1.
INTRODUÇÃO
Toda actividade que se desenvolva, em qualquer tipo de empreendimento, pode provocar
modificações e alterações ao meio ambiente, causando um impacto positivo ou negativo.
Quando essa actividade provoca alteração no ecossistema de determinada localidade, a ponto
de se modificar suas características acima do normal, ou seja, quando o ambiente não se
recupera mais naturalmente e necessita de uma intervenção humana, considera-se uma área
que foi degradada.
As ações antrópicas através de actividades como o crescimento populacional e o consumo de
recursos naturais cada vez mais intensos e exagerados, podem causar diversos problemas, tais
como, destruição da vegetação e da fauna, erosões, assoreamentos, alteração nos recursos
hídricos, entre outros, assim causando prejuízos para futuras gerações.
No intuito de colaborar no monitoramento desses problemas ambientais, e no gerenciamento
da recuperação dessas áreas, entra a importância do uso das ferramentas do
geoprocessamento. Esta tecnologia utiliza-se de geotecnologias que integram um grande
conjunto de ciências como os SIG, sensoriamento remoto e, diversas outras ferramentas
importantes, que apresentam grande potencial no auxilio para controle e monitoramento
ambiental através do uso de bases cartográficas, imagens de satélite, e por permitir o
cruzamento de diferentes informações fornecendo uma melhor visualização de vegetação, solo,
hidrografia e analise de uso e ocupação do solo.
Este trabalho tem como objetivo entender a aplicabilidade do Geoprocessamento nos estudos
ambientais, onde se buscou descrever o geoprocessamento e suas tecnologias e apontar a
importância das ferramentas do geoprocessamento para o monitoramento ambiental.
A proposta deste trabalho foi desenvolvida através de levantamentos bibliográficos, com
materiais bibliográficos publicados nos últimos anos, visando demonstrar o porquê são
importantes o uso das ferramentas de geoprocessamento nos estudos ambientais.
2. APLICAÇÃO DO GEOPROCESSAMENTO NO ESTUDO DO MEIO AMBIENTE
Na perspectiva moderna de gestão do território, toda ação de planeamento, ordenação ou
monitoramento do espaço deve incluir a análise dos diferentes componentes do ambiente,
incluindo o meio físico-biótico, a ocupação humana, e seu interrelacionamento.
Hoje em dia uma das formas de solucionar problemas ambientais, e de acompanhar o avanço
da degradação do meio ambiente, é a utilização do sensoriamento remoto, realizando análises
de imagens por computador, através de uma técnica de inspeção rápida, econômica, objetiva e
consistente que se tem expandido em diversos meios do setor ambiental e cuja precisão e
velocidade satisfazem uma exigência crescente pela qualidade. Por ser um método de inspeção
não destrutivo encontra um vasto campo de aplicações principalmente na agricultura e meio
ambiente (BROSNAM & SUN, 2002).
Segundo Paliwal et al. (2003) os recentes avanços em hardware e software têm possibilitado, a
sistemas de análise de imagem, detectar, processar, analisar e exibir os objetos das imagens
digitais com detalhes em tempo real; desta forma, a identificação e a classificação da
vegetação, do solo e água em sistemas baseados em técnicas de digitalização de imagens e
fotografia, estão se tornando potencialmente viáveis.
Deste modo, pode-se apontar pelo menos quatro grandes dimensões dos problemas ligados
aos estudos ambientais, onde é grande o impacto do uso da tecnologia de Sistemas de
Informação Geográfica: Mapeamento Temático, Diagnóstico Ambiental, Avaliação de Impacto
Ambiental, Ordenamento Territorial e os Prognósticos Ambientais.
Nesta visão, os estudos de Mapeamento Temático visam a caracterizar e entender a
organização do espaço, como base para o estabelecimento das bases para ações e estudos
futuros. Exemplos seriam levantamentos temáticos (como geologia, geomorfologia, solos,
cobertura vegetal), dos quais ainda é bastante deficiente, especialmente em escalas maiores.
Os projetos de avaliação de impacto ambiental envolvem o monitoramento dos resultados da
intervenção humana sobre o ambiente. Os trabalhos de ordenamento territorial objetivam
normatizar a ocupação do espaço, buscando racionalizar a gestão do território, com vistas a um
processo de desenvolvimento sustentado.
Visto isto, toda essa tecnologia deve ser utilizada para conter os avanços da degradação do
meio ambiente, como o desmatamento, queimadas, assoreamento de corpos hídricos etc.
Decorrente da convicção de que não é possível compreender perfeitamente os fenômenos
ambientais sem analisar todos os seus componentes e as relações entre eles, estes projetos
buscam sempre uma visão integrada da questão ambiental em conjunto com a questão social.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com certeza é impossível se realizar qualquer atividade sem causar alguma alteração ao meio
ambiente, seja ela boa ou ruim, e de maior ou menor extensão. Devido ao crescimento
populacional e o aumento da expectativa de vida tem aumentado muito o consumo dos
recursos naturais. Apesar de actividades como a agricultura e mineração serem umas das
principais actividades contribuintes para o desenvolvimento econômico do país, deve-se
analisar de que o consumo desenfreado dos recursos naturais não deve comprometer a
qualidade de vida de gerações futuras.
Um dos principais motivos de acontecer à degradação é de que as técnicas utilizadas não estão
adequadas à manutenção do meio ambiente. E as ferramentas do geoprocessamento tem um
papel relevante nesse aspecto, facilitando e tornando mais prático a gestão e monitoramento
ambiental, contribuindo através de suas geotecnologias.
Com o actual período de evolução da informática e das próprias tecnologias do
geoprocessamento, consequentemente as ferramentas do geoprocessamento como o
sensoriamento remoto, SIG e GPS vêm se tornando mais baratas e de fácil acesso, ou seja, é um
fato relevante que implica em sua utilização em qualquer programa de gerenciamento e
monitoramento ambiental.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Richards, J.A. (1999). Remote Sensing Digital Image Analysis: An Introduction (3rd revised and
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Silva J. X. da , Zaidan, R. T. (2004). Geoprocessamento e Análise Ambiental-Aplicações , Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil.