Lição Facil N. 13 - 4trim2024 Conjugada
Lição Facil N. 13 - 4trim2024 Conjugada
Lição 13 21 a 27 de dezembro
Epílogo: conhecendo Jesus e Sua Palavra
Sábado à tarde Ano Bíblico: RPSP: 1Co 11
VERSO PARA MEMORIZAR: “Vocês examinam as Escrituras,
porque julgam ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas
que testificam de Mim” (Jo 5:39).
L E I T U R A S D A S EM A N A : Jo 21; 11:9, 10; 8:42-44; 4:46-54; 2Tm 3:16; Jo
15:1-11
O Evangelho de João, assim como o de Marcos, termina com um encontro
na Galileia. Esta última semana de estudos sobre João trata desse encontro,
mas conectando-o ao tema de como podemos conhecer a Jesus e a Palavra de
Deus – um conceito que percorre todo o quarto evangelho.
Embora os discípulos tivessem convivido com Jesus por mais de três anos,
ainda estavam despreparados para a crucifixão e a ressurreição, ainda que Cris-
to lhes tivesse dito várias vezes o que aconteceria.
Hoje, podemos correr o mesmo risco de escutar ou até mesmo ler a Pala-
vra de Deus, mas não a ouvirmos de fato, não permanecermos nela e não obe-
decermos a ela. Ou seja, não a aceitarmos como a luz que deve guiar nossos
pensamentos e nossas ações. Infelizmente, é nesse ponto que muitos cristãos,
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INÍCIO DO ESTUDO
PENSAMENTO CRISTÃO: “O estudo da Palavra de Deus com o objetivo de descobrir
Jesus e como fazer sua vontade é a grande disciplina que tem formado os maiores
servos de Deus.”
MEDITAÇÃO
VERSO AUREO: João 5:39 = “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a
vida eterna, e são elas que de mim testificam;”
INTRODUÇÃO: Conhecendo melhor a Jesus.
Ninguém é feliz sozinho. Quando nós nos relacionamos e conhecemos melhor as pessoas,
vivemos melhor, pois nos apoiamos e nos ajudamos na caminhada. Os relacionamentos
promovem conhecimento e aprendizado que nos capacitam para a vida, que nos abençoam e
nos fazer abençoar outras pessoas. Os autores dos evangelhos foram pessoas que andaram
com Jesus e quiseram nos mostrar quem Ele era e o que ele fazia, para que todos possam se
relacionar com ele. Muitas pessoas não levam Deus e nem Jesus a sério, porque não o co-
nhecem como pessoa. Não têm uma experiência pessoal com Ele. Porque não reconhecem
que Ele veio como pessoa ao nosso mundo, num grande exercício de Deus de se fazer como
um de nós para que nós pudéssemos nos relacionar com Ele. Jesus se tornou um de nós, se
aproximou da humanidade para nos entender, agora é nossa vez de nos aproximarmos dele
para que possamos conhece-lo melhor.
Nossa experiência com Jesus precisa ser parecida com a que Jó teve ao conhece-lo melhor e
de forma pessoal. Ele disse assim: “Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te
vejo com os meus próprios olhos”. (Jó 42:5). Isso quer dizer que quando conhecermos Jesus
de forma pessoal, tendo uma experiência pessoal de fé com ele, passaremos a amá-lo e por
consequência obedeceremos aos seus preceitos e isso mudará tudo em nossa vida.
[Link] escreveu: “Necessitamos educar e exercitar a mente de modo a possuirmos fé
inteligente, um inteligente companheirismo com Jesus. Não devemos deixar que nosso amor
pelo Redentor seja penetrado de frieza. Falemos de Seus incomparáveis encantos, cultivando
sem cessar o desejo de conhecer melhor a Jesus Cristo. Então Seu Espírito exercerá poder
controlador sobre a vida e o caráter" – [Link].1956, pág.27
Quando conhecermos Jesus de forma pessoal, daremos a Ele prioridade em nossa vida.
Ilustração: Ouvimos há muito tempo de um ilustre pregador americano, professor, missioná-
rio no Brasil, contando que havia feito carreira diplomática bem sucedida em sua terra natal
até certo momento de sua vida. Um dia ele aceitou Jesus e suas prioridades mudaram. De-
pois, da conversão tinha proposto em seu coração servir a Jesus com toda intensidade.
Como era um diplomata, certa vez recebeu dois convites ao mesmo tempo: um convite era do
presidente Roosevelt, para ser embaixador americano no Brasil; o outro convite era da Confe-
rencia geral, para ser missionário no Brasil. Por amar tanto a Jesus, acabou optando pelo
segundo convite. Achou mais honroso ser embaixador do Rei Jesus, do que ser embaixador
de um presidente. Quando amarmos Jesus, Ele ocupará o primeiro lugar em nossa vida.
[Link] escreveu: “Oh, quanto necessitamos conhecer a Jesus e a nosso Pai celeste,
para que O representemos no caráter!" – [Link].1974, pág.227
Vamos mergulhar nesse estudo examinando alguns ensinamentos de Jesus para que pos-
samos ir além do conhecimento teórico sobre Jesus e assim desenvolvermos o companhei-
rismo ideal com Jesus e com sua Palavra. Que o Senhor nos abençoe nesse estudo!
Pag. 102– Estudo 13 - [Link].2024
Domingo, 22 de dezembro Encontro na Galileia
1. Leia João 21:1-19. Que verdades cruciais são reveladas nesse texto, es-
pecialmente sobre a graça de Deus e a humildade humana?
João 21: 1-19 = . 1 Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar
de Tiberíades; e manifestou-se assim: 3 Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe
eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada
apanharam. 4 E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, 6 E ele lhes disse: Lançai a
rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela
multidão dos peixes. 8 E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam dis-
tantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes 9 Logo que
desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. 10 Disse-lhes Je-
sus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. 12 Disse-lhes Jesus: Vinde, comei 13 Che-
gou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe.. 15 E, depois de
terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que
estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus
cordeiros. 16 Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe:
Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. 17 Disse-lhe
terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira
vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe:
Apascenta as minhas ovelhas. 18 Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais
moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, esten-
derás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras. 19 E disse isto,
significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: Segue-me.
Explicando= .A graça e o perdão restauraram Pedro ao ministério. Suas respostas ao
Mestre deram indícios de humildade pois reconheceu seus erros grosseiros.
João 20 termina mencionando o propósito do livro. Esse seria o momento natural para concluir
o evangelho, mas há mais um capítulo, que começa com alguns discípulos na Galileia. Pedro
sugere que passem uma noite no lago. Parece que os velhos tempos voltaram, e os discípulos
regressaram à pesca. Mas, naquela noite, não pegaram nada.
De manhã, um Estranho que estava na praia lhes disse para jogarem a rede no lado direito
do barco. Eles pegaram tantos peixes que não conseguiam puxar a rede, lembrando o início do
ministério deles com Jesus (Lc 5:1-11). João reconheceu Jesus e contou a Pedro, que, por sua vez,
pulou na água e nadou até a praia.
Jesus fez três perguntas a Pedro, relacionadas ao seu amor pelo Mestre. Antes da crucifixão,
Pedro disse que daria a vida por Jesus (Jo 13:37). Foi então que Ele predisse que o discípulo O
negaria três vezes (Jo 13:38). Nesse encontro na Galileia, Pedro fez de Jesus, e não de si mesmo,
o ponto de referência (Jo 21:17).
Algumas pessoas observaram que Jesus usou o verbo agapa?, que significa “amar”, ao
questionar Pedro (exceto na última vez), e que o discípulo sempre respondeu com o verbo phile?,
que significa “amar”, mas apenas como amigo. Isso significaria que Pedro ainda não havia alcan-
çado o tipo mais elevado de amor.
A resposta de Pedro está centrada na humildade. Como a memória de sua traição sempre
assombrava sua mente, é provável que o discípulo tenha usado uma “palavra inferior” para ex-
pressar humildade, evitando reivindicar muito para si mesmo. Foi essa humildade que Jesus
reforçou e que se tornou crucial para restaurar Pedro ao ministério. A humildade é uma das quali-
ficações mais importantes para o ministério, pois direciona o foco para Jesus Cristo, e não para o
próprio eu.
A restauração de Pedro e seu papel como líder na igreja são evidências de que Jesus ressusci-
tou. Seria bastante difícil explicar a preeminência de Pedro se o próprio Cristo não tivesse restau-
rado seu ministério na presença dos outros discípulos .
Por que a humildade é tão importante para quem busca conhecer o Senhor? Em vista da cruz, qual é
a única coisa da qual qualquer um de nós deve se orgulhar?
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Em Jerusalém, no palácio do sumo sacerdote, Pedro negou conhecer a Jesus. Depois de ver
os olhos do Senhor e ouvir o galo cantar, Pedro correu e chorou abundantemente, demos-
trando tristeza e arrependimento. Talvez ele pensasse que agora já não havia esperanças.
Depois de ter traído ao Senhor, não poderia mais ser chamado de discípulo, talvez mereces-
se também ser rejeitado por Jesus.
Noutra ocasião, depois de negar Jesus, Pedro decidiu que ia pescar. Exercendo influência
sobre os outros 6 discípulos, eles foram com ele (João 21:3). Enquanto pescavam Jesus
apareceu na praia e disse-lhes: "Filhos, têm alguma coisa para comer?" Mais uma vez, Pedro
não foi excluído ou desprezado, mas chamado de "filho", como os outros discípulos.
Pergunta 1– O que Jesus nos ensinou nesses textos sobre a graça de Deus e a humil-
dade humana?
João 21: 1-19 = . 1 Depois disto manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar
de Tiberíades; e manifestou-se assim: 2 Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado
Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos
seus discípulos. 3 Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Dizem-lhe eles: Também nós vamos
contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam. 4 E, sendo já
manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. 5
Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. 6 E
ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já
não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. 7 Então aquele discípulo, a quem Jesus amava,
disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a
túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. 8 E os outros discípulos foram com o barco
(porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede
cheia de peixes 9 Logo que desceram para terra, viram ali brasas, e um peixe posto em
cima, e pão. 10 Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. 11 Simão Pedro
subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes e, sendo
tantos, não se rompeu a rede. 12 Disse-lhes Jesus: Vinde, comei. E nenhum dos discípulos
ousava perguntar-lhe: Quem és tu? sabendo que era o Senhor. 13 Chegou, pois, Jesus, e
tomou o pão, e deu-lhes e, semelhantemente o peixe.14 E já era a terceira vez que Jesus se
manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos. 15 E, depois
de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que
estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus
cordeiros. 16 Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe:
Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. 17 Disse-lhe
terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira
vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe:
Apascenta as minhas ovelhas. 18 Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais
moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, esten-
derás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras. 19 E disse isto,
significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: Segue-me.
Explicando= .A graça e o perdão restauraram Pedro ao ministério. Suas respostas ao
Mestre deram indícios de humildade pois reconheceu seus erros grosseiros.
Comentário:. A aparição de Jesus na praia estava planejada desde a ressurreição. Jesus
disse para Maria Madalena no Jardim: “Dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante
de vós para a Galileia; ali o vereis, como ele vos disse” (Mar. 16:7)..
Ilustração: Um teólogo e escritor colocou esse texto em seu livro: "O orgulho divide os ho-
mens".- "O orgulhoso não pede licença; atropela. Não pede perdão; justifica-se. Não dá expli-
cações; ameaça. Não pede ajuda; se mata. Não agradece; cobra. Não perdoa; vinga-se. Não
delega autoridade; faz tudo sozinho. Não elogia; reclama. Não ora; amaldiçoa."
Pedro demonstrou um incrível senso de humildade, reconhecendo seus erros e aceitando o
perdão oferecido por Jesus. Por isso se tornou tão ativo e um grande líder na igreja primitiva.
Pag. 103– Estudo 13 - [Link].2024
Segunda-feira, 23 de dezembro Mantendo os olhos em Jesus
Pergunta 2– Depois de ser perdoado por Jesus por tê-lo negado, que pergunta sem
muito sentido Pedro fez e como Jesus respondeu a pergunta?
João 21: 20-22 = .20 E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus
amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é
que te há de trair? 21Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? 22 Disse-
lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.
Explicando= Pedro quis saber o que aconteceria na vida de João e Jesus disse-lhe que
ele deveria segui-lo sem se preocupar com o destino dos outros discípulos.
Comentário: Jesus fez uma predição do tipo de morte que Pedro teria e depois disse-lhe:
Segue-me. Nesse momento Pedro se virou e viu o discípulo João vindo atrás. Ele aproveitou
e perguntou a Jesus: E o que vai acontecer com esse discípulo? Referindo-se a João. Foi aí
que Jesus respondeu da forma descrita: Não te preocupes com o destino dos outros. Na
verdade Pedro tirou os olhos de Jesus que estava à sua frente para olhar para trás e errou.
[Link] escreveu: “Não devemos desviar nossos olhos de Jesus. Precisamos estar cons-
tantemente recebendo o dom de Sua graça, o batismo do Espírito Santo, ou não seremos
capazes de resistir à tentação ou fortalecer as coisas que permanecem, que estão prontas a
morrer!" – [Link].1983, pág.262
.
Pergunta 3– Como a declaração de Jesus sobre João foi mal interpretada?
João 21: 23-25 = . 23 Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não
havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele
fique até que eu venha, que te importa a ti? 24 Este é o discípulo que testifica destas coisas
e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. 25 Há, porém, ainda muitas
outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o
mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém.
Explicando= A declaração de Jesus foi distorcida e muitos concluíram que João nunca
morreria. João corrigiu essa ideia, expondo que Jesus não havia prometido isto.
Comentário: Entender errado uma expressão e basear a vida nisto pode ser perigoso até
espiritualmente. As pessoas pensaram que Jesus voltaria, antes de João morrer. Isso seria
bom por um lado e ruim por outro lado. O lado ruim é que se João morresse e Cristo não
voltasse, as pessoas poderiam perder a fé. João corrigiu esse pensamento, dizendo que
Jesus não fizera uma profecia sobre ele, mas deu um exemplo do que poderia acontecer se
sua vontade fosse essa. Por isso é preciso ter compreensão correta da Palavra de Deus e da
pessoa do Senhor Jesus ao invés de nos basearmos nas palavras de outras pessoas.
Ilustração: Uma igreja evangélica fez uma programação e para divulgar o acontecimento, fez
diversas faixas com o tema: "Examinais as Escrituras". Por onde passavam, os cidadãos
daquela cidade deparavam-se com a frase: "Examinais as Escrituras". O povo começou a
comentar o evento e o marketing foi tão eficiente que os moradores que não conheciam a
Palavra de Deus, começaram a visitar os cartórios daquela cidade para saber se as escrituras
de suas propriedades estavam com algum tipo de problema. Veja o que faz a ignorância e o
acreditar no que as pessoas dizem sem conhecimento de causa.
6. Leia João 4:46-54. Que problema levou o oficial a Jesus, e qual era a
verdadeira questão envolvida?
João 4:46-54 = 46 Segunda vez foi Jesus a Caná da Galiléia, onde da água fizera vinho. E
havia ali um nobre, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum. 47 Ouvindo este que Jesus
vinha da Judéia para a Galiléia, foi ter com ele, e rogou-lhe que descesse, e curasse o seu
filho, porque já estava à morte. 48 Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres,
não crereis. 49 Disse-lhe o nobre: Senhor, desce, antes que meu filho morra. 50 Disse-lhe
Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe disse, e partiu. 51 E
descendo ele logo, saíram-lhe ao encontro os seus servos, e lhe anunciaram, dizendo: O teu
filho vive.52 Perguntou-lhes, pois, a que hora se achara melhor. E disseram-lhe: Ontem às
sete horas a febre o deixou. 53 Entendeu, pois, o pai que era aquela hora a mesma em que
Jesus lhe disse: O teu filho vive; e creu ele, e toda a sua casa.
Explicando= Um nobre queria que Jesus curasse seu filho e exigiu que Jesus fosse
logo pois seu filho estava à morte. Se ele cresse realmente teria uma fé obediente sem
exigências, pois a fé obediente não exige, mas aguarda a vontade divina agir.
Aquele homem se aproximou de Jesus, a luz do mundo, mas decidiu crer
apenas se Ele curasse seu filho. Podemos dizer que a teologia desse homem era
uma teologia vinda “de baixo”, pois tinha origem humana. A teologia “de bai-
xo” estabelece critérios e padrões em relação a Deus e a Sua Palavra. As ideias
humanas, embora falíveis, limitadas e subjetivas, acabam se tornando a autori-
dade final na interpretação da Palavra de Deus. Que armadilha!
A teologia “do alto”, por outro lado, reage com fé, assumindo desde o iní-
cio a crença em Deus e em Sua Palavra (Jo 4:48; 6:14, 15; 2Tm 3:16). Quando
a Bíblia é aceita pela fé, ela se torna sua própria intérprete. Nosso guia para
compreender e interpretar as Escrituras deve ser a visão bíblica de mundo, em
vez das filosofias humanas. Pontos de vista humanos devem estar sujeitos à
Palavra, e não o contrário.
Se desejamos crer em Jesus e no que Ele disse, devemos crer nas palavras
das Escrituras (Jo 5:46, 47). “Se vocês permanecerem na Minha palavra, são
verdadeiramente Meus discípulos” (Jo 8:31). Se duvidarmos da Palavra, ela
não permanecerá em nós (Jo 5:38). “Quem Me rejeita e não recebe as Minhas
palavras tem quem o julgue; a própria palavra que falei, essa o julgará no últi-
mo dia. Porque Eu não falei por Mim mesmo, mas o Pai, que Me enviou, esse
Me ordenou o que dizer e o que anunciar” (Jo 12:48, 49).
Ouvir a Palavra vai além de absorver informações. Significa fazer a vonta-
de de Deus. Essa é a resposta ativa à Palavra. “Se alguém decidir fazer a von-
tade de Deus, saberá se o Meu ensino vem de Deus ou se falo por Mim mes-
mo” (Jo 7:17, NVI).
Ouvir e praticar a Palavra de Deus é uma expressão de amor a Ele. “Se
alguém Me ama, guardará a Minha palavra; e o Meu Pai o amará, e viremos
para ele e faremos nele morada” (Jo 14:23).
Qual é a relação entre o amor a Jesus e a obediência? Por que qualquer suposta “obediência” que
não esteja fundamentada no amor corre o risco de cair no legalismo?
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Ou cremos em Deus de verdade ou duvidaremos Dele e tentaremos dar ordens estabelecen-
do critérios em relação à atuação divina. Um pastor no rádio dizia: “Temos que pegar Deus na
palavra que ele prometeu. Exija de Deus o que Ele prometeu. Se Ele prometeu prosperidade
se voce for fiel nos dízimos e ofertas, pode cobrar de Deus as bênçãos, porque sua Palavra
diz que Ele não é homem para que minta”. Ou seja...isso é uma teologia de baixo, da terra,
fruto da interpretação humana. Por isso quando Jairo teve sua filha doente, ele tentou mani-
pular Jesus com uma teologia de baixo. Leia a forma como Jairo pediu para Jesus curar sua
filha. Ele praticamente disse como Jesus deveria fazer a cura passo a passo. “E rogava-lhe
muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos,
para que sare, e viva”. (Mar. 5:23). Isso não é fé obediente, é imposição da teologia de baixo.
Ilustração: O famoso ator e diretor de cinema Woody Allen disse uma vez, "Se ao menos
Deus me desse algum sinal evidente! Tal como fazer um grande depósito em meu nome, num
banco da Suíça, eu creria nele com mais facilidade". Ele estava brincando, mas estava a
expressar uma atitude que é muito comum em nossos dias: Eu creio se Deus fizer.
Pergunta 7– Como a Bíblia descreve o poder de Cristo para nos atrair a Ele?
João 12:32 = 32 E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.
Explicando= Através de sua morte, Jesus atrairia todos a Ele porque oferece salvação
e perdão dos pecados a todos que o buscam e o aceitam.
Comentário: Ao lermos a Palavra de Deus, tomamos conhecimento do evangelho e a histó-
ria na cruz nos atrai, porque somos devedores no plano espiritual e não haverá paz interior
enquanto não resolvermos a questão do nosso débito com Deus. Aceitando Jesus, ele nos dá
o crédito que ele conquistou na cruz e somos justificados diante do Pai, como se nunca tivés-
semos pecado. É um presente que foi denominado de “graça divina”, pois Deus substitui
nossa vida sem valor pela vida preciosa de Jesus e somos justificados diante do Céu. O
pecador não merece, mas recebe pela fé demonstrada em Jesus, que morreu na cruz.
[Link] escreveu: “Cristo veio para manifestar o amor de Deus ao mundo, para atrair a Si
o coração de todos os homens. O primeiro passo no rumo da salvação é corresponder à
atração do amor de Cristo. É para que os homens compreendam a alegria do perdão e da
paz de Deus, que Cristo os atrai mediante a manifestação de Seu amor". [Link]. vol 1, pg.323
Pergunta 8– Para que haja crescimento espiritual, que segredo devemos seguir?
João 15:1-11 = 1 Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. 4 Estai em mim, e
eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim
também vós, se não estiverdes em mim. 5 Eu sou a videira, vós as varas; quem está em
mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 7 Se vós estiverdes
em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será
feito. 8 Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. 9
Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. 10 Se guar-
dardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho
guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. 11 Tenho-vos dito isto,
para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.
Explicando= Só cresceremos espiritualmente se estivermos ligados a Cristo, permane-
cendo Nele e suas palavras em nós, produziremos frutos e faremos a vontade divina.
Comentário: Jesus usou a figura de uma videira onde os ramos estão ligados ao tronco e
crescem em todas as direções para depois mostrarem os frutos. O segredo é permanecer
conectado em Jesus pois Ele é o Verbo de Deus, é o Bom Pastor, é a Videira verdadeira, o
Pão da vida, a ressurreição, a luz do mundo e tudo mais que nos completa para que nossa fé
seja exercitada para glória de Deus. Fiquemos, pois, ligados a Ele e à sua Palavra e assim
renunciaremos nossos pontos de vista humanos e seremos obedientes por amor a Cristo. Se
não resistirmos apegados a pontos de vista humanos, seremos atraídos para Jesus sempre e
saberemos que estamos no caminho certo, permanecendo ligados a Ele até a sua volta.
FELIZ SÁBADO