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Documentos e Incoterms em Negociações Internacionais

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Capítulo 2

Aspectos relacionados às negociações


internacionais

Introdução
Neste capítulo, serão abordados os primeiros documentos que surgem em uma negociação
internacional. Aqueles que dão origem e continuidade em um processo de exportação e
importação. A partir desses documentos que se pode emitir os documentos eletrônicos no
Siscomex . Também serão conhecidos os 11 Termos Comerciais Internacionais – Incoterms
e serão, ainda, apresentados, na prática, quais elementos estão presentes em cada termo,
definindo, dessa forma, como ocorrerá cada processo de exportação/importação. Dessa
maneira, aproveite bem seus estudos para compreender as atividades a serem apresentadas
nesta unidade e, sempre que necessitar, procure esclarecer suas dúvidas e aprofundar seus
conhecimentos na área de exportação e importação, seja por meio da bibliografia apresentada
ou outras fontes referentes ao comércio exterior.


Fatura Proforma, Fatura Comercial e Romaneio

Após o primeiro contato com o importador, o exportador deve definir todas as questões
comerciais com vistas a ofertar o produto de forma clara ao comprador. Os termos da venda
serão inicialmente expressos na Fatura Proforma ou “Proforma Invoice”. Este documento
será enviado ao importador para que este conheça os termos de oferta do produto e possa
dar o aceite nas condições expostas ou renegociar, caso não concorde com algum ponto.
Caso o exportador tenha optado por receber o valor da venda por intermédio do Pagamento
Antecipado, a Fatura Proforma servirá inclusive para o importador providenciar o pagamento
ou dar início ao cumprimento de exigências no país do importador, como, por exemplo,
a emissão da Licença de Importação (LI), se necessário. No Brasil, tanto o Pagamento
Antecipado como a emissão da Licença de Importação, ocorrem antes do embarque da
mercadoria no exterior.

Seguem abaixo os itens principais que devem respaldar uma Fatura Proforma:

•• endereço e identificação das partes: exportador/importador;


•• dados do produto ou serviço: descrição detalhada com especificações
técnicas; Classificação tarifária (NCM ou SH); Embalagem; Peso bruto e
líquido; Dimensões; Valor unitário e total; Moeda;
•• logística de entrega: Incoterm negociado, Modal de transporte, Local de
embarque e desembarque;
•• Outras informações pertinentes: dados bancários do exportador; Forma de
pagamento; Prazo de entrega etc.

Deve-se esgotar todos os entendimentos sobre os itens acima e outros relacionados à negociação
para respaldar a emissão do segundo documento pelo exportador, a Fatura Comercial ou
“Commercial Invoice”.

A Fatura Comercial é um dos documentos essenciais para a liberação aduaneira, tanto no país
do exportador quanto no país do importador. Este documento é originário da Fatura Proforma,
que é a proposta de venda, o orçamento, a cotação. Após ter tido o aceite de todos os termos
propostos pelo exportador, por parte do importador, ocorre o surgimento da Fatura Comercial,
para concretizar a venda. A Fatura Comercial segue com a mercadoria, no momento de seu
embarque ao exterior.

Os elementos essenciais da fatura comercial são os mesmos da fatura proforma. Embora, não
exista um padrão internacional.

Na legislação nacional, os termos que devem estar contidos na Fatura Comercial estão
descritos no Regulamento Aduaneiro. Segundo o site da Receita Federal do Brasil – RFB, a
fatura deve conter as seguintes indicações (art. 557):

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Universidade do Sul de Santa Catarina

•• Nome e endereço, completos, do exportador.

•• Nome e endereço, completos, do importador.

•• Especificação das mercadorias em português ou em idioma oficial


do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, ou, se em outro idioma,
acompanhada de tradução em língua portuguesa, a critério da autoridade
aduaneira, contendo as denominações próprias e comerciais, com a
indicação dos elementos indispensáveis a sua perfeita identificação. Os
idiomas oficiais do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio são o inglês, o
francês e o espanhol.

•• Marca, numeração e, se houver, número de referência dos volumes.

•• Quantidade e espécie dos volumes.

•• Peso bruto dos volumes, entendendo-se, como tal, o da mercadoria com


todos os seus recipientes, embalagens e demais envoltórios.

•• Peso líquido, assim considerado o da mercadoria livre de todo e qualquer


envoltório.

•• País de origem, como tal entendido aquele onde houver sido produzida a
mercadoria ou onde tiver ocorrido a última transformação substancial.

•• País de aquisição, assim considerado aquele do qual a mercadoria foi


adquirida para ser exportada para o Brasil, independentemente do país de
origem da mercadoria ou de seus insumos.

•• País de procedência, assim considerado aquele onde se encontrava a


mercadoria no momento de sua aquisição.

•• Preço unitário e total de cada espécie de mercadoria e, se houver, o


montante e a natureza das reduções e dos descontos concedidos ao
importador.

•• Frete e demais despesas relativas às mercadorias especificadas na fatura.

•• Condições e moeda de pagamento; e

•• Termo da condição de venda (Incoterm).

Fonte: Brasil, 2009 (Decreto nº 6.759).

Observe os Exemplos 2.1 e 2.2, a seguir, dos documentos mencionados.

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Exemplo 2.1

LOGOTIPO DA
EMPRESA

NOME DO EXPORTADOR — RAZÃO SOCIAL DA EMPRESA

ENDEREÇO E IDENTIFICAÇÃO DO EXPORTADOR

PROFORMA INVOICE

Buyer: Nome completo e endereço do Nr: da Invoice


importador/comprador
Date: da proposta

Qty Description of goods unit price Total price

US$ US$

Invoice´s Total Amount:

INCOTERMS:

NCM:

Payment Terms:

Net Weight:

Gross Weight:

Porto of Origin:

Porto of Destination:

Package:

Dimensions:

Fonte: Elaboração da autora, 2016.

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Exemplo 2.2

LOGOTIPO DA
EMPRESA

NOME DO EXPORTADOR — RAZÃO SOCIAL DA EMPRESA

ENDEREÇO E IDENTIFICAÇÃO DO EXPORTADOR

COMMERCIAL INVOICE

Buyer: Nome completo e endereço do Nr: da Invoice


importador/comprador
Date: emissão

Qty Description of goods unit price Total price

US$ US$

Invoice´s Total Amount:

INCOTERMS:

NCM:

Payment Terms:

Net Weight:

Gross Weight:

Port of Origin

Porto of Destination:

Package:

Dimensions:

Fonte: Elaboração da autora, 2016.

O terceiro e último documento emitido pelo exportador é o Romaneio de Carga ou “Packing


List”, em inglês. Este documento, a exemplo da Fatura Proforma e da Fatura Comercial, é
emitido e impresso pelo exportador em papel timbrado da empresa exportadora. Tem a função
de orientar o importador como foram embaladas as mercadorias, identificando os volumes e

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produtos embalados em cada volume. Além disso, é uma exigência legal para o desembaraço
aduaneiro no Brasil, sob pena de multa, conforme o Art. 107 do Decreto-Lei nº 37. Os
elementos essenciais são:

•• nome do exportador;
•• nome do importador;
•• número do Packing List;
•• descrição das mercadorias;
•• tipo de embalagem;
•• peso bruto; peso líquido; dimensões; cubagem;
•• numeração de cada volume etc.

O Exemplo 2.3 mostra um Romaneio de Carga ou Packing List.

Exemplo 2.3 - Exemplo de Carga ou Packing List

LOGOTIPO DA
EMPRESA

NOME DO EXPORTADOR — RAZÃO SOCIAL DA EMPRESA

ENDEREÇO E IDENTIFICAÇÃO DO EXPORTADOR

PACKING LIST

Buyer: Nome completo e endereço Nr: do packing


do importador/comprador
Date: emissão

Port of Shipment: Port of Discharge:

Package: Dimensions:

Total Net weight Total Gross weight:

Qty Dimensions Description of goods Net Weight Gross Weight

box/piece/unit M / Cm KG KG

Fonte: Elaboração da autora, 2016.

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Universidade do Sul de Santa Catarina

A Fatura Comercial e o Romaneio de Carga são os primeiros documentos emitidos em um processo


de exportação, pelo exportador, e estes vão embasar todos os outros documentos que surgirem
depois, na continuidade de um processo tanto de exportação como de importação. A todos os
países cabe a emissão destes 3 documentos em uma venda internacional. Quanto aos documentos
seguintes a serem emitidos, cita-se, aqui no Brasil, os documentos eletrônicos, no Siscomex, os
conhecimentos de carga, os Certificados de Origem e outros que possam ser exigidos.

Para esclarecer um pouco mais sobre alguns documentos citados acima, o Certificado de
Origem é o documento que atesta a origem da mercadoria quando esta é comercializada
entre países que mantêm acordos comerciais entre si. Tem o objetivo de isentar ou reduzir
o imposto de importação no país adquirente da mercadoria. Este é emitido por entidades
representativas das empresas, que exigirão a apresentação de Declaração do Produtor e da
Fatura Comercial por parte do exportador, para a devida emissão. O Certificado de Origem
pode ser emitido por via eletrônica: Certificado de Origem Digital – COD BRASIL, pelas
Federações das Indústrias dos Estados.

Existe um Certificado de Origem específico para cada tipo de acordo. Segue, no Exemplo
2.4, um modelo de Certificado de Origem para o MERCOSUL emitido pela Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo.

Exemplo 2.4 – Modelo de Certificado de Origem para o MERCOSUL emitido pela Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo

Fonte: FIESP, 2016.

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Ainda esclarecendo os documentos emitidos após a Fatura Comercial e o Packing List, temos o
Conhecimento de Embarque ou Conhecimento de Carga. Este documento é emitido pelo agente
transportador da carga, assim que ele a recebe do exportador para embarque. Tem como principal
finalidade comprovar que a carga foi entregue pelo embarcador ao transportador, servindo como
um recibo de entrega da mercadoria e, ainda, representa um título de propriedade da mercadoria
(transferível e negociável). Este contém os dados da mercadoria, do modal de transporte, valor de
frete etc. O nome do conhecimento de carga muda de acordo com o modal de transporte:

•• Air Way Bill (AWB) – Conhecimento de Embarque Aéreo emitido pela


companhia aérea ou por seu agente para o exportador, se a carga não for
consolidada. Caso exista uma consolidação de cargas, o AWB divide-se em:
•• Master Airway Bill (MAWB) – Representa a totalidade da carga entregue aos
agentes por diversos exportadores e consolidada em um único embarque. O
MAWB não é entregue ao exportador, pois este receberá o HAWB emitido pelo
agente para suas cargas individuais.
•• House Airway Bill (HAWB) – Documento emitido pelo agente de cargas e
entregue a cada exportador correspondente a uma parte da carga total que foi
consolidada no MAWB.
Segue o Exemplo 2.5 que apresenta um Conhecimento de Embarque Aéreo.

Exemplo 2.5 – Conhecimento de Embarque Aéreo

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, 2016.

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Bill of Lading (B/L) – É o documento mais importante da navegação, sendo do armador a


responsabilidade de sua emissão, podendo ser assinado pelo comandante do navio ou pela
Agência Marítima que representa o armador e que foi contratada para transportar a carga por
via marítima.

Veja, agora, no Exemplo 2.6 um Conhecimento de Embarque Marítimo.

Exemplo 2.6 – Conhecimento de Embarque Marítimo

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, 2016.

Conhecimento Rodoviário de Transporte/Manifesto Internacional de Carga. (CRT/MIC/DTA) –


Nesta modalidade, o documento necessário para transporte é o Conhecimento de Transporte
Internacional MIC/DTA, e que, por tratar-se de contrato, deve ser assinado tanto pelo
exportador quanto pelo transportador.

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Segue, no Exemplo 2.7, um modelo de Conhecimento de Embarque Rodoviário Internacional.

Exemplo 2.7 – Modelo de Conhecimento de Embarque Rodoviário Internacional

Fonte: Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), 2016.

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Iternational Commercial Terms – Incoterms

Condições Internacionais de Compra e Venda – Iternational Commercial


Terms – Incoterms
No comércio internacional, é necessário ter elementos contratuais que visam a fixar direitos e
obrigações para o exportador e para o importador. Nesse caso, os Incoterms definem estes
direitos e as obrigações recíprocos de ambas as partes. Eles estão estruturados dentro de
um contrato de compra e venda, e estabelecem um padrão de definições de regras e práticas
usuais, neutras, imparciais e de caráter uniformizador.

O objetivo dos Incoterms é oferecer um leque de regras internacionais para a interpretação


dos termos comerciais usuais no comércio internacional. A operação de comércio exterior
baseada nessas regras tem suas incertezas e interpretações controversas reduzidas, pois
determina, com precisão, o momento de transferência de obrigações, seja no custo ou no
risco. O uso dos Incoterms possibilita entendimento entre vendedor e comprador, na logística
aduaneira, compreendendo desde a embalagem até o pagamento dos direitos aduaneiros,
seja no país de origem ou no de destino.

Os Incoterms definem as providências necessárias que os importadores/exportadores devem


tomar em um processo de compra e venda internacional:

•• custos de frete e embarque que cada um terá;


•• responsabilidade pela mercadoria durante seu trajeto: definindo ponto e local
de transferência de custos e riscos.

A origem dos Incoterms é na Câmara de Comércio Internacional – CCI, que os instituiu, em


1936, inicialmente empregados nos transportes marítimos e terrestres e, a partir de 1976,
nos transportes aéreos. Mais dois termos foram criados em 1980 com o aparecimento do
sistema intermodal de transporte que utiliza o processo de unitização da carga. Em 1990,
adaptando-se ao intercâmbio informatizado de dados, uma nova versão dos Incoterms foi
instituída contendo 13 (treze) termos. Em 2000, houve nova revisão, porém foram mantidos
os 13 (treze) termos internacionais de comércio. Percebe-se que, a cada 10 (dez) anos,
existe uma nova revisão, visando a ajustar os termos às necessidades atuais no contexto
da logística internacional.

Assim chegamos aos Incoterms – 2010, porém com vigência a partir de 01/01/2011.
Publicado internacionalmente pela Câmara de Comércio Internacional (International Chamber
of Commerce – ICC) e nacionalmente pela Resolução Camex nº 21, de 07 de abril de

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2011, normatizando o assunto, a partir do dia 16/09/2011 no Brasil. As alterações foram


implementadas no Siscomex nesta data.

Entre os destaques na nova versão, pode-se citar os que seguem:

•• A criação de dois novos termos: DAT e DAP, que substituiram os termos DAF,
DES, DEQ e DDU, das antigas versões. São utilizados em qualquer modal
de transporte e os valores de frete e seguro internacionais compõem o valor
comercializado da mercadoria.
•• Também foi estipulada uma nova definição para “terminais”, que inclui
qualquer lugar, seja em área coberta ou não. Pode ser um cais, um armazém,
um pátio de contêineres, um terminal ferroviário, rodoviário ou terminal de
carga aérea.
•• Uma nova definição para “transferência de custos e riscos” nos termos FOB,
CFR e CIF. Na qual se considerava a transferência dos custos e riscos a
partir da “transposição da amurada do navio” (Incoterms 2000) para “a
bordo do navio” (Incoterms 2010), na revisão atual, evitando transtornos na
interpretação.

A seguir, estão representados em 11 termos internacionais de comércio, os quais possuem,


geralmente, apenas 3 (três) letras:

•• EX WORKS – EXW;
•• FREE CARRIER – FCA;
•• FREE ALONG SIDE SHIP – FAS;
•• FREE ON BOARD – FOB;
•• COST AND FREIGHT – CFR;
•• COST, INSURANCE AND FREIGHT – CIF;
•• CARRIAGE PAID TO – CPT;
•• CARRIAGE AND INSURANCE PAID TO – CIP;
•• DELIVERED AT TERMINAL – DAT;
•• DELIVERED AT PLACE – DAP;
•• DELIVERED DUTY PAID – DDP.

Existem diversas categorias criadas para facilitar o entendimento dos Incoterms. Segue abaixo
o Quadro 2.1, que o divide por grupo das letras iniciais.

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Quadro 2.1 – Classificação dos Incoterms

GRUPO INCOTERMS DESCRIÇÃO

E de Ex Ex Works – EXW Mercadoria entregue ao comprador


(PARTIDA - Mínima no estabelecimento do vendedor.
obrigação para o
exportador)

F de Free Free Carrier – FCA Mercadoria entregue a um


(TRANSPORTE Free Alongside Ship – FAS transportador internacional indicado
PRINCIPAL NÃO PAGO Free on Board – FOB pelo comprador.
PELO EXPORTADOR)

C de Cost ou Carriage Cost and Freight – CFR O vendedor contrata o transporte, sem
(TRANSPORTE Cost, Insurance and Freight – CIF assumir riscos por perdas ou danos
PRINCIPAL PAGO PELO Carriage Paid to – CPT às mercadorias ou custos adicionais
EXPORTADOR) decorrentes de eventos ocorridos após
Carriage and Insurance Paid to – CIP
o embarque e despacho.

D de Delivery (CHEGADA - Delivered at Terminal (2010) – DAT O vendedor responsabiliza-se por


Máxima obrigação para o Delivered at Place (2010) – DAP todos os custos e riscos para colocar
exportador) Delivered Duty Paid – DDP a mercadoria no local de destino.

Fonte: Adaptado pelo autor de [Link]

Também podem ser separados pela utilização segundo os modais de transporte. São termos
utilizados exclusivamente no transporte marítimo (aquaviário): FAS, FOB, CFR, CIF. São termos
utilizados para qualquer modalidade de transporte, inclusive multimodal: EXW, FCA, CPT, CIP,
DAT, DAP e DDP, conforme o Quadro 2.2 a seguir.

Quadro 2.2 – Classificação dos Incoterms

Incoterms 2010
Modalidades de
Transporte
Sigla Inglês Português

Qualquer meio EXW Ex Works Local de Produção


de transporte,
FCA Free Carrier Transportador Livre
incluindo
Multimodal CPT Carriage Paid to Transporte pago até…

CIP Carriage and Insurance Paid to Transporte e Seguro pagos até…

DAT Delivery at Terminal Entregue no terminal

DAP Delivered at Place Entregue no local destino nomeado

DDP Delivered Duty Paid Entregue Direitos Pagos

Marítimo, Fluvial e FAS Free Alongside Ship Livre no Costado do Navio


Lacustre
FOB Free on Board Livre a Bordo

CFR Cost and Freight Custo e Frete

CIF Cost, Insurance and Freight Custo, Seguro e Frete

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O Quadro 2.3, a seguir, informa em que ponto ocorrerá a transferência de responsabilidades e


onde efetuar-se-á o pagamento do Frete Internacional.

Quadro 2.3 – Transferência de responsabilidades e pagamento do Frete Internacional

Incoterms – Condição de Venda


Grupo
Sigla Descrição Indicação da Entrega Frete Intl.

E EXW Ex Works Local da Fábrica ou COLLECT


Saída ou Embarque Depósito do Exportador

F FCA Free Carrier Local de Origem COLLECT


Frete e/ou Seguros
FAS Free Alongside Ship Porto de Origem COLLECT
Pagos pelo Importador
(Embarque) FOB Free on Board Porto de Origem COLLECT

C CFR Cost and Freight Porto de Destino PREPAID


Frete e/ou Seguros
CIF Cost, Insurance and Porto de Destino PREPAID
Pagos pelo Exportador
Freight
(Embarque)
CPT Carriage Paid to Local de Destino PREPAID

CIP Carriage and Insurance Local de Destino PREPAID


Paid to

Chegada ou DAT Delivered at Terminal Porto de Destino PREPAID


Desembarque
DAP Delivered at Place Local de Destino PREPAID

DDP Delivered Duty Paid Local de Destino PREPAID

Para que os Incoterms possam ser aplicáveis aos contratos internacionais, à Fatura
Proforma e Comercial, deve-se deixar claro de qual versão trata-se, seguido do local
designado. Ex: FOB Porto de Santos – Incoterms 2010. (LUNARDI, 2010). A seguir serão
descritos os 11 termos e as suas representações gráficas.

Primeiramente, deve-se entender os gráficos.

A indicação dos riscos e dos custos que se encontram abaixo do gráfico, respectivamente
representados pelas letras “R” e “C”, seguidos de linhas azuis e vermelhas, devem ser
entendidos do seguinte modo (LUNARDI, 2010. Pg 81):

As linhas azuis representam o exportador e dizem respeito aos seus custos e riscos. As
linhas vermelhas representam o importador e dizem respeito aos seus custos e riscos. Na
maioria das vezes, o custo e o risco são transferidos do exportador para o importador no
mesmo ponto, ou seja, possuem apenas um “ponto crítico”, isso ocorre nos Incoterms
representados inicialmente pelas letras “E” “F” e “D”, conforme mostra a Figura 2.1.

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Figura 2.1 – Entenda o gráfico (1)

Neste exemplo,
os bens são
ENTREGUES
pelo vendedor a
bordo do navio
desembaraçados
para exportação,
no porto de
embarque.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 82).

Já os Incoterms iniciados com a letra “C” possuem dois “pontos críticos”, uma para risco,
outro para custo. Veja um exemplo na Figura 2.2 a seguir.

Figura 2.2 – Entenda o gráfico (2)


Neste exemplo,
os bens são
ENTREGUES
pelo vendedor a
bordo do navio,
desembaraçados
para exportação,
com custos e
frete pagos até o
porto de destino
designado.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 83).

Figura 2.3 – Ex Works – EXW (na fábrica)

Os bens são
ENTREGUES pelo
vendedor quando
ele os coloca à
disposição do
comprador, em
suas instalações
ou em outro local
acordado, sem
carregamento e
sem desembaraço
para exportação.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 86).

A mercadoria é colocada à disposição do comprador no estabelecimento do vendedor, ou


em outro local nomeado pelo exportador (fábrica, armazém etc.), não desembaraçada para
exportação e não carregada em qualquer veículo coletor. Este termo representa obrigação
mínima para o vendedor, sendo que o comprador arca com todos os custos e riscos envolvidos
para retirar a mercadoria do estabelecimento do vendedor. Desde que o Contrato de Compra
e Venda contenha cláusula explícita a respeito, os riscos e custos envolvidos e o carregamento
da mercadoria na saída poderão ser do vendedor. O EXW não deve ser utilizado ou aceito pelo

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comprador caso este não possa responsabilizar-se, direta ou indiretamente, pelas formalidades
deste tipo de exportação. Este termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte.

Observe que nem sempre a legislação do país exportador permite que estrangeiros executem a tarefa
de “despacho aduaneiro”, como é o caso do Brasil. Apesar disso, este termo pode ser utilizado nas
exportações brasileiras, porém desembaraçado.

Free Carrier – FCA (Livre no transportador)

Figura 2.4 – FCA - Free Carrier


Os bens são
ENTREGUES ao
transportador
designado pelo
comprador,
desembaraçados
para exportação. Se
o local de entrega
for outro que não
o domicílio do
vendedor, ele não
é responsável pelo
descarregamento
naquele local.
Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 92).

O vendedor completa suas obrigações quando entrega a mercadoria desembaraçada para a


exportação, aos cuidados do transportador internacional indicado pelo comprador, no local
determinado. A partir daquele momento, cessam todas as responsabilidades do vendedor,
ficando o comprador responsável por todas as despesas e por quaisquer perdas ou danos que
a mercadoria possa vir a sofrer. O local escolhido para entrega é muito importante para definir
responsabilidades quanto à carga e descarga da mercadoria. Se a entrega ocorrer nas dependências
do vendedor, este é o responsável pelo carregamento no veículo coletor do comprador, porém não
é o responsável pelo descarregamento e embarque no veículo de transporte internacional. Por outro
lado, se a entrega ocorrer em qualquer outro local pactuado, o vendedor não se responsabiliza pelo
descarregamento de seu veículo no momento da entrega ao transportador. O comprador poderá
indicar outra pessoa, que não seja o transportador, para receber a mercadoria. Nesse caso, o
vendedor encerra suas obrigações quando a mercadoria é entregue àquela pessoa indicada. Este
termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte.

Free Alongside Ship – FAS (Livre ao lado do navio)

Figura 2.5 – FAS - Free Alongside Ship


Os bens são
ENTREGUES ao
lado do navio (ao
longo do costado
do navio), no
cais ou em uma
barcaça, no porto
de embarque
designado
desembaraçados
para exportação.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 99).

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Universidade do Sul de Santa Catarina

O vendedor encerra suas obrigações no momento em que a mercadoria é colocada ao lado


do navio transportador, no cais ou em embarcações utilizadas para carregamento, no porto
de embarque designado. A partir daquele momento, o comprador assume todos os riscos
e custos com carregamento no navio, pagamento de frete e seguro e demais despesas. O
vendedor é responsável pelo desembaraço da mercadoria para exportação. Este termo pode
ser utilizado somente para transporte aquaviário (marítimo, fluvial ou lacustre).

Free On Bord – FOB (Livre a bordo)

Figura 2.6 – FOB - Free On Board


Os bens são
ENTREGUES a
bordo do navio
nomeado pelo
comprador, no
porto de embarque
designado,
desembaraçados
para exportação.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 105).

O vendedor encerra suas obrigações quando a mercadoria transpõe a amurada do navio no


porto de embarque indicado e, a partir daquele momento, o comprador assume todas as
responsabilidades quanto a perdas e danos. A entrega consuma-se a bordo do navio designado
pelo comprador, quando todas as despesas passam a correr por conta do comprador. O
vendedor, por sua vez, é o responsável pelo desembaraço da mercadoria para exportação. Este
termo é utilizado exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo, fluvial ou lacustre).

Cost and Freight – CFR (Custo e frete)

Figura 2.7 – CFR - Cost and Freight

Os bens são
ENTREGUES
a bordo do
navio nomeado
pelo vendedor,
desembaraçados
para exportação,
com custos e frete
pagos para enviar
os bens até o
porto de destino
designado.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 115).

O vendedor é o responsável pelo pagamento dos custos necessários para colocar a


mercadoria a bordo do navio e é responsável, também, pelo pagamento do frete até o porto

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de destino designado. O vendedor é responsável pelo desembaraço da exportação. Os riscos


de perda ou dano da mercadoria, bem como quaisquer outros custos adicionais, que não o
frete internacional, são transferidos do vendedor para o comprador no momento em que a
mercadoria é colocada a bordo do navio designado, porém o custo do frete internacional está
pago até o porto de desembarque. Cláusula utilizável exclusivamente no transporte aquaviário
(marítimo, fluvial ou lacustre).

Carriage Paid to – CPT (Transporte pago até…)

Figura 2.8 – CPT – Carriage Paid To


Os bens são
ENTREGUES ao
transportador
nomeado pelo
vendedor,
desembaraçados
para exportação,
com custos de
transporte pagos
para enviar os
bens até o local de
destino designado.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 121).

O vendedor contrata e paga o frete para levar as mercadorias até o local de destino designado.
A partir do momento em que as mercadorias são entregues à custódia do transportador, os
riscos por perdas e danos transferem-se do vendedor para o comprador, porém é o vendedor
quem deve contratar e pagar os custos de transporte necessários para enviar a mercadoria até
o local de destino nomeado, no país do importador, assim como possíveis custos adicionais
que possam incorrer. O vendedor é, ainda, o responsável pelo desembaraço das mercadorias
para exportação. Cláusula utilizada em qualquer modalidade de transporte.

Cost, Insurance and Freight – CIF (Custo, seguro e frete)

Figura 2.9 – CIF – Cost, Insurance and Freight

Os bens são
ENTREGUES
a bordo do
navio nomeado
pelo vendedor,
desembaraçados
para exportação,
com custos e frete
pagos para enviar
os bens até o
porto de destino
designado.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 130).

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Universidade do Sul de Santa Catarina

A responsabilidade e os riscos a partir da entrega sobre a mercadoria é transferida do


vendedor para o comprador quando a mesma estiver a bordo do navio no porto de
embarque. Porém, o vendedor é o responsável pelo pagamento dos custos, do seguro e
frete necessários para levar a mercadoria até o porto de destino indicado. O comprador
deverá receber a mercadoria no porto de destino e, daí para frente, responsabilizar-se
por todas as despesas. O vendedor é responsável pelo desembaraço das mercadorias
para exportação. O vendedor deverá contratar e pagar o prêmio de seguro do transporte
principal, porém este seguro pago pelo vendedor tem cobertura mínima, de modo que
compete ao comprador avaliar a necessidade de efetuar seguro complementar. Cláusula
utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo, fluvial ou lacustre).

Carriage and Insurance Paid to – CIP (Transporte e seguro pagos até…)

Figura 2.10 – CIP - Carriage and Insurance Paid to

Os bens são
ENTREGUES ao
transportador
nomeado pelo
vendedor,
desembaraçados
para exportação,
com custos de
transporte e
seguro pagos para
enviar os bens até
o local de destino
designado.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 139).

Nesta modalidade, as responsabilidades do vendedor são as mesmas descritas no CPT,


acrescidas da contratação e do pagamento do seguro até o destino. A partir do momento em
que as mercadorias são entregues à custódia do transportador, os riscos por perdas e danos
transferem-se do vendedor para o comprador, assim como possíveis custos adicionais que
possam incorrer. O seguro pago pelo vendedor tem cobertura mínima, de modo que compete
ao comprador avaliar a necessidade de efetuar seguro complementar. Cláusula utilizada em
qualquer modalidade de transporte.

Delivered at Terminal – DAT (Entregue no terminal)

Figura 2.11 – DAT - Delivered at Terminal

Os bens são
ENTREGUES no
terminal, (neste
caso, o ARMAZÉM
no porto de
destino designado)
descarregados.
Qualquer
despesas, após o
descarregamento
no ARMAZÉM
é por conta do
comprador.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 148).

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O vendedor completa suas obrigações e encerra sua responsabilidade quando a mercadoria


é colocada à disposição do comprador, em um terminal de destino nomeado (cais, terminal
de contêineres ou armazém, dentre outros) descarregada do meio de transporte de chegada
neste terminal. Os valores de frete e seguro internacionais compõem o valor comercializado
da mercadoria. A mercadoria é entregue descarregada do meio de transporte internacional e
colocada à disposição do comprador no terminal, mas não desembaraçada para importação.

Delivered at Place – DAP (Entregue no local)

Figura 2.12 – DAP - Delivered at Place

Os bens são
ENTREGUES no
local de destino
designado,
desembaraçados
para exportação,
prontos para serem
descarregados
(neste caso, a
bordo do navio),
sem desembaraço
para importação
ou pagamento de
qualquer direito de
importação.
Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 156).

O vendedor completa suas obrigações e encerra sua responsabilidade quando coloca a


mercadoria à disposição do comprador em um local de destino indicado. A mercadoria é
entregue ainda a bordo do veículo transportador (internacional) no local de destino, pronta
para ser descarregada, mas não desembaraçada para importação. Os valores de frete
e seguro internacionais compõem o valor comercializado da mercadoria. Apesar de não
envolver o descarregamento do veículo principal, o DAP pode ser utilizado para entregas
além do local de chegada, como, por exemplo, entrega em um Porto Seco ou, ainda, o
próprio estabelecimento do importador.

Figura 2.13 – DAP – Delivered At Place

Os bens são
ENTREGUES no
local de destino
designado,
desembaraçados
para exportação,
prontos para serem
descarregados
(neste caso, num
PORTO SECO),
sem desembaraço
para importação
ou pagamento de
qualquer direito de
importação.
Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 157).

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Universidade do Sul de Santa Catarina

E logo em seguida:

Figura 2.14 – DAP – Delivered At Place (2)

Os bens são
ENTREGUES no
local de destino
designado,
desembaraçados
para exportação,
prontos
para serem
descarregados,
sem desembaraço
para importação
ou pagamento de
qualquer direito de
importação.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 158).

Delivered Duty Paid – DDP (Entregue com impostos pagos)

Figura 2.15 – DDP- Delivered Duty Paid

Os bens são
ENTREGUES no
local de destino
designado,
desembaraçados
para exportação e
para importação,
com todos
os direitos de
importação
pagos, prontos
para serem
descarregados.

Fonte: Adaptado de Lunardi (2014, p. 162).

O vendedor entrega a mercadoria ao comprador, desembaraçada para importação no local


de destino designado. Pronta para ser descarregada do veículo transportador, ou seja, o
descarregamento final é por conta do comprador. É o Incoterms que estabelece o maior grau
de compromisso para o vendedor, na medida em que o mesmo assume todos os riscos e
custos relativos ao transporte e à entrega da mercadoria no local de destino designado, muitas
vezes, o estabelecimento do importador, inclusive com os impostos de importação pagos e
todas as despesas alfandegárias 1. Não deve ser utilizado quando o vendedor não está apto a
obter, direta ou indiretamente, os documentos necessários à importação da mercadoria.

1. Termo não permitido nas importações brasileiras, nas quais o Regulamento Aduaneiro prevê que o recolhimento dos tributos
em uma importação é de responsabilidade do importador.

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Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TRANSPORTADORES INTERNACIONAIS (ABTI). Manifesto
internacional de carga rodoviária/declaração de trânsito aduaneiro. Disponível em:

<[Link]
[Link]>. Acesso em: 02 jun. 2016.

LUNARDI, Angelo Luiz. Condições internacionais de compra e venda – Incoterms 2010. 4.


Ed. São Paulo: Aduaneiras, 2014.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR. Certificado


de origem. Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 02 jun. 2016.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR. Incoterms.


Disponível em: <[Link]
Acesso em: 02 jun. 2016.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR. Modelo


conhecimento de embarque aéreo. Disponível em: <[Link]
br/sitio/paginas/comExportar/pp_conEmbAerModelo.html>. Acesso em: 02 jun. 2016.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR. Modelo


conhecimento de embarque marítimo. Disponível em: <[Link]
sistemas_web/aprendex/default/index/popup/id/339>. Acesso em: 02 jun. 2016.

RECEITA FEDERAL DO BRASIL. Fatura comercial. Disponível em: <[Link]


[Link]/orientacao/aduaneira/manuais/despacho-de-importacao/topicos-1/despacho-de-
importacao/documentos-instrutivos-do-despacho/fatura-comercial>. Acesso em: 02 jun. 2016.

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