trabalho ativo e constante dos
Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor
sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a
égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as
criaturas.
FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Ainda sobre desdobramento
vejam o caso seguinte no livro
“Animismo e Espiritismo”, de
Alexandre Aksakof.
Volume 1 e 2
“O caso seguinte é edificante, particularmente graças a um concurso
de circunstâncias mui interessantes: o espírito transporta-se a um lu-
gar distante, a um meio absolutamente estranho, e age por interven-
ção de um médium que ali se encontrava. Evidentemente este fato
só tem valor com a condição de sua autenticidade ser garantida, co-
mo tenho todo o fundamento de admiti-lo, sob a fé dos documentos
que me foram fornecidos.
“”Quando se deitou eram quase 3 horas da tarde. Antes de adormecer, sentiu-se particu-
larmente disposta a desdobrar-se, isto é, “a deixar o corpo e agir independentemente de-
le”. As suas pálpebras entorpecidas fecharam-se, e ela se achou transportada imediata-
mente a um quarto que lhe era bem conhecido, pertencente a uma pessoa que ela conhe-
cia muito bem. Viu ali essa pessoa e tentou inutilmente fazer-se ver por ela; Sofia voltou
então ao seu quarto, e sentindo-se ainda com bastante força, teve a ideia de dirigir-se a
casa do Senhor Stratil, sogro de seu irmão Antônio, com a intenção de fazer-lhe uma sur-
presa agradável.
CONTINUA
Com a rapidez do pensamento, sentindo-se com liberdade de movi-
mentos, transpôs o espaço, lançando apenas um olhar fugitivo sobre
Viena e o Wienerberg, e achou-se transportada ao belo país que
circunda a cidade de Moedling; e, ali, viu-se no gabinete do Senhor
Stratil, defronte dele próprio, e do Senhor Gustavo B., a quem muito
estimava e ao qual desejava vivamente dar uma prova palpável da
atividade independente do espírito, pois que ele sempre manifestara
uma atitude céptica a tal respeito.
Volume 1 e 2
Ela se dirigiu diretamente ao Senhor B. e lhe falou em tom ameno e alegre, quando subi-
tamente despertou (em Viena), em consequência de um grito que retumbou no quarto
vizinho ao seu, onde dormiam seus sobrinhos e sobrinhas. Abriu os olhos, profundamente
contrariada, e pouco lhe ficou da conversação que entretivera em Moedling, e que tinha
sido interrompida de maneira tão brusca.
CONTINUA
“Por felicidade o Senhor B. tinha escrito cuidadosamente o diálogo
inteiro. Essa ata, o Senhor Stratil anexou-a à sua coleção de comuni-
cações espíritas. A conversação com Sofia, por conseguinte, tinha
apresentado os caracteres de uma comunicação espírita, dada por
um médium. O relatório seguinte faz parte da ata do Senhor Stratil:
“No dia seguinte, isto é, a 22 de Maio, a jovem Carolina, filha do
Senhor Stratil, recebeu uma carta que lhe enviava (a Viena) seu pai,
Volume 1 e 2
que estava em Meedling. Entres outras, essa carta continha as per-
guntas seguintes: “Como passou Sofia no dia 21 de Maio?
Capítulo IV
A Hipótese dos Espíritos “Que fez ela?
“Não dormiu nesse dia entre 3 e 4 horas da tarde? Se dormiu, que
viu em sonho?
“A família de Sofia tinha certeza de que ela havia estado deitada durante esse tempo, so-
frendo de violenta dor de cabeça, mas ninguém tinha tido conhecimento do que ela vira
em sonho. Antônio interrogou sua irmã a tal respeito, sem nada lhe dizer, entretanto, so-
bre a carta que tinha recebido de seu sogro. Contudo, a narração desse sonho colocava
Sofia em um embaraço evidente: sem perceber onde seu irmão queria chegar com suas
perguntas, ela hesitava em dar-lhe resposta. Respondeu-lhe que se recordava apenas do
incidente principal, a saber: que tinha deixado o corpo e visitado outros lugares; que não
se recordava mais quais fossem.
CONTINUA
“E, entretanto, Sofia recordava-se perfeitamente bem de todas as
particularidades de sua primeira visita, mas lhe era desagradável di-
vulgá-las. Quanto à sua segunda visita, ela tinha perdido a lembrança
precisa, por causa de seu brusco despertar, e, apesar do desejo de
dar parte dela a seu irmão, não o pôde.
FIM
Os fatos que acabamos de citar nada mais
Volume 1 e 2
Desacoplamento
dos Corpos.
Realizar os desdobramentos dos corpos
astral e mental, e ter a consciência deles em
seus devidos planos só é possível para
aqueles que já alcançaram uma certa
evolução. Ou seja, um espírito pouco
evoluído não conseguirá fazê-lo.
No sono natural
Na maioria das situações, a criatura, ainda extremamente aparenta-
da com a animalidade primitivista, tem a mente como que voltada
para si mesma, em qualquer expressão de descanso, tomando o so-
no para claustro remansoso (tranquilo) das impressões que lhe são
agradáveis, qual criança que, à solta, procura simplesmente o objeto
de seus caprichos.
Nesse ensejo, configura na onda mental que lhe é característica as
Capítulo 21 imagens com que se acalenta, sacando da memória a visualização
Desdobramento
dos próprios desejos, imitando alguém que improvisasse miragens,
na antecipação de acontecimentos que aspira a concretizar.
Atreita ao narcisismo, tão logo demande o sono, quase sempre se detém justaposta ao
veículo físico, como acontece ao condutor que repousa ao pé do carro que dirige, entre-
gando-se à volúpia mental com que alimenta os próprios impulsos afetivos, enquanto a
máquina se refaz.
Corpo Astral
Corpo Astral (e seus demais
(e seus demais corpos superiores)
corpos superiores)
Capítulo 11.
Intercessão.
FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Nesta simulação que vimos conseguiremos
entender então o porquê do espírito do
suicida ficar preso ao seu cadáver. É pelo
corpo etérico que ainda possui fluidos
vitais! E preso ao corpo o espírito sentirá
toda a decomposição de seu corpo!
Desacoplamento
dos Corpos.
Compreenderemos então que não é castigo ou até mesmo
uma expiação para o espírito! É uma consequência natural,
por ter exterminado a sua vida antes do prazo programado.
O corpo etérico está com reserva de fluido vital para um
determinado período de tempo. E por ser ainda matéria,
ficará junto ao corpo físico até sua completa extinção! Ou
seja, o tempo de vida que foi programado ao espírito.
Desacoplamento
dos Corpos.
Ainda existe uma outra consequência! Como nos
momentos de sono, o espírito está livre para ir onde quiser,
conforme a sua sintonia, mas neste caso específico só é
sofrimento! Por isso irão vagar em péssimas situações,
presos ainda a matéria, indo muitas vezes ao já conhecido
“Vale dos Suicidas”. Recomendamos para isso a leitura do
livro “Memórias de um Suicida”, de Yvonne A. Pereira.
Em um resgate, no Vale dos Suicidas...
Heitor, entretanto, chamava-nos a atenção, solicitando-nos a ajuda.
Um desvalido sofredor jazia no fundo da gruta e a caridade nos suscita-
va atendê-lo como possível. Este era o motivo do forte cheiro de putre-
fação que sentíamos.
Trouxemo-lo para fora (da gruta) com todo o cuidado que a mobilização demanda
nestes casos. Podíamos agora vê-lo em seu adiantado processo de cadaverização. Sem
dúvida um dos quadros mais tétricos (triste, medonho) de se presenciar no Vale.
Ocorre ainda entre os suicidas que não conseguem desvencilhar-se de seu mortuário orgâ-
nico, presenciando em si mesmos os terríveis fenômenos da decomposição.
CONTINUA
* A assimilação dos eflúvios vitais remanescentes do corpo físico não se
conclui, de forma que o cordão fluídico, por onde trafegam os impulsos
comunicantes entre este e o psicossoma, permanece ativado, unindo
ambos em fortes liames e fazendo com que os fenômenos da decompo-
sição sejam sentidos pelo desencarnante.
Em sua grande maioria continuam atados aos seus féretros, até que se
esgotem os últimos alvores de suas energias físicas, remanescentes nas
carnes em decorrência da prematura morte.
Capítulo 4
Rumo às Cavernas
Outros são trazidos por imantação a essas paragens, onde permanecem
estirados nos lodaçais purgativos.
Encontrá-los escondidos naquelas covas era raro, daí o nosso assombro. Possivelmente
aquele fora atirado ali por espíritos vampiros com a intenção de ocultá-lo, a fim de seviciá-
lo mais tarde, dominando-o para os seus propósitos indignos.
É lastimável, mas forçoso é compará-los às feras que ocultam suas carcaças para as devorar
mais tarde, com paciência. Hostes rivais de entidades vampirescas disputam essas presas
imprevidentes com sofreguidão, cobiçadas por serem fontes de energias vitais preciosas
para seus sustentos. Quais espantalhos vivos, são lânguidos joguetes nas mãos destes fli-
busteiros que lhes sugam todas as forças, abandonando-os em estado lastimável.
E mais adiante... CONTINUA
Depositamos o infeliz suicida recolhido em nosso caminho sobre uma
campa, a fim de socorrê-lo como possível.
Porquê eu
Porquê eu vejo essas
Porquê eu não consigo
não consigo coisas!?
ver?
ver?
O termo “Não Médiuns” é pura forma de falar, pois como sabemos todos
somos médiuns, porém destacamos aqui os médiuns ostensivos.
Desacoplamento
dos Corpos.
Bem, chegamos ao fim com estas
dúvidas. Mas já deu para perceber que
Lego não vê com os olhos do corpo físico!
Durante os próximos estudos falaremos
mais sobre isso e sobre estas dúvidas!
Desacoplamento
dos Corpos.
Périclis Roberto
pericliscb@outlook.com
http://vivenciasespiritualismo.net/index.htm
Luiz Antonio Brasil