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Geoprocessamento ambiental
Agroprós
08/07/2020
Geoprocessamento ambiental: como utilizar?
Você sabe o que é geoprocessamento ambiental? Entenda como essa
ferramenta funciona e suas principais aplicações.
Geoprocessamento ambiental: como utilizar?
O geoprocessamento ambiental tem sido cada vez mais utilizado em
diferentes áreas e os profissionais que dominam essa ferramenta têm
destaque no mercado de trabalho.
Mas você sabe o que é o Geoprocessamento Ambiental e quais são as
principais aplicações dessa ferramenta cada vez mais popular?
Neste artigo vamos conhecer as características fundamentais do
Geoprocessamento Ambiental e suas principais aplicações.
Geoprocessamento e Licenciamento Ambiental
O que é geoprocessamento ambiental?
O Geoprocessamento Ambiental é uma vertente do geoprocessamento
utilizada para gerar novas informações a partir de dados ambientais
georreferenciados.
Os dados ambientais relacionam-se aos componentes físicos, bióticos e
antrópicos de uma determinada área ou região em estudo.
O objetivo principal dessa ferramenta é fornecer ferramentas
computacionais para que os diferentes analistas determinem as evoluções
espacial e temporal de um fenômeno geográfico.
As inter-relações entre diferentes fenômenos num mesmo espaço geográfico
também podem ser alvo de estudo.
Assim o Geoprocessamento Ambiental possibilita maior flexibilidade,
segurança e agilidade nas atividades de monitoramento, planejamento e
tomada de decisão relativas ao espaço geográfico.
Aplicações do geoprocessamento ambiental
O Geoprocessamento Ambiental pode ser utilizado por usuários em
diferentes esferas, desde órgãos governamentais ligados à Administração
Pública ou entidades particulares, pessoas físicas ou jurídicas.
Para utilizar adequadamente as ferramentas de Geoprocessamento
Ambiental em projetos requer o uso de técnicas de integração de dados.
Isso porque é impossível compreender os fenômenos ambientais sem
analisar os seus componentes a inter-relação entre eles.
Assim, o especialista em Geoprocessamento Ambiental precisa combinar
ferramentas de análise espacial, processamento de imagens, geo-estatística
e modelagem numérica, por exemplo.
Podemos elencar três grandes aplicações do Geoprocessamento Ambiental:
o mapeamento temático, os estudos de impacto ambiental e o ordenamento
territorial.
Vamos conhecer um pouco mais sobre cada uma delas a seguir:
Elaboração de mapas temáticos
O Mapeamento Temático (Cartografia temática) serve para caracterizar e
compreender a organização de um determinado espaço, seja ele o planeta
inteiro ou uma pequena área.
O objetivo principal é gerar a representação das informações geográficas de
um ou vários fenômenos físicos ou sociais.
Para tanto, a representação dos fenômenos é ajustada às referências físicas
de um base cartográfica.
Assim, os fenômenos têm uma localização geográfica. Seja ela real ou
estimada.
Como exemplos, pode-se citar os mapas temáticos geológicos, pedológicos
(de solos), de cobertura vegetal e climáticos.
Também podem ser produzidos mapas temáticos baseados em modelos de
previsão.
Uso do geoprocessamento ambiental nos estudos de impacto ambiental
O Diagnóstico Ambiental e a Avaliação de Impacto Ambiental são
importantes componentes de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
Um EIA é uma exigência legal para a realização de empreendimentos de
interesse econômico ou social que implicará em intervenções físicas e
impactos ambientais negativos.
Assim, os projetos de aproveitamento de recursos naturais, de aquicultura,
silvicultura ou agropecuária, como também a construção de rodovias e
usinas hidrelétricas requerem um EIA.
No Brasil, os EIA tem sido registrados desde a década de 1930 no Brasil.
Todavia, no passado, esses estudos eram feitos especialmente para grandes
obras como construção de rodovias, usinas hidrelétricas, ferrovias, portos,
dentre outros.
Somente a partir de 1986 tornou-se obrigatória a elaboração do EIA e do
Relatório de Impacto Ambiental para o licenciamento de atividades
modificadoras do meio ambiente.
Você sabe a importância dos Sistemas de Informação Geográficas (SIG) no
agronegócio?
Diagnóstico ambiental
O diagnóstico ambiental da área de influência do empreendimento deve
apresentar uma descrição completa e detalhada dos recursos ambientais,
abrangendo os meios físico, biótico e antrópico.
No componente físico, incluem-se aspectos como clima, geologia, qualidade
do ar e recursos hídricos, entre outros elementos essenciais para
compreender as condições naturais da região.
Já no componente biótico, destacam-se a fauna, a vegetação e os serviços
ecológicos, que desempenham um papel fundamental na manutenção do
equilíbrio ambiental.
Por outro lado, o componente antrópico engloba fatores como infraestrutura,
uso e ocupação do solo, organização social, dinâmica populacional e
economia, refletindo as interações humanas com o meio ambiente.
Além disso, o diagnóstico ambiental deve analisar as principais
características da área, considerando a dinâmica e as interações entre os
diversos fatores que compõem o sistema ambiental. Isso permite uma
compreensão mais ampla dos impactos e das possíveis medidas de
mitigação.
Avaliação de impacto ambiental
A avaliação de impacto ambiental (AIA) faz parte dos EIAs e é um
instrumento de caráter preventivo.
Uma AIA serve especialmente, mas não unicamente, para auxiliar na seleção
da alternativa de projeto mais viável em termos ambientais.
Para tanto, o responsável pela elaboração poderá coletar dados diretamente
no local ou utilizar dados de fontes secundárias. São exemplos de dados de
fontes secundárias:
Imagens de satélite;
Mapas de solos e das bacias hidrográficas;
Dados censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);
Dados econômicos produzidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(IPEA); e
Dados climáticos fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial
(INPE).
Com esses dados, o órgão ou pessoa responsável pelo Geoprocessamento
Ambiental poderá melhor compreender e delimitar a região do estudo.
Outro exemplo seriam os estudos visando o estabelecimento de áreas de
proteção ambiental (APAs).
E, finalmente, os Relatórios de Impacto Ambiental, realizados
periodicamente para o acompanhamento e avaliação das medidas
mitigadoras de impacto elencadas no EIA.
Ordenamento territorial
Outra aplicação relevante do Geoprocessamento Ambiental é o ordenamento
territorial, que está diretamente ligado à Administração Pública. Dessa
forma, os trabalhos nessa área têm como principal objetivo normatizar a
ocupação do espaço e otimizar a gestão do território.
Nesse sentido, o Geoprocessamento Ambiental é amplamente utilizado em
estudos de zoneamento pedoclimático e ecológico-econômico, contribuindo
para decisões estratégicas.
O zoneamento pedoclimático, por exemplo, busca identificar as áreas mais
adequadas para diferentes cultivos agrícolas. Para isso, são analisados dados
georreferenciados sobre características do solo, como aspectos pedológicos,
além de informações climáticas, incluindo pluviosidade, radiação solar e
temperaturas médias, máximas e mínimas.
Por outro lado, os estudos de zoneamento ecológico-econômico visam
racionalizar o uso dos recursos naturais, garantindo sustentabilidade em
atividades como o extrativismo e outros setores de desenvolvimento
econômico.
Mais do que apenas compilar dados, a análise de uma região para fins de
zoneamento exige um estudo detalhado. Portanto, os especialistas
envolvidos precisam selecionar variáveis explicativas ou preditoras e definir
a relevância de cada uma delas dentro do contexto analisado.
Podem ser variáveis preditoras o tipo solo, a vegetação, o regime pluvial e a
geomorfologia.
Além disso, é preciso relacionar esses preditores com as exigências
edafoclimáticas da cultura, no caso dos zoneamento pedoclimático.
Ordenamento territorial
Limitações do geoprocessamento ambiental
Como vimos, o Geoprocessamento Ambiental oferece várias possibilidades
para processar dados ambientais e atender aos diferentes objetivos dos
usuários.
Os dados oriundos de diversas fontes, reunidos e coordenados com o uso de
um SIG, permitem a caracterização da forma de organização do espaço.
Também permitem compreender sua estrutura e até mesmo modelar a
distribuição geográfica dos seus componentes e das variáveis em estudo.
Porém, não é possível estabelecer qual a função de cada componente
somente com base nos dados armazenados.
Tampouco é possível conhecer a dinâmica dos processos e as implicações
das inter-relações entre os componentes.
Assim, para o uso consistente do Geoprocessamento Ambiental, é necessário
o domínio dos fundamentos teóricos do geoprocessamento. Bem como uma
metodologia de trabalho.
Essa metodologia deve estar associada a um modelo preditivo capaz de
combinar as operações realizadas num SIG com a interpretação do
especialista.
Dessa forma, mais do que conhecimento teórico-prático acerca das
ferramentas tecnológicas e dos processos em estudo. É necessária uma
postura ativa e crítica dos profissionais.
Plataforma Agropós
Conclusão
O Geoprocessamento Ambiental pode ser utilizado tanto por entidades
governamentais e pela Administração Pública quanto por entidades privadas
e organizações não governamentais, atendendo, assim, a diferentes
objetivos.
Além disso, é fundamental que os profissionais adotem uma postura ativa e
crítica para garantir o uso consistente e eficiente do Geoprocessamento
Ambiental, maximizando seus benefícios.
Em conjunto com as geotecnologias, o Geoprocessamento Ambiental
apresenta uma ampla aplicação em diversas áreas. Dessa forma,
destacamos sua importância no manejo e preservação de recursos naturais,
na elaboração de estudos para atender à legislação ambiental, no
monitoramento de projetos e no ordenamento territorial.
Escrito por Debora Cerviere.
Geoprocessamento e Licenciamento Ambiental
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