Nome: Suely Lenore Caputo Aymone Disciplina: Projeto Pedagógico Utilizando Rádio e TV Atividade única: Enriquecendo o nosso planejamento

Turma: RS07 Mediadora: Fernanda Serpa Cardoso

Enriquecendo o planejamento ou revisitando as fadas A proposta da oficina Projeto Pedagógico utilizando rádio e TV é, depois de conhecer um pouco mais sobre as mídias, em especial rádio e televisão, repensar a(s) aula(s) sugerida(s) na atividade final da disciplina Design Didático. Após a releitura de “E as fadas invadem o século XXI!”, em que encaminhei reflexões sobre letramento e concepção de língua e atividades de leitura, análise e produção de texto, pensei em provocar @s alun@s para a produção de um vídeo, usando os textos construídos no Google Docs como base de um roteiro. Assim, mais um gênero textual seria trabalhado – roteiro de vídeo – contribuindo para a autoria e a criação coletiva, além do desenvolvimento das linguagens próprias do suporte textual vídeo, em que se interrelacionam o áudio, a imagem e o texto escrito. Escolho essa mídia pela facilidade do acesso ao Movie Maker - programa de edição de vídeo disponível nos computadores da escola, pelo gosto manifestado pel@s alun@s em usar essa ferramenta, pela possibilidade de publicação dos vídeos no blog da turma, enfim, citando Moran, porque a (...) produção em vídeo tem uma dimensão moderna, lúdica. Moderna, como meio contemporâneo, novo que integra linguagens. Lúdica, pela miniaturização das câmeras, que permite brincar com a realidade, levá-las junto para qualquer lugar. É importante dizer que o planejamento da produção estaria baseado nas “dicas” do professor Moran, na entrevista Vídeos são instrumentos de comunicação e de produção: • • • • • Ideia, Elaboração do roteiro, Plano de filmagem, Captura de imagens, Decupagem das imagens,

• • •

Pré-edição, Edição, Finalização.

Como a proposta inicial já contemplava o trabalho colaborativo, penso que a produção de um vídeo complementaria esse trabalho e permitiria a reflexão comparando as versões dos contos de fada no Google Docs e no vídeo – qual dos textos é mais interessante? Por quê? Num outro momento, levaríamos os vídeos para as crianças do Curso de Aplicação, desencadeando atividades relacionadas às histórias e, quem sabe, provocando um debate sobre as semelhanças e diferenças entre os textos do Docs e dos vídeos. O texto que segue é o do planejamento da aula, enviado para a disciplina Design Didático (em vermelho, as modificações em função do acréscimo da produção do vídeo!):

E as fadas invadem o século XXI! Em 2010, assumi a disciplina Didática da Linguagem, no segundo ano do Curso Normal em Nível Médio. Entendo que a formação de professores de língua dos anos iniciais do ensino fundamental passa pela superação dos limites apresentados pelos alunos (futuros professores) em relação ao uso da variante culta da língua; ou seja, “Formar professores que ensinem a língua implica propiciar condições para o desenvolvimento da sua própria proficiência linguística” (Pereira). Uma das estratégias para alcançar essa proficiência é desenvolver os comportamentos leitor e escritor nesses futuros professores. Já que não podemos deixar de considerar que (...) o ensino da leitura e da escrita precisa apoiar-se, ao mesmo tempo, em valores didáticos e pedagógicos. Pedagógicos na medida em que é necessário que o professor pratique, ele próprio, os escritos que propõe aos alunos, explicite as normas e exigências, dê o exemplo de leitor. Didáticos na medida em que é necessário que o professor socialize os escritos produzidos, articule a avaliação formativa com aperfeiçoamento dos textos em colaborativa” (Pereira). a somativa e trabalhe a reescrita e o uma perspectiva de aprendizagem

O design didático da aula a seguir é uma tentativa de formar professores leitores e produtores de textos e, principalmente, professores inovadores, capazes de reinventar a escola, realizando trabalhos colaborativos: “a aprendizagem baseada na Internet deve aproveitar o que há de melhor nas redes de computadores – a possibilidade de comunicação e cooperação entre pares” (Campos e Roque).

Tema da aula: letramento e concepção de língua: leitura, análise e produção de texto (em diferentes suportes)

Ementa do curso: nas aulas, serão desenvolvidas as habilidades de leitura, em especial de textos literários, de escrita e de reflexão sobre a língua. Também, pretende-se formar professores competentes no uso de diferentes mídias, especialmente o vídeo. É importante salientar que o enfoque é para a produção colaborativa, com propostas de atividades presenciais e online.

Objetivos:

1. Desenvolver o comportamento leitor e o comportamento escritor; 2. Propiciar condições para o desenvolvimento da proficiência lingüística dos alunos; 3. Construir estratégias de produção coletiva de textos e de análise lingüística; 4. Reconhecer e usar de forma criativa a estrutura básica do gênero textual em estudo; 5. Estabelecer uma relação dialógica em que alunos e professor exerçam a prática de refletir com o objetivo de construir coletivamente o conhecimento; 6. Lançar desafios aos alunos, a fim de que se empenhem na resolução de problemas e busquem respostas superando o senso comum; 7. Proporcionar o letramento digital, a partir do uso de ferramentas da web para construção de textos colaborativos em diferentes suportes – blog e vídeo - e para publicação dos mesmos; 8. Desenvolver e fortalecer os comportamentos que advêm das relações no trabalho colaborativo: troca de idéias, respeito entre os pares, participação, resolução de problemas, autonomia; 9. Formar professores para o século XXI.

Público-alvo: alun@s da disciplina Didática da Linguagem, no segundo ano do Curso Normal em Nível Médio

Conteúdos: discursivas diversificadas;

1. Desenvolvimento das habilidades de uso da língua escrita em situações 2. Construção de textos de diferentes gêneros e com diferentes funções, conforme as condições de produção do texto escrito: interlocutores, objetivos, natureza do assunto, contexto; 3. Reflexão sobre os textos lidos e escritos pelos alunos, intuindo, de forma contextualizada, a gramática da língua e as características de cada gênero; 4. Produção de vídeo a partir de textos produzidos colaborativamente. • • Mapa conceitual: Letramento e concepção de língua Teoria da aprendizagem subjacente: começo citando Paulo Freire: “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. As redes de relações que se estabelecem nas escolas devem buscar o diálogo, devem buscar o professor “criativo, experimentador, orientador de processos de aprendizagem” (Moran). Devem buscar práticas educacionais voltadas ao conhecimento da realidade, a fim de problematizar essa realidade e transformá-la. Devem buscar o aluno autor – de textos, da própria história, de transformações... “Educar é ajudar a construir caminhos para que nos tornemos mais livres, para poder fazer as melhores escolhas em cada momento” (Moran).

Estratégias pedagógicas:

Atividades presenciais na sala de aula: 1. Contação de história feita pela professora: “A Branca de Neve e os sete anões” (Irmãos Grimm) 2. Questionamentos orais sobre o texto 3. Releitura da história através de imagens: desenhos, colagem, pintura 4. Exposição dos trabalhos de releitura 5. Registro fotográfico da exposição para publicar no blog da turma 6. Distribuição de uma cópia do texto para os alunos 7. Análise do texto buscando os “acertos”

8. Leitura de “Cinderela” (Irmãos Grimm) e “A bela e a fera” (Irmãos Grimm) 9. Análise dos contos de fada a partir do seguinte referencial teórico: “A importância do maravilhoso na literatura infantil” (Oliveira) e “Estudo das diversas modalidades de textos infantis: contos de fadas” (Oliveira) 10. Pesquisa de outros contos de fada (em livros, na Internet) 11. Partilha dessas leituras 12. Reescrita colaborativa de um dos contos, preservando a estrutura básica: início, ruptura, confronto, restauração, desfecho e acrescentando um personagem: um aluno inicia a história que será continuada pelos demais colegas, usando diferentes recursos: papéis, lápis, canetinhas, cola, fita crepe, clipes... 13. Ilustração coletiva da história criada pela turma, utilizando materiais diversos: lápis de cor, giz de cera, cartolina, papel pardo, colagem, massinha de modelar, argila... 14. Exposição do texto, escrito e ilustrado colaborativamente, no saguão da escola 15. Leitura e análise de roteiros de teatro e de cinema 16. Criação coletiva de roteiro de vídeo a partir das histórias construídas no Google Docs Atividades presenciais no Laboratório de Informática: 1. Abertura de conta no Google 2. Apresentação do editor de texto colaborativo – Google Docs: tutorial 3. Escolha de três contos de fadas 4. Criação de três documentos de texto no Google Docs 5. Registro dos alunos nos Docs correspondentes aos contos escolhidos 6. Apresentação do editor de vídeo Movie maker: tutorial

Atividades não-presenciais, online 1. Escrita colaborativa dos contos escolhidos, usando o Google Docs, preservando a estrutura básica, trazendo as histórias para o século XXI: um aluno inicia e os demais seguem a história 2. Publicação dos textos produzidos colaborativamente no blog da turma Outras atividades 1. Criação de três vídeos a partir dos contos de fadas recriados pel@s alun@s no Google Docs

2. Comparação entre os suportes textuais – post no blog da turma e vídeo – e as linguagens de cada um 3. Partilha das produções com @s alun@s do Curso de Aplicação, provocando debate sobre as semelhanças e diferenças entre as histórias e os suportes

Resultados esperados: a partir dessas aulas, espero despertar nos alunos o gosto pela leitura e pela escrita. Além disso, que sejam capazes de refletir sobre a “gramática” do gênero textual estudado e usá-la adequadamente. Também, é importante notar as relações que se estabelecem no fazer colaborativo presencialmente e online: troca de idéias, aceitação da contribuição do outro, respeito entre os parceiros, participação ativa, resolução de problemas, responsabilidade e autonomia.

Avaliação: a partir da avaliação diagnóstica, constatei os limites dos alunos em relação a produção textual escrita, usando o padrão “culto” da língua. Então, planejei as atividades destas aulas. Durante o desenvolvimento das aulas, farei o acompanhamento, juntamente com os alunos, dos avanços e dos limites e, num processo dialógico, estabelecerei estratégias para superação desses limites, revendo as propostas, reorganizando-as, quando necessário. Ou seja, usarei as concepções de avaliação formativa e de autoavaliação.

Referências bibliográficas: 1. ANTONIO, José Carlos. Uso pedagógico do Google Docs. Disponível em: http://professordigital.wordpress.com/2010/02/08/uso-pedagogico-dogoogledocs/. Acesso em: 27/04/10. 2. CAMPOS, Gilda Helena B. e ROQUE, Gianna Oliveira. Unidade 2: Design Didático. Conteúdo disponibilizado na disciplina Design Didático, no Curso de Especialização Tecnologias na Educação 3. Entrevista do professor José Manuel Moran. Disponível em: http://www.eca.usp.br/pro/moran/positivo. pdf. Acesso em 27/04/10.

4. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia - saberes necessários à prática
educativa. São Paulo, Paz e Terra, 1997. 5. GODOY, Célia. Projeto contos de fadas. Disponível em: http://www.educacional.com.br/projetos/ef1a4/contosdefadas/ficha.html. Acesso em: 27/04/10. 6. José Manuel Moran: vídeos são instrumentos de comunicação e de produção. Entrevista publicada no Portal do Professor em 06/03/2009. Disponível em 25/07/10. 7. OLIVEIRA, Cristiane Mandanêlo de. A importância do maravilhoso na literatura infantil. Disponível em: http://graudez.com.br/litinf/marav.htm. Acesso em: 27/04/10. 8. _____________________________. Estudo das diversas modalidades de textos infantis: contos de fadas. Disponível em: http://graudez.com.br/litinf/textos.htm#Fadas. Aceso em 27/04/10. 9. PEREIRA, Luísa Álvares. Didática, letramento e formação de professores. Pátio – revista pedagógica. Ano VII, 2004. 10.SANTOS, Rosemari. Disponível em: p=612. Acesso em: 27/04/10. 11.SOARES, Magda. Português: uma proposta para o letramento. São Paulo: Moderna, 2002. Ambiente colaborativo de aprendizagem. http://www.educacaoetecnologia.org.br/escolaconectada/? http://www.eca.usp.br/prof/moran/videos.htm . Acesso em:

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