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Desacoplamento e Desencarnação Espiritual

Enviado por

Cintia Hencker
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Desacoplamento

dos Corpos.
Voltamos. Vamos ver outros
desenlaces, narrados pelo
André Luiz. Mas antes
disso vejam o que ele
encontra no cemitério.
No mesmo cemitério, Luiz André encontra uma mulher
desencarnada que chorava, soluçava, em cima de sua cova
“Compreendi, então (após dialogar com ela), que a desventurada sen-
tia todos os fenômenos da decomposição cadavérica e, examinando-a
detidamente, reparei que o fio singular, sem a luz prateada que o ca-
racterizava em Dimas, pendia-lhe da cabeça, penetrando chão adentro.”

Foi informado que... “Jungida aos despojos por conveniência dela pró-
pria, tem primado aqui pela inconformação. Vários amigos visitadores,
em custosa tarefa de benefício aos recém-desencarnados, têm vindo à
necrópole, tentando libertá-la.”

“A pobrezinha, porém, após atravessar existências de sólido materialismo, não sabe assumir
a menor atitude favorável ao estado receptivo do auxilio superior. Exige que o cadáver se re-
avive e supõe-se em atroz pesadelo, quando nada mais faz senão agravar a desesperação. Os
benfeitores, desse modo, inclinam-se à espera da manifestação de melhoras íntimas, porque
seria perigoso forçar a libertação, pela probabilidade de entregar-se a infeliz aos mal­feitores
desencarnados.”
“Indiquei, porém o laço fluídico que a ligava ao envoltório sepulto e observei:
– Vê-se, entretanto, que a mísera experimenta a desintegração do corpo grosseiro em terrí-
veis tormentos, conservando a impressão de ligamento com a matéria putrefata.
Não teremos recursos para aliviá-la?” CONTINUA
“– Quem sabe chegou o momento? não será razoável cortar o grilhão?”
“– Que diz? – objetou, surpreso, o interlocutor – não, não pode ser!
Temos ordens.”
“– Porque tamanha exigência – insisti.”
“– Se desatássemos a algema benéfica, ela regressaria, intempestiva, à
residência abandonada, como possessa de revolta, a destruir o que en-
contrasse. Não tem direito, como mãe infiel ao dever, de flagelar com a
sua paixão desvairada o corpinho tenro do filho pequenino (que não
aceitava em tê-lo) e, como esposa desatenta às obrigações, não pode
perturbar o serviço de recomposição psíquica do companheiro honesto
que lhe ofereceu no mundo o que possuía de melhor.”

“É da lei natural que o lavrador colha de conformidade com a semeadura. Quando acalmar
as paixões vulcânicas que lhe consomem a alma, quando humilhar o coração voluntarioso, de
medo a respeitar a paz dos entes amados que deixou no mundo, então será libertada e dor-
mirá sono reparador, em estância de paz que nunca falta ao necessitado reconhecido às bên-
çãos de Deus.”

“A lição era dura, mas lógica.”

FIM
2º Desenlace (Fábio)
“Reparei que Jerônimo repetia o processo de libertação praticado em
Dimas, mas com espantosa facilidade. Depois da ação desenvolvida so-
bre o plexo solar, o coração e o cérebro, desatado o nó vital, Fábio fora
completamente afastado do corpo físico. Por fim, brilhava o cordão fluí-
dico-prateado, com formosa luz. Amparado pelo genitor, o recém-liber-
to descansava, sonolento, sem consciência exata da situação.”
“Supus que o caso de Dimas se repetiria, ali, minudência por minu-
dência; porém, uma hora depois da desencarnação, Jerônimo cortou
o apêndice luminoso.”
“– Está completamente livre – declarou meu orientador, satisfeito.”
“Incumbirme-ei (o pai desencarnado de Fábio) de velar pelo cadáver,
inutilizando os derradeiros resíduos vitais contra o abuso de qualquer
entidade inconsciente e perversa.”

FIM
3º Desenlace (Adelaide)
“Adelaide esforçou-se para mostrar satisfação no semblante novamente
abatido e rogou, tímida, lhe fosse concedido o obséquio de tentar, ela
própria, a sós, a desencarnação dos laços mais fortes, em esforço pes-
soal, espontâneo.”
“Jerônimo aquiesceu, satisfeito.”
“E, mantendo-nos de vigilância em câmara próxima, deixamo-la entre-
gue a si mesma, durante as longas horas que consumiu no trabalho
complexo e persistente.”
“Não sabia que alguém pudesse efetuar semelhante tarefa, sem concurso alheio, mas o ori-
entador veio em socorro de minha perplexidade, esclarecendo:”
“– A cooperação de nosso plano é indispensável no ato conclusivo da liberação; todavia, o
serviço preliminar do desenlace, no plexo solar e mesmo no coração, pode, em vários casos,
ser levado a efeito pelo próprio interessado, quando este haja adquirido, durante a experi-
ência terrestre, o preciso treinamento com a vida espiritual mais elevada. Não há, portanto,
motivo para surpresa. Tudo depende de preparo adequado no campo da realização.”

“Meu dirigente explicara-se com muita razão. Efetivamente, só no derradeiro minuto inter-
veio Jerônimo para desatar o apêndice prateado.”

“A agonizante estava livre, enfim !...”


FIM
Aproveitou Aniceto a serenidade ambiente e começou a retirar o
corpo espiritual de Fernando, desligando-o dos despojos, reparan-
do eu que iniciara a operação pelos calcanhares, terminando na
cabeça, à qual, por fim, parecia estar preso o moribundo por exten-
so cordão, tal como se dá com os nascituros terrenos.

Aniceto cortou-o com esforço.

O corpo de Fernando deu um estremeção, chamando o médico


humano ao novo quadro. Capítulo 50.
A desencarnação
A operação não fora curta e fácil. de Fernando.

Demorara-se longos minutos, durante os quais vi o nosso Instrutor


empregar todo o cabedal de sua atenção e talvez de suas energias
magnéticas.

FIM
Durante o sono saímos do nosso
corpo, ou como também podemos
dizer, nos desdobramos.
Vejam o que Sertório, auxiliar do
Instrutor Alexandre, fala sobre o
assunto...

– Quando encarnados, na Crosta, não temos bastante consciência


dos serviços realizados durante o sono físico; contudo, esses traba-
lhos são inexprimíveis e imensos. Se todos os homens prezassem
seriamente o valor da preparação espiritual, diante de semelhante
gênero de tarefa, certo efetuariam as conquistas mais brilhantes,
nos domínios psíquicos, ainda mesmo quando ligados aos envoltó-
rios inferiores. Infelizmente, porém, a maioria se vale, inconscien-
temente, do repouso noturno para sair à caça de emoções frívolas
ou menos dignas. Relaxam-se as defesas próprias, e certos impulsos,
longamente sopitados durante a vigília, extravasam em todas as di- Capítulo 8.
reções, por falta de educação espiritual, verdadeiramente sentida No Plano dos Sonhos.
e vivida.
FIM
Veja esta outra observação feita
agora pelo Assistente Áulus a
André Luiz.

— Raros Espíritos encarnados conseguem absoluto domí-


nio de si próprios, em romagens de Serviço edificante fora
do carro de matéria densa. Habituados à orientação pelo
corpo físico, ante qualquer surpresa menos agradável, na
esfera de fenômenos inabituais, procuram instintivamente
o retorno ao vaso carnal, à maneira do molusco que se re-
fugia na própria concha, diante de qualquer impressão em
desacordo com os seus movimentos rotineiros. (...)
Capítulo 11
Desdobramento
em Serviço
Veja esta outra observação feita
também pelo Assistente Áulus a
André Luiz, mas em outro capítulo.

‒ Quando o corpo terrestre descansa, nem


sempre as almas repousam. Na maioria das
ocasiões, seguem o impulso que lhes é pró-
prio. Quem se dedica ao bem, de um modo
geral continua trabalhando na sementeira e na
seara do amor, e quem se emaranha no mal
costuma prolongar no sono físico os pesadelos
em que se enreda...
Capítulo 24
Luta Expiatória
E vejam a observação de André
Luiz, chegando a um salão onde
estava uma assembléia de
estudiosos para uma aula com
o Instrutor Alexandre...

Capítulo 8.
Era considerável o número de amigos encarnados, provisoriamente No Plano dos Sonhos.
libertos do corpo físico através do sono, que se congregavam no vasto
salão. Em primeiro lugar, junto da mesa diretora, onde Alexandre as-
sumiu a chefia, instalaram-se os alunos diretos e permanentes do ge-
neroso e sábio instrutor. Distribuíam-se os demais em turmas suces-
sivas de segundo plano.

Calculei a assistência de companheiros nessas condições em pouco


mais de cem pessoas, aproximadamente, exceção dos desencarnados
que acorriam até ali em mais vasta expressão. (...)

FIM
Durante o sono também
acontecem outras situações.
Vejam algumas, a seguir...

Caso 1
– É a residência de Vieira. Vejamos o que se passa.
Acompanhei-o em silêncio. Capítulo 8.
No Plano dos Sonhos.
Em poucos instantes, encontrávamo-nos dentro de quarto confortável,
onde dormia um homem idoso, fazendo ruído singular. Via-se-lhe, perfei-
tamente, o corpo perispirítico unido à forma física, embora parcialmente desligados entre si.
Ao seu lado, permanecia uma entidade singular, trajando vestes absolutamente negras. Notei
que o companheiro adormecido permanecia sob impressões de doloroso pavor. Gritos agudos
escapavam-lhe da garganta. Sufocava-se, angustiadamente, enquanto a entidade escura fazia
gestos que eu não conseguia compreender.
Sertório acercou-se de mim e observou:
– Vieira está sofrendo um pesadelo cruel.

E indicando a entidade estranha:


– Creio que ele terá atraído até aqui o visitante que o espanta. CONTINUA
Com efeito, muito delicadamente, o meu interlocutor começou a dialogar
com a entidade de luto:
– O amigo é parente do companheiro que dorme?
– Não, não. Somos conhecidos velhos.
E, muito impaciente, acentuou:
– Hoje, à noite, Vieira me chamou com as suas reiteradas lembranças e
acusou-me de faltas que não cometi, conversando levianamente com a
família. Isso, como é natural, desgostou-me. Não bastará o que tenho
sofrido, depois da morte? Ainda precisarei ouvir falsos testemunhos de Capítulo 8.
No Plano dos Sonhos.
amigos maledicentes? Não poderia esperar dele semelhante procedi-
mento, em virtude das relações afetivas que nos uniam as famílias, desde alguns anos. Vieira
foi sempre pessoa de minha confiança. Em razão da surpresa, deliberei esperá-lo nos momen-
tos de sono, a fim de prestar-lhe os necessários esclarecimentos.
O estranho visitante. Todavia, fez uma pausa, sorriu irônico, e continuou:
– Entretanto, desde o momento em que me pus a explicar-lhe a situação do passado, infor-
mando-o quanto aos verdadeiros móveis de minhas iniciativas e resoluções na vida carnal,
para que não prossiga caluniando-me o nome, embora sem intenção, Vieira fez este rosto de
pavor que estão vendo e parece não desejar ouvir as minhas verdades.
Interessado nas lições novas, aproximei-me do amigo, cujo corpo descansava em
posição horizontal, e senti-lhe o suor frio ensopando os lençóis.
CONTINUA
Não revelava compreender convenientemente o auxílio que lhe era tra-
zido, fixando-nos com estranheza e ansiedade, intensificando, ainda
mais, os gemidos gritantes que lhe escapavam da boca.
Sentindo a silenciosa reprovação de Sertório, o habitante das zonas in-
feriores dirigiu-lhe a palavra de modo especial:
– O senhor admite que devamos ouvir impassíveis os remoques da le-
viandade? Não será passível de censura e punição o amigo infiel que se
vale das imposições da morte para caluniar e deprimir? Se Vieira sentiu-
-se no direito de acusar-me, desconhecendo certas particularidades dos
problemas de minha vida privada, não é justo que me tolere os esclare- Capítulo 8.
No Plano dos Sonhos.
cimentos até ao fim? Não sabe ele, acaso que os mortos continuam vi-
vos? Ignorará, porventura, que a memória de cada companheiro deve ser sagrada? Ora esta!
Eu mesmo já lhe ouvi, em minha nova condição de desencarnado, longas dissertações referen-
tes ao respeito que devemos uns aos outros... Não considera, pois, que tenho motivos justos
para exigir um legítimo entendimento?

O interpelado esboçou um gesto de complacência e observou:


– Talvez esteja com a razão, meu caro. Entretanto, creio deva desculpar seu amigo! Como exi-
gir dos outros conduta rigorosamente correta, se ainda não somos criaturas irrepreensíveis?
Tenha calma, sejamos caridosos uns para com os outros!...
E, enquanto a entidade se punha a meditar nas palavras ouvidas. Sertório falou-me
em tom discreto:
CONTINUA
– Vieira não poderá comparecer esta noite aos trabalhos.
Não pude reprimir a má impressão que a cena me causava e, talvez por-
que eu fizesse um olhar suplicante, advogando a causa do pobre irmão,
quase a desencarnar-se de medo, o auxiliar de Alexandre prosseguiu:
– Retirar violentamente a visita, cuja presença ele próprio propiciou, não
é tarefa compatível com as minhas possibilidades do momento. Mas po-
demos socorrê-lo, acordando-o.
E, sem pestanejar, sacudiu o adormecido, energicamente, gritando-lhe o
nome com força.
Vieira despertou confuso, estremunhando, sob enorme fadiga, e ouvi-o Capítulo 8.
exclamar, palidíssimo: No Plano dos Sonhos.
– Graças a Deus, acordei! Que pesadelo terrível!... Será crível que eu te-
nha lutado com o fantasma do velho Barbosa? Não! Não posso acreditar!...
Não nos viu, nem identificou a presença da entidade enlutada, que ali permaneceu até não sei
quando. E, ao retirarmo-nos, ainda lhe notei as interrogações íntimas, indagando de si mesmo
sobre o que teria ingerido ao jantar, tentando justificar o susto cruel com pretextos de origem
fisiológica. Longe de auscultar a própria consciência, com respeito à maledicência e à levian-
dade, procurava materializar a lição no próprio estômago, buscando furtar-se à realidade.

FIM
Caso 2
– Visitemos o Marcondes. Não temos tempo a perder. (Disse Sertório)
Daí a dois minutos, penetrávamos outro apartamento privado; todavia,
o quadro agora era muito mais triste e constrangedor.
Marcondes estava, de fato, ali mesmo, parcialmente desligado do corpo
físico, que descansava com bonita aparência, sob as colchas rendadas.
Não se encontrava ele sob impressões de pavor, como acontecia ao pri-
meiro visitado; entretanto, revelava a posição de relaxamento, caracte-
rística dos viciados do ópio. Ao seu lado, três entidades femininas de ga- Capítulo 8.
lhofeira expressão permaneciam em atitude menos edificante. No Plano dos Sonhos.

Vendo-nos, de súbito, o dono do apartamento surpreendeu-se, de maneira indisfarçável,


mormente em fixando Sertório, que era de seu mais antigo conhecimento. Levantou-se, en-
vergonhado, e ensaiou algumas explicações com dificuldade:
– Meu amigo – começou a dizer, dirigindo-se ao auxiliar de Alexandre –, já sei que vem pro-
curar-me... Não sei como esclarecer o que ocorre...
Não pôde, contudo, prosseguir e mergulhou a cabeça nas mãos, como se desejasse escon-
der-se de si mesmo.
A essa altura da cena constrangedora, verifiquei, então, sem vislumbres de dúvida,
que as entidades visitantes eram da pior espécie, de quantas conhecia eu nas regiões
das sombras. CONTINUA
Irritadas talvez com o recuo do companheiro, que se revelava triste e
humilhado, prorromperam em grande algazarra, acercando-se mais in-
tensamente de nós, sem o mínimo respeito.
– Impossível que nos arrebatem Marcondes! – disse uma delas, enfa-
ticamente, – Afinal de contas, vim de muito longe para perder meu tem-
po assim, sem mais nem menos!
– Ele mesmo nos chamou para a noite de hoje – exclamou a segunda,
atrevidamente – e não se afastará de modo algum.
Sertório ouvia com serenidade, evidenciando íntima compaixão. Capítulo 8.
No Plano dos Sonhos.
A terceira entidade, que parecia reter instintos inferiores mais completos,
aproximou-se de nós com terrível expressão de sarcasmo e falou, dando-me a entender que
aquela não era a primeira vez que Sertório procurava o sitio para os mesmos fins e nas mês-
mas circunstâncias:
– Os senhores não passam de intrusos. Marcondes é fraco, deixando-se impressionar pela pre-
sença de ambos. Nós, todavia, faremos a reação. Não conseguirão arrancar-nos o predileto.
E gargalhando, irônica, acentuava:
– Também temos um curso de prazer. Marcondes não se afastará.
Contrariamente aos meus impulsos, Sertório não demonstrava a mínima atenção.
As palavras e expressões daquela criatura, porém, irritavam-me.
CONTINUA
Ao meu lado, o auxiliar de Alexandre mantinha-se extremamente bondo-
so. A própria vítima permanecia humilde e triste. Porque semelhantes
insultos?
Ia responder alguma coisa, no sentido de esclarecer o caso em termos
precisos, quando Sertório me deteve:
– André, contenha-se! Um minuto de conversação atenciosa com as ten-
tações provocadoras do plano inferior pode induzir-nos a perder um sé-
culo.
Em seguida, com invejável tranqüilidade, dirigiu-se ao interessado, per-
Capítulo 8.
guntando, sem espírito de censura: No Plano dos Sonhos.
– Marcondes, que contas darei hoje de você, meu amigo?
O interpelado respondeu, lacrimoso e humilhado:
– Oh, Sertório, como é difícil manter o coração nos caminhos retos! Perdoe-me... Não sei
como isto aconteceu... Não posso explicar-me!
Mas Sertório parecia pouco disposto a cultivar lamentações e mostrando-se muito interes-
sado em aproveitar o tempo, interrompeu-o:
– Sim. Marcondes. Cada qual escolhe as companhias que prefere. Futuramente você compre-
enderá que somos seus amigos leais e que lhe desejamos todo o bem.
Despejaram as mulheres nova série de frases ridicularizadoras. Marcondes começou,
de novo, a lastimar-se, mas o mensageiro de Alexandre, sem hesitar, tomou-me a
destra e regressamos à via pública. CONTINUA
– E em que ficamos? – indaguei – não vai acordá-lo?
– Não. Não podemos agir aqui do mesmo modo. (O que aconteceu
no Caso 1) Marcondes deve demorar -se em tal situação, para que
amanhã a lembrança desagradável seja mais duradoura, fortifican-
do-lhe a repugnância pelo mal.

Para finalizar o assunto,


vejam o que Sertório fala
para André Luiz sobre os Capítulo 8.
dois casos... No Plano dos Sonhos.

Diz André Luiz:


– (...) a situação de Vieira e Marcondes sensibiliza-me fundamente.

Sertório, porém, cortou-me a palavra, rematando, seguro de si mesmo:


– Conserve seu sentimento, que é sagrado; não se arrisque, porém, a sentimentalismo do-
entio. Esteja tranqüilo quanto à assistência, que não lhes faltará no momento oportuno; não
se esqueça, porém, de que, se eles mesmos algemaram o coração em semelhantes cárceres,
é natural que adquiram alguma experiência proveitosa à custa do próprio desapontamento.

FIM
Em algumas situações se faz
necessário por um encarnado em
tratamento, no plano espiritual.
Vejam a situação, a seguir... Este relato é do
Irmão Santarém

A um aprendiz da Vigilância, que comigo levara, justamen-


te daqueles que iniciavam experiências regeneradoras a-
través dos serviços de beneficência ao próximo, indiquei a
Outra vez Jerônimo
mísera jovem, dizendo: e Família
— Será necessário arrebatá-la daqui... O Astral Superior recomenda assistência imediata em
torno dela... Adormece-a, meu amigo, com uma descarga magnética forte, servindo-te dos
elementos fluídicos dos circunstantes... Dá-lhe aparências de doente grave... e afasta com
presteza estes infelizes que a maltratam.

O resultado, da ordem por mim emitida não se fez esperar.

Aproximou-se ele da infeliz peixeira do Cais da Ribeira, passou-lhe as mãos ambas à altura
dos joelhos, como laçando-os. A pobre menina cambaleou, amparando-se a uma banca pró-
xima. Quase sem interrupção, o mesmo "passe" repetiu-se à altura do busto e, em seguida,
contornando a fronte, toda a cabeça! Margaridinha caiu estatelada no chão, presa de con-
vulsões impressionantes, levando a mão ao peito e gemendo sentidamente...
CONTINUA
Margarida, com efeito, estrebuchava, parecendo nas vascas da agonia. Ro-
deamo-la, eu e meus dedicados auxiliares, no intuito de beneficiá-la com
os bálsamos de que no momento poderíamos dispor. Convém frisar, no
entanto, que nem eu nem meus adjuntos éramos sequer pressentidos,
quer por ela ou pelos demais circunstantes do plano material, pois nossa
qualidade de Espíritos desencarnados tornava-nos inatingíveis à visão
deles.
No entanto, a moça experimentava a ação nervosa produzida pela rispidez
da descarga magnética necessária ao seu lamentável estado. Aplicamos
bálsamos sedativos, compungidos ante seus sofrimentos. Tornou-se inani- Outra vez Jerônimo
e Família
mada, gradativamente acalmando-se, continuando, porém, estendida so-
bre as lajes do antro, enquanto o taverneiro, apavorado com o acontecimento, providencia-
va socorros médicos e um leito no interior da casa, pois cumpria ocultar a verdade em torno
do caso, por não desejar complicações com a policia, dada a ilegalidade do comércio.
Alguns minutos depois, chegando o facultativo, que a considerou gravemente doente em
virtude de grande intoxicação pelo álcool, providências humanitárias foram tomadas, pois
tecêramos em torno dele corrente harmoniosa de sugestões compassivas...

E assim foi que, tal como desejáramos e tornava-se necessário, passadas que foram as som-
bras dramáticas daquela noite decisiva, a filha do nosso pupilo aqui presente dava entrada
em modesto hospital, caridoso bastante para resguardá-la enquanto providenciássemos
quanto aos seus dias futuros, (...)
CONTINUA
Agora vejam a seguir aonde queremos incluir
esse fato em nosso estudo...

No instante em que Margarida Silveira tombava nas lajes da


taverna, tratamos de remover o seu Espírito — parcial e
temporariamente desligado do fardo carnal — para o Posto
de Emergência que este Instituto mantém nas adjacências Outra vez Jerônimo
do globo terrestre. e Família

Os serviços ali são variados e constantes como no interior da Colônia. Muitos enfermos en-
carnados são ali curados pela medicina do plano espiritual, muitas criaturas transviadas no
caminho do dever hão recebido sob aqueles hospitaleiros abrigos forças e vigores novos
para a emenda e conseqüente regeneração, enquanto que muitos corações aflitos e choro-
sos têm sido consolados, aconselhados, norteados para Deus, salvos do suicídio, reintegra-
dos no plano das ações para que nasceram e do qual se haviam afastado.
Para aí conduzida em Espírito, Margarida foi submetida a exame rigoroso, observando os
nossos irmãos incumbidos do mandato as precárias condições em que se encontrava sua
organização — fluídica — o perispirito — e que urgente se fazia um tratamento a rigor.

Enquanto isso o corpo carnal também o era pelo cientista terreno — o médico assistente do
hospital para onde fora transportado em estado comatoso.
FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Observem que a paciente ficou desdobrada e
sob tratamento espiritual, além do físico. Isso
nos faz pensar, e também responde, daquelas
pessoas que se encontram hospitalizados, nas
UTI’s, em estado de coma. Mas como já
falamos antes, cada caso é um caso...
Desacoplamento – No estado comatoso, onde se

dos Corpos. encontra o psicossoma do


enfermo?
Junto ao corpo físico ou afastado
– No estado de coma,
dele?o aprisionamento do
corpo espiritual ao arcabouço físico, ou a
E para endossar o que acabamos parcial liberação dele, depende da situação
de ver, vamos ver no livro
“Evolução em Dois Mundos” a
mental do enfermo.
pergunta sobre este assunto.
Cap. 19 Segunda parte
Predisposições Mórbidas
Desacoplamento
dos Corpos.
Com esta importante informação podemos
refletir sobre as pessoas que se encontram
no estado de coma. O corpo pode estar ali
inerte, mas o espírito se encontra livre.
Vai depender muito de seu próprio estado
mental.
Vamos ler agora no livro
“Memórias de um
Suicida” a seguinte
descrição...

Os serviços a serem prestados pelos veículos humanos — A comunhão


os médiuns — deveriam ser voluntários. com o Alto
Absolutamente nada lhes seria imposto ou exigido. Ao contrário, iriam os emissários do Ins-
tituto solicitar, em nome da Legião dos Servos de Maria, o favor da sua colaboração, pois era
norma das escolas de iniciação a que pertenciam os responsáveis pelo Instituto Correcional
Maria de Nazaré, pertencente àquela Legião, nada impor a quem quer que fosse, senão
convencer à prática do cumprimento do dever.
Concertado o entendimento pela correspondência telepática, ficara estabelecido que os
mentores espirituais dos médiuns visados lhes sugerissem o recolhimento ao leito mais cedo
que o usual; que os mergulhassem em suave sono magnético, permitindo amplitude de
ação e lucidez aos seus Espíritos para o bom entendimento das negociações a se realizarem
pela noite a dentro. Uma vez desprendidos dos corpos físicos pelo sono, deveriam os refe-
ridos concorrentes ser encaminhados para a sede da agremiação a que pertenciam, local
escolhido para as confabulações.
FIM
Portanto, estejamos
sempre a disposição
para ajudar a todos que
precisam de nossa ajuda,
em estado de vigília, ou
em desdobramentos.

Os serviços a serem prestados pelos veículos humanos — A comunhão


os médiuns — deveriam ser voluntários. com o Alto
Absolutamente nada lhes seria imposto ou exigido. Ao contrário, iriam os emissários do Ins-
tituto solicitar, em nome da Legião dos Servos de Maria, o favor da sua colaboração, pois era
norma das escolas de iniciação a que pertenciam os responsáveis pelo Instituto Correcional
Maria de Nazaré, pertencente àquela Legião, nada impor a quem quer que fosse, senão
convencer à prática do cumprimento do dever.
Concertado o entendimento pela correspondência telepática, ficara estabelecido que os
mentores espirituais dos médiuns visados lhes sugerissem o recolhimento ao leito mais cedo
que o usual; que os mergulhassem em suave sono magnético, permitindo amplitude de
ação e lucidez aos seus Espíritos para o bom entendimento das negociações a se realizarem
pela noite a dentro. Uma vez desprendidos dos corpos físicos pelo sono, deveriam os refe-
ridos concorrentes ser encaminhados para a sede da agremiação a que pertenciam, local
escolhido para as confabulações.
FIM
Vamos ver agora um relato de
desdobramento, narrado por
Robson Pinheiro. Observem
os detalhes dessa narração.

Durante a psicografia dos textos que constam neste


livro tive várias oportunidades de ser desdobrado pa-
ra além dos limites do mundo físico através da ação
do pensamento do amigo Joseph Gleber. Preâmbulo

Senti-me suspenso sobre o corpo físico após alguns minutos de reflexão e preces.
O espírito Joseph Gleber estava ao meu lado, e o vi como se em tudo fosse semelhante a um
encarnado. Vestia-se sobriamente e apresentava-se a mim dando a impressão de que era um
encarnado, tal a realidade e perfeição de detalhes que eu podia observar naquele momento.

(...) ele sempre se apresentou à minha visão espiritual: olhos e cabelos claros, alto e magro e
com uma aura dourada envolvendo-lhe suavemente a personalidade.

Joseph convidou-me a um passeio, uma excursão, de maneira que eu pudesse observar me-
lhor certos fatos e compreender a realidade daquilo que ele escrevia através de minha me-
diunidade. Ele me esclarecia:
CONTINUA
Acho importante colocar o
que Joseph Gleber disse para
Robson Pinheiro. Vale para
todo o nosso estudo também.

Preâmbulo

– Você observará algumas coisas que, de certa forma, não constam nos livros que traduzem
o pensamento ortodoxo de meus irmãos espíritas. Quero que você fique muito atento e re-
late cada detalhe a meus irmãos. Não intento ir contra nenhum pensamento estabelecido,
porém é preciso não ficar restrito aos acanhados relatos que costumam preencher os livros
que fazem sucesso no momento. Precisamos muito mais de cientistas do espírito e pesqui-
sadores sérios do que de médiuns em busca de ibope e projeção.

Voltando para Robson Pinheiro. Ele fala...


Vi-me suspenso entre duas realidades. Durante vários anos tive oportunidade de desdo-
brar-me de forma lúcida, porém somente agora observava os detalhes, as minúcias da rea-
lidade extrafísica. Seria fruto da influência do espírito que me auxiliava?

FIM
É aqui que vamos falar 1. Quando estamos dormindo, por exemplo,
um pouco sobre o nos desdobramos, ou seja, desacoplamos os
assunto do nossos corpos astral e mental do físico.
desdobramento. Também
2. Lembrando que acoplado ao nosso corpo
conhecido como projeção
astral, ou emancipação físico está o nosso duplo etérico. E ligando o
da alma. Vamos ver como nosso corpo físico aos demais corpos está o
ele ocorre. nosso cordão de prata.
3. De acordo com a nossa evolução, poderemos
ficar próximos ao nosso corpo físico, ou então,
4. Poderemos, ou não, entrar em contato fazermos o que chamam geralmente de “viagem
com outros encarnados ou desencarnados astral”, indo para onde o nosso pensamento, ou
no plano astral (plano espiritual). as nossas tendências, irão nos levar.
Cordão
de
Prata

Só estamos mostrando neste


esquema o corpo astral, mas
Corpo Físico devemos lembrar que os outros
e Duplo Etérico corpos estão juntos a ele.
Fenômenos de desdobramento
Sob determinadas circunstâncias, artificiais ou naturais, pode o cor-
po astral separar-se do corpo físico, levando com ele todos os ou-
tros envoltórios e o próprio espírito.

Normalmente, isso acontece durante o sono, quando o indivíduo


perde a consciência e as funções vitais são rebaixadas ao mínimo
indispensável às trocas metabólicas.

Muitos sensitivos podem se ausentar do corpo com certa facilida-


Página 69 e 70.
de, em transe espontâneo. Mas isso pode ocorrer também a pes-
soas comuns, em circunstâncias patológicas ou especiais, como
choque emotivo fone, enfraquecimento por moléstias prolongadas,
hemorragias volumosas, choques cirúrgicos e outros estados anô-
malos.

As pessoas vão a lugares distantes, podem descrevê-los, avaliar


seus atos e os alheios, ter sensações físicas, tudo isso no pleno gozo
da consciência ‒ graças à ligação com o cérebro físico, através do
cordão de prata.

FIM
O desdobramento é relativamente fácil, sendo normal que ocor-
ra uma ou outra vez, e de modo espontâneo (sem volição cons-
ciente), no decurso de uma existência.

De hábito, acontece durante o sono, ou no sono hipnótico (indu-


zido por passes magnéticos ou por sugestão) ou no êxtase mís-
tico; também pode ocorrer nos grandes choques emocionais,
choques circulatórios, desmaios, coma, convalescenças de en-
fermidades graves, traumas físicos; pode ser consequência do
uso de narcóticos e aparece também no transe mediúnico; mais
raramente, acontece no estado de vigília, de modo espontâneo,
em sensitivos muito vibráteis.
Página 127.

FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Como vimos, todos nós nos desdobramos,
mas nem todos temos a capacidade e a
habilidade da projeção. Isso quer dizer que
será de acordo com a nossa evolução e
também com o treinamento.
A essa altura, o dono da casa e a neta de Saldanha (encarnados
e desdobrados), provisoriamente libertos das teias fisiológicas,
já se encontravam ao lado de Gúbio (Instrutor espiritual), que
recebeu Jorge (encarnado e desdobrado tembém) com
desvelado carinho, e, unindo os três como que identificando-os a
uma corrente magnética de forte expressão, emprestou-lhes forças
à mente, por intermédio de operações fluídicas, para que o
ouvissem acordados, em espírito, tanto quanto possível.
Notei, então, que o despertamento não era análogo para os três.
Capítulo 13.
Variava de acordo com a posição evolutiva e condições mentais de Convocação Familiar.
cada um.

O magistrado era mais lúcido pela agilidade dos raciocínios; a jo-


vem Lia colocava-se em segundo lugar pelas singulares qualidades
de inteligência; situava-se Jorge em posição inferior, em face do
esgotamento em que se encontrava.

FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Como já foi visto, vimos que em algumas situações
recebemos “visitas” de pessoas tanto encarnadas
como também desencarnadas quando estivermos
dormindo e desdobrados. E isso inclui nossos
amigos e familiares que já desencarnaram.
Desacoplamento
dos Corpos.
Observem este trecho da
conversa entre André Luiz e
Lísias...
André Luiz pergunta:
‒ Mas, Lísias, você que tem um amigo encarnado, qual seu pai,
não gostaria de comunicar-se com ele?
‒ Sem dúvida ‒ respondeu bondosamente ‒, quando merece-
mos essa alegria, visitamo-lo em sua nova forma, verificando-
se o mesmo, quando se trata de qualquer expressão de inter-
câmbio entre ele e nós. (...)
Capítulo 23
Saber Ouvir
E mais adiante...
“(...) Acresce notar que, da esfera superior, é possível descer à
inferior com mais facilidade. Existem, contudo, certas leis que
mandam compreender devidamente os que se encontram nas
zonas mais baixas.”

FIM
— Não mediste, ainda — respondeu (para André Luiz),
prestimoso —, a extensão do intercâmbio entre encarnados e
desencarnados.
A determinadas horas da noite, três quartas partes da população
de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre se acham nas zonas
de contato conosco (com os Espíritos desencarnados e
nos planos espirituais) e a maior percentagem desses
semilibertos do corpo, pela influência natural do sono,
permanecem detidos nos círculos de baixa vibração qual este em
que nos movimentamos provisoriamente.

Por aqui, muitas vezes se forjam dolorosos dramas que se desenro- Capítulo 6.
Observações
lam nos campos da carne. Grandes crimes têm nestes sítios as e Novidades.
respectivas nascentes e, não fosse o trabalho ativo e constante dos
Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor
sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a
égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as
criaturas.

FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Ainda sobre desdobramento
vejam o caso seguinte no livro
“Animismo e Espiritismo”, de
Alexandre Aksakof.

Volume 1 e 2
“O caso seguinte é edificante, particularmente graças a um concurso
de circunstâncias mui interessantes: o espírito transporta-se a um lu-
gar distante, a um meio absolutamente estranho, e age por interven-
ção de um médium que ali se encontrava. Evidentemente este fato
só tem valor com a condição de sua autenticidade ser garantida, co-
mo tenho todo o fundamento de admiti-lo, sob a fé dos documentos
que me foram fornecidos.

Volume 1 e 2 “A 21 de Maio de 1866, dia de Pentecostes, Sofia (ela morava em


Capítulo IV Viena nessa época) tinha passado toda a manhã no Práter, na Expo-
A Hipótese dos Espíritos sição de Agricultura; voltou para casa muito fatigada e sofrendo de
dor de cabeça. Depois de ter tomado uma refeição à pressa, retirou-
se para seu quarto a fim de repousar.

“”Quando se deitou eram quase 3 horas da tarde. Antes de adormecer, sentiu-se particu-
larmente disposta a desdobrar-se, isto é, “a deixar o corpo e agir independentemente de-
le”. As suas pálpebras entorpecidas fecharam-se, e ela se achou transportada imediata-
mente a um quarto que lhe era bem conhecido, pertencente a uma pessoa que ela conhe-
cia muito bem. Viu ali essa pessoa e tentou inutilmente fazer-se ver por ela; Sofia voltou
então ao seu quarto, e sentindo-se ainda com bastante força, teve a ideia de dirigir-se a
casa do Senhor Stratil, sogro de seu irmão Antônio, com a intenção de fazer-lhe uma sur-
presa agradável.
CONTINUA
Com a rapidez do pensamento, sentindo-se com liberdade de movi-
mentos, transpôs o espaço, lançando apenas um olhar fugitivo sobre
Viena e o Wienerberg, e achou-se transportada ao belo país que
circunda a cidade de Moedling; e, ali, viu-se no gabinete do Senhor
Stratil, defronte dele próprio, e do Senhor Gustavo B., a quem muito
estimava e ao qual desejava vivamente dar uma prova palpável da
atividade independente do espírito, pois que ele sempre manifestara
uma atitude céptica a tal respeito.
Volume 1 e 2

“Toda entregue à impressão de sua deslocação vertiginosa, e de hu-


Capítulo IV
A Hipótese dos Espíritos
mor prazenteiro, Sofia sentia-se admiravelmente bem, não experi-
mentando inquietação nem abatimento. (Farei observar que sensa-
ção análoga de leveza e de bem-estar nota-se geralmente durante o
sono magnético.)

Ela se dirigiu diretamente ao Senhor B. e lhe falou em tom ameno e alegre, quando subi-
tamente despertou (em Viena), em consequência de um grito que retumbou no quarto
vizinho ao seu, onde dormiam seus sobrinhos e sobrinhas. Abriu os olhos, profundamente
contrariada, e pouco lhe ficou da conversação que entretivera em Moedling, e que tinha
sido interrompida de maneira tão brusca.

CONTINUA
“Por felicidade o Senhor B. tinha escrito cuidadosamente o diálogo
inteiro. Essa ata, o Senhor Stratil anexou-a à sua coleção de comuni-
cações espíritas. A conversação com Sofia, por conseguinte, tinha
apresentado os caracteres de uma comunicação espírita, dada por
um médium. O relatório seguinte faz parte da ata do Senhor Stratil:
“No dia seguinte, isto é, a 22 de Maio, a jovem Carolina, filha do
Senhor Stratil, recebeu uma carta que lhe enviava (a Viena) seu pai,
Volume 1 e 2
que estava em Meedling. Entres outras, essa carta continha as per-
guntas seguintes: “Como passou Sofia no dia 21 de Maio?
Capítulo IV
A Hipótese dos Espíritos “Que fez ela?
“Não dormiu nesse dia entre 3 e 4 horas da tarde? Se dormiu, que
viu em sonho?
“A família de Sofia tinha certeza de que ela havia estado deitada durante esse tempo, so-
frendo de violenta dor de cabeça, mas ninguém tinha tido conhecimento do que ela vira
em sonho. Antônio interrogou sua irmã a tal respeito, sem nada lhe dizer, entretanto, so-
bre a carta que tinha recebido de seu sogro. Contudo, a narração desse sonho colocava
Sofia em um embaraço evidente: sem perceber onde seu irmão queria chegar com suas
perguntas, ela hesitava em dar-lhe resposta. Respondeu-lhe que se recordava apenas do
incidente principal, a saber: que tinha deixado o corpo e visitado outros lugares; que não
se recordava mais quais fossem.
CONTINUA
“E, entretanto, Sofia recordava-se perfeitamente bem de todas as
particularidades de sua primeira visita, mas lhe era desagradável di-
vulgá-las. Quanto à sua segunda visita, ela tinha perdido a lembrança
precisa, por causa de seu brusco despertar, e, apesar do desejo de
dar parte dela a seu irmão, não o pôde.

“Em consequência das instâncias desse último, ela chegou enfim a


recordar-se de que se tinha achado em companhia de dois senhores,
Volume 1 e 2 um velho, o outro moço, e que tinha tido com eles uma conversação
animada; recordava-se de ter experimentado uma impressão desa-
Capítulo IV
A Hipótese dos Espíritos gradável em certo momento, por ter-se achado em desacordo com
esses senhores. (...) ”

Não será preciso contar o fato


todo. Queremos apenas com
isso dizer que o
desdobramento já era comum
de acontecer em outras
Todo essa experiência, épocas, e muitos foram
descrito pelo Alexandre documentados e registrados.
Aksakof, e com todos os
detalhes, estão no livro
acima.

FIM
Os fatos que acabamos de citar nada mais

Desacoplamento fazem, por conseguinte, do que apresentar


um aspecto diferente de um mesmo
fenômeno: a ação intelectual recíproca,

dos Corpos. proclamada pelo Espiritismo. Eles nos provam


que certos fenômenos muito comuns, tais
como as comunicações transmitidas pela
Terminamos o livro de Alexandre mesa, pela escrita ou pela palavra, podem,
Aksakof com este trecho dele. efetivamente, ser atribuídas a uma causa que
Mostrando que é possível que se acha fora do médium; que se pode
uma pessoa desdobrada possa pesquisar essa causa na atividade consciente
comparecer a qualquer local, ou inconsciente de um homem vivo que se
como a uma reunião mediúnica,
acha fora do recinto onde o círculo está
por exemplo.
reunido.
Capítulo IV
A Hipótese dos Espíritos

Volume 1 e 2
Desacoplamento
dos Corpos.
Realizar os desdobramentos dos corpos
astral e mental, e ter a consciência deles em
seus devidos planos só é possível para
aqueles que já alcançaram uma certa
evolução. Ou seja, um espírito pouco
evoluído não conseguirá fazê-lo.
No sono natural
Na maioria das situações, a criatura, ainda extremamente aparenta-
da com a animalidade primitivista, tem a mente como que voltada
para si mesma, em qualquer expressão de descanso, tomando o so-
no para claustro remansoso (tranquilo) das impressões que lhe são
agradáveis, qual criança que, à solta, procura simplesmente o objeto
de seus caprichos.
Nesse ensejo, configura na onda mental que lhe é característica as
Capítulo 21 imagens com que se acalenta, sacando da memória a visualização
Desdobramento
dos próprios desejos, imitando alguém que improvisasse miragens,
na antecipação de acontecimentos que aspira a concretizar.

Atreita ao narcisismo, tão logo demande o sono, quase sempre se detém justaposta ao
veículo físico, como acontece ao condutor que repousa ao pé do carro que dirige, entre-
gando-se à volúpia mental com que alimenta os próprios impulsos afetivos, enquanto a
máquina se refaz.

mais adiante, e em outras situações (evolutivas)...


Desdobrando-se no sono vulgar, a criatura segue o rumo da própria concentração, procu-
rando, automaticamente, fora do corpo de carne, os objetivos que se casam com os seus
interesses evidentes ou escusos. FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Vamos falar agora, e tentar entender,
mais ou menos, este processo de
desencarne do suicida, e porque o
mesmo fica “preso" ao seu corpo.
Desenlace normal Desenlace incompleto
Desencarna na época Comete suicídio, morrendo
prevista, em seu antes do determinado, de
plano encarnatório. seu plano encarnatório.

Corpo Astral
Corpo Astral (e seus demais
(e seus demais corpos superiores)
corpos superiores)

O Espírito está livre! Corpo Astral Corpo Astral


(e seus demais (e seus demais
corpos superiores)
O Espírito fica preso! corpos superiores)

Corpo Astral Corpo Astral


Corpo Etérico Corpo Etérico
issolve” o que ainda restou de fluido Ainda
vital. há muito fluido vital. Não se “dissolve
Corpo Astral Corpo Astral
Corpo Etérico Corpo Etérico
Corpo Físico Corpo Físico
corpo físico entra em decomposição! O corpo físico entra em decomposição!
mbrando os textos de André Luiz, teremos os laços do plexo solar (ventre), coração (torax) e cérebro.
Uma situação que acontece
com alguns suicidas.
Informação dada pelo
Instrutor Alexandre.
“Há suicidas que permanecem agarrados aos
despojos cadavéricos por tempo indeterminado,
assistindo à decomposição orgânica e sentindo
o ataque dos vermes vorazes.”

Capítulo 11.
Intercessão.

FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Nesta simulação que vimos conseguiremos
entender então o porquê do espírito do
suicida ficar preso ao seu cadáver. É pelo
corpo etérico que ainda possui fluidos
vitais! E preso ao corpo o espírito sentirá
toda a decomposição de seu corpo!
Desacoplamento
dos Corpos.
Compreenderemos então que não é castigo ou até mesmo
uma expiação para o espírito! É uma consequência natural,
por ter exterminado a sua vida antes do prazo programado.
O corpo etérico está com reserva de fluido vital para um
determinado período de tempo. E por ser ainda matéria,
ficará junto ao corpo físico até sua completa extinção! Ou
seja, o tempo de vida que foi programado ao espírito.
Desacoplamento
dos Corpos.
Ainda existe uma outra consequência! Como nos
momentos de sono, o espírito está livre para ir onde quiser,
conforme a sua sintonia, mas neste caso específico só é
sofrimento! Por isso irão vagar em péssimas situações,
presos ainda a matéria, indo muitas vezes ao já conhecido
“Vale dos Suicidas”. Recomendamos para isso a leitura do
livro “Memórias de um Suicida”, de Yvonne A. Pereira.
Em um resgate, no Vale dos Suicidas...
Heitor, entretanto, chamava-nos a atenção, solicitando-nos a ajuda.
Um desvalido sofredor jazia no fundo da gruta e a caridade nos suscita-
va atendê-lo como possível. Este era o motivo do forte cheiro de putre-
fação que sentíamos.

Tratava-se de um espírito recém desencarnado, jungido ao corpo físico


por liames (ligações) perispirituais do qual hauria as emanações
Capítulo 4 imate-riais da degradação orgânica.
Rumo às Cavernas

Trouxemo-lo para fora (da gruta) com todo o cuidado que a mobilização demanda
nestes casos. Podíamos agora vê-lo em seu adiantado processo de cadaverização. Sem
dúvida um dos quadros mais tétricos (triste, medonho) de se presenciar no Vale.

A cadaverização acomete os imprevidentes que desencarnam sem o devido preparo para a


existência no Além, acreditando tratar-se o plano físico da única possibilidade da vida.

Ocorre ainda entre os suicidas que não conseguem desvencilhar-se de seu mortuário orgâ-
nico, presenciando em si mesmos os terríveis fenômenos da decomposição.

CONTINUA
* A assimilação dos eflúvios vitais remanescentes do corpo físico não se
conclui, de forma que o cordão fluídico, por onde trafegam os impulsos
comunicantes entre este e o psicossoma, permanece ativado, unindo
ambos em fortes liames e fazendo com que os fenômenos da decompo-
sição sejam sentidos pelo desencarnante.

Em sua grande maioria continuam atados aos seus féretros, até que se
esgotem os últimos alvores de suas energias físicas, remanescentes nas
carnes em decorrência da prematura morte.
Capítulo 4
Rumo às Cavernas
Outros são trazidos por imantação a essas paragens, onde permanecem
estirados nos lodaçais purgativos.

Encontrá-los escondidos naquelas covas era raro, daí o nosso assombro. Possivelmente
aquele fora atirado ali por espíritos vampiros com a intenção de ocultá-lo, a fim de seviciá-
lo mais tarde, dominando-o para os seus propósitos indignos.

É lastimável, mas forçoso é compará-los às feras que ocultam suas carcaças para as devorar
mais tarde, com paciência. Hostes rivais de entidades vampirescas disputam essas presas
imprevidentes com sofreguidão, cobiçadas por serem fontes de energias vitais preciosas
para seus sustentos. Quais espantalhos vivos, são lânguidos joguetes nas mãos destes fli-
busteiros que lhes sugam todas as forças, abandonando-os em estado lastimável.
E mais adiante... CONTINUA
Depositamos o infeliz suicida recolhido em nosso caminho sobre uma
campa, a fim de socorrê-lo como possível.

Heitor o examinou mais detidamente, enquanto guardas se aproxima-


vam para observar. Não havia muito a fazer por ele no momento, a não
ser tentar induzi-lo ao sono profundo, bloqueando-lhe os pálidos resí-
duos de consciência, a fim de que se desligasse definitivamente de suas
vestes cadavéricas.

Entretecendo delicadas operações magnéticas, Heitor, adestrado no


Capítulo 4
Rumo às Cavernas
hipnagogismo (processo hipnótico de indução ao sono),
operava o tronco encefálico, anestesiando a região talâmica,
bloqueando assim o tráfego dos impulsos que ainda provinham do que
lhe restava do dis-tante corpo físico e cortou-lhe, finalmente, o laço
fluídico de retenção
perispiritual.
Um forte tremor o sacudiu de chofre e, em breve, assistíamos a sua respiração estertorosa
acalmar-se, adquirindo ritmo lento, bastante irregular, denotando que o amigo, graças a
Deus, entrava em letargia profunda. Seus olhos esbugalhados finalmente se cerraram,
mostrando que o terrível pesadelo que o perseguia, pelo menos momentaneamente, lhe
daria sossego...

endo encaminhado para a assistência devida...


FIM
Desacoplamento
dos Corpos.
Vamos ver agora, no próximo slide,
como fica nosso Mundo Físico com
o Mundo Espiritual (Astral) juntos.
Mundo Físico
e Mundo Espiritual (Astral)
juntos.

Surge então as questões:

Eles não conseguem O médium consegue


ver o desencarnado. ver o desencarnado.

Porquê eu
Porquê eu vejo essas
Porquê eu não consigo
não consigo coisas!?
ver?
ver?

Eles não Ele é


são médiuns Desencarnado médium

O termo “Não Médiuns” é pura forma de falar, pois como sabemos todos
somos médiuns, porém destacamos aqui os médiuns ostensivos.
Desacoplamento
dos Corpos.
Bem, chegamos ao fim com estas
dúvidas. Mas já deu para perceber que
Lego não vê com os olhos do corpo físico!
Durante os próximos estudos falaremos
mais sobre isso e sobre estas dúvidas!
Desacoplamento
dos Corpos.

E ainda temos algo a


falar sobre este
assunto! Aguarde!

Périclis Roberto
pericliscb@outlook.com

http://vivenciasespiritualismo.net/index.htm
Luiz Antonio Brasil

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